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  • Advogados de MS articulam PEC para extinguir atual STF e criar Corte Constitucional em meio à crise institucional

    Associação dos Advogados Independentes quer apresentar uma PEC para mudar Poder Judiciário. (Reprodução, Redes Sociais) Juristas de Mato Grosso do Sul propõem afastar ministros em regime de disponibilidade e redefinir o papel do Judiciário com novos critérios de ingresso e sabatinas abertas à sociedade. Em reação ao agravamento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), a Associação dos Advogados Independentes (ADVI), sediada em Campo Grande, deliberou pela elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a extinção da atual estrutura da Corte. A iniciativa visa substituir o tribunal por uma nova Corte Constitucional com competência única e exclusiva de zelar pela Constituição Federal. Pelo texto formulado pela comissão, os atuais ministros do STF seriam colocados em regime de disponibilidade — modalidade de afastamento temporário com proventos proporcionais ao tempo de serviço, conforme prevê a legislação. Em contrapartida, o novo tribunal adotará critérios estritamente objetivos para o preenchimento de vagas, elevação da idade mínima exigida para os postulantes e sabatinas públicas com participação ativa da sociedade civil no Congresso Nacional. Composição da comissão e fundamentação dos juristas A comissão encarregada da redação do projeto reúne nomes de peso do cenário jurídico de Mato Grosso do Sul: Claudionor Miguel Abss Duarte: Desembargador aposentado e ex-presidente da OAB/MS; Carlos Marques: Advogado e ex-presidente da OAB/MS; Vladimir Rossi Lourenço: Advogado e ex-presidente da OAB/MS; José Wanderley Bezerra Alves: Ex-procurador-geral do Estado (PGE); André Borges: Advogado e jurista. Para os membros do grupo, a atual situação da Suprema Corte tornou-se insustentável pela expansão de suas atribuições e pelos recentes episódios de tensão entre os magistrados. "O Supremo hoje legisla descaradamente e atua em todos os setores com uma atribuição aberta e interminável, situação agravada por episódios graves na Corte", afirmou Carlos Marques. O advogado André Borges reiterou a urgência da medida: "A ideia é fazer cumprir a Constituição no que ela tem de melhor: uma Corte nova, técnica e transparente, que se limite a aplicar a Carta Magna e nada além disso". O estopim: Escândalo do Banco Master e crise interna O movimento da ADVI ganha força no ápice de um desgaste interno no STF relacionado às investigações do Caso Banco Master — instituição financeira liquidada pelo Banco Central sob suspeita de fraudes. A crise se aprofundou após a divulgação de relatórios da Polícia Federal, extraídos do celular do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, envolvendo menções ao ministro Alexandre de Moraes e desdobramentos sobre a condução do caso pelo ministro André Mendonça. A nota oficial da ADVI aponta que o desgaste gerado pelas petições e trocas de acusações entre os ministros foi o catalisador decisivo para a proposta. O texto da PEC será entregue em breve a parlamentares para dar início à tramitação no Congresso Nacional.

  • Justiça acata denúncia do Ministério Público e cinco viram réus por execução de Vitor Orsini

    Fórum de Dourados - MS A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMS) contra os cinco envolvidos no assassinato do jovem Vitor Orsini, 19 anos, ocorrido no dia 7 de agosto dentro de uma loja de veículos, localizada na Hayel Bon Faker, em Dourados. Com a decisão assinada pelo juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal, os acusados passaram formalmente à condição de réus em ação penal que pode levá-los a julgamento no Tribunal do Júri. A decisão acolhe integralmente a peça acusatória apresentada pela 15ª Promotoria de Justiça, assinada pelo promotor Luiz Eduardo Sant’Anna Pinheiro. O grupo responde por homicídio qualificado - motivado por razão torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito; além de crimes conexos como associação criminosa, corrupção de menores e posse ilegal de arma. O processo leva em conta a aplicação do "erro sobre a pessoa", já que as investigações do SIG (Setor de Investigações Gerais) confirmaram que Vitor foi atingido por engano no lugar do verdadeiro alvo. Com a abertura do processo judicial, o magistrado determinou a citação formal de todos os envolvidos. Os réus Claudio Henrique de Arruda (apontado como mandante), Denis Barbosa de Melo (acusado de ser o atirador) e Alexsander Gonçalves Borges (piloto da moto) seguem presos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Já Marcos Antônio Olmedo Vera e Jeferson Lopes, considerados intermediadores e planejadores da logística, continuam foragidos. Além de dar andamento à ação, a Justiça determinou uma série de novas diligências policiais solicitadas pelo MPMS para reforçar as provas do caso. Entre os pedidos acatados pelo juiz estão a identificação do responsável por uma transferência via Pix feita por uma empresa ao adolescente envolvido no esquema, a conclusão dos relatórios de quebra de sigilo telefônico e geolocalização dos celulares apreendidos, além do depoimento de motoristas de aplicativo que prestaram serviços ao grupo. A Justiça também determinou que a Polícia Civil faça exames de balística nas cápsulas de munição recolhidas no local do crime e monte um desenho detalhado, sendo uma espécie de ‘mapa do ataque’. Esse relatório visual vai mostrar o passo a passo dos atiradores dentro da loja de veículos: por onde o criminoso entrou e saiu, a distância percorrida até a vítima, onde as testemunhas estavam no momento dos tiros e como foi a fuga. Relembre o caso Vitor Orsini foi morto a tiros dentro do pátio de uma garagem de veículos pertencente ao pai, na qual ele trabalhava como vendedor. As investigações policiais apontaram que o crime foi encomendado por Claudio Henrique de Arruda, que teria planejado uma ‘emboscada’ para se livrar de uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil com um credor. Para executar o plano, pistoleiros foram contratados por R$ 25 mil, sendo R$ 20 mil para o atirador e R$ 5 mil para o piloto da moto. Contudo, ao entrarem no local, o executor confundiu a vítima com o devedor e disparou contra o jovem. Fonte: Dourados News

  • Homem mata a irmã dentro de comércio e depois tira a própria vida

    Mulher foi morta dentro de loja de aviamentos - Crédito: Paulo Francis Vera Lucia Sonchine Pereira, de 59 anos, foi morta a tiros na tarde desta quarta-feira (16), dentro do próprio comércio, no Bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Após o crime, o irmão dela, apontado como autor dos disparos, também tirou a própria vida. De acordo com o Campo Grande News, o caso aconteceu em uma loja de aviamentos localizada na Rua Sagarana. Segundo informações preliminares, um vizinho ouviu os disparos e reconheceu o homem como irmão da comerciante. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas, mas, quando chegaram ao endereço, as duas vítimas já estavam mortas. Conforme os bombeiros, o homem ainda não havia sido identificado oficialmente. A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) foi acionada para atender a ocorrência. A dinâmica do crime e a motivação ainda serão investigadas pela Polícia Civil. Até o momento, a investigação não confirmou a qualificadora de feminicídio. Fonte: Dourados News

  • Prefeito de Paranaíba é multado em R$ 10 mil por live em que pediu voto para candidatos de outras cidades

    TRE-MS negou recurso e condenou prefeito de Paranaíba. (Reprodução Redes Sociais) Maycol Queiroz foi condenado por sugerir 'voto útil' e vincular obras na cidade a algumas figuras políticas O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) determinou multa de R$ 10.325,50 contra o prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade, o Maycol Doido (PP), por ilicitude em live realizada no gabinete da prefeitura. A decisão consta no DJEMS (Diário da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul), desta terça-feira (15). Conforme os autos, o prefeito orientou a população a não votar em pré-candidatos locais aos cargos de deputado estadual e federal. A justificativa era a inviabilidade eleitoral, induzindo o eleitorado local ao “voto útil”. No gabinete, ainda estariam secretários municipais e vereadores da base aliada. A manifestação também foi reproduzida em programa de rádio local. A representação especial foi ajuizada originalmente pelo vereador de Paranaíba e candidato a deputado estadual Sindoley Morais (PL). Contudo, a Justiça extinguiu o feito sem resolução de mérito por ilegitimidade do autor, já que o vereador ainda era pré-candidato. Após recorrer e desistir da ação, a Procuradora Regional Eleitoral assumiu a titularidade. A defesa do prefeito apontou que as manifestações eram apenas críticas relacionadas a fatos públicos. Além disso, alegou que as opiniões eram acolhidas pela liberdade de expressão e pelo debate democrático. Porém, a defesa não foi acolhida pelo relator, o juiz auxiliar de propaganda Luiz Tadeu Barbosa Silva. O magistrado classificou como “descabida a tese defensiva de que a conduta do representado limitou-se à mera exposição de resultados de sua administração municipal ou de liberdade de expressão política consistente em opiniões e críticas ao cenário eleitoral”. “Ao afirmar taxativamente que as pré-candidaturas locais não têm chance de vitória e que os eleitores não devem neles votar, o Prefeito extrapolou o campo da crítica política legítima e passou a sugerir ao público o voto útil, conforme bem conceituado pela Procuradoria Regional. Além disso, ao vincular a chegada de repasses e obras no município estritamente à exaltação das figuras de pré-candidatos específicos ao Senado Federal, o representado, também, promoveu propaganda eleitoral antecipada positiva”, apontou. O parecer do relator foi acolhido por unanimidade em segundo grau pelo TRE-MS, que determinou a multa contra o prefeito Maycol Queiroz pela propaganda eleitoral antecipada negativa e positiva, mas rejeitou o pedido de inelegibilidade, de cassação do diploma e de reconhecimento de abuso de poder político ou econômico. Após o trânsito em julgado da decisão condenatória, o prefeito e a rádio deverão retirar o conteúdo do ar. O Midiamax acionou o prefeito de Paranaíba sobre o assunto, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações. Fonte: Midiamax

  • União abre crédito de R$ 15,9 milhões no orçamento para obra do Aeroporto de Dourados

    Aeroporto de Dourados-MS O MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) publicou uma portaria nesta quarta-feira, dia 16, abrindo crédito suplementar para remanejar recursos de outras frentes, para destinar R$ 15,9 milhões à obra em andamento no Aeroporto de Dourados – Francisco de Matos Pereira. Na prática, o Governo Federal anulou dotações orçamentárias no montante total de R$ 149,2 milhões de diversos outros projetos, para cumprir a destinação a obras que já estava previstas, como é o caso do aeródromo douradense. O que está em construção no momento é o novo terminal de passageiros que foi incluído no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) que é vinculado ao MPor (Ministério de Portos e Aeroportos). O total a ser investido pelo Governo Federal é de R$ 39 milhões com contrapartida de R$ 9 milhões do Governo do Estado, responsável pela execução. Ainda foi anunciado recentemente a autorização para que a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) dê andamento aos processos licitatórios para compra de mobiliário e equipamentos para o funcionamento da estrutura, como aparelhos de Raio-X, esteiras de bagagens, entre outros. A entrega da obra está prevista para abril de 2027, quando a empresa que passará a administrar o aeroporto deve estar definida. Isso porque o aeródromo foi incluído em um pacote de dez regionais cuja gestão é pré-requisito para a concessionária que vencer o leilão pelo contrato do Aeroporto Internacional de Brasília (DF) - Presidente Juscelino Kubitschek. Esse está previsto para ocorrer em dezembro deste ano. Fonte: Dourados News

  • Veículo fica sem gasolina e Polícia descobre carga de maconha

    Chevrolet Corsa com tabletes de maconha em plena Afonso Pena - Crédito: Divulgação Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso na tarde desta quarta-feira, dia 16 de setembro, após ser flagrado com uma grande quantidade de maconha dentro de um veículo GM/Corsa, na avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande. A carga foi descoberta depois que o veículo ficou sem combustível enquanto seguia no sentido Centro-Parque dos Poderes. Conforme apurado pela reportagem do site Campo Grande News, o Corsa parou na pista da direita da Avenida Afonso Pena, próximo ao cruzamento com a rua Joaquim Távora, por volta das 16h30. Durante a situação, um soldado que estava à paisana se aproximou para verificar o veículo e acabou percebendo a presença da droga. Após a constatação, equipes da Polícia Militar foram acionadas e o condutor, que estava sozinho no carro, foi detido. Ainda não há informações sobre a origem da droga ou o destino do motorista. Ainda conforme apurado no local, o homem e o veículo serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande. O trânsito no local da apreensão não ficou tumultuado. Fonte: Dourados News

  • Colisões em postes aumentou 210% em cidade de MS, segundo concessionária

    Poste de energia arrancado em acidente (reprodução) Substituição dos equipamentos do sistema elétrico danificados são de responsabilidade do causador O número de postes de distribuição de energia danificados por colisões de veículos em Três Lagoas aumentou 210%, conforme a Neoenergia Elektro. De acordo com a concessionária, o número de postes da rede de distribuição de energia danificados por colisões de veículos aumentou 210% entre janeiro e agosto deste ano na cidade. Em números, os postes quebrados saltaram de 10 para 31. Na cidade vizinha, Brasilândia, o aumento foi de 150%, de 2 para 5 colisões com quebra de postes. Ainda segundo a concessionária, durante a Semana Nacional do Trânsito, entre os dias 18 e 25 de setembro, é reforçada a importância da adoção de comportamentos seguros ao volante para a preservação de vidas e a prevenção de interrupções no fornecimento de energia. Além do risco à vida, esse tipo colisões pesam no bolso do causador da colisão. A distribuidora realiza os reparos na rede em caráter emergencial para garantir a segurança e o restabelecimento do fornecimento de energia. Porém, os custos de substituição dos equipamentos do sistema elétrico danificados são de responsabilidade do causador da colisão e podem chegar a R$ 6 mil. “Essas ocorrências representam um risco significativo para condutores e pedestres, além de causar interrupções no fornecimento de energia e danos à rede elétrica. A recuperação, frequentemente, exige operações de elevada complexidade para a substituição de equipamentos danificados e o restabelecimento do sistema”, disse Fernando Freitas, gerente de Desempenho Operacional da Neoenergia Elektro. Semana Nacional do Trânsito 2026 O Observatório Nacional de Segurança Viária lançou a campanha educativa “O que a pressa não deixa você ver” para a Semana Nacional de Trânsito 2026, celebrada entre os dias 18 e 25 de setembro. A iniciativa, segundo o observatório, convida os condutores a desacelerar e adotar um olhar mais humano sobre o trânsito, mostrando que, por trás de uma motocicleta, um caminhão de coleta, uma carreta ou uma pessoa atravessando, existe alguém com uma história, uma profissão, uma família e o desejo de chegar em segurança. Fonte: Midiamax

  • Lula cobra Fachin para solução de crise no STF: ‘Isso não pode atrapalhar o processo eleitoral’

    Presidente Lula durante podcast Desce a Letra - Reprodução/Youtube/Lula A declaração foi feita durante participação do presidente no podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16) O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou o ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin para que o magistrado solucione a crise no STF envolvendo os ministros da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro para que isso não interfira nas eleições de outubro. “O presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral porque as pessoas que criaram o Banco Master foram eles”, disse Lula. A declaração foi feita durante participação do presidente no podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16). O presidente ainda chamou Vorcaro de “mafioso” e que a situação no STF faz mal à República. “Acho que o que está acontecendo na Suprema Corte não é uma coisa boa, porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, avaliou. Lula afirmou ainda que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos. “O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”, declarou. Lula e Moraes Ainda no mesmo tema durante o podcast, Lula também disse não ter sido durante seu mandato que o ministro do STF Alexandre de Moraes foi inidicado à Corte. “Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”, enfatizou. Lula afirmou que Flávio divulgou um vídeo na terça-feira (15) atribuindo a ele responsabilidade por Moraes. Ao responder ao adversário, porém, Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador quando Moraes foi indicado e sugerir que ele teria votado na indicação. O ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio tomou posse no Senado em 2019. Na avaliação do petista, a ofensiva de Flávio contra Moraes está ligada às decisões do ministro contra seu pai e os envolvidos nos atos golpistas. “A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o ministro prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, afirmou. “Eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master.” Fonte: Jovem Pan

  • Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para STF, diz Lula

    Lula e Alexandre de Moraes - Joédson Alves / Agência Brasil Apesar de defender a atuação do magistrado, Lula afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 16, que não foi responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao rebater críticas de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, os ataques de Flávio ao magistrado são motivados pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e não pelo caso Banco Master. “Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”, enfatizou, durante participação no podcast Desce a Letra. Lula afirmou que Flávio divulgou um vídeo na terça-feira, 15, atribuindo a ele responsabilidade por Moraes. Ao responder ao adversário, porém, Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador quando Moraes foi indicado e sugerir que ele teria votado na indicação. O ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio tomou posse no Senado em 2019. “Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes”, disse Lula. O presidente também ressaltou que não foi responsável pelas indicações de Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Bolsonaro. Na avaliação do petista, a ofensiva de Flávio contra Moraes está ligada às decisões do ministro contra seu pai e os envolvidos nos atos golpistas. “A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, afirmou. “Eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master.” Apesar de defender a atuação do magistrado, Lula afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos. “O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”, declarou. O presidente disse que Moraes prestou “dois grandes serviços à democracia brasileira” e destacou sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022. Segundo Lula, Bolsonaro tentou destruir a credibilidade das urnas eletrônicas. O ex-presidente cumpre pena após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele também foi tornado inelegível por conta de uma reunião com embaixadores em 2022, quando proferiu ataques infundados e espalhou desinformação sobre a segurança das urnas. Fonte: Jovem Pan

  • De ‘leviano’ a ‘desfaçatez’: veja os principais embates dos ministros do STF

    Ao longo do julgamento, a discussão avançou para a atuação dos próprios ministros, a origem das investigações e a maneira como os procedimentos relacionados ao caso estão sendo conduzidos no Supremo.Reprodução / Jovem Pan Julgamento sobre desdobramentos do caso Master teve discussões entre ministros, acusações sobre a condução das investigações e terminou suspenso O julgamento de desdobramentos do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcado nesta terça-feira (15) por sucessivos confrontos entre ministros, acusações sobre a condução das investigações e divergências em torno do próprio rito adotado pela Corte. André Mendonça esteve no centro dos embates mais duros, com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, enquanto Flávio Dino divergiu do presidente do tribunal, Edson Fachin, em diferentes momentos da sessão. A Corte analisa a Petição 16.662, relacionada ao relatório da Polícia Federal que apontou Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Ao longo do julgamento, a discussão avançou para a atuação dos próprios ministros, a origem das investigações e a maneira como os procedimentos relacionados ao caso estão sendo conduzidos no Supremo. Dino e Fachin divergem sobre regimento Outro atrito ocorreu enquanto Dias Toffoli explicava os motivos que o levaram a se declarar suspeito no caso. Flávio Dino interrompeu a manifestação do colega, e Fachin interveio para dizer que os pedidos de palavra deveriam ser dirigidos à Presidência. “Eu gostaria de combinar nessa sessão que a palavra sempre será solicitada à Presidência”, afirmou Fachin. O presidente do STF acrescentou que o Regimento Interno estabelece que “nenhum falará sem autorização do presidente”. Dino discordou: “Presidente, eu vou seguir o regimento interno.” Mais tarde, Fachin leu o artigo 133, segundo o qual nenhum ministro falará sem autorização do presidente nem interromperá quem estiver usando a palavra, “salvo para apartes quando solicitados e concedidos”. Dino sustentou que a concessão do aparte cabe ao ministro que estiver falando. “O aparte é dirigido a quem está com a palavra. Claro que em algum momento nós mudemos o regimento, mas por enquanto é esse.” Fachin respondeu: “Eu compreendi agora a posição de Vossa Excelência”. Posteriormente, Gilmar Mendes apoiou a interpretação de Dino e afirmou que, nos mais de 20 anos em que atua no STF, sempre entendeu que “quem concede o aparte é quem está com a palavra”. Moraes acusa Mendonça de tentar incluí-lo em delação A sessão teve um dos momentos de maior choque quando Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de ter pedido, durante uma reunião com integrantes da Polícia Federal, que seu nome fosse incluído em uma proposta de colaboração premiada. “Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes. “Não é questão de medo”, interrompeu Mendonça. “Eu não estou perguntando a Vossa Excelência”, respondeu Moraes. “Mas eu estou lhe respondendo”, retrucou Mendonça. Moraes afirmou possuir testemunhas que poderiam sustentar sua versão. “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? Vamos trazer aqui, presidente, vamos chamar aqui testemunhas que eu vou indicar. Não só policiais, advogados. Testemunhas. Eu tenho testemunhas de que o ministro André, em reunião, disse: ‘Peçam…’” “Isso é mentira. Mentira. Mentira”, interrompeu Mendonça. Moraes perguntou se as testemunhas poderiam ser chamadas, e o colega respondeu: “É mentira, pode chamar quem quiser. Vão mentir. Vão mentir.” Na sequência, Moraes afirmou que Mendonça teria pedido: “Inclua o ministro Alexandre.” Mendonça voltou a negar: “Mentira. Mentira”. Moraes então declarou: “Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país.” Mendonça disse que não responderia naquele momento e que usaria seu tempo de fala para se manifestar. Moraes também classificou como “investigação fraudulenta” a apuração contra ele e sustentou que os casos não deveriam ser analisados separadamente. Gilmar acusa ‘condução político-eleitoral’ e Mendonça reage O decano questionou por que o Supremo analisava naquele momento um pedido de investigação envolvendo Alexandre de Moraes e criticou a condução do caso durante o período eleitoral. “Há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os autos foram conduzidos nesse inquérito. Escolha de data, 7 de setembro, envolvendo essa Corte em campanha eleitoral. Isso não se faz”, afirmou Gilmar. O ministro também criticou a forma como os elementos reunidos no caso foram tratados e afirmou que outros integrantes do Supremo mencionados em materiais relacionados a Daniel Vorcaro não receberam o mesmo tratamento. “O interesse é evidente. Acachapante. Extravagante. É evidente que se trata de um ‘pixuleco’, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando”, declarou. Gilmar dirigiu então críticas diretamente a Mendonça. Segundo o decano, “pessoas decentes não fazem isso” e “até a máfia tem ética”, além de afirmar que a intenção seria “jogar com o caos”. Mendonça reagiu à fala do colega: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal.” Gilmar rebateu: “Quem não se dá respeito não merece respeito.” Dino questiona rito do julgamento Em outro momento da sessão, a divergência entre Dino e Fachin deixou de se limitar às regras para concessão da palavra e passou à condução do processo. Dino questionou a maneira como o caso havia chegado à Presidência e afirmou que não havia clareza sobre a tramitação dos diferentes procedimentos derivados dos materiais produzidos pela Polícia Federal. Fachin negou ter avocado o processo. “Não há da minha parte avocando os autos. Os autos foram encaminhados à Presidência pelo relator”, afirmou. Segundo o presidente do STF, o juiz natural da controvérsia é o plenário, a quem caberia avaliar a regularidade dos atos praticados anteriormente por André Mendonça. Dino também questionou como seriam tratados os diversos nomes mencionados nos documentos. “Por que um vai abrir processo hoje e outro na próxima semana e os outros sabe-se Deus quando?”, perguntou. “Não há clareza quanto ao rito”, acrescentou. Gilmar e Mendonça voltam a discutir No período da tarde, Gilmar Mendes e André Mendonça voltaram a trocar acusações, desta vez durante uma manifestação relacionada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Gonet havia agradecido a Mendonça por afirmar que não identificou elementos “robustos” nas mensagens em que Vorcaro mencionava o procurador-geral. Quando Mendonça voltou ao assunto, Gilmar interveio. “É impressionante, presidente, que uma pessoa da estatura do Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isto sim é leviandade. Um sujeito investido de um sentimento policialesco. É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, afirmou Gilmar. Mendonça respondeu, elevando a voz: “A desfaçatez de Vossa Excelência! Me respeite! Me respeite.” “Pode chorar, pode chorar”, disse Gilmar. “Aqui não tem choro”, rebateu Mendonça. Dino pede vista e critica Fachin Foi logo após esse confronto que Flávio Dino pediu vista, suspendendo o julgamento. Ao anunciar a decisão, o ministro também criticou a condução da sessão por Fachin. “Vossa Excelência está transformando o Supremo pelas próximas semanas, quiçá meses, neste debate. Se Vossa Excelência vai assistir a isto, eu não vou, porque eu sou um funcionário público e respeito este país”, afirmou. Dino prosseguiu: “Estou informando a Vossa Excelência que Vossa Excelência está conduzindo o Supremo para ficar deste modo degradante do ponto de vista técnico e ético por meses. Apenas faço essa lembrança patriótica a Vossa Excelência e fraterna.” O pedido de vista interrompeu a análise antes de uma conclusão. Cármen Lúcia pede desculpas Na sequência dos confrontos, Cármen Lúcia afirmou estar constrangida e pediu desculpas à população. A ministra disse estar em “profunda consternação” e tristeza diante dos acontecimentos recentes envolvendo o Supremo. “O Poder Judiciário existe para tranquilizar, geramos intranquilidade”, declarou. Cármen Lúcia também afirmou que a situação havia provocado um “mal-estar cívico” entre os brasileiros. Com o pedido de vista de Flávio Dino, o julgamento foi suspenso e deverá ser retomado posteriormente. Fonte: Jovem Pan

  • Quaest: 49% dizem que Lula é desonesto; índice de Flávio chega a 42%

    Os recortes do levantamento mostram diferenças nas respostas sobre Lula de acordo com região, escolaridade, religião e posicionamento políticoRicardo Stuckert / PR e Estadão Conteúdo Levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre Augusto Cury, Caiado, Zema e Renan Santos A Quaest mediu a percepção dos eleitores sobre a honestidade de seis candidatos à Presidência da República. Os resultados divulgados nesta quarta-feira (16) mostram diferenças principalmente no grau de conhecimento dos entrevistados sobre cada nome, com percentuais elevados de pessoas que não souberam avaliar quatro dos presidenciáveis. Entre os candidatos, Lula (PT) é considerado honesto por 28% dos entrevistados e desonesto por 49%. Outros 23% afirmaram não conhecê-lo suficientemente para opinar, não souberam ou não responderam. Para Flávio Bolsonaro (PL), 23% disseram considerá-lo honesto e 42% responderam que não, enquanto 35% não apresentaram uma avaliação. Nos outros quatro casos, a parcela de entrevistados sem opinião formada é majoritária. Augusto Cury (Avante) é considerado honesto por 17% e desonesto por 6%, enquanto 77% não souberam avaliar ou disseram não conhecê-lo suficientemente. Para Ronaldo Caiado (PSD), os índices são de 14% e 9%, respectivamente, com 77% sem avaliação. No caso de Romeu Zema (Novo), 13% o consideram honesto e 10% desonesto, enquanto 77% não souberam responder ou afirmaram não conhecê-lo o suficiente. Renan Santos (Missão) registra 6% entre os que o consideram honesto e 8% entre os que dizem o contrário. Outros 86% não apresentaram uma avaliação. Percepção sobre Lula e Flávio Os recortes do levantamento mostram diferenças nas respostas sobre Lula de acordo com região, escolaridade, religião e posicionamento político. No Nordeste, 45% consideram o presidente honesto, percentual que chega a 36% entre pessoas com Ensino Fundamental, 36% entre pretos, 32% entre católicos e 69% entre lulistas. A percepção contrária é mais elevada no Sudeste, onde 61% dizem não considerar Lula honesto. O índice é de 59% entre pessoas com ensino médio e também entre evangélicos, de 56% entre brancos e chega a 85% entre entrevistados classificados como de direita não bolsonarista. Entre os entrevistados sobre Flávio Bolsonaro, 30% dos que possuem ensino superior o consideram honesto, mesmo percentual registrado entre evangélicos. A proporção chega a 29% no Sudeste, 28% entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos e 60% entre bolsonaristas. Já 55% dos entrevistados do Nordeste dizem não considerar Flávio honesto. A proporção é de 48% entre pretos, 45% entre católicos, 44% entre quem recebe até dois salários mínimos e 73% entre pessoas classificadas como de esquerda não lulista. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026. Fonte: Jovem Pan

  • Mensagens revelaram adolescentes ligados a desafio on-line que matou menina em MS

    (Divulgação, Polícia Civil) Celulares e computadores foram apreendidos nesta fase da operação Seis adolescentes foram apreendidos e entregues às autoridades, na manhã desta terça-feira (15), em uma nova fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil do Estado, contra o desafio on-line que provocou a morte de uma adolescente de 13 anos em Naviraí, em julho deste ano. Nesta fase da operação, foram apreendidos celulares, mídias e computadores, que passarão por análises. Mensagens teriam apontado para os desafios ligados aos adolescentes. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Bahia, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Conforme informações da Polícia Civil, a ação é para busca de identificação da estrutura criminosa, incluindo integrantes que exerciam funções de recrutamento, administração, moderação e coerção de vítimas no ambiente virtual. Na primeira fase da operação, em agosto, um homem foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos. Entre eles, estava um jovem de 14 anos apontado pela polícia como líder do grupo. Chantagens As investigações apontaram para a utilização de mecanismos de chantagem, manipulação e coerção psicológica contra adolescentes em situação de vulnerabilidade, buscando submetê-los às determinações dos integrantes desses grupos. A atuação policial tem como objetivo não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também identificar possíveis vítimas, interromper situações de risco e promover seu adequado encaminhamento e proteção pelos órgãos competentes. Itens neonazistas Durante as buscas na primeira fase da operação, a polícia encontrou materiais de apologia ao neonazismo, armas e conteúdos de abuso sexual infantil com os adolescentes, que são suspeitos de induzir uma menina de 13 anos à morte em Naviraí. Os itens extremistas foram encontrados durante o cumprimento de mandados de busca, que miraram seis integrantes do grupo no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará e Minas Gerais. Um adolescente de Aquidauana fazia parte do grupo. A jovem foi coagida a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord, que durou cerca de 45 minutos. Conforme as investigações, a ideologia neonazista era usada pelo grupo para radicalizar os jovens no Discord e no Telegram, onde promoviam discursos de ódio, misoginia e desafios de violência extrema contra crianças e animais. Morte da adolescente No dia 22 de julho, a adolescente, de 13 anos, foi encontrada morta na varanda da casa onde morava, em Naviraí. Ela foi encontrada pela mãe e pelo padrasto, por volta das 6h. Na época, foi divulgado que a vítima estaria participando de um grupo na plataforma Discord. Ela teria sido induzida a tirar a vida de quatro gatos; no entanto, não teria conseguido. O servidor teria sido derrubado após denúncias do Carpe Diem — grupo de hackers éticos que ajuda a polícia. Tempos depois, o mesmo grupo, já em outra chamada, fez com que a adolescente tirasse a própria vida. Inclusive, os integrantes teriam comemorado a morte entre eles. Prints de supostas mensagens atribuídas ao grupo chegaram a circular nas redes sociais. “Tropinha, isso é oq acontece quando demora tanto pra fazer a p**** de um lulz, o próximo será possivelmente um homicídio…”, descreve uma das mensagens. Fonte: Midiamax

  • Suspeita de integrar grupo que extorquia usuários de site de acompanhantes é presa em MS

    A mulher é suspeita de ser operadora financeira de golpe em que criminosos se passam por membros de facções. (Reprodução, PCMS) O 'Golpe do Falso Cafetão Faccionado' era cometido após a vítima acessar o site HotMS Na manhã desta terça-feira (15), uma mulher foi presa temporariamente em Dourados, a 225 km de Campo Grande, suspeita de ser operadora financeira de um esquema de extorsões contra usuários de site de acompanhantes. As vítimas eram atraídas nos sites e, após interagirem com anúncios, eram ameaçadas por supostos integrantes de facções criminosas e coagidas a realizar pagamentos via Pix. Segundo a Polícia Civil, a vítima acessava os anúncios de acompanhantes publicados na plataforma HotMS e, posteriormente, passava a receber mensagens de desconhecidos. Desse modo, os suspeitos se apresentavam como integrantes de organizações criminosas e afirmavam que a vítima teria causado prejuízo a garotas de programa ou ao suposto “cafetão” responsável pelos anúncios. Assim, começava o conhecido “Golpe do Falso Cafetão Faccionado”. Mediante graves ameaças contra a vítima e seus familiares, os criminosos exigem pagamentos imediatos via Pix. Eles utilizavam nomes de facções criminosas para aumentar o temor da vítima e conferir credibilidade às ameaças. Durante as investigações, a Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) identificou indícios da utilização de contas bancárias de terceiros para o recebimento e posterior circulação dos valores das extorsões. A mulher presa nesta terça-feira é investigada por possível atuação justamente nesse mecanismo financeiro do esquema, inclusive no recrutamento de pessoas para disponibilização de contas destinadas ao recebimento dos pagamentos. Ainda é possível a participação de uma pessoa que está presa; no entanto, está sendo investigada a fim de esclarecer a origem das ameaças, a divisão de tarefas entre os envolvidos e o destino final do dinheiro. Alerta Conforme a Polícia Civil, durante as investigações, o que chamou atenção foi a utilização da plataforma HotMS como ponto inicial de contato com as vítimas. Para tentar entender de que forma os criminosos estariam obtendo tais informações, equipes da Derf teriam intimado e realizado contato com o canal administrativo responsável pelo site. Entretanto, conforme a polícia, as solicitações foram ignoradas, não havendo a colaboração solicitada. “A divulgação dessa circunstância possui especial interesse público, sobretudo para alertar usuários da plataforma e de serviços semelhantes: após acessar anúncios de acompanhantes, caso receba mensagens de pessoas se apresentando como cafetões, integrantes do PCC, Comando Vermelho ou de qualquer outra organização criminosa e exigindo dinheiro sob ameaça, não realize pagamentos e procure imediatamente a Polícia Civil“, diz trecho da nota. Fonte: Midiamax

  • Presa por corrupção, matriarca da família Jafar é denunciada por posse de arma de fogo

    Rossana foi presa em seu apartamento, num condomínio de alto padrão, em Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Rossana Paroschi Jafar foi presa no início de julho, por chefiar esquema que desviou R$ 27 milhões da educação em cidades de MS Presa desde 7 de julho no contexto da Operação Gutenberg, a dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar é denunciada pelo Ministério Público por posse irregular de arma de fogo. Ocorre que, durante cumprimento de mandado de prisão por corrupção contra Rossana, em um apartamento de luxo em Campo Grande, agentes do Gaeco encontraram cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro. Com isso, além dos processos penais decorrentes das investigações, as quais revelaram esquema que desviou R$ 27 milhões da educação de prefeituras de Mato Grosso do Sul, supostamente chefiado por Rossana, a matriarca da família Jafar responde também à acusação de posse de arma de fogo — mesmo sendo só munições, entra no mesmo crime. Dessa forma, a manifestação do promotor de Justiça Paulo Roberto Gonçalves Ishikawa pede o início de ação penal contra Rossana e que ela seja condenada pelo crime. Assim, o Ministério Público pede que a sentença fixe um valor mínimo de reparação financeira pelos danos causados ao Estado (sociedade). Rossana chefiou esquema, diz Gaeco Família Jafar, da esquerda para a direita: Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais) As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo. Tudo foi apurado na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apontou um esquema comandado pela família Jafar e que contava com o ex-chefe de regulação da saúde estadual Ed Carlo Brito Burgatt, para pressionar prefeitos a comprar livros das editoras do grupo mediante liberação de exames para a população. As investigações revelaram que o grupo atuava com alto grau de sofisticação e articulação política. As investigações concluíram que Rossana exercia forte poder de decisão na gestão financeira e administrativa da Editora Avante, determinando pessoalmente para onde e para quem o dinheiro recebido das prefeituras deveria ser repassado. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa. O grupo familiar atuava originalmente por meio da empresa Gráfica e Editora Alvorada Ltda., envolvida em fraudes licitatórias e alvo da Operação Lama Asfáltica. Após a morte do patriarca, Mirched Jafar Junior, em 2021, a matriarca Rossana Paroschi Jafar e seus filhos teriam criado uma nova empresa de fachada, a Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros), em nome de “laranjas”. A empresa fechava contratos milionários, sem licitação (por inexigibilidade), com diversos municípios de Mato Grosso do Sul, como Miranda, Ivinhema, Bonito, Ladário, Angélica e Dourados, para o fornecimento de livros paradidáticos. Fonte: Midiamax

  • Cinco são presos com 32 motocicletas elétricas contrabandeadas

    Motocicletas apreendidas (Divulgação/PRF) Mercadorias provenientes do Paraguai A Polícia Federal prendeu cinco pessoas por descaminho em Dourados, cidade a 226 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (14), cinco pessoas em flagrante pelo crime de descaminho, em Dourados. A ação contou com apoio da Receita Federal do Brasil e da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com a polícia, durante fiscalização em estabelecimentos comerciais, após a apreensão de três veículos que transportavam mercadorias provenientes do Paraguai, as equipes realizaram diligências em estabelecimentos. Ao todo, foram apreendidas 32 motos elétricas, além de outras mercadorias de origem estrangeira. Ainda conforme a PF, após o recolhimento da fiança, as pessoas presas foram colocadas em liberdade e poderão responder pelo crime de descaminho. As mercadorias e os veículos apreendidos foram encaminhados para os procedimentos de fiscalização e de investigação cabíveis. Fonte: Midiamax

  • Fraude de R$ 4 milhões na saúde: Justiça nega liberdade a ex-secretários de Nioaque

    Fraude de R$ 4 milhões na saúde: Justiça nega liberdade a ex-secretários de Nioaque Esquema pagava clínica por exames 'fantasmas' até em bebês que nunca nasceram O desembargador Zaloar Murat Martins de Souza negou liminarmente pedido de liberdade feito pelos ex-secretários de Nioaque Márcia Cristiane Missioneira Jara — da Saúde — e Vagner Alves Ribeiro Guimarães — de Governo. Os dois foram presos no mês passado após o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagrar a Operação Auditus II. Assim, os cinco investigados por esquema que desviou R$ 4 milhões da saúde continuam presos. Conforme a decisão, o desembargador pediu informações à magistrada que decretou as prisões. O pedido será apreciado pela 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Conforme as investigações, a Policlínica Rota Bioceânica — antiga Prontomed — (CNPJ 26.927.847/0001-00) está no centro de esquema que recebeu milhões por exames ‘fantasmas’ da Prefeitura de Nioaque, revelado pela Operação Auditus II. Desvio de milhões com exames ‘fantasmas’ O MP sustenta que os proprietários Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar, juntamente com a gerente administrativa Tatiane Barbosa de Souza Grubert, teriam atuado em conjunto com os ex-secretários de Nioaque Márcia Cristiane Missioneira Jara, da Saúde, e Vagner Alves Ribeiro Guimarães, de Governo, para direcionar licitações e contratos em favor da empresa. O esquema, segundo a investigação, começava antes da própria licitação. A Prontomed teria participado da elaboração das cotações que davam aparência de competição ao processo. Um dos elementos apontados é que Tatiane teria produzido ou providenciado orçamentos de empresas concorrentes, inclusive com documentos e assinaturas que, segundo o MP, eram fraudulentos. Para o Gecoc, a Prontomed teria sido utilizada para receber recursos públicos referentes a serviços que, em parte, seriam fictícios ou não comprovados. O documento menciona falsificação de assinaturas de pacientes e profissionais de saúde, registros duplicados, inclusão de pessoas falecidas e incompatibilidades entre pacientes e procedimentos registrados. Publicidade Segundo o documento, depois que a Prefeitura de Nioaque fazia os pagamentos à Prontomed, Robson e Bianca Aguilar movimentavam valores a partir da conta bancária da empresa, realizando transferências para Tatiane Grubert. Ela, por sua vez, sacaria o dinheiro ou faria novas transferências, com parte dos valores chegando aos ex-secretários investigados. A decisão menciona repasses de R$ 10 mil, R$ 65 mil, R$ 100 mil, entre outros. Fonte: Midiamax

  • Dourados aparece na liderança entre cidades mais atingidas por tornados no Brasil nos últimos anos

    Em março de 2022, mais de 100 árvores cairam em Dourados durante uma tempestade - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News Dourados está entre as cidades brasileiras com maior número de registros de tornados nos últimos nove anos. O município sul-mato-grossense aparece empatado na liderança nacional, com nove ocorrências desde 2018, segundo levantamento realizado pelo site G1 a partir de dados do projeto Prevots. Além de Dourados, Sarandi e Guaíba, ambas no Rio Grande do Sul, também somam nove registros e dividem o primeiro lugar do ranking. Os dados reúnem ocorrências registradas entre 2018 e 2026 em mais de 280 municípios brasileiros. O levantamento chama atenção para a frequência de fenômenos de vento extremo na região. Dourados já registrou temporais com danos em diferentes pontos da cidade, incluindo quedas de árvores, destelhamentos de imóveis e estabelecimentos comerciais e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em outubro de 2021, fortes ventos atingiram o município durante a noite e a madrugada e deixaram um rastro de destruição. Na época, parte da estrutura externa de uma churrascaria localizada no Trevo da Bandeira foi destelhada. Árvores também foram arrancadas em diferentes pontos, entre eles a região da avenida Marcelino Pires e cruzamentos de vias importantes. Em março de 2022, a Defesa Civil de Dourados recebeu chamados para atender ocorrências envolvendo quedas de aproximadamente 100 árvores durante a tempestade que atingiu a cidade. Já em agosto de 2023, outro temporal provocou estragos em várias regiões de Dourados. Árvores e galhos caíram sobre as ruas, tapumes foram arrancados e imóveis e comércios acabaram destelhados. Na ocasião, cerca de 18 mil pessoas ficaram sem energia elétrica, segundo comunicado divulgado pela Prefeitura. Conforme o levantamento divulgado pelo G1, o Brasil registrou 524 tornados entre 2018 e 2026. As ocorrências estão distribuídas principalmente pelo Centro-Sul do país, embora também existam registros nas regiões Norte e Nordeste. Depois de Dourados, Sarandi e Guaíba, aparecem no ranking Horizontina (RS), Xanxerê (SC) e Ananindeua (PA), com oito registros cada. Corbélia (PR), Cerqueira César (SP) e Salvador (BA) tiveram sete ocorrências no período, enquanto Guarapuava (PR) contabilizou seis. Os números utilizados são do Prevots, projeto mantido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de Oklahoma, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). O projeto reúne informações sobre tempestades severas e tornados registrados no país. O Brasil não possui um banco de dados oficial específico para catalogar esse tipo de ocorrência. O tornado é um fenômeno caracterizado por uma coluna de ar em rotação que se estende de uma nuvem de tempestade até o solo. A formação depende da combinação de determinadas condições atmosféricas, mais comuns no Sul e no Centro-Sul do Brasil. Fonte: Dourados News

  • Operação no Paraguai mira envolvidos na fuga de narcotraficante

    (Foto: Reprodução/Vídeo ABC Color) Operação deflagrada pela Polícia Nacional do Paraguai colocou novamente no centro das investigações os integrantes da cúpula da Secretaria Nacional Antidrogas Uma operação deflagrada pela Polícia Nacional do Paraguai, nesta terça-feira, dia 15 de setembro, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira cpom Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, colocou novamente no centro das investigações os integrantes da cúpula da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), suspeitos de envolvimento com o ex-deputado Eulalio Gómez Batista, o “Lalo”, morto em agosto de 2024. Lalo teria facilitado, em dezembro de 2023, a fuga do narcotraficante sul-mato-grossense Ronaldo Mendes Nunes, 40 anos, integrante do Comando Vermelho. Conforme a imprensa local, membros da alta cúpula da Senad do Paraguai são suspeitos de blindar o deputado e vazar informações que teriam facilitado a fuga do narcotraficante. Segundo o site Midiamax, a suspeita foi revelada em fevereiro de 2024. Agora, na operação deflagrada hoje, agentes, que já haviam sido citados naquela investigação, estão entre os alvos de mandados de prisão no Paraguai. Ao todo, são cinco ordens de prisão contra agentes da Senad e funcionários de outras instituições, segundo o comissário da Polícia Nacional. Entre os investigados, está Hugo Derlis Baptista Báez, diretor-geral antidrogas da Senad e apontado como primo de Lalo Gomes. Também são alvos o ex-comandante das Forças Especiais Aldo Osmar Pintos Martínez, Cristian Porfirio Amarilla Cabaña e Alicia Marlene Vázquez Samaniego, da área de inteligência da Senad. A servidora pública Helga Lizzany Solis Gómez, sobrinha de Lalo, também é alvo de ordem de prisão. Policiais estiveram na casa da mãe dela, em Pedro Juan Caballero, mas não a encontraram. Segundo a polícia, os agentes da Senad são investigados por supostamente terem vazado informações de investigações contra traficantes aliados de Lalo Gomes. Os detalhes ainda não foram divulgados. A Senad, até o momento, não se manifestou. Fuga de traficante O caso, que agora volta à tona, teve como personagem Ronaldo Mendes Nunes. Apontado pela Polícia Federal como integrante do Comando Vermelho, ele era alvo de mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Sanctus, deflagrada em 8 de dezembro de 2023. Ronaldo estava em Pedro Juan Caballero e deveria ser preso pela Senad, a pedido da Polícia Federal brasileira. Entretanto, o mandado não foi cumprido. Na ocasião, fontes policiais disseram que Ronaldo chegou a ser preso por agentes paraguaios, mas teria sido retirado das mãos dos policiais pelo próprio Lalo Gomes. Fonte: Dourados News

  • Atenção, motoristas! BR-163 terá radares durante projeto-piloto em MS

    BR-163. (Foto: Divulgação/Motiva Pantanal) O projeto busca observar como os motoristas se comportam ao saber que a velocidade média está sendo acompanhada Se você trafega pela BR-163/MS, esteja atento! É que a rodovia foi escolhida pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para receber um projeto-piloto de controle da velocidade dos veículos. O teste será realizado entre os quilômetros 620 e 630 da rodovia, que passa pelo município de São Gabriel do Oeste. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (11) e já está em vigor. O experimento terá duração de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos. Segundo o documento, esse período poderá ser ampliado ou encerrado antes do prazo caso a ANTT entenda que isso seja necessário após analisar os resultados. Durante o teste, o objetivo será verificar se o sistema de controle da velocidade média funciona de forma confiável e se pode ser utilizado futuramente nas rodovias. O projeto também busca observar como os motoristas se comportam ao saber que a velocidade média está sendo acompanhada. Motoristas serão multados? Por enquanto, não! A decisão destaca que nesta fase de teste a iniciativa tem caráter educativo e experimental e servirá para avaliar o funcionamento da tecnologia antes de qualquer possível utilização para aplicação de penalidades. No estado, a Motiva Pantanal, empresa responsável pela administração do trecho, deverá enviar todos os meses à ANTT informações sobre o andamento do projeto. Entre os dados que serão analisados estão o funcionamento dos equipamentos, a qualidade das informações registradas, o comportamento dos motoristas e outros aspectos relacionados ao teste. Além disso, no trecho em questão, serão colocadas sinalizações para informar os usuários da rodovia sobre a existência do monitoramento da velocidade média. A ANTT poderá acompanhar os resultados durante todo o período do teste e tomar decisões de acordo com as informações obtidas. Assim, a autorização também poderá ser cancelada a qualquer momento, caso sejam identificados problemas técnicos, questões relacionadas à segurança, interesse público ou descumprimento das regras estabelecidas. O encerramento antes dos 180 dias, caso aconteça, não significa necessariamente que a autorização tenha sido cancelada. O teste poderá ser encerrado antecipadamente simplesmente porque seus objetivos já foram alcançados ou porque, após a análise dos resultados, a continuidade do projeto não seja mais considerada necessária. Fonte: Midiamax

  • De calor extremo a temporais, confira o que a meteorologia prevê para a primavera em MS

    Temporal em Campo Grande. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Chuvas acima da média e calorão estão previstos para a nova estação no Estado Em Mato Grosso do Sul, a primavera começará no dia 22 de setembro, às 20h05, e seguirá até 21 de dezembro. De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a nova estação será marcada por chuvas acima da média, temporais intensos e, durante os períodos de estiagem, temperaturas muito altas. Essas características são comuns nesta época do ano, mas devem ser mais intensas devido à influência do El Niño. As informações foram apresentadas no prognóstico da primavera elaborado pelo Cemtec, que traz a previsão para os meses de outubro a dezembro de 2026. Para entender o que pode acontecer nos próximos meses, é importante lembrar que a primavera é uma estação de transição entre o período mais seco do inverno e a chegada gradual do período chuvoso, característico do verão. Nesse período, o ar quente e úmido vindo da região amazônica começa a chegar novamente ao Estado. Com isso, a umidade aumenta e as chuvas passam a ocorrer com mais frequência em Mato Grosso do Sul. Paralelamente, o calorão aumenta, principalmente no início da estação, quando ainda podem ocorrer períodos de tempo seco, o que contribui para o aquecimento do solo e do ar. Como resultado, as temperaturas também tendem a subir em todo o Estado. Chuvas ficam mais frequentes ao longo da estação Como Mato Grosso do Sul está saindo de um período mais seco, as chuvas devem ser mais irregulares no início da primavera. Com o passar dos meses, porém, a tendência é de que elas se tornem mais frequentes. Essa maior presença de chuva também deve aumentar a nebulosidade e ajudar a diminuir as temperaturas em alguns períodos. Segundo o Cemtec, a primavera está entre as épocas do ano com maior ocorrência de temporais fortes em Mato Grosso do Sul, principalmente quando há muito calor e umidade no ar. Com essas condições, os temporais podem se formar rapidamente em diferentes regiões do Estado. Em alguns casos, podem ocorrer chuvas fortes em poucos minutos, grande quantidade de raios, ventos intensos e, de forma pontual, queda de granizo. Apesar da previsão de chuvas acima da média, isso não significa que todas as regiões receberão a mesma quantidade de chuva. Em algumas áreas, podem ocorrer períodos prolongados de tempo seco e temperaturas elevadas, aumentando o risco de incêndios florestais. Mesmo com chuva, primavera deve ser quente A previsão de chuva não significa que o calor ficará de lado. A primavera deve ser predominantemente quente em Mato Grosso do Sul. Segundo o prognóstico, as temperaturas médias durante o trimestre podem ficar acima do normal. Nessa época, as médias são de 22°C e 26°C no Estado. Essa condição mantém o risco de incêndios florestais. De acordo com o Cemtec, grande parte de Mato Grosso do Sul está em níveis de alerta e atenção, que indicam risco moderado e alto de ocorrência de incêndios, respectivamente. Claro que pode ocorrer a passagem de frentes frias neste período, o que poderá provocar quedas temporárias nas temperaturas; mas, mesmo assim, a expectativa é de que o calor seja uma das principais características dessa estação. Influência do El Niño Parte desse cenário está relacionada à atuação do El Niño. Segundo o prognóstico do Cemtec, o fenômeno tem influência prevista durante todo o trimestre e poderá atingir intensidade muito forte ainda este ano. É importante destacar que o El Niño não provoca sozinho todas as condições previstas para a primavera. O fenômeno pode contribuir para deixar mais intensas algumas características que já são comuns nesta época do ano, como períodos de calor e mudanças no comportamento das chuvas. Fonte: Midiamax

  • Após pedido de vista, STF suspende sessão com 4 a 3 para julgar Moraes e Mendonça separados

    Dino pediu vista criticando a condução de Fachin da sessão - Rosinei Coutinho/STF Decisão é provisória e não representa a maioria absoluta do plenário Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram em sessão plenária nesta terça-feira (15), em sua maioria, contra julgar o ministro Alexandre de Moraes junto com André Mendonça no próximo dia 23. No entanto, a decisão é provisória, já que o voto de Flávio Dino, que havia se posicionado a favor do julgamento em conjunto, foi revogado após o magistrado pedir vista, ou seja, mais tempo para análise. Votaram a favor do julgamento em conjunto: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Votaram contra o julgamento em conjunto: André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O pedido foi feito pelo ministro Flávio Dino ao decano da corte, Gilmar Mendes, contestando o presidente Edson Fachin. Dino votou inicialmente a favor da medida, mas depois pediu vista, segundo ele, pela condução “degradante” de Fachin à frente da sessão e do STF. Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux anteciparam seus votos após o pedido de vista. O ministro Cristiano Zanin acompanhou o entendimento do decano Gilmar Mendes e do ministro Flávio Dino ao votar pela reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Zanin defendeu que o encadeamento lógico dos atos processuais e a prévia oitiva da Procuradoria-Geral da República são essenciais para definir a posição do órgão acusador sobre as investigações conexas. Gilmar Mendes disse que o Supremo vivencia uma realidade de serviço muito mal feito e que deveria se tomar cuidado e ordenar a condução dos processos, porque o que se discute estaria muito confuso pela diferença dos enfoques dados às investigações. Fala de Moraes Durante a sessão, Moraes questionou o que estaria sendo votado no plenário. Afirmou que a pet 16.662 tem um pedido de nulidade do processo e arquivamento dele, por parecer da PGR, e nada além disso, como pedidos da Polícia Federal. Se o plenário entender pela não extinção da petição, ele deve devolvê-la à Procuradoria-Geral da República; senão, o plenário vai atuar de ofício. (Alexandre de Moraes) Moraes também questionou se André Mendonça, anterior relator, poderia votar nesta questão. André votou contra a redistribuição e adiamento do julgamento. Os ministros divergiram sobre se o relatório produzido pela Polícia Federal teria validade, e Moraes questionou por que o documento ficou meses sem movimentações e só foi divulgado em setembro, em determinação de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. Moraes pediu o adiamento, argumentando que houve tumulto processual e que não há razão para que o julgamento ocorra em momentos diferentes, pois os processos estariam entrelaçados. Em seu voto, a ministra Carmen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro e se disse triste e consternada pela sessão. Também pediu desculpa se foi omissa na condução dos casos que envolvem os ministros. Também afirmou que concordava que a decisão deveria ser do presidente da Corte. No final, ela disse que respeita o pedido de vista de Dino e não leria seu voto. O que acontece em caso de empate? A medida aprovada pelo STF em 2009 confere ao presidente da Corte a atribuição de proferir voto de qualidade em decisões do Plenário em caso de empate. No entanto, só pode acontecer quando a matéria for urgente e houver ministros ausentes em virtude de impedimento, de suspeição, de vaga em aberto ou de licença médica superior a 30 dias. Portanto, não está claro qual deve ser o rito adotado. Como foi o dia A sessão extraordinária no STF desta terça-feira (15) foi marcada por discussões e abstenções de ministros. O plenário do STF se reuniu para analisar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, mas acabou analisando apenas o pedido de ordem de Dino e Gilmar que pedia a junção do processo de Moraes com o de Mendonça. A discussão é baseada em um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, com mensagens e outros registros relacionados ao magistrado. Abstenção de ministros Dias Toffoli se declarou suspeito e se absteve do julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e às investigações sobre o Banco Master. Durante a sessão, o magistrado afirmou que tomou a decisão por motivo de foro íntimo e para preservar o funcionamento da Corte. O ministro ressaltou que não se trata de impedimento, mas de uma decisão pessoal de não participar da análise, e que vai continuar no local e pode pedir a palavra se achar necessário. Toffoli já havia adotado a mesma postura nos julgamentos relacionados ao caso Master realizados pela Segunda Turma do Supremo. Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar da sessão. A Jovem Pan havia antecipado que o magistrado avaliava se declarar impedido. A decisão acontece após a imprensa revelar nesta terça, minutos antes do início da sessão, diálogos em que o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, menciona pagamentos de R$ 500 mil por mês ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. Dino e Fachin trocam farpas Logo no início da sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino protagonizaram um momento de tensão durante a sessão extraordinária. A discussão começou durante a manifestação do ministro Dias Toffoli, que falava sobre sua decisão de deixar a relatoria do caso. Toffoli afirmou que todos os ministros do Supremo tiveram acesso à íntegra do relatório e da defesa apresentados no processo e relatou uma reunião com integrantes da Corte na qual Dino teria sugerido seu afastamento da condução do caso. Logo, Dino interrompeu a fala de Toffoli: “Já que Vossa Excelência me homenageou com citação correta…” Fachin, então, interveio e chamou a atenção do colega para o procedimento de pedido da palavra durante a sessão: “Ministro Flávio, gostaria de combinar que a palavra seja sempre pedida à Presidência.” Dino respondeu que seguiria o Regimento Interno do STF: “Presidente, eu vou seguir o Regimento Interno da Corte.” Fachin insistiu que o pedido deveria ser dirigido à Presidência: “Tem que pedir a palavra à Presidência, é o que estou dizendo”. Mas Dino continuou com o discurso e o presidente da Corte afirmou que o ministro só continuaria falando porque ele teria o dado à palavra. Gilmar x Mendonça O ministro Gilmar Mendes acusou o colega André Mendonça, durante a sessão, de agir com interesse eleitoral na maneira em que conduz a petição sobre Moraes. “É evidente, até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos desta petição. Envolver essa corte em campanha eleitoral” (Gilmar Mendes) Em seguida, Gilmar foi interrompido por Mendonça, pedindo respeito. “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”. André Mendonça ainda chamou o decano de leviano e foi classificado por ele como “pixuleco eleitoral”. ‘Quem tem medo da PF?’ Moraes e André Mendonça também discutiram durante a sessão plenária do STF. Ao questionar de maneira retórica quem teria medo da Polícia Federal (PF), o Mendonça tentou intervir e foi interrompido por Moraes. “Eu não estou perguntando a vossa excelência”, disse Moraes. “Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?” (Alexandre de Moraes) Nesse momento, Moraes é interrompido ao tentar falar sobre testemunhas que ele afirma ter, de que Mendonça teria pedido para incluir Moraes em delação. Mendonça disse que as testemunhas de Moraes estariam mentindo e que iriam mentir se fossem chamadas. Moraes respondeu: “Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país!“ (Alexandre de Moraes) Mendonça afirmou que não iria responder e que ia falar apenas no momento de sua fala. “Essa investigação fraudulenta contra mim já começou lá atrás”, terminou Moraes. ‘PF paralela’ Mendonça também afirmou, durante o julgamento, que há uma atuação que classificou como “PF paralela” dentro da Polícia Federal. O ministro foi alvo de um relatório do órgão. “Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro” (André Mendonça) A discussão ocorre no momento em que o STF analisa a validade dos procedimentos relacionados a um relatório da PF que reuniu informações sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e atribuídas a Moraes. O plenário também avalia se os elementos produzidos durante a apuração podem ser utilizados para eventual investigação envolvendo o ministro. Durante a sessão, o ministro Luiz Fux também fez um alerta sobre o suposto monitoramento de integrantes do Supremo: “Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte”. Fonte: Jovem Pan

  • Dino pede vista e diz que Fachin conduz o STF ‘de maneira degradante’

    Flávio Dino durante julgamento em 15 de setembro de 2026 - Alejandro Zambrana/STF Sessão discute relação do também ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro O ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento desta terça-feira (15) que discute se adia o julgamento sobre a relação do também ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido foi feito após Gilmar Mendes gritar contra André Mendonça após esse último citar o relatório da PF que menciona mensagens trocadas por Paulo Gonet, procurador-geral da República, com Vorcaro. Gilmar Mendes criticou a postura de Mendonça e saiu em defesa de Gonet. “É impressionante que uma pessoa da estatura do Paulo Gonet sofra este tipo de ilação”, disse o ministro. Mendonça disse que estava com a palavra e então Dino interrompeu para criticar o presidente Edson Fachin. Além de pedir mais tempo para analisar a discussão, Dino também criticou o presidente do STF, Edson Fachin. Ele afirmou que, ao não suspender a sessão em meio às discussões entre os ministros, Fachin conduz o Supremo “de modo degradante”. “Estou informando à vossa excelência que você está conduzindo o Supremo para ficar, deste modo, degradante do ponto de vista técnico e ético por meses”, disse Flávio Dino. Em seguida, Dino afirmou que faz pedido de vista pela “questão de ordem” e, portanto, seu voto para para juntar as análises pela Corte dos casos de Moraes e Mendonça não é computado. “Nós temos uma questão de ordem e o clima é daí para pior”, completou. O ministro também afirmou que a sessão desta terça-feira foi um “agendamento desastrado” e que está condenado a marcar dezenas de sessões iguais a essa nas próximas semanas. Os ministros começaram o dia discutindo a relação entre Moraes e Vorcaro, mas, após Dino enviar ofício a Gilmar Mendes e ele, por sua vez, encaminhar a Fachin, os magistrados votaram o adiamento da discussão para o próximo dia 23. Nesse dia, Mendonça já será julgado por supostas irregularidades na petição que mirou Moraes. Segundo determinado em 2022 no regimento do Supremo, a votação deve retornar em até 90 dias. Fala de Cármen Lúcia Após o pedido de vista de Flávio Dino, a minsitra Cármen Lúcia adiantou seu voto e votou com o presidente da Edson Fachin a favor de manter os julgamentos separados. Durante sua fala, ela afirmou que estava em estado de “profunda consternação” na sessão. “Eu me sinto envergonhada. Em um momento em que o Brasil está há 20 dias das eleições estamos todos voltados ao Supremo. O poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós inebriamos o sentimento de justiça do povo brasileiro nestes últimos dias”. A ministrsa também pediu desculpas aos colegas e ao povo brasileiro por não ter conseguido “fazer mais”. “Eu peço desculpa ao povo brasileiro porque queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui. Houve uma espetacularização deste caso e desta sessão que faz mal ao país”, completou. Como ficou a votação Votaram a favor do julgamento em conjunto: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Votaram contra o julgamento em conjunto: André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O pedido foi feito pelo ministro Flávio Dino ao decano da corte, Gilmar Mendes, contestando o presidente Edson Fachin. Dino votou inicialmente a favor da medida, mas depois pediu vista. Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux anteciparam seus votos após o pedido de vista. O ministro Cristiano Zanin acompanhou o entendimento do decano Gilmar Mendes e do ministro Flávio Dino ao votar pela reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Zanin defendeu que o encadeamento lógico dos atos processuais e a prévia oitiva da Procuradoria-Geral da República são essenciais para definir a posição do órgão acusador sobre as investigações conexas. Fonte: Jovem Pan

  • ‘Quem tem medo da PF?’: Moraes e Mendonça discutem no STF

    Moraes foi interrumpido por Mendoça e criticiou o ministro - Rosinei Coutinho/STF Sessão julga se abre ou não investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça discutiram nesta terça-feira (15) em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao questionar de maneira retórica quem teria medo da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça tentou intervir e foi interrompido por Moraes. “Eu não estou perguntando a vossa excelência”, disse Moraes. Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? (Alexandre de Moraes) Nesse momento, Moraes é interrompido ao tentar falar sobre testemunhas que ele afirma ter, de que Mendonça teria pedido para incluir Moraes em delação. Mendonça disse que as testemunhas de Moraes estariam mentindo e que iriam mentir se fossem chamadas. Moraes respondeu: Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país! (Alexandre de Moraes) Mendonça afirmou que não iria responder e que ia falar apenas no momento de sua fala. “Essa investigação fraudulenta contra mim já começou lá atrás”, terminou Moraes. Entenda a votação O plenário do Supremo Tribunal Federal está reunido nesta terça-feira para analisar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. A discussão é baseada em um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, com mensagens e outros registros relacionados ao magistrado. Fachin é o relator do caso e decidiu levar a questão ao plenário após assumir a condução do procedimento. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, questiona a forma como a investigação foi conduzida pelo ministro André Mendonça e pediu a anulação da decisão que levou à produção do relatório. Na sessão desta terça-feira, os ministros discutem a legalidade da medida que permitiu aprofundar a análise do celular de Vorcaro, a validade das provas obtidas e o destino dos elementos relacionados a Moraes. Uma suposta decisão pela investigação não significa que o ministro seja considerado culpado, mas apenas permitiria o aprofundamento da apuração. O que está em julgamento? A sessão extraordinária será dedicada à apreciação da Petição 16.662. Fachin decidiu levar o debate ao Plenário depois de decisões conflitantes relacionadas ao caso do Banco Master. No âmbito da petição, o relator anterior, o ministro André Mendonça, decidiu afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, de seus cargos e restringiu a produção de novos relatórios pela corporação. A medida foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, que determinou a reintegração de Andrei e Almada. O magistrado é relator do processo sobre repasse de emendas parlamentares à produção de “Dark Horse”, filme que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. No mesmo despacho em que convocou a sessão, Fachin suspendeu as determinações de Mendonça e Dino sobre o comando da PF e o andamento da Petição 16.662. No sábado (12), o presidente do STF assumiu a relatoria do processo. Outro ponto que será analisado é a validade da solicitação feita por Mendonça à PF para a produção do relatório que revelou a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro. A PGR defende a nulidade tanto do pedido do ministro quanto do documento produzido pela corporação. Segundo o órgão, Mendonça teria determinado investigação contra pessoas específicas sem solicitação do Ministério Público ou da PF. A PGR argumentou também que, ao encontrar possíveis indícios envolvendo Moraes, o ministro deveria ter encaminhado o material à Presidência do STF. Caso o Plenário confirme a nulidade do relatório, o mérito das mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro não será analisado pelos ministros. No entanto, pode ser discutida a instauração de apuração sobre a conduta com base nos elementos reunidos pela PF na investigação do Banco Master. O que diz o relatório da PF? Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo do documento que apresentou as mensagens. O relatório diz também que o banqueiro tinha quatro registros diferentes de um mesmo número, que seria de Moraes. O relatório da PF detalhou negociação de contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa de Moraes. Em 11 de janeiro de 2024, Viviane enviou a Vorcaro uma minuta de prestação de serviços. A PF identificou que a última alteração havia sido feita pelo usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”, às 16h30 daquele dia. Uma nova versão do documento foi posteriormente enviada a Vorcaro. O relatório indicou que o usuário “Ministro Alexandre de Moraes” foi responsável pela última modificação. A investigação encontrou um segundo contrato, datado de 12 de maio de 2025, entre o escritório Barci de Moraes e a empresa Viking Participações sobre transferência e ativos. Entre os ativos estavam cotas relacionadas a um avião Legacy 650 e a um helicóptero EC 155 B1. Segundo a documentação analisada pela PF, a cota do avião custava US$ 5.512.951,89, enquanto a do helicóptero tinha valor de US$ 1.335.014,01. O documento da PF também apresentou informações de supostos encontros de Moraes e Vorcaro. Em uma das mensagens de 30 de outubro, o banqueiro tratou com o ministro da necessidade de interlocução com autoridades diante do avanço das investigações. Em outros registros, o dono do Master perguntou sobre possíveis medidas judiciais e sobre a possibilidade de adiamento de ações contra ele. A PF encontrou uma mensagem em que Vorcaro questionou: “médio a grave seria busca ou quebra de sigilo?”. Em seguida, perguntou: “Mas pedido deferido por parte deles? Algo que dê pra bloquear?”. Em outro registro, de 15 de novembro, dois dias antes de sua primeira prisão, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda tenho que estar fora?”. Crise institucional Em resposta à medida de Mendonça, no âmbito do inquérito das chamadas fake news, Moraes determinou o envio de relatórios da PF a Fachin. Os documentos indicavam possíveis irregularidades na condução dos processos sobre o caso do Banco Master e dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto do Seguro Social (INSS). No despacho, Moraes afirmou haver “presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” na atuação de Mendonça. Também indicou possível quebra da imparcialidade judicial, favorecimento a determinados grupos políticos e interferência na condução das investigações. A movimentação dos ministros resultou em uma crise institucional sem precedentes na história do STF. Fachin chegou a cancelar duas sessões plenárias seguidas. Em tentativa para conter a tensão, o presidente da Corte retirou Moraes do inquérito das chamadas fake news e Mendonça, da Petição 16.662. Fachin também decidiu levar ao Plenário os questionamentos contra os ministros. Determinou ainda que fosse tornado público todo o material sobre o caso do Banco Master. O sigilo dos documentos da investigação contra a instituição financeira resultou em uma “guerra” de ofícios entre os integrantes do STF. De quinta-feira (10) a segunda-feira (14), foram emitidos um total de 22 despachos referentes à divulgação do material. Fonte: Jovem Pan

  • Dino acusa Fachin de romper regras e pede que ministros sejam julgados em conjunto

    Ministro do STF Flávio Dino - Wilton Junior/Estadão Conteúdo Ofício foi enviado ao decano Gilmar Mendes após troca de farpas com Fachin durante julgamento O ministro Flávio Dino, do STF, enviou nesta terça-feira (15) um ofício ao decano da Corte, Gilmar Mendes, em que contesta decisões recentes do presidente do tribunal, Edson Fachin, e afirma que houve uma “avocação” irregular de processos originalmente sob relatoria de outros ministros. ino sustenta que não há previsão constitucional, legal ou regimental para que a Presidência do STF retire processos de outros gabinetes e assuma diretamente a condução dos casos. No mesmo documento, o ministro defende que sejam identificados todos os magistrados sobre os quais existam indícios de recebimento, direto ou por parentes de até segundo grau, de dinheiro ou benefícios econômicos oriundos do Banco Master. Segundo Dino, esses casos devem ser analisados em conjunto já no próximo dia 23 de setembro, data marcada por Fachin para a análise dos indícios envolvendo André Mendonça. Dino também afirma que a pauta não teria sido publicada regularmente, que os integrantes da Corte não tiveram acesso integral às provas e que os inquéritos ainda não foram concluídos. Ao final, pede que Gilmar adote providências para restabelecer o cumprimento da Constituição, da lei e do Regimento Interno. Fonte: Jovem Pan

  • PRF apreende 304 kg de cocaína em tanque de combustível na BR-262

    Entorpecentes foram encontrados em tanque de caminhão-trator - DIVULGAÇÃO/PRF Prejuízo estimado ao crime organizado é de aproximadamente R$ 22 milhões Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 304,7 quilos de cocaína, escondidos em tanque de combustível de caminhão-trator, no KM 602 da BR-262, em Miranda, município localizado a 202 quilômetros de Campo Grande. A apreensão ocorreu na quinta-feira (10), mas só foi divulgada à imprensa neste sábado (12). Os entorpecentes estavam acondicionados em tabletes, sendo 98 tabletes (106,6 kg) de pasta base de cocaína e 171 (198,1 kg) tabletes de cloridrato de cocaína. Conforme apurado pela reportagem, o prejuízo estimado ao crime organizado é de aproximadamente R$ 22 milhões. Conforme apurado pela reportagem, o caminhão trafegava pela rodovia, quando os policiais deram ordem de parada e inspecionaram o veículo. Durante a fiscalização, a equipe identificou sinais de adulteração nos dois tanques de combustível, tanto na parte externa quanto interna, incompatíveis com os padrões originais. Com auxílio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) de Miranda, os policiais abriram os tanques e flagraram diversos tabletes. O condutor, veículo e entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Miranda (MS). Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 7.105 kg de cocaína foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 13 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 14.651 quilos de cocaína foram apreendidos. Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006. O tráfico de drogas resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios. Fonte: Correio do Estado

  • Fim da ‘Farra das Diárias’: Justiça condena envolvidos na fraude milionária em MS

    Prédio da Câmara de Ribas do Rio Pardo. (Divulgação) Justiça condena ex-vereadores e empresários por esquema de R$ 3,5 milhões na Câmara de Ribas do Rio Pardo Após mais de 11 anos de tramitação, a 2ª Vara da Comarca de Ribas do Rio Pardo proferiu a sentença decisiva na ação penal decorrente da “Operação Viajantes”, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul. A decisão do juiz Francisco Soliman condenou ex-vereadores, servidores públicos e empresários envolvidos em uma organização criminosa que desviou mais de R$ 3,5 milhões dos cofres do Legislativo municipal entre 2013 e 2014. O veredito reconheceu a existência de uma estrutura organizada que promovia o direcionamento de licitações, o pagamento de diárias fraudulentas para cursos e viagens que nunca ocorreram, o uso de recursos públicos para despesas pessoais e lavagem de dinheiro. Entre as irregularidades comprovadas, estavam o pagamento de pensão alimentícia de agente político com cheques da Câmara e saques em dinheiro direto no caixa de supermercado. Entre os principais pontos da sentença, estão a prisão do ex-presidente da Câmara Adalberto Alexandre Domingues (“Betinho”) e o ex-diretor da Casa Cacildo Pedro Camargo, que foram condenados a cumprir pena em regime inicial fechado, com expedição de mandado de prisão decretada. Já os ex-vereadores e aliados (incluindo Cláudio Roberto Siqueira Lins, Fabiano Duarte da Silva, Justino Machado Nogueira, Célia Regina Rodrigues Ribeiro, Cleiton Gomes Teodoro, Natanael Fernandes Godoy Neto, Edimilson Dias Barbosa e Rinaldo da Rocha Nunes) foram condenados e cumprirão pena em regime semiaberto. Antonino Ângelo da Silva, Marcos Alberto da Cruz, Marcele Gonçalves Antonio, Flávio César de Souza Freitas e Orgínio César de Medeiros Teixeira tiveram penas fixadas em regime aberto ou substituídas por penas restritivas de direitos. Já o réu Diony Erick de Souza Lima foi absolvido das acusações de peculato e Rinaldo da Rocha Nunes foi absolvido quanto ao delito de peculato, mas condenado por organização criminosa e lavagem de capitais. Prescrição O magistrado declarou extinta a punibilidade de diversos réus quanto aos crimes de licitação previstos nos artigos 90 e 91 da antiga Lei de Licitações (Lei 8.666/93) devido ao decurso de mais de 11 anos sem julgamento definitivo para tais tipos penais. A sentença decretou a perda automática de cargos, funções públicas ou mandatos eletivos que os condenados ainda venham a exercer. A decisão marca o desfecho em primeira instância de um dos casos de corrupção de maior repercussão no interior de Mato Grosso do Sul, que ganhou notoriedade nacional na época em que o esquema foi desmantelado. Fonte: Midiamax

  • Talicinha do PCC morre em confronto com policiais em Três Lagoas

    Thaís Eduarda (Reprodução, Redes Sociais) Talicinha estava com uma faca e ameaçando uma vizinha no bairro Thaís Eduarda, conhecida como Talicinha do PCC, morreu em confronto com policiais militares da Força Tática em Três Lagoas, cidade distante 327 quilômetros de Campo Grande, neste domingo (13). Segundo informações da Rádio Caçula, Talicinha estava com uma faca e ameaçando uma vizinha no bairro Novo Oeste. Ela estaria sob efeito de entorpecentes e teria avançado em direção a equipe policial, que disparou duas vezes. A mulher foi socorrida pelos policiais e morreu ao entrar no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. A polícia civil vai investigar a dinâmica da abordagem em conjunto com vizinhos e de acordo com o relato da equipe que fez parte da ação. Fonte: Midiamax

  • Teste descarta embriaguez de homem que atropelou e matou criança em Costa Rica

    (Imagem Ilustrativa/Henrique Arakaki, Midiamax) Circunstâncias do acidente seguem sendo apuradas O homem que atropelou e matou uma criança de três anos, em Costa Rica, a 326 quilômetros de Campo Grande, não estava embriagado, conforme informações repassadas ao Jornal Midiamax. O caso ocorreu neste domingo (13), e as circunstâncias ainda devem ser apuradas. Segundo apurado pela reportagem, o suspeito não havia ingerido bebida alcoólica e prestou socorro à vítima após o atropelamento, colocando a criança no veículo e levando-a até a Fundação Hospitalar de Costa Rica, onde recebeu atendimento médico. Conforme informações divulgadas pelo portal Giro do Bolsão, a criança estaria em uma residência quando teria pegado o controle do portão, aberto a entrada do imóvel e saído para a rua. Na sequência, teria sido atingida por um veículo. Os pais teriam sido comunicados após a chegada da criança à unidade hospitalar e se deslocado até o local. Apesar do atendimento, a criança não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. Até o momento, as identidades da criança e do condutor não foram divulgadas e as circunstâncias deverão ser esclarecidas durante a apuração oficial. Fonte: Midiamax

  • Proerd é convertido em política pública de resistência às drogas e à violência em Sidrolândia

    Ação do Proerd em Campo Grande; programa será executado em Sidrolândia. (Proerd PMMS, Reprodução) Lei municipal permite à Prefeitura de Sidrolândia incentivar e fomentar ações do Proerd em parceria com a Polícia Militar Lei municipal de Sidrolândia — a 71 km de Campo Grande — instituiu como política pública o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). A legislação consta da edição desta sexta-feira (11) do Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul). A Lei Municipal 2.379, de 10 de setembro de 2026, partiu da Câmara Municipal. Assim, pelo texto, o Proerd terá vínculo com a Secretaria Municipal de Educação. Sua finalidade será “promover, nas escolas e na comunidade, ações voltadas à prevenção do uso indevido de drogas, à promoção da cidadania e à disseminação da cultura da paz”. A execução do programa caberá à Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Prefeitura de Sidrolândia. Assim, o Proerd terá uma série de atividades executadas na comunidade escolar. Entre eles, estão a promoção de cursos para crianças, adolescentes e jovens, bem como para pais e professores; aulas sistemáticas de prevenção; e a articulação e realização de campanhas e parcerias. Proerd foca em ações preventivas O Proerd terá como objetivos: o desenvolvimento de ações preventivas ao uso de drogas nas escolas e o combate à violência nesses ambientes; integrar a PM à sociedade; e o desenvolvimento de habilidades e estratégias preventivas entre operadores de segurança e a comunidade, quanto à prevenção e ao uso de drogas lícitas e ilícitas. A legislação prevê, ainda, parcerias com a sociedade para implantação e manutenção do programa. Contudo, o Proerd terá dotações orçamentárias próprias. Programa começou nos EUA e chegou ao Brasil em 1992 O Proerd chegou ao Brasil em 1992, a partir da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ele teve como inspiração o Dare (Drug Abuse Resistence Education), do Departamento de Polícia de Los Angeles (EUA), que existe desde 1983. Seu objetivo inicial é combater a disseminação de drogas, lícitas ou ilegais, entre crianças, adolescentes e jovens, por meio do engajamento da sociedade. Tal fórmula foca, ainda, no enfrentamento à violência, por meio de ações educativas. No Brasil, forças de Segurança Pública são as principais desenvolvedoras das ações. Por fim, o prefeito Rodrigo Basso sancionou a legislação sidrolandense. Debate Midiamax 2026 O Debate Midiamax será realizado no dia 21 de setembro, a partir das 20h, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul). Com transmissão ao vivo, o evento poderá ser acompanhado pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook. Fonte: Midiamax

  • Zanin diz não haver hierarquia entre ministros e ordena acesso ao celular de Vorcaro

    Ministro Cristiano Zanin - Rosinei Coutinho / STF O ministro determinou que a PF envie material até às 23h deste domingo (13) O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neste domingo (13) que não há hierarquia entre os magistrados da Corte e determinou que a Polícia Federal (PF) envie ao seu gabinete cópia dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele ordenou que a corporação entregue o material até às 23h. “Os elementos de prova pertencem ao Plenário do Supremo Tribunal Federal e aos seus integrantes e não a um integrante específico do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o magistrado. Em despacho, Zanin subiu o tom contra o ministro André Mendonça. Disse que, apesar da determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, o colega não enviou ao seu gabinete a íntegra do conteúdo compilado do celular do dono do Banco Master. O magistrado relatou que Mendonça não fez nenhuma deliberação a respeito do acesso ao material “a despeito das inúmeras provocações por ofício e por outros meios”. Na sexta-feira (11), o próprio Zanin e o ministro Alexandre de Moraes solicitaram o envio do conteúdo. No sábado (12), o decano do STF, Gilmar Mendes, fez o mesmo pedido. Depois de Gilmar, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou as solicitações dos ministros em ofício. O PGR disse ser “relevante” que todos os integrantes do STF tenham “conhecimento prévio da integralidade dos dados” em razão das “peculiaridades da causa”. Zanin disse que não se pode restringir o acesso dos “julgadores” às informações. “Até porque todos eles são submetidos ao dever de sigilo e de bem desempenhar suas funções, com imparcialidade e independência”, afirmou. No despacho, o ministro destacou que a íntegra das informações foi repassada à defesa de Vorcaro e à Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) sobre os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a CPMI do INSS. Também neste domingo, em resposta à solicitação do presidente do STF, a PF disse ter “plenas condições técnicas” de produzir e encaminhar a todos os ministros do STF cópias idênticas do conteúdo compilado do celular de Vorcaro. A corporação afirmou que o material original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de uma cadeia de custódia formalmente documentada. Sessão extraordinária Fachin agendou para terça-feira (15) sessão extraordinária no Plenário do STF. O julgamento está previsto para começar às 10h (horário de Brasília) e contará com transmissão ao vivo pela Rádio Justiça, pela TV Justiça e pelo YouTube da Corte. Os integrantes do Supremo analisarão na sessão os desdobramentos da apuração contra o Banco Master. A expectativa é de que a Corte delibere se Moraes será investigado ou não por ligação com Vorcaro. Fonte: Jovem Pan #CristianoZanin #PF #PolíciaFederal #STF #SupremoTribunalFederal

  • PF diz a Fachin que pode enviar dados de celular de Vorcaro ao STF: ‘Plenas condições’

    Sede da Polícia Federal - Divulgação / Polícia Federal Corporação afirma que material original está sob custódia e que cópia enviada a Mendonça não deixou de ser íntegra A Polícia Federal informou neste domingo (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tem “plenas condições técnicas” de produzir e encaminhar aos ministros da Corte cópias idênticas dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A resposta foi enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, após o ministro determinar, no sábado (12), que a corporação prestasse esclarecimentos sobre a custódia e o estado do material. Segundo a PF, o conteúdo original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de uma cadeia de custódia formalmente documentada. A corporação afirma que os lacres do material continuam íntegros e que também existem mecanismos para verificar a integridade digital dos dados. “Em resposta ao STF, a Polícia Federal esclareceu que o material original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital” Polícia Federal Ainda na nota, a PF também ressaltou que a cópia dos dados enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não corresponde ao material original. De acordo com a corporação, o original nunca deixou a custódia da instituição. O envio da cópia ocorreu a pedido do próprio gabinete do magistrado, segundo documentação do processo administrativo. A PF esclareceu, ainda, que a cópia dos dados extraídos encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não corresponde ao material original, que jamais deixou a custódia da instituição. O envio daquela cópia ocorreu mediante solicitação do próprio gabinete, conforme documentação constante do processo administrativo correspondente - Polícia Federal A manifestação da PF ocorre depois de ministros do Supremo pedirem acesso ao conteúdo integral extraído do celular de Vorcaro. Na sexta-feira (11), Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes fizeram os pedidos. No sábado (12), Gilmar Mendes também pediu acesso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, posteriormente reiterou os pedidos e afirmou ser relevante que os integrantes da Corte conheçam previamente a integralidade dos dados. Após as manifestações de ministros e de Gonet, Fachin determinou no sábado que a PF informasse, em 24 horas, a situação do material apreendido. O presidente do STF destacou que havia pedidos de integrantes da Corte para ter acesso aos dados e mencionou que Mendonça havia informado que o material sob sua posse estava lacrado em seu gabinete. Na resposta enviada neste domingo, a PF afirmou que pode encaminhar cópias aos demais gabinetes que fizeram os pedidos, desde que sejam observadas as determinações do Supremo e as medidas de sigilo aplicáveis. “Por fim, a Polícia Federal informou que dispõe de plenas condições técnicas para produzir e encaminhar cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a solicitaram, observadas as determinações da Corte e as cautelas de sigilo aplicáveis”, finalizou a PF. A discussão ocorre em meio à crise no STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando os ministros devem analisar os desdobramentos do caso. Fonte: Jovem Pan #DanielVorcaro #Fachin #EdsonFachin #PF #PolíciaFederal #STF #SpremoTribunalFederal

  • Defesa de Vorcaro pede que Fachin filtre dados do celular antes de divulgação

    Daniel Vorcaro, dono do Banco Master - Reprodução/Youtube/3 em 1 Pedido foi feito após o presidente do STF assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre o banqueiro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira (15) A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que filtre o material apreendido pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro antes de torná-lo público. No documento, protocolado na noite de sábado (12), os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa para o pedido. “A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal” Defesa de Daniel Vorcaro Entre os conteúdos que a defesa quer preservar estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos de Vorcaro, além de conversas e documentos protegidos pelo sigilo profissional, inclusive comunicações com seus advogados. A defesa argumenta que a publicidade processual não pode resultar na exposição de informações privadas sem interesse investigativo O pedido foi feito após Fachin assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira (15). O presidente do STF também determinou que a PF informasse quem mantém a custódia do celular do banqueiro e qual o estado do material extraído do aparelho. Isso porque, na sexta-feira (11), os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso à cópia integral dos dados para embasar a análise do caso. Fonte: Jovem Pan #DanielVorcaro #Fachin #EdsonFachin #STF #SupremoTribunalFederal

  • Dark Horse: Dino cita Mario Frias como possível líder de organização ligada ao PCC

    Dino cita Mario Frias como possível líder de organização ligada ao PCC - CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Afirmação do ministro do STF consta na decisão que determinou a retirada de sigilo da investigação sobre suposto desvio de recursos O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) ocuparia um possível papel de liderança em uma organização criminosa suspeita de desviar e lavar dinheiro público. A afirmação consta na decisão de Dino que determinou a retirada do sigilo de uma investigação sobre um suposto esquema envolvendo contratos municipais, recursos federais e o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mario Frias foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), na quinta-feira (10), no âmbito das investigações sobre o suposto esquema. A operação faz parte da apuração sobre possíveis desvios de recursos públicos e movimentações financeiras envolvendo empresas e entidades ligadas ao caso. Segundo Dino, os elementos reunidos pela Polícia Federal (PF) indicam que as investigações estadual e federal podem fazer parte de uma mesma estrutura criminosa. Na decisão, o ministro cita a hipótese de que Frias teria uma posição central na organização. “Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa” Ministro Flávio Dino em decisão O ministro também menciona que a investigação aponta possíveis vínculos da organização com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entretanto, a relação aparece como uma linha investigativa nos autos e não como uma conclusão definitiva sobre a participação de Frias ou de outros investigados na facção. Essa organização alcançaria, inclusive, vínculos com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital), consoante linha investigativa mencionada nos autos Ministro Flávio Dino A Jovem Pan tenta contato com o deputado Mario Frias. O espaço está aberto para manifestação. Recursos para o filme A investigação conduzida pela PF em Brasília identificou repasses de recursos públicos federais que, segundo os relatórios citados na decisão, teriam relação com o projeto “Dark Horse”. Os valores destinados ao longa são estimados entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões. O filme está ligado à Go Up Entertainment Ltda., empresa de propriedade de Karina Ferreira da Gama. Ela também é dirigente e representante legal do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que mantinha termo de colaboração com a Prefeitura de São Paulo. Os investigadores identificaram ainda transferências feitas diretamente por Frias para a produtora. Segundo os documentos citados por Dino, os valores seriam incompatíveis com os rendimentos declarados pelo deputado e com os créditos registrados em suas contas bancárias. A investigação também aponta um possível “circuito financeiro fechado” envolvendo Frias, o ICB, a empresa Complexsys Soluções Integradas e a Associação Nacional de Cidadania (ANC). A PF identificou transferências entre essas entidades e levantou suspeitas de confusão patrimonial e de operações sem justificativa econômica. Entre os episódios investigados está uma nota fiscal de R$ 2 milhões emitida pela Complexsys para a administração municipal de São Paulo e cancelada no mesmo dia. A decisão de Dino determinou que a PF passe a concentrar o material das investigações, incluindo dados extraídos de celulares e outros equipamentos apreendidos em operações realizadas em junho. O ministro também autorizou a obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf relacionados ao ICB e a Karina Ferreira da Gama. Fonte: Jovem Pan #FávioDino #MárioFrias

  • Homem morre em confronto com a polícia após furto de veículo em Dourados

    Veículo furtado pelo indivíduo no local do fato - Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News Um homem de 26 anos, identificado como Max Willian Araujo de Oliveira, morreu após um confronto com policiais da Força Tática na noite desta sexta-feira (11), em Dourados. A ocorrência teve início após o furto de um veículo e terminou na Rua Noca Dauzaker, onde, segundo o registro policial, o suspeito teria apontado uma arma de fogo em direção à equipe. Conforme o boletim, a equipe realizava patrulhamento tático quando foi acionada por um homem de 33 anos, nas proximidades da Rua Eularia Pires. Ele relatou aos policiais que seu Corsa Classic branco havia sido furtado por um indivíduo que entrou no veículo e fugiu. A vítima passou a acompanhar o automóvel e acionou a Polícia Militar, repassando as informações sobre o deslocamento. Pouco depois, a equipe visualizou o Corsa transitando em alta velocidade e com as luzes apagadas pela Rua Eularia Pires. Os policiais iniciaram o acompanhamento tático utilizando sinais luminosos e sonoros para realizar a abordagem, mas o condutor não obedeceu às ordens e continuou a fuga. Na Rua Noca Dauzaker, a equipe conseguiu se aproximar do veículo e determinou que o motorista parasse e desembarcasse. O condutor parou o automóvel, mas permaneceu em seu interior. Ainda segundo o registro, os policiais desembarcaram da viatura e passaram a verbalizar com o suspeito, ordenando novamente que ele saísse do veículo. Quando a equipe se aproximou, o homem teria sacado uma arma de fogo e apontado em direção aos policiais, iniciando o confronto. Após os disparos, o homem ainda apresentava sinais vitais e foi socorrido pela própria equipe policial, sendo encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos. Equipe da perícia esteve no local do confronto. Armas e drogas Durante a ocorrência, foram recolhidas três armas de fogo. Uma delas era um revólver Rossi calibre .38, com cinco munições intactas. Também foram apreendidas uma pistola Beretta calibre 9mm, com 13 munições intactas, e um fuzil Taurus T4 calibre 5,56, com 29 munições intactas. Durante a busca no interior do Corsa, os policiais ainda localizaram 85 gramas de maconha e 12 trouxinhas de crack, totalizando aproximadamente 11 gramas. As drogas e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado. A ocorrência foi registrada como furto, morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e homicídio simples na forma tentada. Fonte: Dourados News

  • Dourados é alvo de operação contra grupo investigado por tráfico de drogas

    As quatro prisões ocorreram em Dourados - Crédito: Divulgação A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã deste sábado (12), uma operação contra um grupo investigado por envolvimento com organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), com apoio do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). As quatro prisões ocorreram em Dourados. Já os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três municípios, sendo cinco em Dourados, um em Rio Brilhante e outro em Ponta Porã. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve origem em outra ocorrência de tráfico de drogas apurada pela Defron. Com o avanço das diligências, foram reunidos indícios da atuação organizada de diferentes pessoas no fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes, além da movimentação de recursos relacionados às atividades investigadas. Os elementos obtidos durante a apuração fundamentaram a representação da Polícia Civil pelas medidas cautelares, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram apreendidos materiais de interesse para a investigação, que serão analisados e poderão auxiliar no esclarecimento dos fatos e na identificação de outros possíveis envolvidos. Também foi apreendida uma caminhonete Hilux SW4, avaliada em R$ 200 mil. A investigação continua em andamento. De acordo com a Polícia Civil, outros detalhes não serão divulgados neste momento para preservar as diligências ainda em curso. Fonte: Dourados News

  • Suspeita de crânio humano é encontrado por trabalhadores em galpão na fronteira

    1⁠º DP de Ponta Porã registrou a ocorrência. (Reprodução, PC-MS) Material foi encaminhado à Polícia Civil ser periciado Um suposto crânio humano foi encontrado por trabalhadores em um galpão na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, em Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, na tarde de sexta-feira (11). Na ocasião, a PM (Polícia Militar) foi acionada após trabalhadores terem visto algo semelhante a um crânio humano enquanto faziam serviços de pintura nas paredes de um galpão. Segundo o boletim de ocorrência, a PM constatou que o suposto crânio estava em local de acesso complicado e acionou o Corpo de Bombeiros. A equipe foi até o local e usou um caminhão e escada para acessar o ponto exato. Com o uso de luvas de proteção, os militares encontraram algo semelhante a um crânio humano e entregaram à Polícia Civil para que seja periciado e identificado posteriormente. O caso foi registrado como achado de coisas e achado de cadáver. Fonte: Midiamax

  • Prefeitura de MS abre seletiva para formar cadastro de reserva com remuneração de até R$ 17 mil

    Prefeitura de Brasilândia. (Divulgação, Prefeitura Municipal) Processo seletivo da prefeitura de Brasilândia tem oportunidades para todos os níveis de formação A Prefeitura Municipal de Brasilândia (MS) está com processo seletivo aberto para formar cadastro de reserva de profissionais alfabetizados e com ensino fundamental, médio ou superior completo. A remuneração prevista é de até R$ 17 mil, com jornada de trabalho que varia de 20 a 40 horas semanais, conforme o cargo. As inscrições permanecem abertas até a próxima quinta-feira (17), e devem ser feitas de maneira presencial, na sede da Funtrab (Fundação do Trabalho), das 7h às 13h. Não haverá taxa de inscrição. As remunerações vão de R$ 1.621,00 a R$ 17.721,95. O processo seletivo será composto por entrevistas para a maioria dos cargos, exceto para professores, cuja seleção será por meio de prova de títulos. A validade do processo seletivo será de um ano, a partir da homologação, podendo ser prorrogada uma vez por igual período. Mais informações podem ser obtidas no edital completo. Vagas Assistente Social Auxiliar de Creche Auxiliar de Laboratório Auxiliar de Professor Auxiliar de Serviços Gerais Coveiro Eletricista de Manutenção Enfermeiro Farmacêutico Inspetor de Alunos Instrutor de Atividade Física Médico II – Clínico Geral Merendeiro Monitor de Recreação Infantil Odontólogo II Oficial de Manutenção Professor de Artes – Fundamental II Professor de Ciências – Fundamental II Professor de Educação Física – Fundamental I e II Professor de Geografia – Fundamental II Professor de História – Fundamental II Professor de Língua Inglesa – Fundamental I e II Professor de Língua Portuguesa – Fundamental II Professor de Matemática – Fundamental II Professor Pedagogo Técnico em Enfermagem Técnico em Meio Ambiente Técnico em Segurança do Trabalho Vigia Fonte: Midiamax

  • Professores têm até domingo para se candidatar a cargo de professor formador da UEMS

    Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul em Dourados. (Foto: Divulgação, UEMS) Inscrições em processo seletivo encerream neste domingo (13) Termina neste domingo (13) o prazo para se inscrever no processo seletivo da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para exercer a função de Professor Formador. Os interessados tem até às 23h59, pelo site ead4.uems.br. Não haverá cobrança de taxa de inscrição. O certame exige nível de pós-graduação em mestrado ou doutorado em Educação ou áreas relacionadas, além de experiência mínima de um ano no magistério superior. Os profissionais irão ministrar atividades de orientação na modalidade a distância aos alunos do curso de Pós-Graduação em Gestão da Escola Pública de Ensino Médio, dentre outros cursos ofertados pela em parceria com o Sistema Universidade Aberta do Brasil. Ao todo são 30 vagas para cadastro de reserva, sendo 22 ampla concorrência e 8 para reserva de vagas conforme ações afirmativas. Os profissionais receberão R$ 1,8 mil por mês a cada cinco estudantes orientados, desde que os TCCs sejam concluídos e defendidos. O pagamento dependerá de requerimento da Coordenação do Curso, acompanhado da relação dos trabalhos finalizados. Seleção Os candidatos serão selecionados por meio de etapa classificatória única, obedecendo à ordem de inscrição, levando em consideração o dia e o horário de preenchimento da Ficha de Inscrição no Ambiente Virtual Moodle, do mais antigo para o mais recente. O processo seletivo terá validade de dois anos, a contar da data de homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por mais dois anos a critério da DED/UEMS. Mais informações podem ser obtidas no edital completo. Fonte: Midiamax

  • Prefeitura de Sonora abre vagas e cadastro de reserva na área de saúde

    Prefeitura de Sonora. (Divulgação, PMS) As inscrições vão até a próxima quinta-feira (17), e não haverá cobrança de taxa de inscrição A Prefeitura Municipal de Sonora (MS) está com processo seletivo aberto para preencher 10 vagas e formar cadastro de reserva de profissionais de saúde que atuem como aplicadores ABA. Os cargos exigem ensino médio completo. As inscrições vão até às 13h da próxima quinta-feira (17), pelo site www.sonora.ms.gov.br. Não haverá cobrança de taxa de inscrição. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração de R$ 2,8 mil. A seleção ocorrerá por meio de prova de títulos, de caráter eliminatório e classificatório, conforme os critérios estabelecidos no edital. O contrato será por tempo determinado de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. O processo seletivo terá validade de 12 meses, a contar da homologação no Diário Oficial, podendo ser prorrogado por igual período. Mais informações podem ser obtidas no edital completo. Fonte: Midiamax

  • Caseiro é amarrado durante roubo por trio armado com faca em fazenda de Guia Lopes da Laguna

    Um caseiro de 67 anos foi amarrado por três homens durante um roubo em uma fazenda em Guia Lopes da Laguna, a 234 quilômetros de Campo Grande, na madrugada de sexta-feira (11). Um dos criminosos, de 45 anos, foi agredido com uma pedrada e contido até a chegada da PM (Polícia Militar). Criminosos ameaçaram atear fogo na casa da vítima em busca de armas Um caseiro de 67 anos foi amarrado por três homens durante um roubo em uma fazenda em Guia Lopes da Laguna, a 234 quilômetros de Campo Grande, na madrugada de sexta-feira (11). Um dos criminosos, de 45 anos, foi agredido com uma pedrada e contido até a chegada da PM (Polícia Militar). Segundo o boletim de ocorrência, o caseiro estava fazendo o jantar, quando um dos suspeitos chegou pedindo água. A vítima virou para pegar a água solicitada, momento em que o suspeito apontou uma faca em sua direção, dizendo: “Perdeu, perdeu”. Na ocasião, outros dois homens chegaram e amarraram as mãos do caseiro com uma camiseta sobre uma cadeira, questionando a existência de armas na residência. O trio revirou o guarda-roupa, armário e a cama do imóvel. Após revirarem os móveis, os criminosos cortaram a mangueira do botijão de gás e ameaçaram atear fogo na residência, caso o idoso não entregasse a arma. Como não encontraram arma, os homens roubaram alimentos, uma bicicleta e desligaram o padrão de energia elétrica. Contenção do suspeito O trio foi embora e o caseiro conseguiu escapar da amarração, momento em que correu até a casa do patrão para relatar o roubo. Ele e o patrão saíram em direção ao trio, mas conseguiram alcançar apenas um. O caseiro relatou ter desferido uma pedrada contra o suspeito e amarrou os pulsos dele até a chegada da polícia. Após a chegada da PM, o Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou a vítima e o suspeito ao hospital para atendimento médico. Os policiais militares foram até a residência do caseiro averiguar o local e recuperaram os alimentos roubados, assim como a bicicleta que estava nas imediações da fazenda. O suspeito contido pelo caseiro foi preso em flagrante por roubo majorado pela restrição de liberdade da vítima, e os comparsas não foram localizados. Fonte: Midiamax

  • Ruas de bairro em Nova Andradina serão asfaltadas em obras com valor estimado de R$ 4,1 milhões

    Foto aérea de Nova Andradina. (Divulgação, PMNA) Bairro que será contemplado é o Jardim Tropical As ruas do bairro Jardim Tropical, em Nova Andradina, a 280 km de Campo Grande, serão pavimentadas em obras com valor estimado de R$ 4,1 milhões. A Agesu-MS (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) lançou licitação nesta quinta-feira (10) para obra de infraestrutura urbana – pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais, no bairro. Para isso, o valor estimado é de R$ 4.150.167,82. O critério de julgamento é o menor preço, o modo de disputa é aberto e o regime de execução é empreitada por preço unitário. A abertura será no dia 28 de setembro, às 8h30 (horário local), pelo site: https://www.ekronos.ms.gov.br/licitacao_agesul/publico/consulta_licitacoes.aspx. Fonte: Midiamax

  • Cruel e brutal: onça passará por tratamento com saliva após ter cara rasgada no Pantanal de MS

    Onça-pintada é registrada com ferimento no rosto. (Foto: Reprodução, Redes Sociais) O registro foi feito durante um safári, após o animal entrar em confronto com outro de sua espécie O guia de campo Fagner Almeida fez um registro impactante de uma onça no Pantanal de MS nesta sexta (11). No registro, o animal símbolo do bioma aparece com um ferimento entre os seus olhos. A onça, denominada Miúdo, é acompanhada pela ONG Onçafari desde 2024. Apesar do ferimento, a orientação é de que não haja intervenção humana nos cuidados com o animal. No vídeo publicado nas redes sociais do guia, o animal aparece deitado. Enquanto ele se limpa, dá para ver nitidamente o traço vermelho-sangue que atravessa o seu ‘semblante’. O registro foi feito durante um safari na Caiman Pantanal, no dia 6 de setembro. No dia anterior, a onça foi vista brigando com outro macho, chamado Anambé, ocasião que teria causado o ferimento. Para o guia, a marca é mais do que um ferimento — ela revela uma história de resistência. Questionado se o animal teria recebido algum tratamento, o guia esclarece que, em casos de confronto natural, o tratamento também fica sob responsabilidade da natureza. “A onça possui mecanismos próprios de defesa e cicatrização. Sua saliva tem propriedades antimicrobianas, mas a recuperação depende principalmente do sistema imunológico e da regeneração dos tecidos”, explica. Para Fagner, que, além de guia, é fotógrafo, o ferimento vai além de uma lesão ou corte. Ele revela uma história de luta e de conquista. “É o registro de um confronto, a evidência de uma batalha travada pela permanência e pelo domínio de seu território”, descreve o guia. Ainda, o guia diz que cada território representa acesso a recursos, abrigos e oportunidades de reprodução. Por isso, os confrontos costumam ser intensos e deixar marcas profundas. “No rosto desta onça, uma cicatriz revela muito mais do que um ferimento. E cada cicatriz carrega a história de uma batalha. No Pantanal, sobreviver também significa resistir”, conclui Fagner. Fonte: Midiamax

  • Flávio Bolsonaro cobra divulgação de investigações sobre Lula, Master e INSS

    Senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO Candidato à Presidência pelo PL também questionou possível envolvimento de Lulinha, filho do presidente, em desvios de aposentadorias O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou neste sábado (12) a divulgação de investigações que, segundo ele, envolvem o presidente Lula (PT), integrantes do governo e o caso dos descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante agenda eleitoral no Rio de Janeiro, o candidato cobrou esclarecimentos sobre uma reunião que teria tratado da situação do Banco Master. “Eu espero muito que venha à tona aquela reunião entre o Augusto Lima, o Vorcaro, o Galípolo, o Haddad e o Lula” candidato Flávio Bolsonaro em nota divulgada pela campanha Lula afirmou na quinta-feira (10), em entrevista ao SBT News, que, durante o encontro que teve com Vorcaro em dezembro de 2024, disse ao banqueiro que o Banco Master seria investigado com seriedade. Flávio também pediu a divulgação de documentos relacionados às investigações sobre o INSS e questionou eventual envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. “Quero saber quanto do dinheiro roubado dos aposentados foi parar na conta do filho do Lula”, disse. Retirada de sigilo sobre Dark Horse Flávio também comentou a retirada do sigilo das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados à produção. André Mendonça autorizou a apuração após pedido da Polícia Federal (PF), e Flávio nega irregularidades. Ao tratar da divulgação dos documentos, o candidato afirmou que o episódio reforça sua versão de que não houve irregularidades. “Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver”, disse. Segundo a campanha, o candidato iniciou o dia com um encontro com apoiadores e lideranças políticas em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A agenda também previa compromissos em Macaé, Campos dos Goytacazes e Itaperuna, no estado. Fonte: Jovem Pan

  • Gilmar pede a Fachin acesso ao celular de Vorcaro antes de julgamento de Moraes

    Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Carlos Moura/SCO/STF Ministro quer que todos os integrantes do STF tenham acesso aos dados do aparelho do banqueiro antes da análise sobre possível investigação de Moraes no caso Master O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu neste sábado (12) que o presidente da Corte, Edson Fachin, adote as “providências necessárias” para que todos os magistrados tenham acesso aos dados brutos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento da próxima terça-feira (15), que definirá se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o caso Master Gilmar faz coro ao ministro Cristiano Zanin, que pediu as informações duas vezes na sexta-feira (11). “Reitero, no ponto, os fundamentos deduzidos pelo eminente ministro Cristiano Zanin, no sentido de que tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento”, afirmou. O pedido surge após Fachin pedir para o relator do caso, André Mendonça, retirar o sigilo das investigações do caso do Banco Master. “Dá-se notícia de que foi fornecida ao gabinete do eminente ministro André Mendonça cópia da mídia extraída do aparelho celular do investigado Daniel Vorcaro, sem que idêntico acesso tenha sido franqueado aos demais ministros”, argumenta Gilmar. O decano da Corte pede que, caso os dados não sejam fornecidos por Mendonça, “que se requisite à Polícia Federal, com urgência, por intermédio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), o fornecimento das aludidas cópias”. Mendonça respondeu a Zanin ainda na sexta-feira afirmando que o material está lacrado. Ele acrescentou ainda que nunca o manuseou e que o objetivo da cópia é servir como “contraprova” caso os originais sejam perdidos. Ele disse ainda que disponibilizar a íntegra dos dados encontrados no celular de Vorcaro pode prejudicar investigações que estão em curso. “[A medida] Resultaria na violação do dever estatal de investigar as condutas penalmente relevantes, uma vez que comprometeria o sigilo e a eficiência da persecução penal, dando azo a inúmeras possibilidades de mácula aos procedimentos investigatórios” Ministro André Mendonça Ele negou que haja “violação da igualdade entre os julgadores”, ou seja, de que teria mais informações para julgar o caso do que outros ministros. “Este relator também não tem acesso aos elementos de informação que não estejam devidamente formalizados”, disse, acrescentando que a defesa de Vorcaro tem acesso à cópia da íntegra do celular porque o material é devolvido aos advogados após a extração dos dados. Por fim, Mendonça afirmou que os demais ministros têm acesso, na íntegra, “a todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira”. Em paralelo, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que Mendonça protege “determinado grupo político” ao liberar só parte dos processos. “O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, disse. Fonte: Jovem Pan

  • Entenda a ‘guerra’ de decisões dos ministros do STF no caso Master

    O Plenário do STF tem sessão extraordinária agendada para terça-feira (15) para discutir o processo principal do caso Master - Fellipe Sampaio/SCO/STF Magistrados da Corte emitiram onze despachos de quinta-feira (10) a sexta-feira (11) sobre o sigilo de inquéritos relacionados à instituição financeira Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizaram uma “guerra” de decisões de quinta-feira (10) a sexta-feira (11) em razão do sigilo de inquéritos relacionados ao caso do Banco Master. Ao todo, foram emitidos onze despachos pelos integrantes da Corte. Na noite de quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça, relator dos processos do Banco Master, retirasse o sigilo de documentos do inquérito principal e os enviasse a todos os integrantes da Corte antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Está na pauta da sessão extraordinária a análise da ação. Também no despacho, Fachin determinou que permaneceriam restritos os relatórios de diligências em andamento cuja divulgação poderia prejudicar a investigação. Assim, caberia a Mendonça decidir quais materiais continuariam sob sigilo. Pouco depois, ainda na noite de quinta-feira, Mendonça determinou que o processo principal e mais 14 inquéritos fossem tornados públicos. Em despacho, o ministro afirmou que a decisão foi tomada “em harmonia à solicitação” de Fachin. Na manhã de sexta-feira, Moraes emitiu ofício dirigido ao presidente do STF. O ministro solicitou a retirada total do sigilo do caso do Banco Master. Segundo o magistrado, com exceção de Mendonça, os integrantes da Corte estavam sem acesso a 18 procedimentos inteiros e a 180 documentos. Moraes também pediu a Fachin o julgamento conjunto das acusações contra Mendonça e dos desdobramentos das investigações do Banco Master. O ministro indicou possíveis crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de improbidade administrativa na atuação do relator nos inquéritos sobre a instituição financeira. O ministro Cristiano Zanin enviou ofício ao presidente do Supremo. O magistrado solicitou acesso à íntegra dos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. No despacho, destacou que o material está “diretamente relacionado” ao julgamento de terça-feira. Fachin recebeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de divulgação total dos documentos. Mais tarde, o presidente do STF determinou que Mendonça liberasse o material em até 24 horas. No início da noite de sexta, em despacho, o relator negou ter feito retirada seletiva da restrição dos documentos e disse ter tornado públicos todos os procedimentos possíveis relacionados ao tema a ser analisado pelo Plenário. Mendonça afirmou também que a manutenção de sigilo de determinados materiais se deu por estarem relacionados a investigações em andamento ou por conterem informações sensíveis, como dados bancários e fiscais. Moraes, em sequência, emitiu dois novos ofícios direcionados a Fachin, em que insistiu na divulgação da íntegra dos procedimentos relacionados ao Banco Master e dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O magistrado também acusou Mendonça de agir em proteção a determinado grupo político. Em segundo ofício, Zanin rebateu a declaração do relator. O ministro afirmou que o Mendonça tem em seu gabinete uma cópia completa dos dados extraídos do aparelho de Vorcaro. Posteriormente, Mendonça acolheu os pedidos da PGR e de Fachin e determinou o levantamento do sigilo dos 18 procedimentos e dos 180 documentos indicados por Moraes. Entre as ações que tiveram material tornado público, estão os casos do filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e do ex-governador Cláudio Castro (PL). O ministro Gilmar Mendes também enviou na sexta-feira ofício a Fachin sobre o imbróglio na instituição em razão do caso do Banco Master. O decano pediu a Fachin que a Presidência da Corte concentre a relatoria dos procedimentos relacionados à instituição financeira e à atuação de Mendonça antes de o tema ser analisado no Plenário. Gilmar disse não estar claro o que exatamente os ministros deverão decidir na sessão extraordinária. Segundo o decano, o processo não define suficientemente quem está sendo investigado, qual é o objeto da apuração ou qual questão precisa ser analisada pelo Plenário. Fonte: Jovem Pan

  • Fachin nega pedido para julgar Moraes e Mendonça juntos, mas marca nova sessão

    Edson Fachin, ministro do STF - Carlos Moura / SCO / STF Pedido foi negado neste sábado (12) O presidente do STF, Edson Fachin, negou, neste sábado (12), o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que as investigações sobre ele e o também ministro André Mendonça fossem analisadas pelo plenário conjuntamente, na próxima terça-feira (15). Na decisão, Fachin escreveu que, diferentemente da petição sobre suposta improbidade administrativa de Mendonça, a investigação sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro está delineada. “Possuem contornos e objetos bem delineados, circunstância que viabiliza, desde logo, a apreciação em autos próprios, preservando-se os limites da matéria ora submetidas ao plenário”. O magistrado também argumentou que a discussão já havia sido incluída em pauta no último dia 6. No entanto, o presidente do STF marcou uma sessão para o próximo dia 23 para discutir as suspeitas relacionadas a Mendonça. Moraes também havia pedido a queda de todos os sigilos relacionados ao Caso Master. Na mesma decisão, Fachin ressaltou que o ministro Cristiano Zanin já havia feito uma solicitação semelhante e explicou que o pedido foi atendido. O presidente do STF ainda escreveu que será apreciado o pedido de Moraes para que os magistrados relacionados ao Caso Master sejam citados, para que possam dar explicações. ‘Guerra’ de decisões Os ministros do Supremo Tribunal Federal protagonizaram uma “guerra” de decisões de quinta-feira (10) a sexta-feira (11) em razão do sigilo de inquéritos relacionados ao caso do Banco Master. Ao todo, foram emitidos onze despachos pelos integrantes da Corte. Na noite de quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça, relator dos processos do Banco Master, retirasse o sigilo de documentos do inquérito principal e os enviasse a todos os integrantes da Corte antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Está na pauta da sessão extraordinária a análise da ação. Pouco depois, ainda na noite de quinta-feira, Mendonça determinou que o processo principal e mais 14 inquéritos fossem tornados públicos. Em despacho, o ministro afirmou que a decisão foi tomada “em harmonia à solicitação” de Fachin. Na manhã de sexta-feira, Moraes emitiu ofício dirigido ao presidente do STF. O ministro solicitou a retirada total do sigilo do caso do Banco Master. Segundo o magistrado, com exceção de Mendonça, os integrantes da Corte estavam sem acesso a 18 procedimentos inteiros e a 180 documentos. Posteriormente, Mendonça acolheu os pedidos da PGR e de Fachin e determinou o levantamento do sigilo dos 18 procedimentos e dos 180 documentos indicados por Moraes. Entre as ações que tiveram material tornado público, estão os casos do filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e do ex-governador Cláudio Castro (PL). Fonte: Jovem Pan

  • Lula sanciona fim da ‘taxa das blusinhas’ em compras de até US$ 50

    Presidente Lula (PT) - Ricardo Stuckert / PR Medida acaba com imposto federal de 20% sobre encomendas internacionais, mas mantém cobrança de ICMS O presidente Lula (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) a lei que acaba com a “taxa das blusinhas”, uma cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida havia sido aprovada pelo Congresso na semana passada. A isenção vale apenas para o imposto federal. As compras continuam sujeitas ao ICMS, tributo estadual cuja alíquota varia de acordo com o estado ou o Distrito Federal. Na prática, portanto, os consumidores ainda pagarão impostos sobre as encomendas internacionais. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 havia sido adotada como forma de aumentar a tributação sobre produtos vendidos por plataformas estrangeiras, principalmente as chinesas. A medida enfrentou resistência de setores da indústria e do comércio brasileiros, que argumentavam que as compras de fora geravam concorrência desleal para empresas nacionais. O governo, por outro lado, defendia que a revisão da cobrança poderia beneficiar consumidores de menor renda e ajudar a formalizar as operações. Ao defender o fim do imposto, a relatora da proposta no Senado, Leila Barros (PDT-DF), afirmou que havia uma diferença no tratamento entre compras feitas no exterior por viajantes e encomendas internacionais. Ela citou que brasileiros que viajam para outros países podem retornar com até US$ 1 mil em compras sem pagar tributos federais. Governo terá de acompanhar efeitos O texto sancionado também prevê uma avaliação periódica dos efeitos da isenção. O Ministério da Fazenda deverá apresentar um primeiro relatório em novembro e, depois, atualizar a análise a cada seis meses. Entre os indicadores que deverão ser acompanhados estão: Emprego; Renda; Competitividade das empresas brasileiras; Arrecadação. A avaliação terá participação de setores como os de têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. Além disso, o regime de tributação diferenciado terá de passar por uma avaliação anual do Congresso. Plataformas terão novas obrigações A lei também estabelece medidas para aumentar a fiscalização das compras internacionais. Plataformas digitais e operadores logísticos deverão identificar vendedores estrangeiros, acompanhar padrões considerados anormais nas remessas, manter registros eletrônicos das operações e colaborar com a Receita Federal. O descumprimento das regras pode resultar em advertência, multas, suspensão temporária das atividades e, em casos graves ou repetidos, proibição de operar no mercado brasileiro. Fonte: Jovem Pan

  • Dino proíbe Mário Frias de deixar o país e determina recolhimento de passaporte

    Deputado federal Mario Frias (PL-SP) - Reprodução / Redes Sociais Deputado é investigado por suspeitas envolvendo R$ 2 milhões em emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produção de Dark Horse, filme sobre Bolsonaro O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mário Frias (PL-SP) de deixar o país e determinou o recolhimento de seu passaporte. A medida faz parte da investigação da Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de desvio de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frias também foi proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com os demais investigados. Segundo Dino, as medidas são necessárias para evitar uma possível interferência na investigação, incluindo combinação de versões e ocultação ou destruição de provas. “[…] revela-se adequada e necessária a imposição da medida cautelar consistente na proibição de ausentar-se do território nacional, com o consequente recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados alcançados pela presente representação” Ministro Flávio Dino na decisão desta quinta-feira A PF investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas de autoria de Frias ao ICB. O dinheiro foi repassado em 2024 por meio de dois termos de fomento. Os investigadores suspeitam de irregularidades em contratos pagos com os recursos. Entre os indícios estão contratações de empresas ligadas a pessoas próximas aos investigados e a produção posterior de contratos, orçamentos e outros documentos para dar aparência de legalidade às operações. A investigação também apura possível circulação dos recursos entre o instituto, empresas contratadas e a Go Up Entertainment, produtora ligada a Karina Gama e responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A PF apura suspeitas de desvio de recursos, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em outro ponto da investigação, a decisão registra que a empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços, empresa terceirizada pelo ICB, recebeu mais de R$ 8,5 milhões do instituto em um curto período e, posteriormente, distribuiu recursos a empresas e entidades ligadas ao núcleo investigado. Fonte: Jovem Pan

  • Flávio acusa Dino de autorizar operação contra produtora de ‘Dark Horse’ por motivação política

    Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), na Festa do Peão de Barretos, no Parque do Peão - WILLIAN PRADO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento do biografia cinematográfica de Jair Bolsonaro O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir por motivação política ao autorizar a operação da Polícia Federal contra a produtora do filme “Dark Horse” nesta quinta-feira, 10. Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento do biografia cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa, foram alvos de buscas. As defesas dos dois foram procuradas, sem resposta. Os investigadores suspeitam que o dinheiro de emendas parlamentares tenha sido desviado para financiar o filme, que tem o envolvimento de Flávio. O senador pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto – desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos. Em entrevista na cidade de Boa Vista, o candidato teve de responder a perguntas incômodas sobre a investigação policial contra uma aliada. O candidato do PL criticou Dino e afirmou que a operação desta manhã só foi deflagrada porque, em sua visão, ele está bem posicionado nas pesquisas eleitorais, inclusive à frente do presidente Lula (PT) em algumas sondagens para o segundo turno. “Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político”, declarou ele. Em seguida, questionado sobre se a operação da PF impacta em sua campanha eleitoral, Flávio disse ter implicância “zero”. “Lula já abandonou a campanha política. Agora está contando com seus amigos no Supremo para levar (a eleição) no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão”, afirmou o bolsonarista. É o primeiro ato de campanha de Flávio na região Norte do País. A agenda incluiu uma motocarreata seguida de um comício em um trio elétrico na Praça do Centro Cívico. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL, Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti. Flávio abordou a crise que desgasta o STF, disse que a Corte precisaria ter feito uma autocontenção há muito tempo e afirmou que “deram superpoderes a um ministro específico do STF, que é o Alexandre de Moraes, porque era pra tirar o Bolsonaro, mas com o pretexto de salvar a democracia”. “Hoje o último obstáculo para que o Brasil não vire uma ditadura de vez chama-se Flávio Bolsonaro. É o Flávio Bolsonaro que vai resgatar a democracia. É o Flávio Bolsonaro que vai proteger o Supremo de pessoas como o Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio, cujo pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota para o PT em 2022. O bolsonarismo vinha explorando o escândalo no STF. Um membro da campanha bolsonarista diz que o candidato se beneficia “enquanto Moraes estiver sangrando”, e que uma eventual solução da crise, como o afastamento do ministro, por exemplo, seria ruim para a campanha. Nesta sexta-feira, 11, Flávio estará em Manaus, onde visita a unidade fabril da Moto Honda pela manhã e, no fim da tarde, participa de um “grande encontro da Força da Direita do Amazonas”. Fonte: Jovem Pan

  • Produtora de Dark Horse diz que foi coagida a fazer delação sobre o filme

    Filme Dark Horse - Divulgação A coluna teve acesso ao documento, em que a empresa fala em abordagens que mencionaram até o risco de uma operação policial A empresária Karina Ferreira da Gama, dona Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, diz ter sido pressionada, nos últimos meses, para fazer uma delação premiada sobre o filme, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A coluna teve acesso ao documento, assinado no dia 3 de setembro e registrado em cartório no dia seguinte, relatando três episódios. No documento, que tem 7 páginas, a dona da produtora conta que o primeiro desses episódios teria ocorrido em maio deste ano, quando recebeu um contato de Fernando Sarney. Segundo ela, ele ofereceu apoio jurídico, afirmou ter proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, e disse que poderia ajudá-la caso tivesse interesse em fazer uma delação premiada. No registro, Karina afirma que não demonstrou interesse na proposta e que não presenciou qualquer conversa entre Sarney e Flávio Dino. Ela ressalta, ainda, que não possui elementos para afirmar que o ministro soubesse ou tivesse participado daquele contato. O segundo episódio teria ocorrido em 27 de agosto. De acordo com Karina, um pastor e amigo de longa data ligou para ela dizendo ter proximidade com pessoas ligadas ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda de acordo com o relato, o homem teria afirmado que pessoas ligadas a essas autoridades haviam pedido que ele procurasse Karina para falar sobre uma delação premiada. A justificativa seria evitar que ela se tornasse alvo de uma operação policial. A dona da Go Up relata, mais uma vez, ter recusado a possibilidade. Segundo ela, não havia motivo para uma colaboração porque os projetos empresariais e a produção do filme ocorreram dentro da legalidade. Dias depois, em 3 de setembro, ela conta ter recebido uma nova ligação, desta vez do jornalista Breno Pires, da revista Piauí. Segundo a empresária, o jornalista já havia feito questionamentos sobre uma possível delação e, nessa conversa, afirmou que ela estaria “servindo de bucha de canhão para o candidato”. O documento do cartório explica que Karina decidiu registrar o episódio porque, segundo ela, o contato ganhou outro peso quando considerado junto à ligação recebida em 27 de agosto. A empresária afirma ter ficado preocupada com a possibilidade de sofrer pressão ou interferência política em sua situação. No documento, Karina também registra sua posição diante das investigações. Ela diz que não pretende fugir, esconder documentos, destruir provas ou interferir no andamento do caso. Ao contrário, diz que continuará apresentando documentos e prestando esclarecimentos às autoridades. A declaração termina com uma ressalva: Karina afirma não pretender acusar nenhuma autoridade ou pessoa de cometer ilícitos sem provas. O objetivo, segundo ela, é deixar registrados os contatos, as datas e o conteúdo do que teria sido dito a ela antes de qualquer eventual medida que possa atingir sua liberdade. Fonte: Jovem Pan

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