Em meio à epidemia, Dourados gasta R$ 193 mil sem licitação para compras contra chikungunya
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Dourados já confirmou mais de 3 mil casos de chikungunya, sendo que a maior parte se concentra em aldeias indígenas
A Prefeitura de Dourados firmou três contratos sem licitação, que somam R$ 193.237,25, visando à aquisição de medicamentos e insumos hospitalares para o enfrentamento da epidemia de chikungunya, que já ultrapassou os 3 mil casos confirmados.
A justificativa oficial para a dispensa de concorrência imposta pela gestão é a emergência de saúde pública causada pela epidemia. O maior contrato, no valor de R$ 179.877,25, foi fechado com a empresa Cirurgica Premium Distribuidora de Produtos Hospitalares Ltda. (CNPJ 34.479.558/0001-13) para a compra de material hospitalar e insumos gerais. A vigência estipulada para a entrega é de seis meses.
Outros dois contratos foram firmados para o mesmo fim: um de R$ 11.800,00 com a Promefarma Medicamentos e Produtos Hospitalares Ltda. (CNPJ 81.706.251/0001-98), para medicamentos, e outro de R$ 1.560,00 com a Med Oeste Distribuidora de Medicamentos Ltda. (CNPJ 54.843.246/0001-54), também para insumos gerais.
Os extratos das dispensas de licitação constam no Diário Oficial de Dourados desta segunda-feira (4) e são gerenciados pela Sems (Secretaria Municipal de Saúde).
Os documentos preveem cláusula resolutiva na vigência. Isso significa que os contratos emergenciais atuais podem ser rescindidos pelo Poder Público assim que uma licitação regular for concluída para a aquisição dos mesmos itens, sem necessidade de aguardar o término dos prazos de seis ou doze meses.
Chikungunya em Dourados
Dourados chegou a 3.026 casos confirmados de chikungunya, conforme novo boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (4). O número representa aumento em relação ao dia anterior, quando o município contabilizava 2.971 diagnósticos positivos.
Além dos casos confirmados, outros 2.306 seguem em investigação, enquanto o total de notificações já alcança 7.609. Ao todo, são 5.332 casos prováveis da doença na cidade, considerando a soma de confirmados e suspeitos.
A taxa de positividade permanece elevada, em 57%, indicando intensa circulação do vírus. De acordo com o boletim, índices acima de 5% já apontam transmissão não controlada, o que reforça o cenário epidêmico em Dourados.
Entre a população indígena, são 2.017 casos confirmados e 403 em investigação. Apesar da alta concentração histórica nesse grupo, os dados mais recentes mostram uma mudança no perfil da doença, pois os casos agudos agora predominam entre a população não indígena, especialmente na área urbana.
A curva epidemiológica indica que o pico de notificações ocorreu na semana epidemiológica 12. Desde então, houve redução gradual, mas a transmissão segue ativa, com novos registros sendo contabilizados nas semanas seguintes.
Fonte: Midiamax







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