Dourados investiga duas novas mortes por suspeita de chikungunya
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Em 2026, Dourados já contabiliza cinco mortes e 1.365 casos de chikungunya
Epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul, Dourados investiga duas novas mortes suspeitas pela doença. Em 2026, o município já contabiliza cinco óbitos, todos registrados na Reserva Indígena. As vítimas são três idosos e dois bebês, de 1 e 3 meses. As duas mortes em investigação também ocorreram em aldeias indígenas e, caso confirmadas, o total chegará a sete.
Somente nas últimas 24 horas, a cidade registrou 51 novos casos, elevando o número de confirmações para 1.365. De acordo com boletim epidemiológico divulgado neste domingo (5), após uma leve queda no sábado (4), os casos prováveis voltaram a subir, passando de 2.678 para 2.733.
Entre os óbitos em investigação, está o de uma criança de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro. O outro caso é o de uma mulher de 55 anos que teve os primeiros sintomas na quarta-feira (1°). Ambas as vítimas eram indígenas e não possuíam comorbidades. As duas mortes foram registrados na sexta-feira (3).
População indígena lideram os casos
O município enfrenta uma emergência em saúde pública provocada pela chikungunya, com maior incidência entre a população indígena, mas já em avanço para outras regiões da cidade.
Nos territórios indígenas, são mais de 1,1 mil casos confirmados, enquanto 1.608 seguem como prováveis:
Prováveis: 1.608
Confirmados: 1.115
Descartados: 388
Investigação: 493
Total de notificações: 1.996
Atendimentos hospitalares: 227
Conforme o boletim, os dados indicam crescimento expressivo de casos e internações, com sinais de sobrecarga na rede de atenção primária, nas unidades de urgência e emergência e na ocupação de leitos hospitalares.
Outro fator de alerta é a taxa de positividade, atualmente em 74,42%, o que indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado para a doença.
O que é a chikungunya
A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Fonte: Midiamax







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