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- Operação Bomba Oculta: Receita Federal declara 28 postos inaptos em Mato Grosso do Sul por esquema de fraude e lavagem de dinheiro
Receita Federal fecha 28 postos em MS por suspeita de fraude - Foto: Divulgação/Receita Federal Ação conjunta entre órgãos federais e estaduais mira rede de sonegação fiscal no setor de combustíveis com ligações ao crime organizado; mais de 1,2 mil CNPJs irregulares foram bloqueados no país. Em um novo desdobramento da Operação Carbono Oculto, a Receita Federal, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou a Operação Bomba Oculta. A força-tarefa tem como alvo um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e irregularidades no setor de combustíveis que abrange vários estados brasileiros. Somente em Mato Grosso do Sul, 28 postos de combustíveis foram declarados inaptos pela Receita Federal e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que impede formalmente o funcionamento dos estabelecimentos. Em todo o território nacional, a operação atingiu 1.283 inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 228 inscrições estaduais, tornando-as inaptas. Apenas no estado de São Paulo houve a lacração física de cinco postos. De acordo com o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, a medida busca asfixiar financeiramente organizações criminosas ao interromper a porta de entrada de recursos ilícitos que circulam no sistema financeiro. Fases anteriores da investigação já haviam apontado vínculos entre o esquema de fraudes e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O polo de fraudes em Iguatemi (MS) As apurações apontam que o esquema utilizava uma estrutura localizada no Cone Sul de Mato Grosso do Sul. Um complexo industrial que abrigava uma antiga destilaria de etanol, situada no km 18 da Estrada da Balsinha (atual MS-290), em Iguatemi, funcionava como uma verdadeira "incubadora" de empresas de fachada ligadas a fraudes fiscais. No local, que já havia sido interditado pela ANP, funcionavam mais de 20 empresas — com mais da metade envolvida nas investigações. Entre os alvos estão: Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda.: Detentora da maior dívida com o Fisco federal na modalidade em Mato Grosso do Sul, estimada em R$ 2,93 bilhões. Safra Distribuidora de Petróleo e Império Comércio de Petróleo S.A.: Apuradas por fraudes bilionárias, inclusive no ressarcimento de contribuições como PIS e Cofins. A gestão do esquema de lavagem de dinheiro e sonegação era atribuída a Mohamad Murad (conhecido como "Primo") e Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco"). Alcance nacional da operação Além de São Paulo (considerado o epicentro do grupo criminoso) e de Mato Grosso do Sul, a operação contou com o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisões em Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A ação integrada também envolveu a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o MPSP.
- Operação Rodas da Sorte: Influenciador Eduardo Razuk e mais sete são indiciados por esquema de rifas ilegais
Eduardo ao lado de veículo avaliado em R$ 1,2 milhão (Foto: Reprodução | Instagram) Polícia Civil conclui inquérito que aponta movimentação superior a R$ 100 milhões, uso de empresa de fachada e crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa; defesa alega autorização legal. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu, nesta sexta-feira (28), as investigações da Operação “Rodas da Sorte”. No total, oito pessoas foram indiciadas por envolvimento em um esquema interestadual de rifas ilegais divulgadas pela internet. Entre os principais alvos está o influenciador digital Eduardo Razuk, apontado como principal organizador da atividade, que teria promovido mais de 100 sorteios sem autorização legal desde 2019. De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), as apurações revelaram que o grupo operava de forma ininterrupta, tendo movimentado mais de R$ 100 milhões em um período de apenas seis meses. Os prêmios sorteados incluíam veículos de luxo avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de aparelhos celulares e valores em dinheiro transferidos via Pix. Estrutura do esquema e mandados A operação mobilizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande (MS), João Pessoa e Campina Grande (PB), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF). Durante as diligências, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, imóveis e mais de 20 veículos de luxo ligados aos suspeitos. Conforme o inquérito policial, os sorteios eram realizados sem o devido respaldo legal até que, a partir de 2025, o grupo passou a adotar uma estrutura societária para tentar conferir uma "roupagem de licitude" à atividade. Uma empresa sediada na Paraíba, detentora de autorização da loteria daquele estado, passou a constar formalmente como organizadora, enquanto Razuk atuaria oficialmente apenas como divulgador contratado. No entanto, os investigadores classificaram a estrutura como uma empresa de fachada. A polícia apontou inconsistências documentais, como registros formalizados dias após a deflagração da operação em agosto de 2026, além da participação de um intermediário no Rio de Janeiro responsável por fornecer soluções tecnológicas para os sorteios. Defesa rebate acusações Em manifestação à imprensa, a defesa dos investigados, representada pelos advogados Tiago Bunning e João Paulo Calves, sustentou a legalidade dos sorteios. Segundo Bunning, a legislação da Paraíba autoriza a comercialização e a publicidade de sorteios chancelados pela Loteria da Paraíba mesmo fora do estado de origem. Para a defesa, a existência dessa autorização afasta a tese de crime antecedente, invalidando por consequência a acusação de lavagem de dinheiro. Contudo, a Polícia Civil reforça que os indícios comprovam que o influenciador era o verdadeiro operador do esquema, montando uma fachada contratual para burlar fiscalizações e transmitir falsa segurança aos compradores. Os suspeitos foram indiciados de forma individualizada pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, publicidade enganosa e contravenção penal de loteria não autorizada. O procedimento segue em andamento com direito ao contraditório e à ampla defesa.
- Regulamentação da "Uberização": STF, Congresso e Executivo intensificam debates sobre o futuro dos trabalhadores por aplicativo
Foto: Tada Images/stock.adobe.com Enquanto o Supremo retoma julgamento crucial sobre vínculo empregatício, o Legislativo analisa propostas que preveem remuneração mínima, previdência e limites de jornada para 1,7 milhão de profissionais no país. A relação de trabalho mediada por plataformas digitais — fenômeno amplamente conhecido como "uberização" — tornou-se o centro de uma intensa mobilização envolvendo os três Poderes da República. Executivo, Legislativo e Judiciário buscam, de frentes diferentes, pacificar o impasse jurídico e estabelecer diretrizes para a atuação de motoristas e entregadores de aplicativos no Brasil. No âmbito do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento para definir se existe ou não vínculo empregatício formal entre os motoristas e as empresas de tecnologia. A decisão da Corte é aguardada com grande expectativa por juristas, empresas e trabalhadores, pois servirá de parâmetro definitivo para dezenas de processos em todo o país. Paralelamente, o Congresso Nacional avança na discussão de propostas legislativas para a categoria. O Senado Federal tem promovido debates e audiências públicas com representantes de empresas, profissionais e órgãos públicos para debater a regulamentação dos serviços. Durante pronunciamento no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a necessidade de assegurar direitos fundamentais à categoria: "Que esses profissionais tenham reconhecimento legal e acesso à seguridade social com equilíbrio e justiça. O trabalho por aplicativo não pode ser sinônimo de precarização, tem de ser sinônimo de oportunidade de inclusão, de valorização do ser humano." Na Câmara dos Deputados, tramita o projeto de lei complementar enviado pelo Poder Executivo (PLP 12/2024), que propõe o enquadramento formal da categoria como trabalhadores autônomos por plataforma. O texto em análise traz inovações importantes para a rotina da classe, tais como: Remuneração mínima: Garantia de um piso por hora trabalhada. Seguridade Social: Inscrição obrigatória no Regime Geral da Previdência Social. Limite de jornada: Fixação de uma carga horária máxima de 12 horas por dia. Fim da exclusividade: Proibição de que as empresas exijam exclusividade dos profissionais. Dimensão do Setor A urgência na busca por um marco regulatório é ilustrada pelos dados oficiais. Levantamento da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) do IBGE revelou que, em 2024, 1,7 milhão de pessoas exerciam atividades remuneradas por meio de aplicativos no Brasil. A maior fatia desse contingente atua no transporte de passageiros, seguida de perto pelos serviços de entrega de refeições e produtos, evidenciando a relevância econômica e social do setor.
- Fim das coligações proporcionais: entenda a regra que altera o cenário das eleições
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Mudança constitucional aprovada para dar mais clareza ideológica ao voto do eleitor completa ciclo de consolidação nas disputas legislativas, enquanto cenário presidencial de 2026 destaca partidos isolados. A proibição de coligações partidárias nas eleições proporcionais — voltadas para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores — continua sendo um dos pilares que redesenham a dinâmica das campanhas eleitorais brasileiras. Estabelecida pela Emenda Constitucional 97/2017 e aplicada efetivamente a partir do pleito municipal de 2020, a medida alterou profundamente a forma como os partidos se articulam no Legislativo. O fim do "gato por lebre" De acordo com especialistas em direito constitucional, a principal motivação para o fim das alianças nas disputas proporcionais foi garantir maior transparência ideológica ao eleitor. Em sistemas com coligações proporcionais, o voto direcionado a um candidato frequentemente beneficiava outra legenda da mesma aliança, o que podia resultar na eleição de parlamentares com visões políticas completamente opostas às do eleitor — fenômeno popularmente descrito como levar "gato por lebre". Com a regra atual, o voto depositado na urna reflete de forma mais direta a orientação política e partidária escolhida pelo cidadão, fortalecendo a identificação ideológica entre representantes e representados. O contraste com as eleições majoritárias Enquanto as alianças para o Legislativo foram vedadas, a legislação brasileira preservou as coligações para os cargos disputados pelo sistema majoritário, nos quais vence o candidato que obtiver o maior número de votos válidos (presidente da República, governadores, senadores e prefeitos). No entanto, o impacto dessa separação fica evidente no cenário nacional. Nas eleições presidenciais, por exemplo, o panorama político tem registrado um número expressivo de candidaturas de partidos isolados, com poucas legendas optando por construir frentes amplas ou federações partidárias — alianças de caráter mais duradouro que substituíram parte das antigas coligações temporárias.
- Fim da "Taxa das Blusinhas" ganha fôlego: votação na Comissão Mista é marcada para segunda-feira (31)
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Medida Provisória que suspendeu o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 precisa ser votada pelo Congresso até o dia 8 de setembro para não perder a validade; relatora sinaliza apoio ao texto inicial. O Congresso Nacional intensifica os trabalhos para definir o destino da chamada “taxa das blusinhas”. A comissão mista encarregada de analisar a MP 1.357/2026 — texto que suspendeu temporariamente o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares — agendou para esta segunda-feira (31), às 16h (horário de Brasília), a provável votação do parecer da relatoria. Comando definido e urgência na pauta O colegiado já estabeleceu sua cúpula diretiva: o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foi escolhido como presidente da comissão, e a senadora Leila Barros (PDT-DF) assumiu a relatoria da matéria. A tramitação corre contra o tempo. Como a medida provisória perde a validade no dia 8 de setembro, a estratégia do Legislativo é votar o texto durante o esforço concentrado da próxima semana, que se estende até o dia 4 de setembro, viabilizando a aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Justiça tributária para a baixa renda Defensores da medida argumentam que a suspensão da taxa representa uma correção de rumos econômicos e justiça social. Segundo o deputado Reginaldo Lopes, a cobrança — criada em 2024 e suspensa em maio deste ano — penalizava o consumidor de menor poder aquisitivo, uma vez que a média das compras internacionais efetuadas por essa faixa da população gira em torno de 20 dólares. O parlamentar também comparou a regra com os benefícios concedidos a turistas brasileiros, que podem retornar do exterior com mercadorias de até 2 mil dólares livres de impostos. "Será que esses brasileiros e brasileiras não têm o direito também de ter acesso a compras internacionais, ampliação de acesso para o consumo até 50 dólares?", questionou Lopes. Diálogo com o setor produtivo A senadora Leila Barros afirmou estar alinhada com a proposta original do governo, mas destacou que fará questão de abrir espaço para ouvir todos os setores produtivos antes da consolidação de seu relatório. "Sou absolutamente a favor do texto inicial, mas não deixaremos de conversar com todos. É isso que eu quero deixar muito claro, que é uma característica minha: conversar com todos, ouvir a todos, mas o texto inicial que já foi apresentado para nós já nos agrada", declarou a senadora. Com a reunião marcada para a tarde de segunda-feira, deputados e senadores dão o passo decisivo para consolidar o entendimento sobre a taxação das pequenas remessas estrangeiras antes do encerramento do prazo legal.
- Fim da escala 6x1: Relator na CCJ do Senado apresenta parecer favorável à redução da jornada para 40 horas semanais
tongpatong/Magnific.com/Direitos Reservados - Imagem Ilustrativa Proposta prevê transição gradual e manutenção dos salários; texto agora segue para votação na comissão e, posteriormente, no Plenário. A proposta que visa extinguir a tradicional escala de trabalho 6x1 deu um passo importante no Congresso Nacional. Está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o relatório referente à PEC 221/2019, que estabelece a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana, sem qualquer corte nos salários. O parecer, assinado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), recomenda a aprovação integral do texto enviado anteriormente pela Câmara dos Deputados, com a rejeição de todas as emendas apresentadas pelos senadores. Caso o relatório seja aprovado na comissão e, em seguida, no Plenário do Senado, a medida estará pronta para ser promulgada. Como funcionará a transição De acordo com o texto aprovado na Câmara, a mudança nas regras trabalhistas não será imediata, contando com um período de adaptação gradual para empresas e empregados: Primeira etapa: Dois meses após a promulgação da futura Emenda Constitucional, o teto da jornada semanal cairá para 42 horas, assegurando os dois dias de folga (sendo um deles obrigatoriamente aos domingos, de preferência). Segunda etapa: Após o período de um ano da vigência da lei, o limite máximo da jornada será fixado definitivamente em 40 horas semanais. O debate entre trabalhadores e empresários Durante as discussões no Senado, a proposta gerou debates entre representantes sindicais e do setor produtivo. Defendendo a aprovação da PEC, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, destacou o impacto positivo da medida sobre a qualidade de vida, especialmente de categorias numerosas como os comerciários — setor que emprega mais de 10 milhões de pessoas, com forte presença de mulheres chefes de família que enfrentam longas jornadas de deslocamento nas grandes cidades. Por outro lado, o setor empresarial manifestou cautela. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Ivo Dall´Acqua, alertou sobre a diversidade do mercado brasileiro. Segundo ele, as necessidades de um pequeno comércio do interior diferem drasticamente de uma grande empresa exportadora ou de setores como o turismo, que lidam com sazonalidades. A entidade defende que a flexibilização e adequação da jornada ocorram por meio de negociações coletivas específicas para cada setor. Se mantido o entendimento do relator Omar Aziz, a matéria avança para as próximas etapas legislativas, aproximando o país de uma mudança histórica nas relações de trabalho.
- Mobilidade Sustentável: Projeto sobre circularidade de baterias de veículos elétricos passará por nova votação no Senado
Phonlamaistudio/Magnific.com/Direitos Reservados - Imagem Ilustrativa Proposta que institui a Política Nacional de Circularidade de Baterias Veiculares traz exigências como o "passaporte da bateria" e a responsabilidade compartilhada ao longo da cadeia produtiva. A transição para a mobilidade elétrica ganha novos contornos legislativos no país. O Projeto de Lei 2132/2025, que estabelece a Política Nacional de Circularidade das Baterias Veiculares, deverá passar por uma nova rodada de votação em turno suplementar na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal. A medida decorre de ajustes e alterações incorporadas pelo relator da matéria, senador Confúcio Moura (MDB-RO), ao texto aprovado inicialmente em junho. De acordo com o parlamentar, as modificações foram necessárias para alinhar o marco regulatório ao acelerado ritmo de inovação tecnológica do setor automotivo. Principais Eixos da Nova Legislação O texto em tramitação propõe uma reformulação estrutural na gestão de resíduos e na sustentabilidade da cadeia de veículos eletrificados, apoiando-se em três pilares fundamentais: Responsabilidade Compartilhada: Fabricantes, importadores, montadoras, distribuidores, comerciantes e proprietários passam a responder conjuntamente pela destinação ambientalmente correta e pela reciclagem das baterias após o encerramento de sua vida útil. Passaporte da Bateria: Criação de um registro digital individualizado contendo informações cruciais sobre a origem do equipamento, sua composição química, histórico de ciclos de carga e dados operacionais. Origem Sustentável: Exigência formal para que as empresas comprovem a procedência sustentável dos minerais utilizados na fabricação dos componentes. Ampliação do Escopo Tecnológico Uma das inovações mais relevantes do substitutivo aprovado na comissão foi a expansão do conceito legal de bateria veicular. A definição agora abrange não apenas os automóveis puramente elétricos e híbridos tradicionais, mas também os modelos híbridos leves (MHEV — Mild Hybrid Electric Vehicle). A alteração visa eliminar eventuais brechas regulatórias diante da rápida evolução tecnológica do mercado. Próximos Passos Caso a matéria receba nova aprovação na Comissão de Meio Ambiente e não sejam apresentados recursos para apreciação em Plenário, o projeto seguirá diretamente para análise na Câmara dos Deputados, avançando rumo à consolidação de uma diretriz nacional para a economia circular no setor.
- Congresso avança na criação de linha de crédito facilitado para motociclistas e entregadores profissionais
Foto: Ruwell Salatan / Unsplash.com - Imagem Ilustrativa Medida provisória aprovada em comissão mista viabiliza financiamento para aquisição de veículos, bicicletas elétricas e equipamentos de trabalho, estabelecendo requisitos de atuação para a liberação dos recursos. A análise da Medida Provisória que institui uma linha de crédito especial voltada a motociclistas profissionais deu um passo importante no Congresso Nacional. O relatório da proposta foi aprovado por uma comissão mista formada por senadores e deputados, sob a presidência da senadora Leila Barros (PDT-DF). O programa de financiamento é direcionado a trabalhadores que atuam no transporte urbano individual de passageiros ou de cargas — como entregadores, motoboys e motoristas de aplicativo, além de taxistas. Pela regra, os recursos poderão ser utilizados na aquisição de motocicletas, motonetas e ciclomotores novos, bem como de motos e bicicletas elétricas, além de itens de infraestrutura e equipamentos essenciais para o exercício da atividade. Ampliação do escopo e inclusão A relatora da matéria, deputada Amanda Gentil (PP-MA), incorporou alterações relevantes ao texto original enviado pelo Executivo. Entre as inclusões estão a expansão da linha para o setor de transporte escolar e a definição de diretrizes com ações específicas voltadas a mulheres profissionais e pessoas com deficiência. Para a senadora Leila Barros, a iniciativa representa uma melhoria fundamental nas condições de trabalho da categoria. Durante a sessão, a parlamentar destacou o peso econômico da medida para milhares de famílias: "Os profissionais enfrentam diariamente despesas com combustível, manutenção, seguro e, principalmente, enormes dificuldades para conseguir crédito em condições adequadas. Para milhões de brasileiros, o veículo não é um bem de consumo, é um instrumento de trabalho. É o que coloca comida na mesa e sustenta uma família." Requisitos e regras de acesso Para ter direito ao financiamento, os profissionais que atuam por meio de plataformas digitais precisarão cumprir critérios de elegibilidade, como comprovar pelo menos seis meses de cadastro na respectiva plataforma e um histórico mínimo de cem corridas ou entregas. No caso dos trabalhadores com vínculo formal, será exigida a comprovação de ao menos seis meses de atividade na função. O texto estabelece ainda o limite de um veículo financiado por beneficiário. Próximos passos Para que o texto se transforme em lei em definitivo, a medida provisória ainda precisa ser apreciada e votada pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
- Polícia Federal interroga Daniel Vorcaro em inquérito sobre suposta propina a ex-servidores do Banco Central
© Secretaria da Administração Penitenciária-SP Oitiva durou quatro horas por videoconferência a partir da Papudinha; defesa afirma que ex-banqueiro prestou esclarecimentos claros e negou corrupção. O ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou um novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (28). A oitiva, realizada por videoconferência, teve duração de quatro horas. Vorcaro encontra-se preso na Papudinha, no Distrito Federal, e foi ouvido no âmbito de um inquérito que investiga a suspeita de que dois ex-servidores do Banco Central teriam recebido propina para atuar em benefício dos interesses da instituição financeira. Em nota oficial divulgada após o procedimento, a defesa de Vorcaro destacou que esta foi a primeira oportunidade em que o ex-banqueiro pôde se manifestar formalmente sobre os fatos apurados e responder diretamente às insinuações levantadas contra sua conduta. Segundo os advogados, o dono do Banco Master respondeu de maneira clara e consistente a todos os questionamentos dos investigadores, sem deixar pendências ou indagações sem esclarecimento. A equipe jurídica reforçou que o depoimento demonstrou a inexistência de qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores do Banco Central. Além disso, a defesa informou que Vorcaro externou total disposição para colaborar com a Justiça durante o andamento das investigações. Contexto das Investigações Daniel Vorcaro é alvo de apurações que envolvem fraudes financeiras estruturadas no Banco Master, bem como a tentativa de aquisição do Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal. De acordo com as autoridades, as irregularidades financeiras atribuídas à gestão resultaram em um rombo estimado em R$ 47 bilhões, montante direcionado ao Fundo Garantidor de Créditos para assegurar o ressarcimento dos investidores afetados. As apurações continuam em andamento na Polícia Federal, e novos desdobramentos devem ocorrer à medida que os depoimentos e as análises documentais avancem.
- Prazo Final: Renegociação de dívidas do Fies pelo Desenrola encerra nesta segunda-feira (31)
© Arquivo Agência Brasil Estudantes com contratos firmados até 2017 têm até o fim do mês para renegociar parcelas em dia ou em atraso com condições facilitadas pela Caixa e pelo Banco do Brasil. Termina na próxima segunda-feira, 31 de agosto, o prazo limite para que estudantes realizem a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) por meio do Novo Desenrola Brasil. A medida beneficia diretamente aqueles com contratos firmados até o ano de 2017 e que se encontravam na fase de amortização em 4 de maio de 2026. Quem pode participar? A oportunidade é voltada para contratos que estejam tanto com as parcelas em dia quanto em atraso, incluindo estudantes que já tenham seus nomes inscritos em cadastros de inadimplentes. A fase de amortização é o período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento e os juros acumulados após a conclusão da faculdade. Condições e Descontos Os benefícios oferecidos variam conforme o perfil da dívida e o tempo de atraso das parcelas. As opções contemplam tanto a quitação à vista quanto o parcelamento facilitado, com condições especiais criadas para auxiliar na regularização financeira dos ex-estudantes. Como formalizar a renegociação? Para consultar os descontos e as facilidades do Desenrola Fies 2026, os interessados devem utilizar os canais oficiais das instituições financeiras responsáveis pelos contratos: Aplicativos dos Bancos: O Banco do Brasil e a Caixa disponibilizam em seus aplicativos móveis ferramentas para consulta e formalização digital da renegociação. Atendimento Presencial: Também é possível realizar o procedimento de forma presencial diretamente nas agências bancárias. O Fies é o programa do Governo Federal que oferece financiamento para o ensino superior privado. Após a formatura, o estudante devolve o valor financiado com juros baixos e facilidades, respeitando o limite de renda, conforme detalhado pela Radioagência Nacional.
- O perigo invisível: como o cigarro compromete a placenta e ameaça a gestação
Tabagismo - Magnific Especialistas alertam que a exposição ao tabaco, mesmo em pequenas quantidades ou de forma passiva, reduz o fluxo de oxigênio e nutrientes essenciais, elevando riscos severos para mãe e bebê desde as primeiras semanas. Quando uma mulher descobre que está grávida, a preocupação com a saúde e o desenvolvimento do bebê é imediata. No entanto, há um elemento fundamental nessa trajetória que muitas vezes passa esquecido: a placenta. Responsável por atuar como uma verdadeira central de abastecimento da gestação, o órgão garante a entrega de oxigênio, nutrientes, hormônios e anticorpos, além de remover substâncias da circulação fetal. De acordo com especialistas na área de saúde, o cigarro age como um dos principais agressores desse sistema, comprometendo a função placentária muito antes de qualquer alteração ser visível em exames de ultrassom. O duplo mecanismo de dano A fumaça do cigarro carrega milhares de substâncias químicas, com destaque para duas altamente prejudiciais durante a gravidez: a nicotina e o monóxido de carbono. Nicotina: Provoca a contração dos vasos sanguíneos, reduzindo de forma direta o fluxo de sangue que consegue chegar até a placenta. Monóxido de carbono: Ocupa o espaço do oxigênio na hemoglobina, diminuindo drasticamente a quantidade de oxigênio que é disponibilizada para o feto. Na prática, a placenta passa a operar com menos recursos e menor capacidade de suporte. Com o avanço da gravidez, essa restrição circulatória pode desencadear quadros graves, como a restrição de crescimento fetal, descolamento prematuro da placenta, ruptura prematura das membranas, parto prematuro e, em casos extremos, a perda gestacional. O mito da quantidade segura Uma crença comum entre gestantes fumantes é a de que consumir apenas um ou dois cigarros por dia ajudaria a amenizar os riscos. A medicina, contudo, é categórica: não existe nível seguro de exposição ao tabaco durante a gravidez. Mesmo quantidades mínimas mantêm o organismo exposto a compostos tóxicos que afetam a circulação na placenta. O alerta se estende também ao tabagismo passivo. Conviver em ambientes fechados com pessoas que fumam expõe tanto a mãe quanto o bebê aos mesmos componentes nocivos, exigindo um esforço conjunto de toda a família para manter um ambiente 100% livre do cigarro. Nunca é tarde para abandonar o vício Apesar dos riscos evidentes, a boa notícia é que interromper o tabagismo traz ganhos significativos em qualquer momento da gestação. Quanto mais cedo o hábito é cortado, maiores são as chances de proteger a saúde da mãe e do bebê. Contudo, mesmo gestantes que conseguem parar de fumar meses após descobrirem a gravidez proporcionam um ambiente de desenvolvimento muito mais favorável do que aquelas que mantêm o hábito até o parto. Proteger a gravidez vai muito além de evitar danos diretos ao feto: significa zelar pela integridade da placenta, o órgão responsável por sustentar silenciosamente uma nova vida ao longo dos nove meses.
- Força-tarefa nacional lacra mais de 1,2 mil postos de combustíveis suspeitos de elo com o crime organizado
Governo deve arrecadar R$ 11 bilhões com alta de imposto sobre gasolina e diesel - LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO Batizada de "Bomba Oculta", operação conjunta entre órgãos federais e estaduais mira estabelecimentos utilizados para sonegação fiscal, movimentação financeira ilícita e lavagem de dinheiro. Uma ampla ofensiva integrada por órgãos de fiscalização e segurança pública foi deflagrada para combater o funcionamento de postos de combustíveis clandestinos e suspeitos de conexões com o crime organizado. Conforme divulgado em reportagem de Jovem Pan, a ação — batizada de Operação Bomba Oculta e considerada um desdobramento da Carbono Oculto — resultou no lacre de 1.283 postos de combustíveis em todo o país. Segundo as investigações das autoridades, os estabelecimentos comerciais eram empregados como fachada para movimentar capital ilícito, ocultar patrimônio, praticar sonegação fiscal e lavar recursos decorrentes de atividades criminosas. Além da interrupção física das atividades dos postos, a ofensiva também adotou medidas administrativas severas: quase 1,3 mil CNPJs foram cancelados e 228 inscrições estaduais foram consideradas inaptas. A operação de grande escala conta com a atuação coordenada de múltiplos órgãos estratégicos do poder público, reunindo a Receita Federal do Brasil, a Secretaria da Fazenda de São Paulo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Procuradoria-Geral do Estado, a Fazenda Nacional e a Polícia Civil. A iniciativa intensifica o cerco contra fraudes estruturadas no setor de combustíveis, visando desarticular redes financeiras ligadas à criminalidade e restabelecer a integridade fiscal e concorrencial do mercado nacional.
- O fim da inocência digital: o acordo bilionário da Meta e a responsabilização do design
O algoritmo não é um espectador neutro da experiência digital. Ele participa ativamente de sua construção. Markus Spiske/Unsplash Com transação de US$ 18 bilhões nos Estados Unidos, debate sobre menores nas redes sociais muda de eixo: a discussão deixa de focar apenas no comportamento familiar e passa a mirar a arquitetura e os algoritmos de engajamento das plataformas. O debate histórico sobre a presença de crianças e adolescentes no ecossistema digital sofreu uma reviravolta profunda após um acordo de aproximadamente US$ 18 bilhões firmado pela Meta — controladora do Facebook e do Instagram — com um bloco bipartidário de 52 procuradores-gerais de estados, territórios e do Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos. O entendimento judicial põe fim a um imbróglio jurídico que questionava as bases do modelo econômico das redes sociais e inaugura uma nova fase na regulação da tecnologia. Da culpa dos pais à arquitetura dos aplicativos Durante anos, a discussão pública sobre a dependência digital girou em torno de uma indagação essencialmente doméstica: quanto tempo de tela os pais deveriam permitir aos filhos? As recentes disputas judiciais, no entanto, demonstraram que essa pergunta é insuficiente. O centro do problema migrou do comportamento do usuário para a própria "arquitetura da plataforma". As acusações movidas pelos estados americanos sustentavam que o Facebook e o Instagram foram concebidos de propósito com recursos voltados a estimular o uso compulsivo por menores de idade, omitindo riscos associados e coletando dados de forma inadequada. Mecanismos como a rolagem infinita, notificações frequentes, métricas de popularidade e reprodução contínua deixaram de ser vistos como meras ferramentas tecnológicas e passaram a ser tratados como escolhas conscientes de design voltadas para a retenção de atenção. Enquanto a Meta sustenta que a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre as suas plataformas — visto que os jovens transitam por diferentes ambientes digitais —, o acordo buscou estabelecer parâmetros amplos para toda a indústria. Regras duras e indução de padrões para o mercado A estrutura financeira do acerto reflete a preocupação com o ecossistema como um todo: cerca de 70% dos US$ 18 bilhões serão pagos aos estados ao longo de uma década, enquanto os 30% restantes estão condicionados à adoção de medidas semelhantes por concorrentes como YouTube e TikTok. Entre as principais restrições negociadas ou incentivadas pelo modelo estão: Limite diário padrão de duas horas para adolescentes (desativável apenas mediante autorização parental). Bloqueio automático de acesso ao Facebook e Instagram entre meia-noite e seis horas da manhã. Suspensão de notificações durante o período escolar. Emissão de alertas periódicos durante sessões contínuas de uso. Ferramentas aprimoradas de supervisão parental e verificação etária. O tempo como ativo econômico No capitalismo informacional, a atenção do usuário traduz-se em permanência, a permanência gera dados, dados refinam perfis, e perfis otimizam a publicidade. Nessa engrenagem, o tempo deixou de ser apenas uma medida de lazer e transformou-se em um ativo econômico central. O desfecho desse processo jurídico não anula o papel educacional das famílias nem transfere toda a culpa para o meio tecnológico, mas realinha as responsabilidades. Quem projeta o ambiente digital passa a responder pelas decisões de engenharia que moldam o comportamento humano, consolidando o entendimento de que o algoritmo não é um espectador neutro, mas um agente ativo na construção da experiência digital.
- Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária amarela para o mês de setembro
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - Divulgação/Aneel Com o persistente período seco e o nível reduzido dos reservatórios, encargo adicional continuará sendo cobrado dos consumidores pela quinta vez consecutiva. Os consumidores brasileiros continuarão sentindo um reflexo nas contas de energia elétrica no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária para o mês de setembro continuará sendo amarela. Com a decisão, o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos permanece ativo para todas as unidades consumidoras conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Esta é a quinta vez consecutiva que o sistema opera sob a bandeira amarela. De acordo com a agência reguladora, a manutenção da medida decorre do cenário climático seco que afeta o país, resultando em menor volume de água nos reservatórios das hidrelétricas e exigindo o acionamento de usinas termelétricas, cuja matriz de geração possui custos operacionais mais elevados. Diante desse panorama de custos menos favoráveis para a produção energética, a Aneel reforçou a importância do uso consciente da eletricidade. A autarquia destaca que pequenas mudanças de hábitos cotidianos podem contribuir para reduzir o consumo e auxiliar no controle dos gastos domésticos e corporativos com a conta de luz. Entenda o sistema de bandeiras tarifárias Implementado em 2015 pela Aneel, o mecanismo de bandeiras tem o objetivo de indicar de forma transparente os custos variáveis envolvidos na geração de eletricidade no Brasil. As cores — verde, amarela e vermelha (dividida em dois patamares) — refletem se a produção de energia está mais barata ou mais custosa em razão das condições de suprimento. Enquanto a bandeira verde não impõe nenhum acréscimo na fatura, as demais faixas adicionam valores proporcionais ao volume de energia utilizado: Bandeira Amarela: Condições de geração menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Bandeira Vermelha (Patamar 1): Condições mais onerosas, com acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos. Bandeira Vermelha (Patamar 2): Condições de geração ainda mais custosas, com acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
- Justiça do Rio determina posse provisória de clube e pousada associados ao Comando Vermelho
Pichação do Comando Vermelho - Reprodução/TV Jornal Decisão judicial autoriza o Estado a assumir imóveis utilizados em esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 11 milhões; espaços terão destinação social e administrativa. A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o governo estadual a assumir, de forma provisória, o Várzea Country Clube, localizado na capital fluminense, e a Pousada Menino do Rio, situada em Búzios. A medida foi determinada pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, após pedido formalizado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). De acordo com as investigações da polícia fluminense, os estabelecimentos eram utilizados por organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas para a lavagem de dinheiro, em um esquema que movimentou cerca de R$ 11 milhões. Em sua decisão, o magistrado destacou que a posse provisória de bens apreendidos ou sequestrados tem o objetivo de dar uma destinação social útil aos locais e evitar sua deterioração ou abandono ao longo dos processos judiciais. Reestruturação e benefício à comunidade Várzea Country Clube: A imissão na posse será imediata. O espaço teria sido tomado pela facção criminosa Comando Vermelho em 2023, transformando-se em ponto de encontros e realização de bailes do grupo. Agora, a infraestrutura esportiva e de lazer passará a atender os cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva. Pousada Menino do Rio: A transferência da gestão ocorrerá de forma escalonada, dado que o local ainda mantém operação hoteleira regular. Para evitar transtornos, o magistrado determinou que o Estado elabore um plano de transição contemplando a reacomodação de hóspedes e a salvaguarda dos direitos trabalhistas dos funcionários. Prazos e próximos passos A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) dispõe de um prazo de 30 dias para indicar quais órgãos da administração pública assumirão a gestão oficial dos espaços. A prioridade de destinação das instalações será voltada para a Polícia Civil.
- Ex-gestores tucanos rompem tradição e lançam manifesto de apoio a Haddad em São Paulo
Fernando Haddad durante coletiva realizada no Palácio do Planalto - CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Grupo histórico ligado a Geraldo Alckmin critica a privatização da Sabesp e a postura da gestão Tarcísio frente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Um manifesto assinado por ex-secretários de Estado, ex-dirigentes e políticos de uma ala do PSDB historicamente alinhada ao vice-presidente Geraldo Alckmin declarou, nesta sexta-feira (28), apoio oficial à candidatura de [Fernando Haddad](PT) ao governo de São Paulo. O documento também foi entregue ao candidato a vice Márcio França (PSB) e às candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. O texto traz duras críticas à atual administração estadual liderada por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo os signatários — que integraram as gestões tucanas de Mário Covas, Alckmin e José Serra —, o governo atual tem priorizado o alinhamento político e ideológico em detrimento da proteção da economia paulista, do emprego e da capacidade de investimento do Estado. Entre os pontos centrais de crítica está a privatização da Sabesp. Os ex-gestores afirmam que a venda da companhia, nos moldes em que foi executada, careceu de transparência, debate aprofundado e de uma visão estratégica para o setor de saneamento básico. O grupo ressalta que não se opõe a privatizações estruturadas, mas rejeita que o instrumento seja tratado como um fim em si mesmo. Outro foco de forte reprovação foi a reação do governo estadual às recentes taxações comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O manifesto aponta que o Palácio dos Bandeirantes falhou ao não realizar uma defesa firme dos setores industriais e econômicos de São Paulo afetados pelas medidas protecionistas norte-americanas. Para os ex-secretários, São Paulo perdeu protagonismo nacional e substituiu o planejamento estratégico de longo prazo pela administração focada no curto prazo e na simples gestão de ativos. O documento propõe o resgate da tradição paulista de diálogo com prefeituras, universidades e o setor produtivo, fundamentado no fortalecimento das instituições democráticas e no interesse público.
- "Governar não é para aventureiros": Lula critica Flávio Bolsonaro por ceticismo climático
Presidente Lula (PT), candidato à reeleição - JORGE FERREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Presidente rebate declarações do senador e candidato do PL feitas em sabatina, classificando a negação do aquecimento global como "amadorismo irresponsável" e detalhando ações de prevenção do governo. O presidente Lula usou suas redes sociais para subir o tom contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, após a participação deste na sabatina do Jornal Nacional, transmitida pela TV Globo. Na ocasião, o candidato do PL evitou reconhecer a influência humana nas mudanças climáticas, classificando o aquecimento global como eventos extremos de cunho cíclico. Para o atual mandatário, rejeitar o consenso científico sobre o clima em pleno século XXI revela falta de preparo para administrar o país. “Negar o aquecimento global em pleno século XXI e reduzir o combate às mudanças climáticas a saneamento básico dá a dimensão do amadorismo irresponsável de quem se propõe a governar um país”, escreveu o chefe do Executivo. Resposta e Ações Governamentais Em sua manifestação, o presidente pontuou que a gestão federal adota uma abordagem multissetorial para lidar com os impactos climáticos. Entre as iniciativas destacadas estão: Sala de Situação: Um comitê permanente que articula 24 ministérios e dezenas de especialistas para monitorar os efeitos do fenômeno El Niño e coordenar respostas rápidas. Infraestrutura e Prevenção: Investimentos bilionários no Novo PAC voltados para drenagem urbana, contenção de encostas e segurança hídrica, além da modernização de alertas via Cemaden e Defesa Civil. Combate a Desastres e Desmatamento: Reestruturação do Fundo Amazônia e queda expressiva nos índices de desmatamento na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal, acompanhada pelo aumento no contingente de brigadistas federais. Encerrando sua crítica, o presidente reforçou que a condução do Estado exige alinhamento com a ciência e planejamento estratégico: “Quem não entende a gravidade das questões conectadas ao clima, opera na lógica de 'passar a boiada' e enxerga o mundo com a lente embaçada do negacionismo, certamente não tem preparo para guiar o futuro de uma nação”.
- Campanha presidencial: Lula aposta em educação e escala 6x1, enquanto Flávio Bolsonaro foca em segurança e inflação na estreia no rádio
Flávio Bolsonaro e Lula - Reprodução Com tempos de 5 minutos e 31 segundos e 4 minutos e 20 segundos, respectivamente, os candidatos iniciaram neste sábado (29) os programas no horário eleitoral gratuito, marcados por propostas distintas e trocas de acusações. A corrida pela Presidência da República ganhou um novo capítulo neste sábado (29) com a estreia dos programas eleitorais de rádio e televisão. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL) aproveitaram o primeiro dia de exibição para delinear estratégias bem diferentes na disputa pelo voto dos eleitores, alternando a apresentação de propostas com duras críticas aos oponentes. Educação e jornada de trabalho no centro da campanha de Lula Com o maior tempo de exposição no horário gratuito — 5 minutos e 31 segundos diários —, a coligação de Lula (formada por PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança e Federação PSOL/Rede) centrou sua primeira inserção em conquistas sociais e pautas de apelo popular. Na primeira parte do programa, o atual presidente destacou investimentos em institutos federais, universidades e a expansão do programa Pé-de-Meia voltado para o ensino médio. Outro destaque da propaganda foi a defesa do fim da jornada de trabalho na escala 6×1, apresentada como uma iniciativa do governo atual. Com o slogan "Brasil pronto para mais" embalado por ritmo sertanejo, o programa também buscou resgatar o discurso voltado à proteção de populações vulneráveis. Em contrapartida, a campanha petista utilizou parte de seu tempo para atacar o principal adversário, reproduzindo áudios de Flávio Bolsonaro associados a pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro e relembrando investigações passadas, como o caso das rachadinhas. Segurança pública e aproximação com o eleitorado feminino na mira de Flávio Bolsonaro Do outro lado, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, dispõe de 4 minutos e 20 segundos de tempo diário na propaganda eleitoral. Em sua estreia, o foco estratégico recaiu sobre a segurança pública, o controle da inflação e o endividamento das famílias, abordados nessa ordem. Buscando ampliar sua base de apoio, a campanha do liberal investiu em uma estratégia para se aproximar do eleitorado feminino, destacando a atuação conjunta de Flávio com Michelle Bolsonaro em vídeos recentes, após o atrito público ocorrido em junho. O candidato também procurou humanizar sua imagem ao introduzir relatos sobre sua família, esposa e filhas, mantendo a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro presente, mas sem centralizar os holofotes nele. Entre as propostas apresentadas, Flávio destacou a escolha do médico Claudio Lottenberg para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo. No campo das críticas ao atual governo, o PL evitou menções diretas a investigações envolvendo o filho mais velho de Lula, preferindo concentrar as críticas nos gargalos da segurança pública e na alta dos preços dos alimentos, sintetizadas pelo lema de que o governo atual "mostra cenas bonitas", enquanto a oposição "mostra o Brasil real". Panorama do horário eleitoral A propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno seguirá em exibição até o dia 1° de outubro, ocupando dois blocos diários de 25 minutos nas emissoras de rádio e televisão às terças, quintas e sábados. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, apenas outros dois nomes conseguiram tempo de exibição na grade por atenderem às cláusulas de desempenho eleitoral: a campanha de Ronaldo Caiado (PSD), que conta com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, do candidato Augusto Cury, com 35 segundos de programa. Os demais postulantes não atingiram os requisitos mínimos de representatividade na Câmara dos Deputados para ter acesso ao tempo gratuito.
- Washington e Caracas firmam pacto histórico de petróleo, anuncia Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump - JIM WATSON / AFP Acordo negociado entre a administração norte-americana e o governo interino venezuelano prevê o controle majoritário de 65 bilhões de barris de reservas pelo setor privado e governo dos EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) a assinatura do que classificou como "o maior acordo petrolífero da história do mundo". A declaração foi feita por meio de sua conta na rede social Truth Social, indicando uma reviravolta sem precedentes nas relações energéticas e diplomáticas entre Washington e Caracas. Segundo o mandatário norte-americano, o pacto garante aos Estados Unidos o controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela. A negociação foi conduzida sob a supervisão direta de Trump, contando com a atuação do secretário de Estado, Marco Rubio, e do secretário de Guerra, Pete Hegseth, em articulação com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e parcerias com o setor privado. Impacto econômico e projeções De acordo com a administração dos EUA, a operação não representará custos para o contribuinte americano. A expectativa oficial é de que a transação permita mais do que duplicar as reservas de petróleo bruto dos Estados Unidos, além de ampliar expressivamente a oferta global e reduzir substancialmente os preços dos combustíveis a longo prazo. Trump também destacou que a medida visa colocar a Venezuela em um caminho de prosperidade e fortalecer os laços bilaterais. Atualmente, a Venezuela detém as maiores reservas conhecidas de petróleo do planeta e produz cerca de 1,25 milhão de barris diários. Contexto político e judicial O acordo consolida a nova fase política do país sul-americano, iniciada após a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos em janeiro deste ano. Desde então, Delcy Rodríguez assumiu o governo interino sob forte pressão para reorientar a política energética nacional e reorganizar o chavismo. Enquanto a nova gestão busca reatar laços econômicos com potências estrangeiras, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem detidos e enfrentam acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas em tribunais federais norte-americanos. Ambos negam as imputações, e a defesa e os promotores propuseram o início do julgamento para junho de 2027.
- Tragédia na Fronteira: Número de Vitimas em Avalanche entre Nepal e China Ultrapassa 620 Mortos
Inundações deixam mortos e desaparecidos no Nepal - PRABIN RANABHAT / AFP Desabamento de geleira a mais de 5 mil metros de altitude gerou uma violenta enxurrada de lama e detritos; equipes de resgate intensificam as buscas por dezenas de desaparecidos na região do Himalaia. As equipes de resgate que atuam na região fronteiriça entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete enfrentam um cenário de destruição após uma avalanche devastadora ocorrida na última quarta-feira (27). O número de vítimas fatais do desastre já ultrapassou 620, enquanto as autoridades e milhares de socorristas mantêm os esforços em ambos os lados da fronteira para localizar sobreviventes e recuperar corpos. De acordo com análises preliminares de especialistas, como Simon Cox, do instituto neozelandês GNS Science, a tragédia foi desencadeada pelo colapso de um enorme bloco de geleira a cerca de 5.200 metros de altitude nas montanhas nepalesas, próximo ao Tibete. O bloco desabou em direção a um vale, transformando-se em uma massa avassaladora de lama, gelo e água. A enxurrada de detritos — que arrastou rochas, sedimentos, árvores e infraestruturas a grande velocidade pelos desfiladeiros — atingiu inicialmente um posto fronteiriço, conforme registrado por câmeras de segurança. Na sequência, a torrente avançou rio abaixo em direção ao território nepalês, inundando povoados, destruindo pontes e soterrando edifícios e veículos. Pelo menos 19 pessoas continuam desaparecidas. Entre os desaparecidos estão turistas que exploravam a região do Himalaia e peregrinos hindus que realizavam uma jornada rumo ao Monte Kailash, considerado sagrado no Tibete. A operação de busca e salvamento segue intensa, embora dificultada pela grande quantidade de lama e detritos acumulados na área afetada.
- Explosão em Depósito de Munições após Ataque de Drone na Região de Kiev Deixa Dezenas de Mortos
Manifestantes vestindo bandeiras ucranianas se posicionam em frente ao escritório das Nações Unidas enquanto uma nova rodada de negociações entre representantes russos, ucranianos e americanos, com o objetivo de encontrar uma solução para quatro anos de conflito na Ucrânia, ocorre em Genebra em 17 de fevereiro de 2026. (Foto de Harold CUNNINGHAM / AFP)Harold CUNNINGHAM / AFP Bombardeio russo no distrito de Bucha causou incêndio de grandes proporções e destruição em áreas residenciais; governo ucraniano aponta negligência criminosa no armazenamento de explosivos. Um ataque com drone realizado pelas forças russas na noite da última sexta-feira (28) contra um depósito de munições na localidade de Mila, próxima ao distrito de Bucha e a oeste da capital da Ucrânia, resultou em pelo menos 37 mortes, 42 feridos e na evacuação de 380 moradores da região. O impacto do projétil desencadeou um incêndio de grandes proporções seguido de fortes detonações que afetaram a infraestrutura ao redor, destruindo prédios residenciais e uma instituição de cuidados para idosos. Entre as vítimas fatais confirmadas está Taras Didich, prefeito do vilarejo de Dmitrivska, que auxiliava diretamente nos esforços de resgate no local. O presidente Volodymyr Zelensky manifestou forte indignação, declarando que o armazém continha materiais bélicos — incluindo projéteis de artilharia, minas e drones — que "nunca deveriam estar lá". O chefe de Estado exigiu a responsabilização dos envolvidos e confirmou que processos criminais já foram instaurados por negligência oficial. O primeiro-ministro Sergei Koretsky reforçou as críticas, classificando o episódio como negligência criminosa e apontando falhas severas por parte da empresa pública proprietária do depósito, que ignorou normas de segurança e a proximidade com zonas civis. Segundo autoridades locais, o incidente expõe falhas recorrentes na gestão de materiais perigosos no quinto ano do conflito. A Procuradoria-Geral ucraniana abriu uma investigação formal para apurar a legalidade do armazenamento dos explosivos e verificar se a empresa possuía as licenças necessárias para operar na área. O episódio ocorre em um cenário de intensificação de ataques de longo alcance contra infraestruturas logísticas e civis, elevando o custo humanitário da guerra na região.
- Chefe do Federal Reserve Destaca Preocupação com a Inflação e Aponta Que Foco Deve Estar nos Preços
Kevin Warsh - MANDEL NGAN / AFP Durante encontro em Jackson Hole, Kevin Warsh afirmou que as condições financeiras não podem ser consideradas restritivas e sinalizou que o banco central americano ainda tem trabalho a fazer para atingir a meta de 2%. O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, declarou nesta sexta-feira (28) que o principal objetivo da autoridade monetária deve ser o controle dos preços. Em seu primeiro discurso no tradicional simpósio de banqueiros centrais em Jackson Hole, no oeste dos Estados Unidos, Warsh classificou o cenário inflacionário atual como motivo de preocupação. “Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e em um ritmo suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, pontuou o dirigente, acrescentando que dificilmente descreveria as condições financeiras vigentes como “restritivas”. Pressões sobre a Política Monetária O banco central norte-americano enfrenta dificuldades para cumprir sua meta de inflação de longo prazo de 2% há mais de cinco anos. Recentemente, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medidor acompanhado pelo Fed — registrou alta de 3,7%. Ao longo de 2026, o Fed optou por manter as taxas de juros inalteradas. No entanto, o comitê enfrenta divisões crescentes. Parte dos formuladores de políticas monetárias defende um aperto nos juros para conter pressões inflacionárias atribuídas às políticas tarifárias do presidente Donald Trump e ao impacto da guerra comercial com o Irã. Na reunião de julho, um quarto dos membros votantes divergiu da manutenção e defendeu uma elevação imediata das taxas. Resiliência Econômica Apesar dos alertas em relação aos preços, Warsh avaliou de forma positiva o panorama geral da economia dos Estados Unidos, apontando sinais de fortalecimento na atividade econômica. Entre os pontos destacados pelo presidente do Fed estão: Investimentos e Lucros: O forte ritmo de investimentos de capital por parte das empresas e o desempenho positivo dos lucros corporativos. Consumo: A robustez contínua dos gastos das famílias americanas. A expectativa do mercado agora se volta para os próximos passos do banco central e o tom que será adotado nas próximas reuniões do comitê de política monetária diante do persistente desvio da meta inflacionária.
- Invasão e execução chocam moradores em Sidrolândia; segundo homicídio é registrado no mesmo bairro
Policiais militares atenderam as ocorrências - Foto: Divulgação Policia Militar Homem de 22 anos foi executado por grupo encapuzado dentro de residência; poucas horas depois, outro morador foi morto a tiros no bairro Cascatinha Uma noite de violência assustou os moradores do bairro Cascatinha, no município de Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande. Em um intervalo de poucas horas, duas execuções mobilizaram as forças de segurança da região. O primeiro crime ocorreu na rua Nélio Saraiva Paim. De acordo com o relato de uma moradora à Polícia Militar, um grupo composto por sete criminosos encapuzados invadiu o imóvel após arrombar o portão a chutes. Para enganar as vítimas, os invasores gritavam que se tratava de uma ação policial. Ao ingressarem na residência, os suspeitos renderam a moradora e a mantiveram sob ameaça na cozinha, acompanhada de sua filha de apenas 4 anos. Enquanto parte do bando monitorava a rua e a entrada do imóvel, dois homens subiram até o piso superior da casa. No andar de cima, os criminosos localizaram Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos, e efetuaram diversos disparos contra ele. O cunhado da vítima, que também estava no local, conseguiu fugir saltando por uma janela com o auxílio de uma escada que dava acesso ao quintal. Antes de fugir, o grupo ainda disparou contra a fachada e o portão da residência. Quando os policiais militares e a perícia chegaram ao local, encontraram Cleiderson já sem vida, com várias perfurações pelo corpo. Sobre o colchão do quarto onde ocorreu o crime, as autoridades apreenderam um revólver Taurus calibre .38. O caso foi formalmente registrado pelas autoridades como homicídio qualificado por traição, emboscada ou recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo homicídio na mesma região Pouco tempo após o primeiro episódio, as autoridades foram acionadas para atender a uma segunda ocorrência de homicídio, também na região do bairro Cascatinha. A vítima foi identificada como Alexandro dos Santos, conhecido pelo apelido de “Costela”. Testemunhas relataram que o atirador disparou cinco vezes contra a vítima antes de fugir em um Chevrolet Celta de cor prata. De acordo com os relatos preliminares, o suspeito aparentava ser jovem. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar prestaram o atendimento pré-hospitalar a Alexandro, identificando perfurações na região lombar esquerda, e o encaminharam com urgência ao Hospital Municipal, onde o óbito foi confirmado. A Polícia Militar realizou buscas e rondas ostensivas por pontos estratégicos de Sidrolândia para localizar o veículo e o suspeito envolvido no segundo caso, mas até o momento ninguém foi preso. As investigações sobre ambos os crimes seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.
- Operação Peça-Chave: PF e Receita desarticulam esquema de R$ 146 mi em autopeças ilegais
Agentes da Receita Federal e da Polícia Federal cumprem nove mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo durante a Operação Peça-Chave - Divulgação Força-tarefa cumpre mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo contra grupo acusado de descaminho, uso de notas frias e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (27) a Operação Peça-Chave, cujo objetivo é desmantelar uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 146 milhões com o comércio irregular de autopeças estrangeiras trazidas ao Brasil sem o devido desembaraço aduaneiro. Ao todo, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande. As diligências concentram-se em Ponta Porã (MS), município localizado na fronteira com o Paraguai, além da Capital paulista e dos municípios de Santo André e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Origem das investigações e "empresas noteiras" A apuração teve início após a identificação de transações financeiras atípicas na região de fronteira, incluindo saques contínuos de quantias elevadas em espécie. Conforme o rastreamento bancário e fiscal, o grupo distribuía as peças automotivas importadas clandestinamente por diversos estados. Para "esquentar" o material e simular legalidade perante a fiscalização, os investigados utilizavam notas fiscais sem lastro comercial real. Parte dessa documentação era emitida por empresas de fachada — conhecidas como "noteiras" —, estruturadas especificamente para forjar operações de compra e venda. O levantamento da Receita Federal apontou que o volume transacionado sem a devida comprovação contábil ultrapassou a marca de R$ 146 milhões entre os anos de 2018 e 2023. A perícia revelou ainda que a estrutura física e operacional de várias empresas envolvidas era totalmente incompatível com a movimentação milionária declarada. Ocultação de bens e lavagem de dinheiro A investigação também identificou inconsistências no fluxo de estoque das empresas, com registros de saídas de mercadorias sem a respectiva nota de entrada, além do repasse de recursos financeiros para laranjas — pessoas com perfil econômico incompatível com os montantes movimentados e ligadas aos operadores centrais do esquema. Diante dos indícios de lavagem de capitais e descaminho, a Justiça Federal autorizou o bloqueio e a apreensão de bens de alto valor associados ao grupo, tais como joias, obras de arte, dinheiro em espécie acima de R$ 5 mil sem comprovação de origem, além de eventuais armas e drogas localizadas nos endereços vistoriados. Todo o material recolhido será analisado e confrontado com o sigilo bancário e fiscal dos alvos para instruir o processo criminal.
- Estima-se que 250 empresários da Cafezais já possuem posse legal de armamento por medo de assaltos
Polícia Militar passando na Avenida dos Cafezais, na sexta-feira (Foto: Juliano Almeida) Comerciantes da Avenida dos Cafezais, em Campo Grande, têm recorrido ao armamento legal como alternativa de segurança diante da sensação de vulnerabilidade e do histórico de crimes na região. A presença de um estabelecimento especializado no local, a J&S Despachante Bélico, facilitou o processo de regularização da documentação para empresários e moradores do bairro. Segundo o proprietário da loja, Jorge Salomão, cerca de 250 pessoas na avenida já adquiriram armas de fogo. De acordo com Salomão, a presença de cidadãos armados atua como um fator de inibição contra investidas criminosas. No entanto, não há dados oficiais de segurança pública que confirmem uma relação direta de causa e efeito entre a posse de armas por parte dos lojistas e a variação nos índices de criminalidade local. O empresário destaca ainda que a orientação dada aos clientes é utilizar o equipamento estritamente para coibir agressões, e não para provocar confrontos. A experiência com a criminalidade levou comerciantes como George Lucas, de 32 anos, a mudarem de postura. Proprietário de um restaurante na avenida há uma década, ele decidiu buscar a regularização de uma arma após ter o estabelecimento invadido por três homens armados com faca durante o encerramento do expediente. Lucas avalia que, embora o trabalho da Polícia Militar seja fundamental, as equipes não conseguem cobrir todas as ocorrências simultaneamente. Ele ressalta, contudo, que o treinamento técnico e psicológico exigido para a posse enfatiza a prevenção e o uso da arma apenas em último caso. A decisão de armar-se não é unanimidade entre os empresários do corredor comercial. Aleixo Larrea, comerciante estabelecido há dez anos no local e que já enfrentou cinco assaltos, optou por investir em sistemas de alarme. Mesmo tendo sido vítima de roubos posteriores à instalação dos equipamentos, Larrea demonstra resistência à ideia de adquirir um armamento, defendendo que a solução ideal passa pelo reforço do policiamento ostensivo na região, embora admita reavaliar a possibilidade diante da insegurança constante. Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PM-MS) informou que realiza patrulhamento preventivo contínuo na Avenida dos Cafezais, com viaturas monitoradas em tempo real e rondas planejadas conforme a mancha criminal. A corporação reforçou que chamados de emergência devem ser feitos pelo 190 e denúncias pelo 181. A PM ressaltou também que os processos de posse e porte de armas são de responsabilidade da Polícia Federal e que a observância das exigências legais é indispensável, lembrando que a posse ou o porte irregular constituem crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. Estatísticas oficiais apontam comportamentos distintos para as modalidades criminosas na região. Comparando os primeiros semestres de 2022 e 2026, os registros de roubo na Avenida dos Cafezais caíram de 9 para 1 ocorrência. Nos bairros do entorno — Centro Oeste, Jardim Paulo Coelho Machado e Jardim das Macaúbas —, as ocorrências de roubo recuaram 61,7%, caindo de 34 para 13 casos. Por outro lado, os furtos na avenida apresentaram elevação, subindo de 30 para 43 registros no mesmo período, enquanto na soma dos três bairros houve uma pequena variação, passando de 149 para 140 casos.
- Caso de Crueldade: Capivara é vista com flecha fincada no corpo na Capital
Animal está às margens do Rio Anhanduí, andando com flecha fincada ao tronco (Foto: Direto das Ruas) Moradores acionaram a Polícia Militar Ambiental após encontrarem o animal ferido no Bairro Guanandi; equipes aguardam o entardecer para realizar o resgate Uma cena de crueldade contra a fauna silvestre mobilizou moradores e autoridades ambientais na manhã desta quinta-feira (27), em Campo Grande. Uma capivara foi avistada caminhando com uma flecha cravada na região do pescoço, nas proximidades do Rio Anhanduí, no canteiro central da Avenida Vereador Thirson de Almeida, localizada no Bairro Guanandi. O animal ferido foi notado por volta das 6h30 por pessoas que transitavam pelo local. Testemunhas relataram que a capivara permaneceu por diversas horas na parte superior da via antes de buscar abrigo nas margens do rio. Sensibilizados com o sofrimento do bicho, moradores da região acionaram o socorro para garantir o resgate. A Polícia Militar Ambiental (PMA) atua em parceria com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) para efetuar a captura de forma segura. Para realizar o procedimento sem causar mais estresse ou novos ferimentos ao animal, será necessária a intervenção de um médico-veterinário para a aplicação de sedativo. A Guarda Civil Metropolitana, por meio da Patrulha Ambiental, também esteve no local realizando buscas. Como as capivaras possuem hábitos mais ativos durante o fim da tarde e início da noite, as equipes planejam retornar ao local no final do dia para concluir a apreensão e encaminhar o animal para tratamento veterinário. Crime Ambiental Maus-tratos, abusos ou ferimentos causados a animais silvestres configuram crime ambiental no Brasil, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998. A legislação prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de aplicação de multa. Caso os ferimentos causem a morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.
- MPMS prevê investimento de R$ 39,7 milhões em terceirização de manutenção e reformas
Edifício-sede das Promotorias de Justiça do MPMS, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. (Foto: Mateus Andrade, Jornal Midiamax) Contrato de cinco anos atenderá todas as unidades do Ministério Público no estado; disputa de preços ocorrerá em setembro. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu início ao processo licitatório para a contratação de mão de obra especializada em serviços de manutenção predial e reformas. O contrato, previsto para durar cinco anos, tem valor estimado em R$ 39,7 milhões e abrangerá todos os prédios institucionais do órgão espalhados pelo Estado. Com a nova contratação, o custo anual médio com serviços terceirizados poderá alcançar R$ 7,9 milhões. A empresa vencedora será responsável pelo fornecimento de equipes permanentes — que incluirão profissionais como engenheiros civis, eletricistas, mecânicos, técnicos de segurança do trabalho e auxiliares —, além de atender a chamados de urgência, prover transporte e disponibilizar peças, ferramentas e materiais necessários para as intervenções. As propostas comerciais já podem ser encaminhadas por meio do portal Compras.gov.br. A etapa de lances do pregão eletrônico está agendada para o dia 15 de setembro, a partir das 14h. Outros investimentos em infraestrutura A abertura desta licitação ocorre poucas semanas após outro anúncio relevante na área predial da instituição. Em meados de agosto, o MPMS abriu um processo licitatório na modalidade de concorrência eletrônica — sob regime de contratação integrada — estimado em R$ 22 milhões. O objetivo é a elaboração de projetos e a execução das obras de reforma e ampliação do prédio anexo à sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, onde funciona o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
- Governo do Estado amplia Comitê da Rota Bioceânica com a inclusão do Corecon-MS
Obra de ponte da Rota Bioceânica. (Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc) Medida oficializada em Diário Oficial fortalece o planejamento econômico e a coordenação estratégica do corredor interoceânico em Mato Grosso do Sul O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (27), a expansão na composição do Comitê Estadual da Rota Bioceânica (CEG-Rota). Com a publicação no Diário Oficial do Estado, o Conselho Regional de Economia de Mato Grosso do Sul (Corecon-MS) passa a integrar formalmente o grupo estratégico responsável pela condução do projeto. O decreto foi assinado pelo governador Eduardo Riedel em conjunto com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Henrique Leite Falcette. A norma altera o texto de criação do comitê, estabelecido em janeiro de 2024, inserindo o conselho no rol de entidades deliberativas e consultivas do colegiado. Papel do Comitê na Rota Bioceânica O CEG-Rota desempenha um papel central na articulação e implementação do corredor rodoviário interoceânico, empreendimento projetado para conectar o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico atravessando o território sul-mato-grossense. Entre as atribuições do grupo estão: Alinhamento institucional: Integração de órgãos governamentais e entidades de classe para o desenvolvimento regional. Infraestrutura e logística: Planejamento e acompanhamento das obras viárias e estruturas de apoio ao transporte de cargas. Relações internacionais: Diálogo com países vizinhos e entes subnacionais ao longo do traçado da rota. Políticas públicas: Elaboração de estratégias para potencializar os impactos econômicos e sociais na região. Com a entrada do Corecon-MS, o colegiado ganha reforço técnico focado no impacto financeiro, no desenvolvimento de cadeias produtivas locais e nas projeções econômicas decorrentes da operação do novo corredor logístico.
- Governo de MS injeta R$ 274,9 milhões na saúde, segurança e outras áreas essenciais
Sede da Governadoria de Mato Grosso do Sul. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Decreto publicado no Diário Oficial detalha remanejamento de verbas orçamentárias; previdência estadual e segurança pública lideram os repasses O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul oficializou nesta quinta-feira (27) a abertura de um crédito suplementar no valor total de R$ 274,9 milhões. A medida, formalizada via decreto no Diário Oficial do Estado, visa reforçar o caixa de diversas secretarias, órgãos públicos e fundos estaduais. Para viabilizar os novos aportes, foram realizados cancelamentos de dotações orçamentárias existentes no montante de R$ 35,5 milhões. A maior fatia do montante aprovado — R$ 89,2 milhões — será direcionada à Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev-MS), garantindo a manutenção dos pagamentos referentes a inativos e pensionistas do Estado. Reforço na Segurança e no Sistema Penitenciário A área de segurança pública figura entre as principais prioridades do remanejamento. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) contará com uma suplementação de R$ 83,5 milhões. Desses recursos, R$ 47,5 milhões serão aplicados no aprimoramento da gestão do conhecimento, desenvolvimento de talentos, ações correcionais e fortalecimento da ouvidoria. A manutenção operacional do setor receberá R$ 16,4 milhões, enquanto R$ 8,2 milhões serão aplicados em frentes de resposta e prevenção a desastres. Para o sistema prisional, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS) receberá R$ 11,9 milhões, verba voltada principalmente à rotina administrativa, custódia da população carcerária e ações de segurança interna. Educação, Saúde e Desenvolvimento O setor educacional também foi contemplado com R$ 2,6 milhões, distribuídos entre o fortalecimento do ensino médio (R$ 600 mil) e a expansão da educação profissional (R$ 2 milhões). Já o Fundo Especial de Saúde do Estado contará com um reforço de R$ 262,2 mil para ações regionais de atendimento médico. Além das áreas sociais e de segurança, o orçamento prevê repasses para a modernização e apoio ao setor produtivo e tecnológico: Desenvolvimento e Inovação: R$ 1,5 milhão para fomento a ecossistemas de inovação, projetos de ecoinovação e iniciativas de sustentabilidade. Metrologia: R$ 811 mil destinados à manutenção operacional da Agência Estadual de Metrologia. Fundos Gestores: R$ 3,9 milhões destinados ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias e R$ 7,3 milhões para o Fundo de Provisão de Recursos. O decreto engloba ainda repasses para a Secretaria de Estado de Administração, Fundo para Desenvolvimento das Culturas do Milho e Soja, e para a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, fortalecendo a execução de serviços públicos essenciais em Mato Grosso do Sul.
- Ações da Força Penal Nacional e Polícia Penal interceptam 9 drones com drogas e celulares em presídios de MS
Materiais apreendidos. (Foto: Divulgação PCMS) Operações integradas na Máxima de Campo Grande e na PED, em Dourados, apreenderam entorpecentes, telefones e equipamentos usados no transporte de ilícitos. Uma ofensiva conjunta promovida pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e pela Força Penal Nacional (FPN) resultou na interceptação de nove drones que tentavam entregar ilícitos em estabelecimentos prisionais do estado. As apreensões ocorreram ao longo de três dias de operações na Penitenciária Estadual Jair Ferreira de Carvalho (Segurança Máxima de Campo Grande) e na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (27), a ação apreendeu, além das aeronaves não pilotadas, 10 aparelhos celulares, um carregador, um rolo de linha de alta resistência — utilizado para acoplar as cargas aos drones —, além de aproximadamente 800 gramas de maconha e cerca de 200 gramas de cocaína. Todo o material recolhido seria entregue a detentos custodiados nas duas unidades. As interceptações fazem parte da fase prática dos novos protocolos de segurança implementados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Portaria nº 1.214. A iniciativa visa reforçar a atuação logística e o treinamento das equipes locais. Tanto a Máxima de Campo Grande quanto a PED figuram entre as 138 unidades penitenciárias selecionadas nacionalmente para receber ações de fortalecimento da segurança, devido ao perfil dos detentos de alta periculosidade abrigados nos locais. Todo o material apreendido foi encaminhado aos procedimentos cabíveis junto à Polícia Penal.
- Iagro autoriza 19 agrotóxicos e amplia uso de defensivos em lavouras de Mato Grosso do Sul
Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária, Animal e Vegetal). (Foto: Reprodução) Publicação no Diário Oficial libera novos produtos comerciais e estende a aplicação de herbicidas e fungicidas consagrados para novas culturas no estado A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) oficializou a aprovação do cadastro comercial e a liberação de uso para 19 produtos agrotóxicos no estado. A medida, assinada pelo diretor-presidente do órgão, Daniel de Barbosa Ingold, atende ao registro prévio concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (27). Com a decisão, o setor produtivo passa a contar com a liberação de novos herbicidas, inseticidas e nematicidas, além do aval para utilizar produtos já existentes no mercado em uma variedade maior de lavouras comerciais. Ampliação de defensivos conhecidos Entre os destaques da atualização regulatória está a Portaria nº 860, que expande a aplicação do fungicida Priori (Syngenta Proteção de Cultivos Ltda). O defensivo, antes voltado a um grupo específico de vegetais, agora está liberado para cultivos de arroz, aveia, cana-de-açúcar, centeio, fumo e triticale. Outra alteração relevante vem pela Portaria nº 881, que amplia o espectro do nematicida e inseticida Verango Prime (Bayer S.A.). A partir do novo texto, o produto poderá ser aplicado no combate a pragas em lavouras de algodão, batata-doce, beterraba, cenoura, mandioca, mandioquinha-salsa, melancia, melão, nabo, rabanete e tomate. Ademais, as novas portarias contemplaram o setor de grãos ao liberar os produtos Apaleo, Pequim 1000 EC, Octagon, Majestuoso, Verso e Maplee para uso do manejo em lavouras de milho, milheto e sorgo. A liberação busca atender às demandas do agronegócio sul-mato-grossense por soluções técnicas atualizadas e combate otimizado a pragas nas mais diversas cadeias agrícolas do estado.
- Rede Hemosul passa por reestruturação e altera regimento interno em Mato Grosso do Sul
Hemosul Santa Casa. (Divulgação) Mudança promovida pela Secretaria de Estado de Saúde reorganiza a estrutura técnica e administrativa de 12 unidades hemoterápicas do Estado A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) aprovou uma ampla reformulação no regimento interno do órgão, alterando a estrutura orgânica da Coordenadoria da Rede Hemosul e de suas unidades de assessoramento. A medida, oficializada por meio de resolução assinada pelo secretário Maurício Simões Corrêa no Diário Oficial Eletrônico, fixa novas diretrizes e competências administrativas e técnicas para 12 unidades de hemoterapia distribuídas pelo Estado. Com a nova organização, o Hemosul ganha divisões especializadas voltadas para áreas estratégicas, incluindo: Gestão de Pessoas (SGPRH): responsável pela coordenação de colaboradores e elaboração das escalas de plantão nas 12 unidades; Tecnologia da Informação (GTIRH): encarregada da gestão do parque tecnológico e da garantia do funcionamento contínuo do sistema do banco de sangue; Sustentabilidade e Biossegurança (GSBRH): focada na elaboração do Programa de Gerenciamento de Resíduos e no monitoramento de acidentes de trabalho; Captação do Doador (SCDRH): responsável pelo planejamento de campanhas internas e externas e pela gestão do cadastro no Redome; Atendimento às Coagulopatias e Hemoglobinopatias (SACHRH): direcionada ao atendimento especializado de pacientes com condições como hemofilia e anemia falciforme; Outros setores: Educação Permanente, Gerência da Qualidade, Relações Públicas, Projetos Estratégicos e Gerência Técnica. Além disso, o novo texto normativo disciplina o funcionamento e as atribuições das unidades regionais localizadas nos municípios de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Paranaíba, Corumbá, Coxim, Nova Andradina, Naviraí, Aquidauana, bem como da unidade do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).
- Hospital do Amor amplia exames e oferecerá 5 mil ressonâncias por ano em Dourados
Centro de Dourados (Imagem ilustrativa - Madu Livramento, Midiamax) Medida oficializada pelo Governo do Estado visa zerar a fila de espera do SUS na microrregião do Cone Sul Uma importante iniciativa promete agilizar o diagnóstico e o tratamento de pacientes da rede pública de saúde na região de Dourados. O Hospital do Amor (Instituto de Prevenção Dourados) passará a realizar 5.000 exames de ressonância magnética anualmente para atender a demanda da microrregião do Cone Sul. A autorização do novo fluxo de exames foi formalizada nesta quinta-feira (27) pelo Secretário de Estado de Saúde, Mauricio Simoes Correa, por meio de publicação no Diário Oficial Eletrônico (DOE). A ampliação dos procedimentos de diagnóstico por imagem faz parte de um planejamento estratégico de ações de saúde voltado para absorver a demanda reprimida do Sistema Único de Saúde (SUS) no município e nas cidades vizinhas. Com a medida, os pacientes cadastrados na unidade terão acesso mais rápido a exames de alta complexidade, fundamentais para a detecção precoce e acompanhamento de diversas patologias.
- UEMS Homologa Resultado e Convoca Aprovado em Mestrado em Dourados
Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul em Dourados. (Foto: Divulgação, UEMS) Seleção em fluxo contínuo foi voltada para o preenchimento de vaga para estudante estrangeiro no Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) oficializou a homologação do resultado final do processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Recursos Naturais, oferecido na unidade universitária de Dourados. A seleção, realizada em regime de fluxo contínuo, visou ao preenchimento de vaga como aluno regular estrangeiro no nível de mestrado. Conforme a publicação divulgada no Diário Oficial Eletrônico do Estado (DOE), sob a assinatura do coordenador do programa e presidente da comissão organizadora, Junior Reis Silva, o candidato aprovado e convocado para a matrícula é Abdul Majid. A classificação final foi estabelecida por meio da média ponderada entre a avaliação do Currículo Lattes e a nota obtida na etapa de entrevista. O candidato alcançou a nota máxima (10,0) no currículo e 7,17 na entrevista, finalizando o processo com média 8,11. Orientações para a Matrícula O candidato convocado deverá realizar os procedimentos de matrícula no período de 08 a 11 de setembro de 2026. A documentação necessária deve ser enviada em formato PDF para o e-mail oficial do programa: pgrn@uems.br. Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, os interessados podem consultar a seção "Equipe PGRN" no portal da UEMS ou entrar em contato direto via e-mail com a coordenação do curso.
- Governo de MS abre os cofres e destina R$ 9,7 milhões para combater desastres e conter o El Niño
Córrego na Ricardo Brandão transbordou. (Marcos Ermínio, Midiamax) Verba suplementar publicada no Diário Oficial reforça a segurança ambiental e o plano de contingência contra eventos climáticos extremos no Estado. Em resposta à iminência de impactos do fenômeno El Niño e com o objetivo de reforçar a segurança ambiental, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul oficializou a destinação de R$ 9,7 milhões para ações de preservação ambiental, prevenção de tragédias e resposta rápida a emergências. A liberação dos recursos foi formalizada por meio de decreto no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (27). O aporte financeiro faz parte de uma reestruturação orçamentária maior conduzida no âmbito da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), que movimentou um montante global superior a R$ 72,2 milhões entre suas divisões. Divisão dos recursos e foco no clima Dentro do pacote de R$ 9,7 milhões direcionado especificamente às pautas ambientais e de defesa civil, os valores foram distribuídos em duas frentes de atuação: R$ 8.293.992,07 serão aplicados diretamente em planos de prevenção e ações de resposta imediata para conter desastres e acidentes; R$ 1.464.000,00 serão destinados a iniciativas de conservação e preservação do meio ambiente. O direcionamento prioritário da verba busca preparar a infraestrutura estadual para amenizar a instabilidade associada ao El Niño. Caracterizado pelo aquecimento atípico do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno altera o padrão de circulação de ar e chuvas em escala global, refletindo diretamente nas temperaturas e no regime pluviométrico sul-mato-grossense. Ondas de calor e risco de incêndios ou alagamentos De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o El Niño deve manter intensidade moderada até o final do inverno. No entanto, para o quadrimestre entre setembro e dezembro, a previsão alerta para a possibilidade de o fenômeno atingir um patamar "muito forte". A especialista do Cemtec, Valesca Fernandes, destaca que a tendência é de favorecimento de ondas de calor severas. A dinâmica climática traz desafios duplos para o Estado: se o calor extremo vier acompanhado de chuvas torrenciais acima da média, aumentam as chances de enchentes e alagamentos urbanos; por outro lado, episódios prolongados de estiagem associados a altas temperaturas elevam drasticamente o risco de grandes incêndios florestais. Histórico recente reforça a necessidade de prevenção O histórico dos últimos 24 anos em Mato Grosso do Sul revela a imprevisibilidade do clima sob influência do fenômeno. Das 15 ocorrências registradas no período, sete resultaram em temperaturas anuais acima da média e nove registraram índices de precipitação superiores ao normal. Em anos recentes com El Niño classificado em nível máximo, como em 2016, as chuvas intensas superaram as expectativas, enquanto os termômetros ficaram ligeiramente abaixo do esperado. Já em 2024, o cenário inverso predominou, com registros de estiagem forte e temperaturas elevadas. Com a verba liberada, as forças de segurança e equipes de apoio buscam estruturar equipes e equipamentos para responder com agilidade a qualquer um dos cenários previstos.
- Suspeito de efetuar disparos e gritar nome de facção criminosa é preso em Maracaju
Itens apreendidos com o suspeito. (Foto: Robertinho Speed) Homem de 26 anos foi localizado pela Polícia Militar em sua residência; com ele, foram apreendidos drogas e um revólver calibre 38. Um homem de 26 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar no município de Maracaju, sob a acusação de envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida na última quarta-feira (26). Durante a ação criminosa, o suspeito teria efetuado disparos de arma de fogo e gritado slogans fazendo referência à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime ocorreu na Rua Major Carlos da Silva, localizada na Vila Juquita. Imagens capturadas por sistemas de monitoramento da região registraram o momento em que três indivíduos a bordo de uma motocicleta modelo Kenton, com placas do Paraguai, trafegavam pela via quando foram surpreendidos por disparos. Ao entrarem bruscamente na rua, sofreram uma colisão com um automóvel e caíram. Em seguida, abandonaram o veículo no local e fugiram a pé; um dos alvos buscou abrigo em um estabelecimento comercial local, enquanto os demais correram no sentido ao bairro Fortaleza. Registros em vídeo mostram o atirador pilotando uma motocicleta Honda Biz enquanto apontava o armamento e proferia ameaças e gritos em alusão à organização criminosa, efetuando disparos na direção do comércio onde uma das vítimas havia se escondido. A localização do indivíduo foi possível após o recebimento de denúncias anônimas via 190. Ao notarem a chegada da equipe policial em frente à sua residência, o homem tentou se evadir para o interior do imóvel, onde acabou sendo contido e detido. Nas buscas realizadas na residência, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 carregado com seis munições intactas, além de porções de crack e cocaína. O autor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil local, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos de praxe.
- Ministra das Mulheres cobra maior apoio financeiro da Alems no combate à violência contra a mulher
Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. (Foto: Aline Machado/Jornal Midiamax) Durante evento de 20 anos da Lei Maria da Penha em Campo Grande, Márcia Lopes defendeu união entre poderes e maior agilidade na execução de projetos no Estado Em visita à capital sul-mato-grossense para acompanhar a abertura da 20ª Jornada da Lei Maria da Penha, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez um apelo por maior apoio financeiro e engajamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nas pautas voltadas à proteção feminina. Durante o evento realizado nesta quarta-feira (27), a ministra ressaltou que, embora o Governo Federal atue na articulação de diretrizes nacionais, o sucesso das ações contra a violência depende diretamente da execução local. "A gente espera, claro, cada vez mais que haja, por parte da Assembleia Legislativa, mais orçamento para a política de mulheres e que o Estado também tenha essa responsabilidade", declarou. Márcia Lopes informou que tem dialogado com as lideranças do sistema de Justiça local e reforçou que o Ministério busca firmar um pacto federativo conjunto entre o Poder Executivo, o Legislativo estadual e o Judiciário. Estrutura e novos investimentos Durante sua fala, a ministra também relembrou a situação da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande — a primeira unidade inaugurada no país —, relatando apreensão com a estrutura física observada em sua visita anterior, que se encontra em processo de reformas. Como parte das diretrizes de expansão, o Ministério das Mulheres projeta alcançar a marca de 51 unidades da Casa da Mulher Brasileira em fase de licitação ou construção no país até dezembro. Os investimentos federais variam de R$ 10 milhões a R$ 19 milhões por unidade, a depender do porte do município. Além da expansão das unidades físicas e do acompanhamento territorial no estado por meio de articuladoras locais, o Ministério prevê a entrega do novo Plano Nacional de Política para as Mulheres e a atualização do plano nacional de enfrentamento à violência até o encerramento deste ano.
- Salários de agosto dos servidores de MS serão antecipados para 3 de setembro
Imagem ilustrativa. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) Medida beneficia mais de 86 mil funcionários públicos estaduais ativos e inativos, que receberão os vencimentos antes do prazo legal. Os mais de 86 mil servidores públicos ativos, inativos e pensionistas do Governo de Mato Grosso do Sul contarão com a liberação de seus salários referente ao mês de agosto de forma antecipada. O pagamento estará liberado para saque na próxima quinta-feira, dia 3 de setembro. De acordo com as normas estaduais, a data limite para o depósito dos salários é até o 5º dia útil do mês — prazo que, no mês de setembro, ocorreria no dia 5. Com a decisão de adiantar o repasse, o Governo do Estado efetuará o crédito nos bancos com antecedência para garantir que os valores estejam disponíveis aos trabalhadores já no dia 3. A informação foi confirmada em nota oficial emitida pela Diretoria Executiva do Sindicato dos Fiscais Tributários de Mato Grosso do Sul (Sindifiscal-MS). A medida injeta recursos na economia local logo nos primeiros dias do mês.
- Tradição que atravessa gerações: Tereré reforça laços afetivos e identidade em Campo Grande
O tereré não serve apenas para aliviar o calorão característico da Cidade Morena, mas também mantém viva a cultura de Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Muito além de uma bebida para amenizar o calor, o hábito de compartilhar o tereré preserva memórias familiares, cultiva amizades e une diferentes histórias na Capital. Uma garrafa com gelo, bomba de metal e a clássica erva-mate: para quem vive em Campo Grande, a combinação parece automática. No entanto, por trás de cada rodada de tereré existe um significado que vai muito além de refrescar as altas temperaturas da Cidade Morena. A prática, transmitida de pais para filhos e mantida entre grupos de amigos, consolida-se no cotidiano local como um elemento central da cultura e da memória afetiva de Mato Grosso do Sul. Para muitos moradores, o hábito começou ainda na infância, introduzido por avós ou pais que deixaram na bebida um legado de convivência. É o caso de comerciantes e empresários locais que transformaram a paixão pelo tereré em negócio no Mercadão Municipal e em pontos tradicionais da cidade, mantendo vivo um costume que une gerações. Para outros, a bebida ressurge acompanhada de nostalgia: voltar a preparar a guampa é uma forma de recordar entes queridos que já se foram, ressignificando o ritual ao longo dos anos. Nas calçadas da cidade, nos parques ou nas rodas formadas entre amigos e influenciadores digitais, o tereré funciona como um verdadeiro catalisador social. Os assuntos variam do futebol às conversas descontraídas do dia a dia e histórias do passado. O ponto em comum entre todas as rodas é a capacidade de aproximar pessoas. Especialistas ressaltam que essa capacidade de integração é um dos aspectos mais marcantes da prática na região. Com raízes na cultura guarani e forte influência paraguaia — intensificada no século passado com a chegada da estrada de ferro —, o tereré democratiza os espaços públicos. Ao redor da guampa, não existem barreiras ou distinções sociais: o hábito cria um ambiente em que todos compartilham da mesma conversa. Para quem busca lugares ao ar livre para apreciar a bebida em Campo Grande, opções não faltam. Desde a tradicional Praça do Tereré e a orla do Aeroporto até o Parque das Nações Indígenas e os altos da Avenida Afonso Pena, a cidade oferece cenários perfeitos para estender a cadeira de fio e manter a tradição viva.
- PF e Receita Federal deflagram Operação Peça-Chave contra esquema milionário de contrabando na fronteira de MS
Grupo é alvo da PF e da Receita. (Divulgação) Grupo criminoso movimentou mais de R$ 146 milhões comercializando peças automotivas vindas do Paraguai e recorria a empresas "noteiras" para lavar o dinheiro. Uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação Peça-Chave. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando de peças automotivas do Paraguai para o Brasil, além de esquema articulado de lavagem de dinheiro e emissão de notas fiscais falsas. As investigações apontam que a entrada do material ilegal no país ocorria pela fronteira de Ponta Porã (MS). O alerta para as autoridades acendeu após a identificação de movimentações financeiras atípicas e constantes saques em espécie de valores altos em agências bancárias localizadas na região fronteiriça. Esquema e "empresas noteiras" De acordo com o levantamento fiscal e financeiro feito pela Receita Federal, o grupo movimentou mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023 sem apresentar qualquer documentação contábil ou fiscal que justificasse a origem e o destino dos recursos. Para transportar o material sem levantar suspeitas e abastecer o mercado nacional, a quadrilha utilizava "empresas noteiras" — companhias de fachada contratadas unicamente para emitir notas fiscais frias. As mercadorias eram vendidas sem qualquer registro prévio nos estoques das empresas investigadas. Além do comércio irregular, os investigadores identificaram indícios consistentes de lavagem de capitais: o dinheiro transitava por contas de laranjas, pessoas sem capacidade econômico-financeira compatível, mas ligadas aos líderes da organização. Cumprimento de mandados Ao todo, os agentes cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande nos seguintes municípios: Mato Grosso do Sul: Ponta Porã São Paulo: São Paulo (capital), Santo André e São Bernardo do Campo A Justiça Federal autorizou ainda o bloqueio e a apreensão de bens de alto valor, incluindo obras de arte, joias, armas, drogas e quantias em espécie acima de R$ 5 mil sem comprovação de origem. A operação conta com a participação de oito auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal.
- Conselho nega recursos e confirma penalidades ao Consórcio Guaicurus em Campo Grande
Garagem do Consórcio Guaicurus. (Arquivo, Jornal Midiamax) A Junta de Análise e Julgamento de Recursos de Transporte rejeitou, por unanimidade, pelo menos 20 recursos apresentados pelo Consórcio Guaicurus. Com a decisão, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), ficam mantidas as multas aplicadas pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) devido a irregularidades na prestação do serviço de transporte público. As infrações registradas, cujos autos remontam a 2019, incluem: Atrasos e descumprimento de horários estabelecidos nas Ordens de Serviço; Circulação de ônibus com alterações nas cores regulamentares; Ausência de legendas obrigatórias nos veículos; Falta do uso de crachá lateral identificador; Desembarque de passageiros fora dos pontos permitidos; Ausência de veículos articulados nas rotas em que a frota era exigida. Em sua defesa, o consórcio tentou justificar os descumprimentos alegando fatores externos de força maior, como o excesso de tráfego nas vias urbanas. Contudo, os relatores do caso apontaram que a empresa não apresentou provas suficientes para sustentar as alegações. A Junta concluiu que o congestionamento no trânsito se enquadra como "fortuito interno" — isto é, um risco inerente à própria atividade comercial. Caberia à concessionária planejar e adotar medidas de contingência operacionais para assegurar a pontualidade, a regularidade e a qualidade do transporte coletivo oferecido aos passageiros da capital.
- PCC no setor de combustíveis: MP-SP denuncia 16 por esquema bilionário com braço logístico em Mato Grosso do Sul
Operação cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul (Divulgação, Receita Federal) Investigações da Operação Carbono Oculto revelam adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 26 bilhões. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra 16 pessoas investigadas na Operação Carbono Oculto. A ação é apontada pelas autoridades como o maior golpe desferido contra a infiltração da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal. O grupo é acusado de gerenciar um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens que movimentou cerca de R$ 26 bilhões no mercado de combustíveis. Entre as engrenagens da fraude, o estado de Mato Grosso do Sul desempenhava papel estratégico. De acordo com as investigações — desdobramento das operações Carbono Oculto, Fluxo Oculto e Alquimia —, a região funcionava como entreposto empresarial e logístico para o transporte de insumos químicos e escoamento dos produtos. Ao todo, o grupo controlava ao menos sete distribuidoras em Iguatemi (MS), geridas por interpostos laranjas ligados ao empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, que permanece foragido. A engrenagem do golpe e sonegação O modelo operacional combinava a aquisição legal e a importação irregular de substâncias químicas, como metanol e nafta petroquímica. Esses insumos eram desviados de suas rotas declaradas e misturados ilegalmente à gasolina e ao etanol comercializados nos postos de combustíveis. Além de lesar o consumidor final com produtos adulterados, a fraude gerou uma sonegação fiscal superior a R$ 200 milhões. A estrutura contava ainda com uma rede de empresas de fachada em Mato Grosso do Sul operadas por intermediários locais para pulverizar e lavar os recursos ilícitos da facção. Relação dos denunciados Entre os alvos da denúncia do MP-SP está o empresário Cesar Cirne Leal, proprietário da Oreonn – Indústria e Comércio de Óleos Vegetais e Químicas LTDA, que possui filial em Dourados (MS). A lista completa dos 16 denunciados inclui: Admar de Carvalho Martins ("Dema") Cesar Cirne Leal Ed Charles Giusti Edson da Silva Santos Everton Felipe de Barros ("Soró") Filipe Studzinski de Souza Fernando de Matos Gutierres Giosimar Jose Caldato Giovani Dadalt Crespani José Frederico Modolin Filho Murilo Foresto de Souza Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone Ruy Azevedo Gutierres Thiago Gomes Ribeiro William Lopes da Silva Júnior Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além disso, enfrentam acusações por adulteração de combustíveis, fraudes contra o consumidor, falsificação de documentos e crimes contra a ordem tributária. A denúncia aguarda apreciação da Justiça de São Paulo, enquanto a Polícia Federal e os promotores prosseguem com as buscas para localizar os foragidos e desarticular os CNPJs ligados ao grupo em Mato Grosso do Sul e em outros quatro estados.
- Justiça autoriza perícia de contas na Santa Casa de Campo Grande após empasse sobre repasses
Uma das manifestações por falta de pagamento aos funcionários. (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Análise financeira vai verificar déficit alegado pelo hospital e o cumprimento de metas contratuais cobrado pela Prefeitura A disputa judicial entre a Santa Casa de Campo Grande, a Prefeitura Municipal e o Governo de Mato Grosso do Sul ganhou um novo desdobramento. A Justiça Estadual determinou a realização de uma perícia financeira detalhada nas contas do hospital com o objetivo de esclarecer a real situação orçamentária da instituição, que alega enfrentar uma crise prolongada. A decisão foi assinada pelo juiz Claudio Müller Pareja, da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos. Como as partes envolvidas não indicaram peritos, o magistrado nomeou os especialistas Eduardo de Freitas Gomide e Marcos Starling, da empresa GRC Visa Consultoria Empresarial, para conduzir a auditoria. Foco nos contratos e cumprimento de metas O trabalho dos auditores vai debruçar sobre o histórico financeiro e documental da Santa Casa a partir do ano de 2021, período previamente estabelecido em acordo judicial. O grupo terá um prazo de 60 dias para entregar o laudo definitivo após o início oficial das atividades. A determinação da perícia atende a um pedido da Prefeitura de Campo Grande. O município argumenta que o hospital não vem cumprindo integralmente as metas de atendimento estipuladas em contrato e exige a checagem das contas antes de avançar na renegociação dos repasses financeiros. Cobrança de recomposição orçamentária Do outro lado, a direção do maior hospital de Mato Grosso do Sul cobra um reajuste de R$ 158 milhões anuais no convênio repassado ao complexo de saúde. A administração da unidade sustenta que acumula um déficit mensal da ordem de R$ 13 milhões, provocando atritos frequentes, atrasos em pagamentos de salários e falta de insumos médicos básicos. A presidente do hospital, Alir Terra, ressalta que o orçamento atual congelou enquanto as despesas operacionais dispararam. Custos de medicamentos, produtos hospitalares e reajustes salariais do corpo médico e da enfermagem são apontados pela entidade como os principais vetores do desequilíbrio das contas. Validade do contrato atual Enquanto o mérito da ação judicial não é julgado e a perícia não é finalizada, a Santa Casa continua recebendo os repasses previstos pelo contrato anterior. Por determinação da Justiça, segue mantido o repasse mensal de R$ 32,7 milhões (o equivalente a R$ 392,4 milhões por ano), valor considerado insuficiente pela gestão hospitalar para garantir o funcionamento com capacidade máxima.
- Tradição e Fé: Marcha para Jesus mobiliza milhares de fiéis no aniversário de Campo Grande
Imagem: Prefeitura Municipal de Campo Grande Mesmo sob chuva, a 34ª edição do evento reuniu diferentes comunidades cristãs em oração, louvor e celebração na capital sul-mato-grossense. A chuva que atingiu Campo Grande nesta quarta-feira (26) não diminuiu o fervor dos fiéis que compareceram à 34ª edição da Marcha para Jesus. Integrante do calendário oficial de comemorações dos 127 anos da cidade, o encontro reuniu igrejas e lideranças religiosas em uma demonstração pública de fé e unidade. A concentração teve início na Praça do Rádio, onde o público acompanhou apresentações de artistas e grupos de louvor gospel local, como Banda Destino City, Louvor da Igreja Irmãos Menonitas, Rafael Mello, Alê Gadir e Banda, e Get Worship. Durante o evento, a prefeita Adriane Lopes celebrou a presença do público apesar das adversidades do tempo, ressaltando o valor da festividade para a capital. Em seguida, a caminhada seguiu acompanhada por trio elétrico ao longo da Avenida Afonso Pena. O trajeto passou por pontos emblemáticos da cidade, como o Obelisco e a sede da Prefeitura Municipal, até atingir o destino final no Parque das Nações Indígenas. Durante o percurso, a animação ficou por conta de Johnny Meck, Jariston Lima e Banda, e Banda Doze 2. De acordo com a organização do evento, conduzida pelo pastor Gladstone de Amorim (conhecido como Pastor Dinho), a Marcha cumpre o papel de unir o ecossistema cristão do município — composto por quase 5 mil congregações — em uma única celebração anual de gratidão e oração pela cidade. O encerramento da programação no Parque das Nações Indígenas contou com novas ministrações e shows de Sara Sounds, Emerson Rios, Bruno Roques, John Dias e a apresentação da cantora Maria Marçal. Pastor Dinho, organizador da Marcha para Jesus, sorri durante o evento. Suyane Diniz e seu grupo de amigos da igreja reunidos na Marcha para Jesus 2026. Marli Lopes, da Assembleia de Deus, durante a Marcha para Jesus 2026. Evento reuniu fiéis de todas as idades em Campo Grande. — Foto: Diogo Nolasco/TV Morena Fim da chuva contribuiu para caminhada até os Altos da Afonso Pena, em Campo Grande — Foto: Diogo Nolasco/TV Morena Marcha para Jesus contou com chuva, mas não afastou fiéis que se protegeram com capa e e guarda-chuva — Foto: Diogo Nolasco/TV Morena
- Caixa identifica estabilização na inadimplência do crédito agro, aponta balanço
Pillar Pedreira/Agência Senado Taxa de atraso acima de 90 dias atingiu 20,74% no segundo trimestre, mas banco estatal projeta melhora amparada em renegociações e novas linhas federais. A Caixa Econômica Federal registrou sinais de acomodação na curva de crescimento da inadimplência em sua carteira de crédito voltada ao setor agropecuário. O diagnóstico foi divulgado nesta quinta-feira (27) por executivos do banco estatal durante a apresentação dos resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. De acordo com o banco, o portfólio agro fechou o trimestre com uma taxa de inadimplência superior a 90 dias de 20,74%, patamar que compara com os 18,29% apurados no primeiro trimestre e com os 7,02% registrados no mesmo período do ano anterior. Apesar da alta na base anual, a instituição financeira aponta que o ritmo de deterioração perdeu força. Segundo o vice-presidente de finanças e controladoria, Marcos Brasiliano Rosa, os dados já indicam uma trajetória de estabilidade na curva. Na mesma linha, o vice-presidente de varejo, Adriano Assis Matias, destacou que o indicador apresentou melhora nos meses de junho e julho, com a taxa estabilizando na casa de 20%. Para sustentar a perspectiva de continuidade na melhora do cenário, a diretoria da instituição aposta nos reflexos da Medida Provisória 1.376, sancionada pelo governo federal no mês passado. A norma instituiu programas de reestruturação de dívidas e linhas especiais de crédito direcionadas a produtores rurais e cooperativas que acumularam prejuízos decorrentes de quebras de safras por intempéries climáticas ou oscilações de mercado entre 2019 e 2025. No segmento de crédito comercial voltado a pessoas físicas, os executivos também pontuaram o impacto positivo do programa Novo Desenrola, considerado fundamental para a mitigação de riscos e a gestão da adimplência da base de clientes da instituição em um ambiente macroeconômico avaliado pela cúpula do banco como desafiador. Apesar das pressões sobre a carteira agrícola, a Caixa reportou um avanço de 5,9% no lucro líquido recorrente do segundo trimestre em comparação com o mesmo intervalo de 2025, impulsionada por uma expansão de quase 12% em sua carteira de crédito total, que encerrou junho em R$ 1,45 trilhão.
- Bezerro dispara no mercado pecuário e supera valorização do boi gordo e do boi magro em 2026
Imagem: Wix Retenção de fêmeas reduz a oferta de animais jovens e eleva custos para a recria, enquanto a procura constante por reposição mantém as cotações aquecidas. O mercado pecuário brasileiro vive um momento de forte valorização nas categorias de reposição ao longo deste ano. impulsionados por uma oferta restrita e demanda aquecida, os preços do bezerro registraram a alta mais expressiva de 2026, superando o ritmo de crescimento observado nas cotações do boi gordo e do boi magro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A sustentação dessa alta decorre do cenário produtivo atual, no qual a maior retenção de fêmeas pelas propriedades reduziu a disponibilidade de animais jovens no mercado. Ao mesmo tempo, recriadores e invernistas mantêm uma procura constante por loteamento, o que acirra a disputa pelos animais e impulsiona as cotações. Embora o boi magro também continue negociado em patamares firmes, sua escalada de preços tem ocorrido de forma mais moderada no comparativo com a categoria mais jovem. Impactos na margem do pecuarista A divergência no ritmo de alta entre as categorias impacta diretamente os custos operacionais da pecuária de corte: Para quem compra bezerro: A forte valorização exige um desembolso inicial significativamente maior para a formação ou renovação do plantel de recria, pressionando o caixa dos produtores. Para quem adquire boi magro: O avanço mais contido dessa categoria em relação ao preço final do boi gordo favorece a relação de troca, aliviando a pressão financeira sobre o pecuarista no momento da reposição para o terminação.
- EUA ampliam cota de carne bovina e criam oportunidade temporária para frigoríficos brasileiros
Imagem: Wix Medida emergencial liberta 300 mil toneladas com imposto reduzido para conter alta de preços no mercado norte-americano, mas exige agilidade logística e repasse do desconto ao consumidor O governo dos Estados Unidos anunciou uma medida de emergência para tentar conter a inflação dos alimentos e contornar o desabastecimento interno de matéria-prima para a indústria de carne moída. O presidente Donald Trump assinou um decreto que amplia em 300 mil toneladas a cota temporária de importação de carne bovina (lean beef trimmings — aparas magras) com tarifa alfandegária reduzida. A decisão abre um canal valioso de vendas para o agronegócio brasileiro, embora o país precise agir rápido para abocanhar uma fatia desse volume. Corrida contra o tempo: o funcionamento da nova cota Diferente de concessões bilaterais exclusivas, o volume adicional de 300 mil toneladas foi destinado à categoria geral de "outros países" (other countries or areas). Isso significa que o Brasil disputará o benefício diretamente com outros exportadores globais habilitados que não possuem cotas próprias consolidadas por acordos bilaterais. A liberação ocorrerá de forma gradual, dividida em três parcelas mensais de 100 mil toneladas cada, cobrindo o período de setembro a novembro. A distribuição será feita estritamente por ordem de chegada (first come, first served). Especialistas do setor alertam que a eficiência logística será o fator determinante para o sucesso das exportações. As empresas brasileiras que já dispõem de produto embarcado ou armazenado em entrepostos alfandegados nos EUA no momento da abertura de cada fatia terão vantagem competitiva crucial. Atualmente, após o esgotamento da cota fixa anual de cerca de 52 mil toneladas, os embarques brasileiros de carne para os EUA pagam uma alíquota extraterritorial pesada de 26,4%. A inclusão do produto na cota emergencial reduz substancialmente essa carga tributária, aumentando o retorno financeiro dos frigoríficos do Brasil, que já venderam mais de 200 mil toneladas para o mercado norte-americano entre janeiro e julho deste ano. Crise de oferta nos EUA impulsionou a decisão A flexibilização tarifária promovida pela Casa Branca não decorre de uma mudança de postura em relação à abertura comercial, mas sim de uma necessidade urgente do mercado consumidor doméstico. Os Estados Unidos enfrentam o menor rebanho bovino dos últimos 75 anos. Eventos climáticos extremos — como secas severas e incêndios florestais — destruíram pastagens e inviabilizaram a recomposição rápida do gado. Para piorar o cenário, barreiras sanitárias impostas à entrada de animais vivos vindos do México devido à praga da mosca-da-bicheira reduziram ainda mais a oferta de gado para abate. Com a produção interna em queda e a demanda por carne moída aquecida, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e a Casa Branca reconheceram que a oferta nacional é insuficiente para manter os preços em patamares razoáveis. A cláusula de risco: carne precisa chegar mais barata ao consumidor Apesar da oportunidade, há uma trava importante no decreto presidencial. O governo dos EUA estabeleceu que o USDA e a Representação Comercial (USTR) monitorarão de perto os preços da carne importada sob o benefício. A expectativa formal de Washington é que o produto desembarque nos estabelecimentos comerciais com um valor 25% inferior ao preço de mercado das aparas magras. Se a redução de tarifas servir apenas para inflar a margem de lucro dos intermediários e não se traduzir em alívio no bolso do consumidor americano, o governo reservou o direito de cancelar o saldo remanescente da cota a qualquer momento. Para os exportadores brasileiros, a janela de oportunidade é promissora, porém estreita. A primeira tranche de 100 mil toneladas entra em vigor já no dia 1º de setembro e a última se encerra em 30 de novembro. Em um mercado altamente desabastecido e competitivo, a corrida nos portos norte-americanos deve começar antes mesmo da chegada do primeiro navio.
- Uso do etanol em carros flex estagna e mexe com o mercado global de açúcar
Imagem: Wix Mesmo com vantagem financeira nas bombas em 67% do país, desinformação e intervenções nos preços da gasolina seguram a adesão dos motoristas ao biocombustível. A preferência pelo etanol hidratado entre os motoristas brasileiros de veículos flex continua sem engrenar. Atualmente, apenas 29% da frota com tecnologia bicombustível abastece com o renovável, patamar mantido desde 2024. O índice está acima dos 22% registrados em 2023, mas permanece aquém do auge atingido em 2019, quando alcançou 36,7%. A avaliação é da consultoria Datagro, que alerta para os reflexos desse cenário na dinâmica do setor de açúcar e álcool. Segundo o presidente da consultoria, Plinio Nastari, a baixa adesão ocorre em um momento favorável ao biocombustível: neste ano, o etanol apresentou vantagem econômica em relação à gasolina em 67% do território nacional. Para o executivo, o descompasso entre o preço competitivo e o consumo real reflete gargalos de comunicação. "Há muita desinformação sobre o etanol", apontou Nastari, ressaltando que mitos e receios antigos de motoristas persistiram, apesar da evolução tecnológica dos motores. Caso a participação do etanol na frota retornasse ao nível de 2019, haveria um incremento estimado de 8 bilhões de litros no consumo anual. Essa demanda adicional seria fundamental para absorver o salto de produção projetado para a safra 2026/2027, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em um recorde de quase 42 bilhões de litros — uma expansão impulsionada pelo crescimento do etanol de milho e pela maior destinação de cana para as usinas de combustível. Distorções nos preços e impactos no açúcar Além dos problemas de comunicação com o consumidor, as políticas de contenção de preços dos combustíveis fósseis também têm limitado o avanço do etanol. Intervenções federais para amortecer os reflexos da alta do petróleo no mercado internacional — impulsionada pelos conflitos no Irã — mascaram o ganho relativo do renovável. Mesmo com a Petrobras praticando valores abaixo da paridade de importação (fixada em R$ 4,50 por litro) e com o Brasil tendo importado 2,5 bilhões de litros de gasolina ao longo do ano, o preço do etanol nas bombas permanece amplamente vantajoso, sem que isso se traduza em ganho proporcional de mercado. Essa hesitação do motorista brasileiro repercute diretamente na indústria açucareira global. Devido à flexibilidade das usinas do Centro-Sul do país, a hesitação na demanda por combustível direciona o planejamento da produção entre mais álcool ou mais açúcar. Com receios recentes sobre os impactos do fenômeno El Niño na colheita e o anúncio de importação de açúcar sem tarifas pela Índia, as cotações internacionais do adoçante voltaram a subir. O movimento torna a produção de açúcar mais atraente, o que já provocou um reajuste de cerca de R$ 0,20 por litro no etanol desde o início do mês, revertendo a trajetória de queda nos valores pagos às usinas e repassados aos postos.
- Governo processa Discord por violação de regras de proteção a menores e pede R$ 500 milhões em indenização
© Valter Campanato/Agência Brasil Ação judicial movida pela AGU aponta descumprimento do ECA Digital e falhas na contenção de conteúdos extremistas e violência contra crianças e adolescentes A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma ação judicial na Justiça Federal em Brasília contra a plataforma de comunicação Discord. A medida cobra o cumprimento das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) e pede uma reparaçao de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, o que corresponde a R$ 50 milhões para cada uma das dez infrações atribuídas ao aplicativo. O processo é reflexo das apurações da Operação Lívia, deflagrada para investigar a indução de uma adolescente à automutilação durante uma transmissão ao vivo no aplicativo. De acordo com o governo federal, negociações para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa duraram duas semanas, mas o Discord desistiu de firmar o acordo no último encontro de negociação. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou que a iniciativa busca coibir condutas graves no ambiente virtual, tais como crueldade contra animais, automutilação e incentivo ao suicídio, com foco na proteção do público infantojuvenil. Na mesma linha, o advogado-geral da União, Jorge Messias, enfatizou que o país não aceitará a proliferação de irregularidades no meio digital e que o funcionamento de qualquer empresa no Brasil exige o respeito integral à legislação vigente. Entre as exigências apontadas pela AGU para a adequação do Discord estão: Implementação de sistemas eficazes para verificação de idade; Vinculação obrigatória das contas de menores de 16 anos aos seus responsáveis legais; Interrupção imediata e em tempo real de transmissões que exibam automutilação ou atos de extrema violência. Dados da Secretaria Nacional de Direitos Digitais indicam que o aplicativo falhou em adotar tais mecanismos de prevenção. Segundo o secretário Victor Oliveira Fernandes, a ausência de checagem real de idade e a utilização de criptografia de ponta a ponta sem ferramentas adequadas de moderação impediram a identificação preventiva dos conteúdos ilícitos. O governo ressalta ainda que a situação não se limita a um evento isolado: entre 2025 e 2026, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais produziu mais de 115 relatórios detalhando episódios de violência, violência contra animais e indução à automutilação relacionados ao aplicativo. A peça judicial fundamenta-se também no entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal em 2025 acerca da responsabilidade de redes e plataformas digitais sobre conteúdos publicados por terceiros.
- TSE e Google fecham parceria para combater deepfakes no YouTube durante as eleições
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Nova funcionalidade permite que candidatos e criadores monitorem o uso indevido de suas imagens por inteligência artificial Com o avanço do uso de inteligência artificial na política e o aumento do risco de manipulação de imagem nas eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cooperação com o Google, oficializou o lançamento de um recurso voltado ao combate aos deepfakes. A iniciativa disponibiliza aos candidatos e criadores de conteúdo a ferramenta Detecção por Semelhanças, integrada diretamente ao YouTube Studio. O sistema rastreia a plataforma em busca de vídeos que utilizem modificações faciais não autorizadas ou reproduções sintéticas de rostos. Como funciona a verificação Para ter acesso ao monitoramento, o usuário deve atender a alguns requisitos e seguir o procedimento abaixo: Requisitos iniciais: É necessário possuir uma conta ativa no YouTube e ter mais de 18 anos. Ativação no YouTube Studio: Na aba dedicada à gestão de conteúdo, o usuário acessa a opção de verificação de semelhanças. Cadastro biométrico: Após dar o consentimento para o tratamento de dados biométricos, o criador ou candidato deve enviar um vídeo de validação ou uma selfie. Esse material serve para gerar o registro facial utilizado pelo algoritmo no rastreamento. Alerta e remoção: O processo de análise leva até dois dias úteis. Caso seja identificada alguma correspondência suspeita na plataforma, o titular da imagem recebe uma notificação direta e pode solicitar formalmente a remoção do conteúdo indevido.




















































