top of page
Banner_Full_Oficial.jpg

Washington e Caracas firmam pacto histórico de petróleo, anuncia Donald Trump

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump - JIM WATSON / AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump - JIM WATSON / AFP

Acordo negociado entre a administração norte-americana e o governo interino venezuelano prevê o controle majoritário de 65 bilhões de barris de reservas pelo setor privado e governo dos EUA.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) a assinatura do que classificou como "o maior acordo petrolífero da história do mundo". A declaração foi feita por meio de sua conta na rede social Truth Social, indicando uma reviravolta sem precedentes nas relações energéticas e diplomáticas entre Washington e Caracas.


Segundo o mandatário norte-americano, o pacto garante aos Estados Unidos o controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela. A negociação foi conduzida sob a supervisão direta de Trump, contando com a atuação do secretário de Estado, Marco Rubio, e do secretário de Guerra, Pete Hegseth, em articulação com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e parcerias com o setor privado.


Impacto econômico e projeções

De acordo com a administração dos EUA, a operação não representará custos para o contribuinte americano. A expectativa oficial é de que a transação permita mais do que duplicar as reservas de petróleo bruto dos Estados Unidos, além de ampliar expressivamente a oferta global e reduzir substancialmente os preços dos combustíveis a longo prazo. Trump também destacou que a medida visa colocar a Venezuela em um caminho de prosperidade e fortalecer os laços bilaterais.


Atualmente, a Venezuela detém as maiores reservas conhecidas de petróleo do planeta e produz cerca de 1,25 milhão de barris diários.


Contexto político e judicial

O acordo consolida a nova fase política do país sul-americano, iniciada após a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos em janeiro deste ano. Desde então, Delcy Rodríguez assumiu o governo interino sob forte pressão para reorientar a política energética nacional e reorganizar o chavismo.


Enquanto a nova gestão busca reatar laços econômicos com potências estrangeiras, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem detidos e enfrentam acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas em tribunais federais norte-americanos. Ambos negam as imputações, e a defesa e os promotores propuseram o início do julgamento para junho de 2027.


Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html