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Ex-gestores tucanos rompem tradição e lançam manifesto de apoio a Haddad em São Paulo

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Fernando Haddad durante coletiva realizada no Palácio do Planalto - CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
Fernando Haddad durante coletiva realizada no Palácio do Planalto - CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Grupo histórico ligado a Geraldo Alckmin critica a privatização da Sabesp e a postura da gestão Tarcísio frente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.


Um manifesto assinado por ex-secretários de Estado, ex-dirigentes e políticos de uma ala do PSDB historicamente alinhada ao vice-presidente Geraldo Alckmin declarou, nesta sexta-feira (28), apoio oficial à candidatura de [Fernando Haddad](PT) ao governo de São Paulo. O documento também foi entregue ao candidato a vice Márcio França (PSB) e às candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.


O texto traz duras críticas à atual administração estadual liderada por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo os signatários — que integraram as gestões tucanas de Mário Covas, Alckmin e José Serra —, o governo atual tem priorizado o alinhamento político e ideológico em detrimento da proteção da economia paulista, do emprego e da capacidade de investimento do Estado.


Entre os pontos centrais de crítica está a privatização da Sabesp. Os ex-gestores afirmam que a venda da companhia, nos moldes em que foi executada, careceu de transparência, debate aprofundado e de uma visão estratégica para o setor de saneamento básico. O grupo ressalta que não se opõe a privatizações estruturadas, mas rejeita que o instrumento seja tratado como um fim em si mesmo.


Outro foco de forte reprovação foi a reação do governo estadual às recentes taxações comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O manifesto aponta que o Palácio dos Bandeirantes falhou ao não realizar uma defesa firme dos setores industriais e econômicos de São Paulo afetados pelas medidas protecionistas norte-americanas.


Para os ex-secretários, São Paulo perdeu protagonismo nacional e substituiu o planejamento estratégico de longo prazo pela administração focada no curto prazo e na simples gestão de ativos. O documento propõe o resgate da tradição paulista de diálogo com prefeituras, universidades e o setor produtivo, fundamentado no fortalecimento das instituições democráticas e no interesse público.

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