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Fiscalização apreende 1.294 medicamentos vencidos e prende enfermeira da Clínica Canela

  • há 11 horas
  • 3 min de leitura
Equipes recolheram medicamentos. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)
Equipes recolheram medicamentos. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

A ação ocorreu após denúncia do laboratório farmacêutico Eli Lilly


A enfermeira e responsável técnica pela Clínica Canela foi presa em flagrante pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) na tarde desta quinta-feira (14), por manter em depósito produto impróprio para o consumo. No local, foram apreendidos 1.294 medicamentos vencidos e impróprios, incluindo soro fisiológico.


A ação ocorreu por meio de uma denúncia do laboratório farmacêutico Eli Lilly, que indicou publicidade enganosa na associação de um medicamento de sua patente a protocolos de emagrecimento realizados pela clínica, que é suspeita de fazer o uso de tirzepatida manipulada.


Assim, foram ao local equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), Vigilância Sanitária, CRF (Conselho Regional de Farmácia), CRM (Conselho Regional de Medicina), Perícia e Procon Estadual.


Segundo o Procon, na Clínica Canela, os produtos vencidos e dentro do prazo de validade eram estocados em conjunto, especificamente em um espaço identificado pela enfermeira como o depósito pessoal de um médico da unidade. Além disso, o alvará de localização e funcionamento estava vencido.


Por lá, foram encontrados pelo CRM medicamento antiarrítmico vencido, insumos faltantes no carrinho de emergência da sala de aplicação, prescrição inadequada de terapia hormonal e o uso de publicidade que induz o paciente ao erro ao indicar especialidades médicas que a equipe da clínica não possui.


A unidade é apontada por realizar publicidade enganosa, pois induzia o consumidor a acreditar que utilizaria um produto de marca industrializada, quando era aplicada uma versão manipulada. Além disso, foi configurada a venda casada — médicos prescreviam produtos e os encaminhavam diretamente para produção em laboratório de manipulação.


O que diz a Clínica Canela?

“A Clínica Canela informa que está colaborando integralmente com os órgãos competentes em procedimento de fiscalização ainda em andamento. A instituição reforça que não fabrica, não manipula, não rotula e não comercializa medicamentos de forma irregular. Sua atuação é exclusivamente médica, com avaliação, acompanhamento e prescrição individualizada, quando indicada. Não há venda casada. O paciente tem total liberdade para adquirir qualquer tratamento prescrito onde desejar, em estabelecimento regular de sua confiança. Eventuais apontamentos administrativos ou operacionais estão sendo apurados internamente, com adoção imediata das medidas cabíveis e revisão dos protocolos internos. A Clínica respeita o trabalho das autoridades, confia na apuração técnica dos fatos e reafirma seu compromisso com a ética, a segurança dos pacientes, a transparência e o cumprimento da legislação.”

O que diz o CRM?

“O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), no estrito cumprimento de suas atribuições legais e em observância ao seu papel fiscalizatório, informa que acompanhou a operação realizada nesta data em uma clínica de emagrecimento na capital, em conjunto com os órgãos competentes. A ação teve como objetivo assegurar o cumprimento das boas práticas médicas e garantir a segurança e a saúde da população. Diante dos fatos apurados, o Conselho esclarece que: Fiscalização e Relatórios: Uma equipe técnica do CRM-MS foi enviada ao local para acompanhar a diligência. O Conselho aguarda agora o recebimento dos relatórios oficiais e autos de infração dos demais órgãos envolvidos para análise técnica e administrativa. Sigilo Ético: Em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional e visando preservar a ampla defesa e o contraditório, o CRM-MS informa que procedimentos éticos e investigações internas tramitam sob sigilo. Medidas Cabíveis: Até que o caso seja devidamente finalizado e as responsabilidades apuradas, não serão fornecidos detalhes adicionais sobre o conteúdo das investigações. Caso sejam comprovadas irregularidades ético-profissionais, serão aplicadas as sanções previstas na Lei nº 3.268/57. O CRM-MS reitera seu compromisso com a ética médica e com a proteção da sociedade, zelando pelo exercício digno da medicina em nosso estado.”

Fonte: Midiamax





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