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1632 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Imasul convoca audiência para apresentar relatório do Impacto Ambiental de empresa que produz minério de ferro

    Caminhões recolhem minério de ferro produzido pela Vetorial Mineração em Corumbá. Audiência será no dia 11 de junho, às 19h, em Corumbá O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) convocou audiência pública para apresentar o Rima (Relatório de Impacto Ambiental), sobre a ampliação de um terminal da empresa LHG Mining, produtora de minério de ferro em Corumbá, município a 419 km de Campo Grande. O relatório é referente ao licenciamento ambiental da Ampliação do Terminal Privativo Gregório Curvo (TPGC) “Porto Gregório Curvo” de propriedade da empresa. Assim, o edital foi publicado no Diário Oficial do Estado com a convocação para 11 de junho às 19h, no Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá – Miguel Gómez – R. Domingos Sahib, 570 – Centro, em Corumbá. A audiência também será transmitida pelo Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=wC5BVRjv0dw. Mas, para participar é necessário se inscrever no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccMmZlSlFq3HXSoF0sGPL5yssjRzniHSjcuudQf7TehQhVRA/ viewform ou de forma presencial no local do evento, de acordo com as informações deste edital. Fonte: Midiamax

  • Integrantes do Comando Vermelho tentam matar casal a tiros em Maracaju

    Imagem ilustrativa. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) Casal estava na varanda de casa na Vila Juquita Integrantes do CV (Comando Vermelho) tentaram matar um casal, de 24 e 26 anos, na varanda de casa na Vila Juquita, em Maracaju, a 149 quilômetros de Campo Grande, na noite de quarta-feira (3). Esse é o segundo atentado que teria envolvimento de facção criminosa ocorrido em três dias na cidade. Na ocasião, o homem estava com a esposa na varanda de casa, quando viu um carro Celta, de cor vermelha. Os ocupantes teriam gritado de dentro do carro: “Aqui é CV”, segundo o boletim de ocorrência. Em seguida, dois suspeitos desceram do carro e atiraram várias vezes em direção ao casal. O marido correu para os fundos da residência e não conseguiu identificar os atiradores. Diante da situação, a PM (Polícia Militar) foi acionada e encaminhou o casal para a Delegacia de Polícia para registrar o caso. Atentado no início da semana Na noite da última segunda-feira (2), dois homens, mascarados e armados, invadiram uma casa, possivelmente com a intenção de matar um rapaz de 25 anos, em Maracaju. A vítima, que cumpre pena em regime semiaberto, conseguiu fugir dos suspeitos pulando o muro. À polícia, a vítima relatou suspeitar que os homens são integrantes de uma facção criminosa, grupo do qual afirma que vem sofrendo ameaças de morte. O caso também é investigado como tentativa de homicídio pela Polícia Civil. Fonte: Midiamax

  • IFMS tem 3 processos seletivos abertos para contratação de professores em cidades de MS

    Campus do IFMS. (Foto: Divulgação/IFMS) As provas serão realizadas nos campus do IFMS onde asvagas são ofertadas Está em busca de oportunidade de emprego em uma instituição de ensino? O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) está com três novos processos seletivos simplificados em andamento para preencher vagas em cidades do interior do estado, nas cidades de Jardim, Nova Andradina e Ponta Porã. As oportunidades são para as áreas de Administração, Engenharia Civil/Edificações e Português. A remuneração varia de R$ 5,6 mil a R$ 9,5 mil, dependendo da titulação do selecionado, por 40 horas de trabalho semanais. Conforme a instituição, a seleção dos candidatos será feita por meio de provas didática e de títulos, ambas eliminatórias e classificatórias. Os candidatos deverão realizar as provas presencialmente no campus do IFMS onde a vaga é ofertada. Inscrições As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção e só será efetivada após o pagamento de taxa, no valor de R$ 50. Além da formação mínima exigida em cada vaga, é necessário atender aos demais requisitos listados nos editais de abertura, como não ser ocupante de cargo com dedicação exclusiva, não ter atuado como professor substituto nos últimos dois anos ou participar de sociedade privada na condição de administrador ou sócio gerente. Confira abaixo as informações de cada seleção: Conforme o Edital nº 004/2026, referente às vagas ofertadas no Campus Jardim, são oferecidas oportunidades nas áreas de Administração, com uma vaga, e Edificações/Engenharia Civil, também com uma vaga. As inscrições vão até 15 de junho, com a prova sendo realizada no dia 27 de junho. Em caso de dúvidas os interessados por entrar em contato com o campus da IFMS pelo e-mail: pss.jd@ifms.edu.br. No Campus Nova Andradina, conforme o Edital nº 003/2026, também é ofertada uma vaga para a área de Português. Para essa seleção, os candidatos devem ter Licenciatura em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa. As inscrições vão até o dia 14 de junho e a prova será realizada no dia 27 de junho. Em caso de dúvidas os interessados por entrar em contato com a instituição pelo e-mail: pss.na@ifms.edu.br. Por fim, no Campus Ponta Porã, o Edital nº 002/2026 detalha o processo de seleção para preenchimento de uma vaga na área de Administração. Os candidatos para essa área devem ser bacharel em Administração ou Administração Pública ou Tecnólogo em Gestão do Agronegócio. Para essa vaga, as inscrições vão até 9 de junho, com realização da prova no dia 20 de junho. O contato da instituição é: pss.pp@ifms.edu.br. O contrato entrará em vigor a partir da publicação do extrato no DOU (Diário Oficial da União), com possibilidade de prorrogação até o limite legal de dois anos, de acordo com a necessidade do IFMS. Fonte: Midiamax

  • Idoso é preso por assediar professora na saída de escola em Maracaju

    Equipes da Polícia Militar no local. (Foto ilustrativa) Autor foi preso em flagrante Idoso de 60 anos foi preso por assediar uma professora na região central de Maracaju, cidade a 159 quilômetros de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (3). Conforme a polícia, a guarnição da PM foi acionada até a Praça Central da cidade, na Rua 11 de Junho, onde os agentes fizeram contato com a vítima. A professora disse que, ao sair da escola, seguia a pé pela Rua 11 de Junho, e, nas proximidades da Escola CATE, foi abordada pelo autor de 60 anos. Ele se aproximou simulando que pediria uma informação e, ao chegar perto, disse que ela era “muito bonita”. Depois, o idoso tentou tocar nos cabelos e no pescoço da professora, além de tentar puxá-la bruscamente pelo braço, conforme o Maracaju Speed. Assustada, ela conseguiu correr. A vítima então ligou para a sua irmã e relatou o ocorrido. A irmã dela localizou o suspeito e passou a segui-lo à distância, monitorando seus passos até a Praça Central, onde o homem permaneceu sentado até a chegada das viaturas da Polícia Militar. Os militares realizaram a abordagem do suspeito, que não confirmou a versão apresentada pela professora. Ele foi preso em flagrante. Fonte: Midiamax

  • Fiems contratou pesquisa eleitoral dias após receber dinheiro de convênio de R$ 7 milhões, diz Catan

    Deputado Catan faz denúncia durante sessão na Alems. (Luciana Nassar, Alems, Divulgação) Dinheiro foi transferido para entidade de Sérgio Longen 19 dias após publicação com assinatura de Jaime Verruck O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) afirmou, em discurso na tribuna, na sessão desta quarta-feira (27), da Alems, que a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) encomendou pesquisa eleitoral dias após receber dinheiro proveniente de convênio com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), assinado por Jaime Verruck — que depois foi alterado para assinatura de seu substituto, Artur Falcette. Conforme dados oficiais disponíveis no Portal da Transparência do Governo do Estado, o valor foi pago integralmente apenas 19 dias após a publicação no Diário Oficial assinada inicialmente por Verruck (Republicanos), que já havia deixado o governo, no dia 1º de abril, para concorrer às eleições. Isso significa que, no dia 29 de abril, o valor foi transferido para a conta da entidade chefiada por Sério Longen e que já teve Jaime Verruck como seu braço direito, atuando como diretor corporativo. Menos de um mês após receber os R$ 7 milhões, no dia 24 de maio, a Fiems contratou um instituto de pesquisa pelo valor de R$ 76 mil para realizar pesquisa eleitoral para governador e senador. Portal da Transparência confirma que R$ 7 milhões foram transferidos para a conta da Fiems no dia 29 de abril. (Reprodução) Informação teria sido omitida em reunião com deputados Na tribuna, Catan disse que a informação que teria sido repassada pelo substituto de Verruck na Semadesc, Artur Falcette, no último dia 20 de maio, aos deputados, era a de que o governo havia pago apenas R$ 300 mil desse convênio. No entanto, o Portal da Transparência — sistema oficial de divulgação das contas do Governo — mostra que, naquela data, o valor de R$ 7 milhões já havia sido transferido para a Fiems. Extrato do registro de pesquisa eleitoral contratada pela Fiems dias após receber R$ 7 milhões de convênio. (Reprodução) Ao criticar o convênio com a Fiems, Catan, que é pré-candidato ao Governo de MS, denunciava o não pagamento do Governo de contas com operadoras de telefonia e atraso no repasse dos duodécimos aos poderes estaduais. “É um absurdo não pagar conta de telefone e duodécimo em dia e transferir recursos da Fiems para dar resultado, num convênio que foi aumentado, para daqui a dois anos. A Fiems, após receber esse recurso, contrata uma pesquisa eleitoral”, disse. Gerson Claro, durante sessão nesta quarta-feira (27). (Luciana Nassar, Alems, Divulgação) Gerson Claro se irrita e sai em defesa da Fiems Durante a denúncia em plenário de Catan, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro (PP), ficou visivelmente irritado e questionou: “O senhor está fazendo denúncia ou está, levianamente, fazendo suspeita para poder jogar para a plateia?”. Então, após Catan concluir o seu tempo de fala, Gerson Claro saiu em defesa da Fiems: “Então, a pesquisa não foi paga com dinheiro do convênio”, concluiu. Conforme a Constituição Federal, deputados estaduais possuem a imunidade parlamentar. Ou seja, o parlamentar não pode ser processado por calúnia, difamação ou injúria pelas declarações que fizer no exercício da função. Não é a primeira vez que Claro sai em defesa da Fiems. O presidente da Alems já havia rejeitado levar a plenário outro requerimento que buscava obter informações da CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre repasses para a entidade das indústrias. Apesar de o requerimento estar num contexto de investigação do Ministério Público Estadual sobre contratos milionários firmados por Longen com empresas, Claro justificou que a Casa Legislativa não possui competência legal para fiscalizar entidades de natureza privada. A reportagem acionou a Fiems para se posicionar sobre as falas de Catan e aguarda retorno. O texto será atualizado assim que manifestação for enviada. Deputados já haviam levantado suspeita sobre uso de verba pública para beneficiar campanhas O deputado Pedro Kemp (PT) foi autor de requerimento que cobrava explicações da Semadesc sobre o convênio com a Fiems. O pedido foi barrado por deputados governistas. Naquela sessão, do dia 23 de abril, Kemp estranhou a rejeição do requerimento: “Só reforça a suspeita que temos de que esse convênio pode ter outras finalidades. Me acho no direito de fazer suspeitas em cima desse contrato. É dinheiro para campanha eleitoral? Se não, então aprovem meu requerimento”, exclamou. O próprio Catan já havia levantado a suspeita no plenário após a mobilização de governistas contra o requerimento: “Vai ser contratada uma empresa terceirizada — está no requerimento do senhor, por isso não vai ser aprovado hoje — que vai pegar R$ 7 milhões, vai pôr no bolso e vai passar para a campanha de alguém”, afirmou na ocasião. Presidente da Fiems, Sérgio Longen, ao lado de Verruck. (Divulgação) Deputados avaliam CPI contra Fiems Além dos questionamentos sobre o convênio, os deputados estaduais do PT na Alems discutem a possibilidade de apresentar requerimento de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os contratos milionários da Fiems, que são alvos de investigação do Ministério Público. “Eu acho que tem resistência. E, justamente pelo fato de ter resistência, a gente vai precisar ter conteúdos mais robustos para poder instalar. Porque, daí, a gente tendo conteúdos robustos, fica difícil para os parlamentares também se negarem a querer abrir uma CPI”, avaliou a deputada petista Gleice Jane. Catan também já declarou apoio a uma possível CPI na Casa Legislativa: “Esse convênio de R$ 7 milhões com a Fiems levanta preocupações sérias. Estamos falando de dinheiro público sendo repassado a uma entidade que já enfrenta questionamentos, sem que a sociedade tenha acesso claro às regras, metas, indicadores de resultado e mecanismos de fiscalização. Isso é inaceitável”, frisou. Fonte: Midiamax

  • Em ano eleitoral, Assembleia aumenta gastos com publicidade para R$ 27,6 milhões

    Gerson Claro (PP). (Leo de França, Jornal Midiamax) Gasto médio saiu de R$ 6,9 milhões em 2025 para R$ 9,2 milhões em 2026 A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), presidida por Gerson Claro (PP), prorrogou por mais um ano os contratos de publicidade e propaganda institucional. O valor da contratação das agências saltou de R$ 24 milhões em 2024 para R$ 27,6 milhões nas publicações mais recentes. O gasto médio com cada agência saiu de R$ 6,9 milhões em 2025, quando eram quatro empresas contratadas, para R$ 9,2 milhões em 2026, para três empresas, o que representa aumento de R$ 33,3%. O extrato do segundo termo aditivo aos contratos provenientes da Concorrência nº 002/2023 foi publicado no Diário Oficial da Casa de Leis, na terça-feira (26). Inicialmente, a concorrência firmou contratos em 9 de maio de 2024 com quatro agências de publicidade e propaganda, pelo valor de R$ 24 milhões. Em 2025, a Alems publicou o primeiro termo aditivo em que prorrogava a contratação das empresas por mais um ano e aumentava o valor em R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 27,6 milhões. O aditivo foi publicado no Diário Oficial, em 2 de junho daquele ano, mas com data de 16 de maio. Na terça-feira (26), a Casa de Leis publicou o segundo termo aditivo das contratações para três empresas, mas manteve o valor de R$ 27,6 milhões, que foi celebrado para as agências em 2025. As agências que tiveram os contratos prorrogados pela Alems são Agilita Propaganda e Marketing LTDA; A&T Publicidade e Assessoria LTDA e Comuniart Comunicação & Marketing LTDA – EPP. Assim, o valor de R$ 27,6 milhões representaria um gasto médio de R$ 9,2 milhões com cada agência neste ano eleitoral. Em 2025, o valor gasto com cada empresa representava, em média, R$ 6,9 milhões. Fonte: Midiamax

  • Governo adianta salário e servidores de MS recebem na próxima quarta-feira

    Imagem ilustrativa. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) A Prefeitura de Campo Grande também pagará antes do feriado de Corpus Christi Os servidores públicos estaduais de Mato Grosso do Sul vão aproveitar o feriado de Corpus Christi com dinheiro na conta. O salário de junho, referente ao período trabalhado em maio, estará disponível para saque na próxima quarta-feira (3), terceiro dia útil do mês. A Diretoria Executiva do Sindifiscal-MS (Sindicato dos Fiscais Tributários de MS) publicou nota informando que o Governo do Estado antecipou o pagamento deste mês. Por lei, o prazo fixado para o repasse de salários é o quinto dia útil de cada mês, que cairia só depois do feriado e do ponto facultativo. O pagamento contempla mais de 86 mil servidores ativos e inativos. Para que o valor caia na conta na quarta-feira (3), o Estado fará o depósito no dia anterior. E o salário da Prefeitura? O salário dos servidores públicos de Campo Grande referente ao mês de maio também estará na conta no dia 3 de junho. O cronograma de pagamentos não será feito no 5º dia útil, e as transferências serão antecipadas pela administração, conforme afirmou a Prefeitura ao Jornal Midiamax. Devido ao feriado de 4 de junho, de Corpus Christi, o dia útil de pagamentos para a maioria dos trabalhadores cairá no dia 6 de junho; contudo, a folha de pagamento no município sofrerá alterações para a data. Fonte: Midiamax

  • Previdência de Angélica que investiu no Master é autônoma, diz prefeitura após operação

    Prefeitura Municipal de Angélica. (Reprodução, Vale do Ivinhema Agora) Administração pública disse que não foi alvo das Operações Zehirut e Charitzut A Prefeitura de Angélica afirmou que o IPA (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Angélica) é autônomo no município. A previdência, que investiu R$ 2 milhões no Banco Master, foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) deflagrada na manhã desta quarta-feira (27). “O IPA é uma autarquia municipal com personalidade jurídica própria, autonomia administrativa e financeira, e competência exclusiva para gerir os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)”, declarou a administração municipal. Então, o prefeito Edinho Cassuci (PSDB) apontou que as decisões sobre credenciamento de instituições financeiras, análises de investimentos, aplicações e resgates são de responsabilidade do IPA. “São tomadas exclusivamente pelo Comitê de Investimentos e Conselho Curador do Instituto, sem qualquer interferência do Executivo Municipal”, disse. Resgate da Previdência O município destacou que os R$ 2 milhões investidos no Master foram resgatados uma semana antes de a PF prender Daniel Vorcaro, o dono do banco. Assim, o IPA teria conseguido o dinheiro de volta em 12 de novembro de 2025. Logo, o prefeito defendeu que não houve “qualquer prejuízo financeiro ao Instituto ou aos seus beneficiários”. Isso porque “todos os procedimentos seguiram a política de investimento vigente, orientação da consultoria financeira do IPA e foram registradas em Ata”. O prefeito do município afirmou que a prefeitura não está na lista de alvos da operação. “A Administração Municipal esclarece publicamente que não foi alvo e não possui qualquer envolvimento, participação ou vínculo aos fatos investigados pelas Operações Zehirut e Charitzut”. Operação e apreensões Em 27 de maio de 2026, a PF deflagrou as operações Zehirut e Charitzut contra o rombo de R$ 9 milhões que o Master deixou nos institutos de previdência de Fátima do Sul e Angélica, municípios da região sul do Estado. A PF informou que todos os alvos das duas operações foram encontrados nos seus respectivos endereços. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Angélica, seis em Fátima do Sul e dois em São Paulo (SP). Foram cumpridos mandados no IPA e no Iprefsul (Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Fátima do Sul). Confira o balanço das duas operações: Apreensões da Operação Zehirut 1 arma de fogo e munições legais para procedimentos administrativos (armas ilegais foram destinadas à Polícia Civil local para confecção do flagrante em desfavor do possuidor); 6 celulares; 2 pen drives; 6 PCs (3 notebooks e 3 desktops); 4 HDs; 1 pasta contendo diversas atas de reuniões relacionadas ao Banco Master. Charitzu 7 celulares. A Polícia Federal informou que, após procedimento de perícia e análise dos dados, será possível dimensionar o tamanho da fraude envolvendo o Banco Master e as administradoras desses institutos de previdência. Fonte: Midiamax

  • Inocência terá 20 novos imóveis do Minha Casa, Minha Vida por R$ 2,2 milhões

    Entrada de Inocência, no interior de MS. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Unidades habitacionais serão construídas no distrito de São Pedro A construção de 20 unidades habitacionais em distrito de Inocência, município a 336 km de Campo Grande, irá custar R$ 2,21 milhões (R$ 2.216.032,63). As obras serão viabilizadas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. O resultado da Concorrência Eletrônica nº 1/2026 foi publicado no Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), desta quarta-feira (27). A vencedora da licitação foi a V.B.C. Engenharia LTDA. Os imóveis serão construídos no distrito de São Pedro. A empresa será responsável pelo fornecimento de mão de obra, materiais, equipamentos e demais serviços necessários. Fonte: Midiamax

  • Sabia? Remédios para emagrecer reprovam exame toxicológico para tirar CNH em MS

    Permissão para dirigir só será emitida com aprovação em exame toxicológico. (Foto: Agência Brasil) Nova regra vale para processos abertos a partir de 18 de maio A partir de agora, quem iniciar o processo para tirar a primeira CNH nas categorias A (motocicleta) e B (carro) em Mato Grosso do Sul terá de apresentar exame toxicológico com resultado negativo. A exigência começou a valer para os processos abertos desde o dia 18 de maio, conforme determinação da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), após mudanças no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025. Antes da mudança, o exame era obrigatório apenas para motoristas das categorias C, D e E, usadas principalmente por caminhoneiros, motoristas de ônibus e profissionais do transporte. Entre as drogas detectáveis, estão medicamentos para emagrecer, com comercialização proibida. Segundo os parâmetros da Resolução do Contran nº 923/2022, que trata do exame toxicológico de larga janela de detecção, o teste é feito com amostras de cabelo, pelos ou unhas e consegue identificar o uso de drogas em um período mínimo de 90 dias, podendo chegar a 180 dias antes da coleta. O objetivo é detectar substâncias que podem comprometer atenção, reflexos e capacidade de dirigir. Os exames precisam ser feitos em laboratórios credenciados pela Senatran e pelo Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul). O resultado é lançado diretamente no sistema Renach, usado pelos Departamentos de Trânsito. Na prática, o exame procura principalmente drogas ilícitas e medicamentos controlados usados de forma abusiva. Veja abaixo o que aparece no toxicológico da CNH e os nomes populares das substâncias: Anfetaminas e estimulantes Anfetamina – inclui o chamado ‘rebite’ Metanfetamina – conhecida como ‘meth’, ‘cristal’ ou ‘ice’ MDA – droga sintética semelhante ao ecstasy MDMA – ecstasy ou ‘bala’ Anfepramona – remédio para emagrecer Femproporex – estimulante usado para emagrecimento Mazindol – inibidor de apetite Canabinoides THC – principal substância da maconha THC-COOH – metabólito da maconha detectado após o uso O exame também consegue identificar derivados, como haxixe e skunk. Cocaína e derivados Cocaína – ‘coca’ ou ‘pó’ Benzoilecgonina – substância gerada pelo organismo após uso de cocaína Cocaetileno – aparece quando cocaína é usada junto do álcool Norcocaína – outro metabólito da cocaína O crack também entra nesta categoria. Opiáceos Morfina – opioide derivado do ópio Codeína – presente em alguns xaropes e analgésicos controlados Heroína – droga opioide ilícita Apesar da lista extensa, muita gente confunde o exame toxicológico com testes rápidos de trânsito ou bafômetro. O toxicológico da CNH não pesquisa álcool, cigarro ou substâncias comuns do dia a dia. Veja o que normalmente NÃO aparece ou não reprova no exame: Bebidas alcoólicas Cigarro e nicotina Cafeína e energéticos Dipirona, paracetamol e ibuprofeno Antibióticos Antialérgicos comuns Antidepressivos prescritos Ansiolíticos receitados, como clonazepam (Rivotril) Segundo o Detran-MS, quem reprovar no exame não perde o processo da CNH, mas só poderá emitir a Permissão para Dirigir após apresentar resultado negativo. O candidato pode solicitar contraprova ou fazer novo exame. Para os especialistas, o principal ponto do toxicológico é identificar uso frequente ou repetido de drogas ao longo de meses, e não apenas consumo recente. Por isso, o exame é considerado de ‘larga janela de detecção’, diferente de testes rápidos feitos em abordagens policiais. Para consulta de laboratórios credenciados, a orientação é acessar os canais oficiais da Senatran e do Detran-MS. Fonte: Midiamax

  • Mulher mata marido a facada e revela que sofria violência doméstica em Porto Murtinho

    Bombeiros foram até o local, mas a vítima já estava sem vida. (Foto: Folha de Murtinho) A esposa relatou ser vítima de violência doméstica há anos Lino Ramon Garcia, de 38 anos, morreu após sofrer um golpe de faca desferido por sua esposa, de 35 anos, no bairro Che Roga Mi, em Porto Murtinho, na noite deste domingo (24). O casal teria bebido o dia todo, até o momento da discussão que antecedeu a morte do homem. Conforme o boletim de ocorrência, o desentendimento foi motivado por ciúmes. Segundo a mulher, Lino estaria olhando para a vizinha de sua irmã. Iniciou-se, então, uma briga, e a vítima passou a proferir ameaças e injúrias contra a mulher. Ela, nervosa, sacou uma faca e atingiu o marido na região do tórax. A suspeita foi encontrada ao lado do corpo, com a roupa ensanguentada. Aos policiais, ela relatou que é vítima de violência doméstica há muito tempo, mas nunca representou criminalmente contra o marido devido aos filhos e à dependência financeira. Ela foi presa em flagrante. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas, ao chegarem na casa, a vítima já estava sem vida. O caso foi registrado como homicídio simples. Fonte: Midiamax

  • Com 4 em investigação, Dourados concentra quase metade das mortes por chikungunya do país

    Força Nacional do SUS reforçou atendimento a pacientes em Dourados. (Foto: Edjalma Borges/Ministério da Saúde) Em 2026, Mato Grosso do Sul já registrou 19 mortes por chikungunya, sendo 12 somente em Dourados Dourados atualmente investiga quatro mortes suspeitas por chikungunya. Considerada o epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, a cidade contabiliza 12 mortes confirmadas e 4.306 casos da doença. O número de óbitos representa 44% — ou seja, quase metade — das 27 mortes registradas em todo o Brasil neste ano. A nova vítima suspeita é um homem de 71 anos. Outros três óbitos que seguem em investigação envolvem pacientes de 74, 50 e 84 anos. Todos eram não indígenas e moradores da área urbana de Dourados. Neste ano, o município já registrou 8.904 notificações da doença. Desse total, 4.879 casos são considerados prováveis, 4.306 foram confirmados, 573 seguem em investigação e 4.025 acabaram descartados, conforme dados do boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (25). Atualmente, 28 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação de chikungunya. A taxa de positividade dos exames é de 51%, indicando que mais da metade das pessoas testadas com sintomas receberam diagnóstico positivo para a doença. MS concentra sete a cada dez mortes do país A situação também preocupa no restante de Mato Grosso do Sul. Em 2026, o Estado já confirmou 19 mortes por chikungunya, o equivalente a 70,4% dos 27 óbitos registrados no Brasil. Na prática, sete a cada dez brasileiros mortos pela doença são sul-mato-grossenses. A morte mais recente confirmada no Estado é de uma mulher de 53 anos, moradora de Guia Lopes da Laguna, município a 234 quilômetros de Campo Grande. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, ela foi internada com sintomas respiratórios e morreu no dia 14 de maio. No entanto, o resultado laboratorial que confirmou chikungunya como causa da morte só foi divulgado na última quinta-feira (21). A paciente tinha comorbidades. Dourados lidera o número de mortes no Estado, com 12 registros. Em seguida, aparecem Bonito e Jardim, com dois óbitos cada. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina registraram uma morte cada. Fora de Mato Grosso do Sul, os demais óbitos por chikungunya em 2026 foram registrados em Goiás (2), São Paulo (2), Rondônia (1), Mato Grosso (1), Bahia (1) e Minas Gerais (1). Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul contabilizou 24 mortes por chikungunya — sendo 17 em 2025, uma em 2024 e três em 2023 e 2018. Com isso, em menos de cinco meses, 2026 já representa 79% de todas as mortes pela doença registradas na última década no Estado. O que é a chikungunya A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos. Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Fonte: Midiamax

  • Empreiteira acusa Alems de direcionar licitação de R$ 102 milhões em obra de Gerson Claro

    Presidente da Alems, Gerson Claro anunciou obra para novo plenário. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) O presidente do Legislativo de Mato Grosso do Sul anunciou a obra faraônica no ano passado, classificando-a como 'sonho' A empresa mineira Alcance Engenharia e Construção LTDA entrou na Justiça contra licitação de R$ 102 milhões lançada pela Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Em março de 2025, o presidente do Legislativo, deputado Gerson Claro (PP), anunciou a obra faraônica do novo plenário e a classificou como “um sonho”. Em outubro do mesmo ano, a Assembleia já havia encerrado a licitação e assinou contrato com duas empresas que formaram o Consórcio Novo Plenário: Paulitec Construções LTDA (CNPJ 49.437.809/0001-74) — como líder do consórcio — e Tecnoedil S.A. Constructora (CNPJ 60.850.845/0001-06) — paraguaia. Criando regras A ação acusa o edital de criar regras de direcionamento do certame, dificultando a participação de outras empresas. Entre as exigências apontadas como ilegais, está a necessidade de comprovação de que a empresa tenha construído um prédio público com as mesmas especificações exigidas para a obra da Alems no mesmo projeto. Então, a Alcance diz que a administração pública deve buscar ampliar a participação de empresas para conseguir a proposta mais vantajosa, “e não criar barreiras desnecessárias que afunilam o número de participantes“. Outro ponto que a Alems teria criado para barrar participantes, segundo a empreiteira, é exigir uma licitação presencial, já que a nova lei de licitações determina que os processos devem ser feitos, via de regra, de forma eletrônica. A Alems chegou a dizer que a exigência de sessão presencial seria “incentivo ao desenvolvimento local e regional”, ao que a empresa alega ser violação à competitividade, “pois direciona indevidamente a participação para empresas geograficamente próximas, em detrimento de outras, igualmente capazes, que poderiam oferecer propostas mais vantajosas à Administração Pública”, diz em trecho da petição. Nos autos, a fim de que a empresa desista da ação, a Alems pediu para o juiz elevar o valor da causa de R$ 1 mil para R$ 107 milhões — já que as custas processuais são baseadas no valor da causa. No mais, defendeu as exigências do edital, afirmando que o atestado único é importante, por ser uma obra complexa, e precisa “garantir que a contratada possua capacidade técnica e gerencial para coordenar a simultaneidade de sistemas e etapas construtivas”. Sem citar a alegação de que optou por licitação presencial por motivações de “desenvolvimento regional”, a Alems disse que foi uma opção devido à complexidade da obra. Numa análise inicial, o juiz Claudio Müller Pareja manteve o edital, mas abriu prazo para a Alems se explicar. Depois de ouvir todas as partes e, também, o Ministério Público, o magistrado deverá proferir uma sentença. Ao Jornal Midiamax, Gerson Claro declarou: “Entendo que todos têm direito de ir à Justiça. Absolutamente normal. A equipe técnica responsável fez os esclarecimentos, e o jurídico da Casa fez as explicações de defesa nos autos. Outro detalhe é que a empresa que questionou o edital nem sequer participou da licitação”. A reportagem solicitou, na quarta-feira (20), posicionamento da Alems sobre as acusações da empresa Alcance Engenharia, mas não obtivemos retorno até esta publicação. O espaço segue aberto. Contrato de R$ 102 milhões com consórcio que tem empresa paraguaia A Alems fechou, em outubro do ano passado, contrato para construção do plenário do Legislativo. Assim, consórcio com participação de empresa paraguaia receberá R$ 102.434.406,83 pela obra. Contudo, a empresa brasileira Paulitec comanda o consórcio vencedor. Juntas, as empresas serão responsáveis pela obra de construção de um novo plenário e bloco administrativo de apoio aos parlamentares, servidores e visitantes da Alems. O contrato inclui todo o material e a mão de obra necessários para a execução dos serviços. Além disso, o documento define o prazo de 18 meses, a partir da ordem de execução, para execução do projeto. Fonte: Midiamax

  • Criança de 4 anos é resgatada enquanto caminhava chorando em rodovia de MS

    Polícia Militar foi acionada (divulgação) Criança de 4 anos foi resgatada caminhando sozinha na MS-385 saída de Antônio João em direção a Bela Vista, na noite desta segunda-feira (25). Conforme o registro policial, moradores da Aldeia Campestre viram o menino caminhando chorando e o encaminharam até a liderança da comunidade indígena, que acionou a equipe do 2º Pelotão da Polícia Militar. No local, os policiais constataram que a criança tentava retornar para casa sozinha. Segundo moradores, a mãe do menino faz uso abusivo de bebidas alcoólicas e teria ido até a área urbana durante o dia com o menino para fazer compras e acabou consumindo bebida alcoólica. Em seguida, desapareceu, deixando o filho desamparado na cidade. A criança, então, caminhou sozinha pela rodovia na intenção de retornar para casa. Os militares fizeram o acolhimento da criança e a conduziram até a residência de uma tia materna, que assumiu provisoriamente os cuidados dele. O Conselho Tutelar foi acionado e deverá acompanhar a situação familiar da criança. A Polícia Militar também realizou buscas pela mãe do menino, porém ela não foi localizada até o momento. O caso foi registrado como abandono de incapaz e encaminhado à Polícia Civil de Antônio João para as providências cabíveis. Fonte: Midiamax

  • Juiz mantém denúncias contra Claudinho Serra e convoca delator para depoimento

    Claudinho Serra comandava esquema de corrupção em Sidrolândia, segundo investigações do Gecoc. (Montagem: detalhe de Claudinho Serra, Reprodução; Prefeitura de Sidrolândia, Alicce Rodrigues/Jornal Midiamax) Processo tem 21 réus por fraudar contratos de obras em Sidrolândia investigados na Operação Tromper O juiz titular da Vara Criminal de Sidrolândia, Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, proferiu decisão mantendo denúncias de corrupção contra grupo chefiado por Claudinho Serra (PSDB) — ex-secretário de finanças do município e ex-vereador de Campo Grande. Conforme a decisão publicada nesta semana, o magistrado rejeitou as alegações das defesas de declarar inepta a denúncia e absolver sumariamente os investigados. São 21 réus por fraudar contratos de obras em Sidrolândia investigados na Operação Tromper. Além disso, o juiz responsável pelo caso designou audiência para ouvir testemunhas e também o primeiro delator do esquema, o ex-chefe de compras municipal Tiago Basso da Silva. Eles serão ouvidos no dia 21 de julho. Quanto aos réus, houve mudança apenas em relação à empresária Jacqueline Mendonça Leiria, que teve um dos fatos criminosos excluído de sua acusação. O juiz indica que houve erro na denúncia do MP ao não especificar qual a conduta da ré na ocasião de fraude em uma determinada licitação. No entanto, ela responderá por crimes relacionados a outras três fraudes, pois nestes a denúncia detalhou suficientemente a sua suposta participação na criação e no uso de uma empresa (JL Serviços) para fraudar licitações de limpeza urbana e direcionar contratos sob o comando de Claudinho Serra. A denúncia refere-se ao que foi apurado na 4ª fase da Tromper, em que a investigação chegou ao líder da organização criminosa, Claudinho Serra, segundo o Gecoc. O ex-secretário chegou a usar tornozeleira até dezembro do ano passado. Lista de réus Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho – ex-secretário apontado como líder da organização criminosa Carmo Name Júnior – ex-assessor parlamentar de Claudinho Serra Ueverton da Silva Macedo – empresário de Sidrolândia Ricardo José Rocamora Alves – empresário de Sidrolândia Thiago Rodrigues Alves – ex-servidor do Governo do Estado ligado à Agesul e empreiteiras Milton Matheus Paiva Matos – advogado de Sidrolândia Ana Cláudia Alves Flores – ex-pregoeira da Prefeitura de Sidrolândia Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa – ex-chefe de licitações da Prefeitura de Sidrolândia Luiz Gustavo Justiniano Marcondes – empresário de Sidrolândia Jacqueline Mendonça Leiria – empresária de Sidrolândia Heberton Mendonça da Silva – empresário e ex-assessor parlamentar de Claudinho Serra Roger William Thompson Teixeira de Andrade – empresário de Sidrolândia Valdemir Santos Monção – assessor parlamentar na Alems Cleiton Nonato Correia – empresário dono da GC Obras de Pavimentação Edmilson Rosa – empresário dono da AR Pavimentação Fernanda Regina Saltareli – empresária sócia da CGS Pavimentações e Terraplanagem Maxilaine Dias de Oliveira – empresária da Master Blocos Roberta de Souza – ex-servidora de Sidrolândia Yuri Morais Caetano – ex-estagiário do MPMS em Sidrolândia Rafael Soares Rodrigues – ex-secretário de Educação Sidrolândia Paulo Vitor Famea – ex-secretário-adjunto da Assistência Social de Sidrolândia Saulo Ferreira Jimenes – empresário de Sidrolândia Primeiros condenados por fraudes em Sidrolândia Em agosto do ano passado, esse mesmo juiz proferiu as primeiras condenações da Tromper, em que cinco empresários e dois servidores municipais foram condenados a 111 anos e 11 meses de prisão por crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e também fraude em licitações. A decisão também determinou ressarcimentos dos cofres públicos no valor de R$ 349.953,02, com juros e correção monetária. De acordo com as sentenças aplicadas pelo juiz Bruce Henrique, o empresário Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, foi o réu punido com maior condenação. Ele terá de cumprir 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão. Na sequência, o também empresário Ricardo José Rocamora Alves foi sentenciado a 28 anos, três meses e 20 dias de prisão. Roberto da Conceição Valençuela, outro empresário, condenado a 11 anos e 6 meses de prisão; O empresário Odinei Romero de Oliveira, sentenciado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão; Ewerton Luiz de Souza Luscero, também empresário, condenado a 15 anos e 9 meses de prisão; O servidor público Flávio Trajano Aquino dos Santos, condenado a 8 anos e 4 meses de prisão; César Augusto dos Santos Bertoldo, servidor público, condenado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão. Claudinho foi preso e denunciado em nova fase da Tromper Claudinho foi preso no dia 5 de junho de 2025, junto do assessor Carmo Name Júnior e do empreiteiro Cleiton Nonato Correia (GC Obras). Todos já estão soltos e livres de tornozeleira. Os argumentos levantados pela investigação que basearam a prisão do político foram justamente o fato de ele ter apenas R$ 410 na conta, enquanto morava em condomínio de alto padrão e andava com carros de luxo. “A denotar na plena possibilidade da permanência do envolvimento ilícito entre os agentes delitivos no percebimento ou repasse de vantagens indevidas oriundas dos contratos ilegais firmados anteriormente, que sob as mesmas linhas do juízo a quo, eleva o entendimento de que a liberdade provisória, ainda que aplicada mediante cautelares antes concedidas, não surtiu os efeitos necessários”, dizia a fundamentação do pedido. Como funcionavam as fraudes Com as primeiras fases, a investigação identificou a organização criminosa voltada às fraudes em licitações e contratos administrativos com a Prefeitura de Sidrolândia. Então, o MPMS aponta na denúncia que o grupo criminoso agia para fraudar e direcionar licitações em Sidrolândia, favorecendo-se. Com isso, desviava valores desses contratos para os investigados. Claudinho, então secretário de Fazenda do município, seria mentor e teria cooptado outros servidores. Aliás, a nova investida das autoridades contra o esquema de corrupção chefiado por Serra atingiu diretamente o núcleo familiar do político. O pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e a esposa, Mariana Camilo de Almeida Serra — filha da ex-prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo —, foram indiciados. Fonte: Midiamax

  • TRE-MS diploma João César no lugar de Neno Razuk na sexta-feira

    João Cesar Mattogrosso. (Luciana Nassar, Alems) Diplomação será na sede do TRE-MS, na Capital A diplomação de João César Mattogrosso foi marcada pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) para sexta-feira, às 14h, em Campo Grande. O evento ocorre um dia após a retotalização dos votos feita na manhã desta quinta-feira (21) pelo presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Contar. Neno Razuk (PL) perdeu o mandato, e MattoGrosso, até então diretor-adjunto do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), assume a cadeira. Ainda não há data da posse na Alems. João assume a vaga de Neno Razuk após o PL perder a vaga com a recontagem dos votos de Loester e Raquelle Trutis, condenados por lavagem de dinheiro do fundo eleitoral. Em entrevista ao Jornal Midiamax na manhã de hoje, João confirmou já ter recebido a ligação. “Agora depende do presidente da Alems [Gerson Claro] marcar a data de posse. Eu vou assumir”, disse. Ele disse ainda não ser candidato nas eleições deste ano, por não ter se desincompatibilizado do cargo até março, conforme prazo eleitoral. “É tudo muito novo, as coisas ainda estão acontecendo. Por respeito aos envolvidos, eu não mexi com nada. Mas não serei candidato e vou apoiar o projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel.” Fonte: Midiamax

  • Bandidos fingiam ser policiais para roubar muambeiros na região de Dourados

    Mercadorias aprendidas durante operação. (Foto: Divulgação) O grupo foi alvo da Operação 'Piratas da Fronteira' O grupo especializado em roubo de muambeiros, alvo da Operação ‘Piratas da Fronteira’, se passava por policiais para subtrair as mercadorias oriundas do Paraguai. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (21), em Dourados, a 201 km de Campo Grande. Pela manhã, a mulher do chefe da quadrilha foi um dos alvos das equipes policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). Além dela, outros dois receptadores – que comprovam as mercadorias após serem roubadas. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início no ano passado, quando eles iniciaram o monitoramento acerca de um grupo criminoso que estava se passando por policiais e abordava motoristas que transportavam produtos contrabandeados e descaminhados na região. Na oportunidade, os criminosos armados anunciavam o assalto e subtraíam o veículo e a carga. Em janeiro deste ano, o líder do grupo foi preso em flagrante após um roubo em Dourados. Na oportunidade, eles roubaram uma carga de perfumes e ainda realizaram disparos na direção das vítimas. Em março, outros três integrantes também foram presos após cumprimento de mandado de prisão preventiva. Itens aprendidos em janeiro com o chefe da quadrilha. (Divulgação, PCMS) Loja alvo De acordo com o delegado Lucas Veppo, da Polícia Civil de Dourados, a operação cumpre cerca de cinco mandados de busca e apreensão em casas de pessoas suspeitas. Além dos presos, uma loja de um dos presos foi alvo de busca por armazenar e comercializar produtos vindos do Paraguai. Segundo o delegado, o comércio “materializou ainda mais o envolvimento dos presos, com a receptação dos produtos roubados pela quadrilha”, explicou. Entre os produtos furtados pelos criminosos, estão cargas de canetas emagrecedoras avaliadas em R$ 200 mil, e o grupo já teria repassado mais de R$ 300 mil em mercadorias. Porém, como a quadrilha atuava há muito tempo, os números podem ser diversos. Durante a operação, que segue em andamento, parte de uma mercadoria furtada foi recuperada pelos policiais do SIG. Arma apreendida durante a operação. (Divulgação, PCMS) Fonte: Midiamax

  • MS registra 19ª morte por chikungunya e concentra 70% dos óbitos do Brasil

    Cuidados devem ser mantidos para evitar proliferação do Aedes aegypti. (Divulgação, SES) Com 12,7 mil casos da doença, a incidência é mais de 20 vezes superior à média nacional Mulher de 53 anos morreu de chikungunya em Guia Lopes da Laguna, cidade a 234 quilômetros de Campo Grande. Com 19 óbitos confirmados no Estado, sete a cada dez brasileiros mortos pela doença são sul-mato-grossenses. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher foi internada com sintomas de quadro respiratório e morreu na última quinta-feira (14). No entanto, o resultado do exame laboratorial que confirma a causa da morte como chikungunya foi divulgado nesta quinta (21). Ela tinha comorbidades. Em todo o Brasil, 27 pessoas morreram de chikungunya em 2026. Assim, Mato Grosso do Sul concentra 70,4% das mortes pela doença no país. As outras foram registradas em Goiás (2), São Paulo (2), Rondônia (1), Mato Grosso (1), Bahia (1) e Minas Gerais (1). O Estado registrou 24 mortes por chikungunya nos últimos dez anos — 17 em 2025, uma no ano anterior e três em 2023 e 2018. Ou seja, em menos de cinco meses, 2026 já representa 79% do total de mortes pela doença na última década em Mato Grosso do Sul. 12,7 mil casos em MS Conforme dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Estado registra 12,7 mil casos prováveis de chikungunya em 2026, o que corresponde a 27,6% do total nacional (46 mil). A incidência em MS é de 435,6 casos por 100 mil habitantes — mais de 20 vezes superior à média do Brasil, de 21,6. Com 10,1 mil moradores, Guia Lopes da Laguna registra 93 casos prováveis de chikungunya neste ano. Desses, 75% foram confirmados e 25% ainda aguardam resultado de exame do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). A incidência é de 919,3 casos por 100 mil habitantes, o que caracteriza epidemia da doença. A maior parte das mortes está concentrada em Dourados, com 12 registros. Em seguida, Bonito e Jardim têm dois óbitos cada um. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina têm um em cada município. O grupo de risco da chikungunya é formado por pessoas em extremos de idade e com comorbidades. Entre os 19 mortos em Mato Grosso do Sul, dez eram idosos e quatro crianças. Onze tinham outras doenças, que agravam o quadro de saúde. Chikungunya mata e causa sequelas Bebê com chikungunya – imagem ilustrativa. (Reprodução) A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e causa dor incapacitante nas articulações, além de febre alta. A orientação principal é procurar um médico imediatamente, no primeiro dia de sintomas, principalmente em caso de idosos e crianças. “Ao menor início de febre e dor nas articulações de forma súbita, hoje, no nosso Estado, é chikungunya até que se prove o contrário”, afirma a presidente da Sociedade Sul-Mato-Grossense de Infectologia, médica Andyane Tetila, que atua no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). Geralmente, o quadro de saúde do paciente com chikungunya começa com a febre entre 38°C e 40°C e dor muito forte nas articulações — popularmente chamadas de ‘juntas’. “O início é bastante súbito, a pessoa dorme bem, mas, no meio da noite, acorda com uma dor bastante importante nas articulações”, diz a infectologista. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, tais como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias. Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, compostos por pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos. Além disso, mais de 50% das pessoas que contraem a doença seguem com os sintomas por anos. Vacinação Vacina contra chikungunya. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) A cidade de Itaporã foi a primeira do Estado a iniciar a vacinação contra a chikungunya. A aplicação começou no dia 18 de abril e, nesta fase, é destinada exclusivamente à população de 18 a 59 anos sem comorbidades. Em Dourados, a vacinação começou no dia 27 de abril e abrange as áreas indígenas e a zona urbana da cidade. No início de maio, o Ministério da Saúde incluiu Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas na estratégia de vacinação contra a doença. O avanço da chikungunya levou a pasta a ampliar a vacinação para esses municípios em situação de epidemia. Ao todo, as cidades receberam 14,4 mil doses. Entre o público que não pode receber o imunizante, estão gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou em tratamento oncológico, transplantados recentes, pessoas com doenças autoimunes ou determinadas condições crônicas associadas, além de indivíduos com febre ou que tenham recebido recentemente outros tipos de vacina. As orientações seguem a bula aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A reportagem acionou a SES (Secretaria Estadual de Saúde) para solicitar mais informações sobre a morte confirmada na cidade, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. Fonte: Midiamax

  • Saneamento avança em MS com mais de R$ 3 bilhões em investimentos

    A nova ETE Botas, em fase de operacionalização (Foto: Aegea) Obras ampliam rede de água e esgoto em Campo Grande e 68 cidades, com impacto direto na saúde e qualidade de vida Os investimentos em saneamento seguem ampliando a cobertura de água tratada e esgoto em Mato Grosso do Sul. Somando capital e interior, os aportes já passam de R$ 3 bilhões e incluem expansão de redes, novas estações de tratamento e obras de infraestrutura urbana. Em Campo Grande, a concessionária Águas Guariroba investiu mais de R$ 2 bilhões desde o início da concessão. Desse total, R$ 1,16 bilhão foi destinado ao abastecimento de água e R$ 1,01 bilhão ao sistema de esgoto. Hoje, a Capital conta com duas Estações de Tratamento de Água, mais de 150 poços, 107 reservatórios e duas Estações de Tratamento de Esgoto. O sistema trata cerca de 92,6 milhões de litros de esgoto por dia. Uma das principais obras em andamento é a nova ETE Botas, na região norte da cidade, que terá capacidade para tratar mais de 600 milhões de litros de esgoto por ano. Campo Grande também possui mais de 4 mil quilômetros de rede de água e 3,2 mil quilômetros de rede de esgoto. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que a cidade foi a segunda capital que mais investiu em saneamento no país, com R$ 217,39 por habitante ao ano. Segundo a diretora-executiva da concessionária, Francis Faustino, o investimento por morador chegou a R$ 287,78 em 2024. “Isso representa um aumento de quase 84% desde 2020”, destacou. Ganhos para a sociedade Os impactos já são percebidos pela população. Moradora do Jardim Seminário, Neuza dos Santos lembra das dificuldades antes da chegada da água tratada. “Era um poço só para toda a família. A gente chegava cansada e ainda precisava puxar água no balde”, contou. “Com a água tratada virou outra vida. A água sai boa direto da torneira, não precisa mais ficar com medo de doença”, completou. No interior, a expansão ganhou força com a parceria entre a Ambiental MS Pantanal e a Sanesul. Entre 2021 e 2025, foram investidos R$ 525 milhões em redes coletoras de esgoto. Outros R$ 593 milhões estão previstos entre 2026 e 2028. A cobertura de esgoto no estado saltou de cerca de 46% para mais de 75% nos últimos anos, com implantação de mais de 553 quilômetros de redes coletoras. Atualmente, o sistema atende 68 municípios, com 71 Estações de Tratamento de Esgoto e 229 Estações Elevatórias, além de capacidade para tratar aproximadamente 190 mil metros cúbicos por dia. A meta é alcançar 94% de cobertura de esgoto antes de 2028. Para isso, novas estações e elevatórias seguem previstas no cronograma de obras. O prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, afirmou que os investimentos fortalecem a infraestrutura urbana e a saúde pública. “São melhorias que serão percebidas no cotidiano da população”, disse. Além da infraestrutura, estudos do Instituto Trata Brasil apontam que a universalização do saneamento pode reduzir em mais de 86 mil internações por ano no país. Outro levantamento mostra que imóveis com acesso ao saneamento chegam a ter aluguéis quase 30% mais altos. Fonte: Midiamax

  • Deputados aprovam e criação de 150 cargos no TJMS vai à sanção

    Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Projeto foi aprovado em segunda discussão nesta terça-feira (19) Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram, nesta terça-feira (19), a criação de 150 cargos no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Assim, o Projeto nº 44/2026 segue para sanção do governador, Eduardo Riedel (PP). A matéria cria cargos efetivos de analista judiciário. Estes devem reforçar a estrutura de pessoal da Secretaria do Tribunal e das comarcas do Estado. Conforme os dados apresentados pelo TJMS aos deputados, o Judiciário estadual registrou o julgamento de 469.870 processos no primeiro grau em 2024. Assim, são 322.659 sentenças na Justiça comum e 147.211 nos Juizados Especiais. No mesmo período, foram proferidas 615.007 decisões interlocutórias, expedidos 939.687 despachos e contabilizadas mais de 42 milhões de movimentações processuais. Ações do TJMS nos últimos anos O tribunal aponta que ingressaram 403.326 novas ações em 2024, das quais 170.986 ocorreram na Comarca de Campo Grande, o que representa aproximadamente 42,3% do total. O órgão iniciou o ano de 2025 com 773.033 processos em tramitação no primeiro grau, divididos em 648.725 na Justiça comum e 124.308 nos Juizados Especiais. O preenchimento das vagas ocorrerá de forma gradual, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira do Poder Judiciário e os limites da legislação fiscal. A proposta prevê a inclusão das vagas no Bacep (Banco de Cargos e Empregos Públicos), possui parecer favorável do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e aguarda a deliberação dos parlamentares. Deputados aprovaram também… Em discussão única, os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 45/2026. A deputada Mara Caseiro (PL) assina a matéria que visa tornar de utilidade pública estadual a Sociedade Beneficente São Judas Tadeu. Trata-se do hospital de Iguatemi, que presta atendimento gratuito aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Além disso, os parlamentares discutiram e aprovaram em redação final o Projeto de Lei nº 277/2025. A proposta da deputada Lia Nogueira (PSDB) inclui no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul o “Baile de Debutantes do Projeto Primavera”. O evento é realizado anualmente no mês de outubro, no município de Costa Rica. Por fim, aprovaram o Projeto de Resolução nº 10/2026, do deputado Paulo Corrêa (PL), que concede o título de cidadão sul-mato-grossense para uma pessoa homenageada. Fonte: Midiamax

  • Alvo de operação contra desvio em transporte escolar, associação diz que caso se refere à gestão anterior

    Gecoc durante operação em MS. (Divulgação) Conforme o Gecoc, os investigados utilizaram a Aeunas em esquema ilícito Em nota, a Aeunas (Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul) informou que investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) refere-se a gestão anterior da associação. O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça de Nova Alvorada do Sul, deflagrou a “Operação Rota Desviada” que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Dourados, Fernandópolis (SP) e Ituiutaba, na manhã desta terça-feira (19). Conforme o Gecoc, os investigados utilizaram a Aeunas em esquema ilícito envolvendo recursos públicos destinados ao transporte de alunos. Segundo o MPMS, as investigações apontam que os recursos públicos do Termo de Fomento firmado entre o Município de Nova Alvorada do Sul e a entidade estudantil, que tinha como objeto o custeio de transporte para os estudantes universitários do município, eram desviados, mediante transferências, em benefício de servidores públicos e membros do Poder Legislativo municipal. Foram cumpridos mandados judiciais nas residências do ex-presidente da Câmara Sidcley Brasil da Silva, do vereador Ronaldo Camargo e do ex-marido de uma mulher que fazia parte de uma associação de estudantes do município. De acordo com informações, pelo menos cinco veículos descaracterizados estariam no município. O caso envolvendo transporte universitário já era investigado pelo Ministério Público, e a empresa supostamente pertence ao genro de Sidcley. Em relação ao caso, nesta terça, o presidente da Câmara de Nova Alvorada, Israel Gomes (PP), disse que os vereadores não tinham obrigação de fiscalizar o contrato investigado, pelo fato da Casa não ter recebido denúncia sobre o desvio de recursos para transporte escolar no município. Leia a nota da Aeunas A Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul – AEUNAS, por intermédio de sua atual Diretoria Executiva, vem a público, em atenção aos recentes fatos noticiados pela imprensa e relativos à operação deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), prestar os seguintes esclarecimentos: I. Do Sigilo e do Conhecimento dos Fatos Inicialmente, cumpre destacar que as investigações em curso tramitam sob sigilo de justiça, conforme preceitua o ordenamento jurídico pátrio (Art. 5º, inciso LX, da Constituição Federal). Dessa forma, a AEUNAS, assim como o público em geral, não detém acesso integral aos autos ou informações pormenorizadas sobre o teor das diligências, limitando-se ao conhecimento do que foi oficialmente divulgado pelos órgãos de controle. II. Da Delimitação Temporal e Administrativa É imperativo esclarecer que os fatos objeto da referida investigação referem-se a um lapso temporal anterior à posse da atual gestão. Portanto, as condutas sob escrutínio não guardam qualquer relação com os atos administrativos, financeiros ou institucionais praticados pela diretoria que hoje conduz a Associação. III. Da Ausência de Envolvimento da Atual Gestão A atual gestão da AEUNAS reitera, de forma inequívoca, que não possui qualquer envolvimento com as supostas irregularidades eventualmente investigadas. Pautamos nossa atuação pelos princípios da transparência, da legalidade e da estrita defesa dos interesses dos estudantes universitários de Nova Alvorada do Sul. IV. Da Colaboração com a Justiça Em observância ao dever cívico e institucional, a AEUNAS coloca-se à inteira disposição das autoridades constituídas e dos órgãos fiscalizadores para colaborar com as investigações no que for necessário. Nosso compromisso é com a verdade real e com o esclarecimento célere de quaisquer dúvidas que possam recair sobre a instituição. Por fim, a Associação reafirma o não prejuízo da continuidade dos serviços e do apoio prestado aos nossos associados. A AEUNAS permanece firme em seu propósito de representar e apoiar o estudante universitário, mantendo-se vigilante e transparente em todas as suas ações. Atenciosamente, LUIS FILHO DA CUNHA FARIAS Presidente da AEUNAS Nova Alvorada do Sul – MS, 19 de maio de 2026. JOÃO VÍTOR POSTIGO SOARES Advogado OAB/MS 30.350 Rua Manoel Antunes Lopes, n° 503, Centro Fonte: Midiamax

  • Ex-presidente da Câmara diz que recebia R$ 80 mil por mês em contrato alvo do Gaeco

    Sidcley Brasil diz que está tranquilo com as investigações. (Léo de França, Jornal Midiamax) Investigação aponta que recursos teriam sido desviados para vereadores e servidores de Nova Alvorada do Sul; ex-vereador nega acusações Acusado pelo Gaeco de desviar recursos públicos, o ex-presidente da Câmara de Nova Alvorada do Sul Sidcley Brasil confirmou ao Jornal Midiamax que tinha uma empresa, com seu genro, que prestava serviço de transporte de universitários ao município no período em que ele atuava como vereador. Na manhã desta terça-feira (19), agentes cumprem 14 mandados na Operação Rota Desviada, inclusive na casa de Sidcley Brasil, do vereador Ronaldo Camargo e do ex-marido de uma integrante de associação de transporte de estudantes do município. No entanto, afirma que ficou apenas alguns meses tocando o serviço pelo qual a prefeitura pagava, segundo ele, cerca de R$ 80 mil mensais: “Estamos tranquilos sobre isso. Houve prestação de serviço”, justificou. Conforme Sidcley, em 2024, quando ocupava o cargo de presidente da Câmara, ele fazia o serviço através da Aeunas (Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul). “Prestava serviço com meu genro. Fizemos por um período o transporte para Dourados, mas começou a dar muitos problemas com veículos e resolvi parar. Vi que não era interessante e resolvi parar”, explica. Em entrevista ao Jornal Midiamax, o empresário e ex-vereador diz que o valor pago pelo serviço “era normal” para transportar universitários de Nova Alvorada do Sul até universidades em Dourados, a 117 km de distância, de segunda a sexta e, às vezes, aos sábados. Sidcley diz que forneceu as senhas de seus aparelhos de telefone e computadores ao Gaeco, mas reclamou de ter sido acordado às 6h: “É desconfortável o cara batendo na sua porta às 6h da manhã, mas foram muito educados”, pontuou. Por fim, diz esperar o curso das investigações: “Uma das coisas que a gente preza muito é o dinheiro público. Não pode ser utilizado e não feito o serviço. Aí sim, é errado. Mas quando tem uma empresa que gera empregos e o serviço é executado, eu fico tranquilíssimo”, declarou. Os agentes encontraram duas armas na casa do ex-parlamentar, mas estavam com registros em dia e em situação regular. Confira a entrevista com Sidcley Brasil, ex-presidente da Câmara de Nova Alvorada do Sul, após operação do Gaeco no município: Convênios com associação somam R$ 3,4 milhões A entidade para a qual o ex-vereador diz que prestou serviço de transporte de universitários, a Aeunas, pode embolsar cerca de R$ 3,8 milhões até o fim deste ano em convênio com a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul para levar estudantes do município a universidades de Campo Grande e Dourados. Conforme dados oficiais do portal da transparência do município, houve uma escalada expressiva nos valores destinados à entidade. O primeiro termo de fomento foi firmado em outubro de 2022. Até abril de 2023, o município havia efetivamente pago apenas R$ 27 mil para que dois ônibus da entidade realizassem o serviço. No entanto, o serviço ficou muito mais caro e o valor pago pelo município chegou a R$ 900 mil em janeiro de 2024. Então, o convênio foi prorrogado e alcançou a cifra de R$ 1,4 milhão no começo de 2025. Porém, em março de 2026, o atual prefeito, José Paleari (PP), firmou um novo termo com a Auenas. Desta vez, o serviço ficou ainda mais caro e o montante que poderá ser pago pela prefeitura até o fim do ano será de R$ 2,4 milhões — um aumento de 166% em relação ao convênio anterior. ‘Rota Desviada’ apura corrupção envolvendo agentes públicos Conforme informações preliminares, pelo menos cinco veículos descaracterizados estariam no município. O caso envolvendo transporte universitário já era investigado pelo Ministério Público, e a empresa supostamente pertence ao genro de Sidcley. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão. Além de Nova Alvorada do Sul, as buscas acontecem em Campo Grande, Dourados, Fernandópolis e Ituiutaba. O Jornal Midiamax tentou contato com o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari (PP), e com a Câmara da cidade, mas até o fechamento desta reportagem não obteve respostas. Contato oficial foi feito com a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul, que não respondeu aos questionamentos. A associação também foi acionada pelo e-mail oficial cadastrado na Receita Federal, mas sem retorno. O espaço segue aberto para qualquer manifestação. Fonte: Midiamax

  • Policiais civis acionam a Justiça contra aumento de 1.185% na Cassems

    Fachada do edifício-sede da Cassems em Campo Grande (Divulgação/Cassems) Valor mensal da contribuição de cônjuges será reajustado em 1.185%: de R$ 35,00 para R$ 450,00 O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpo-MS) ajuizou nesta segunda-feira (18), Ação Declaratória com pedido de tutela de urgência para barrar o reajuste da contribuição fixa de cônjuges e conviventes de R$ 35,00 para R$ 450,00. A medida foi ajuizada contra a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), já que o reajuste foi de 1.185%, conforme decisão do Conselho de Administração da entidade. O aumento foi comunicado aos beneficiários no dia 14 de maio, via WhatsApp, que reclamam do fato de a decisão ter sido tomada sem que o tema fosse submetido à aprovação dos servidores em assembleia geral. O sindicato pede que a matéria seja julgada em regime de urgência pelo fato de a Cassems ter informado que o desconto ocorrerá já na folha salarial de maio, a ser paga até o 5º dia útil de junho. Déficit milionário Para justificar o reajuste, a Cassems argumenta que o grupo de cônjuges gera um déficit anual de R$ 189 milhões. De acordo com a entidade, ao mesmo tempo em que a arrecadação soma cerca de R$ 61 milhões por ano, os custos com despesas assistenciais chega a R$ 250 milhões. A relação divulgada pela Caixa de Assistência indica que, para cada R$ 1,00 arrecadado, gasta-se R$ 4,08. "O reajuste proposto é 3,8 vezes maior do que o necessário para cobrir o déficit, com base nos próprios números apresentados pela Cassems. Pelos dados da entidade, o aumento deveria ser de no máximo 308%, não 1.185%", argumenta o advogado José de Mello Júnior, que assina a ação. A argumentação do Sinpol usa a matemática da própria Caixa para demonstrar desproporcionalidade: se o problema é que cada real arrecadado cobre apenas R$ 0,24 dos gastos (déficit de R$ 4,08 para cada R$ 1,00), o ajuste proporcional para equilibrar receita e despesa seria de aproximadamente 308%, e não mais de onze vezes o valor atual. Violações Mello Junior aponta três frentes de ilegalidade na decisão da Cassems. A primeira é a ausência de assembleia geral. O Estatuto da entidade, no artigo 22, § 2º, exige que qualquer assunto relevante de interesse social seja decidido pelos associados titulares reunidos em assembleia. “A alteração de uma contribuição que afeta diretamente o orçamento familiar de milhares de servidores — especialmente em um momento de dificuldades econômicas — enquadraria essa exigência”, argumenta. A segunda violação apontada envolve o artigo 2º, § 2º do Estatuto, que determina que nenhuma prestação assistencial seja criada ou alterada sem que haja a correspondente "receita de cobertura" estabelecida com fundamentação técnica, ou seja, com cálculos atuariais e parecer do Conselho Fiscal. Nenhum desses documentos foi disponibilizado antes do anúncio do reajuste — e, segundo o Sinpol, a ata da reunião do Conselho de Administração que deliberou o assunto não foi entregue ao sindicato, embora tenha sido solicitada. A terceira é a violação do princípio da transparência e boa-fé. A petição ressalta que o link disponibilizado no comunicado distribuído via WhatsApp, que supostamente explicaria o novo modelo de contribuição, estava indisponível no momento em que a ação foi proposta. O que diz a jurisprudência O Sinpol ancora os argumentos em duas decisões do Superior Tribunal de Justiça. A primeira, julgada em março passado pelo ministro Raul Araújo, reconheceu a índole abusiva de reajuste por faixa etária em plano de saúde de autogestão quando não há cálculos atuariais que amparem o percentual aplicado. A segunda é o Recurso Especial 1.568.244/RJ, afetado ao Tema 952 e julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, que estabelece que a apuração do percentual adequado de reajuste deve ser feita por meio de cálculos atuariais. "O problema financeiro da CASSEMS é real e exige solução, porém esta não pode ser unilateral, de solavanco e sem as formalidades estatutárias próprias", escreveu Mello Júnior. Sugestão do Sinpol A petição deixa claro que o sindicato não nega o desequilíbrio financeiro da Cassems. O documento sugere, como alternativa a ser discutida em assembleia, que os custos recaiam proporcionalmente sobre os beneficiários que efetivamente utilizam terapias mais onerosas, com possibilidade de parcelamento. Também defende que o governo do Estado, na condição de patrocinador do plano, seja chamado a avaliar o aumento de seu repasse, que hoje corresponde a 5,25% do salário bruto dos servidores associados. A Cassems ainda não foi citada para se manifestar na ação. Fonte: VOX MS

  • NOTA AOS FILIADOS DO SINPOL/MS

    Imagem: Sinpol-MS O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul — Sinpol/MS informa aos seus filiados que, neste dado, protocolou ação judicial com pedido de suspensão do aumento da cobrança para R$ 450,00, medida que impacta diretamente os policiais e suas famílias vinculadas à CASSEMS. A ação foi protocolada perante o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no Foro de Campo Grande, sob o nº 0827892-27.2026.8.12.0001, classe Procedimento Comum Cível, tendo como assunto principal Serviços de Saúde. Conforme recibo de protocolo (ARQUIVO DISPONÍVEL ABAIXO), o pedido foi apresentado em 18/05/2026, às 11h29min17s, figurando como autor o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul e como ré a CASSEMS — Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul. O Sinpol/MS introduziu essas exceções para entender que qualquer alteração que gere impacto financeiro relevante aos servidores e seus dependentes deve ser precedida de transparência, fundamentação técnica, apresentação de estudos, respeito ao Estatuto da CASSEMS e amplo debate com os beneficiários. A saúde dos policiais civis e de seus familiares é prioridade, mas não se pode admitir que uma solução para eventuais desequilíbrios recai, de forma imediata e onerosa, sobre a categoria. A medida judicial busca impedir que os filiados sejam introduzidos por uma cobrança elevada sem que sejam plenamente demonstradas a necessidade, a legalidade, a proporcionalidade e a regularidade do procedimento adotado. O Sinpol/MS continuará defendendo que sejam obtidas alternativas que não penalizem os policiais civis, inclusive com a busca de diálogo institucional para ampliação do repasse patronal e construção de uma solução equilibrada. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa intransigente dos direitos de categoria, da dignidade dos policiais civis e da preservação da assistência à saúde, sem abusos, sem imposições unilaterais e sem transferência aos servidores uma conta que precisa ser discutida com responsabilidade. O Sinpol/MS seguirá acompanhando o andamento do processo e manterá todos os afiliados informados sobre os desdobramentos detalhados. RECIBO DO PROTOCOLO PETICIONAMENTO INICIAL - PRIMEIRO GRAU Fonte: SIMPOL MS

  • Réu por fraudes no Detran-MS ‘some’ e pode ser considerado revel em ação na Justiça

    Imagens da Operação Miríade, em que dupla está implicada. (Reprodução) Ex-servidor foi exonerado após sindicância por operar esquema de corrupção no órgão de trânsito A Justiça pode considerar revel o ex-servidor do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) Calisto Mercado Magalhães, em ação penal por fraudes no órgão. Demitido após sindicância, ele é acusado de agir em conluio com o despachante David Cloky Hoffaman Chita, que é monitorado por tornozeleira eletrônica. O ex-servidor não foi localizado para ser citado sobre as movimentações mais recentes do processo, como a designação de audiência para oitiva de testemunhas. No entanto, ele já havia sido notificado anteriormente sobre o processo. Ou seja, tem conhecimento oficial sobre a existência da ação penal. A audiência está marcada para o dia 10 de junho. Caso ele não compareça ou apresente seus advogados, poderá ser considerado revel. Isso significa que ele deixa de ser informado sobre o andamento do processo. Além disso, perderá a chance de apresentar sua defesa durante o interrogatório. Em manifestação nos autos, o promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja destaca que a revelia pode ser decretada pelo juiz, caso o réu não compareça à audiência sem justificativa ou mude de endereço sem comunicar o juízo, o que pode ser considerado manobra para se ‘esquivar’ da Justiça. Esquema antigo no Detran-MS Apesar de os crimes, supostamente, terem sido praticados em 2013 e 2014, conforme investigação policial, o esquema é sempre o mesmo: esquentar documentação de veículos irregulares. Na ocasião da denúncia citada, a dupla liberou CRV de veículos sem o recolhimento das taxas devidas. Os dois agiam principalmente com veículos pesados, atuando na alteração do peso bruto total e da quantidade de eixos. “Restou apurado os intuitos das atividades criminosas, por meio de fraudes efetivadas no sistema de informação do Detran/MS, incorrendo em indícios suficientes de que os denunciados David e Calisto concorreram para a prática dos crimes em questão“, pontuou o promotor. Por fim, denunciou David e Calisto por falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema do Detran por três vezes em ambos os casos. David e Calisto praticaram outras fraudes no Detran-MS. Existe outro processo em que os dois são réus pelos mesmos crimes, ocorridos também em 2014. Fonte: Midiamax

  • Servidores da Câmara de Vereadores de Aral Moreira têm casas atingidas por tiros

    Portão foi lavejado por atirador. (Foto: A Gazeta News) Disparos ocorreram em dois dias seguidos e motivaram nota de repúdio da Câmara Municipal Duas residências de servidores da Câmara Municipal de Aral Moreira, município a 359 km de Campo Grande, foram alvo de disparos de arma de fogo em ocorrências registradas nos dias 14 e 15 de maio. As vítimas são uma servidora de 45 anos e um servidor de 47 anos. Nos dois casos, os tiros atingiram portões, paredes e estruturas das casas. Ninguém ficou ferido. A Câmara Municipal divulgou nota de repúdio após os ataques. No primeiro caso, registrado no dia 14 de maio na Polícia Civil, a servidora relatou que estava no quarto de casa quando recebeu uma ligação do filho perguntando se ela havia ouvido tiros. Ao sair para verificar o que havia acontecido, percebeu que disparos haviam atingido a residência. Segundo o boletim de ocorrência, projéteis transfixaram o portão de ferro, atingiram uma janela de vidro e paredes do imóvel. Moradores encontraram cápsulas deflagradas de pistola calibre .380 no local. A Polícia Militar realizou rondas na região, mas nenhum suspeito foi localizado. O local chegou a ser fotografado pela Polícia Civil, porém a perícia ficou prejudicada devido à circulação de pessoas na cena. Marcas de tiros na casa de uma das vítimas. (Foto: A Gazeta News) Já na segunda ocorrência, registrada no dia 15 de maio, o servidor de 47 anos afirmou que estava em frente à residência, na Vila Barbosa, organizando materiais em um veículo quando ouviu vários disparos. Ele relatou ter visto um homem em uma motocicleta parar na esquina e atirar em direção à casa. Os tiros atravessaram o portão e atingiram as paredes do imóvel. Após os disparos, o suspeito fugiu pela Rua Onze de Outubro e não foi encontrado. Policiais militares e um investigador da Polícia Civil estiveram no local e localizaram dez estojos deflagrados de pistola calibre .380. A perícia foi acionada. Em nota, a Câmara Municipal de Aral Moreira repudiou os ataques contra os servidores e pediu apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades policiais. Fonte: Jovem Pan

  • Vai dar para ver em MS? Eclipse solar deixará cidades do mundo na escuridão

    Todo eclipse total da Lua passa pelas fases penumbral, parcial, total e, de novo, parcial e penumbral. (Banco de Imagem, Observatório Nacional) Fenômeno acontecerá no dia 12 de agosto e terá duração de quase dois a três minutos O segundo eclipse solar do ano acontecerá no dia 12 de agosto e promete um espetáculo para os amantes da observação astronômica. O fenômeno irá “desligar” as luzes do céu, transformando o dia em noite por alguns minutos. Conforme o Observatório Nacional, o espetáculo será visível na Espanha, Groenlândia, Islândia, no Ártico e em uma pequena parte de Portugal. Sendo assim, o Brasil ficará de fora da observação a olho nu. Outra decepção para os amantes da astronomia será o eclipse solar total mais longo do século, previsto para o dia 2 de agosto de 2027. Serão quase sete minutos de escuridão total. O próximo fenômeno desse tipo só deverá ocorrer novamente daqui a 157 anos. Nesse caso, a visibilidade a olho nu no Brasil também será nula. Último eclipse solar visível O último eclipse solar visível em Mato Grosso do Sul ocorreu em dezembro de 2020. Eclipses parciais são mais comuns, com registros anteriores importantes, como o eclipse solar anular visível no Brasil em 14 de outubro de 2023. Ou seja, aos observatórios do Brasil, resta acompanhar o fenômeno por transmissões ao vivo, como pela Nasa. O próximo eclipse solar visível no Brasil ocorrerá em 6 de fevereiro de 2027. Será um eclipse solar anular, quando a Lua cobre o centro do Sol, formando um “anel de fogo”, e poderá ser observado em boa parte da América do Sul, incluindo o Brasil. Eclipse lunar Felizmente, o calendário astronômico de 2026 ainda reserva boas notícias. Entre os dias 27 e 28 de agosto deste ano, haverá um eclipse parcial da Lua visível em Mato Grosso do Sul e em grande parte do Brasil. De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional, Dra. Josina Nascimento, esse eclipse lunar será apenas parcial, mas quase total, pois 93% da Lua entrará na sombra escura da Terra, conhecida como magnitude do eclipse. “Ou seja, nós veremos a Lua quase totalmente encoberta, mas não será um eclipse total. Em 2027, vão ocorrer três eclipses da Lua e todos serão apenas do tipo penumbral. Em 2028, teremos dois eclipses parciais, sendo um deles visível em todo o Brasil, mas somente com menos de 3% de magnitude, e o segundo visível em parte do Brasil e com magnitude menor que 33%”, pontua. Horário de observação em MS No Estado, o fenômeno começa às 21h23 do dia 27 de agosto, quando será possível notar uma mudança no brilho da Lua. Logo, às 23h30, a Lua começará a ganhar a “mordida” escura. O pico do eclipse lunar está previsto para a madrugada do dia 28, por volta da 0h. “Todo eclipse total da Lua passa pelas fases penumbral, parcial, total, parcial e penumbral, nessa ordem. O eclipse penumbral ocorre quando a Lua vai entrando na sombra mais clara da Terra [a penumbra] e quando está totalmente nessa sombra. Durante o eclipse penumbral, nós olhamos para a Lua e não percebemos diferença em seu brilho”, descreve a astrônoma. “Depois, a Lua começa a entrar na sombra escura da Terra [a umbra] e tem início o eclipse parcial, quando percebemos que a Lua vai ficando cada vez mais escura, em formato de mordidinha. Quando a Lua entra completamente na umbra, ocorre o eclipse total. E, depois do eclipse total, temos um novo eclipse parcial e um novo eclipse penumbral.” O que é um eclipse solar? Já o eclipse solar, que não será visível no Brasil, acontece quando a Lua bloqueia total ou parcialmente a luz do Sol de chegar à Terra. Isso resulta em um escurecimento parcial ou total do disco solar, dependendo da posição da Lua e da localização do observador. Os eclipses solares sempre coincidem com a Lua Nova, porque é nesse momento que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. O Star Walk explica que, durante um eclipse solar, o Sol, a Lua e a Terra se alinham de tal forma que uma sombra lunar é projetada sobre áreas específicas da superfície do planeta, criando o chamado caminho do eclipse. Como a sombra da Lua é pequena demais para cobrir toda a Terra, os eclipses são visíveis apenas dentro dessa faixa. Calendário astronômico de 2026 O ano de 2026 terá mais luas cheias que o normal, chuvas de meteoro e eclipses no céu, sendo que dois deles poderão ser vistos em Mato Grosso do Sul. Ao longo do ano, haverá onze noites com chuva de meteoros. Os principais meses para observar as luzes no céu são julho, novembro e dezembro. No entanto, as melhores datas — considerando a boa visibilidade — são de 12 a 13 de agosto e 13 a 14 de dezembro. Delta Aquáridas do Sul: 30 a 31 de julho; Alfa Capricornídeas: 30 a 31 de julho; Perseidas: 12 a 13 de agosto; Oriónidas: 21 a 22 de outubro; Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro; Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro; Leonídeas: 16 a 17 de novembro; Geminídeas: 13 a 14 de dezembro; Ursídeas: 21 a 22 de dezembro. Luas cheias Ainda restam oito luas cheias em 2026, sendo algumas com nomes curiosos, como Lua de Morango, Lua do Esturjão e Lua Fria. 31 de maio: Lua Azul; 29 de junho: Lua de Morango; 29 de julho: Lua dos Cervos; 28 de agosto: Lua do Esturjão; 26 de setembro: Lua da Colheita; 26 de outubro: Lua do Caçador; 24 de novembro: Lua do Castor; 23 de dezembro: Lua Fria. Fonte: Midiamax

  • Em Dourados, Eloy Terena anuncia ação contra agrotóxicos em aldeias

    Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) Parceria entre MPI e Fiocruz prevê investimento de R$ 1,1 milhão em ações de saúde e monitoramento em territórios Guarani e Kaiowá de MS O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, participou neste sábado (16), em Dourados, a 233 km de Campo Grande, da assinatura de um acordo entre o MPI (Ministério dos Povos Indígenas) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para enfrentar os impactos da contaminação por agrotóxicos em territórios Guarani e Kaiowá no sul de Mato Grosso do Sul. O investimento previsto é de R$ 1,1 milhão, com duração de 12 meses. A cerimônia ocorreu na Faculdade Intercultural Indígena da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Segundo o MPI, a iniciativa prevê capacitação de indígenas e profissionais de saúde para identificar casos de intoxicação, além da criação de planos para reduzir a exposição aos agrotóxicos em áreas consideradas críticas. Durante o evento, Eloy Terena afirmou que mais de 60% das comunidades indígenas da região sofrem impactos diretos da contaminação. O ministro também destacou ações do Gabinete de Crise Guarani Kaiowá nas áreas de demarcação de terras, acesso à água e saúde indígena. Entre os territórios prioritários para atuação estão o tekoha Jopara, em Coronel Sapucaia, a Terra Indígena Guassuty, em Aral Moreira, e a TI Guyraroká, em Caarapó. A Fiocruz será responsável pela execução técnica do projeto em parceria com órgãos federais como Funai, Ibama e Sesai. Fonte: Midiamax

  • Mato Grosso do Sul teve sete casos de hantavírus confirmados em 11 anos

    Roedores infectados são os principais meios de transmissão. (Reprodução, Freepik) A SES acompanha um caso suspeito da doença em Campo Grande De 2015 a 2026, Mato Grosso do Sul registrou 107 casos suspeitos de hantavirose. No entanto, desse total, apenas 7 foram confirmados. Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a última confirmação no Estado ocorreu em 2019, no município de Campo Grande. Neste período, a Capital confirmou 3 casos da doença. Outra cidade que aparece na série histórica de hantavirose em Mato Grosso do Sul é Corumbá. Dos sete casos confirmados nos últimos 11 anos, quatro ocorreram na Cidade Branca, todos no ano de 2017. Vale pontuar que a SES acompanha um caso suspeito da doença em Campo Grande. Após a investigação, se confirmado, este será o primeiro em sete anos. O que é hantavirose? Embora o debate sobre o assunto esteja em alta, a hantavirose não é uma novidade no Brasil. O primeiro caso foi confirmado em 1993, no interior de São Paulo. Desde então, a doença passou a ser monitorada pelo Ministério da Saúde, com registros em diversas regiões do país, principalmente o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A hantavirose é uma doença transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes e saliva de pequenos roedores silvestres infectados. Marsupiais (mamíferos como gambás e cuícas) e morcegos infectados também podem estar associados, mas são casos menos comuns. E é por isso que, em sua maioria, os pacientes têm relação com trabalhos relacionados às áreas rurais. Há possibilidade de pandemia? Segundo o médico infectologista Júlio Croda, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), não existe risco de ocorrer uma pandemia associada ao hantavírus. Isso porque a variante responsável por infectar os passageiros do navio que partiu da Argentina é o hantavírus andino, que costuma circular na fronteira da Argentina com o Chile. Apesar de a variante estar associada à transmissão da doença de pessoa para pessoa, o infectologista afirma que a transmissão entre seres humanos não chega a ser tão eficiente quanto um vírus respiratório. “Não existe nenhum risco de nova pandemia associada à hantavirose, porque não existe essa transmissão de pessoa para pessoa. O que a gente está falando é de um surto isolado de um barco”, destaca. Além disso, não há registros do hantavírus andino do Brasil. “As variantes que nós temos no Brasil de hantavirose não têm nenhum relato de transmissão humano-humano. A maioria das transmissões ocorre através da exposição ao excremento de ratos silvestres.” Principais sintomas da doença Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), os sintomas iniciais não são específicos, mas podem incluir febre, dores musculares, dor na região dorsolombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça e alterações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Esse primeiro período pode durar de um a seis dias, chegando, em alguns casos, a duas semanas antes de apresentar melhora temporária. Outro sinal de alerta envolve o aparecimento de tosse seca, sintoma que pode indicar a evolução para uma forma mais grave da doença. Nesses casos, pode haver comprometimento cardiopulmonar, ocorrendo aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue. O quadro pode evoluir rapidamente para acúmulo de líquido nos pulmões, queda de pressão arterial e comprometimento da circulação, exigindo atendimento médico imediato. Em alguns casos, o paciente pode apresentar comprometimento renal, geralmente leve ou moderado. Essa é a fase com maior risco de óbitos, por conta da rápida evolução e da gravidade das complicações. Como prevenir? Seguindo os manuais e as diretrizes do Ministério da Saúde, é importante que a população evite o acúmulo de lixo, entulhos, restos de alimentos e materiais que possam servir de abrigo e alimento para os roedores. Manter alimentos, rações e grãos armazenados em recipientes fechados e à prova de roedores também é fundamental. Além disso, recomenda-se a limpeza de ambientes fechados e possivelmente contaminados somente após a ventilação mínima de 30 minutos. É importante evitar varrer locais com sinais de roedores secos, para que nenhum pó seja inalado, mas utilizar pano úmido com detergente ou solução desinfetante à base de hipoclorito durante a limpeza. Recomenda-se utilizar equipamentos de proteção individual, luvas, avental e óculos de proteção em situações de risco ocupacional ou durante investigações ambientais. Fonte: Midiamax

  • Governo de MS revisa contrato que Rudi Fiorese ‘turbinou’ logo após assumir a Agesul

    Um dos endereços da Rial Construtora (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Contratos são para reparação da malha rodoviária, mas não estão envolvidos na operação O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou a revisão de contratos firmados com a Construtora Rial, que foi alvo da Operação Buraco sem Fim, deflagrada na última terça-feira (12) e que mira esquema de fraude em contratos para o serviço de tapa-buraco em Campo Grande. Ao Jornal Midiamax, a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) informou que iniciou processo de revisão e fiscalização dos contratos vigentes com a Rial. Inclusive, um deles foi ‘turbinado’ por Rudi Fiorese — ex-secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e então titular da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) — uma semana após assumir a direção da autarquia. O Portal da Transparência do Governo de MS mostra que a Rial possui três contratos ativos com a Agesul. As obras somam R$ 50.595.719,68, ainda sem atualização dos aditivos autorizados por Rudi, que foi preso na operação. “Ainda que tais contratos, relativos a serviços de manutenção e conservação rodoviária, essenciais para garantir a segurança e a trafegabilidade da malha viária estadual, não sejam alvo da operação, se faz necessário um reforço nas ações de controle e acompanhamento”, diz nota da pasta. Fiorese assumiu a Agesul em 2 de fevereiro de 2026 e, uma semana depois, assinou aditivo que turbinou em R$ 1,5 milhão contrato da agência com a construtora — representada pelo sócio, engenheiro Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, que também foi preso. Contratos turbinados Conforme publicação do Diário Oficial do Estado, no dia 9 de fevereiro, o então titular da Agesul e o empreiteiro assinaram o sexto termo aditivo de um contrato para manutenção de rodovias na região de Três Lagoas. Dessa forma, graças ao aval de Rudi, a obra teve acréscimo de R$ 1.515.539,73, um aumento de 13,09%. Então, o valor global do contrato passou de R$ 11.574.493,80 para R$ 13.090.033,53. Pouco mais de um mês depois, no dia 14 de março, os dois assinaram novo termo aditivo, dessa vez para prorrogar a vigência do contrato em mais doze meses. Antes das prisões, os dois assinaram, ainda, termo aditivo para prorrogar, em caráter excepcional, por um ano, contrato da Rial com Agesul para manutenção de rodovias na região de Camapuã. Um segundo aditivo, de R$ 85.177,67, foi autorizado por Rudi no dia 13 de março. O aumento está no contrato da Agesul com a Rial para drenagem e asfalto no bairro Otaviano Pereira, em Jaraguari. Exoneração Após a operação, o engenheiro — e então diretor-presidente da Agesul —, Rudi Fiorese, foi exonerado do cargo em publicação na quarta-feira (13). O anúncio da exoneração foi antecipado ainda ontem pela assessoria de comunicação do governo, saindo em diário um dia depois. A exoneração foi assinada pelo governador Eduardo Riedel (PP) um dia depois da operação que levou Rudi à prisão. Rudi assumiu a direção da Agesul em fevereiro deste ano, entretanto, estava na Agência desde 2023, como diretor-executivo. O engenheiro foi secretário da Sisep (Secretaria de Obras de Campo Grande) de 2016 a 2023, na gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV). Ele foi exonerado pela prefeita Adriane Lopes (PP). Operação Buraco sem Fim A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais. Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02. Fonte: Midiamax

  • ‘Visita de amigo’: dias após deixar Consórcio Guaicurus, ex-diretor se encontra a portas fechadas com Papy

    Ex-diretor do Consórcio Guaicurus , Themis Oliveira, e o vereador Papy (Jornal Midiamax) Ex-diretor do Consórcio Guaicurus, Themis Oliveira se encontrou com o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), na manhã desta quinta-feira (14), duas semanas após deixar o cargo. Após a visita, Themis disse ao Jornal Midiamax que se tratou de ‘visita de amigo’. A frase foi repetida várias vezes ao justificar o encontro. “Não foi reunião, foi visita para um amigo”, reforçou. Secretários municipais foram vistos no mesmo momento da visita no gabinete de Papy, mas Themis negou que eles tenham participado da conversa dele com o presidente da Casa. O ex-chefão das empresas de ônibus elogiou Papy: “É um vereador que faz a diferença em Campo Grande. Gosto dele”, disse, ao comentar o encontro. Papy sempre defendeu publicamente dar ainda mais dinheiro público aos empresários do ônibus para ‘resolver o problema do transporte público’. Somente este ano, o Consórcio Guaicurus deve embolsar mais de R$ 70 milhões de verba do tesouro, enquanto mantém faturamento bilionário. Questionado pela reportagem sobre relatório da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) que indica que o Consórcio Guaicurus estaria à beira da falência por conta de falhas de gestão, Themis negou: “Não que eu saiba”. Sem dar detalhes, o ex-diretor também negou os rumores de uma possível venda do Consórcio para um grupo que opera transporte coletivo em Goiás e Brasília: “Não vi isso. Se tem, não passou pela minha mão”. Apesar de ter ocupado o cargo de diretor, o Consórcio Guaicurus pertence à família Constantino. Saída polêmica após 16 meses no cargo A saída de Themis foi marcada por polêmica, já que ocorreu em meio ao processo que analisa possível intervenção do conglomerado que opera contrato bilionário do transporte público. Themis assumiu quando Consórcio virou alvo de CPI e, agora, disse que presidente da Câmara é ‘amigo de longa data’. Após 16 meses no cargo, Themis fala que a saída se deu por motivações pessoais: “Quero tranquilidade, fazer consultoria, uma coisa mais leve que não tome o dia inteiro, quero qualidade de vida”. Porém, em nota oficial enviada ao Jornal Midiamax, o Consórcio Guaicurus contradiz seu ex-diretor e fala em reestruturação: “Em relação às mudanças em sua estrutura de comando, trata-se de um processo estritamente corporativo de governança e reestruturação interna.” Confira a entrevista com Themis: Relatório diz que Consórcio não tem condições de executar contrato Relatório elaborado pela comissão que conduz o processo de intervenção do Consórcio Guaicurus apontou uma série de falhas na prestação do serviço da concessionária e sugeriu medidas administrativas ao Executivo, que pode decretar a intervenção. O documento técnico desmonta a tese dos empresários do ônibus e conclui que “não se mostra tecnicamente viável, no atual cenário, a adoção de medidas isoladas ou pontuais de reequilíbrio econômico-financeiro”. Ou seja, é uma situação que não será resolvida com um simples reajuste de tarifa ou de mais subsídios ao Consórcio. O parecer dos técnicos da Agereg reforça a “ausência de dados estruturantes e a persistência de descumprimentos contratuais”. A conclusão é de que a situação é caótica e exige medidas por parte do município: “O cenário apresentado evidencia a existência de fatores que, em conjunto, comprometem a adequada execução contratual, cabendo ao poder concedente avaliar as medidas administrativas cabíveis”. Fonte: Midiamax

  • Fiscalização apreende 1.294 medicamentos vencidos e prende enfermeira da Clínica Canela

    Equipes recolheram medicamentos. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) A ação ocorreu após denúncia do laboratório farmacêutico Eli Lilly A enfermeira e responsável técnica pela Clínica Canela foi presa em flagrante pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) na tarde desta quinta-feira (14), por manter em depósito produto impróprio para o consumo. No local, foram apreendidos 1.294 medicamentos vencidos e impróprios, incluindo soro fisiológico. A ação ocorreu por meio de uma denúncia do laboratório farmacêutico Eli Lilly, que indicou publicidade enganosa na associação de um medicamento de sua patente a protocolos de emagrecimento realizados pela clínica, que é suspeita de fazer o uso de tirzepatida manipulada. Assim, foram ao local equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), Vigilância Sanitária, CRF (Conselho Regional de Farmácia), CRM (Conselho Regional de Medicina), Perícia e Procon Estadual. Segundo o Procon, na Clínica Canela, os produtos vencidos e dentro do prazo de validade eram estocados em conjunto, especificamente em um espaço identificado pela enfermeira como o depósito pessoal de um médico da unidade. Além disso, o alvará de localização e funcionamento estava vencido. Por lá, foram encontrados pelo CRM medicamento antiarrítmico vencido, insumos faltantes no carrinho de emergência da sala de aplicação, prescrição inadequada de terapia hormonal e o uso de publicidade que induz o paciente ao erro ao indicar especialidades médicas que a equipe da clínica não possui. A unidade é apontada por realizar publicidade enganosa, pois induzia o consumidor a acreditar que utilizaria um produto de marca industrializada, quando era aplicada uma versão manipulada. Além disso, foi configurada a venda casada — médicos prescreviam produtos e os encaminhavam diretamente para produção em laboratório de manipulação. O que diz a Clínica Canela? “A Clínica Canela informa que está colaborando integralmente com os órgãos competentes em procedimento de fiscalização ainda em andamento. A instituição reforça que não fabrica, não manipula, não rotula e não comercializa medicamentos de forma irregular. Sua atuação é exclusivamente médica, com avaliação, acompanhamento e prescrição individualizada, quando indicada. Não há venda casada. O paciente tem total liberdade para adquirir qualquer tratamento prescrito onde desejar, em estabelecimento regular de sua confiança. Eventuais apontamentos administrativos ou operacionais estão sendo apurados internamente, com adoção imediata das medidas cabíveis e revisão dos protocolos internos. A Clínica respeita o trabalho das autoridades, confia na apuração técnica dos fatos e reafirma seu compromisso com a ética, a segurança dos pacientes, a transparência e o cumprimento da legislação.” O que diz o CRM? “O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), no estrito cumprimento de suas atribuições legais e em observância ao seu papel fiscalizatório, informa que acompanhou a operação realizada nesta data em uma clínica de emagrecimento na capital, em conjunto com os órgãos competentes. A ação teve como objetivo assegurar o cumprimento das boas práticas médicas e garantir a segurança e a saúde da população. Diante dos fatos apurados, o Conselho esclarece que: Fiscalização e Relatórios: Uma equipe técnica do CRM-MS foi enviada ao local para acompanhar a diligência. O Conselho aguarda agora o recebimento dos relatórios oficiais e autos de infração dos demais órgãos envolvidos para análise técnica e administrativa. Sigilo Ético: Em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional e visando preservar a ampla defesa e o contraditório, o CRM-MS informa que procedimentos éticos e investigações internas tramitam sob sigilo. Medidas Cabíveis: Até que o caso seja devidamente finalizado e as responsabilidades apuradas, não serão fornecidos detalhes adicionais sobre o conteúdo das investigações. Caso sejam comprovadas irregularidades ético-profissionais, serão aplicadas as sanções previstas na Lei nº 3.268/57. O CRM-MS reitera seu compromisso com a ética médica e com a proteção da sociedade, zelando pelo exercício digno da medicina em nosso estado.” Fonte: Midiamax

  • ‘Vamos agilizar, comece pela Rial’: mensagens mostram como ex-servidores fraudavam tapa-buraco

    Sede da Construtora Rial, apontada como peça-chave nas fraudes do tapa-buraco. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Relatório do Gecoc diz que ex-servidores recebiam propina para favorecer empreiteiro Relatório de investigação do Gecoc (Grupo de Combate à Corrupção) revelou detalhes de como funcionavam fraudes a contratos do tapa-buraco desde 2018 em Campo Grande. A Operação Buraco sem Fim prendeu sete pessoas, entre elas, o engenheiro sócio da Rial, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, e seu pai, Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o ‘Peteca’. Além deles, foram presos o ex-secretário de Obras Rudi Fiorese; o chefe do serviço de tapa-buracos, Edivaldo Aquino Pereira; o engenheiro da Sisep Mehdi Talayeh; Fernando de Souza Oliveira; e o auxiliar de fiscalização da Sisep Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula. As investigações evidenciaram como o grupo de servidores — exonerados pela prefeita Adriane Lopes (PP) após as prisões — agia para favorecer a Construtora Rial Ltda. Conversa entre o engenheiro-chefe responsável por assinar as medições, Mehdi Talayeh, e o auxiliar técnico Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula mostra que a fiscalização à execução da obra era feita às pressas e sem o funcionário responsável pelo registro diário, chamado de ‘apontador’. Isso, segundo o Gecoc, facilitava a manipulação dos dados para favorecer a empreiteira. Em um dos trechos destacados pela investigação, Mehdi cobra agilidade do servidor da sua equipe, Erik, em mensagem enviada em janeiro de 2023: “Boa tarde. Precisaremos fechar hoje as medições e passar pro Rômulo pedir nota. Amanhã data limite para descer. Comece pela Rial“, ordenou. Já em fevereiro daquele ano, Mehdi demonstra preocupação com as medições referentes aos serviços de tapa-buraco executados pela Rial: “A Rial janeiro dará mais ou menos 500 tudo, é isso? Vamos agilizar as medições de janeiro”. Já em março do mesmo ano, Erik justifica a Mehdi a demora para finalizar as medições da Rial: “A Rial estou fechando. Está demorando porque estou tendo que medir as ruas que fizeram que não tinha apontador“, deixando claro que a fiscalização foi realizada sem a presença do servidor que registra detalhes como mão de obra, produção, equipamentos e materiais utilizados no serviço. A função desse serviço de apontador é essencial para garantir que a obra pública seja feita com base em dados reais do canteiro, evitando pagamentos indevidos e fraudes. O Ministério Público afirma que as medições eram manipuladas “com o propósito de permitir o locupletamento (enriquecimento sem causa) dos representados e de outros investigados de dinheiro público“. Por parte dos ex-servidores, foram atribuídos crimes de organização criminosa e peculato, que consiste na apropriação ou desvio de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que o funcionário público tem a posse em razão do cargo. Verdadeiro dono da construtora Ainda conforme as investigações, a Construtora Rial tinha um verdadeiro dono que não estava no papel: o pecuarista Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como ‘Peteca’. Então, o Gecoc diz: “Por trás da fachada formal da empresa, os elementos apontam para a atuação proeminente de ANTÔNIO ROBERTO BITTENCOURT TEIXEIRA PEDROSA, o “PETECA”, identificado como sócio oculto e verdadeiro tomador de decisões..“ A empresa tem como sócios formais o filho de ‘Peteca’, Antônio, e a esposa do produtor rural, Liene Gusmão Jacques Pedrosa, que foi alvo apenas de busca e apreensão. A reportagem tenta contato com a Rial desde o dia da operação e esteve na sede da empresa. Porém, não houve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto. Já a Prefeitura exonerou os servidores envolvidos e disse que pediu acesso aos autos para avaliar providências em relação aos contratos vigentes com a empresa. O advogado de Rudi, Werther Sibut, diz que a prisão é medida “desarrazoada e não se coaduna com a história construída por Rudi, e parte do nosso papel é demonstrar sua conduta ilibada”. Já o advogado Fábio de Melo Ferraz, que atua na defesa dos servidores da Secretaria de Obras Fernando de Souza Oliveira e Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, afirmou que seus clientes negam ter praticado os ilícitos. Diz também que Erik nega ter agido para favorecer alguém. “Eles foram surpreendidos com essa medida e não sabem por que estão participando dessa operação. Mas, com mais detalhes, eu só vou poder verificar após acesso ao processo.” Também falou com a reportagem o advogado João Vitor Comiran, que atua na defesa do engenheiro Mehdi Talayeh. Ele reclamou da falta de acesso aos autos e disse que o Gecoc apreendeu apenas alguns documentos, um caderno de anotações, uma agenda e o celular de seu cliente. Comiran afirmou que, depois que acessar o inquérito, também entrará com pedido de liberdade. Já o advogado Cauê Dantas, que atua na defesa de Edivaldo Aquino, disse que a prisão “não se trata, portanto, de cumprimento de pena, tampouco de reconhecimento judicial acerca da prática de qualquer conduta ilícita”. As defesas dos demais investigados também foram procuradas, mas não retornaram aos contatos da reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento. Mais de R$ 147 milhões em contratos Peça-chave nas fraudes do tapa-buraco, a Construtora Rial Ltda. possui R$ 147.621.717,54 em contratos de obras em Campo Grande. Conforme o Portal da Transparência do município, são oito contratos ativos para obras e serviços, sendo o mais antigo firmado em 2022. Desse total, cinco são contratos de serviço, que abrangem o tapa-buracos, a manutenção em ruas de terra e também a sinalização por meio de construção de lombadas. O valor total para esses serviços é de R$ 42.050.710,63. O maior montante refere-se a contratos de obras de recapeamento. A Rial opera, atualmente, em três frentes: região do Anhanduizinho (R$ 52.157.356,45), Imbirussu (R$ 29.783.245,48) e Segredo (R$ 23.630.404,98). A atuação da empreiteira, segundo os investigadores, segue o mesmo modus operandi do que foi apurado na Operação Cascalhos de Areia, em que cinco dos atuais investigados foram denunciados. Operação Buraco sem Fim A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais. Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02. Fonte: Midiamax

  • Frente fria traz temporal de 150 mm para Mato Grosso do Sul neste fim de semana

    Chuva em Campo Grande na última sexta-feira (8). (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) Maiores acumulados são previstos para o período entre sábado (16) e segunda-feira (18) Uma frente causa instabilidades em Mato Grosso do Sul a partir desta quinta-feira (14) e o Estado pode causar temporais de até 150 milímetros durante o fim de semana, segundo a meteorologia. Conforme o Climatempo, mais uma área de baixa pressão atmosférica avança sobre o Brasil, partindo do Paraguai e da Argentina, o que causará essas condições meteorológicas em Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira (14), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê acumulados de 50 milímetros para as regiões de Campo Grande, Corumbá, Aquidauana, Bonito, Dourados e Ponta Porã. O portal especializado Meteored Brasil afirma que um corredor de umidade aumenta a chuva no oeste de MS. Na madrugada de sexta-feira (15), as chuvas ficam mais fortes e atingem também o noroeste do Estado, com previsão de raios. Pela manhã, a previsão de chuva intensa é para áreas do sul de Mato Grosso do Sul, antecipada por muita nebulosidade, informa o Meteored. Maior acumulado de sábado a segunda As mudanças meteorológicas injetam umidade sobre todo o Centro-Oeste. O Climatempo afirma que há risco de temporais entre sábado (16) e segunda-feira (18). O site de meteorologia Metsul prevê alto volume acumulado neste período. Em seguida, o frio aumenta e as condições para chuva diminuem. Segundo o Climatempo, a chuva não deve ser capaz de elevar o nível dos rios, mas melhora a qualidade do ar e diminui o risco de incêndios florestais após uma sequência de dias secos. O portal Metsul afirma que estados do Sul também registrarão chuva, mas os maiores acumulados ocorrerão em Mato Grosso do Sul. Na segunda-feira (18), ar seco e frio entram pela Argentina e pelo Paraguai, o que gera tempo mais firme no Estado. As temperaturas mínimas ficam em cerca de 15°C a partir de segunda-feira (18), diz o Meteored. Fonte: Midiamax

  • Justiça suspende CPI em Bela Vista após pedido de prefeito

    Prefeito de Bela Vista, Gabriel Boccia. (Divulgação, PRF) CPI iria investigar aplicação do teto constitucional no salário dos servidores A Justiça de Mato Grosso do Sul suspendeu, na segunda-feira (11), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada pela Câmara Municipal de Bela Vista para investigar o prefeito Gabriel Boccia (PP) por conta da diferença salarial dos professores em relação aos demais servidores públicos. A juíza Jeane de Souza Barboza Ximenes, da 1.ª Vara da Comarca de Bela Vista, deferiu Mandado de Segurança Cível pedido por Boccia, alegando irregularidades formais no procedimento adotado pelos vereadores ao instaurar a comissão. Ao analisar o caso, a magistrada reconheceu que a Câmara possui competência para fiscalizar e investigar possíveis irregularidades, mas concluiu que o rito legislativo não foi seguido corretamente durante a formação da CPI. Erro na composição da CPI Segundo a decisão, após o sorteio dos três vereadores integrantes da comissão, caberia aos próprios membros escolher, entre si, quem ocuparia os cargos de presidente e relator. Entretanto, conforme registrado nos autos, essa definição foi feita automaticamente pelo presidente da Câmara, sem deliberação formal dos vereadores sorteados. Para a juíza, a irregularidade compromete diretamente a validade do procedimento, já que processos de cassação exigem observância rigorosa das normas legais e regimentais. A decisão destaca que a ausência da eleição interna entre os membros da comissão configura violação ao devido processo legal e pode gerar nulidade absoluta dos atos praticados. Apesar da suspensão, a magistrada também entendeu que os fatos narrados na denúncia apresentada à Câmara não podem ser descartados de forma preliminar, cabendo eventual apuração. Imagem: Midiamax CPI suspensa Denúncia de servidores da Secretaria de Educação, que chegou até à Câmara, diz que houve redução salarial por conta do teto redutor salarial na Prefeitura de Bela Vista, que limitou os vencimentos dos funcionários com base no salário pago ao prefeito. Entretanto, a reclamação diz que o teto foi aplicado apenas aos servidores da Educação, enquanto as demais categorias continuaram recebendo acima do teto, sem critérios claros. Conforme documento lido durante a sessão, há ausência de lei que regulamente a redução. Com a decisão, a CPI permanece suspensa até o julgamento final do mandado de segurança. Fonte: Midiamax

  • Suspeitos pelo envio de uma tonelada de drogas pelos Correios são presos

    Prisão foi feita por equipe da Denar (Foto: Nathalia Alcântara , Arquivo, Midiamax) Para tentar driblar as fiscalizações, eles escondiam os entorpecentes em produtos diversos Dois suspeitos por envio de cerca de uma tonelada de drogas pelos Correios foram presos nesta terça-feira (12), em Coronel Sapucaia, na região de fronteira seca do estado. Os suspeitos foram alvos de investigações da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Segundo o delegado André Mendonça, os suspeitos faziam o envio dos entorpecentes por meio dos Correios para diversos estados do Brasil. No entanto, para tentar driblar as fiscalizações, eles escondiam os entorpecentes em produtos diversos. A polícia conseguiu identificar diversas remessas pelos Correios que totalizaram uma tonelada de entorpecente. No entanto, outras remessas podem ter passado na fiscalização, o que aumentaria a quantidade de droga enviada pelos suspeitos. Apesar das duas prisões, as investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas ou até mesmo que atuam da mesma forma. Eles poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Fonte: Midiamax

  • Motorista reclamou de problemas mecânicos no caminhão antes de cair em rio, diz esposa

    Rio Vacaria. (Foto: Graziela Rezende, Midiamax) Familiares do condutor do caminhão que caiu no rio acompanham as buscas no local O caminhão que caiu na ponte do Rio Vacaria em Prudêncio Tomás, distrito de Rio Brilhante, estaria com problemas na aceleração, segundo a esposa do motorista desaparecido. O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (11), na BR-163, no km 344. “Ele [motorista] estava muito nervoso, o caminhão estava com problema na aceleração. Ele estava desde terça-feira fazendo viagem; na quarta, foi para São Paulo. Indo e vindo para Mundo Novo, trazendo as ferramentas para o trabalho. Ele era o encarregado”, contou a esposa, de 50 anos, ao Jornal Midiamax. Na noite de segunda-feira, momentos antes do acidente, o motorista, de 49 anos, teria conversado com a esposa e avisado que, em 15 minutos, chegaria a Rio Brilhante. Assim, ela aguardava a chegada dele no distrito de Anhanduí, onde moram, por volta das 23h. “A voz dele estava estranha; foi a última mensagem dele. Depois, eu mandei: ‘E aí, vai dormir aí?’. A mensagem não chegou e você pensa um monte de coisas”, contou a esposa. Barulho O acidente ocorreu no km 344, sentido norte da BR-163. Na ocasião, o veículo trafegava pela pista norte quando bateu contra o guard-rail e caiu no rio. Até o momento, o motorista não foi localizado; entretanto, equipes de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Campo Grande estão no local. Ribeirinhos relataram à reportagem do Jornal Midiamax que teriam ouvido o barulho da queda por volta das 21h40. “[Meu esposo] escutou um barulho muito forte, correu para a ponte e viu que tinha acontecido o acidente. Logo que escutou, pegou o barco e foi para o rio. Chegando, não viu nada”, disse a ribeirinha Isabel Tagara, de 29 anos. A reportagem apurou que uma verdadeira força-tarefa, entre os bombeiros e a Motiva Pantanal, está sendo realizada para conseguir destombar o caminhão e confirmar se existe alguma vítima presa no veículo. Já no solo, ribeirinhos fazem buscas para tentar localizar o motorista na mata. Parte do caminhão Segundo explicou o tenente Alencar à imprensa local Rio Brilhante em Tempo Real, a equipe aguarda a chegada de mergulhadores de Campo Grande para as buscas dentro do rio. “Conseguimos localizar o que, a princípio, é um caminhão. Parece que é a cabine ou, se o caminhão for um caminhão de combustível, uma plataforma, como se fosse o tanque. Não deu para localizar muito bem, porque a água está forte, funda, e estamos aguardando os mergulhadores que vão vir de Campo Grande”, afirmou. Diante da cheia do rio, o caminhão ficou totalmente submerso, dificultando o trabalho das equipes de resgate. Ainda não é possível saber se há vítimas dentro do veículo. “Não dá para precisar se tem vítima dentro do caminhão ou se a correnteza levou. O rio está muito cheio, então, o caminhão está totalmente submerso, dificultando os trabalhos dos bombeiros”, detalhou o tenente Alencar. Fonte: Midiamax

  • Confira como votou a bancada de MS em novas restrições a condenados por pedofilia

    Câmara dos Deputados em Brasília. (Kayo Magalhães, Câmara dos Deputados) Texto-base foi aprovado, mas Câmara precisa votar emenda que amplia punições Nesta terça-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base que estabelece novas restrições a condenados por pedofilia. A bancada de Mato Grosso do Sul participou da votação no Plenário. Então, com o projeto, condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes não podem se aproximar de parques infantis ou escolas. Votaram a favor do texto: Vander Loubet (PT), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL). Contudo, a votação não foi concluída. Isso porque os deputados ainda precisam analisar e votar uma emenda do partido Novo. O texto quer ampliar de três para 12 anos o prazo máximo de internação de adolescentes autores de atos infracionais semelhantes a crimes hediondos. Substitutivo O texto aprovado nesta terça-feira com 436 votos favoráveis é um substitutivo do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) ao Projeto de Lei 488/19, do ex-deputado Capitão Wagner (CE). Assim, o substitutivo determina que o juiz fixe um perímetro máximo de aproximação do condenado a determinados locais. O mesmo vale para aproximação às vítimas, quando o condenado cumprir pena em regime aberto ou deixar o estabelecimento prisional. Segundo o texto, a regra vale para qualquer crime contra a dignidade sexual previsto no Código Penal quando a vítima for menor de 14 anos. Além disso, a Agência Câmara pontua que também se enquadram nas restrições os seguintes crimes: Estupro de vulnerável; Corrupção de menores; Satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente; Divulgação de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia; Produzir, vender, expor, oferecer, transmitir, divulgar, adquirir, possuir ou armazenar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; Simular, por adulteração ou montagem, a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica; ou Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso. Restrições para condenados A restrição de aproximação de estabelecimentos inclui escolas públicas ou privadas de ensino infantil, fundamental e médio; parques e praças que contenham espaços infantis; e outros locais que, segundo verificação do juiz, sejam predominantemente frequentados por menores de 14 anos. As medidas somente poderão deixar de ser aplicadas se não houver condições fáticas para isso, segundo decisão fundamentada do juiz. Então, neste caso, o magistrado poderá adaptar o perímetro fixado para tornar possível o cumprimento de outras obrigações legais do condenado. Ademais, a Câmara destaca que o texto institui a comunicação, de modo formal, ao cônjuge ou companheiro do condenado. Isso para que o companheiro saiba da existência da condenação e das restrições vigentes. O condenado também não poderá contatar diretamente, por qualquer meio digital, pessoas menores de 14 anos. Conforme o texto, o preso não poderá também morar ou pernoitar em unidade habitacional onde resida criança menor de 14 anos. Contudo, há exceção quando a criança for enteado, filho biológico ou adotivo do condenado. Por fim, essas pessoas não poderão pedir adoção, tutela, curatela ou guarda, judicial ou extrajudicial, de pessoa menor de 18 anos. “Essa restrição valerá enquanto estiver cumprindo pena, podendo o juízo da execução, com base em parecer técnico fundamentado, estender a vedação por prazo determinado”, destaca a Agência Câmara. Fonte: Midiamax

  • Idoso morre após ser esmagado por touros em fazenda de Caarapó

    Caso foi registrado na Depac de Dourados. (Arquivo, Jornal Midiamax) O idoso havia ido tratar do gado no cocho, quando os touros teriam começado a brigar Um idoso, de 83 anos, morreu após ser esmagado por dois touros em uma fazenda na região de Caarapó, a 258 km de Campo Grande. A morte foi comunicada nesta terça-feira (12), em Dourados. O filho da vítima procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados para comunicar o falecimento do pai. Assim, informou que o acidente ocorreu na propriedade da família. Naquele dia, o idoso teria ido tratar do gado no cocho; no entanto, dois touros adultos se enfrentaram e acabaram prensando o idoso contra o pneu de um trator. Em decorrência do peso dos animais, ele foi esmagado, causando diversas fraturas graves na região do quadril, do osso sacro e demais avarias. Por fim, o idoso deu entrada em um hospital particular de Dourados, mas não resistiu. Fonte: Midiamax

  • Passageiro de motocicleta morre após acidente na Duque de Caxias, em Campo Grande

    Foto: Reprodução, Fala Povo, Jornal Midiamax Colisão com carro deixou trânsito lento na via Um acidente na tarde deste domingo (9) matou o passageiro de uma motocicleta, que não teve a identidade divulgada, e deixou a condutora ferida após bater contra um carro na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. O trânsito na via ficou lento por conta dos trabalhos das equipes de socorro. Segundo o BPTran (Batalhão de Polícia de Trânsito), da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), o carro oficial do MPMS (Ministério Público do Estado de MS) estava sendo conduzido por um policial militar. A motocicleta, conduzida por uma mulher, vinha logo atrás e bateu na traseira. A condutora da motocicleta teve fraturas nas pernas e foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o hospital Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. O Corpo de Bombeiros Militar também esteve no local. Foram feitas manobras de reanimação no passageiro da motocicleta, mas ele não resistiu e morreu. Equipes da perícia técnica e da PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) foram acionadas para iniciar a investigação do caso. Fonte: Midiamax

  • Na Expoagro, Riedel diz garantir a ordem para manutenção da prosperidade no campo

    Eduardo Riedel durante discurso aos ruralistas em Dourados. (Foto: Reprodução/Expoagro) Governador falou a produtores e empresários, destacando enfrentamentos adotados pela estabilidade do setor O governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), assegurou a manutenção da ordem e da segurança jurídica para o setor produtivo durante a abertura da 60ª Expoagro (Exposição Agropecuária de Dourados), em Dourados, neste sábado (9). Mais cedo ele já havia se reunido com empresários e autoridades locais para recebimento de demandas. O chefe do Executivo estadual afirmou que a liberdade de trabalho e a competitividade são prioridades da gestão para estimular investimentos no agronegócio. De acordo com o governador, o Estado atuará de forma integral para garantir que o ambiente de negócios permaneça estável, declarando que “a ordem no Mato Grosso do Sul vai ser mantida” e que assumirá a responsabilidade direta pelo controle das instituições. “Competitividade é um ambiente de negócio onde vocês possam investir sem ficar preocupado com algumas questões que hoje o Brasil não está muito competitivo. Aqui no Estado vamos garantir isso”, afirmou Riedel. Relação com indígenas Sobre as questões fundiárias e comunidades indígenas, Riedel defendeu a separação entre o atendimento às necessidades sociais e o cumprimento da lei. Aos produtores e empresários, Riedel disse que o Estado investiu mais de 70 milhões de reais, em parceria com o Governo Federal e a Itaipu Binacional, para levar água potável às aldeias. No entanto, o gestor enfatizou que infrações ao direito de propriedade não serão toleradas. Segundo afirmou, é necessário “separar os maus elementos” da comunidade que precisa de suporte, criticando narrativas políticas que, em sua visão, confundem a assistência social com a conivência diante de atos ilícitos. Cenário econômico O governador também manifestou preocupação com o atual ciclo financeiro da agropecuária, que comparou ao período de 1997, quando presidia o Sindicato Rural de Maracaju. Segundo Riedel, as taxas de juros atuais, que variam entre 15% e 18% ao ano, inviabilizam a prosperidade de qualquer negócio e geram um acúmulo de dívidas. O governador apelou ao Governo Federal e ao Congresso Nacional por uma solução urgente quanto à securitização do endividamento rural. “Não tem como com juros de 15, 17, 18% ao ano qualquer negócio prosperar”, afirmou o chefe do Executivo, que criticou políticas fiscais que estimulam o gasto público e resultam na elevação da Selic. Resiliência Ao tratar do desenvolvimento regional, o governador citou o exemplo de empresas locais que cresceram com o suporte de políticas públicas e reafirmou a parceria com os 79 municípios do Estado. Riedel destacou o repasse de 30 milhões de reais para o recapeamento de vias de transporte coletivo em Dourados e reforçou o papel da união entre as bancadas estadual e federal. O governador encerrou pontuando que, apesar das dificuldades cíclicas, o Mato Grosso do Sul está posicionado estrategicamente como fornecedor global de alimentos e energia limpa, graças ao que definiu como um ambiente de harmonia política e capacidade de trabalho da população sul-mato-grossense. “Aqui nós estamos muito bem posicionados e vamos cada vez mais crescer, se desenvolver com responsabilidade, porque o Mato Grosso do Sul tem gente trabalhadora, tem classe política unida, independente das discussões ideológicas, as narrativas de tribuna, mas todo mundo se une pelo Mato Grosso do Sul. Tem um ambiente de harmonia e isso faz com que a gente atraia o investidor para cá”, finalizou Riedel. Fonte: Midiamax

  • MS tem 130 mil empresas inadimplentes com dívidas de R$ 3,5 bilhões

    Empresas do Estado são as menos 'endividadas' do Centro-Oeste. (Foto: Ilustrativa, Freepik) A dívida média por CNPJ chegou a R$ 26.981,50 Mato Grosso do Sul fechou março de 2026 com 130.912 empresas inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. O número coloca o Estado entre os maiores volumes de CNPJ's negativados da região Centro-Oeste. Ao todo, as empresas sul-mato-grossenses acumulavam 1.020.995 dívidas em atraso, que somavam 3,53 bilhões de reais. Em média, cada empresa inadimplente em Mato Grosso do Sul possuía 7,8 contas negativadas. A dívida média por CNPJ chegou a R$ 26.981,50, enquanto o ticket médio das dívidas ficou em R$ 3.459,57. Entre os estados do Centro-Oeste, Goiás liderou em quantidade de empresas inadimplentes, com 241.732 CNPJ's negativados, seguido pelo Distrito Federal, com 219.446, e Mato Grosso, com 177.834. Mato Grosso do Sul aparece na sequência, com pouco mais de 130 mil empresas no vermelho. No cenário nacional, o Brasil atingiu 8,9 milhões de empresas inadimplentes em março de 2026. O total de dívidas negativadas chegou a 62 milhões, somando 212,8 bilhões de reais. São Paulo concentra o maior número de empresas com restrições de crédito, com mais de 3 milhões de CNPJ's negativados. A economista-chefe da Datatech, Camila Abdelmalack, afirma que o ambiente de crédito ainda pressiona as empresas. “O contingente de empresas com restrições de crédito segue elevado, refletindo a persistência de um ambiente financeiro ainda significativamente apertado”, explicou. Segundo ela, os juros altos e as dificuldades para conseguir crédito continuam dificultando a recuperação financeira das empresas. “Como se trata de um indicador de estoque, a inadimplência incorpora um acúmulo de pressões financeiras ao longo do tempo, o que torna sua reversão mais lenta”, destacou. O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas negativadas no país, com 55,5% do total. O comércio aparece em seguida, com 32,4%, enquanto a indústria representa 8,1%. As micro e pequenas empresas seguem como maioria entre os inadimplentes brasileiros. Em março, foram 8,4 milhões de pequenos negócios negativados, acumulando 185,3 bilhões de reais em débitos. “As micro e pequenas empresas são mais sensíveis a um ambiente de crédito restritivo”, analisou Camila Abdelmalack. Fonte: Midiamax

  • Relatório confirma insalubridade e zero prestação de contas no Asilo de Bela Vista

    Processo que trata do Asilo de Bela Vista foi originado a partir de denúncia há dez anos. (Canal Fala Povo) Problemas estruturais e de gestão são identificados no abrigo desde 2016 Novo relatório sobre o Asilo de Bela Vista reafirma a insalubridade do local para o acolhimento dos idosos e a falta de prestação de contas da diretoria responsável pela ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Denúncia realizada em 2016, que, posteriormente, originou ação civil pública, aberta em 2020 pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), já falava em maus-tratos e falta de transparência dos recursos. Vistorias realizadas por diferentes órgãos, desde 2016, identificaram falhas que não foram sanadas ao longo da última década. Entre os problemas relatados com recorrência estão comida vencida, infraestrutura precária, falta de acessibilidade, falhas na documentação e déficit de funcionários. Imagens de idosos acamados com escaras, desnutridos e até com um buraco nas costas chocaram pelo estado debilitado dos acolhidos. Após série de reportagens do Midiamax, o MPMS abriu um inquérito civil para investigar danos aos idosos e o uso de recursos recebidos. O Coegemas (Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso do Sul) esteve no asilo, na última segunda-feira (4), após denúncia de maus-tratos contra os idosos protocolada pelo deputado federal Geraldo Resende (União), que esteve no abrigo em 26 de março. O Midiamax já havia acionado o parlamentar sobre esta visita em matérias anteriores sobre o asilo. Resende relatou ter feito uma representação no MPMS e afirmou que “é evidente que a situação exige encaminhamentos concretos e urgentes para proteger os idosos e assegurar o cuidado que eles merecem”. O documento do Coegemas confirma a veracidade dos relatos sobre as falhas de infraestrutura e de gestão no Asilo de Bela Vista, administrado pela Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados de Bela Vista. “Durante a visita tivemos oportunidade de verificar a veracidade das denúncias, e comprovar que a instituição apresenta condições de insalubridade para os idosos bem como condições das instalações e mobiliários em estado precário que colocam em risco a integridade física dos mesmos. Em conversa com o atual presidente verificamos também a falta de documentação da instituição bem como falta de prestação de contas por parte da diretoria dos recursos recebidos”, diz parte do relatório. Além disso, o grupo foi informado sobre a precariedade de profissionais no atendimento aos idosos, visto que boa parte seriam voluntários, o que indicaria a ausência de acompanhamento especializado e contínuo no cuidado com os idosos. O colegiado alerta para a “necessidade de medidas urgentes para a solução desse problema”. O documento ainda informa que foi notada uma “boa vontade” por parte do presidente da associação, Anderson Basso, de melhorar as condições do asilo. “Percebemos uma boa vontade do atual presidente em resolver de “forma pessoal” uma vez que o mesmo afirmou não existir ajuda dos outros membros da diretoria na condução dos trabalhos na instituição. O atual presidente demostrou estar tentando fazer através de doações, pequenas reformas na estrutura física da instituição porem enfrenta dificuldades”, diz outro trecho. Os membros do Coegemas se reuniram no mesmo dia com o prefeito de Bela Vista, Gabriel Boccia (PP), e, posteriormente, com a juíza do caso, Jeane de Souza Barbosa Ximenes Escobar, a quem foram relatadas as observações sobre a visita. Uma audiência de conciliação foi marcada para a próxima segunda-feira (11), na 1ª Comarca de Bela Vista. O que diz o Asilo de Bela Vista? O Midiamax acionou o presidente do Asilo de Bela Vista, Anderson Basso, para perguntar sobre as falhas apontadas pelo Coegemas. Ele e o restante da diretoria da Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados de Bela Vista foram eleitos em 7 de fevereiro e tomaram posse em 1º de março, para o mandato no biênio 2026-2027. “Eu recebi eles e mostrei toda a realidade de hoje, só que eles não viram antes de assumir como estava! A minha prestação de contas é só de março e abril e já está sendo preparada, a da gestão passada é outra questão! Pegamos o asilo sem nenhuma organização e estamos melhorando aos poucos! Hoje já temos uma assistente social pra nos ajudar, estamos fazendo várias reformas e estamos à disposição da população e das autoridades. Lembrando que sou voluntário, deixando minhas atividades de lado pra tentar ajudar de alguma forma esses idosos que não têm ninguém por eles”, informou Basso. Ele encaminhou fotos das reformas realizadas no asilo, que envolvem quarto, lavanderia e pavimentação. Intervenção no asilo O Asilo de Bela Vista é administrado pela Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados. A associação foi fundada há 74 anos, em 20 de abril de 1952, e, por meio da eleição de diretorias ao longo dos anos, tem administrado o asilo. A entidade é mantida por doações da comunidade, contribuições dos próprios acolhidos e repasses da Prefeitura de Bela Vista. O asilo não é subordinado à administração municipal, mas mantém termo de colaboração com a prefeitura no valor global de R$ 265 mil. Os repasses são feitos mensalmente, com o valor de cerca de R$ 22 mil. Contudo, uma audiência de conciliação em abril terminou com a intervenção provisória da Prefeitura de Bela Vista em partes do asilo, como medicação, alimentação e assistência médica, pelo prazo inicial de 60 dias. Ficou acordado que a Prefeitura de Bela Vista deverá elaborar dois planos de atividade: um provisório, com prazo de 7 dias, e um definitivo, com prazo de 60 dias para ser protocolado. Já a administração atual da Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados Bela Vista teve 7 dias úteis para apresentar um inventário provisório dos principais bens que forem identificados inicialmente, detalhando os bens antes existentes na instituição e os atuais, apontando quais não foram localizados, com explicação sobre a destinação que tiveram. Também deverá haver a apresentação, em 30 dias, do balancete da entidade, contendo os passivos e ativos. A juíza deu o prazo de 60 dias úteis para apresentação do plano definitivo. O documento deverá conter as medidas do plano provisório e as que servirão para a reestruturação do asilo na parte de estrutura, organização financeira, contábil e de pessoal. Fonte: Midiamax

  • Frio é esperança para conter chikungunya em MS? Especialistas explicam

    Larvas do mosquito Aedes aegypti. (Divulgação, Prefeitura de Dourados) A queda de temperatura pode influenciar na transmissão da doença, mas o impacto não é sentido de forma imediata A chegada da frente fria em Mato Grosso do Sul neste fim de semana pode trazer um alívio temporário aos municípios que enfrentam alta nos casos de chikungunya. Com a queda brusca nas temperaturas prevista a partir deste sábado (8), especialistas apontam que o desenvolvimento e a atividade do mosquito Aedes aegypti tendem a diminuir, reduzindo momentaneamente a transmissão da doença. Mesmo com o cenário favorável para uma “trégua”, o frio não elimina o vetor, e os cuidados para evitar criadouros devem ser mantidos. Conforme a presidente da Sociedade Sul-Mato-Grossense de Infectologia, médica Andyane Tetila, embora a queda de temperatura possa influenciar na transmissão da doença, o impacto costuma ser parcial e não é sentido de forma imediata. A especialista detalha que o frio interfere em pontos cruciais do ciclo de vida do mosquito, diminuindo a velocidade de reprodução, a frequência das picadas, e causando atraso no desenvolvimento das larvas. Além disso, frio intenso e prolongado pode impactar na sobrevivência do vetor, pois o vírus se replica de forma menos eficiente dentro do mosquito quando as temperaturas caem. “Tudo isso pode contribuir para desacelerar a transmissão. Por outro lado, isso não significa que os casos parem de ocorrer. Em estados como o MS, especialmente em cenários de epidemia já estabelecida, ainda existem muitos fatores que sustentam a circulação da doença: alta infestação prévia, grande número de pessoas infectadas, presença de criadouros dentro das residências e períodos de frio relativamente curtos ou amenos”, acrescenta a infectologista. Outro ponto levantado é que o frio não elimina os criadouros. Se houver locais com água parada, o mosquito continua a se desenvolver e se reproduzir, embora em menor intensidade. “Existe sim uma expectativa de desaceleração dos casos durante períodos mais frios, especialmente se houver queda sustentada da temperatura.Porém, isso costuma funcionar mais como uma “freada” da transmissão do que como um bloqueio da epidemia. Em locais com alta circulação viral, ainda podem ocorrer muitos casos mesmo durante o frio”, ressalta. Como a temperatura interfere no ciclo de vida do mosquito? Conforme explica a bióloga e doutora em Entomologia e Conservação da Biodiversidade, Jéssica Terilli Lucchetta, a temperatura ideal para o desenvolvimento do Aedes Aegypti varia entre 25 °C e 30°C. Os ovos costumam eclodir cerca de três dias após serem postos. Já a fase larval dura, em média, cinco dias, a fase de pupa de dois a três dias, e o mosquito adulto pode viver de 30 a 60 dias. Quanto mais elevada a temperatura, mais acelerado é o ciclo de vida do mosquito, o que pode favorecer a reprodução. Já em período de frio intenso, o desenvolvimento da espécie fica lento, fazendo com que demore mais dias para que o inseto passe de uma fase para a outra. Por esse motivo, o frio impacta na transmissão. “Há redução da quantidade de mosquitos voando em busca de sangue, o que é positivo para a população, já que apenas as fêmeas se alimentam de sangue humano para produzir ovos. Além disso, as larvas demoram mais para se desenvolver e permanecem mais tempo na fase de pupa, período em que não se alimentam. Consequentemente, a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya tende a diminuir”, explica. Segundo a bióloga, o cenário ideal para reduzir a proliferação do mosquito seria um período de frio acompanhado de pouca chuva, uma vez que a chuva cria locais propícios para o desenvolvimento das larvas. Contágio A especialista Jéssica Terilli Lucchetta explica que a doença não pode ser transmitida de pessoa para pessoa. No entanto, ao ser contagiado, o indivíduo passa a ser um vetor, ou seja, se um mosquito livre do vírus picar a pessoa contagiada, ele passa a ser contagiado também, e, consequentemente, poderá contagiar mais pessoas. “Por isso, o uso de repelente é fundamental, principalmente para pessoas infectadas, evitando que novos mosquitos sejam contaminados e espalhem o vírus para outras pessoas”, acrescenta a especialista. Além disso, o vírus que transmite a chikungunya, dengue e zica, sofrem mutações ao longo do tempo, como mecanismo de sobrevivência. Por isso, a especialista destaca que é necessário manter cuidados constantes, incluindo vacinação, prevenção e combate ao mosquito transmissor. “É importante evitar locais com água parada, pois eles servem de criadouro para o mosquito. Mesmo durante períodos frios, os ovos podem sobreviver e continuar o ciclo quando o clima se torna favorável novamente” finaliza. Fonte: Midiamax

  • Avó e tio são investigados por usarem caneta emagrecedora em menina de 11 anos em MS

    O remédio foi aplicado na menina sem o consentimento da mãe. (Foto: Reprodução/Freepik) A mãe da criança entrou com pedido de medida protetiva “Você está muito gorda, não pode ser a única gorda da família”. Essas teriam sido as palavras utilizadas pela avó, de 68 anos, para aplicar doses de emagrecedores do Paraguai na neta, de apenas 11 anos, em Mato Grosso do Sul. O caso foi parar na Delegacia de Polícia Civil, e a criança conseguiu medida protetiva contra a avó e o tio, de 38 anos. Conforme o boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, a menina foi “medicada” com duas doses do emagrecedor, popularmente conhecido como Lipoless; cada aplicação teve a dosagem de 2,5 mg. Os fatos aconteceram no final de abril, sendo que a última aplicação ocorreu na terça-feira (28). “Você está muito gorda, não pode ser a única gorda da família, eu perdi muito peso com o Mounjaro”, teria dito a avó para convencer a criança. As aplicações teriam sido realizadas pelo tio e pela avó, entretanto, todas ocorreram sem a autorização da mãe. Dessa forma, a genitora só descobriu o caso após buscar a menina na fazenda [onde a vítima morava com a avó] e notar que a criança estava fraca. Descoberta “A amiguinha dela foi visitá-la e ela pediu o celular emprestado e me mandou uma mensagem: ‘Mãe, vem me buscar, quero passar o final de semana com você’. Quando cheguei lá, ela estava muito fraca e me falou que estavam aplicando Mounjaro nela”, contou a mulher. Após a mãe descobrir sobre a aplicação da medicação, a filha passou a relatar que estava sendo ameaçada caso ela contasse para alguém. Inclusive, a criança chegou a relatar ter ido ao Paraguai buscar o medicamento. “Ela mesmo relatou que eles foram no Paraguai. Agora ela vai ter acompanhamento psicológico. Eles ameaçaram bater se ela contasse para alguém. Eu sempre mandava mensagem e ela falava que estava bem, mas o celular estava com a avó”, finalizou. Reação médica Após as aplicações, conforme o laudo médico, a menina apresentou vários sintomas, que incluíram redução de apetite, tontura, diarreia, tremores, insônia, desmaio, fraqueza e até a incapacidade de ingestão adequada de líquidos. Ela também teve quadro de desidratação, uma vez que perdeu cinco quilos em apenas uma semana. “Ela teve que tomar soro, deu grau de desidratação. Ela perdeu cinco quilos em uma semana. Continua passando mal, ontem teve hemorragia, tive que levar para fazer reposição de vitaminas”, disse. O uso na menina foi caracterizado pelo médico como “fora de indicação, sem respaldo clínico, sem supervisão médica e em contexto inadequado”. Agora, ela precisará passar por acompanhamento médico e também psicológico. “Eles recomendaram psicólogo, ela está com vários pedidos de exames de sangue, mas está muito fraca ainda”, pontou. O caso foi registrado como perigo para a vida ou saúde de outro e deverá ser investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. ⚠️ Informação ao leitor O Jornal Midiamax e demais veículos de imprensa são proibidos pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) de informar nomes de escolas ou qualquer informação que identifique a criança ou adolescente vítima de violência, conforme estabelecido no Art. 18. Essa restrição é fundamental para proteger a identidade da criança, evitando que a menção ao nome da escola ou alguma característica revele quem ela é, em consonância com o direito à preservação de sua imagem, garantido pelo Art. 17. Caso necessário, o responsável deve acionar a Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). Agradecemos a compreensão. Fonte: Midiamax

  • MS passará por transformação digital, diz Riedel após reunião com a Meta

    Governador, secretários e representantes da Meta. (Bruno Chaves, Governo de MS) Encontro ocorreu em São Paulo com dois secretários e o governador de MS, Eduardo Riedel A reunião entre o Governo de Mato Grosso do Sul e representantes da Meta, em São Paulo, foi para avaliar oportunidades para tornar a gestão estadual e o atendimento ao cidadão mais ágil e eficiente. O encontro ocorreu em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (7). Neste encontro, foram apresentadas ao governador Eduardo Riedel (PP) soluções tecnológicas para o fortalecimento da comunicação institucional e prestação de serviços públicos, utilizando ferramentas como IA (Inteligência Artificial), chatbots e outras alternativas. Segundo Riedel, o Estado passará por uma transformação digital. “Estas empresas podem contribuir muito. Saímos aqui com grandes oportunidades de melhorias de processo interno, de relacionamento com os cidadãos”, disse. A Meta é um conglomerado de tecnologia e mídia social, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos. Ela é considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, estando entre as cinco grandes do setor de tecnologia. Oferece plataformas de rede social como Facebook, Instagram e WhatsApp, além de um pacote de outros produtos. Riedel lembrou ainda que Mato Grosso do Sul caminha rápido para tornar o serviço público estadual mais ágil, eficiente, gerando facilidades para a população. “Uma base de infraestrutura e tecnologia está sendo realizada, agora vamos partir para que os serviços oferecidos sejam mais ágeis, intensos e menos burocráticos, principalmente nas ações de política pública.” Fonte: Midiamax

  • Prefeitura de Jardim assina contrato de R$ 2,5 milhões para construção de casas populares

    Jardim construirá 20 casas populares dentro do Minha Casa, Minha Vida. (PMJ, Arquivo) Coplenge Engenharia LTDA será a empresa responsável pela obra A Prefeitura de Jardim, município a 237 km de Campo Grande, assinou contrato de R$ 2,5 milhões (R$ 2.544.500,00) para a construção de unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida. O Extrato do Contrato Administrativo Nº 59/2026 foi publicado no Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), desta quinta-feira (7). O contrato foi firmado com a empresa Coplenge Engenharia LTDA (CNPJ/MF sob o nº. 04.349.790/0001-76). As obras integram o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal. Dois bairros receberão casas populares Já conforme o Portal Nacional de Contratações Públicas, serão dois conjuntos de empreendimentos. Seis moradias ficarão em área delimitada pelas Ruas Carlos Corrêa Vasques e Olmiro de Souza, no Jardim São Francisco. Na segunda área, as obras envolvem 14 casas populares em área entre as Ruas José de Alencar e José Manuel Fernandes, no Loteamento Raul Pleutin. Cada imóvel terá área construída de 50,7 m², perfazendo 1.014 m² de área construída. Então, o contrato prevê a conclusão das obras em 420 dias, conforme cronograma físico-financeiro. Por fim, o edital tem a assinatura do prefeito de Jardim, Juliano da Cunha Miranda. Fonte: Midiamax

  • Procuradoria questiona prefeito de Ivinhema sobre viagens nacionais e internacional

    Prefeito viajou para destino internacional. (Reprodução, Fala Povo) Denúncia aponta que o prefeito teria viajado, sem formalização, para tratar de assuntos pessoais O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), foi oficiado pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ivinhema para esclarecer viagens nacionais e internacionais realizadas em abril de 2026. Denúncia protocolada no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) aponta que o chefe do Executivo teria se ausentado por mais de 15 dias, sem formalização na Câmara, para tratar de assuntos pessoais. Em 29 de abril, a Promotoria protocolou a denúncia como notícia de fato. Assim, em 4 de maio, a promotora de Justiça, Lenize Martins Lunardi Pedreira, oficiou o prefeito e presidente da Câmara, Celso Souza (PSDB), sobre os apontamentos do denunciante. Logo, os chefes do Executivo e Legislativo terão 10 dias para apresentar esclarecimentos. Além disso, a promotora destacou que a declaração deve ser acompanhada de documentos comprobatórios. A denúncia aponta “ausência prolongada do exercício do cargo para tratar de interesses particulares”. Assim, alega que o prefeito não teria realizado a devida formalização legal para as viagens. “Sem a regular substituição pela vice e sem qualquer manifestação da Câmara Municipal”, diz a denúncia anônima enviada ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Destinos nacionais e internacional O denunciante aponta ausência do prefeito em diversas datas desde abril de 2026. Ferro teria saído de Ivinhema em 9 de abril, comparecido ao show internacional do Guns N’ Roses em Campo Grande e ido para fora do estado em 11 de abril. A denúncia aponta paradas no interior de Minas Gerais e São Paulo, seguida de viagem internacional do prefeito. Foto com passaporte mostra as passagens internacionais de Juliano Ferro. “Assuntos particulares”, alega a denúncia. No documento enviado para o Ministério, o denunciante aponta que o “retorno ao município ocorreu apenas em 26/04/2026, totalizando período superior a 15 (quinze) dias de afastamento”. Ao Midiamax, o prefeito Juliano Ferro disse que a viagem não excedeu o limite estabelecido pela Lei. “A minha viagem foi apenas 10 dias, que está dentro do prazo estabelecido na lei orgânica municipal que é de 15 dias”, afirmou por mensagem de texto. Afastamento formal em Ivinhema O artigo 63 da Lei Orgânica de Ivinhema define que o prefeito e vice-prefeito “não poderão, sem prévia licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a 15 (quinze) dias”. Conforme o texto, a prática está passível de “perda do cargo e extinção do mandato”. A denúncia aponta ainda relação entre os chefes do Executivo e do Legislativo. “Chamando atenção o fato de que o presidente da Câmara ser pessoa próxima e amigo pessoal do prefeito”, diz o texto. O Jornal Midiamax acionou o presidente da Câmara sobre o ofício, denúncia e suposta amizade, por meio de mensagens devidamente documentadas. Também houve tentativa de chamada de voz. Contudo, o vereador não atendeu ou se posicionou até a publicação desta matéria. Por sua vez, Ferro disse que o ofício é apenas para esclarecimentos. “Pelo que vi aqui, não se trata de uma denúncia formalizada pelo MPMS, é simplesmente um pedido de esclarecimento, que logo será esclarecido”, argumentou. Empreendimento Entre as atividades citadas pelo denunciante, está um evento de empreendimento imobiliário, que tem apresentadores de programas televisivos e artistas nacionais como investidores. Vídeo nas redes sociais mostra o prefeito em evento do empreendimento de luxo. “O prefeito permaneceu em atividades privadas, participando de feira internacional, inclusive divulgando investimento em empreendimento de alto padrão, reforçando o caráter estritamente particular da viagem e a ausência de interesse público”, diz a denúncia. Trâmites Após o envio de uma denúncia, o MPMS pode aceitar os apontamentos feitos de forma anônima ou não. Então, em caso de necessidade de esclarecimentos, a denúncia é convertida em notícia de fato. Neste momento, a promotoria responsável irá apurar informações preliminares sobre os apontamentos do denunciante. As partes citadas podem ser oficiadas para posicionamento e esclarecimentos dos fatos. Logo, caso haja necessidade de investigação mais profunda, a notícia de fato pode ser convertida em inquérito. Neste período as apurações são mais intensas, com pedidos de esclarecimentos, envios de documentos, e podem terminar com encaminhamentos. Fonte: Midiamax

  • Expoagro 2026 tem espaços esgotados antes da abertura em Dourados

    Com todos os espaços comercializados, Expoagro 2026 começa no próximo fim de semana. (Foto: Arquivo Midiamax/Marcos Morandi) Realizada pelo Sindicato Rural de Dourados, a Expoagro chega à 60ª edição A força do agronegócio, aliada ao dinamismo do comércio local, garantiu à Expoagro 2026 um resultado expressivo antes mesmo de sua abertura: todos os estandes e espaços de comercialização foram vendidos com antecedência. O dado reforça a credibilidade do evento e evidencia a confiança de empresas, expositores e investidores na principal feira do setor no interior de Mato Grosso do Sul. Assim como na edição anterior, a comercialização dos espaços foi concluída antecipadamente pela Opa Organizações e Eventos, responsável pela gestão e planejamento dessa área estratégica. O desempenho confirma o aquecimento do mercado e o papel da feira como vitrine para negócios, inovação e networking no segmento agropecuário. Realizada pelo Sindicato Rural de Dourados, a Expoagro chega à 60ª edição consolidada como uma das principais feiras do agronegócio do país. Entre os dias 8 e 17 de maio, o Parque de Exposições João Humberto de Carvalho se transforma em um polo de oportunidades, reunindo produtores rurais, empresas, instituições e o público em geral. Ao longo dos dez dias de programação, a feira apresenta tecnologias recentes do setor, incluindo exposições de máquinas e implementos agrícolas, leilões, simpósios e palestras técnicas, além de acesso a linhas de crédito e financiamento. Paralelamente, o evento também investe em entretenimento, com rodeios, provas equestres, shows nacionais, parque de diversões e uma ampla praça de alimentação, ampliando a conexão com o público urbano. Com expectativa de receber mais de 150 mil visitantes e movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios, a Expoagro reafirma seu papel estratégico no fortalecimento da economia regional, funcionando como elo entre o campo e a cidade. Para Natacha Serafini, diretora da Opa Produções e Eventos, o resultado antecipado da comercialização reflete planejamento e a maturidade do evento. “A organização da Expoagro 2026 foi pensada para oferecer uma estrutura ainda mais eficiente e atrativa para expositores e visitantes. A venda total dos espaços antes da abertura demonstra a confiança do mercado e eleva nossas expectativas para uma edição histórica, tanto em público quanto em geração de negócios”, destaca. A Expoagro 2026 é uma realização do Sindicato Rural de Dourados, com organização da Opa Organizações e Eventos, da Nola e do Santo Show, e apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), da Prefeitura de Dourados, da senadora Soraya Thronicke e do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul. O evento conta ainda com patrocínio do Senar-MS, Famasul, Cresol, Inpasa, Sebrae, Sicredi, Unigran e São Bento. Fonte: Midiamax

  • SUS não deixou de oferecer vacina contra meningite; entenda o que mudou

    Vacina que protege contra a meningite. (Foto: Agência Brasil) OSUS disponibiliza gratuitamente os imunizantes meningocócico C e ACWY A vacina contra a meningite deixou de ser oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde)? Nas últimas semanas essa informação repercutiu nas redes sociais e gerou dúvidas entre pais e responsáveis. No entanto, a afirmação é falsa. O SUS continua disponibilizando gratuitamente vacinas contra a doença em todo o país. A confusão surgiu após o Governo Federal decidir não incorporar, neste momento, a vacina contra o meningococo do tipo B (Meningo B) ao calendário nacional de imunização. A medida, publicada em abril, provocou críticas e acabou interpretada de forma equivocada por usuários das redes sociais, que passaram a afirmar que o SUS teria deixado de oferecer proteção contra meningite. Meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Conforme o Ministério da Saúde, as virais costumam apresentar quadros mais leves e menor taxa de mortalidade, enquanto as bacterianas estão entre as mais graves, devido ao risco elevado de complicações e morte. O que o SUS oferece? No Brasil, o SUS oferece dois tipos de imunizantes na rede pública. A vacina meningocócica C para bebês, aplicada aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses. Já adolescentes entre 11 e 14 anos recebem a vacina meningocócica ACWY, que protege contra quatro sorogrupos da bactéria: A, C, W e Y. Além disso, o Ministério da Saúde anunciou uma ampliação da proteção infantil. A partir de 2025, o reforço aplicado aos 12 meses passou a ser feito com a vacina ACWY, substituindo a dose da meningocócica C. Com isso, as crianças passarão a ter cobertura contra mais variantes da doença já no primeiro ano de vida. Já as vacinas BCG e Pneumocócica também previnem a meningite. O imunizante que permanece fora do SUS é a vacina Meningo B, indicada contra o sorogrupo B da bactéria Neisseria meningitidis, uma das principais causas de meningite bacteriana no Brasil. Atualmente, a vacina está disponível apenas na rede privada. Ou seja, as principais vacinas disponíveis protegem contra bactérias, que causam as formas mais graves da doença. O que pode gerar confusão é que não existe uma vacina única que proteja contra todos os tipos de micro-organismos que causam meningite ao mesmo tempo. Doses chegam a R$ 2 mil na rede particular Mesmo fora do calendário básico do SUS, entidades como a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomendam a aplicação da vacina. O esquema vacinal prevê três doses, aplicadas aos 3, 5 e 12 meses de idade. Na rede privada, duas vacinas contra meningite B são comercializadas: a Bexsero, produzida pela GSK, indicada para pessoas de 2 meses a 50 anos, e a Trumenba, fabricada pela Pfizer, voltada principalmente para jovens entre 10 e 25 anos. Mas o alto custo segue como um dos principais obstáculos para as famílias. O valor de cada dose varia entre R$ 600 e R$ 750. Como o esquema vacinal prevê múltiplas aplicações, o valor total pode ultrapassar R$ 2 mil por criança. Vacinas custariam 14% do orçamento anual No ano passado, o Ministério da Saúde abriu consulta pública para discutir a incorporação da vacina Meningo B ao SUS. A proposta foi apresentada pela farmacêutica GSK à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), órgão responsável por avaliar a inclusão de novos tratamentos e vacinas na rede pública. Segundo o dossiê apresentado pela empresa, o custo da inclusão do imunizante seria de aproximadamente R$ 5,5 bilhões ao longo de cinco anos. Em contrapartida, a farmacêutica argumenta que a vacinação poderia reduzir gastos hospitalares e despesas com o tratamento de pacientes que desenvolvem sequelas da doença. Hoje, o SUS investe cerca de R$ 8 bilhões por ano na oferta gratuita de mais de 30 vacinas. Ou seja, a inclusão da Meningo B representaria um custo equivalente a aproximadamente 14% do orçamento anual destinado à vacinação pública no país. Além disso, em nota, o Ministério da Saúde argumentou que a quantidade disponível atualmente no mercado seria suficiente para atender apenas cerca de 15% da demanda nacional. Segundo a pasta, as decisões sobre incorporação de novas vacinas seguem critérios técnicos, como capacidade de oferta, impacto financeiro e evidências científicas. Meningite B é a mais grave? A não incorporação da vacina no SUS gerou debate porque o sorogrupo B é o mais incidente entre os causadores da doença meningocócica. Conforme o Ministério da Saúde, 59% das DMIs (Doença Meningocócica Invasiva) no Brasil são causadas pelo sorogrupo B, sendo que 2 em cada 10 pessoas afetadas vão a óbito. Somente em 2025, o Brasil registrou 5.788 casos de meningite bacteriana e 1.144 mortes (sem recorte de subgrupo). No mesmo período, a meningite viral contabilizou 4.681 casos e 125 óbitos. Além da elevada taxa de letalidade, especialistas alertam para o risco de sequelas permanentes. Entre 10% e 20% dos sobreviventes podem desenvolver complicações graves, como surdez, amputações, déficits neurológicos e dificuldades cognitivas. Historicamente, o sorotipo C da bactéria Neisseria meningitidis era o mais prevalente no Brasil desde 2010. No entanto, esse cenário começou a mudar em 2015, quando o sorogrupo B passou a liderar os casos entre crianças menores de 1 ano. A mudança se consolidou nos anos seguintes. Em 2023, o meningo B tornou-se o sorotipo mais incidente na população brasileira em geral. Já em 2024, as meningites bacterianas superaram, pela primeira vez em décadas, os casos de meningite viral no país. Cenário da doença em MS Enquanto a incorporação da vacina segue em debate, os dados da doença mostram avanço dos casos de meningite bacteriana e redução dos tipos virais nos últimos anos. Entre 2024 e 2026, o Brasil registrou 31.666 casos de meningite, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram 14.125 registros em 2024, 13.535 em 2025 e 4.006 notificações em 2026, até o momento. No mesmo período, Mato Grosso do Sul contabilizou 267 casos da doença. O Estado registrou 137 casos em 2024, 114 em 2025. Neste ano, o Estado registrou seis mortes e 24 casos notificados. A meningite bacteriana aparece como o tipo mais frequente tanto no país quanto em Mato Grosso do Sul. Em nível nacional, foram 5.714 casos em 2024, 5.788 em 2025 e 786 em 2026. Já no Estado, houve 55 registros em 2024, 51 em 2025 e nove noticiações neste ano. Já a meningite viral, que antes liderava as ocorrências no país, apresentou estabilidade nos últimos anos. No Brasil, os casos passaram de 612 em 2024 para 681 em 2025 e chegaram a 694 em 2026. Em Mato Grosso do Sul, foram registrados 19 casos em 2024, 23 em 2025 e um caso neste ano. Fonte: Midiamax

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