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- Condenados por crimes sexuais em MS terão foto e ficha policial expostas em site
Cadastro Estadual vai expor criminosos ligados a crimes sexuais. (Foto: Ilustrativa/Criada por Inteligência Artificial/Gemini) Proposta foi aprovada por deputados estaduais e, agora, depende da sanção do governador Mato Grosso do Sul poderá ter um Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes Sexuais após a aprovação do projeto, em redação final, pelos deputados estaduais, na sessão ordinária desta quarta-feira (6), após passar por emendas. A medida depende de sanção do governador Eduardo Riedel (PP) para entrar em vigor. O Estado já conta com um cadastro de pedófilos e um cadastro de condenados por crimes de violência doméstica. O Projeto de Lei nº 305/2023, de autoria do deputado Coronel David (PL), prevê a criação de um banco de dados com informações de pessoas condenadas por crimes sexuais com sentença transitada em julgado, conforme os delitos previstos no Título VI do Código Penal. O cadastro deverá reunir dados completos dos condenados, incluindo identificação pessoal, foto, características físicas, idade e histórico criminal. O público em geral terá acesso à identificação e à imagem dos condenados no site da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). O projeto proíbe qualquer informação que identifique as vítimas. Os dados serão retirados da plataforma após o cumprimento da pena. Autoridades como policiais, membros do Ministério Público, do Judiciário e de conselhos tutelares terão acesso integral às informações, mediante compromisso de sigilo. Outros projetos Os deputados estaduais aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 276/2025, que combate a discriminação por idade, conhecida por idadismo. A autoria é do deputado Pedro Kemp (PT). Poderão ser adotadas medidas como: apoio à realização de campanhas educativas e de conscientização sobre a importância do respeito às diferentes faixas etárias e os efeitos negativos do idadismo; e o estabelecimento de parcerias com organizações da sociedade civil, empresas e instituições de ensino, visando à promoção da diversidade etária e à prevenção e ao enfrentamento do idadismo. Também está previsto apoio à criação de mecanismos para a denúncia e apuração de casos de discriminação etária, além da responsabilização dos infratores. Outro projeto aprovado denomina “Engenheiro Fernando Jorge de Barros” a 16ª Residência Regional da Agesul, com sede no município de Bela Vista. O autor do Projeto de Lei nº 274/2025 é o deputado Zé Teixeira (PL). Fonte: Midiamax
- Ao contrário do brilho na crina, xampu de cavalo em mulheres pode até fazer o cabelo cair
Produto não testado em humanos pode trazer riscos. (Reprodução) Nas redes, pessoas desconfiam de que o uso faça mal, mesmo, à saúde; especialista contesta O uso de xampu de cavalo por humanos virou assunto em Campo Grande após uma médica-veterinária que alterava fórmulas do produto animal ser presa por comercializá-lo para fins cosméticos. Apesar da descrença geral, o mal que o produto pode fazer em humanos é bem maior do que qualquer sonho de benefício, como ter o cabelo brilhoso como uma crina. Com mais de 4 mil curtidas nas redes sociais, um dos principais canais de venda da influencer, o “xampu bomba” prometia nutrição, brilho e combate à queda. No entanto, o uso gera preocupação entre especialistas. Isso porque a fórmula, desenvolvida para animais, pode causar irritações, alergias e até queda de cabelo, além de não ter eficácia comprovada cientificamente para o fim com que era comercializado. A médica dermatologista Eymar Bandeira explica que o uso de xampus veterinários em humanos não é seguro, principalmente pela falta de estudos que comprovem os efeitos no organismo. “O uso de xampus veterinários em humanos, em primeiro lugar, não é indicado porque são produtos testados em animais, e não em pessoas. A gente não sabe ao certo como ocorre a absorção, quais são os efeitos colaterais e quais os riscos para a saúde humana.” Resultado oposto ao brilho Segundo a médica, as consequências podem ser justamente o oposto do resultado esperado. “O uso de produtos não testados em humanos pode causar dermatites no couro cabeludo, irritações e até fazer o cabelo cair ainda mais.” Ela também chama atenção para a mistura de substâncias nesses produtos, especialmente a vitamina A. “Muitas vezes, esses xampus são associados a fórmulas ricas em vitamina A, com a ideia de estimular o crescimento capilar. Mas o excesso de vitamina A, ao contrário do que se imagina, pode provocar queda de cabelo.” A dermatologista reforça que o risco é ainda maior em públicos mais sensíveis. “No caso das crianças, a pele é extremamente sensível, com alto risco de dermatites. E, como não são produtos testados em humanos, muito menos em peles sensíveis, o uso é ainda mais contraindicado.” Para gestantes, o alerta é ainda mais sério. “Em gestantes, existe o risco de absorção de substâncias desconhecidas que podem prejudicar o feto. Alguns xampus veterinários, inclusive, contêm antiparasitários que são contraindicados durante a gestação.” Por fim, a especialista orienta que existem alternativas seguras e eficazes para tratar queda capilar. “Hoje existem diversos tratamentos com comprovação científica para queda de cabelo e crescimento dos fios. O ideal é procurar um médico. O uso prolongado desses produtos pode aumentar a absorção de substâncias que não sabemos se são nocivas para humanos.” Entre a curiosidade e o medo A estudante Larissa Andrade, de 18 anos, conta que já ouviu falar sobre o xampu de cavalo, mas nunca chegou a usá-lo. Mesmo sem saber se o produto realmente funciona, ela admite que teria curiosidade em testar, desde que não houvesse relatos de reações negativas. “Já ouvi falar, mas nunca usei. Eu até usaria, mas não sei se realmente funciona, teria que testar. Se tivesse reações, não usaria. Agora, se alguém tivesse usado e desse certo, eu testaria, sim”, confessa ela. Já Giulia Guimarães diz que quase comprou o produto após ver diversas propagandas na internet prometendo crescimento dos fios. No entanto, desistiu por medo e falta de informações. “Eu queria comprar esses dias, para crescer o cabelo, porque vi muita propaganda na internet indicando o uso. Mas acabei não comprando porque fiquei com medo, não entendi direito. Depois que vi sobre essa mulher que foi presa, não pretendo mais comprar. Agora eu fiquei com medo.” A biomédica Aline Cimeira, de 29 anos, afirma que não usaria o produto em hipótese alguma. Para ela, mesmo com promessas de resultados rápidos, não vale a pena arriscar. “Eu não usaria, não. Nem produto que eu conheço às vezes eu uso, imagina um desse. Eu nunca tinha ouvido falar antes, só agora, por causa da mulher que foi presa. Mas não fiquei surpresa; hoje em dia, as pessoas fazem de tudo, então, achei normal. Fiquei mais impressionada foi com a coragem de vender”, revela a biomédica. Crime A vendedora de produtos veterinários alterava fórmulas de xampus de cavalo e os comercializava como xampu humano, em Campo Grande. Ela é proprietária de um pet shop no Núcleo Habitacional Universitárias e utilizava suas redes sociais para divulgação das vendas. Além de vender produtos animais para uso humano, o que é proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a veterinária ainda acrescentava um suplemento vitamínico veterinário concentrado em Vitamina A, indicado para animais. A prisão em flagrante e a apreensão dos itens foram conduzidas pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), pelo Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e CMRV (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul). A mulher teve o registro do CRMV suspenso por dois a cinco anos — ou seja, não poderá, durante esse período, atuar como médica-veterinária. Está autorizada, contudo, a continuar a atividade em seu pet shop. Fonte: Midiamax
- Em meio à epidemia, Dourados gasta R$ 193 mil sem licitação para compras contra chikungunya
Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. (Divulgação, Prefeitura de Dourados) Dourados já confirmou mais de 3 mil casos de chikungunya, sendo que a maior parte se concentra em aldeias indígenas A Prefeitura de Dourados firmou três contratos sem licitação, que somam R$ 193.237,25, visando à aquisição de medicamentos e insumos hospitalares para o enfrentamento da epidemia de chikungunya, que já ultrapassou os 3 mil casos confirmados. A justificativa oficial para a dispensa de concorrência imposta pela gestão é a emergência de saúde pública causada pela epidemia. O maior contrato, no valor de R$ 179.877,25, foi fechado com a empresa Cirurgica Premium Distribuidora de Produtos Hospitalares Ltda. (CNPJ 34.479.558/0001-13) para a compra de material hospitalar e insumos gerais. A vigência estipulada para a entrega é de seis meses. Outros dois contratos foram firmados para o mesmo fim: um de R$ 11.800,00 com a Promefarma Medicamentos e Produtos Hospitalares Ltda. (CNPJ 81.706.251/0001-98), para medicamentos, e outro de R$ 1.560,00 com a Med Oeste Distribuidora de Medicamentos Ltda. (CNPJ 54.843.246/0001-54), também para insumos gerais. Os extratos das dispensas de licitação constam no Diário Oficial de Dourados desta segunda-feira (4) e são gerenciados pela Sems (Secretaria Municipal de Saúde). Os documentos preveem cláusula resolutiva na vigência. Isso significa que os contratos emergenciais atuais podem ser rescindidos pelo Poder Público assim que uma licitação regular for concluída para a aquisição dos mesmos itens, sem necessidade de aguardar o término dos prazos de seis ou doze meses. Chikungunya em Dourados Dourados chegou a 3.026 casos confirmados de chikungunya, conforme novo boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (4). O número representa aumento em relação ao dia anterior, quando o município contabilizava 2.971 diagnósticos positivos. Além dos casos confirmados, outros 2.306 seguem em investigação, enquanto o total de notificações já alcança 7.609. Ao todo, são 5.332 casos prováveis da doença na cidade, considerando a soma de confirmados e suspeitos. A taxa de positividade permanece elevada, em 57%, indicando intensa circulação do vírus. De acordo com o boletim, índices acima de 5% já apontam transmissão não controlada, o que reforça o cenário epidêmico em Dourados. Entre a população indígena, são 2.017 casos confirmados e 403 em investigação. Apesar da alta concentração histórica nesse grupo, os dados mais recentes mostram uma mudança no perfil da doença, pois os casos agudos agora predominam entre a população não indígena, especialmente na área urbana. A curva epidemiológica indica que o pico de notificações ocorreu na semana epidemiológica 12. Desde então, houve redução gradual, mas a transmissão segue ativa, com novos registros sendo contabilizados nas semanas seguintes. Fonte: Midiamax
- Empresa que já foi de Verruck é suspeita de cobrar ‘pedágio’ por incentivos fiscais em MS
Verruck já foi sócio de empresa que lucra alto ajudando indústrias a conseguir incentivos fiscais. (Montagem: Divulgação Semadesc / Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Empresários denunciam suposto esquema de tráfico de influência na Semadesc Empresários que sonham com incentivos fiscais do Governo de Mato Grosso do Sul denunciam suposto esquema para cobrar “pedágio” pelo acesso aos benefícios. Segundo os relatos, o mecanismo sofisticado tenta disfarçar a suposta prática de tráfico de influência na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). No entanto, os indícios apontam para participação do ex-titular da pasta Jaime Elias Verruck. Ele foi secretário estadual de janeiro de 2015 a 1º de abril de 2026. Neste período, a Agricon Consultoria de Empresas Ltda. se consolidou como uma das principais empresas que monta projetos para as empresas que desejam benefícios fiscais em Mato Grosso do Sul. Com “pacotes” a partir de R$ 100 mil, a Agricon promete ser um “ponto de apoio e segurança” para empresários dos setores industrial e comercial que tentam pagar menos impostos ao Governo de Mato Grosso do Sul. Conforme fontes ouvidas pela reportagem, tudo é feito para dar ar republicano à negociação. No entanto, veladamente, contratar a Agricon supostamente representaria a esperança de “facilidades” para conseguir demandas junto à Semadesc. Detalhe é que Verruck já foi sócio da Agricon. Mudanças no CNPJ afastaram Verruck da Agricon ‘no papel’ “O japonês é muito próximo do secretário. Então, entre escolher outra, e escolher a Agricon, que todos dizem que é do Verruck mesmo, quem você acha que a gente vai escolher? Estamos no Brasil. A gente se aperta um pouco mais e paga, né?”. A análise é de um diretor que indicou para a empresa em que atua, de fora de MS, o suposto “caminho das pedras” para agilizar a isenção fiscal em MS. O “japonês” ao qual ele se refere é Luiz Tanahara, atual sócio majoritário da Agricon. O economista teve outros negócios em sociedade com Jaime Verruck. Informação divulgada pela própria Agricon em seu site institucional confirma que a empresa atua desde 1993. No entanto, naquela época, chamava-se IAEE (Instituto Agricon de Educação Executiva) e atuava com o CNPJ 37.226.974/0001-06. No dia 9 de maio de 2000, Verruck e Tanahara assumiram o negócio e ingressaram como sócios da IAEE, que foi extinta oficialmente somente em outubro de 2018, três anos depois de Verruck ingressar como secretário de governo. Enquanto isso, em março de 2001, Tanahara abriu outro CNPJ (04.347.136/0001-23), também com o nome de Agricon, mas desta vez sem Verruck como sócio. O serviço prestado é o mesmo: “Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica”, conforme dados oficiais e públicos da Receita Federal. Conforme juristas ouvidos pela reportagem, existem vários indícios de sucessão empresarial, como a manutenção do nome comercial, a continuidade da mesma atividade econômica, o sócio em comum e até mesmo o endereço ligado ao ex-sócio. Site da Agricon confirma que empresa atua desde 1993, apesar de estar atuando com outro CNPJ. (Reprodução) Mesmo endereço e e-mail do Sistema S A ligação entre Tanahara e Verruck vai além da Agricon. Os dois foram sócios também em um negócio de certificação de produtos agropecuários chamado Biocert, que funcionou de abril de 2004 a maio de 2006. O endereço desse empreendimento era Rua Joaquim Murtinho, 1.000, Itanhangá Park. O imóvel é a atual sede da Agricon, mas também já abrigou a empresa Instituto Valor Oeste de Capacitação Profissional para Executivos, que tinha a mesma natureza dos outros negócios envolvendo Verruck e Tanahara. Esse instituto começou a atuar em abril de 2002 e teve seu CNPJ baixado em fevereiro de 2015, um mês após Jaime assumir cargo de secretário no Governo do Estado. O endereço de e-mail cadastrado junto à Receita Federal para esse CNPJ era o mesmo utilizado por Verruck quando era diretor na Fiems, com final @ms.senai.br. A reportagem do Jornal Midiamax esteve no prédio da Rua Joaquim Murtinho, 1.000, na quinta-feira (30), para buscar esclarecimentos. No entanto, a equipe foi recebida por um funcionário afirmando que Tanahara estaria viajando. O funcionário com uniforme e crachá da Agricon confirmou o e-mail do chefe e disse que todos os sócios estavam fora. Por fim, a equipe reforçou pedido para enviar mensagem ao diretor da Agricon, para que pudesse retornar os contatos da reportagem. No entanto, até esta publicação, não houve resposta. Promessa de ‘facilidades’ para incentivos fiscais O Jornal Midiamax teve acesso a um contrato, que supera R$ 100 mil, em que uma indústria pleiteava benefícios fiscais junto ao Governo de MS. O acordo entre as partes evidencia que o trabalho todo, afinal, fica a cargo do empresário, que é responsável por “correr atrás de tudo”: juntar vasta documentação, apresentar projetos ambientais, sanitários e de engenharia, elaborar plano de marketing e operacional, pesquisas de mercado, preparar todos os ofícios e providenciar assessoramento técnico para defesas relativas a irregularidades administrativas. Já a Agricon, no contrato, aparece como responsável apenas por “realizar os serviços dentro das normas exigidas”, e pelo “levantamento de dados”. Um dos clientes ouvidos pela reportagem confirmou os termos do contrato, em que a Agricon atua como uma mera intermediadora junto à Semadesc. Contrato reforça suspeita de que a Agricon seria uma ‘ponte’ para conseguir incentivos fiscais; do lado esquerdo, as obrigações da contratante e, na outra parte, as responsabilidades da Agricon. (Reprodução) Não pagou, processo parou A reportagem apurou, inclusive, que um desses processos foi “abandonado” pela Agricon após o cliente ter problemas financeiros e atrasar as parcelas da “consultoria”. Assim, mesmo após o pedido já estar protocolado, a análise está travada porque o dinheiro parou de cair na conta da Agricon. O caso está na Justiça e tem audiência marcada para os próximos dias. “A gente não pagou algumas parcelas por problemas internos. Em determinado momento, eles [Agricon] pararam. Foi protocolado já, mas não pagamos e o negócio ficou parado. Precisam dar andamento dentro da Semadesc”, resume o empresário. Verruck levou Agricon para captar clientes Jaime Verruck posa para foto no estande da Agricon em feira de negócios em Goiânia. (Divulgação, Semadesc) As ligações entre o ex-secretário da Semadesc Jaime Verruck com a Agricon são de conhecimento de todos na Secretaria. Em agosto de 2024, a Semadesc levou empresas de Mato Grosso do Sul para a Ficomex (Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central), em Goiânia. Uma delas foi a Agricon Consultoria, que teve destaque no estande de MS, com direito a foto do ‘ex-sócio’ e então secretário estadual de Mato Grosso do Sul. Conforme informações que foram divulgadas pela própria Semadesc, grupo restrito de 20 empresários foi selecionado para expor seus serviços e captar clientes no evento. Não há detalhes sobre quem bancou a presença da Agricon nas agendas oficiais de MS. No entanto, um dia antes de deixar o cargo para concorrer às eleições deste ano, Jaime Verruck publicou a destinação de mais de R$ 7 milhões para a Fiems, onde já foi diretor, executar “missões comerciais” para divulgar MS aos empreendedores de fora. O convênio com a Fiems foi publicado no dia 10 de abril com assinatura de Verruck, mesmo após ele já ter deixado o cargo no governo para disputar eleições pelo Republicanos. No entanto, três dias depois, o Diário Oficial trouxe a nova publicação do extrato de contrato. Dessa vez, com a assinatura do substituto de Verruck na pasta, Artur Falcette. Apesar da correção, servidores afirmam à reportagem que os trâmites administrativos foram conduzidos durante a gestão do ex-secretário, que ficou mais de 11 anos à frente da pasta de desenvolvimento econômico de MS. Agricon pede, Verruck assina: economistas denunciam relação ‘nada republicana’ Entre economistas e servidores, a ligação nada republicana soa óbvia. Segundo ex-conselheiro do Corecon-MS (Conselho Regional de Economia de Mato Grosso do Sul) ouvido pela reportagem, até a entidade foi “colonizada” pelo grupo ligado ao ex-secretário e ao Sistema S. Dos três sócios minoritários de Tanahara, dois deles ocupam cargos na diretoria do conselho que fiscaliza a atividade de economistas e consultorias. Inclusive, a tabela de consultorias do Corecon é utilizada oficialmente pela Semadesc para quem busca obter incentivos fiscais. “A ligação dele com a Agricon é pública, notória e documental. Mesmo baixando o CNPJ original, do qual ele era sócio, e abrindo outro, só fica clara a intenção de se afastar no papel. Daí, destina dinheiro público para a Fiems, que leva a Agricon para captar clientes em eventos, e ainda vende essa promessa velada da facilidade nas isenções”, explica o ex-conselheiro. “Gente, isso é moralmente vergonhoso e todos os indícios de tráfico de influência estão aí, para quem quiser ver. Porque, no final, quem assinou os decretos de isenção é o secretário; ou seja, ele assinava liberando para os clientes da empresa da qual ele mesmo foi sócio. Como que explica isso?”, questiona. A reportagem tenta, desde quarta-feira (29), falar com Jaime Verruck para explicar a relação dele com a Agricon e do endereço na Rua Joaquim Murtinho, 1.000, assim como as suspeitas de tráfico de influência, bem como os critérios para levar a Agricon a uma feira internacional. Os questionamentos não foram respondidos, mas o espaço segue aberto para esclarecimentos. O Jornal Midiamax também questionou, na quarta-feira (29), a Semadesc sobre as suspeitas levantadas pelos empresários ouvidos pela reportagem sobre tráfico de influência envolvendo o ex-chefe da pasta, bem como os critérios adotados para a escolha de empresas levadas ao evento, informações de contratos firmados com Agricon e sobre as implicações éticas da ligação do diretor da empresa com Verruck em processos para concessão de incentivos fiscais em MS. Também não obtivemos retorno até esta publicação. Verruck presidia comissão que concede incentivos fiscais Jaime Verruck comandando reunião que delibera incentivos fiscais em MS. (Divulgação, Semadesc) Cadastrada para exercer serviços de consultoria a empresas, a Agricon tem como carro-chefe o serviço de ajudar indústrias a conseguir incentivos fiscais para redução do pagamento de ICMS e ISSQN. Ou seja, a empresa de Tanahara atua diretamente na pasta que era chefiada, até 1º de abril, por seu ex-sócio em dois empreendimentos: Jaime Elias Verruck. No site institucional da Agricon, a empresa se vangloria e exibe alguns de seus clientes que foram contemplados por benefícios fiscais. A empresa também atende a Instituições do Sistema S, apontado como “elo” entre os participantes da suposta operação. O processo consite na elaboração de projeto que, ao fim, é apresentado ao Fórum Deliberativo do MS-Indústria, presidido por Verruck até 1º de abril e que tem também representante da Fiems como integrante. Conforme os dados mais recentes divulgados pela Sefaz (Secretaria de Fazenda de MS), referentes ao ano de 2024, o Estado de Mato Grosso do Sul concedeu pouco mais de 15 mil benefícios fiscais, que totalizaram renúncia de R$ 6.819.972.338,00 naquele ano. O Jornal Midiamax tentou ouvir a Fiems sobre a ligação entre seu ex-diretor e a Agricon e a atuação de seu membro no conselho que concede incentivos fiscais, mas também não obtivemos retorno. O espaço segue aberto. Serviços prestados ao governo Enquanto Verruck comandava a Semadesc, a Agricon de Tanahara também foi agraciada com um contrato de R$ 322.449,00 com a Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) para elaborar um plano de marketing para a Rota dos Ipês de Campo Grande. Além disso, a Agricon também foi responsável por elaborar o plano que norteia o programa MS Renovável, lançado em parceria com a Fiems, que contou com assinatura do presidente da entidade, Sérgio Longen. Porém, não consta publicado no Portal Transparência nem no Diário do Estado o extrato do contrato firmado para esse serviço. Fonte: Midiamax
- Riedel autoriza concurso para professores com 2 mil vagas em Mato Grosso do Sul
Riedel com a presidente da Fetems, Deumeires Batista de Souza Rodrigues de Morais. (Reprodução) Reunião foi na Governadoria, com representantes da Fetems Em reunião com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), o governador Eduardo Riedel (PP) autorizou a realização de concurso público para professores com 2 mil vagas. A reunião foi fechada na manhã desta segunda-feira (4) na Governadoria, com representantes da federação, além do secretário de Educação, Hélio Daher. No anúncio feito pelo governador, foi autorizado o concurso para professores que querem ingressar na Rede Estadual. “Agora, a SAD vai dar continuidade aos trâmites para a publicação do edital.” Ao Jornal Midiamax, o secretário estadual de Educação informou que o concurso lançado hoje substituiu os convocados que estão em sala de aula. “É importante frisar também que o concurso vigente termina em julho e ainda vamos chamar alguns aprovados antes do prazo acabar”, esclareceu Daher. Atualmente, são 17 mil professores em sala que atendem educação básica, especial e domiciliar. A maioria é convocada, afirmou a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação. Fonte: Midiamax
- Polícia investiga participação de 30 servidores do Detran-MS em fraudes
Sede do Detran-MS, em Campo Grande. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Delegado aponta que esquema ocorria com despachantes, mas há casos em que servidor contatava proprietários de veículos diretamente A Polícia Civil investiga o envolvimento de cerca de 30 servidores do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) em fraudes no órgão, conforme o corregedor-geral de Trânsito, delegado Odorico Ribeiro de Mendonça e Mesquita. O próprio departamento identificou que foram realizadas mais de 4 mil fraudes no período de cinco anos, entre 2020 e 2024, além das diversas operações contra a corrupção no órgão. Segundo Mendonça, “quase sempre” os servidores contavam com a parceria de algum despachante. Entretanto, alguns nem sequer precisavam dessa mediação para cometer os crimes. “Em alguns casos, a participação do despachante não foi comprovada, podendo ter sido realizada pelo servidor em contato direto com os proprietários de outros estados ou do próprio Mato Grosso do Sul”, afirmou ao Jornal Midiamax. Dentre as fraudes identificadas, estão a transferência de cadastro do veículo para MS, vistoria veicular, alteração de característica (inclusão de eixo) e transferência de propriedade, sem que o veículo sequer estivesse no Estado. Houve uma força-tarefa para identificar os casos, que teriam ocorrido entre 2019 e 2024, em diversos municípios do Estado. O estopim foi uma fraude de inclusão de eixo adicional em São Gabriel do Oeste, em 2019. Polícia Civil vai investigar casos O trabalho identificou atuação de organização criminosa no órgão: “Todos os casos em que foram identificados crimes foram encaminhados para a Polícia Civil”, disse o delegado. Então, o delegado afirmou que há atuação de diversas pessoas, sem detalhar quantos servidores estão envolvidos. “São vários procedimentos. A Cotra [Corregedoria] atua no administrativo em relação aos servidores”, disse, e complementou que o trabalho é feito paralelamente com investigações da Polícia Civil sobre corrupção no Detran-MS. O esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS manteve o grupo a salvo. Algumas das operações deflagradas pela Polícia Civil contra corrupção no Detran-MS são Miríade, Resfriamento, Gravame e Quarto Eixo. Despachante pivô de vários casos de fraudes no Detran-MS Inclusive, no ano passado, o despachante David Cloky Hoffaman Chita foi preso. Ele é réu em diversos processos por operar fraudes no Detran-MS. Ele aponta que o verdadeiro chefe do esquema seria o deputado Beto Pereira (Republicanos), que chegou a ser citado em inquérito policial sobre o caso. Também foi identificada participação da ex-servidora comissionada da Cotra Yasmin Osório Cabral como a ponte que conectava a organização criminosa para fazer alterações no sistema. David Chita e Yasmin Osório são réus por operar fraudes no Detran-MS. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. No entanto, a delação foi barrada na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS. Em entrevista ao Jornal Midiamax, no ano passado, reconhecida pela Justiça como material jornalístico sério, David Chita, ao apontar Beto Pereira como o chefe da corrupção do Detran-MS, disse que as investigações são feitas para livrar políticos. Blindagem No ano passado, o Jornal Midiamax revelou que relatório de investigação da Polícia Civil demonstrava esquema de blindagem que existia dentro do órgão. Em trecho do documento, a investigação revela que os procedimentos internos do Detran-MS, incluindo a Dirve (Diretoria de Veículos), comandada por Priscila Rezende de Rezende, investigavam apenas os chamados ‘digitadores’, dificultando até mesmo as investigações policiais. Conforme a Polícia Civil, os investigados se valiam dessa brecha para se eximir da responsabilidade, dizendo que eles não tinham como saber o que acontecia antes ou depois de inserirem informações no sistema. Assim, a polícia diz que se tratou de “verdadeiro modus operandi, utilizado durante longo período no Departamento de Trânsito do Estado de Mato Grosso do Sul, considerando as dificuldades práticas encontradas pela investigação”, segundo trecho do inquérito policial. Ainda, a polícia aponta possível acobertamento do próprio Detran-MS: “As supostas irregularidades eram entendidas como meras transgressões disciplinares, a exemplo de extraviar documentos ou lançamento de informações imprecisas”. Fonte: Midiamax
- Pivô de denúncias de corrupção no Detran-MS, despachante é solto com tornozeleira
Despachante David Chita. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) David Chita é acusado de operar diversos esquemas de fraudes no órgão A Justiça revogou a prisão preventiva do despachante David Cloky Hoffaman Chita, réu por fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) e em várias ações por fraudes no órgão. Operador de esquemas de corrupção no órgão, David foi autor de denúncias publicadas pelo Jornal Midiamax de que os verdadeiros ‘chefões’ do esquema estariam sendo blindados. A decisão da juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Competência Residual, determina que o despachante ficará por seis meses com tornozeleira eletrônica. Conforme apurado pela reportagem, David já colocou o equipamento de monitoramento. Conforme a magistrada, David também ficará proibido de frequentar prédios do Detran e de ter contato com outros denunciados e, até mesmo, com qualquer servidor do órgão. No fim do mês passado, a Corregedoria do Detran-MS encaminhou relatório à Polícia Civil denunciando mais de 4 mil fraudes praticadas entre 2020 e 2024 no órgão. O despachante é indicado por envolvimento em novos casos. Neste processo de fraude, somente David estava preso, A servidora comissionada da corregedoria do Detran-MS, Yasmin Osório Cabral, ficou atrás das grades por dois meses e responde ao processo em liberdade, desde o ano passado. Atualmente, o processo está em fase de audiências para ouvir testemunhas. No último dia 14 de abril, a juíza ouviu as testemunhas de defesa de David. Além de David, Yasmin Osório — ex-servidora do Detran-MS — e os despachantes Hudson Romero e Edilson Cunha constam entre os réus. Fraudes no Detran-MS Conforme investigação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), David teria conseguido liberar documentações de veículos com restrições. Yasmin recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Cloky Hoffaman Chita. De acordo com o relatório de investigação policial, que está em sigilo, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, David pagava Yasmin pelos serviços. Foi apurado que ela ganhou um iPhone 15 Pro Max — que foi entregue a ela em uma cesta dentro do Detran-MS —, joia e eletrônicos, como ar-condicionado e televisão, além de valores em dinheiro no Pix. David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema Beto Pereira foi apontado por David Chita como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (Republicanos) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. Beto Pereira sempre negou as acusações. O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS. Além disso, o esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS manteve o grupo a salvo. A delação foi oficialmente apresentada ao MPMS — inclusive, o Jornal Midiamax colaborou com as investigações, entregando pen drive com a entrevista completa de David. No entanto, por envolver deputado federal, a denúncia foi remetida à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou o caso. A justificativa foi por “ausência de elementos”. Fonte: Midiamax
- Eleitores correm contra o tempo para regularizar título a dois dias do fim do prazo
Memorial da Cultura/Atendimento TRE. (Madu Livramento, Midiamax) Atendimentos estão sendo realizados das 8h às 18h Restam apenas dois dias para os eleitores com pendências regularizarem o título e poderem votar nas Eleições de 2026. Em Campo Grande, quem deixou para a última hora está tendo que correr contra o tempo para colocar a situação em dia com a Justiça Eleitoral. Exemplo disso é a manicure Ellen Albuquerque, que logo no início da tarde foi até a Central de Atendimento ao Eleitor com a filha, que recentemente fez 18 anos e irá votar no próximo pleito. Apesar de ficar espantada com o tamanho da fila, Ellen diz que preparou o psicológico e foi com muita paciência, já que deixou para a última hora. “Eu trouxe a minha filha para tirar o primeiro título porque, como ela fez 18 esse ano, é obrigatório o voto, então trouxe ela para fazer o título.” “Porque a gente é brasileira, né, e não perde essa mania, mas é a correria do dia a dia, acabamos esquecendo. Aí fomos deixando e, agora, até dia seis, não tem mais o que fazer, então tive que vir”, conta. (Madu Livramento, Midiamax) A artesã Maria Cícero da Silva Santos foi pega de surpresa e precisou “se virar nos 30″ para não perder o prazo. Isso porque ela só viu hoje de manhã que o prazo para regularizar pendências já estava no fim. Ela foi até o local para fazer a transferência do local de votação e precisou ficar 40 minutos na fila. Natural de Alagoas, ela morou por muitos anos no Rio de Janeiro e se mudou para Mato Grosso do Sul em 2012. “Morei em Corumbá em 2012, mas depois mudei para Campo Grande em 2019, mas voltei para Corumbá, e agora tive que retornar para a Capital há oito meses, então preciso regularizar”, detalha a artista. “Eu sou aquela bem desinformada nessa região, eu liguei a televisão aqui, vi que era o último dia, eu falei ‘meu Deus do céu, nem lembro disso’. Na verdade, eu nem sabia, estava bem desinformada sobre isso, aí eu vi hoje de manhã, falei ‘não, eu vou correndo para lá, vou fazer, estou interessada em fazer”, diz ela. “Está muito lotado, complicado, mas eu estou na esperança de sair rápido”, completa. Quem também precisou aguardar foi o ferroviário aposentado Jaime Sales Filho, que levou o neto para tirar a primeira via do título de eleitor. Ele ficou mais de uma hora e meia esperando ao lado da esposa, em uma cadeirinha, na porta do Memorial da Cultura. Ele conta que mora no bairro Jardim Tijuca e chegou ao local por volta das 14h. “O movimento aqui está muito grande, intenso, eu achava que se pudesse fazer isso nas escolas, tivesse antecipação dessa parte do TRE, mas quando chega um momento assim, fica difícil. É muita gente, mas já tem que participar, tem que fazer. Essa é a vida do brasileiro e nos outros países também acontece isso, a mesma coisa”, considera. Ao Midiamax, a servidora pública federal Viviane da Silva Pedrosa, chefe da central de atendimentos da Justiça Eleitoral, explicou que a espera de atendimento era de apenas dez minutos no domingo (3), mas nesta segunda-feira já aumentou consideravelmente. Ela frisou que o atendimento em Campo Grande é realizado somente no Memorial da Cultura. São 42 cabines de atendimento. No polo, o serviço mais procurado é o alistamento eleitoral (primeira via). “Nós ficaremos até as 18h esperando o eleitor para comparecer e regularizar, para que essa pendência não comprometa a sua vida civil, seja para tirar passaporte, não ficar sem votar, não ter a questão de concurso público indeferido, certidão de quitação eleitoral, a pessoa que quer sair candidato nas próximas eleições ou mesmo aquele eleitor que quer votar e não vai conseguir. Após 6 de maio, o TSE fecha o cadastro, e só vai reabrir em novembro. Então, não é que o atendente não queira resolver a vida desse eleitor, é que o próprio Tribunal Superior Eleitoral fecha o banco, só voltando em novembro”, disse. Fim do prazo para regularização Para reforçar os atendimentos nos últimos dias disponíveis para manutenção do direito de voto, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) realiza mutirão no Centro de Campo Grande. Assim, a Justiça Eleitoral reforça os atendimentos das 8h às 18h. Desde o dia 27 de abril, os cartórios eleitorais do interior também passaram a funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, mesmo horário de atendimento em Campo Grande desde o dia 6 de abril, devido ao maior número de eleitores. A medida segue até o encerramento do prazo, que não será prorrogado. Como verificar situação eleitoral pelo celular Para consultar, o eleitor precisa entrar no sistema e acessar o menu “Consultas”. Logo, deve clicar em “Situação do título”. No site, o cidadão precisará informar o número do título, o CPF ou o nome e a data de nascimento. Com as informações, o TSE irá consultar a situação eleitoral e informar ao votante. Além disso, o eleitor pode conferir a situação eleitoral, emitir certidões, atualizar dados cadastrais e obter orientações para regularizar o título, em caso de inconsistência. Fonte: Midiamax
- Licitações sob suspeita: Fiems é processada por desclassificar empresa que cobrou ‘muito barato’
Sede da Fiems em Campo Grande. (Reprodução, Maps) Instituição de pagamento não teve direito à defesa, pois proposta foi invalidada antes mesmo do início do certame A empresa Trivale Instituição de Pagamento LTDA (CNPJ 00.604.122/0001-97) entrou com pedido de mandado de segurança contra a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) por conta da desclassificação automática em licitação para fornecer ‘vale-combustível’. Assim como em outros certames, em que o Sistema S pede que apenas uma empresa tenha todos os itens do lote — e que já foi alvo de denúncia por indício de direcionamento —, o pregão eletrônico visava à contratação de empresa para manutenção e abastecimento de frota veicular, com cartões magnéticos ou eletrônicos individuais por veículo. A Trivale apresentou proposta inicial de R$ 0,08, que, segundo eles, é compatível com o modelo de negócios desse tipo de empresa e tem jurisprudência do TCU (Tribunal de Contas da União). Isso porque a fonte de receita desses empreendimentos também vem da rede credenciada. Cobrou muito barato Ao responder recurso da empresa, a comissão avaliou que o valor estava muito baixo. “Ao classificar a proposta como ‘irrisória’, ‘simbólica’ e ‘incompatível com os preços de mercado’, a autoridade praticou um erro grosseiro de análise econômica, desconsiderando a realidade do mercado em que a empresa opera”, diz a petição. Por isso, a empresa pede que a Justiça suspenda os efeitos do ato que manteve a desclassificação da empresa no Chamamento Público nº 004/2026 e que proíba a Fiems — que tem repasse de R$ 7 milhões assegurado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) — de homologar ou celebrar contrato com qualquer participante da licitação até que a ação seja julgada. Desclassificação Segundo o documento, a proposta foi registrada pelo sistema como “inválida”, e a Trivale foi desclassificada automaticamente às 8h6min — antes mesmo do início da fase competitiva de disputa aberta, que se iniciou apenas às 8h8min. A participante chegou a entrar com recurso, que foi considerado improcedente pela federação presidida pelo empresário Sérgio Longen — o qual aparece entre os nomes acionados na Justiça, além do presidente da Comissão de Contratação e Alienação, Eziquiel Santana Caires. Por isso, a empresa diz que o Sistema S violou o direito ao contraditório — por não oferecer oportunidade de defesa —, desrespeitou o regulamento interno da Fiems — que prevê oitiva prévia antes de desclassificação — e apresentou “desconhecimento da realidade econômica do setor”. Assim, a empresa pede que a Justiça suspenda os efeitos do ato que manteve a desclassificação da empresa no Chamamento Público nº 004/2026 e que proíba a Fiems de homologar ou celebrar contrato com qualquer participante da licitação até que a ação seja julgada. O processo ficará a cargo da 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, com o juiz Claudio Müller Pareja, que ainda precisa aceitar a ação para prosseguir com a demanda. O Jornal Midiamax acionou a Fiems questionando sobre as alegações da ação, mas, até esta publicação, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação. Fonte: Midiamax
- Dourados registra 9ª morte por chikungunya; MS concentra 66% dos óbitos no Brasil
Hospital de campanha foi montado em quadra de escola para atender casos confirmados de chikungunya. (Reprodução, Prefeitura de Dourados) A vítima era um homem indígena, de 29 anos, que não tinha comorbidades Dourados confirmou mais uma morte por chikungunya nesta quinta-feira (30) e elevou para nove o número de óbitos. Outros três casos seguem em investigação. Em todo Mato Grosso do Sul, são 3.997 casos e 14 mortes confirmadas, o que representa 66% dos 21 óbitos registrados no país. A vítima mais recente é um homem indígena, de 29 anos, morador da Aldeia Bororó, que morreu na segunda-feira (27). Ele estava internado no Hospital da Vida e não apresentava comorbidades. Nas últimas 24 horas, o município registrou 79 novos casos e totaliza 2.755 confirmações. Os dados do boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (30), mostram que a cidade acumula 5.271 casos prováveis da doença. Desse total, 2.516 ainda estão em investigação e 2.100 estão descartados, somando 7.371 notificações. Dourados também concentra mais da metade, cerca de 64%, das 14 mortes por chikungunya registradas em MS. Entre as vítimas confirmadas, oito são indígenas — dois bebês, de 1 e 3 meses, e seis adultos, em sua maioria idosos (29, 69, 73, 77, 60, 55 e 63 anos). A única morte fora de território indígena ocorreu em 13 de abril — um homem de 63 anos, com comorbidades. Dos três óbitos ainda em investigação, um é de indígena e dois de não indígenas. Os casos incluem uma criança indígena de 12 anos; um idoso de 84 anos, com doença arterial coronariana; e um homem de 50 anos, sem comorbidades informadas, que morreu em 27 de abril de 2026. Mais de 2,4 mil casos em indígenas Somente nos territórios indígenas, que abrigam mais de 20 mil pessoas, há 2.474 casos prováveis, sendo 1.759 confirmados e 715 ainda em investigação. É nessa população que se concentra a maior parte das mortes já confirmadas e parte dos óbitos em análise. O boletim também informa que 35 pessoas permanecem internadas. Segundo a prefeitura, o aumento de casos tem provocado sobrecarga na rede de saúde, especialmente na Atenção Primária urbana, nos serviços de urgência e emergência e na ocupação de leitos hospitalares. O que é a chikungunya Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Arquivo Midiamax) A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos. Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Fonte: Midiamax
- Casos de fraude no Detran-MS passam de 4 mil e polícia investiga organização criminosa
Operação Miríade, da Polícia Civil, contra fraudes no Detran-MS. (Divulgação) Corregedoria apurou alterações irregulares no sistema de veículos em cinco anos Alvo de diversas operações contra fraudes e corrupções, o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) identificou que foram realizadas mais de 4 mil fraudes no período de cinco anos, entre 2020 e 2024. Conforme informado ao Jornal Midiamax pelo corregedor-geral do órgão, delegado Odorico Ribeiro de Mendonça e Mesquita, houve uma força-tarefa para identificar os casos. Todos são de alterações irregulares de veículos feitas no sistema do órgão. O trabalho identificou atuação de organização criminosa no órgão: “Todos os casos em que foram identificados crimes foram encaminhados para a Polícia Civil”, disse o delegado. Então, o delegado afirmou que há atuação de diversas pessoas, sem detalhar quantos servidores estão envolvidos. “São vários procedimentos. A Cotra [Corregedoria] atua no administrativo em relação aos servidores”, e complementou que o trabalho é feito paralelamente com investigações da Polícia Civil sobre corrupção no Detran-MS. A maioria das alterações seria em relação à inclusão do quarto eixo. O esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS manteve o grupo a salvo. Algumas das operações deflagradas pela Polícia Civil contra corrupção no Detran-MS são Miríade, Resfriamento, Gravame e Quarto Eixo. Inclusive, no ano passado, o despachante David Cloky Hoffaman Chita foi preso. Ele é réu em diversos processos por operar fraudes no Detran-MS. Ele aponta que o verdadeiro chefe do esquema seria o deputado Beto Pereira (Republicanos), que chegou a ser citado em inquérito policial sobre o caso. Também foi identificada participação da ex-servidora comissionada da Cotra Yasmin Osório Cabral como a ponte que conectava a organização criminosa para fazer alterações no sistema. David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. No entanto, a delação foi barrada na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS. Em entrevista ao Jornal Midiamax, no ano passado, reconhecida pela Justiça como material jornalístico sério, David Chita, ao apontar Beto Pereira como o chefe da corrupção do Detran-MS, disse que as investigações são feitas para livrar políticos. Blindagem No ano passado, o Jornal Midiamax revelou que relatório de investigação da Polícia Civil demonstrava esquema de blindagem que existia dentro do órgão. Em trecho do documento, a investigação revela que os procedimentos internos do Detran-MS, incluindo a Dirve (Diretoria de Veículos), comandada por Priscila Rezende de Rezende, investigavam apenas os chamados ‘digitadores’, dificultando até mesmo as investigações policiais. Conforme a Polícia Civil, os investigados se valiam dessa brecha para se eximir da responsabilidade, dizendo que eles não tinham como saber o que acontecia antes ou depois de inserirem informações no sistema. Assim, a polícia diz que se tratou de “verdadeiro modus operandi, utilizado durante longo período no Departamento de Trânsito do Estado de Mato Grosso do Sul, considerando as dificuldades práticas encontradas pela investigação”, segundo trecho do inquérito policial. Ainda, a polícia aponta possível acobertamento do próprio Detran-MS: “As supostas irregularidades eram entendidas como meras transgressões disciplinares, a exemplo de extraviar documentos ou lançamento de informações imprecisas”. David Chita e Yasmin Osório são réus por operar fraudes no Detran-MS. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax
- Com epidemia em 23 cidades, MS registra mais de 1,2 mil casos de chikungunya em 7 dias
Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. (Divulgação, Prefeitura de Dourados) O número de casos prováveis chega a 8,8 mil, com alta de 17% nesta semana Apenas nos últimos sete dias, Mato Grosso do Sul registrou mais 1.295 casos prováveis de chikungunya. A incidência da doença chega a 322,6 casos por 100 mil habitantes no Estado, o que é considerado muito alto, segundo boletim epidemiológico divulgado pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS). O Estado já confirmou 3.997 casos de chikungunya em 2026 e outros 4.897 aguardam resultados de exames laboratoriais, totalizando 8.894 casos prováveis. Na semana anterior, eram 7.599 registros. Ou seja, a alta é de 17% em sete dias. Itaporã e Iguatemi entraram na lista de cidades com epidemia de chikungunya, por registrarem alta de casos na última semana. Assim, o número total subiu para 23 municípios em situação epidêmica. Lideram o número de incidência Sete Quedas, Fátima do Sul, Douradina, Paraíso das Águas e Jardim. Além disso, Dourados confirmou mais uma morte por chikungunya nesta quinta-feira (30) e elevou para nove o número de óbitos. Em Mato Grosso do Sul, já são 14 mortes confirmadas, o que representa 70% dos 21 registros no país. Outros dois óbitos seguem em investigação. Alerta Algumas cidades estão muito próximas da faixa que pode ser considerada epidemia — incidência de 300 casos por 100 mil habitantes. É o caso de Maracaju (277,5), e Laguna Carapã (264,7). Apenas Japorã, Aparecida do Taboado e Alcinópolis não registram casos de chikungunya em 2026. Na Capital, a incidência é de apenas 1,6, com 14 casos prováveis. O boletim epidemiológico alerta, ainda, que as cidades de Douradina, Sete Quedas, Angélica, Batayporã, Paraíso das Águas, Nioaque, Corumbá, Amambai e Aquidauana apresentam as maiores altas de contaminação nas últimas duas semanas. Como me proteger? Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde: Mantenha em dia a manutenção das piscinas; Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água; Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso; Coloque areia nos pratos de vasos de planta; Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias; Amarre bem os sacos de lixo; Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; Não acumule sucata e entulho; Limpe bem as calhas de casa e as lajes; Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos; Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira; Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras. Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax) Fonte: Midiamax
- Decon apreende 1,5 tonelada de proteína imprópria para consumo que iria para merenda escolar em MS
As proteínas estavam sendo transportadas de forma irregular. (Foto: Fala Povo, Midiamax) O motorista do caminhão foi preso em flagrante A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) apreendeu, na manhã desta terça-feira (28), 230 quilos de carne bovina e mais 1.348 quilos de frango considerados impróprios para o consumo, na BR-267, em Guia Lopes da Laguna, a 216 km de Campo Grande. A carne seria entregue para a merenda escolar em colégios da região. Policiais da especializada realizavam uma ação em conjunto com o Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), quando teriam abordado um caminhão de câmara fria, em um posto de fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Com isso, foi constatado que o equipamento gerador de frio do veículo estava desligado. Já no interior do baú, foram encontrados carne bovina, cortes de frango, leite e outros produtos como farinha, sal, feijão e óleo. Segundo o motorista, de 42 anos, o caminhão havia sido carregado na noite de segunda-feira (27), no entanto, ele não teria ligado o refrigerador do veículo para não congelar ou estragar os demais produtos. As equipes de fiscalização constataram que as proteínas estavam visivelmente fora da temperatura exigida por lei. Com isso, tais produtos foram considerados impróprios para o consumo humano. Ao todo, foram apreendidos 230 quilos de carne bovina e 1.348 quilos de frango. Os itens, segundo o motorista, seriam destinados à merenda escolar nas prefeituras de Guia Lopes da Laguna, Jardim e Porto Murtinho. Por fim, o motorista foi preso em flagrante, devido à gravidade da situação. Foto: Fala Povo, Midiamax O veículo foi abordado em um posto. Foto: Fala Povo, Midiamax A prisão foi realizada pela DECON. Foto: Fala Povo, Midiamax As proteínas não estavam na temperatura em que deveriam estar. Foto: Fala Povo, Midiamax Fonte: Midiamax
- Gerson Claro desconversa sobre reunião com substituto de Verruck: ‘Não vi isso ainda’
Gerson Claro (PP) enrola para marcar reunião com substituto de Verruck na Alems. (Léo de França, Jornal Midiamax) Presidente da Alems prometeu levar titular da Semadesc para explicar convênio milionário Após manobra de deputados governistas para barrar requerimento que cobra explicações sobre convênio de R$ 7 milhões articulado por Jaime Verruck (Republicanos) para a Fiems, o presidente da Alems, Gerson Claro (PP), prometeu marcar reunião fechada entre deputados e Artur Henrique Leite Falcette, substituto na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Mas esse encontro ainda não tem data para acontecer. Na sessão desta terça-feira (28), a reportagem questionou Claro sobre a reunião, ao que o presidente limitou-se a dizer: “Não vi isso ainda”. A promessa ocorreu após requerimento que pedia informações à Semadesc sobre o convênio ser barrado. O autor do pedido, deputado Pedro Kemp (PT), disse que vai cobrar a agenda com o secretário: “Perguntei se já estava agendada, mas ele [Claro] disse que não. Foi a justificativa dele para derrubar [o requerimento], que o secretário viria explicar, vou cobrar isso”. Por fim, reafirmou que deverá acionar o Ministério Público para investigar esse convênio: “Estou só aguardando a reunião para saber as explicações, para depois decidir. Mas, provavelmente, vamos fazer a representação para o MP”, reiterou. Após a sessão da última quinta-feira (22), Claro saiu em defesa da derrubada do requerimento: “Não precisa de requerimento. O convênio está publicado. Não tem necessidade do requerimento”, pontuou. Manobra de governistas levantou suspeita No dia da sessão que derrubou o requerimento, Kemp chegou a levantar suspeitas sobre manobra para blindar um pedido de informações. “Se derrubar meu requerimento, só reforça a suspeita que temos de que esse convênio é muito complicado e que pode ter outras finalidades”, exclamou. Antes da votação, Kemp classificou a mobilização como um “papelão” e apelou para a aprovação do documento: “A sociedade tem o direito de saber informações, porque paga impostos e tem direito de saber onde o dinheiro que ela paga através de impostos é aplicado. O papel desta Casa é fiscalizar o Poder Executivo e dizer para a população onde o dinheiro está sendo aplicado”, concluiu. Convênio milionário com a Fiems pagou viagem de Verruck, Claro e Longen a países asiáticos Sérgio Longen, Gerson Claro e Jaime Verruck, em registro na Missão Ásia, custeada com recursos públicos. (Foto: Divulgação/Fiems) Claro viajou para três países asiáticos com o ex-chefe da Semadesc Jaime Verruck e o presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, com convênio semelhante ao de R$ 7 milhões firmado entre a pasta e a federação neste mês. Para defender barrar a investigação contra o novo acordo milionário entre a Semadesc e a Fiems, Gerson Claro ressaltou “a importância do convênio”, citando a viagem durante coletiva na quinta-feira (23), na Casa de Leis. “Esse convênio foi fundamental para que a gente pudesse viajar no ano passado, onde nós tivemos mais de 15 dias na Ásia. Na Índia, ficamos uma semana; ficamos no Japão três ou quatro dias; e, depois, em Singapura”, recordou o parlamentar. Naquela viagem, empresas foram convidadas a investir em Mato Grosso do Sul. Os custos da viagem não foram detalhados após o retorno da comitiva. Verruck destinou R$ 7 milhões à Fiems O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de abril, sob assinatura de Verruck datada do dia 8, uma semana após sua saída da pasta. Já no dia 13 de abril, o Diário Oficial fez nova publicação alegando correção de informação. A diferença entre os documentos é que agora quem assina é o adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette. Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, apesar da correção, servidores afirmam que os trâmites administrativos foram conduzidos durante a gestão do ex-secretário, que ficou mais de 11 anos à frente da pasta de Desenvolvimento Econômico de MS. Verruck já atuou como diretor do Senai e do IEL. Por fim, foi diretor corporativo da Fiems antes de assumir cargos na gestão estadual, em 2015. Conforme a publicação, o convênio prevê a realização de estudos técnicos e de mercado para ‘identificar novas oportunidades de negócios’. Com um valor global de R$ 7,7 milhões, sendo R$ 700 mil de contrapartida da entidade, o acordo estabelece que caberá à Fiems, presidida pelo empresário Sérgio Marcolino Longen, a responsabilidade de definir os fornecedores e a forma como o recurso será aplicado. Fonte: Midiamax
- Sucuri invade barco e tumultua pescaria de mulheres em MS: ‘Um alvoroço’
Aparição agitou passeio da equipe. (Imagens: Jessika Pazini) Influenciadora que teve embarcação invadida por sucuri dá detalhes do ocorrido: 'Sorte que o piloteiro viu' Grupo de mulheres que pescava na região do Pantanal de Porto Morrinho, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, foi surpreendido pela invasão de uma sucuri-amarela (Eunectes notaeus) em um dos barcos, enquanto a equipe fazia uma parada para o almoço. A embarcação “premiada” foi a de Jessika Pazini, influenciadora de Campo Grande (MS). Conforme ela, o episódio ocorreu no último dia 11 de abril, um sábado, quando o grupo “Mulheres do Miranda” aproveitava o fim de semana para pescar e se encontrar no Rio Paraguai, em um pesqueiro de Corumbá. Naquele dia, a mulherada levantou cedo e passou a manhã inteira fisgando peixes no Rio, até a pausa para a refeição. “Paramos 11h30 mais ou menos em um restaurante beira-rio, onde seria o ponto de encontro de todas as mulheres que foram pescar. O meu barco foi um dos primeiros a chegar. Estacionamos ele e descemos até o restaurante”, recorda. Tudo seguia normalmente, até a surpresa na hora de retornar para a embarcação. “Depois do almoço, enquanto estávamos voltando, outro piloteiro, que não era o nosso, viu a sucuri enrolada perto do motor. Eram mais de 20 barcos parados juntos”, descreve. “E foi sorte porque a gente não tinha visto e nosso piloteiro também não. Aí esse piloteiro que viu pegou a sucuri com um pano, conseguiu tirar ela e devolveu ela para o Rio”, conta. Veja o vídeo: Segundo Jessika, todas as pescadoras se divertiram muito e ficaram encantadas com a aparição da serpente. No vídeo que registrou a cena, elas chegaram a dizer, em coro: “Que linda”. “E aí foi aquele alvoroço, né? Porque tinha muitas mulheres de fora de Mato Grosso do Sul. Então filmamos, tiramos foto, tudo mais. Mas foi até engraçado… ainda bem que o piloteiro viu a sucuri com o barco parado, porque imagina se a gente vai pescar e vê essa cobra só na hora que está no meio do rio. Foi isso”, conclui. A sucuri que entrou no barco de Jessika é a amarela, espécie típica do Pantanal e também conhecida como anaconda pantaneira. Por ter o porte menor que a majestosa e imponente sucuri-verde, a sucuri-amarela é frequentemente flagrada invadindo embarcações no Pantanal para roubar comida. Volta e meia, barcos em rios que cruzam o bioma são “agraciados” com a visitinha da cobra para pegar algum peixe “dando sopa”, como já registrado em diversas reportagens do Jornal Midiamax e como também parece ter sido o caso na pescaria feminina de 11 de abril, já que a serpente foi filmada sobre um pescado pela equipe. Fonte: Midiamax
- Vistorias apontaram déficit de funcionários e até comida vencida em Asilo de Bela Vista
Vistoria do MPMS em 2026 encontrou comida vencida em asilo. (Relatório MPMS) Idosos sofrem há uma década em meio a estrutura precária, segundo denúncia Problemas no armazenamento de remédios e comida, falta de acessibilidade, número insuficiente de funcionários e idosos com saúde debilitada. Esses são parte dos problemas apontados ao longo de um processo que se arrasta na Justiça sobre o Asilo de Bela Vista, município distante 325 quilômetros de Campo Grande. Reportagem do Midiamax mostrou a situação debilitada de saúde de parte dos idosos. As imagens mostraram o buraco enegrecido em meio à carne exposta nas costas de um idoso; o sangue próximo à virilha de outro senhor; as feridas na pele de uma senhora que mal consegue levantar os braços; e a espessura fina das pernas de outro colega de abrigo. A ação civil pública foi originada a partir de uma denúncia anônima feita em 2016, e que, após dez anos, não viu uma solução definitiva. Na época, a pessoa denunciante acusava a responsável pelo asilo de receber os benefícios previdenciários dos idosos acolhidos, além do descaso no atendimento. A denúncia evoluiu para um procedimento administrativo no mesmo ano. Posteriormente, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) entrou com uma ação civil pública, em 2020, pedindo a dissolução da Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados, responsável pelo gerenciamento do local, também conhecido como Abrigo de Bela Vista, e a transferência da tutela do asilo para a Prefeitura de Bela Vista. A associação foi fundada há 74 anos, em 20 de abril de 1952, e, por meio da eleição de diretorias ao longo dos anos, tem administrado o asilo. A entidade é mantida por doações da comunidade, contribuições dos próprios acolhidos e repasses da Prefeitura de Bela Vista. O prédio possui 13 apartamentos individuais com banheiro, além de cozinha destinada ao preparo das refeições, área de serviço, capela e área arborizada com espaço amplo. De acordo com a Promotoria de Justiça, a construção do prédio se iniciou na década de 1950 e nunca teria passado por uma grande reforma. Comida vencida As vistorias realizadas por diferentes órgãos ao longo da última década mostraram falhas recorrentes. Na última visita do MPMS, em março deste ano, foram identificadas deficiências estruturais e apontada a necessidade de manutenções corretivas, assim como nas instalações elétricas e hidráulicas. Sobre a alimentação, foram encontradas comidas vencidas e batatas impróprias para o consumo, exalando forte odor. Além disso, o relatório da 1ª Promotoria de Justiça de Bela Vista alertou sobre o déficit de profissionais qualificados para atender os 20 idosos. No local, não há enfermeiro, assistente social e nutricionista. Também não conta com capacitação específica para os cuidadores. Outros problemas identificados foram a alta rotatividade de funcionários e a sobrecarga de atribuições, o que dificultaria a continuidade e a padronização do atendimento. “Ademais, verificaram-se deficiências na higiene e organização do ambiente, bem como situações que favorecem a proliferação de vetores, agravando os riscos à saúde dos residentes e colaboradores”, aponta o documento. Outro problema identificado trata da informalidade de vínculos com os usuários e os familiares e a ausência de contratos, “além da limitação de recursos financeiros, considerando a inexistência do Conselho Municipal do Idoso, que poderia contribuir para o fortalecimento da entidade”. Fotos feitas no local mostram paredes rachadas, fios de energia soltos e desencapados, banheiros sem portas, lixo e restos de comida espalhados pelo quintal, ventiladores sujos e ausência de acessibilidade. (Fonte: Relatório da Vigilância Sanitária de Bela Vista, realizado em 2020, e anexado ao processo) Mosca na comida e mofo na parede Em junho de 2020, o Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) emitiu um relatório sobre uma visita após receber denúncia de maus-tratos e negligência contra um idoso, que veio a falecer posteriormente. O homem ficou no Abrigo de Bela Vista por um ano e meio, após o filho ficar impossibilitado de cuidá-lo por problemas de saúde. Ao ver o pai internado, o filho teria se assustado diante da perda de peso, atrofia dos membros e diversas escaras pelo corpo, algumas profundas. O documento sobre a visita na Ilpi (Instituição de Longa Permanência para Idosos) identificou número insuficiente de funcionários; higiene e conservação do local precárias; má qualidade na alimentação, com moscas rondando a comida; ausência de documentação institucional; falta de técnico de enfermagem e uso indevido de 100% do valor da aposentadoria dos idosos. Ainda em 2020, um relatório da Vigilância Sanitária identificou na cozinha forro danificado, mofo nas paredes, ventiladores sujos e presença de várias “teias de aranha” no teto, entre outros problemas. Venda de terreno Em anos anteriores, o MPMS pediu esclarecimentos sobre os trâmites e valores da alienação do lote pertencente ao Abrigo Bela Vista, em 2020, de 7.500 m² por R$ 200 mil. O valor teria sido muito abaixo do valor de mercado, que chegaria a R$ 1.562.500,00. Equipe da promotoria consultou os preços dos terrenos à venda na região e apontou que o valor do negócio realizado pela Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados foi muito abaixo do valor de mercado. “Considerando os dados elencados, é possível constatar que os valores cobrados na transação de venda de parte do terreno do Asilo de Bela Vista estão consideravelmente abaixo dos valores pedidos pelos terrenos da região, com uma diferença mínima de 275,09% e máxima de 681,43%, sendo esta última constatada em comparação ao imóvel que mais se assemelha à área vendida pela Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados de Bela Vista”, aponta a análise. Intervenção na administração O processo também pedia que a Prefeitura de Bela Vista assumisse a administração do asilo após a dissolução da associação. Uma audiência de conciliação realizada em abril terminou com o acordo de que o Executivo municipal elaborasse um plano de providências, no prazo de sete dias, com base em levantamento técnico detalhado da situação da instituição. Na ocasião, não ficou determinada a intervenção por parte da Prefeitura (veja mais detalhes abaixo, na nota da Prefeitura). O asilo não é subordinado à administração municipal, mas mantém termo de colaboração com a Prefeitura no valor global de R$ 265 mil. Os repasses são feitos mensalmente, com o valor de cerca de R$ 22 mil. O deputado federal Geraldo Resende (União-MS) visitou o local em 26 de março de 2026, na condição de membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados. O congressista identificou problemas relacionados à estrutura física da instituição e à assistência prestada aos idosos. Ele formalizou uma representação junto ao Ministério Público Estadual, relatando os fatos observados durante a visita e “solicitando a apuração rigorosa da situação da instituição”. Resende informou que também fez uma visita ao prefeito de Bela Vista, Gabriel Boccia (PP), e encaminhou o caso para a SES (Secretaria de Estado de Saúde). “É evidente que a situação exige encaminhamentos concretos e urgentes para proteger os idosos e assegurar o cuidado que eles merecem […] No documento [enviado ao MPMS], solicito a verificação das condições de funcionamento da Ilpi, da assistência prestada aos idosos, da gestão do espaço e a adoção das medidas cabíveis para garantir a proteção, a saúde e a dignidade dos residentes. Também pedi providências urgentes para que o caso seja tratado com a seriedade que exige”, afirmou o deputado. O Midiamax acionou o MPMS para comentar sobre o processo, além do CEDPI (Conselho Estadual da Pessoa Idosa) para saber se já tomou ciência sobre a situação no asilo. Até o momento, não houve resposta por parte do MPMS e do CEDPI, mas o espaço segue aberto para manifestações. Confira a nota da Prefeitura de Bela Vista: “A Prefeitura Municipal de Bela Vista informa que a Instituição de Longa Permanência para Idosos – ILPI, conhecida popularmente como Lar do Idoso no município, é administrado por entidade privada, com personalidade jurídica própria e gestão exercida por diretoria regularmente constituída por meio de processo eletivo, não havendo vínculo de subordinação administrativa nem gestão direta por parte do Poder Público Municipal. Sobre o processo judicial ajuizado pelo Ministério Público, o Município comunica que tem conhecimento da demanda e está adotando as medidas cabíveis dentro dos limites de sua competência legal. Em audiência recente, com a participação do Ministério Público, do Poder Judiciário, da entidade responsável e do Município, não houve determinação de intervenção imediata por parte da Administração Municipal. Na ocasião, ficou acordada a elaboração de um plano de providências, no prazo de sete dias, com base em levantamento técnico detalhado da situação da instituição. A Prefeitura ressalta que sua atuação ocorre de forma subsidiária e dentro das atribuições legalmente previstas, não se confundindo com a gestão da entidade. Ainda assim, em razão da relevância social do serviço prestado, foi realizada ação intersetorial envolvendo equipes das Secretarias Municipais e órgãos de fiscalização, com o objetivo de avaliar as condições de funcionamento do local. Nesse contexto, profissionais da saúde procederam à avaliação clínica dos idososacolhidos; o Corpo de Bombeiros realizou vistoria das condições estruturais; a Vigilância Sanitária analisou os aspectos relacionados à manipulação de alimentos e medicamentos; e a Assistência Social promoveu a verificação documental e institucional da entidade. As equipes também identificaram demandas estruturais que demandam adequações. Todos os levantamentos realizados resultaram em relatórios técnicos individualizados, posteriormente consolidados em ata, os quais fundamentam o plano de providências a ser apresentado ao Ministério Público, evidenciando a atuação diligente do Município, sem prejuízo das responsabilidades próprias da entidade gestora. Importante destacar que o Município mantém atualmente Termo de Colaboração vigente com a Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados, entidade mantenedora do abrigo, no valor global de R$ 265.000,00. Os recursos são repassados de forma parcelada, em conformidade com o plano de trabalho aprovado, mediante transferências mensais no importe aproximado de R$ 22.000,00. O referido instrumento prevê mecanismos de acompanhamento, monitoramento e fiscalização da aplicação dos recursos públicos, cabendo à entidade a execução direta das atividades, bem como a responsabilidade pela gestão administrativa, operacional e financeira do serviço. Atualmente, o Lar do Idoso atende aproximadamente 20 idosos, com diferentes graus de dependência, sendo sua manutenção também viabilizada por doações da comunidade e contribuições dos próprios acolhidos.Por fim, destaca-se que eventual intervenção na entidade constitui medida excepcional, condicionada à análise técnica e à decisão judicial, inexistindo, até o presente momento, determinação nesse sentido. O Município permanece à disposição das autoridades competentes e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da população idosa, dentro dos limites de sua atuação institucional.” O que diz o asilo? O Midiamax entrou em contato com o presidente da Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados, Anderson dos Santos Basso, conhecido como Dedé. A nova diretoria foi eleita em 7 de fevereiro e tomou posse em 1º de março, para o mandato no biênio 2026-2027. À reportagem, Basso afirmou que era voluntário na instituição, que já tinha a namorada e o cunhado no quadro de funcionários antes de se candidatar à presidência. Ele reconheceu que o asilo sempre teria sido famoso por “más gestões, poucas prestações de conta e hoje o prédio encontra-se desgastado”. “Todas esses problemas e essa denúncia que teve foram antes de eu ser presidente. Eu peguei uma bomba que estava pra estourar e estourou na minha mão. Eu assumi faz 30 dias, coloquei a casa em ordem, abri as portas pra sociedade, pedi ajuda para todo mundo e hoje já temos vários doadores, já começamos a reformar quartos e posso te afirmar que futuramente vamos ser matéria de televisão pela revolução que vamos fazer! Geraldo Resende veio aqui porque eu mandei pedir ajuda dele. Ao invés de ajudar, ele pediu para fechar o asilo e mandar os idosos para outros lugares”, reclamou. Sobre a situação dos idosos, Basso afirmou que o homem com o buraco nas costas veio a falecer em meados de março. “O senhor foi levado para o hospital e foi tratado. Aí a família dele veio visitar e ele já tava bom. Almoçou com eles, aí eles viraram as costas, ele enfartou e morreu. Foi uns 20 dias depois que eu assumi”, relembrou. O senhor magro e com as pernas finas seria deficiente e foi deixado na instituição décadas atrás, de acordo com ele. “Ele foi deixado aqui há 20, 30 anos, em uma caixinha de sapato. Ele nunca andou, é deficiente, só se arrastava e agora está acamado. A realidade é essa aí”, diz. O presidente da instituição não comentou sobre a situação das outras pessoas que aparecem nas imagens. “Antes de eu assumir, tomei ciência dessa denúncia das fotos, aí eu assumi antes do prazo, pra poder resolver a situação. Fiz um mutirão de médico e enfermeiros, e foram todos lá”, alegou. Sobre a venda do terreno, ele explicou que ocorreu durante uma gestão antiga. A responsável, na época, seria filha do homem que teria doado a terra para o asilo. “Teve essa confusão sobre os valores, mas isso ficou pra trás, não sei dizer nada sobre”, explicou. Além disso, Basso afirmou que procurou o Ministério Público em março para a realização da visita e que as irregularidades apontadas pelo MPMS já estariam sendo resolvidas. “Tivemos uma audiência com promotoria, prefeitura, juíza e asilo para que solucionássemos o problema. Agora, a Prefeitura, por um tempo, vai ter responsabilidade pelo asilo também, junto comigo, até alinharmos as coisas”, prometeu. Basso cita que melhorias estão em andamento. (Arquivo Pessoal) Fonte: Midiamax
- Prisão de sargento identificado por ‘ter bigode’ revolta policiais em MS
Ilustrativa. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) O sargento teria sido confundido com outro militar que teria participado de abordagem truculenta na região de Ponta Porã Um sargento da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) está preso desde o último dia 6 de abril, depois de um reconhecimento remoto ser supostamente feito apenas com base no fato de ele “ter bigode”. O militar é suspeito de participar de uma abordagem do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) em Ponta Porã. Contudo, a Aspra (Associação de Praças da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) afirma que o sargento estava de serviço, no entanto, não pertence a equipe especializada do TOR. Policiais denunciados por truculência Tudo começou quando um servidor público de Brasília (DF) denunciou uma equipe da BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária) por uma abordagem truculenta ocorrida na noite do dia 18 de setembro do ano passado, em uma rodovia na região de fronteira. Na ocasião, o servidor teria vindo a Mato Grosso do Sul na tentativa de “recuperar um maquinário que havia sido furtado no DF”. No entanto, durante o retorno, foi abordado pela equipe. Ele relata que os policiais teriam mandado ele sair do veículo e se ajoelhar, inclusive colocando uma arma em sua cabeça. Além disso, eles teriam dito para o homem abrir os braços e disparado na direção da mão dele. Ao retornar para o seu estado de origem, cerca de 16 dias após a abordagem, o homem conseguiu denunciar a ação na Corregedoria da PMMS. Assim, a partir daí, foi aberto um inquérito para apurar a denúncia. Em uma das versões, o servidor teria dito que um dos militares tinha bigode, pele branca e era alto — sendo ele quem teria realizado o disparo. Durante as investigações, quatro militares foram identificados, mas, até então, o nome do sargento que foi preso não teria sido mencionado no processo. Por falta de provas concretas, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) solicitou o arquivamento do caso. “Das diligências efetuadas, é possível concluir que não consta, nos autos, indícios suficientes da prática de crime militar ou comum, por parte dos investigados“, diz trecho da decisão. Mesmo depois do arquivamento, o servidor federal seguiu recebendo mensagens ameaçadoras. Com isso, conseguiu reabrir o caso e dois militares foram presos, sendo dois sargentos. Entretanto, segundo a Aspra, um deles não fazia parte nem da equipe naquele dia. “Não integrava a guarnição denunciada, tampouco pertence à equipe que foi investigada, sendo indevidamente vinculada a uma abordagem da qual não participou”, diz trecho da nota de repúdio. Identificado por bigode na foto Eles mencionam que o sargento não estava de plantão na mesma equipe. “Que a guarnição na qual o associado encontrava-se escalado assumiu serviço apenas no dia subsequente ao da equipe que havia sido investigada, evidenciando a absoluta ausência do vínculo com os fatos apurados”. Policiais ouvidos pela reportagem asseguram que a situação causou revolta na tropa da PMMS. “Quem conhece o sargento sabe que ele não é de rolo e já provou até com geolocalização do celular que estava bem longe do local dos fatos. Ser preso porque alguém viu uma foto dele com bigode é uma piada. Pra bandido, não vemos essa eficiência toda”, dispara um suboficial. A reportagem do Jornal Midiamax acionou a advogada que está na defesa dos militares presos. No entanto, não obteve retorno. O espaço segue aberto para posicionamento. Confira a nota na íntegra: Fonte: Midiamax
- Convênio milionário com a Fiems pagou viagem de Verruck, Claro e Longen a países asiáticos
Sérgio Longen, Gerson Claro e Jaime Verruck, em registro na Missão Ásia custeada com recursos públicos. (Foto: Divulgação/Fiems) Antes de barrar requerimento, Claro já havia blindado tentativa de cobrar informações da Fiems Presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o deputado estadual Gerson Claro (PP) viajou para três países asiáticos com o ex-chefe da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) Jaime Verruck e o presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) Sérgio Longen, com convênio semelhante ao de R$ 7 milhões firmado entre a pasta e a federação neste mês. Para defender barrar a investigação contra o novo acordo milionário entre a Semadesc e a Fiems, Gerson Claro ressaltou ‘a importância do convênio’, citando a viagem durante coletiva na quinta-feira (23), na Casa de Leis. “Esse convênio foi fundamental para que a gente pudesse viajar no ano passado, onde nós tivemos mais de 15 dias na Ásia. Na Índia, ficamos uma semana; ficamos no Japão, três ou quatro dias; e, depois, em Singapura”, recordou o parlamentar. Naquela viagem, empresas foram convidadas a investir em Mato Grosso do Sul. Os custos da viagem não foram detalhados após o retorno da comitiva. Para Gerson, que blindou a Fiems ao barrar um requerimento inicial que havia sido destinado à CNI (Confederação Nacional das Indústrias), a insistência dos deputados em cobrar esclarecimentos acerca de aportes feitos à federação surgiu neste ano com ‘tom eleitoreiro’. “O que a base não quis é continuar sustentando o palanque político. Não importa a resposta, quem é contra vai falar que está errado e vai continuar fazendo isso”, justificou o presidente da Alems sobre o procedimento de cobrança de informações proposto pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT). No documento, o parlamentar pedia informações sobre o objetivo do aporte, a vantajosidade para o Estado e os critérios para execução da Fiems, que terá autonomia para gastar o recurso. Viagem não cria suspeição O presidente afirmou que o fato de o convênio implicar no custeio da participação de deputados em viagens internacionais não cria suspeição sobre a tramitação do requerimento, que foi barrado em mobilização da base governista. “Suspeição? Se o deputado se beneficiar, tudo bem. Se for o Estado, não. Eu, por exemplo, viajei, tive a despesa paga e o benefício foi do Estado, não foi meu. Não trouxe nada, nem uma empresa pra mim, nem um negócio pra mim”, disse o parlamentar. Gerson ainda desconversou sobre as suspeições que recaem sobre assinatura de Jaime Verruck ao convênio após ter sido exonerado da chefia da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, na sexta-feira (10), sob assinatura de Verruck datada do dia 8, uma semana após sua saída da pasta. Já nesta segunda-feira (13), o Diário Oficial fez nova publicação alegando correção de informação. A diferença entre os documentos é que agora quem assina é o adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette. “Se foi assinado e ele não era mais secretário, não tem validade o convênio. Uma autoridade pública, que não é autoridade, não pode assinar um documento”, pontuou. Londres na sessão Como alternativa à derrubada do requerimento de Kemp, alinhada por Claro com o líder do governo, deputado Londres Machado (PP), o presidente da Alems disse que convidaria o novo secretário da Semadesc para reunião fechada com os parlamentares na sala da presidência. Ele reafirmou que, se ocorrer, o encontro não será aberto à imprensa ou ao público geral. A manobra foi criticada pela oposição, que exige explicações da pasta de forma pública à população. O repasse de R$ 7 milhões à Fiems ocorre em um contexto onde a entidade é investigada no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por contratos suspeitos de irregularidades. A federação, inclusive, teve licitação recentemente suspensa após denúncias por manobra suspeita de direcionamento para beneficiar um único fornecedor em aluguel de estrutura de eventos. O convênio milionário prevê investimentos para promover encontros empresariais. O recurso é oriundo do Pró-Desenvolve (Fundo Estadual Pró-Desenvolvimento Econômico), criado em 2024 por Verruck. Ele extinguiu o Fadefe (Fundo Estadual de Desenvolvimento Econômico e Equilíbrio Fiscal do Estado), o qual tinha intenção de equalizar o incentivo do Estado às atividades econômicas, sobretudo no setor industrial, em que construiu carreira como diretor do Sesi e de Relações Institucionais da Fiems. Após deixar a federação, Verruck assumiu cargo no secretariado estadual e agora se prepara para ir às urnas disputar o cargo político pelo partido Republicanos. Fonte: Midiamax
- Obra de R$ 260 milhões na MS-355 deve integrar Campo Grande à Rota Bioceânica, diz Riedel
Ordem de serviço das obras foi assinada nesta sexta-feira (24). (Leo de França, Jornal Midiamax) Serão obras de pavimentação em 53 km que ligam Terenos, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), fez a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da MS-355, na manhã desta sexta-feira (24). A cerimônia ocorreu em Terenos, município a 31 km de Campo Grande. Os investimentos totalizam R$ 260 milhões com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A obra levará pavimentação para 53 km que ligam Terenos, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. O chefe do Executivo estadual afirmou que a pavimentação da MS-355 deve mudar a realidade de 23 assentamentos rurais da região, além de contribuir para a integração com a Rota Bioceânica. “A gente está fazendo uma rota estruturante para Mato Grosso do Sul e para o Brasil, porque ela sai de Campo Grande, passa em Terenos, liga Dois Irmãos do Buriti. A gente entregou na semana retrasada a 247, que vai lá na 419, passando por Dois Irmãos, obra lindíssima. E, ao terminar essa aqui, você liga Campo Grande a Nioaque por um outro eixo que não é a 060, via Sidrolândia, e nem é via Aquidauana indo a Bonito. Você tem um terceiro eixo bem no meio dessas duas estradas, a 060, e que é a 262, para que a gente forme esse acesso à Rota Bioceânica, potencializando todas as nossas exportações”, afirmou Riedel. Os investimentos também podem viabilizar a instalação de novas empresas na região, conforme o governador. “A partir do momento que você tem uma base de produção agropecuária diversificada e a indústria sendo atraída por essa diversificação ou induzindo essa diversificação, a infraestrutura se torna imperiosa nesse processo. Uma indústria para vir aqui para Dois Irmãos ou ali para a Nioaque, ela precisa dessa rota”, explicou. O prefeito interino de Terenos, Arlindo Landolfi Filho (Republicanos), comentou que as obras devem beneficiar o Estado inteiro, especialmente na região. “Vai melhorar o trânsito, valorizar propriedades em volta, fortalecer comércio local e regional, vão vir mais investimentos, o agro vai prosperar, baratear custeio de despesa de levar produção. Por aqui, passa os meus professores e profissionais de saúde que prestam atendimento nos assentamentos”, citou. Fonte: Midiamax
- Com R$ 24 milhões do Ministério da Saúde, MS terá 10 novas unidades de saúde
Emissão de ordens de serviço do Novo PAC. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) A assinatura marca o início imediato das obras nos municípios Dez cidades de Mato Grosso do Sul assinaram a emissão de ordens de serviço para o início da construção de 10 unidades de saúde, sendo três Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e sete UBSs (Unidades Básicas de Saúde). O investimento total do Ministério de Saúde ao Estado é de R$ 24,7 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas, que reúne ações voltadas à redução do tempo de espera por atendimento e à ampliação da oferta de consultas, exames e cirurgias pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A cerimônia foi realizada na Superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Participaram prefeitos, secretários municipais, deputados e vereadores. A assinatura marca o início imediato das obras nos municípios, que, há cerca de 15 dias, já receberam o repasse integral por meio de transferências fundo a fundo. Apenas quatro ainda não receberam, mas o repasse deve ocorrer até segunda-feira (27). O ato marca o Dia Nacional de Emissão de Ordens de Serviço do Novo PAC, realizado simultaneamente em 24 estados do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, estão previstas as seguintes obras: 5 UBS (Unidades Básicas de Saúde) – Tipo 1: Amambai, Aquidauana, Coronel Sapucaia, Douradina e Tacuru; 1 UBS (Unidade Básica de Saúde) – Tipo 3: Nova Andradina; 1 UBS (Unidade Básica de Saúde) – Tipo 4: Sidrolândia; 1 Caps I (Centro de Atenção Psicossocial): Jardim; 1 Caps III (Centro de Atenção Psicossocial): Dourados; 1 Caps IJ (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil): Campo Grande. Os repasses ocorreram da seguinte forma: Amambai – R$ 1,9 milhão; Aquidauana – R$ 1,9 milhão; Campo Grande – R$ 2,4 milhões; Coronel Sapucaia – R$ 1,9 milhão; Jardim – R$ 2,4 milhões; Nova Andradina – R$ 3,2 milhões; Sidrolândia – R$ 4,2 milhões; Tacuru – R$ 1,9 milhão; Dourados – R$ 2,3 milhões; Douradina – R$ 1,9 milhão. Segundo o deputado federal Vander Loubet (PT), o momento representa o fortalecimento do sistema de saúde, que é referência mundial. “O principal objetivo é garantir que os equipamentos e recursos cheguem aos cidadãos nos municípios. Dessa forma, otimizamos os atendimentos, equipamos nossos centros e asseguramos que os serviços sejam eficientes.” Agora Tem Especialistas O programa Agora Tem Especialistas é uma iniciativa do Governo do Brasil voltado à ampliação do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados no SUS. O programa atua para reduzir filas e tempo de espera, especialmente em regiões com vazios assistenciais, por meio de estratégias como unidades móveis de saúde, mutirões e reforço da rede de atendimento. O programa busca descentralizar o cuidado, acelerar diagnósticos e garantir tratamento em tempo oportuno, contribuindo para um atendimento mais ágil, resolutivo e próximo das pessoas. Campo Grande receberá R$ 2,4 milhões em investimentos. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Assinatura ocorreu durante a tarde de sexta-feira, em 24 estados. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Investimento integra o programa Agora Tem Especialistas. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Cidades recebem orçamento para obras de unidades de saúde. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Investimento integra o programa Agora Tem Especialistas. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax
- Acessório do Cristo? Araras-canindés embelezam monumento de Três Lagoas
Araras descansando no monumento. (Reprodução, Wilmar Carrilho) As imagens foram registradas no início da manhã desta sexta-feira, pelo fotógrafo Wilmar Carrilho O relógio marcava 5h50 desta sexta-feira (24) quando o fotógrafo Wilmar Carrilho registrou a “dança” das araras-canindés sobre o Cristo Redentor de Três Lagoas, cidade a 325 quilômetros de Campo Grande. Como “acessórios” do monumento, as aves passeiam sobre os braços, a cabeça, as mãos e as mangas das vestes. Segundo o profissional, os animais são vistos com frequência embelezando a obra de 15 metros de altura, que fica localizada no cruzamento das avenidas Ranulpho Marques Leal e Olyntho Mancini. “É sempre uma nova emoção [registrar as araras no local]. Pela quantidade, desta vez foi surpreendente; teve momentos em que havia mais de 10 araras. Já fiz outras imagens delas lá no Cristo, bebendo água na ‘manga do Cristo’. Elas sempre estão por lá”, descreve. O monumento foi feito pela artista plástica corumbaense Izulina Gomes Xavier, hoje com mais de 90 anos. Foi ela quem confeccionou, com as próprias mãos, um dos ícones mais simbólicos do município. Fonte: Midiamax
- Deputado pede que MPMS investigue repasses estaduais de Verruck à Fiems
Prédio da Fiems, em Campo Grande. (Divulgação) Deputado considera inaceitável derrubada de requerimento sobre recursos em ano de campanha O deputado estadual Pedro Kemp (PT) avalia recorrer ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) após a base governista na Assembleia Legislativa enterrar o requerimento de informações que o parlamentar havia proposto à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), cobrando explicações sobre o convênio de R$ 7 milhões destinados à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). “A gente vai ver se, depois das explicações aqui, a gente aciona o Ministério Público, porque, se a Casa vai ficar blindando o governo em época de campanha, nós temos que recorrer a outros órgãos”, afirmou ao Jornal Midiamax. Para o petista, “o contorcionismo” da base governista para barrar o requerimento evidencia dificuldades da gestão estadual em explicar repasses de recursos. “A população tem o direito de saber onde que o dinheiro público é aplicado. E todo esse pisar em ovos que nós estamos vendo aqui, esse contorcionismo da base do governo com esse requerimento, pra mim, revela uma dificuldade do governo em prestar esclarecimentos para a população”, afirmou. Kemp ainda achou estranha a medida do presidente Gerson Claro (PP) em convidar o novo secretário da Semadesc, Artur Falcette, para explicações exclusivas aos deputados na sala da presidência da Alems. Claro já havia blindado a Fiems em um primeiro requerimento destinado à CNI (Confederação Nacional da Indústria), questionando sobre os repasses e contratos firmados pela federação, atualmente investigada no MPMS por suspeitas de irregularidades em acordos comerciais. “Eu acho estranho que o secretário venha falar a portas fechadas com os deputados. Ele deveria, no mínimo, então, usar a tribuna e fazer uma explicação pública”, disse Kemp após ter o requerimento barrado. O petista disse suspeitar que os R$ 7 milhões destinados à Fiems possam ser usados para financiar campanha eleitoral. O convênio que garantiu o repasse foi assinado pelo ex-secretário Jaime Verruck após a sua exoneração para concorrer nas eleições deste ano. A publicação em Diário Oficial chegou a ser corrigida, mas informações obtidas pela bancada petista reafirmam a manobra. Verruck já ocupou cargo na diretoria da Fiems e mantém relação direta com o presidente da entidade, Sérgio Longen. O empresário chefia a federação há quase duas décadas e já foi alvo de operação da Polícia Federal, tendo contas bancárias bloqueadas atualmente por suspeitas de irregularidades na gestão do Sesi. Fonte: Midiamax
- Energia fica 12% mais cara em MS a partir desta quarta após decisão da Aneel
Conta de energia. (Foto: Arquivo, Jornal Midiamax) Clientes residenciais sentirão encarecimento de 11,89% na conta a partir deste mês A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o reajuste médio de 12,11% para consumidores de energia em Mato Grosso do Sul na manhã desta quarta-feira (22), durante a 8ª RPO (Reunião Pública Ordinária) da agência, transmitida pela internet. Conforme a decisão, o aumento na conta será de 12,39% para consumidores de alta tensão de energia e de 11,89% para clientes de baixa tensão, que corresponde aos consumidores residenciais. “Neste momento, a Aneel cumpre com seu papel de cumprir contratos conforme regras aprovadas e discutidas”, disse Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel, ao comunicar o aumento. Ainda durante a discussão sobre o reajuste, a relatora da resolução destacou falas do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS) sobre a “falta de políticas públicas mais estruturais que visassem reduzir os componentes do reajuste”. Na última semana, o Conselho expressou preocupação com o tamanho do reajuste tarifário anual de 2026. Para o Concen-MS, o principal fator de pressão sobre as tarifas está relacionado aos encargos setoriais, que acabam pressionando o reajuste na conta ao consumidor final. Na reunião, o aumento foi aprovado com uso de diferimento tarifário, mecanismo previsto pela regulação que permite suavizar o impacto imediato do reajuste. Assim, a medida reduziu o índice médio em cerca de 0,80 ponto percentual, passando de aproximadamente 12,91% para 12,11%. Em resumo e sem considerar o diferimento, o reajuste na conta de energia em Mato Grosso do Sul passou de +1,39% em 2025 para +12,93% em 2026. Fonte: Midiamax
- Líder do governo pede vistas e adia votação de requerimento sobre repasse de Verruck à Fiems
Antes de pedir vistas, Londres Machado conversou com Gerson Claro, ambos do PP. (Vinícios Araújo, Jornal Midiamax) Londres Machado conversou com Gerson Claro antes de prorrogar análise de documento que cobra explicações sobre convênio de R$ 7 milhões Após Gerson Claro (PP) recuar e decidir pautar votação de requerimento para cobrar explicações da Semadesc sobre repasse de R$ 7 milhões articulado pelo ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) à Fiems, o líder do governo, Londres Machado (PP) pediu vistas e adiou análise do documento. Sem apresentar justificativa, o parlamentar pediu vistas e, com isso, a votação deverá voltar à pauta na sessão de quinta-feira (22). O autor do requerimento, deputado Pedro Kemp (PT) estranhou o pedido de vista. “É um pedido de informações. Se não existe nada suspeito nesse convênio, é só responder. Ou o governo está ganhando tempo para elaborar uma resposta. Vamos insistir nesse requerimento”, argumentou. Mais cedo, o deputado João Catan (Novo) conversou com o Jornal Midiamax e declarou que é ‘nosso direito fiscalizar um dinheiro que sai do Estado para ir para qualquer entidade”, completando que, “vejo que, com muita estranheza, caso ele não seja aprovado”. A deputada estadual Gleice Jane (PT) reforçou que é necessário cobrar do presidente a celeridade para apreciar o pedido. “A mesa diretora é quem sempre decide o dia de pôr em votação. Às vezes acontece de não colocarem. Aí precisamos cobrar. Essa semana vamos aguardar”, adiantou a parlamentar ao Jornal Midiamax. Autor do pedido, Kemp diz que causa estranheza um repasse no valor de R$ 7 milhões às vésperas das eleições: “São essas informações que precisamos receber, enquanto Poder Legislativo, que tem obrigação de fiscalizar. Que benefício vai trazer esse convênio com a Fiems”. Deputado estadual e ex-governador de MS, Zeca do PT disse que Verruck teria assinado o convênio um dia após seu afastamento do cargo para concorrer como deputado federal pelo Republicanos. “A informação que tive ontem é que esse convênio assinado pelo Verruck com a Fiems aconteceu com a assinatura do Verruck um dia após o prazo do seu afastamento. Ele estava afastado e assinou convênio, portanto, absolutamente ilegal e que pode barrar a candidatura dele se for insistir nessa candidatura fracassada”, denunciou. Verruck destinou R$ 7 milhões à Fiems O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de abril, sob assinatura de Verruck datada do dia 8, uma semana após sua saída da pasta. Já no dia 13 de abril, o Diário Oficial fez nova publicação alegando correção de informação. A diferença entre os documentos é que agora quem assina é o adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette. Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, apesar da correção, servidores afirmam que os trâmites administrativos foram conduzidos durante a gestão do ex-secretário, que ficou mais de 11 anos à frente da pasta de Desenvolvimento Econômico de MS. Verruck já atuou como diretor do Senai e do IEL. Por fim, foi diretor corporativo da Fiems antes de assumir cargos na gestão estadual, em 2015. Conforme a publicação, o convênio prevê a realização de estudos técnicos e de mercado para ‘identificar novas oportunidades de negócios’. Com um valor global de R$ 7,7 milhões, sendo R$ 700 mil de contrapartida da entidade, o acordo estabelece que caberá à Fiems, presidida pelo empresário Sérgio Marcolino Longen, a responsabilidade de definir os fornecedores e a forma como o recurso será aplicado. Fonte: Midiamax
- Após Claro ‘blindar’ Fiems, Catan defende direito de fiscalizar dos deputados
Deputado João Catan (Novo) diz que vai acionar autoridades para investigar repasse. (Luciana Nassar, Alems, Divulgação) Deputado disse que 'vê com estranheza' se requerimento não for levado à votação novamente Deputados pressionam para que seja aprovado requerimento que cobra informações sobre convênio de R$ 7 milhões articulado por Jaime Verruck à Fiems antes de deixar o cargo no governo para disputar eleições. O presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PP), recuou e prometeu pautar a votação do requerimento para a sessão desta quarta-feira (22). Depois de Claro ter ‘blindado’ a Fiems e barrado a votação de requerimento anterior, o deputado João Catan (Novo) diz que é ‘nosso direito fiscalizar um dinheiro que sai do Estado para ir para qualquer entidade”, completando que “vejo que, com muita estranheza, caso ele não seja aprovado”. A deputada estadual Gleice Jane (PT) reforçou que é necessário cobrar do presidente a celeridade para apreciar o pedido. “A mesa diretora é quem sempre decide o dia de pôr em votação. Às vezes, acontece de não colocarem. Aí precisamos cobrar. Essa semana vamos aguardar”, adiantou a parlamentar ao Jornal Midiamax. O documento entregue pelos deputados do PT foi formulado com base em reportagem do Jornal Midiamax. Conforme o deputado Pedro Kemp (PT), o requerimento exige as seguintes informações: objeto detalhado do convênio; justificativa técnica, econômica e demonstração de interesse público envolvido; fundamentação legal e administrativa; origem dos recursos e forma de liberação desses valores; se a entidade conveniada (Fiems) poderá contratar terceiros com recurso e, se sim, quais os critérios para a seleção de fornecedores. Kemp diz que causa estranheza um repasse no valor de R$ 7 milhões às vésperas das eleições: “São essas informações que precisamos receber, enquanto Poder Legislativo, que tem obrigação de fiscalizar. Que benefício vai trazer esse convênio com a Fiems”. Deputado estadual e ex-governador de MS, Zeca do PT disse que Verruck teria assinado o convênio um dia após seu afastamento do cargo para concorrer como deputado federal pelo Republicanos. “A informação que tive ontem é que esse convênio assinado pelo Verruck com a Fiems aconteceu com a assinatura do Verruck um dia após o prazo do seu afastamento. Ele estava afastado e assinou convênio, portanto, absolutamente ilegal e que pode barrar a candidatura dele se for insistir nessa candidatura fracassada”, denunciou. Verruck destinou R$ 7 milhões à Fiems O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de abril, sob assinatura de Verruck datada do dia 8, uma semana após sua saída da pasta. Já no dia 13 de abril, o Diário Oficial fez nova publicação alegando correção de informação. A diferença entre os documentos é que agora quem assina é o adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette. Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, apesar da correção, servidores afirmam que os trâmites administrativos foram conduzidos durante a gestão do ex-secretário, que ficou mais de 11 anos à frente da pasta de Desenvolvimento Econômico de MS. Verruck já atuou como diretor do Senai e do IEL. Por fim, foi diretor corporativo da Fiems antes de assumir cargos na gestão estadual, em 2015. Conforme a publicação, o convênio prevê a realização de estudos técnicos e de mercado para ‘identificar novas oportunidades de negócios’. Com um valor global de R$ 7,7 milhões, sendo R$ 700 mil de contrapartida da entidade, o acordo estabelece que caberá à Fiems, presidida pelo empresário Sérgio Marcolino Longen, a responsabilidade de definir os fornecedores e a forma como o recurso será aplicado. Fonte: Midiamax
- Após denúncias de assédio, delegado Wellington deixa ouvidoria da Polícia Civil de MS
Delegado Wellington de Oliveira. (Divulgação, Câmara dos Vereadores) Consta na publicação que o delegado pediu para deixar a função de confiança Após denúncias de assédio moral e sexual por parte de alunas da Acadepol que vieram à tona em março deste ano, o ex-vereador de Campo Grande delegado Wellington Oliveira saiu do cargo de ouvidor-geral da Polícia Civil, conforme portaria publicada nesta quarta-feira (22). De acordo com a publicação, Wellington ocupava a função de confiança símbolo DAPC-2. O afastamento foi a pedido e tem validade a partir da data de publicação. Quem assume o cargo é a delegada Ana Cláudia Oliveira Marques Medina, diretora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, em razão de não haver delegado titular lotado na referida Ouvidoria. As duas portarias são assinadas pelo delegado-geral Lupérsio Degerone Lucio. Férias após denúncias Após denúncias de assédio sexual e assédio moral contra alunas da Academia da Polícia Civil, depois do concurso realizado no ano passado, o delegado Wellington de Oliveira entrou de férias. A portaria das férias de Wellington foi publicada em 24 de março. Denúncias de assédio São oito salas nas quais o delegado Wellington ministra aulas — e, em todas, houve denúncia, por parte das alunas, de assédio sexual e moral. “Ele perguntou quanto tempo ficaria em um motel com alguém”, disse uma das alunas, revoltada. Em outra ocasião, Wellington teria dito às alunas que elas teriam ‘cara’ para serem ótimas “prostitutas infiltradas”. “A revolta com esta situação é muito grande”, disse um aluno, que não quis se identificar. O delegado chegou a perguntar para uma das alunas sobre gostos sexuais e preferências com o marido. Assédio moral Além das denúncias de assédio sexual, teria ocorrido assédio moral. “Se não estão gostando, vão reclamar, mas não vai dar em nada, porque faço parte do Conselho da Polícia”, teria dito o delegado. Wellington de Oliveira ainda faz parte da Ouvidoria da Polícia Civil e integra o Grupo Técnico criado após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte. A denúncia de assédio foi feita à direção da Acadepol, que enviou o caso para a Corregedoria. Uma ata foi produzida e assinada por todos os ‘xerifes’ — que são os líderes de sala —, pelas vítimas e por outros alunos, que foram ouvidos como testemunhas. O concurso da Polícia Civil ocorreu no fim do ano passado, e as aulas na Acadepol tiveram início no dia 27 de janeiro deste ano. PCMS apura o caso Todas as vítimas foram ouvidas por uma delegada, que fez o encaminhamento do caso. O Jornal Midiamax entrou em contato com a Corregedoria e a Polícia Civil sobre as denúncias. Em nota, a Polícia Civil confirmou as denúncias e relatou que o delegado já concluiu as aulas. Além disso, a Corregedoria já apura a situação. Assim, nesta semana, testemunhas e vítimas devem prestar esclarecimentos. Fonte: Midiamax
- Obras de R$ 1 bilhão em rodovias de MS devem ser leiloadas este ano para começarem em 2027
Eduardo Riedel (PP-MS) na B3. (Divulgação, Secom) Empréstimo teve garantia da União e vai contemplar obras em 800 km de estradas A publicação de contrato de garantia da União para empréstimo de R$ 1 bilhão do Governo de Mato Grosso do Sul com o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) encerra a primeira etapa da viabilização dos recursos para obras no Estado. O montante será destinado para obras em rodovias dentro do programa Rodar MS, que vai contemplar cerca de 800 km de vias em diversos municípios do Estado. Agora, o próximo passo será montar o edital para levar a licitação a leilão na bolsa de valores B3, segundo informou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora do projeto no Senado. “A licitação vai ser através da bolsa da B3, então, ele deve estar com tudo preparado com a sua equipe técnica para lançar esse leilão o mais rápido possível”, afirmou. A senadora por MS disse que ainda haverá um tempo depois de lançar o leilão, formalizar o vencedor e início das obras. “Quem ganhar, é montar os acampamentos, para começar a obra; eu imagino que, até o final do ano, começo do ano que vem, essas obras já estarão começando a ser feitas”. Trata-se de uma nova modalidade de contratação em que a empresa concessionária irá ficar responsável, também, pela manutenção das vias pelo prazo de 10 anos. Articulação O empréstimo só foi possível porque teve garantia da União. A articulação para o aval do Planalto se deu com o deputado federal Vander Loubet (PT). “Trabalhei pessoalmente para destravar esses recursos em Brasília justamente por sempre ter compartilhado essa visão e essa postura do Lula”, disse o parlamentar ao Midiamax. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também atuou para agiliar a liberação dos recursos. Empréstimo para financiar programa Rodar MS Mato Grosso do Sul terá R$ 1 bilhão para obras em até 800 quilômetros de rodovias do Estado. O empréstimo foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pelo governador Eduardo Riedel (PP), em 14 de abril. Na presença de parlamentares de Mato Grosso do Sul, Lula e Riedel assinaram a liberação dos recursos para o Rodar MS. Em 10 de abril, houve a contratação dos recursos com o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). Então, para o Rodar MS, são US$ 200 milhões do contrato com o Bird e outros US$ 50 milhões de contrapartida do Governo Federal. O montante chega a cerca de R$ 1,2 bilhão com a atual cotação do dólar. Os recursos contratados com o Bird serão investidos em obras em trechos rodoviários em diversos municípios. Recebem as obras: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba, totalizando cerca de 800 quilômetros. As rodovias contempladas pelos investimentos são: MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473 e MS-480. Assim, serão 590 km em obras e manutenção das rodovias nas regionais de Naviraí e Nova Andradina. Já a modalidade de PPP (parceria público-privada) prevê investimentos em 210 km nas rodovias MS-377 e MS-240, por 30 anos. Fonte: Midiamax
- VÍDEO: Sucuri de 5 metros é flagrada ‘sesteando’ na beira do rio Dourados
Sucuri de aproximadamente 5 metros estava fazendo digestão quando foi flagrada Uma sucuri foi flagrada ‘sesteando’ na beira do rio Dourados neste fim de semana por uma equipe de pescadores. A cobra estava de barriga cheia e fazendo a digestão. Os pescadores publicaram o flagra na página Maza Fishing e afirmaram que a cobra tem aproximadamente 5 metros. No vídeo é possível ver que o animal está ‘preso’ a um galho com a cauda para que não se afaste da beira do rio. Veja no vídeo a seguir: Fonte: Midiamax
- SES-MS confirma mais 2 mortes por chikungunya e total chega a 10 em 2026
Hospital de campanha foi montado em quadra de escola para atender casos confirmados de chikungunya. (Reprodução, Prefeitura de Dourados) Com epidemia em 17 cidades, o Estado concentra 55,5% das mortes pela doença no Brasil Mais duas mortes por chikungunya foram confirmadas pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul), em Jardim e Fátima do Sul. Assim, subiu para dez o número total de óbitos pela doença registrados neste ano no Estado. Ao todo, 17 cidades de MS enfrentam epidemia de chikungunya. No dia 4 de abril, um homem de 94 anos morreu em Jardim, cidade a 239 quilômetros de Campo Grande. O resultado do exame laboratorial que confirma a causa da morte foi liberado na sexta-feira (10). O idoso era portador de comorbidades, como pressão alta, câncer e diabetes. Na mesma data, a SES-MS confirmou a morte de um homem de 82 anos, em Fátima do Sul, a 237 quilômetros da Capital. Ele morreu na última quarta-feira (8) e tinha diabetes e pressão alta. O principal grupo de risco para chikungunya são pessoas em extremos de idades (idosos e bebês), principalmente com comorbidades. Além disso, o boletim epidemiológico mostra 4.281 casos prováveis de chikungunya em Mato Grosso do Sul. Desses, 2.102 foram confirmados (49,1%) e outros 2.179 são suspeitas, que aguardam resultado de exame do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Estado concentra 55,5% das mortes No Brasil, em 2026, foram registrados 18 óbitos pela doença. Assim, 55,5% das mortes do país estão concentradas em Mato Grosso do Sul. Mato Grosso (2), São Paulo (2), Rondônia, Bahia, Goiás e Minas Gerais são os outros estados que registraram mortes. Em todo o ano de 2025, foram registradas 17 mortes por chikungunya em Mato Grosso do Sul. Ou seja, em pouco mais de três meses, o número de mortes já alcança 58,8% do total do ano anterior, que foi o de maior circulação do vírus chikungunya. Quatro mortes suspeitas Há também quatro mortes em investigação por suspeita de chikungunya. Duas delas foram registradas em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, que é considerada o epicentro da doença no Estado. Na primeira sexta-feira de abril (3), morreu um menino indígena de 12 anos. E, na terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena — uma menina de apenas 10 anos, conforme a prefeitura da cidade. A SES-MS não divulgou informações sobre as outras duas mortes suspeitas. Os exames são coletados no município de residência do paciente e enviados para análise no Lacen, em Campo Grande. Não há prazo para divulgação de resultados. Conforme dados da SES-MS, 50,9% dos casos prováveis em MS ainda aguardam a conclusão laboratorial. Mais 8 mortes confirmadas Além dos dois óbitos confirmados na sexta-feira (10), Mato Grosso do Sul acumula mais oito mortes pela doença neste ano. Uma mulher de 82 anos morreu por chikungunya em Jardim, no dia 23 de março. Outro óbito foi registrado em Bonito: um homem de 72 anos, que morreu em 19 de março. Em Dourados, foram seis vítimas indígenas — duas mulheres, de 69 anos (25 de fevereiro) e 60 anos (12 de março); dois homens, de 73 anos (4 de fevereiro) e 55 anos (3 de abril); e dois bebês, ambos meninos, de um mês (19 de março) e três meses (6 de março). Fátima do Sul e Jardim As duas cidades que confirmaram mortes por chikungunya na sexta-feira (10) — Jardim e Fátima do Sul — estão no topo de ranking de municípios que enfrentam epidemia da doença, por terem incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes. Em Fátima do Sul, a incidência é de 2.518,3. A cidade registra 519 casos suspeitos, com alta de apenas nove casos nos últimos sete dias. Apesar de ter registrado a primeira morte pela doença nesta sexta-feira, a epidemia apresenta desaceleração no município. Por outro lado, a SES-MS registra aceleração da doença em Jardim, onde outra morte já foi confirmada neste ano. Nos últimos sete dias, foram registrados 44 novos casos prováveis. A incidência chega a 1.338,6, com aumento de 15,8% no período. O secretário de Saúde da cidade, Jorge Cafure Junior, afirma que o município se preocupa com as consequências de longo prazo da doença. Mais da metade dos pacientes com chikungunya tem sequelas por anos, com dores crônicas nas articulações. “Nós colocamos uma fisioterapeuta desde fevereiro para atender exclusivamente essa população que foi acometida pela doença”, disse ao Jornal Midiamax na quarta-feira (8). Epidemia em 17 cidades A circulação do vírus chikungunya é considerada epidêmica quando a proporção de casos por 100 mil habitantes (incidência) é superior a 300. Em Mato Grosso do Sul, 17 municípios estão nessa situação. Confira o ranking: (Captura de tela, SES-MS) Considerando todas as cidades de Mato Grosso do Sul, a incidência chega a 155,3 casos por 100 mil habitantes no Estado — 13,6 vezes maior que a média nacional, de 11,4. Nos últimos sete dias, a incidência estadual aumentou 17%. Chikungunya mata e causa sequelas Bebê com chikungunya. (Imagem Ilustrativa) Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 50% das pessoas que contraem a doença seguem com os sintomas por anos. Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, que são pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos. Sintomas: Febre; Dores musculares; Dor de cabeça; Dores intensas nas articulações; Manchas vermelhas pelo corpo; Dor atrás dos olhos; Dor nas costas; Conjuntivite não purulenta; Náuseas e vômitos; Inchaço nas articulações; Coceira na pele, que pode ser generalizada ou localizada nas palmas das mãos e solas dos pés; Diarreia e/ou dor abdominal; Dor de garganta; Calafrios. A doença começa na fase aguda, que dura de 5 a 14 dias e é caracterizada pela febre e pelas dores nas articulações. De 15 dias a três meses, ocorre a fase pós-aguda. Se os sintomas persistirem, o Ministério da Saúde considera que a fase crônica já está instalada. Mais da metade dos acometidos por chikungunya sofre com a dor nas articulações, que pode persistir por anos. Como me proteger? Aedes aegypti, transmissor da dengue. (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax) Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde: Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água; Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso; Coloque areia nos pratos de vasos de planta; Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias; Amarre bem os sacos de lixo; Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; Não acumule sucata e entulho; Limpe bem as calhas de casa e as lajes; Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos; Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira; Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras; Mantenha em dia a manutenção das piscinas. Fonte: Midiamax
- Com avanço da chikungunya em MS, entenda os perigos da doença para gestantes e bebês
Gestante. (Henrique Arakaki, Midiamax) Dos casos de chikungunya confirmados no Estado em 2026, 37 são em gestantes Em Mato Grosso do Sul, 16 municípios enfrentam uma epidemia de chikungunya. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em 1º de abril, já foram confirmados 1.764 casos da doença. Entre os pacientes, 37 são gestantes. A infecção pode causar riscos significativos e até deixar sequelas em qualquer paciente, mesmo na ausência de comorbidades. No caso de gestantes, porém, a preocupação é ainda maior, já que tanto a ação direta do vírus quanto os sintomas associados, como a febre, podem desencadear complicações para a mãe e o bebê. Para esclarecer como a chikungunya atua no organismo e quais são seus possíveis impactos durante a gestação, o Midiamax conversou com a ginecologista e obstetra Patrícia Brois, que detalhou os efeitos da doença e os cuidados necessários caso a mãe teste positivo para a doença. Consequências da chikungunya Segundo a médica obstetra, gestantes infectadas pelo vírus podem apresentar risco significativo de parto prematuro e até de aborto. Em alguns casos, o bebê pode nascer com baixo peso ou o quadro evoluir para óbito neonatal. O maior perigo, porém, ocorre quando a infecção acontece no final da gestação, situação que pode corresponder a até 50% dos casos de transmissão vertical, ou seja, quando a doença é transmitida da mãe para o filho. “Para o bebê, pode haver febre alta, distúrbios neurológicos, paralisia cerebral, sequelas neurológicas e óbito neonatal. As malformações não estão relacionadas a efeitos teratogênicos [quando agentes externos, como infecções, causam alterações estruturais no feto], mas podem envolver alterações neurológicas. Por isso, o mais importante é prevenir a picada do mosquito Aedes aegypti“, pontua. Com quais sintomas devo me preocupar? O período mais crítico ocorre quando a mãe adquire a infecção no período intraparto, que vai do início do trabalho de parto até o nascimento do bebê. “O recém-nascido pode apresentar manifestações mais tardias, entre o terceiro e o sétimo dia de vida. Os sintomas incluem dor aguda, febre, irritabilidade, dor difusa, edema nos membros e extremidades, erupções cutâneas, meningoencefalite, síndromes hemorrágicas, diarreia e alterações hemodinâmicas.” Já nas gestantes, um sintoma característico é a febre, que pode, inclusive, desencadear complicações, como o parto prematuro. E o repelente, está liberado? Segundo a doutora Patrícia, o uso de repelente é mais que recomendado, sendo um grande aliado na prevenção da chikungunya. Antes de comprar, é importante observar o rótulo. O ativo com maior eficácia e longa duração, seguro para gestantes e crianças acima de seis meses, é a icaridina, em concentrações entre 20% e 25%. “Ela oferece proteção prolongada, durando de 10 a 12 horas. Há também o DEET, que é seguro para gestantes, mas possui menor duração, exigindo reaplicações mais frequentes”, explica. A especialista também comenta sobre repelentes naturais e caseiros, geralmente à base de citronela, andiroba, cravo e óleos essenciais. No entanto, esses produtos têm duração média de apenas 20 minutos, o que exige reaplicação ainda mais constante. Cuidados Mato Grosso do Sul deve receber mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya, ainda em fase de testes pela Anvisa. Gestantes não fazem parte do público-alvo e não serão imunizadas, o que reforça a necessidade de prevenção contínua. Caso a gestante apresente sintomas como febre alta, dores articulares intensas, inchaço nas articulações ou manchas vermelhas na pele, é fundamental procurar atendimento médico com urgência. Segundo a especialista, o tratamento para gestantes inclui medicamentos para alívio dos sintomas, além de medidas de suporte, como repouso e hidratação intensa com água, sucos naturais, água de coco ou soro oral. Evitar a proliferação dos mosquitos também é importante. Por isso, evitar o acúmulo de água em pneus, vasos, caixas d’água e outros materiais é primordial para garantir uma gestação saudável e segura. O que é a chikungunya? A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos. Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Fonte: Midiamax
- Com 308 novos casos em uma semana, MS entra em nível de alerta para dengue
Combate ao mosquito Aedes aegypti. (Divulgação, SES) No total, são 2.793 registros da doença em 2026 no Estado Mato Grosso do Sul registrou mais 308 casos prováveis de dengue na última semana, conforme boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul). No total, são 2.793 registros da doença em 2026 no Estado. A incidência é de 101,3 casos por 100 mil habitantes em Mato Grosso do Sul. Assim, o Estado passou de baixa para média incidência na última semana. Dez cidades apresentam situação mais preocupante, por estarem com incidência acima de 300, considerada alta. Confira a lista: Corumbá – 681 casos prováveis, incidência de 707,4; Costa Rica – 155 casos prováveis, incidência de 595,3; Amambai – 223 casos prováveis, incidência de 567,1; Douradina – 31 casos prováveis, incidência de 555,8; Sete Quedas – 50 casos prováveis, incidência de 454,8; Selvíria – 34 casos prováveis, incidência de 417,6; Santa Rita do Pardo – 28 casos prováveis, incidência de 398,5; Paraíso das Águas – 20 casos prováveis, incidência de 363,0; Itaporã – 79 casos prováveis, incidência de 327,3; Jardim – 73 casos prováveis, incidência de 304,4. Nos últimos 14 dias, Douradina e Amambai apresentaram alta expressiva na proporção de casos por habitantes. Apenas Corguinho, Nova Alvorada do Sul e Tacuru não registraram nenhum caso da doença neste ano. Além disso, na última semana, o boletim epidemiológico mostrava uma morte em investigação. No entanto, o óbito foi descartado após confirmação de outra causa em exame laboratorial. Chikungunya Também transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt, a chikungunya preocupa em Mato Grosso do Sul. Dez pessoas morreram pela doença neste ano no Estado, em Dourados (6), Bonito (1), Jardim (2) e Fátima do Sul (1). Ao todo, 17 cidades enfrentam epidemia de chikungunya em MS. Além disso, o boletim epidemiológico mostra 4.281 casos prováveis de chikungunya em Mato Grosso do Sul. Desses, 2.102 foram confirmados (49,1%) e outros 2.179 são suspeitas, que aguardam resultado de exame do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Como me proteger? Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde: Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água; Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso; Coloque areia nos pratos de vasos de planta; Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias; Amarre bem os sacos de lixo; Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; Não acumule sucata e entulho; Limpe bem as calhas de casa e as lajes; Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos; Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira; Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras; Mantenha em dia a manutenção das piscinas. Fonte: Midiamax
- LISTA: Saiba quais são as 10 cidades em ‘perigo’ para tempestades de 100 mm em MS
Céu com nuvens 'carregadas' indica mudança no clima em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Ao todo, a meteorologia prevê chuva para 53 municípios do Estado Este domingo (12) tem previsão de chuva forte para 53 cidades de Mato Grosso do Sul. A precipitação pode ser entre 50 e 100 milímetros por dia, com possibilidade de rajadas de vento entre 60 e 100 quilômetros por hora, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O Instituto avisa que dez cidades do Estado estão na rota de “perigo” para tempestade neste domingo. Nesse caso, pode chover até 60 milímetros por hora, com possibilidade de queda de granizo, e risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Confira a lista: Amambai Coronel Sapucaia Eldorado Iguatemi Itaquiraí Japorã Mundo Novo Paranhos Sete Quedas Tacuru Conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o deslocamento de cavados contribui para a formação de instabilidades em Mato Grosso do Sul. Além disso, o intenso transporte de calor e umidade sobre a região, associado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, também favorecem as chuvas. Mais chuva Além dessas cidades, outros 43 municípios também devem registrar chuva ao longo do dia, mas a precipitação será menor. Por hora, a previsão é de até 30 milímetros de chuva, com total de 50 milímetros até o fim deste domingo. Anastácio Angélica Antônio João Aquidauana Aral Moreira Bela Vista Bodoquena Bonito Caarapó Caracol Corumbá Deodápolis Dois Irmãos do Buriti Douradina Dourados Fátima do Sul Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Itaporã Ivinhema Jardim Jateí Juti Laguna Carapã Maracaju Miranda Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Ponta Porã Porto Murtinho Rio Brilhante Sidrolândia Taquarussu Vicentina Alcinópolis Costa Rica Coxim Pedro Gomes Rio Verde de Mato Grosso Sonora Fonte: Midiamax
- Em Campo Grande, Flávio Bolsonaro visita Bioparque ao lado de Riedel
Flávio Bolsonaro ao lado de Riedel em Campo Grande. (Fala Povo, Midiamax) Pré-candidato à presidência da República participa da Expogrande Em Campo Grande, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o Bioparque ao lado do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP). O pré-candidato à presidência da República participa de agendas na Capital nesta quinta-feira (9). Após adiantar a chegada em Campo Grande e driblar a imprensa, Flávio seguiu do aeródromo Santa Maria com comitiva de carros de segurança. Assim, teria ido até o Bioparque do Pantanal com a recepção do governador de MS. No local turístico da Cidade Morena, o filho de Jair Bolsonaro fez passeio interno e externo. Leitores do Jornal Midiamax flagraram o pré-candidato rindo enquanto conversava com o governador de MS. Além disso, os dois passaram pelos aquários do Bioparque. Populares flagraram momento. (Fala Povo, Midiamax) Homenagens na Expogrande A visita do filho 01 acontece na quinta-feira (9), mesmo dia da abertura da Expogrande. A Câmara Municipal e a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprovaram título de visitante ilustre para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Assim, os parlamentares se organizam para entregar as homenagens no evento de agronegócio. Em sessão ordinária de 31 de março, os vereadores de Campo Grande aprovaram a honraria para Flávio. Na Câmara, o vereador Rafael Tavares (PL) foi o proponente da matéria. Ao Midiamax, o vereador André Salineiro (PL) confirmou a entrega do título durante abertura da Expogrande. Já na Alems, o deputado Coronel David (PL) protocolou matéria para homenagear Flávio como visitante ilustre de Mato Grosso do Sul. Por fim, na terça-feira (7), a votação foi marcada por debates entre parlamentares da base aliada e da oposição. O projeto recebeu 12 votos favoráveis e três contrários, estes da bancada do PT. Fonte: Midiamax
- Em MS, Flávio Bolsonaro diz que Tereza Cristina é a ‘vice dos sonhos’
Flávio Bolsonaro (PL) conversou com Tereza Cristina (PP) na Expogrande Pré-candidato do PL deixou em aberto a possibilidade de ter a senadora como vice em sua chapa Após reunião política na Expogrande, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que a senadora Tereza Cristina é a ‘vice dos sonhos’. O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro elogiou a parlamentar sul-mato-grossense, que é apontada como uma possível vice em sua chapa: “Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, sou fã. Mas, vice vai ser muito mais para frente”, disse. O presidenciável destacou a notoriedade de Tereza Cristina. “Ela é uma das maiores referências no mundo que o agro tem. Foi um privilégio tê-la como minsitra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro”. Depois, deixou em aberto a possibilidade de Tereza ser sua vice: “Vamos pensar mais pra fente, com calma. Fico feliz em tê-la como possibilidade [de vice]”, concluiu Flávio. Tereza Cristina diz que tem compromisso no Senado com o agro Questionada se recebeu convite para conversar com Bolsonaro sobre a possibilidade de ser vice, a senadora disse que a visita de Flávio não teria relação com essa questão. “Queremos ganhar a eleição, que Flávio faça a melhor escolha [para vice]”. No entanto, Tereza Cristina voltou a afirmar que ser candidata à vice-presidente ‘não está nos planos’. Com mais quatro anos de mandato pela frente, a senadora diz que tem compromisso com o agro e que o setor precisa de senadores comprometidos. “Estamos num momento difícil, com juros altos e preços baixos”, justificou. Fonte: Midiamax
- Em MS, Flávio diz que palavra final sobre candidatura ao Senado será do pai
Flávio Bolsonaro (PL) falou com jornalistas sobre vagas ao Senado pelo PL em MS (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Jair Bolsonaro divulgou carta indicando nome de Pollon, mas filho disse que também quer pesquisa Após se reunir com pré-candidatos do PL, Flávio Bolsonaro (PL) concedeu entrevista coletiva na abertura da Expogrande e disse que a ‘palavra final’ sobre a segunda vaga para candidatura ao Senado do partido será do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador e pré-candidato à Presidência da República disse aos jornalistas que uma das vagas é do presidente do diretório do PL em MS, o ex-governador Reinaldo Azambuja. “A outra vaga, vamos fazer uma pesquisa para decidir o apoio da segunda vaga”, disse. Ao ser questionado sobre a carta de próprio punho escrita por Jair Bolsonaro – e divulgado pela esposa, Michelle Bolsonaro – de que Marcos Pollon é o candidato a Senado indicado do PL, Flávio desconversou e disse que “ele [Jair] não sabia desse nosso acordo anterior [com Reinaldo]”. E completou dizendo que “se tiver que ser o Pollon, vai ser, e se tiver que ser Capitão Contar, vai ser, mas “a palavra final é do presidente Bolsonaro”, cravou. Depois, o senador e secretário-geral do PL, Rogério Marinho, confirmou que “Bolsonaro [o ex-presidente] tem sempre a última palavra” e que vai levar em consideração o que conversar com o seu porta-voz, o filho, Flávio. Fonte: Midiamax
- Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra apontado por crimes de estupro de vulnerável e produção de pornografia infanto-juvenil
Imagem: Polícia Civil A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) cumpriu, na manhã de hoje (9), mandados de prisão e de busca e apreensão, no bairro Bonança, em Campo Grande, contra um homem de 52 anos, como desdobramento de investigação que apurou graves crimes contra menores. Conforme apurado, o investigado foi responsável pelo abuso sexual de sua enteada quando ela ainda era menor. Posteriormente, nos anos seguintes, o mesmo indivíduo também abusou sexualmente das filhas dessa vítima, que na época dos fatos tinham 12 e 10 anos de idade. Em um dos episódios, o autor ofereceu à criança quantia em dinheiro para que ela gravasse vídeos íntimos. Durante as investigações, as vítimas prestaram depoimento especial, confirmando o teor das condutas narradas. Também foram relatadas tentativas de exibição de conteúdo pornográfico pelo autor às crianças, além de aproximações físicas indevidas dirigidas a outras crianças que residiam no mesmo local. No cumprimento dos mandados expedidos pela autoridade judicial, foram apreendidos o aparelho celular e um notebook de propriedade do investigado, que serão encaminhados para perícia. O homem foi preso preventivamente pelos crimes de estupro de vulnerável e produção de pornografia infanto-juvenil, com as providências legais cabíveis em curso. A DEPCA informa ainda que o Conselho Tutelar foi comunicado e as medidas de proteção às vítimas foram acionadas. Fonte: Polícia Civil
- Polícia Civil incinera meia tonelada de entorpecentes em Ribas do Rio Pardo
Imagem: Polícia Civil Na manhã desta quinta-feira (9), a Delegacia de Ribas do Rio Pardo realizou a incineração de aproximadamente 500 kg de entorpecentes no município. Os entorpecentes incinerados são oriundos de apreensões realizadas pelas forças de segurança pública do município, no âmbito de diversas operações de combate ao tráfico de drogas. Antes da destruição, todo o material foi devidamente periciado, com a preservação de amostras para contraprova, conforme determina a legislação vigente. Ressalta-se que a incineração seguiu rigorosamente todas as normas sanitárias e ambientais aplicáveis, assegurando a segurança dos envolvidos e a proteção ao meio ambiente. Fonte: Polícia Civil
- Em Mundo Novo, Polícia Civil incinera mais de 6 toneladas de drogas apreendidas
Imagem: Polícia Civil A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Mundo Novo, realizou na manhã de hoje (9), uma incineração de drogas, totalizando mais de 6 toneladas de entorpecentes, principalmente maconha e skunk, fruto de grandes apreensões realizadas na região nos últimos meses. O procedimento ocorreu em unidade industrial com fornos apropriados, seguindo rigorosamente todos os protocolos técnicos e ambientais. A destruição foi acompanhada pelo Ministério Público, Vigilância Sanitária, Autoridade Policial e demais forças de segurança, garantindo transparência, controle e fiscalização — como determina o art. 50, §3º, da Lei 11.343/2006. O montante incinerado representa um duro golpe às organizações criminosas que atuam na fronteira. Estima-se que a droga destruída movimentaria milhões de reais se chegasse aos centros consumidores, abastecendo redes de tráfico e ampliando a dependência química e a violência em diversas regiões do país. A Polícia Civil destaca que o resultado é fruto da integração entre as equipes locais, investigações qualificadas, operações de inteligência e a atuação constante contra o narcotráfico no Cone Sul do Estado. Com a ação, Mundo Novo reafirma sua posição como referência na repressão ao tráfico de drogas, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a segurança pública, a saúde coletiva e a defesa da população sul-mato-grossense. Fonte: Polícia Civil
- Ciclone extratropical e frente fria avançam, mudando o clima em MS
Chuva em Campo Grande (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Até o dia 10, esses sistemas já terão provocado impactos significativos no clima Um ciclone extratropical e uma frente fria devem atuar sobre o Brasil e outras regiões da América do Sul entre os dias 6 e 7 de abril. Até o dia 10, esses sistemas já terão provocado impactos significativos no clima em várias áreas do país, incluindo o Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a previsão é de temporais na segunda e na terça-feira, período em que os fenômenos começam a se formar. Na terça-feira, em especial, há possibilidade de rajadas de vento moderadas a fortes, variando entre 40 e 60 km/h em alguns municípios. De acordo com o Climatempo, ciclones extratropicais e frentes frias se desenvolvem em regiões com grande contraste de temperatura, ou seja, onde há encontro entre uma massa de ar quente e outra de ar frio. Esse cenário já pode ser observado neste domingo (5) na região central da América do Sul. Enquanto o norte da Argentina e o Paraguai enfrentam temperaturas elevadas, uma intensa massa de ar frio, de origem polar, avança pelo leste da Argentina em direção ao oceano. É justamente no encontro dessas massas de ar que o ciclone extratropical se forma, dando origem, posteriormente, à frente fria. Fonte: Midiamax
- R$ 3,1 milhões: confira como serão aplicados os recursos para combate à chikungunya em Dourados
Força Nacional do SUS em Dourados (Divulgação, Edjalma Borges/Ministério da Saúde) Aplicação inclui desde abastecimento de água e transporte de equipes até limpeza urbana e distribuição de alimentos em Dourados Dourados concentra atualmente o cenário mais crítico da chikungunya no Estado, com cinco mortes, 1.365 casos confirmados e quase 3 mil notificações suspeitas. Diante do avanço da doença, o Governo Federal estruturou uma resposta emergencial que alia assistência humanitária, reforço na saúde, controle do vetor e investimentos em infraestrutura. Ao todo, mais de R$ 3,1 milhões foram assegurados para ações imediatas. As medidas têm como foco principal as aldeias indígenas de Dourados, áreas mais afetadas pela epidemia. Na sexta-feira (3), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a presidenta da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Lúcia Alberta Baré, estiveram em Dourados para ouvir as demandas locais, anunciar as ações previstas e detalhar o volume de recursos destinados às comunidades. Do total de recursos previstos, R$ 1,3 milhão, autorizado pelo MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), será aplicado diretamente em medidas de socorro e assistência humanitária. Os recursos incluem apoio logístico, uso de caminhões-pipa, transporte de equipes e distribuição de água potável em áreas com abastecimento precário. O Ministério da Saúde destinou R$ 855,3 mil para fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar o atendimento à população e intensificar o controle da chikungunya. Já a Defesa Civil aprovou R$ 974,1 mil para ações de limpeza urbana, manejo de resíduos e eliminação de criadouros do mosquito, considerados pontos-chave para conter a transmissão da doença. Plano emergencial de R$ 1,3 milhão O plano emergencial prevê a aplicação de R$ 1.348.143,40 em recursos, com foco em aldeias indígenas e acampamentos. A iniciativa deve beneficiar cerca de 5 mil residências em 19 locais, ao longo de 15 dias de operação. Entre as ações porevistas estão: R$ 512,2 mil para caixas d’água e telas – aquisição de caixas d’água, telas de proteção, lonas e outros materiais, com foco na redução de criadouros do mosquito e no controle de doenças; R$ 471,2 mil para locação de veículos – investimento para disponibilizar caminhonetes, caminhões e caminhões-pipa, assegurando mobilidade das equipes de saúde e distribuição de água e alimentos; R$ 180 mil para alimentação e hospedagem – contratação de estabelecimento para fornecer refeições e hospedagem para 50 agentes efetivos; R$ 154,1 mil para combustíveis – recurso destinado à manutenção de viaturas, garantindo o deslocamento contínuo das equipes e o transporte de insumos essenciais no combate a arboviroses; R$ 24,9 mil para abastecimento de água – locação de bombas e mangueiras para ampliar a capacidade de armazenamento e distribuição de água nas comunidades atendidas; R$ 5,5 mil para internet – conexão de alta velocidade e baixa latência global para áreas remotas, tipo Starlink. Além disso, as ações em campo também foram intensificadas com o envio de 50 agentes de combate a endemias, parte deles já em atuação, com apoio de 40 militares do Exército e uso de viaturas. A Força Nacional do SUS já realizou 1,2 mil atendimentos, 81 remoções para média e alta complexidade e 225 visitas domiciliares. Como medida de controle do vetor, 1 mil armadilhas com larvicida foram instaladas para interromper o ciclo do mosquito. R$ 1 milhão para limpeza em Dourados Na área de limpeza urbana, considerada uma das principais frentes de combate, o Governo Federal cobra a execução imediata dos quase R$ 1 milhão liberados ao município. Segundo Eloy Terena, os valores já estão disponíveis e precisam ser aplicados com urgência. “Os recursos irão garantir a coleta de resíduos nas comunidades indígenas”, afirmou. Segundo ele, a integração entre cidade e aldeias é essencial. “A terra indígena de Dourados é integrada ao município, então as ações devem ser conjuntas”, explicou. A retirada de resíduos e o manejo adequado do lixo são apontados como essenciais para reduzir focos do mosquito, especialmente na Reserva Indígena de Dourados. Além da limpeza, o plano prevê a destinação dos residuos em aterro sanitário licenciado. Obras de R$ 53 milhões prometem pôr fim à falta de água Paralelamente às ações emergenciais, o Governo também anunciou um investimento estrutural de R$ 53 milhões para ampliar e reestruturar o sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A medida busca corrigir um problema histórico que afeta mais de 20 mil indígenas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena. O projeto, relizado em parceria com a Saneul, prevê a ampliação da rede, regularização do fornecimento e redução da necessidade de armazenamento improvisado de água — prática que contribui diretamente para a proliferação do mosquito. A iniciativa surge após anos de falhas no sistema atual, implantado em 1997 e considerado insuficiente diante do crescimento populacional. Além das obras, a Sanesul deverá realizar uma audiência pública para discutir a política de cobrança pelo serviço. A Funai, no entanto, defende que não haja tarifa para os povos indígenas, considerando a situação de vulnerabilidade. “O abastecimento de água é uma obra fundamental para salvar vidas e reduzir o avanço da endemia”, afirmou a presidenta. Distribuição de alimentos e reforço na segurança Como complemento às ações de assistência, o plano também prevê a distribuição de alimentos às comunidades indígenas. Inicialmente, serão entregues 2 mil cestas básicas, com a meta de alcançar 6 mil unidades até junho, em parceria com órgãos federais. Na área da segurança, indígenas relataram aumento da violência na região. Em resposta, a Funai informou que atua na articulação com outros órgãos, mas reforçou não ter poder direto de policiamento. Entre as alternativas em discussão está a criação de uma base operacional de defesa, nos moldes das já existentes na Amazônia. A proposta ainda será analisada pelo Governo Federal como forma de ampliar a presença do Estado nas aldeias. Conforme o Governo Federal, as ações têm como objetivo conter, a curto prazo, o avanço da chikungunya e, simultaneamente, enfrentar problemas estruturais que contribuem para a disseminação da doença em Dourados. Fonte: Midiamax
- Mulher que estava desaparecida há 7 anos é encontrada após ser agredida com filho no colo pelo marido
Imagem ilustrativa. (Ana Laura Menegat/ Arquivo Midiamax) PM foi até o local para averiguar denúncia e constatou que a vítima estava desaparecida desde 2019 Uma mulher de 29 anos, que estava desaparecida desde 2019, foi encontrada após ser agredida pelo marido em Corumbá, a 413 quilômetros de Campo Grande, na noite de sábado (4). O marido, de 30 anos, foi preso em flagrante. A PM (Polícia Militar) foi acionada para uma ocorrência de violência doméstica no bairro Cristo Redentor e, ao realizar diligências pelas imediações, foi abordada por uma testemunha. Ela relatou que uma mulher estava sendo agredida pelo companheiro, e a equipe foi até a residência. Na ocasião, a vítima contou que foi agredida com diversos socos na cabeça e no peito pelo marido. O filho dela, que estava no colo, também foi agredido. Ao checar a identidade da vítima, os militares constataram que ela estava desaparecida desde 2019. As agressões foram contidas após um vizinho intervir para defender a vítima. O agressor foi encontrado na rua, em frente ao imóvel, e preso por violência doméstica. Onde buscar ajuda em MS Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153. Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências. As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil. Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542. Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. Fonte: Midiamax
- Em meio à epidemia, frente fria pode aliviar avanço da chikungunya em MS
Larvas do mosquito Aedes aegypti. (Divulgação, Prefeitura de Dourados) A partir desta segunda-feira (7), Mato Grosso do Sul registrará temperaturas mínimas que podem chegar a 12°C A partir desta segunda-feira (7), uma frente fria alcança o Sul do Brasil, com temperaturas mínimas que podem chegar a 12°C no interior de Mato Grosso do Sul. A expectativa de infectologistas é que a mudança no tempo possa ajudar a frear o avanço da disseminação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya. Com mais de 200 casos a cada 100 mil habitantes, Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de incidência da doença. Quatorze cidades do Estado enfrentam epidemia de chikungunya. O Estado tem mais de 3,6 mil casos prováveis e acumula sete mortes pela doença — em Dourados, Bonito e Jardim. Segundo o Ministério da Saúde, a temperatura climática e chuva são fatores importantes que influenciam na infestação pelo Aedes. Para evitar a proliferação do mosquito, é preciso eliminar criadouros, onde há água parada. Acabar com o mosquito é essencial para frear o avanço do surto em Mato Grosso do Sul. ‘Casos vão diminuir’ No entanto, a presidente da Sociedade Sul-Mato-Grossense de Infectologia, médica Andyane Telila, alerta que é difícil combater o mosquito em um momento de tanta circulação do vírus. “Enquanto a gente tiver ambiente propício para acúmulo de água e clima propício para replicação desse mosquito, nós vamos ter dificuldade.” Assim, a especialista aposta que a circulação do vírus só vai diminuir mesmo com a mudança do clima. “Quando vier aquela frente fria que toma conta do nosso Estado, de 5°C, aí talvez nós teremos uma resolução maior, porque controlar o vetor em vigência de alta circulação viral é difícil mesmo”, explica Andyane Tetila. O infectologista Julio Croda, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirma que a frente fria da próxima semana pode ajudar a controlar a epidemia. “A sazonalidade das arboviroses é essa, o número de casos vai diminuir muito a partir de abril e maio. A sazonalidade é de janeiro a abril.” Ciclone extratropical A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) diz que, entre os dias 7 e 9 de abril, há a tendência de formação de um ciclone extratropical no oceano Atlântico, associado ao avanço de uma frente fria. Isso aumenta a nebulosidade e causa chuvas, tempestades e queda nas temperaturas no Estado. Além da frente fria, há indicativos de avanço de uma massa de ar mais frio. Entre os dias 10 e 12 de abril, as mínimas atingem entre 12°C e 14°C, especialmente na região sul do Estado. Como me proteger? Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde: Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso; Coloque areia nos pratos de vasos de planta; Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias; Amarre bem os sacos de lixo; Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; Não acumule sucata e entulho; Limpe bem as calhas de casa e as lajes; Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos; Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira; Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras; Mantenha em dia a manutenção das piscinas; Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água. Mortes por chikungunya O ano passado foi o mais letal para chikungunya no Estado. A primeira morte foi registrada em 4 de fevereiro de 2025, em Dois Irmãos do Buriti. As próximas mortes foram registradas ao longo de abril, quando o número total subiu para sete. Mais cinco pessoas morreram em maio de 2025, outras seis em junho, e a última, em julho. Neste ano, faltando um dia para o fim de março, o Estado já acumula sete mortes. O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima é uma mulher com mais de 80 anos, que morava em Jardim. Além disso, em Bonito, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta. Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, também com diabetes e pressão alta. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24. Fonte: Midiamax
- Dourados investiga duas novas mortes por suspeita de chikungunya
Indígenas com suspeita de chikungunya atendidos em quadra de escola na aldeia. (Foto: Fala Povo Midiamax) Em 2026, Dourados já contabiliza cinco mortes e 1.365 casos de chikungunya Epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul, Dourados investiga duas novas mortes suspeitas pela doença. Em 2026, o município já contabiliza cinco óbitos, todos registrados na Reserva Indígena. As vítimas são três idosos e dois bebês, de 1 e 3 meses. As duas mortes em investigação também ocorreram em aldeias indígenas e, caso confirmadas, o total chegará a sete. Somente nas últimas 24 horas, a cidade registrou 51 novos casos, elevando o número de confirmações para 1.365. De acordo com boletim epidemiológico divulgado neste domingo (5), após uma leve queda no sábado (4), os casos prováveis voltaram a subir, passando de 2.678 para 2.733. Entre os óbitos em investigação, está o de uma criança de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro. O outro caso é o de uma mulher de 55 anos que teve os primeiros sintomas na quarta-feira (1°). Ambas as vítimas eram indígenas e não possuíam comorbidades. As duas mortes foram registrados na sexta-feira (3). População indígena lideram os casos O município enfrenta uma emergência em saúde pública provocada pela chikungunya, com maior incidência entre a população indígena, mas já em avanço para outras regiões da cidade. Nos territórios indígenas, são mais de 1,1 mil casos confirmados, enquanto 1.608 seguem como prováveis: Prováveis: 1.608 Confirmados: 1.115 Descartados: 388 Investigação: 493 Total de notificações: 1.996 Atendimentos hospitalares: 227 Conforme o boletim, os dados indicam crescimento expressivo de casos e internações, com sinais de sobrecarga na rede de atenção primária, nas unidades de urgência e emergência e na ocupação de leitos hospitalares. Outro fator de alerta é a taxa de positividade, atualmente em 74,42%, o que indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado para a doença. O que é a chikungunya A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos. Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Fonte: Midiamax
- Alta circulação de chikungunya leva Dourados a índice ‘nunca visto’, diz infectologista
Pessoa com chikungunya. (Reprodução) Sete em cada dez testes realizados no município têm resultados positivos, o que é inédito na literatura sobre a doença A cada dez pessoas que fazem teste para chikungunya em Dourados, sete têm resultado positivo. A cidade é considerada o epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, onde outras 14 cidades enfrentam epidemia da arbovirose. Para a Sociedade de Infectologia de MS, a alta taxa de positividade pode ser inédita no mundo. “Nós estamos numa situação preocupante, com alta circulação viral e uma positividade nunca vista em outro local do nosso país, talvez no mundo, alguma coisa parecida”, diz a médica Andyane Tetila, presidente da Sociedade Sul-Mato-Grossense de Infectologia. Conforme o boletim epidemiológico de Dourados, a cidade realizou 1.466 testes de chikungunya em 2026 até terça-feira (31). Destes, apenas 392 retornaram resultados negativos para a doença. Outros 1.074 casos foram confirmados. Assim, a taxa de positividade chega a 73,26%. Na semana anterior, o valor era de 78,65%. “É inédito pela alta prevalência, as pessoas muito suscetíveis, muitas pessoas apresentando sintomas e realmente evoluindo com doença e uma positividade elevadíssima, principalmente aqui na região da Reserva Indígena de Dourados”, avalia a especialista. Casos confirmados Na prática, isso significa que quase todos os casos suspeitos são confirmados após investigação laboratorial. Dourados ainda tem 979 casos de chikungunya em investigação e — conforme a estimativa atual — mais de 685 deles devem confirmar a presença do vírus. Em Mato Grosso do Sul, há 3.665 casos prováveis de chikungunya. Desses, 1.782 foram confirmados e 1.883 estão em investigação, aguardando resultado de exame no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Isso quer dizer que, conforme o Ministério da Saúde, mais da metade dos possíveis casos não foram concluídos. No entanto, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) não divulga o número de casos descartados, então não é possível saber a taxa de positividade do Estado. O Jornal Midiamax solicitou essas informações e aguarda resposta. Lotação em hospitais Com alta taxa de positividade, muitas pessoas ficam doentes ao mesmo tempo, o que pressiona o sistema de saúde. “Estamos vendo aqui todas as pessoas de uma mesma família adoecerem, sequencialmente“, conta Andyane Tetila, que atua no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). As pessoas estão muito suscetíveis ao vírus porque nunca tiveram contato antes. “É muita gente doente ao mesmo tempo, isso faz surgir casos com gravidade, sobrecarrega a internação e as consultas. E a chikungunya tem uma particularidade: é difícil ter toda a resolução numa consulta só, nos casos que não internam. Eles precisam de reavaliações”, explica a médica. Geralmente, o quadro de saúde do paciente com chikungunya começa com a febre entre 38°C e 40°C e dor muito forte nas articulações. A dor pode ser incapacitante, causando até mesmo dificuldade de esticar a coluna. Em cerca de 30% dos casos, esses efeitos da doença podem durar até 2 anos. “Então, nós sabemos que isso vai durar muito tempo, porque são pacientes que vão precisar de acompanhamento por muito tempo. A gente se preocupa nesse quesito”, diz Andyane Tetila. Na quarta-feira (31), Dourados tinha 31 pessoas internadas pela doença. Epidemia em 14 cidades Subiu para 14 o número de cidades com epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul, segundo os dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde. O Estado acumula 3.588 casos prováveis da doença e sete mortes, com incidência de 122,7 casos a cada 100 mil habitantes, 11 vezes mais que a média nacional. Confira a relação completa: Jateí – incidência de 305,9 (11 casos prováveis – 7 suspeitos e 4 confirmados) Fátima do Sul – incidência de 2.288 (492 casos prováveis – 485 suspeitos e 7 confirmados) Jardim – incidência de 1.118,2 (274 casos prováveis – 231 suspeitos e 43 confirmados) Sete Quedas – incidência de 1.068,7 (121 casos prováveis – 99 suspeitos e 21 confirmados) Vicentina – incidência de 584,2 (38 casos prováveis – 27 suspeitos e 11 confirmados) Selvíria – incidência de 573,7 (50 casos prováveis – 1 suspeito e 49 confirmados) Paraíso das Águas – incidência de 496,4 (29 casos prováveis – 15 suspeitos e 14 confirmados) Guia Lopes da Laguna – incidência de 435 (44 casos prováveis – 27 suspeitos e 17 confirmados) Bonito – incidência de 423,4 (106 casos prováveis – 57 suspeitos e 49 confirmados) Corumbá – incidência de 396 (391 casos prováveis – 364 suspeitos e 27 confirmados) Antônio João – incidência de 391,1 (38 casos prováveis – 36 suspeitos e 2 confirmados) Água Clara – incidência de 368,7 (66 casos prováveis – 64 suspeitos e 2 confirmados) Amambai – incidência de 364,1 (152 casos prováveis – 131 suspeitos e 21 confirmados) Figueirão – incidência de 346,6 (13 casos prováveis – 1 suspeito e 12 confirmados) Dourados Apesar de ter registrado o maior número de mortes (5) e até receber apoio da Força Nacional do SUS, a segunda cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul tem taxa de incidência de 282,2. O número subiu 24,2% com relação à semana anterior, mas ainda não configura como epidemia de chikungunya. No entanto, a reserva indígena da cidade tem 15.023 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e registrou 1.304 casos prováveis. Ou seja, a taxa de incidência nas aldeias é superior a 8,6 mil, e a epidemia está concentrada entre os indígenas da reserva. O Governo Federal reconheceu, na segunda-feira (30), a situação de emergência em saúde pública de Dourados, cidade a 228 km de Campo Grande, devido à epidemia de chikungunya. Com esse reconhecimento, a Prefeitura de Dourados passa a ter mais apoio e liberdade para intensificar as ações de combate à doença, tanto nos bairros da cidade quanto nas Reservas Indígenas, em parceria com os governos federal e estadual. Sete mortes por chikungunya O ano passado foi o mais letal para chikungunya no Estado. A primeira morte foi registrada em 4 de fevereiro de 2025, em Dois Irmãos do Buriti. As próximas mortes foram registradas ao longo de abril, quando o número total subiu para sete. Mais cinco pessoas morreram em maio de 2025, outras seis em junho, e a última, em julho. Neste ano, faltando um dia para o fim de março, o Estado já acumula sete mortes. O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima é uma mulher com mais de 80 anos, que morava em Jardim. Além disso, em Bonito, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta. Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, também com diabetes e pressão alta. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24. Como me proteger? Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde: Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água. Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso; Coloque areia nos pratos de vasos de planta; Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias; Amarre bem os sacos de lixo; Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; Não acumule sucata e entulho; Limpe bem as calhas de casa e as lajes; Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos; Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira; Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras; Mantenha em dia a manutenção das piscinas. Fonte: Midiamax
- Fiscalização vai garantir redução no preço do diesel em MS, anuncia Riedel
Governador Eduardo Riedel (PP). (Leo de França, Jornal Midiamax) Mato Grosso do Sul irá subsidiar importadores de combustível em R$ 1,20 por litro Após Mato Grosso do Sul aderir à proposta nacional para conter a alta do diesel, o governador Eduardo Riedel (PP) garantiu que a medida irá reduzir o preço do combustível nas bombas. Então, assegurou que irá fiscalizar que a redução chegue ao consumidor final: “Vamos fazer uma fiscalização muito forte, para que essa redução chegue ao consumidor final, operador logístico, transportador. O diesel é um insumo que impacta em todas as cadeias de produção. Por isso o aumento dele acaba elevando o preço de uma série de outros insumos básicos”, garantiu o governador. A medida prevê subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível até o fim de maio, com estimativa de impacto de R$ 60 milhões na receita do Estado. “A única maneira que o Estado tem de apoiar o consumidor final é reduzir os impostos. Vai nos impor um esforço adicional, mas, sem dúvida nenhuma, necessário nesse momento”, pontuou o governador. Pacto nacional Segundo o Ministério da Fazenda, a medida estabelece uma subvenção no valor total de R$ 1,20 por litro de diesel. Assim, R$ 0,60 devem ser assumidos pelo Governo Federal e R$ 0,60 pelos governos estaduais. A contrapartida estadual será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da Federação, seguindo critérios definidos por esse conjunto federativo. Os principais termos da proposta incluem: Prazo limitado: a subvenção deve vigorar pelo período de até dois meses, assegurando que a medida não se converta em passivo fiscal de caráter estrutural para os estados, reafirmando o compromisso com a responsabilidade fiscal e o caráter emergencial da medida; Valores alinhados ao debate no Confaz: os montantes, assim como as condições da subvenção, seguem os parâmetros apresentados na reunião do Confaz de 27 de março, com ampla discussão entre os entes federativos. Alocação das cotas: estabeleceu-se o compromisso de que as cotas referentes aos estados que não aderirem à medida não serão redistribuídas aos estados participantes, preservando o equilíbrio federativo e a voluntariedade de adesão. Fonte: Midiamax
- Prefeitura de Corumbá vai recorrer às Forças Armadas para conter surto de chikungunya
Prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel (PSB). (Léo de França, Jornal Midiamax) Prefeito disse que está em contato com Exército para solicitar apoio O prefeito do município de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira (PSB), declarou que está em contato com o 6º Distrito Naval e com o Exército Brasileiro, para solicitar apoio no combate ao surto de chikungunya. A cidade, distante 426 quilômetros de Campo Grande, somava 391 casos prováveis, 364 suspeitos e 27 confirmados até esta terça-feira (31). Além disso, Corumbá registrou a primeira morte suspeita de dengue em 2026. A vítima, uma adolescente de 13 anos, de nacionalidade boliviana, morreu após dar entrada em estado grave no Pronto-Socorro do município, na última segunda-feira (30). Segundo o prefeito, o comitê de combate ao surto conta com a atuação das Secretarias de Assistência Social, de Educação, Saúde e a Secretaria de Obras. Agora, o próximo passo é pedir ajuda às Forças Armadas. “Já tem uma reunião agendada, juntamente com o 6º Distrito, e tem uma que vai tá sendo programada com o Exército Brasileiro, para que todos em conjunto possam não deixar o mosquito vencer a nossa cidade”, disse o prefeito. As demandas por atendimento se concentram, principalmente, em casos de urgência e emergência, atendidos pelas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do município. Além dos moradores de Corumbá, o atendimento se estende aos moradores de Ladário e aos pacientes da fronteira. “Abrimos mais uma sala de hidratação. A gente se preparou e, graças a Deus, não precisou ser utilizada [a sala] no nível que a gente acreditou que fosse chegar.” A partir da próxima segunda-feira (6), Corumbá deve receber equipes da SES (Secretaria Estadual de Saúde), que deverão acompanhar a situação endêmica no município e prestar os reforços necessários. Surto de chikungunya em MS Em Mato Grosso do Sul, 14 cidades enfrentam epidemia da doença, ou seja, possuem incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, o Estado registra 3.665 casos prováveis, com sete mortes, número 600% maior que em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do surto em diversas cidades sul-mato-grossenses, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que Campo Grande vive um momento “confortável” em relação à doença. O cenário da chikungunya na Capital é considerado controlado, com apenas um caso confirmado em 2026 e outro em observação. Fonte: Midiamax
- MS deve receber 46,5 mil doses de vacina contra a chikungunya para Dourados e Itaporã
Reunião para definir estratégias de vacinação ocorreu na SES. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Conforme o boletim epidemiológico, 17 cidades de MS estão com alta incidência da doença Mato Grosso do Sul deve receber 46,5 mil doses de vacina contra a chikungunya, que serão destinadas aos municípios de Dourados e Itaporã, locais que concentram o surto da doença, na região sul do Estado. A informação foi confirmada durante reunião do COE (Centro de Operações de Emergências) realizada na SES (Secretaria de Estado de Saúde), nesta quarta-feira (1°). Conforme o último boletim epidemiológico, Mato Grosso do Sul já registra mais de 1,7 mil casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Além disso, 17 municípios estão com alta incidência da doença. A estratégia de vacinação definida pelas autoridades prevê que 43,5 mil doses sejam destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã. Entre as ações discutidas para frear o avanço da doença, estão também o reforço da assistência, a intensificação da vigilância, a ampliação do diagnóstico e o apoio direto aos municípios. Plano de vacinação Dourados foi incluído como município elegível na estratégia piloto nacional de vacinação contra a chikungunya, com planejamento em andamento para definição das etapas de implementação. A estratégia inclui, ainda, a preparação das equipes de saúde e a organização da rede para aplicação das doses conforme diretrizes nacionais. Conforme informado durante a reunião, povos indígenas serão prioridade para receber a imunização. Mulheres gestantes, no entanto, não poderão receber a dose. O público-alvo será dos 18 aos 59 anos, sem comorbidades, conforme orientação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “A expectativa é bastante positiva. Fomos contemplados através desse projeto do Butantan com o Ministério da Saúde, um projeto-piloto, com mais de 46 mil doses da vacina, destinadas à população de 18 a 59 anos, sem comorbidades, para os municípios que estão com alto índice epidêmico, que são, neste caso, Dourados e Itaporã”, afirma a secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone. A coordenadora de Imunização da SES (Secretarial Estadual de Saúde), Paula Goldfinger, explica que a distribuição das doses considera critérios técnicos e o impacto da doença na região. “Dourados concentra o maior volume de doses devido ao cenário epidemiológico, e toda a estratégia está sendo estruturada para garantir uma implementação segura e eficiente.” Novos leitos O Governo do Estado disponibilizou mais 15 leitos temporários para ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes com chikungunya no HRD (Hospital Regional de Dourados). Do total, são 10 leitos adultos e 5 pediátricos, integrados à estrutura já existente do hospital, que conta com 100 leitos, sendo 20 de UTI. Ações de combate A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destaca que o Governo do Estado mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica nas regiões afetadas, com reuniões diárias e acompanhamento sistemático dos indicadores. Entre as ações em execução, estão o fortalecimento do fluxo de notificações, apoio à investigação de óbitos e suporte laboratorial por meio do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul). Também estão sendo feitos o envio de equipamentos, a aplicação de fumacê e ações de borrifação nos municípios, além da atuação direta das equipes na identificação de criadouros do mosquito e em serviços de orientação à população. As ações incluem: atuação prioritária em territórios indígenas, além da ação conjunta de órgãos estaduais, federais e municipais. A SES reforça que a prevenção continua sendo fundamental no combate à chikungunya. A orientação é eliminar água parada, entulhos e manter quintais limpos. A recomendação aos pacientes é buscar atendimento em postos de saúde ao surgirem sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, além de evitar a automedicação. Fonte: Midiamax
- Mais de 400 exames práticos do Detran-MS são adiados devido à paralisação dos servidores
Detran-MS. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Agências permanecem abertas e com atendimento ao público Cerca de 440 exames práticos de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) foram adiados devido à paralisação dos servidores, que ocorre nesta quarta-feira (1º). A greve tem duração de 24 horas e reivindica melhorias salariais à categoria, que sofre com “defasagem salarial acumulado, falta de estrutura e sobrecarga de trabalho”, segundo comunicado do Sindetran-MS (Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). No entanto, apesar da paralisação, o Detran afirma que segue com todas as agências do Estado abertas e com atendimento ao público. Conforme informado em nota, a adesão à greve foi realizada por parte dos servidores efetivos e resultou apenas no reagendamento de 440 exames práticos da CNH. Candidatos que realizariam as provas nesta quarta em Mato Grosso do Sul foram prejudicados, ao terem seus exames cancelados “em cima da hora”. Um dos candidatos, Lucas Miranda, relatou ter gastado R$ 200 com carro de aplicativo para chegar ao local da prova. Além disso, o departamento afirma que “já estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para minimizar eventuais prejuízos à população”. Os canais digitais, como o portal de serviços e aplicativo, também seguem à disposição dos cidadãos para solução de eventuais demandas. Fonte: Midiamax
- Moraes nega uso de jatos de dono do Banco Master
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Ministro rebate reportagem sobre voos em aeronaves privadas O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou ter viajado em aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele se manifestou após uma reportagem da Folha de S.Paulo nessa terça-feira. A publicação apontou que o ministro e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, voaram pelo menos oito vezes em jatos executivos de empresas do dono do Banco Master ou ligadas a ele. As viagens aconteceram entre 16 de maio e 16 de outubro de 2025. Sete voos foram feitos em aviões da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio, por meio do fundo Patrimonial Blue. A outra viagem foi em um avião Falcon 2000, da empresa FSW SPE, que tem como um dos sócios o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em nota, o gabinete de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em avião de Daniel Vorcaro nem em sua companhia ou na de Fabiano Zettel, a quem não conhece”. Já o escritório Barci de Moraes disse que contrata diversos serviços de táxi aéreo, incluindo o da empresa Prime Aviation. Segundo o escritório, “em nenhum dos voos dessas aeronaves em que viajaram integrantes do escritório viajaram Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Governo de MS assume Morenão e anuncia reforma de R$ 16,7 milhões
Estádio Morenão. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Estádio está há 4 anos fechado por falta de estrutura adequada para receber partidas O Governo de Mato Grosso do Sul vai assumir o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, que está fechado e sem receber partidas oficiais há quase quatro anos, por conta da estrutura precária. O anúncio foi feito nesta terça-feira (31). Com isso, segundo o secretário da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda, haverá um investimento de R$ 16,7 milhões até dezembro para a reforma do estádio, que, em seu tempo áureo, recebeu até partida da Seleção Brasileira, válida pela última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. O Morenão era administrado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas, agora, será concedido ao governo por 35 anos. Entretanto, conforme o governador Eduardo Riedel (PP), a ideia é reformar o local em 2026 e entregar para a iniciativa privada — ou uma parceria público-privada — até 2028. “O campeonato do ano que vem vai ser lá no gramado novo, com o investimento do Estado, para poder viabilizar o uso, mas não é isso que nós queremos. Não é esse o projeto final. Esse é o projeto inicial. Colocar o futebol para rodar dentro do Morenão é muito pouco para Mato Grosso do Sul nesse momento”, afirma Riedel. Segundo o presidente da FFMS (Federação de Futebol de MS), Estevão Petrállas, a entidade ficou com as reformas no gramado, nos vestiários e nos bancos de reserva — toda a área abaixo do parapeito. Para concretizar isso, a FFMS vai contar com recursos garantidos pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud. Petrállas já havia adiantado que a final da Série B do Estadual, prevista para o final de julho, pode ocorrer no estádio. Além disso, entre setembro e novembro de 2026, ocorre a Copa MS, competição que estreia este ano. No torneio, a expectativa é de que os times de Campo Grande possam atuar no Morenão, com capacidade para cerca de 40 mil pessoas, mais de 10 vezes do que comporta o Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas. Presidente da FFMS, Estevão Petrallas (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Estrutura precária Em 2026, o Morenão completou 55 anos; porém, em condições de abandono, com a presença de mato alto pelo gramado. Agora, o estádio passará por intervenções estruturais, incluindo a recuperação do gramado, da pista de atletismo e dos vestiários — com o objetivo de viabilizar a reabertura ainda em 2026. A expectativa, segundo dirigentes do futebol local, é de que o Morenão volte a sediar jogos oficiais já no segundo semestre, podendo receber competições estaduais e novos torneios previstos para este ano. Entretanto, a reitora da UFMS destacou que o Morenão não estava abandonado e que apenas o campo não era usado. As demais estruturas estavam em funcionamento com setores da universidade, como livraria, museu da ciência, planetário, autocine etc. “Morenão é um símbolo afetivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Ele não é só uma estrutura, ele representa algo muito mais do que isso. É um espaço onde gerações viveram emoções, onde temos encontros e memórias. Então, é uma grande alegria a gente pensar nesse momento significativo, que tem valor histórico, cultural e esportivo para todo o Estado”, diz a reitora da UFMS, Camila Ítavo. Reitora da UFMS, Camila Ítavo (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax




















































