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  • Despedida em Campo Grande: Jovem de 23 anos morre após 14 dias em coma por suspeita de intoxicação alimentar

    Velório ocorreu nesta terça-feira (1º), em Campo Grande. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) David Kauã Vieira Santos Lopes faleceu no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul; familiares relatam que o quadro evoluiu para meningite bacteriana após o consumo de um lanche. O clima foi de forte comoção e pesar na despedida de David Kauã Vieira Santos Lopes, de 23 anos, realizada nesta terça-feira (1º) em Campo Grande. O jovem marceneiro faleceu no último domingo (30), após passar 14 dias internado em coma no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). Ele deixa esposa e um filho de 4 anos. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, o drama teve início no dia 3 de agosto, quando David consumiu um lanche adquirido no bairro Zé Pereira. Segundo o relato, ele teria sentido um gosto de carne estragada durante a refeição. Na manhã seguinte, o rapaz começou a apresentar mal-estar e buscou atendimento médico em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Embora tenha sido liberado inicialmente, ele precisou retornar ao posto de saúde nos dias subsequentes devido à persistência e agravamento dos sintomas. Com a evolução negativa do quadro clínico, David precisou ser transferido e internado no HRMS. Ele entrou em coma e permaneceu lutando pela vida por duas semanas, mas acabou não resistindo. A família relata que o caso evoluiu para uma meningite bacteriana decorrente do episódio de intoxicação alimentar. A perda precoce gerou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região.

  • Caminhão desgovernado atinge quatro carros estacionados no bairro Universitário, em Campo Grande

    O Nissan Versa apresentou maiores danos. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) Acidente registrado na tarde desta terça-feira (1º) causou apenas prejuízos materiais; dois dos veículos atingidos haviam sido adquiridos há pouco tempo pelos proprietários. Um susto na tarde desta terça-feira (1º) movimentou a Avenida Brigadeiro Tiago, na região do bairro Universitário, em Campo Grande. Um caminhão-baú desgovernado acabou colidindo contra quatro automóveis que estavam estacionados nas proximidades de uma empresa de internet local. Apesar da sequência de colisões, o incidente não registrou feridos, resultando apenas em danos materiais. De acordo com as informações levantadas no local, o motorista do caminhão perdeu o controle da direção por motivos que ainda serão apurados. O veículo pesado atingiu inicialmente um Hyundai HB20. Com o impacto, o HB20 foi impulsionado contra um Nissan Versa, que acabou sendo lançado para cima da calçada, colidindo contra uma árvore de pequeno porte. Em seguida, a reação em cadeia ainda afetou um Chevrolet Onix e um Renault Clio. Todos os carros pertenciam a funcionários da empresa situada em frente ao local da batida. Entre os prejuízos contabilizados, o engenheiro eletricista Maycon Moreira Borges, proprietário do HB20, lamentou a situação. Ele relatou que havia comprado o veículo há apenas dois meses e que o carro contava com apenas 12 mil quilômetros rodados. "Mesmo que façam o conserto na concessionária, eu fico no prejuízo", desabafou o motorista ao Jornal Midiamax. O condutor do caminhão, que pertence a uma empresa de compressas e ataduras do estado do Paraná, permaneceu no local para prestar esclarecimentos e acionar os procedimentos cabíveis. Segundo informações da Polícia Militar, o motorista não apresentava sinais de embriaguez e o veículo possui cobertura de seguro. O Juizado de Trânsito também foi acionado pelos envolvidos para o registro da ocorrência e formalização dos danos.

  • Corregedoria da PMMS cumpre mandados e apreende celulares de policiais em Sidrolândia

    (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax) Ação sigilosa ocorreu na manhã desta terça-feira (1º); corporação reforça que não tolera desvios de conduta e apura o caso nas esferas administrativa e penal. Na manhã desta terça-feira (1º), policiais militares lotados no município de Sidrolândia — localizado a cerca de 70 km de Campo Grande — foram alvos de uma operação deflagrada pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS). A investigação, que corre sob sigilo, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. De acordo com as informações apuradas, equipes da Corregedoria estiveram nos endereços dos agentes nas primeiras horas do dia para recolher elementos que auxiliem nas apurações. Entre os itens apreendidos pelas autoridades estão os aparelhos celulares dos policiais militares envolvidos. Posicionamento oficial Em nota oficial encaminhada à imprensa, a PMMS confirmou a realização da operação, mas destacou que os detalhes e motivações das investigações permanecem sob sigilo. Segundo a corporação, a medida é necessária para “preservar o andamento das diligências e o devido processo legal”. A instituição militar também reiterou o seu compromisso com a legalidade, a transparência e a ética perante a sociedade sul-mato-grossense, enfatizando que rigores institucionais serão aplicados a eventuais irregularidades: “Os regulamentos e os princípios que norteiam a atividade policial militar não compactuam com condutas em desacordo com a legislação. Por esse motivo, a própria PMMS possui mecanismos de controle e investigação destinados a apurar eventuais irregularidades envolvendo seus integrantes.” Por fim, a corporação garantiu que, caso sejam confirmados desvios de conduta ou ilicitudes, serão adotadas todas as medidas legais cabíveis, tanto na esfera administrativa quanto na penal. As investigações continuam em andamento sob responsabilidade da Corregedoria da corporação.

  • Desdobramento da Operação Rodas da Sorte: Loteria da Paraíba vai repassar documentos à polícia em investigação contra irmãos Razuk

    Razuk foi preso no dia 18 de agosto. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax) Órgão regulador confirma autorização de empresa ligada aos investigados, mas esclarece que licenças possuem caráter estritamente administrativo e se coloca à disposição das autoridades. A Loteria do Estado da Paraíba (Lotep) anunciou que está à disposição da Justiça e dos órgãos de segurança para fornecer documentos e esclarecimentos no âmbito da Operação Rodas da Sorte. A ação policial investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias associados a rifas de veículos de luxo promovidas pelos irmãos Eduardo e Rafael Razuk. O posicionamento da autarquia ocorreu após nota de esclarecimento enviada à imprensa. O órgão confirmou que a empresa FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios Ltda. possui autorização emitida pela Lotep para explorar a modalidade de Loteria Passiva. A companhia é apontada pelas investigações como ligada às atividades do influenciador digital e empresário Eduardo Razuk, conhecido pelo canal Razuk Backstage. O esquema investigado De acordo com as apurações da Polícia Civil, a autorização oficial servia como uma espécie de fachada para conferir aparência de legalidade a sorteios que, segundo as autoridades, operavam de forma irregular. As investigações indicam que a rede de rifas ilegais movimentou cerca de R$ 100 milhões em um período de seis meses. A operação resultou no cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão em cidades como Campo Grande, Rio de Janeiro e João Pessoa. Foram confiscados 22 veículos de luxo — estimados em R$ 20 milhões —, além do bloqueio de cinco imóveis e de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados. Os sorteios, que teriam começado em 2019 com prêmios de alto valor (como carros de luxo, smartphones e transferências via Pix), teriam operado sem as devidas autorizações federais ou regulatórias competentes até que o grupo alterasse seu modus operandi em 2025 para utilizar a licença estadual. Em nota, a Lotep frisou que suas emissões de atos autorizativos possuem caráter estritamente administrativo e regulatório, limitando-se estritamente ao que determinam a legislação e os regulamentos vigentes. O órgão também ressaltou que não possui detalhes aprofundados sobre o teor das provas, visto que o procedimento corre sob segredo de Justiça. Situação jurídica e defesa O influenciador Eduardo Razuk, que havia sido preso preventivamente no dia 18 de agosto, obteve a revogação de sua prisão pela Justiça. A soltura foi confirmada por seu advogado, Tiago Bunning, que argumentou que as medidas cautelares já cumpridas — como o sequestro de bens e valores, buscas e a suspensão das redes sociais de seu cliente — eram suficientes para resguardar a integridade das investigações. A defesa sustenta que as atividades seguiam rigorosamente as normas regulamentadas pela Lotep para a modalidade de loteria passiva e que eventuais termos utilizados na divulgação pública, como "rifa", não alteram a natureza jurídica regular do sorteio. Os advogados afirmam que a legalidade dos contratos e das operações será devidamente comprovada ao longo do andamento processual.

  • Cadáver em avançado estado de decomposição é localizado no Córrego Lageado em Campo Grande

    O corpo estava no Córrego. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) Vítima do sexo masculino, ainda não identificada, foi avistada por moradores nesta terça-feira (1º); o caso foi encaminhado ao IMOL para perícia. Um corpo do sexo masculino, ainda sem identificação oficial, foi encontrado boiando nas águas do Córrego Lageado durante a tarde desta terça-feira (1º), em Campo Grande. O cadáver estava preso a galhos no leito do rio, próximo ao final da Rua Dolores Duran, no bairro Recanto das Paineiras. Moradores da região avistaram o corpo e imediatamente acionaram o Corpo de Bombeiros. De acordo com a tenente Bruna Córdoba, o local de fácil acesso no leito do rio facilitou o trabalho das equipes de resgate, que aguardaram a chegada das autoridades policiais e científicas para a remoção. Segundo o delegado Francisco Antônio Moreira, titular da 4ª Delegacia de Polícia (4ª DP), o corpo estava em avançado estado de decomposição, apresentando inchaço e desprendimento de tecido. Uma avaliação preliminar realizada após a retirada da água não apontou ferimentos aparentes. A vítima vestia bermuda, camiseta e casaco, estando descalça no momento do resgate, e não foi possível identificar eventuais tatuagens devido à degradação dos tecidos. As autoridades aguardam os laudos periciais e médico-legais para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do caso. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde passará por exames antropológicos e papiloscópicos para tentar confirmar a identidade da vítima. As investigações sobre o caso continuam sob a responsabilidade da 4ª DP.

  • Detentos responsáveis por festa do PCC com cocaína em presídio de segurança máxima são transferidos em Mato Grosso do Sul

    Imagem: Midiamax Agência penitenciária realizou operação de pente-fino após revelação de vídeos da celebração dos 33 anos da facção criminosa; entorpecentes entraram na unidade por meio de arremessos de drones. A Agência de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen-MS) realizou a transferência dos detentos apontados como os organizadores de uma festa clandestina no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A celebração, que marcou os 33 anos do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi regada a drogas e exibida em vídeos gravados pelos próprios criminosos dentro da unidade penal. Pente-fino e transferências Após a repercussão das imagens divulgadas na última segunda-feira, a administração penitenciária intensificou as vistorias na unidade e executou uma operação de pente-fino. Com a identificação dos responsáveis pela comemoração — na qual os detentos aparecem ao redor de uma mesa repleta de cocaína agradecendo a facção —, a direção determinou a transferência imediata dos envolvidos para isolar as lideranças e desarticular o grupo. Entrada de drogas por drones De acordo com a Agepen-MS, a droga utilizada na festa entrou no presídio por meio de arremessos realizados com drones. Dados recentes apontam que a Polícia Penal e a Força Penal Nacional interceptaram ao menos 13 tentativas de entrega de ilícitos por aeronaves não tripuladas na unidade penal entre os dias 25 e 29 de agosto. Contudo, apesar do cerco tecnológico e do monitoramento intensificado, a segurança falhou em conter a entrada do lote exibido nas gravações. Sanções disciplinares e criminais Os detentos identificados nas filmagens estão sendo submetidos ao Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC). Segundo o órgão regulador, a manifestação de apoio ou alusão a organizações criminosas constitui falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), podendo resultar em regressão de regime e outras sanções. Além disso, os envolvidos poderão responder criminalmente com base na Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013) e no Código Penal. Histórico da facção Fundado em 31 de agosto de 1993, em São Paulo, o PCC tem registrado episódios similares de comemorações dentro de estabelecimentos prisionais ao longo dos anos. Autoridades estaduais seguem em alerta para coibir novas apologias e o fluxo de contrabando interno nas unidades de segurança máxima do estado.

  • OAB manifesta “extrema preocupação” com crise institucional após revelações sobre Moraes e Vorcaro

    OAB - Divulgação/OAB Entidade destaca que o envolvimento de instituições essenciais à democracia em meio ao período eleitoral exige rigor e isenção na apuração dos fatos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou uma nota oficial nesta terça-feira (1º) para externar profunda apreensão com os desdobramentos da crise institucional que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre após a revelação de documentos e mensagens ligando o ministro Alexandre de Moraes ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. De acordo com a instituição, o caso é acompanhado com “atenção e extrema preocupação”. A nota pontua que a defesa de uma apuração rigorosa, transparente e isenta é fundamental, independentemente dos investigados, desde que sejam rigorosamente asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência como pilares da legitimidade das investigações. Impacto democrático e eleitoral A cúpula da advocacia brasileira alertou para a gravidade dos reflexos gerados pela crise, sobretudo por envolver instituições cruciais para a estabilidade democrática do país e por coincidir com o calendário do período eleitoral. Para a ordem, o momento exige cautela redobrada e o estrito cumprimento das prerrogativas constitucionais. Origem das investigações O posicionamento da OAB sucede a decisão do ministro André Mendonça — relator dos procedimentos relativos ao Banco Master na Suprema Corte — de levantar o sigilo sobre os autos da investigação. O relatório elaborado pela Polícia Federal apontou registros de encontros, negociações e mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de alterações contratuais firmadas entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado. Os elementos foram obtidos a partir da análise de dados extraídos do aparelho celular do banqueiro, apreendido durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro.

  • Sigilo levantado: Relatório da Polícia Federal detalha mensagens e contratos milionários ligados ao caso Banco Master

    Ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro - Divulgação / STF Documentos tornados públicos pelo STF expõem registros de contatos, reuniões e tratativas contratuais entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório associado à família do ministro Alexandre de Moraes. Novos desdobramentos sobre a investigação envolvendo o sistema financeiro e redes de influência vieram à tona após a retirada do sigilo de documentos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material reúne um minucioso relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) a partir de dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação aponta uma série de registros de mensagens, encontros presenciais e negociações contratuais que envolvem o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Contatos e mensagens via aplicativo de notas De acordo com a Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A) da PF, o celular de Daniel Vorcaro armazenava quatro registros distintos para o mesmo número de telefone, identificados como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, “Novo”, “STF TSE NOVO” e “Eu STF”. O contato teria sido repassado ao banqueiro em dezembro de 2023 pelo ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria. O relatório aponta que o empresário utilizava um método específico para interagir com o contato: os textos eram redigidos no aplicativo de notas do celular, transformados em captura de tela (print) e enviados por WhatsApp. A perícia cruzou os horários e constatou que o envio ocorria segundos após a geração da imagem. Contratos milionários e movimentações O documento detalha duas principais frentes contratuais investigadas: Primeiro Contrato (R$ 108 milhões): Negociado em janeiro de 2024, previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões. Consta na análise técnica que a minuta enviada por Viviane Barci passou por alterações cujo usuário responsável pela última modificação estava identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. Segundo Contrato e Ativos: Datado de maio de 2025, o acordo foi firmado entre o escritório e a empresa Viking Participações, envolvendo a transferência de ativos de alto valor, como cotas de um avião Legacy 650 (avaliado em mais de US$ 5,5 milhões) e de um helicóptero EC 155 B1 (cerca de US$ 1,3 milhão). Além das tratativas comerciais, os investigadores mapearam registros de encontros presenciais em locais como Campos do Jordão e mensagens trocadas no final de 2025, nas quais o banqueiro consultava sobre o andamento de apurações e possíveis medidas judiciais. Outro lado Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes esclareceu que a análise do primeiro contrato foi submetida ao setor de compliance e revisada para verificar eventuais impedimentos legais. A defesa reforçou que não havia previsão de atuação do escritório no STF em processos relativos ao Banco Master, legitimando a prestação dos serviços contratados.

  • Justiça Federal derruba liminar e restabelece alíquota de 12% sobre exportação de petróleo

    © Ascom-TRF1 Tribunal acolheu recurso da Advocacia-Geral da União, destacando riscos à ordem econômica diante de instabilidades geopolíticas no Oriente Médio. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) cassou a liminar que suspendia a cobrança do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo brasileiro. A decisão foi proferida na noite da última segunda-feira pelo desembargador Roberto Carvalho Veloso, que acolheu o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Origem da tarifa e impasse legislativo A alíquota foi instituída originalmente em março por meio de uma Medida Provisória. A medida teve como objetivo compensar os custos das subvenções aplicadas ao óleo diesel, adotadas pelo governo para conter a alta nos preços dos combustíveis provocada pelo conflito no Irã. Contudo, o texto perdeu a validade no Congresso Nacional em julho, sem ser convertido em lei. Com a caducidade da medida no Legislativo, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu prorrogar a cobrança por via administrativa. A ação gerou forte reação das empresas do setor petrolífero, que acionaram a Justiça argumentando que o ato administrativo burlava a vontade do Congresso e possuía caráter meramente arrecadatório. Inicialmente, uma decisão de primeira instância atendeu ao setor e suspendeu a cobrança. Fundamentação da decisão Ao reverter o entendimento anterior, o desembargador Roberto Carvalho Veloso destacou que a suspensão da taxa gerava riscos severos à ordem econômica, sobretudo em um momento de alta instabilidade geopolítica internacional. O magistrado ressaltou que a resolução da Camex que estabelece a alíquota de 12% está amparada por competência direta prevista na Constituição Federal. Além disso, o tribunal reconheceu a validade das justificativas apresentadas pelo Ministério da Fazenda, que apontaram o agravamento do conflito no Oriente Médio — especificamente as tensões no Estreito de Ormuz — e seus reflexos diretos sobre os preços internacionais do petróleo e a segurança do abastecimento interno no Brasil.

  • STF: Mendonça determina que novos elementos do caso Master sejam julgados pelo plenário

    Após a PF apresentar relatório sobre as conversas, Mendonça pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) - Carlos Moura/SCO/STF Ministro levantou o sigilo de processo sobre diálogos envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes; deliberação ocorrerá em sessão presencial. Em decisão proferida nesta terça-feira (1º), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os novos elementos apresentados pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação sobre o Banco Master sejam submetidos à análise do plenário da Corte. Como parte da medida, Mendonça retirou o sigilo do processo que aborda os diálogos entre o ex-proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o magistrado, o encaminhamento ao Plenário é o caminho inevitável diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial. Para ele, a Corte é a instância soberana para avaliar de forma técnica e jurídica os novos dados, independentemente da manifestação formal a ser emitida pela Procuradoria-Geral da República, cuja oitiva havia sido solicitada anteriormente por Mendonça pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). A deliberação colegiada deverá ocorrer de maneira pública e transparente, em sessão presencial cuja data será agendada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.

  • Pix Mais Seguro: Nova Regra Amplia Prazo para Contestações e Combate o "Golpe do Pix Errado"

    © Bruno Peres/Agência Brasil Prazo para que usuários contestem devoluções por fraude salta de 30 para 80 dias a partir desta terça-feira (1º); medida busca blindar lojistas e pequenos comerciantes contra fraudes financeiras. Entraram em vigor nesta terça-feira (1º) as novas diretrizes de segurança para transações via Pix, trazendo um fôlego importante para comerciantes, lojistas e usuários em geral. O prazo máximo para que clientes possam contestar devoluções por fraude foi ampliado substancialmente, passando de 30 para 80 dias. A alteração regulatória foi desenhada com foco especial na proteção de pequenos empreendedores, que têm sido os principais alvos de uma modalidade criminosa conhecida popularmente como o "golpe do Pix errado". Como funciona a fraude O esquema criminoso costuma seguir um roteiro bem estruturado: O depósito simulado: O golpista realiza uma transferência Pix para a conta da vítima, alegando posteriormente que o valor foi enviado por engano. A armadilha da devolução: Sob o pretexto de reaver o montante, o fraudador pede que o dinheiro seja devolvido para uma conta diferente daquela de origem. A dupla cobrança via MED: Paralelamente, o criminoso aciona o seu próprio banco por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, afirmando que foi vítima de uma fraude. Como o banco bloqueia e restitui o saldo com base no pedido formal, o golpista acaba recebendo o valor duas vezes — o que gerou por engano e o reembolsado pelo banco. Como se proteger e agir corretamente Especialistas em segurança financeira e órgãos reguladores alertam que, diante de um suposto Pix recebido por engano, o primeiro passo é conferir detalhadamente o extrato bancário. A orientação fundamental para evitar cair no golpe é nunca realizar uma nova transferência manual para contas de terceiros. O procedimento correto e seguro consiste em: Acessar o aplicativo do banco. Localizar o extrato da transação específica. Utilizar exclusivamente a opção nativa "Devolver Pix". Dessa forma, o sistema financeiro direciona o montante de volta diretamente para a conta original de onde partiu o recurso, neutralizando a tentativa de fraude e garantindo a segurança jurídica da transação.

  • Operação Federal: Telegram derruba canais que comercializavam passaportes e comprovantes falsos de vacinação

    © Valter Campanato/Agência Brasil Após alerta do Ministério da Saúde, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a plataforma, resultando na imediata remoção de 18 grupos e canais que prometiam burlar os registros oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS). A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve a remoção de 18 canais e grupos no aplicativo Telegram que atuavam na comercialização ilegal de comprovantes e passaportes de vacinação falsificados. A intervenção ocorreu após um levantamento detalhado elaborado pelo Ministério da Saúde. De acordo com as autoridades, as páginas investigadas não se limitavam a vender documentos falsos impressos ou digitais; elas também prometiam a inserção de dados adulterados diretamente nos sistemas oficiais do SUS. A notificação formal foi enviada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, um órgão vinculado à AGU. Impacto na Saúde Pública e Enquadramento Legal O relatório técnico enviado à AGU alerta que a venda desses registros fraudulentos coloca em risco a credibilidade da política nacional de imunização e compromete a integridade dos bancos de dados públicos de saúde. Especialistas apontam que a circulação de indivíduos não imunizados utilizando documentação falsa prejudica severamente o monitoramento epidemiológico, bem como as ações de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis. Além de retirar do ar todos os grupos e canais denunciados, a plataforma excluiu a conta de um usuário apontado como peça-chave nas investigações. Na notificação, a AGU enfatizou que a conduta viola direitos constitucionais fundamentais ligados à saúde e ao acesso à informação, além de afrontar o Código de Defesa do Consumidor, o Código Penal e o Marco Civil da Internet. O órgão recordou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou entendimento sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na moderação e contenção de conteúdos ilícitos. Próximos Passos na Investigação Com o avanço do caso, todo o conjunto probatório reunido pelo Ministério da Saúde foi repassado à Polícia Federal (PF), que dará continuidade às apurações para identificar e responsabilizar criminalmente os operadores do esquema de fraude. Até o momento, a administração do Telegram não se pronunciou sobre a medida.

  • O Desafio da Inteligência Artificial: TSE Julga Uso de Deepfakes em Campanhas Eleitorais

    © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Corte eleitoral avalia nesta terça-feira ação movida pelo PT contra vídeo gerado por IA com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro exibido em convenção partidária. O Tribunal Superior Eleitoral realiza nesta terça-feira (1), a partir das 19h, um julgamento crucial para definir os limites do uso de inteligência artificial e deepfakes nas eleições 2026. O colegiado analisa uma ação apresentada pelo PT questionando um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por IA e veiculado durante uma convenção partidária. O ex-presidente atualmente cumpre prisão domiciliar, após condenação por tentativa de golpe de Estado, estando proibido de realizar manifestações públicas. A exibição da ferramenta digital gerou forte debate jurídico sobre a legalidade da prática na propaganda eleitoral e a necessidade de regras mais claras. A polêmica da "Deepfake do Bem" Embora uma resolução da Justiça Eleitoral já proíba, mesmo com autorização, o uso de deepfakes que possam beneficiar ou prejudicar candidatos, especialistas apontam lacunas e ambiguidades na norma vigente. Segundo o advogado e pós-doutor em ciências jurídicas Antonio Gonçalves, o debate ganhou força com a utilização de recursos de IA durante convenções. A partir daí, defensores da prática passaram a levantar o conceito de uma suposta "deepfake do bem" — um conteúdo que, em tese, não traria prejuízos diretos a opositores e serviria apenas para enaltecer uma candidatura específica. Divergências no Plenário Entre os ministros do TSE, as visões sobre o tema estão divididas: Postura Restritiva: A ministra Estela Aranha defende a proibição completa de qualquer simulação por deepfake, argumentando pela restrição total para proteger a integridade do pleito. Critério de Realismo: Por outro lado, o ministro André Mendonça pondera que o conteúdo precisa atingir um patamar extremo de realismo — a ponto de a pessoa não conseguir distinguir o que é real — para ser devidamente enquadrado como deepfake. O desfecho do julgamento desta noite, acompanhado de perto pela Radioagência Nacional e pela Agência Brasil, promete estabelecer uma jurisprudência determinante para o cenário político e digital das campanhas eleitorais em andamento.

  • Simples Nacional: Empresas têm até o fim de setembro para definir recolhimento de novos tributos

    © Marcello Casal Jr/Agência Brasil Mudanças introduzidas pela Reforma Tributária do Consumo exigem que micro e pequenas empresas avaliem fluxo de caixa e modelo de pagamento para a CBS e o IBS. Começa nesta terça-feira o período decisivo para micro e pequenas empresas que integram o regime do Simples Nacional definirem como realizarão o recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A medida, divulgada pela Radioagência Nacional, faz parte das adaptações estruturais exigidas pela nova Reforma Tributária do Consumo. O prazo limite para a tomada de decisão se estende até o dia 30 de setembro. A escolha abrange tanto as empresas recém-chegadas ao regime quanto aquelas que já estão estabelecidas no sistema simplificado. As Opções de Recolhimento As companhias precisarão optar entre duas modalidades principais para o pagamento dos novos tributos: Guia Única: Incluir a CBS e o IBS diretamente na guia unificada do Simples Nacional, juntamente com os demais encargos habituais, a exemplo do imposto de renda. Regime Regular: Optar pelo recolhimento dos tributos de forma separada. Cuidados Estratégicos e Prazos Especialistas e órgãos fiscalizadores alertam que a decisão deve ser tomada com cautela e planejamento financeiro. Isso porque a forma escolhida para recolher a CBS e o IBS pode impactar diretamente o fluxo de caixa da empresa, o relacionamento comercial com parceiros, o aproveitamento de créditos fiscais e a estratégia geral de negócios. Embora a nova regra passe a surtir efeitos práticos a partir de janeiro de 2027, o governo estipulou uma janela de segurança: caso a empresa sinta necessidade de rever sua posição, haverá a oportunidade de desistência ou alteração da escolha até o dia 30 de novembro.

  • Porto Murtinho ganha Laboratório de Fronteira para fortalecer vigilância em saúde

    Porto Murtinho. (Divulgação, Governo do Estado) Unidade aprovada pelo Estado tem como foco acelerar diagnósticos e aprimorar o monitoramento epidemiológico em região de divisa estratégica. O município de Porto Murtinho foi contemplado com a homologação para a implantação do Laboratório de Fronteira (LAFRON). A medida, considerada estratégica para a região de divisa, tem o objetivo de robustecer as ações de vigilância em saúde e otimizar a capacidade de resposta rápida do sistema público local diante de eventuais emergências sanitárias. A oficialização da instalação foi publicada no DOE (Diário Oficial Eletrônico) nesta terça-feira (1º). O ato é assinado pelo Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, e pelo presidente do Cosems, Janssen Portela Galhardo, e respalda-se nas deliberações da 399ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Bipartite. Agilidade e Precisão no Diagnóstico Local A implantação do laboratório representa um avanço histórico para a infraestrutura de saúde da região de fronteira, caracterizada por alta sensibilidade geográfica e trânsito intenso de pessoas. Redução de prazos: O suporte laboratorial local permitirá acelerar a entrega de diagnósticos, evitando a necessidade de envio de amostras para centros distantes. Monitoramento epidemiológico: A unidade aprimorará o rastreio de doenças e o controle de vetores, oferecendo às autoridades sanitárias dados em tempo hábil para ações de prevenção e combate. Com essa estruturação, o governo estadual busca descentralizar os serviços de alta complexidade laboratorial e blindar a faixa de fronteira contra riscos epidemiológicos.

  • Decisão Judicial Altera Composição do Legislativo: Segundo Candidato Mais Votado Deve Assumir Vaga na Câmara Municipal

    Câmara de Nova Alvorada do Sul. (Reprodução, CMNAS) Magistrado determinou a retotalização dos votos das eleições municipais, beneficiando o candidato do Progressistas, cujos sufrágios estavam inicialmente sob análise jurídica. Uma mudança na configuração política de Nova Alvorada do Sul deve ocorrer nos próximos dias. Uma decisão proferida pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, publicada nesta última segunda-feira (31), determinou a retotalização dos votos do pleito municipal, abrindo caminho para que o segundo candidato mais votado assuma uma cadeira no Poder Legislativo. A medida atende a um recurso apresentado pelo candidato Ivonei Batista da Silva, conhecido como Ivonei do Sindicato (PP). Nas eleições de 2024, ele obteve 463 votos, marca que representou a segunda maior votação para o cargo de vereador no município. No entanto, os votos haviam sido considerados anulados e permaneciam sub judice pela Justiça Eleitoral. Em sua fundamentação, o relator destacou que os recursos eleitorais não possuem efeito suspensivo automático e que a condição sub judice do candidato já havia cessado. Para o magistrado, postergar a validação dos votos com o mandato parlamentar em andamento desde janeiro de 2025 fere diretamente a soberania popular e o direito dos eleitores que compareceram às urnas. Impacto na Bancada e Posicionamento do Legislativo Nas Eleições de 2024, o atual presidente da Casa de Leis, vereador Israel Gomes (PP), liderou a preferência do eleitorado com 607 votos, seguido por Ivonei, com 463. Com a retotalização orientada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), o partido Progressistas — que havia contabilizado 2.595 votos válidos — deverá ampliar sua votação total e assegurar mais uma cadeira na câmara municipal. Procurado para comentar o desdobramento jurídico, o presidente da Câmara, vereador Israel Gomes, declarou em nota oficial que o órgão ainda não foi formalmente notificado: "Até o momento esta Presidência não recebeu nenhuma notificação oficial do Judiciário ou do TRE-MS a respeito dessa decisão. Por isso, não nos cabe comentar o mérito ou antecipar posicionamentos. O que podemos afirmar é que a Câmara sempre atuará dentro da legalidade e respeitará integralmente a decisão da Justiça, seja ela qual for", pontuou o presidente, acrescentando que serão garantidos o contraditório e os recursos cabíveis assim que a Mesa Diretora for oficialmente intimada.

  • Trágica Madrugada: Ataque a tiros em bar de Três Lagoas deixa um morto e quatro feridos

    Reprodução/24H News Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um criminoso chega a pé ao estabelecimento no bairro Novo Oeste, abre fogo contra os clientes e foge; polícia investiga o caso. Um ataque violento a um bar movimentou as autoridades policiais na madrugada desta terça-feira (1º), em Três Lagoas — município localizado a 338 quilômetros de Campo Grande. A ação criminosa, registrada por câmeras de segurança do estabelecimento, resultou na morte de uma pessoa e deixou outras quatro feridas. De acordo com as informações apuradas, o crime ocorreu por volta das 3h em um bar situado no bairro Novo Oeste. As imagens do circuito interno de segurança mostram o momento exato em que o autor chega a pé ao local, entra no estabelecimento e dispara diversas vezes contra os clientes que estavam no espaço. Imediatamente após o acionamento, equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deslocaram-se para o endereço para prestar socorro às vítimas. Infelizmente, um dos frequentadores atingidos pelos disparos não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local. As outras quatro vítimas baleadas receberam os primeiros socorros das equipes de resgate do Samu e foram encaminhadas para unidades de atendimento médico da região. Informações preliminares indicam que, apesar da gravidade da ocorrência, os feridos sobreviventes não correm risco de morte. Até o momento, o atirador segue foragido e ainda não foi localizado pelas forças de segurança. A Polícia Civil assumiu o comando das investigações e trabalha para identificar o suspeito, elucidar a motivação por trás do ataque e efetuar a sua prisão.

  • Eleições 2026: Trabalhou em campanhas políticas e levou calote? Veja como se resguardar e cobrar seus direitos

    Prestadores de serviço de campanha precisam ficar atentos a como prevenir calotes. (Foto: Gerada por IA/Ilustrativa) Com o aquecimento do mercado temporário em Mato Grosso do Sul, profissionais enfrentam riscos de inadimplência após o pleito; especialistas detalham como evitar prejuízos e buscar o pagamento na Justiça. O perigo do "acordo de boca" nos bastidores da política O período eleitoral movimenta intensamente a economia e o mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul, atraindo desde cabos eleitorais e panfleteiros até profissionais especializados, como marqueteiros, contadores e advogados. No entanto, o fim das eleições costuma trazer à tona um problema recorrente e frustrante: o calote de candidatos e partidos. De acordo com o advogado Noemir Felipetto, a legislação brasileira garante que a dívida de campanha não desaparece com o término do pleito. "A legislação eleitoral não permite que uma campanha simplesmente termine e deixe o prestador sem receber. A dívida pode continuar existindo depois do encerramento e pode ser cobrada judicialmente", pontua. A Justiça Eleitoral é o caminho? Um dos erros mais frequentes dos trabalhadores que não recebem pelo serviço prestado é recorrer diretamente aos tribunais eleitorais. Contudo, especialistas esclarecem que a Justiça Eleitoral atua fiscalizando a prestação de contas das campanhas e não funciona como um órgão de cobrança para contratos privados. Caso o candidato não pague o valor combinado, o caminho adequado para reaver o crédito é a Justiça Comum, por meio de ações de cobrança ou de execução, dependendo da formalização do contrato. Como se blindar contra a inadimplência antes de começar? A melhor ferramenta para evitar dores de cabeça após as eleições é a prevenção. Acordos informais, conhecidos popularmente como "acordos de boca", deixam o trabalhador totalmente vulnerável. Para garantir segurança financeira, especialistas recomendam seguir diretrizes rígidas: Exija contrato no CNPJ da campanha: Nunca feche acordos vinculados ao CPF do candidato. A Justiça Eleitoral exige a abertura de um CNPJ específico para cada candidatura. O documento deve detalhar os serviços, valores, prazos e multas por atraso. Divida os pagamentos: Evite concentrar 100% do recebimento para o final da disputa. Estruture repasses antecipados, semanais ou atrelados a metas de entrega (como lotes de material gráfico ou metas de panfletagem). Se os repasses pararem, o serviço deve ser suspenso imediatamente. Emita Nota Fiscal corretamente: Toda nota fiscal deve ser emitida diretamente contra o CNPJ da campanha, construindo um lastro comercial e fiscal sólido. Monitore o sistema do TSE: Qualquer cidadão pode acompanhar o portal DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral para verificar se os recursos arrecadados cobrem os gastos declarados e se o contrato de prestação de serviços foi devidamente registrado. O que fazer se a eleição acabou e o dinheiro não veio? Se o pleito passou sem a quitação dos valores devidos, o profissional precisará adotar medidas administrativas e judiciais. Pelas regras da Resolução TSE nº 23.607/2019, as dívidas de campanha não quitadas até o prazo da prestação de contas final devem ser assumidas pelo órgão nacional do partido político. Para isso, é necessário formalizar um acordo expresso com a legenda, definindo cronograma de pagamentos e fontes de recursos. Caso o candidato dê o calote e o partido se recuse a assumir a dívida formalmente, o político poderá ter suas contas desaprovadas pela Justiça Eleitoral, o que traz graves consequências para sua carreira política. Quanto ao registro de Boletim de Ocorrência (BO), especialistas alertam que sua efetividade é limitada, pois o caso trata essencialmente de uma relação comercial de natureza cível. O rito ideal — se no juizado especial ou na Justiça comum — dependerá do valor envolvido e da natureza jurídica das partes.

  • Confronto no Aero Rancho: Foragido conhecido como 'Sagaz' é morto pela PM em Campo Grande

    (Divulgação PM) Homem com 29 passagens policiais planejava nova execução por disputa de tráfico; arma apreendida pode estar ligada a outro homicídio recente na Capital. Ação Policial e Confronto Guilherme de Souza Oliva, de 24 anos, apontado como um dos nomes centrais em disputas violentas pelo controle do tráfico de drogas em Campo Grande, morreu na madrugada desta terça-feira (1º) após um confronto com equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar. A ocorrência foi registrada em uma casa abandonada na Rua Martinho Marques, situada no bairro Aero Rancho. De acordo com o relatório policial, as equipes realizavam diligências no imóvel quando flagraram o suspeito retirando uma arma longa de dentro de uma mala. Ao perceber a aproximação dos agentes, Guilherme sacou um revólver calibre .38 e apontou em direção à equipe, desencadeando a troca de tiros. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, estando foragido do sistema prisional desde o dia 9 de maio. Histórico Criminal e Motivação Conhecido pelo apelido de "Sagaz", o suspeito acumulava uma extensa ficha policial com 29 registros de ocorrência, que incluíam crimes como roubo majorado, porte ilegal de arma, furto, ameaça, associação criminosa e tráfico de drogas. As investigações preliminares apontam que ele era o responsável pela morte de um desafeto conhecido como "Doze", executado no bairro Lagoa Dourada em meio a um acerto de contas por pontos de entorpecentes — episódio que também resultou na morte acidental de um adolescente na época. Segundo os levantamentos, a arma utilizada naquele crime era de origem turca e teria ingressado no Estado através da fronteira com a Bolívia ou o Paraguai. Apreensão e Conexão com Outro Crime Durante a varredura minuciosa na residência onde "Sagaz" se escondeu, os policiais militares localizaram: Uma arma de fogo longa, calibre 12, modelo VR90; Um carregador compatível; Seis munições de calibre 12 (sendo cinco intactas e uma deflagrada). O armamento apreendido apresenta características semelhantes às da arma utilizada em um homicídio registrado em 28 de agosto de 2026 na Rua Lagoa Bonita, também em Campo Grande, que teve como vítima Bruno Pereira Barboza. O caso segue sob investigação para esclarecer todas as conexões do suspeito com outros crimes na região.

  • Silêncio Oficial: Agepen evita explicações após festa regada a drogas em presídio de segurança máxima

    Presos da Máxima comemoraram o aniversário do PCC. (Reprodução, Vídeo) Detentos do estabelecimento penal em Campo Grande divulgaram vídeos celebrando o aniversário de facção criminosa com mesa repleta de entorpecentes; órgão estadual alega que casos estão sob análise da inteligência. A Agência de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) mantém-se em silêncio sobre a repercussão de uma festa de aniversário realizada por detentos no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A comemoração, regada a drogas e exibida abertamente em vídeos publicados pelos próprios custodiados, celebrou os 33 anos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Nas imagens que circularam nas redes sociais, criminosos aparecem reunidos ao redor de uma mesa forrada com pinos de substância análoga à cocaína. Durante a gravação, um dos envolvidos exalta a unidade: "Mato Grosso do Sul, máxima em Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado do MS". Apesar da gravidade da situação — que expõe a facilidade na entrada de entorpecentes e a circulação de ilícitos em uma unidade de segurança máxima sob a vigilância de agentes —, a Agepen limitou-se a informar por nota que os vídeos estão sob análise dos setores competentes para identificar os envolvidos e adotar as medidas cabíveis. Questionada novamente, a assessoria de comunicação reforçou que detalhes adicionais sobre a identificação dos suspeitos e a origem das drogas são de competência exclusiva do serviço de inteligência e não podem ser repassados. Histórico de comemorações na unidade A celebração de datas comemorativas da facção dentro do sistema prisional sul-mato-grossense não é inédita. Em 2016, registros semelhantes de detentos celebrando o aniversário da organização criminosa no mesmo estabelecimento penal já haviam sido divulgados pelo Jornal Midiamax. O PCC foi fundado originalmente em 31 de agosto de 1993, na capital de São Paulo, durante uma partida de futebol em uma unidade prisional, surgindo inicialmente sob o pretexto de combater a opressão no sistema prisional e em resposta ao Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992.

  • Justiça de MS derruba pedido do Consórcio Guaicurus e mantém bloqueio de aumento da tarifa em Campo Grande

    Consórcio Guaicurus tem 460 ônibus rodando em Campo Grande. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Tribunal de Justiça atendeu a recurso da Prefeitura, cancelou multa diária imposta ao município e evitou reajuste que elevaria a passagem técnica para R$ 7,79. A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido apresentado pelos proprietários do Consórcio Guaicurus para elevar a tarifa técnica do transporte coletivo urbano de Campo Grande para R$ 7,79. Com a decisão, o valor de referência atual é mantido, enquanto a tarifa pública paga pelo usuário permanece em R$ 4,95, com a diferença sendo complementada por subsídios da Prefeitura. O colegiado também anulou a multa diária de R$ 80 mil que havia sido aplicada anteriormente à administração municipal por não adotar o valor pleiteado pelas empresas, além de isentar o município do pagamento de honorários advocatícios fixados em R$ 20 mil. Perda de objeto e intervenção municipal De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), o processo sofreu perda de objeto em decorrência do decreto de intervenção no transporte público assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP). A medida afastou temporariamente a gestão empresarial do serviço por um período inicial de seis meses, passando a administração para um grupo de interventores. O relator do recurso, juiz Vitor Luis de Oliveira Guibo, pontuou que a Justiça em nenhum momento determinou a fixação obrigatória do valor exato de R$ 7,79, contrariando a tese apresentada inicialmente pela defesa da Prefeitura, que conseguiu reverter a ordem no Tribunal. Alerta de enriquecimento ilícito pelo Ministério Público Durante o trâmite processual, o Ministério Público, representado pelo procurador de Justiça Aroldo José de Lima, emitiu parecer desfavorável ao reajuste pretendido pela concessionária. Segundo o órgão, o valor exigido poderia resultar em "enriquecimento sem causa" para os empresários. O parecer destacou que, apenas no acumulado de 2026, o Consórcio Guaicurus obteve mais de R$ 38,5 milhões em repasses de verba pública da Prefeitura, montante que inclui R$ 28 milhões em subvenções econômicas e R$ 10,5 milhões em isenções de ISSQN. Perícias técnicas anexadas a investigações apontaram inconsistências nas premissas econômicas defendidas pela empresa, estimando que o reajuste geraria um impacto adicional de R$ 45 milhões anuais aos cofres públicos. Contraponto da concessionária Em nota oficial, o Consórcio Guaicurus criticou o desfecho judicial e argumentou que a ação visa cumprir uma decisão de 2023 voltada a garantir a sustentabilidade financeira do Sistema Interligado de Transporte. A empresa sustentou que o modelo de tarifa técnica previsto no Termo Aditivo nº 4 nunca foi integralmente cumprido pela administração municipal e alertou que o uso da intervenção como argumento para extinguir a cobrança judicial acelera a crise do sistema. Auditoria e investigações em andamento A intervenção decretada em junho é liderada por uma equipe chefiada pelo advogado Alexandro de Oliveira. O grupo conduz auditorias profundas nas contas da concessionária e investiga diversas irregularidades, como suspeitas de fraude fiscal na venda da garagem principal, desvios financeiros que somariam dezenas de milhões de reais e omissões contábeis recorrentes desde 2012. Processos populares e judiciais também apontam supostas manobras para transferências de recursos a empresas associadas à família Constantino e a ausência de reinvestimento de valores obtidos com a venda de ativos na melhoria da frota de ônibus.

  • Justiça revoga prisão de influenciador investigado em esquema milionário de rifas em Campo Grande

    Carros de luxo de Eduardo Razuk foram apreendidos durante a Operação Rodas da Sorte. (Montagem: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax / Arquivo pessoal) Eduardo Razuk deixa a cadeia após decisão de primeira instância; operação policial apontou movimentação de cerca de R$ 100 milhões e uso de empresa de fachada para burlar fiscalização. O influenciador digital Eduardo da Silva Rezende Razuk recuperou a liberdade nesta terça-feira (1º), em Campo Grande. Ele estava preso no âmbito de investigações da Polícia Civil que apuram a realização de mais de 100 sorteios por meio de rifas ilegais de carros de luxo e prêmios em dinheiro via Pix, esquema que colocou oito pessoas na lista de indiciados. Segundo a defesa, representada pelo advogado Tiago Bunning, o pedido de revogação sustentou que as medidas cautelares já aplicadas — como buscas, sequestro de bens e a suspensão das redes sociais — já eram suficientes para assegurar o andamento das investigações, tornando a manutenção da prisão preventiva desnecessária. A magistrada responsável acolheu os argumentos e revogou a prisão de Eduardo e de seu irmão, Rafael Razuk. O esquema e o modus operandi As apurações revelaram que o grupo tentou blindar o sistema de fiscalização alterando sua forma de atuação. Para dar uma "roupagem de licitude" aos sorteios, os investigados utilizavam uma empresa sediada na Paraíba, a FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios Ltda., que contava com autorização estadual da Lotep para promover sorteios locais. No entanto, a Polícia Civil concluiu que a estrutura operava como uma fachada. Na prática, o próprio influenciador organizava e gerenciava as rifas, sendo o beneficiário final dos valores arrecadados. A engrenagem contava ainda com a intermediação de uma empresa do Rio de Janeiro especializada em soluções para sorteios, cujo objetivo era despistar os órgãos de controle e lavar o capital obtido ilegalmente. Balanço da Operação Rodas da Sorte A ofensiva policial cumpriu mandados em Campo Grande, no Rio de Janeiro e em João Pessoa. Entre os reflexos financeiros e materiais da operação estão: Apreensão de 22 veículos de luxo, avaliados em R$ 20 milhões; Indisponibilidade de cinco imóveis; Bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias dos investigados. As investigações continuam sob a apuração dos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

  • TCU aponta repasses de R$ 15,7 milhões do Sesi e Senai para a gestão de Sérgio Longen na Fiems

    Sérgio Longen, presidente da Fiems. (Madu Livramento, Midiamax) Valores transferidos entre 2023 e 2025 são frutos de cotas de administração superior; entidade patronal também administra dezenas de milhões em verbas parafiscais e está sob o radar de órgãos de controle. Um levantamento oficial do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Sesi-MS e o Senai-MS repassaram um total de R$ 15.757.150,79 para a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) entre os anos de 2023 e 2025. Os dados, obtidos por meio de solicitação parlamentar, detalham que os repasses anuais para a federação — comandada por Sérgio Longen — saltaram de R$ 4,5 milhões em 2023 para R$ 5,8 milhões em 2025. O montante é proveniente das chamadas "cotas de administração superior", repasses compulsórios regulamentados por decretos federais em que o Sesi transfere 7% de sua arrecadação e o Senai destina até 1% para manter a estrutura da federação patronal. Financiamento público e falta de transparência Além das cotas das entidades do Sistema S, a Fiems é sustentada por recursos parafiscais, de natureza pública, arrecadados compulsoriamente por meio de taxas incidentes sobre a folha de pagamento das empresas e recolhidas com o apoio da Receita Federal. A arrecadação projetada para o setor neste ano alcança a marca de R$ 60 milhões. Apesar da origem tributária e do forte interesse público envolvido, a instituição não conta com um Portal da Transparência dedicado a detalhar o destino e a aplicação dessas verbas. O volume de recursos administrados é expressivo: o portal de licitações da própria Fiems aponta que foram realizadas mais de R$ 120 milhões em compras nos últimos 12 meses. Monitoramento da CGU e investigações O cenário administrativo da entidade tem atraído o escrutínio de órgãos federais. A Controladoria-Geral da União (CGU) passou a monitorar a federação e planeja utilizar investigações e reportagens recentes — para embasar suas ações de controle programadas para 2027. Em auditorias anteriores realizadas em 2024, a CGU já havia identificado um rombo de R$ 24,7 milhões nas contas do Sesi-MS, além de alertar para a redução na oferta de vagas gratuitas em cursos voltados à população. As apurações também investigam denúncias de fraudes em licitações e contratos, incluindo o uso de relatórios frágeis e atestados de capacidade técnica supostamente falsificados por empresas ligadas a redes de CNPJs para vencer disputas milionárias com o Sistema S. Procurada reiteradamente desde o início de julho para se posicionar sobre as apurações do TCU e da CGU, a diretoria e a assessoria da Fiems não emitiram respostas até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais da entidade.

  • Câmara dos Deputados aprova crédito facilitado para motoristas de aplicativo e taxistas

    Deputada Amanda Gentil, relatora da MP - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Medida provisória que destina recursos para a renovação de frotas, motos elétricas e inclusão produtiva segue agora para análise no Senado. A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (31) a Medida Provisória 1366/26, um pacote de incentivo voltado ao financiamento de veículos para motoristas de transporte privado de passageiros, taxistas, cooperativas e profissionais do transporte escolar. O texto, que agora segue para deliberação no Senado, foi aprovado com base no projeto de lei de conversão da relatora, deputada Amanda Gentil (PP-MA). A proposta incorporou disposições da MP 1359/26, destinando até R$ 30 bilhões para a aquisição de veículos novos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. Principais eixos da nova legislação Foco na sustentabilidade e mobilidade: O programa abrange desde carros para motoristas de aplicativo até bicicletas e motos elétricas para entregadores, além de prever investimentos em infraestrutura e na renovação da frota de transporte urbano e de cargas. Pagamento flexível: Os bancos ficam autorizados a adotar sistemas de parcelas flexíveis, permitindo valores diferenciados no início e no final do financiamento para facilitar a adesão dos trabalhadores. Cobertura ampliada: O crédito é limitado a um veículo por motorista ou cooperado e pode incluir o seguro do veículo, seguro prestamista e adaptações para motoristas com deficiência ou para o transporte de passageiros em cadeiras de rodas. Condições especiais e equidade de gênero O texto atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para estabelecer taxas, prazos e carências com condições diferenciadas. A previsão inicial apresentada pelo governo estipula juros de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres, com prazos de até 48 meses e carência de dois meses. A linha também viabiliza o financiamento de itens de segurança voltados especificamente para mulheres motoristas. Gestão de crédito e garantias As operações com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) terão como agentes financeiros principais o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão credenciar outros agentes públicos ou privados, desde que assumam o risco das operações. Para ampliar a oferta de crédito e reduzir riscos, o modelo prevê a cobertura de garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). O texto também obriga os bancos a divulgarem dados abertos sobre número de operações, valores e inadimplência, em total observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  • Governo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com salário mínimo de R$ 1.741 e aposta em superávit primário

    Para cumprir meta, governo terá que calibrar reajustes e contratações no serviço Projeto enviado pelo Executivo prevê crescimento econômico de 2,46%, contenção de gastos com pessoal sob as regras do arcabouço fiscal e a estreia dos novos tributos federais da Reforma Tributária. O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027. O texto traz como pilares centrais a fixação de um salário mínimo de R$ 1.741, a desaceleração nos gastos obrigatórios — com foco especial na contenção de despesas de pessoal — e a projeção de um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões para o próximo ano. A meta fiscal principal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) busca um resultado positivo equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a R$ 73,2 bilhões. No entanto, considerando as deduções permitidas pela legislação (como o pagamento de precatórios), o cálculo contábil do projeto aponta para um superávit ainda maior, de R$ 83,4 bilhões. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a expectativa é alcançar o primeiro superávit primário efetivo em vários anos, classificando o resultado de 2022 como "fictício" devido ao diferimento de despesas para o exercício de 2023. O país registra déficits recorrentes nas contas públicas desde 2014. Ajustes no Serviço Público e Gatilhos Fiscais Para cumprir as metas em meio aos déficits registrados em 2025 e projetados para 2026, o arcabouço fiscal acionará gatilhos que reduzirão as despesas obrigatórias em R$ 18 bilhões em 2027. O Executivo precisará calibrar de forma rigorosa os reajustes e as novas contratações no serviço público. O crescimento das despesas com pessoal deverá ser limitado a 3,2%, uma forte desaceleração em comparação com a média de 7,9% registrada entre 2023 e 2026. Além disso, passa a vigorar a proibição de criação de novos benefícios fiscais. Parâmetros Macroeconômicos e Salário Mínimo O valor projetado para o salário mínimo de R$ 1.741 baseia-se na projeção do IPCA acumulado em 12 meses somada à variação do PIB de 2025. O índice oficial, no entanto, será revisado após a divulgação da inflação de novembro. O projeto atual não contempla previsões de reajuste para o programa Bolsa Família. Entre as premissas macroeconômicas utilizadas pela equipe econômica, o governo estima uma expansão de 2,46% para o PIB em 2027 e uma inflação anual de 3,6%. Reforma Tributária e Outras Diretrizes O orçamento do próximo ano marcará a introdução oficial da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS), os novos tributos federais decorrentes da Reforma Tributária que substituirão IPI, PIS e Cofins. A arrecadação prevista com os novos impostos é de R$ 678 bilhões, mantendo o princípio de neutralidade tributária determinado pela reforma. Outros destaques importantes do texto orçamentário incluem: Correios: Inclusão de um aporte de R$ 6 bilhões na estatal, que vem implementando medidas de redução de gastos e reestruturação de sua dívida. Emendas Parlamentares: O projeto contempla exclusivamente as emendas impositivas de execução obrigatória, totalizando R$ 44,8 bilhões em recursos direcionados a emendas individuais e de bancadas estaduais. Grandes Números do Orçamento de 2027 Orçamento Total (incluindo rolagem da dívida): R$ 7,5 trilhões Limite de Despesas Primárias: R$ 2.576,5 bilhões Benefícios da Previdência: R$ 1.169,3 bilhões Despesas com Pessoal: R$ 440,7 bilhões Saúde: R$ 272,2 bilhões Bolsa Família: R$ 157,1 bilhões Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 145,1 bilhões Educação: R$ 141,2 bilhões Investimentos: R$ 133 bilhões Abono e Seguro-Desemprego: R$ 104,7 bilhões

  • Congresso Nacional Avalia Mudanças nas Regras para Atividade de Mototaxistas

    MP revoga exigências de idade e de tempo de habilitação - Foto: Depositphotos Comissão mista se reúne nesta terça-feira para votar o parecer sobre a Medida Provisória que desobriga idade mínima, curso especializado e vistorias semestrais para a categoria. O Congresso Nacional avança na discussão de medidas voltadas à desburocratização do transporte sobre duas rodas. Uma comissão mista encarregada de analisar a Medida Provisória (MP) que simplifica as regras para a atividade de mototaxistas realiza reunião nesta terça-feira (1º), a partir das 14h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado. Na pauta, está a votação do parecer apresentado pelo relator, deputado Alfredinho (PT-SP). A proposta busca flexibilizar o exercício profissional de motoristas que utilizam motocicletas e motonetas, alterando exigências de trânsito e documentação vigentes para o setor. Principais Alterações da Medida Provisória Caso o texto avance conforme o parecer do relator, a nova regulamentação promove mudanças profundas ao deixar de exigir: Idade mínima e tempo de habilitação: Fica eliminada a exigência de 21 anos mínimos de idade, de pelo menos dois anos de CNH e de aprovação em curso especializado para o exercício da profissão. Autorização de circulação: A medida retira a obrigatoriedade de autorização dos órgãos de trânsito estaduais e do Distrito Federal para a circulação de motocicletas e motonetas usadas no transporte remunerado de mercadorias. Registro e vistorias: Cai a exigência de emplacamento do veículo na categoria de aluguel, assim como a obrigação de inspeção semestral dos equipamentos obrigatórios e de segurança. Tramitação Legislativa Apesar de a medida provisória já estar em vigor e produzir efeitos imediatos, sua continuidade depende do aval do Poder Legislativo. Para ser convertida em lei de forma definitiva, a proposta precisa ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em um prazo máximo de até 120 dias.

  • Diálogo Comercial Reaberto: Brasil e EUA retomam negociações sobre tarifaço e debatem futuro das exportações

    © luzitanija/ Adobe Stock Encontro virtual entre ministros brasileiros e representantes norte-americanos foi articulado após conversa direta entre os presidentes Lula e Donald Trump; sistema Pix foi categoricamente blindado pelo governo brasileiro. O governo brasileiro e a administração dos Estados Unidos retomaram, nesta segunda-feira (31), as tratativas oficiais voltadas a reverter as sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações do Brasil. A primeira rodada de negociações ocorreu de forma virtual e marcou uma mudança na postura comercial entre as duas nações, após articulação direta entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), pelo lado brasileiro, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a orientação de reabrir o diálogo partiu do próprio Trump, que instruiu sua equipe a retornar à mesa de negociações, inaugurando uma nova fase nas relações bilaterais. Próximos passos e cautela nas conversas Apesar do avanço diplomático, o encontro inicial teve caráter exploratório e não avançou sobre setores específicos, ofertas comerciais ou termos concretos para um eventual acordo. As equipes técnicas de ambos os países devem intensificar os contatos ao longo dos próximos dias, com a expectativa de uma nova rodada ministerial até o final de setembro. O governo brasileiro mantém firme a posição de que as tarifas aplicadas — que chegam a sobretaxas de até 37,5% sobre determinados produtos nacionais — são injustas e incompatíveis com as práticas comerciais do país. No entanto, a estratégia adotada no momento é priorizar a via diplomática direta, suspendendo, por ora, consultas formais na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou a aplicação imediata da Lei da Reciprocidade Econômica. Pix fora de cogitação Um dos pontos sensíveis levados à mesa foi a inclusão do Pix em investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos. A posição da delegação brasileira foi categórica ao definir o sistema de pagamentos instantâneos como um patrimônio nacional, utilizado por mais de 80% da população. Durante o encontro, ressaltou-se que o funcionamento do Pix não está sujeito a negociações sob nenhuma hipótese, blindando a ferramenta de qualquer interferência externa.

  • Tribunal de SP condena torcedor do Corinthians a 13 anos de prisão por feminicídio de esposa palmeirense

    Corintiano é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher palmeirense em 2021 - Reprodução / Redes Sociais Julgamento concluído fixou a pena em 13 anos e 24 dias de reclusão; crime ocorreu em janeiro de 2021 após discussão motivada por final da Libertadores. O Tribunal do Júri da 5.ª Vara do Júri da Capital condenou Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de reclusão pelo feminicídio de sua esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini. O crime, que chocou o país, aconteceu em janeiro de 2021, após uma discussão sobre a vitória do Palmeiras na final da Copa Libertadores da América contra o Santos. De acordo com a denúncia, Ceschini atacou a vítima com golpes de faca no tórax, nas costas e na perna. O homicídio foi cometido na presença física dos filhos do casal. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos fatos, acatando as qualificadoras de feminicídio e meio cruel. Os jurados também votaram favoravelmente à causa de aumento de pena devido ao fato de o crime ter sido praticado na frente dos filhos. O juiz Antônio Carlos Pontes de Souza, que presidiu a sessão, destacou que o peso das qualificadoras e da causa de aumento de pena sobressaiu na decisão final, mesmo considerando a confissão espontânea do réu e a causa de diminuição do privilégio. A defesa de Leonardo Souza Ceschini não foi localizada de imediato para comentar a decisão, mas o espaço permanece aberto para manifestações.

  • Disputa Presidencial: Pesquisa RealTime Big Data Coloca Lula com 38% no Primeiro Turno e Empate Técnico com Flávio Bolsonaro no Segundo

    Nos demais confrontos, Ronaldo Caiado é quem aparece com maior vantagem sobre o atual presidente, com 45%, ante 43% do petista, em empate técnico considerando a margem de erro - Reprodução / Redes sociais Levantamento divulgado nesta terça-feira aponta cenário de liderança do atual presidente na primeira etapa e simulações de segundo turno que mostram acirramento na corrida pelo Palácio do Planalto. Panorama Geral do Primeiro Turno Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto RealTime Big Data traz o cenário atualizado para a corrida presidencial. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto totais para o primeiro turno, registrando 38%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, com 30%. A disputa na primeira etapa também pontua outros nomes do cenário político nacional: Augusto Cury (Avante): 11% Renan Santos (Missão): 7% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Romeu Zema (Novo): 2% Outros candidatos: 2% Brancos e nulos: 3% Não sabem ou não responderam: 2% (Nota: O cenário estimulado divulgado não incluiu a participação de Pablo Marçal do PRTB). Cenários de Segundo Turno Em uma eventual simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta um empate técnico, com ambos registrando 44% das intenções de voto. Os votos brancos e nulos somam 9%, enquanto 3% dos eleitores não souberam ou não responderam. Na rodada anterior da pesquisa, realizada em julho, o petista pontuava 45% contra 42% do senador. Em confrontos alternativos de segundo turno contra o atual presidente: Ronaldo Caiado aparece com ligeira vantagem sobre Lula, marcando 45% a 43% (empate técnico considerando a margem de erro). Romeu Zema pontua 40%, enquanto Lula registra 43%. Renan Santos marca 37%, ante 44% do presidente. Pablo Marçal atinge 40%, contra 44% de Lula. Expectativa de Vitória e Metodologia Quando questionados de forma espontânea e independentemente da preferência partidária sobre quem acreditam que será o próximo presidente do Brasil, 49% dos entrevistados citaram Lula, frente a 36% que apostam em Flávio Bolsonaro. Renan Santos foi mencionado por 5%, Augusto Cury por 4% e Pablo Marçal por 1%, com 5% de indecisos. A coleta de dados foi realizada por telefone com entrevistadores humanos, ouvindo 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, e a pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03490/2026.

  • Campanhas intensificam embate no rádio: Lula explora crítica de Flávio Bolsonaro à escala 6×1

    Campanhas intensificam embate no rádio: Lula explora crítica de Flávio Bolsonaro à escala 6×1 Horário eleitoral ganha novos contornos com trocas de farpas sobre jornada de trabalho, declarações de campanha e propostas econômicas. A corrida presidencial esquentou nesta terça-feira (1°) com novos capítulos na propaganda eleitoral gratuita no rádio. A campanha do presidente Lula (PT) passou a explorar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) contrárias ao fim da escala de trabalho 6×1, buscando contra-atacar o adversário político. A nova estratégia petista surge logo após a Justiça Eleitoral suspender as inserções anteriores que ligavam o histórico do senador a investigações de corrupção. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi ironizada pela ala opositora, que aproveitou o espaço para revidar utilizando uma fala recente de Lula. Durante um ato de campanha em Belo Horizonte (MG) no último sábado (29), o atual chefe do Executivo comentou sobre a profissão de gari — declaração que foi resgatada pela campanha de Flávio Bolsonaro para criticar o presidente, apesar de o petista ter ressaltado na mesma ocasião a relevância da função para a sociedade. Movimentações das demais candidaturas Enquanto o embate direto entre petistas e aliados de Bolsonaro dominava parte dos programas, outros candidatos detalharam suas propostas e plataformas para o pleito: Governo Federal: A propaganda de Lula equilibrou os ataques ao adversário com a exibição de realizações de programas sociais implementados em gestões do PT, além de enfatizar temas ligados à soberania nacional. Oposição: Do lado de Flávio Bolsonaro, o foco econômico recaiu sobre o endividamento das famílias brasileiras, utilizado como mote crítico à atual condução da economia federal. Ronaldo Caiado (PSD): O governador de Goiás deu destaque às principais entregas e realizações de sua gestão administrativa no estado. Augusto Cury (Avante): A campanha do candidato reaproveitou o apelo visual e sonoro de suas peças televisivas, com forte apelo centrado na proposta de "curar" a polarização política no Brasil. Com o avanço do calendário eleitoral, as equipes intensificam a disputa por espaço no rádio e na televisão para consolidar narrativas e atrair o eleitorado indeciso.

  • Economia em Ritmo Mais Suave: PIB Brasileiro Avança 0,5% no Segundo Trimestre, Aponta IBGE

    PIB cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026, diz IBGE - Agência Brasil Após alta expressiva de 1,1% nos três primeiros meses do ano, a atividade econômica nacional desacelera entre abril e junho, mas mantém trajetória de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou expansão de 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado aponta para uma desaceleração da atividade econômica em relação ao avanço de 1,1% verificado no primeiro trimestre do ano. O cálculo oficial, que utiliza a série com ajuste sazonal para eliminar influências típicas de certas épocas do ano, evidencia que o ritmo produtivo perdeu ímpeto no período entre abril e junho. No trimestre passado — que mediu o desempenho em relação aos três últimos meses de 2025 —, a economia havia sido puxada principalmente pelo avanço de 2% da agropecuária, além das altas de 1% na indústria e 0,5% no setor de serviços. Dinâmica Setorial e Perspectivas Ao longo do segundo trimestre, os indicadores antecedentes já sinalizavam comportamentos distintos entre os grandes setores produtivos. Enquanto a indústria e a agropecuária mantiveram trajetórias de avanço, o setor de serviços registrou variações negativas em prévias calculadas pelo Banco Central (BC), refletindo um ambiente de maior cautela na atividade. A leitura do PIB trimestral é complementada pelas comparações anuais e pelo acumulado de quatro trimestres, ferramentas essenciais para mensurar a solidez de médio e longo prazo da economia brasileira. No fechamento de 2025, o PIB nacional cresceu 2,3%, alcançando um montante de R$ 12,7 trilhões em valores correntes. As atenções do mercado e da equipe econômica seguem voltadas para o comportamento dos próximos trimestres, com foco nos impactos da política monetária sobre o consumo, o crédito e os investimentos produtivos.

  • Tragédia no Himalaia: Avalanche no Nepal e no Tibete ultrapassa a marca de mil mortos

    Inundações deixaram mortos e desaparecidos no Nepal e no Tibete - PRABIN RANABHAT / AFP Com quase 4.500 desaparecidos, equipes de resgate intensificam o uso de maquinário pesado e explosivos para acessar túneis subterrâneos onde operários podem estar soterrados. Passados seis dias do gigantesco deslizamento de terra provocado pelo colapso de uma geleira no Himalaia, o balanço oficial da catástrofe que atingiu o Nepal e a região autônoma do Tibete superou 1.000 mortes nesta terça-feira (1º). Enquanto socorristas enfrentam lama e escombros, a busca por sobreviventes tornou-se uma corrida contra o tempo. Dados divulgados pelas autoridades locais apontam que o número de óbitos confirmados chegou a 1.003 — sendo 987 no lado nepalês e 16 na China. Paralelamente, o total de desaparecidos atinge 4.462 pessoas (3.916 no Nepal e 546 no Tibete), incluindo centenas de turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros procedentes de mais de 30 países. Operação de resgate em túneis e reforço internacional Embora as chances de encontrar sobreviventes diminuam a cada dia, as equipes de resgate mantêm as esperanças voltadas para uma série de túneis subterrâneos no lado nepalês. Nesses locais, estima-se que quase 100 operários que trabalhavam em projetos de represas e usinas hidrelétricas possam ter buscado abrigo. Com o auxílio de explosivos, escavadeiras e equipamentos avançados de perfuração, os socorristas têm conseguido abrir passagem por entre os escombros, embora os acessos até o momento tenham resultado principalmente na recuperação de corpos. A força-tarefa local foi reforçada com a chegada de especialistas da Índia, da China e da Coreia do Sul. Do lado chinês, mais de 2.000 profissionais mobilizados atuam na remoção de detritos e na reabertura da rodovia que conecta o posto fronteiriço em Gyirong. Em sinal de luto, moradores e socorristas locais realizaram um minuto de silêncio na região. Além disso, autoridades do estado indiano de Uttar Pradesh relataram a recuperação de 17 corpos em um rio a dezenas de quilômetros do epicentro do desastre. Superlotação e comoção familiar A magnitude da tragédia gerou uma crise humanitária local. Com os necrotérios completamente lotados, o governo do Nepal autorizou no último domingo (30) o sepultamento imediato das primeiras vítimas por motivos sanitários, dispensando a identificação formal prévia. Na capital nepalesa, Katmandu, o muro de um hospital universitário transformou-se em um painel improvisado de busca, onde famílias afixam fotografias de parentes desaparecidos na tentativa de obter qualquer notícia. A comoção é amplificada pelo fato de que centenas de funcionários de barragens e usinas continuam sem paradeiro conhecido. Enquanto o socorro às vítimas e o apoio às famílias prosseguem, o cenário também é marcado por tensões políticas: grupos separatistas tibetanos acusam Pequim de minimizar intencionalmente os impactos do desastre em seu território, acusação que o governo chinês classificou prontamente como uma campanha de difamação. Com informações da AFP.

  • Verão implacável: Calor extremo causa mais de 2.100 mortes na Espanha em agosto

    Imagem: Wix Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol, a Catalunha concentrou mais da metade dos óbitos registrados no período. O mês de agosto deixou um rastro trágico na Europa Ocidental. Conforme dados oficiais do sistema de monitoramento diário de mortalidade (MoMo) do Ministério da Saúde da Espanha, o calor extremo foi responsável por 2.149 mortes no país durante o mês passado. O número alarmante representa o segundo maior registro para o mês de agosto desde o início da série histórica em 2015, ficando atrás apenas do recorde de 2.184 óbitos contabilizados no ano anterior. No acumulado da temporada de verão — compreendida entre 15 de maio e 31 de agosto —, o país registrou um total de 5.234 mortes associadas às altas temperaturas, a marca mais alta já documentada pelo sistema para o período, mesmo antes da apuração oficial de setembro. Perfil das vítimas e impacto regional O levantamento detalha como a onda de calor atingiu de forma desproporcional a população idosa e as mulheres: Faixa etária: 2.064 vítimas tinham mais de 65 anos, sendo que 1.285 ultrapassavam os 85 anos. Gênero: Foram contabilizadas 1.283 mulheres e 866 homens entre os óbitos. Regiões mais afetadas: A Catalunha liderou o ranking com 1.164 mortes em agosto, seguida de Valência (227) e Andaluzia (138). Especialistas reforçam que as temperaturas extremas agravam condições cardiorrespiratórias preexistentes e podem provocar quadros graves de insolação, tornando os idosos o grupo mais vulnerável. Novas ameaças climáticas A trégua térmica parece distante. A agência meteorológica espanhola, Aemet, emitiu alertas para um novo período de calor atípico a partir desta quinta-feira (3), com previsões de que as máximas superem os 35°C no interior do país, acompanhadas por noites tropicais com mínimas acima de 20°C.

  • Tensão no Oriente Médio: Superpetroleiros sauditas sofrem ataques simultâneos no Estreito de Ormuz

    Imagem: Wix Embarcações que transportavam um total de 4 milhões de barris de petróleo bruto foram atingidas por projéteis misteriosos; incidentes provocam alta nos preços da commodity e intensificam temores de uma nova escalada militar na região. Dois superpetroleiros que transportavam petróleo bruto da Arábia Saudita foram atingidos por projéteis desconhecidos com poucos minutos de diferença na noite da última segunda-feira (30), enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz rumo ao mar aberto. A confirmação foi divulgada por empresas de inteligência e rastreamento marítimo, como a Marisks e a Kpler, que classificaram os episódios como uma nova e perigosa escalada de ameaças no corredor de Omã. De acordo com os dados de monitoramento, cada uma das embarcações havia carregado 2 milhões de barris de petróleo no terminal de Juaymah na semana anterior, retomando as vendas e os carregamentos a partir do interior do estreito no mês de agosto. Os ataques e a resposta de segurança O primeiro incidente envolveu o superpetroleiro Sidr, de bandeira saudita, que foi atingido por projéteis não identificados a cerca de 16,6 milhas náuticas a nordeste de Khasab, em Omã, segundo relatórios da Marisks. Minutos depois, o navio Senegal Prosperity, com bandeira da Libéria, foi alvejado por três projéteis a aproximadamente 17 milhas náuticas a leste da mesma cidade costeira. A agência britânica Maritime Trade Operations também reportou que três projéteis atingiram um petroleiro na mesma área no momento em que a embarcação deixava a via navegável. Até o momento, as operadoras Bahri (responsável pelo Sidr) e Sinokor (responsável pelo Senegal Prosperity) não se pronunciaram sobre os ocorridos, mas informações preliminares indicam que todos os tripulantes a bordo estão em segurança. Pela manhã, a mídia estatal iraniana noticiou que um petroleiro saudita chegou a ser interceptado no corredor sul do estreito. Impacto geopolítico e de mercado O Estreito de Ormuz tem sido palco de crescentes restrições e bloqueios navais impostos por Estados Unidos e Irã, reduzindo drasticamente as exportações energéticas do Golfo Pérsico. Esforços diplomáticos de mediação liderados por Catar e Omã para negociar a reabertura da rota — crucial para o escoamento de cerca de um quinto do petróleo global — ainda não obtiveram sucesso desde o início das ofensivas contra o Irã, há mais de seis meses. Como reflexo imediato da instabilidade, os preços do petróleo registraram alta após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando novos ataques contra o território iraniano em resposta às crescentes hostilidades na região.

  • Novo Estudo Científico Revela Forte Influência Genética no Transtorno de Borderline

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil Pesquisa internacional de grande porte aponta que a condição psiquiátrica não depende apenas de vivências ao longo da vida, mudando a perspectiva sobre suas origens biológicas. Uma ampla pesquisa científica publicada recentemente na revista especializada Nature Genetics trouxe novas perspectivas para a compreensão do transtorno de personalidade borderline. Sendo o maior estudo genético já realizado sobre o tema, os resultados indicam que a condição possui uma base genética relevante, desafiando a visão anterior de que o distúrbio estaria exclusivamente ligado a experiências e vivências traumáticas acumuladas ao longo da trajetória do indivíduo. O transtorno de personalidade borderline é uma condição psiquiátrica caracterizada principalmente por uma intensa instabilidade emocional e comportamental, cujos primeiros sinais costumam se manifestar logo no início da idade adulta. No Brasil, estimativas apontam que cerca de dois milhões de pessoas convivem com a condição. Sintomas e o Desafio do Diagnóstico De acordo com especialistas, o traço mais marcante do distúrbio é a oscilação extrema de humor. Durante crises, os pacientes enfrentam uma espécie de montanha-russa emocional constante. Embora episódios de comportamento manipulador possam gerar desgaste nas relações ao redor, eles vêm acompanhados de um sofrimento profundo e genuíno para o próprio paciente, que mantém a consciência do que ocorre ao seu redor. Um dos grandes desafios na área clínica é a diferenciação entre o borderline e o transtorno afetivo bipolar, o que frequentemente gera erros de diagnóstico. Enquanto a bipolaridade está comumente associada a questões de alteração na química cerebral, o perfil do borderline possui características distintas que exigem uma avaliação minuciosa. O diagnóstico oficial deve ser realizado obrigatoriamente por um médico psiquiatra, a partir da identificação constante de pelo menos cinco dos sintomas característicos do transtorno. Caminhos para o Tratamento e Qualidade de Vida Embora a condição ainda não possua cura, especialistas reforçam que o tratamento adequado é essencial para garantir dignidade e bem-estar aos pacientes. A principal abordagem com eficácia comprovada cientificamente é a Terapia Dialética Comportamental (DBT). Devido à alta demanda apresentada pelos pacientes — sobretudo durante os momentos de crise —, o tratamento exige uma abordagem integrada com uma equipe multidisciplinar. Além disso, especialistas destacam que um manejo familiar bem estruturado é indispensável para dar sustentação ao paciente e preservar a dinâmica do ambiente doméstico. Com o suporte médico e terapêutico correto, é possível controlar os sintomas mais severos e proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida de quem convive com o transtorno.

  • Emoção e Fardamento: Ação ‘Soldado por um Dia’ aproxima comunidade e Exército Brasileiro em Campo Grande

    Soldado por um Dia. (Pietra Dorneles, Midiamax) Com exibições militares, passeios em blindados e campanha solidária, evento promovido pelo CMO neste sábado (29) atraiu centenas de famílias ao 9º Grupamento Logístico. O sonho de vestir a farda e conhecer de perto a rotina das Forças Armadas virou realidade para centenas de crianças, adolescentes e famílias neste sábado (29), em Campo Grande. O evento "Soldado por um Dia", promovido pelo Comando Militar do Oeste (CMO), transformou o 9º Grupamento Logístico em um verdadeiro espaço de integração, aprendizado e cidadania. Aberta ao público e com entrada solidária, a programação ofereceu uma imersão completa nas atividades da instituição, reunindo demonstrações de salto de paraquedas, rapel a partir de helicópteros, apresentações dos Cães de Guerra e exposições de equipamentos e materiais militares. Experiências que inspiram vocações Para muitos jovens visitantes, a vivência serviu para consolidar planos futuros. Aos 16 anos, Luane Gabriely participou pela primeira vez e destacou como a visita reforçou seu interesse pela carreira militar. "Estou achando tudo muito incrível. Tudo está muito bonito e estão explicando bastante. Tenho muito interesse em entrar para o Exército e, por isso, estou amando conhecer os lugares", contou a adolescente, cuja inspiração ganhou força após a entrada recente de um primo na corporação. O fascínio pela farda também se manifesta cedo. O pequeno Davi Oliveira da Silva, de apenas 7 anos, aproveitou o evento para acompanhar de perto o trabalho do pai, integrante da banda militar. "Tenho muita vontade de ser militar e vir hoje aumenta ainda mais essa vontade", celebrou o garoto. A mãe, Taissa Oliveira, de 30 anos, ressaltou a importância de iniciativas como essa para desmistificar a imagem da instituição perante a sociedade: "As pessoas têm uma oportunidade de vir aqui e ver o trabalho em áreas como comunicações, música e cavalaria. É uma forma de perceber qual realmente é o trabalho do Exército Brasileiro." Aproximação entre caserna e sociedade Segundo o Coronel Paulo Vladimir, comandante do 9º Grupamento Logístico, o principal objetivo da ação é estreitar os laços entre a família militar e a população sul-matogrossense. "A criança que entra pela primeira vez em um quartel provavelmente nunca mais vai esquecer essa experiência. Além de ver, ela participa, conversa com os militares, passeia a cavalo e em blindados, faz pista de cordas e orientação", explicou o coronel, detalhando a estrutura preparada com passeios em veículos blindados, exercícios de orientação, apresentações musicais, carros antigos e espaço recreativo. Além da parte lúdica e educativa, a ação também contou com serviços gratuitos de saúde, oferecendo atendimentos e orientações nas áreas médica e odontológica. Solidariedade em alta escala O evento também teve um forte caráter social. Realizada em parceria com entidades como o Rotary Club Cidade Morena, Rotary São Francisco e o Motoclube Lobo Solitário, a campanha de arrecadação de alimentos teve como meta recolher entre 5 e 10 toneladas de mantimentos para beneficiar cerca de 20 instituições cadastradas na capital. Com entrada garantida mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o "Soldado por um Dia" reafirmou o compromisso do Exército Brasileiro não apenas com a segurança e a defesa nacional, mas também com o apoio ativo à comunidade local.

  • Concurso Público: Câmara Municipal de Ponta Porã abre 19 vagas com remunerações de até R$ 7,9 mil

    Câmara de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Oportunidades abrangem os níveis médio, técnico e superior. Inscrições ficam abertas até o dia 10 de setembro e as provas estão previstas para outubro. A Câmara Municipal de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, lançou um novo edital de concurso público oferecendo 19 vagas imediatas para provimento de cargos efetivos no órgão legislativo. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com vencimentos iniciais que podem chegar a R$ 7.999,59. Distribuição de Vagas e Remunerações Do total de vagas disponíveis, seis são destinadas a profissionais com nível superior, uma para nível técnico e doze para candidatos com ensino médio completo. As remunerações variam conforme a exigência de escolaridade da função: Nível Superior e Técnico: R$ 7.999,59 Nível Médio: R$ 3.919,59 Entre os cargos contemplados no certame, destacam-se: Analista de licitação e contratos Analista de sistemas Consultor legislativo Contador Controlador interno Técnico em informática (nível médio-técnico) Assistente administrativo (nível médio) Prazos e Inscrições Os interessados em concorrer a uma das vagas devem realizar a inscrição exclusivamente pela internet, por meio do site do Cebraspe, até as 17h do dia 10 de setembro de 2026. As taxas de inscrição variam conforme o nível de escolaridade do cargo desejado: Nível Superior: R$ 200,00 Nível Médio-Técnico: R$ 140,00 Nível Médio: R$ 120,00 O edital prevê a isenção da taxa de inscrição para candidatos que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de sangue, desde que atendidos os requisitos especificados na seleção. Cronograma A aplicação das provas objetivas está programada para o dia 18 de outubro de 2026. Os candidatos devem acompanhar todas as publicações oficiais, editais complementares e locais de prova diretamente na página da banca organizadora.

  • Escalada de Violência: Parque do Lageado registra segundo atentado a tiros em menos de 12 horas

    O ataque aconteceu em uma casa na Venício Gandolfi. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax) Moradores relatam clima de terror após motociclista invadir residência e balear morador na manhã deste sábado, horas após tentativa de homicídio contra pedestre na região. A tranquilidade foi abruptamente interrompida no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande, após uma sequência de dois ataques a tiros registrados em um intervalo de menos de 12 horas. O caso mais recente ocorreu na manhã deste sábado (29), quando um motociclista não identificado invadiu uma residência localizada na Rua Venício Gandolfi e baleou um morador. Por volta das 7h30, moradores da região ouviram disparos de arma de fogo. De acordo com relatos preliminares obtidos no local, o suspeito chegou em uma motocicleta, entrou na casa e abriu fogo contra a vítima. Há informações não oficialmente confirmadas de que uma mulher teria entrado na frente para tentar impedir a investida. Após o ataque, o morador foi socorrido e encaminhado à Santa Casa, com suspeita de ferimento no ombro. O primeiro atentado O episódio deste sábado aconteceu a menos de um quilômetro de distância do primeiro atentado, registrado na noite anterior, sexta-feira (28), no cruzamento entre as ruas Tristão dos Santos e Anselmo Selingardi. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que um pedestre caminhava pela rua e foi surpreendido por um motociclista que se aproximou atirando. A vítima conseguiu correr em busca de abrigo após o primeiro disparo, gerando tumulto e aglomeração de moradores assustados na via. Clima de insegurança A sucessão de crimes violentos em tão pouco tempo tem gerado forte apreensão entre os moradores da região. Relatos colhidos no bairro apontam um sentimento de medo e vulnerabilidade diante do cenário de violência armada, cobrando maior atenção das autoridades de segurança pública para conter a escalada de crimes na área.

  • O Peso do Custo de Vida: Quanto Custa Morar em Campo Grande com Aluguel e Contas Básicas?

    Supermercado — ilustrativa. (Foto: Marcos Morandi, Midiamax) Levantamento detalha os gastos mensais na capital sul-mato-grossense, onde despesas essenciais como alimentação, moradia e transporte exigem planejamento rigoroso dos moradores. Morar na "Cidade Morena" pode apresentar um custo inferior ao de diversas capitais brasileiras, mas o orçamento doméstico ainda exige fôlego financeiro. Dados recentes divulgados pelo Jornal Midiamax mostram que despesas como aluguel, supermercado, água, luz e internet pesam significativamente no bolso de quem vive em Campo Grande. Moradia e Alimentação Para quem precisa alugar um imóvel, os valores variam conforme o tipo de residência. O aluguel médio de um apartamento padrão gira em torno de R$ 1.600, enquanto casas exigem um investimento mínimo de R$ 2.000, somado ao valor do IPTU. No setor de alimentação, fazer compras de supermercado para duas pessoas custa em média R$ 1.300 mensais. Esse montante engloba itens fundamentais da cesta básica — como arroz, feijão, açúcar, óleo e café —, além de materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal. No entanto, carnes e frangos ficam de fora desse cálculo inicial: o quilo da carne bovina, a exemplo do coxão duro, custa cerca de R$ 45, e a coxa com sobrecoxa chega a R$ 15 o quilo. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab, a cesta básica na capital ficou 1,73% mais cara em maio, alcançando R$ 841,19 e consumindo 56,1% do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621 (já considerado o desconto de 7,5% da Previdência Social). Outras Despesas Essenciais Além da moradia e da comida, as contas fixas exercem grande impacto no planejamento financeiro. Os custos médios levantados incluem: Energia elétrica: R$ 200,00 Água: R$ 160,00 Internet: R$ 99,90 Gás de cozinha: R$ 110,00 No quesito locomoção, as despesas variam conforme o meio de transporte. Utilizar carro próprio para deslocamentos básicos (como ir ao trabalho, ao mercado e levar os filhos à escola) demanda cerca de R$ 600 mensais. Por sua vez, o transporte público por ônibus apresenta um custo médio diário de vale-transporte de R$ 9,90, totalizando R$ 257,40 ao mês. Orçamento Mínimo Considerando a soma das despesas essenciais para uma pessoa sem filhos — incluindo um aluguel de R$ 1.600, cesta básica de R$ 846, energia de R$ 200, internet de R$ 99, transporte público de R$ 257 e gás de R$ 110 —, o preço mínimo para residir em Campo Grande atinge a marca de R$ 3.112 mensais, conforme aponta o Dieese.

  • O Impacto Invisível: Sequelas da Chikungunya podem atingir 3,7 mil pessoas em Mato Grosso do Sul

    Hospital de campanha foi montado em quadra de escola indígena para atender casos confirmados de chikungunya. (Reprodução, Prefeitura de Dourados) Especialistas alertam que, após epidemia com mais de 12 mil casos prováveis no Estado em 2026, pacientes sofrem com dores crônicas e limitações funcionais, mas continuam fora do monitoramento estatístico oficial. Enquanto os boletins epidemiológicos focam nos picos de transmissão aguda, uma "segunda onda" silenciosa desafia a rede de saúde em Mato Grosso do Sul. Estimativas apontam que cerca de 3,7 mil sul-mato-grossenses podem conviver com sequelas de longo prazo deixadas pela epidemia de chikungunya, que registrou 12,6 mil casos prováveis e 30 óbitos no Estado em 2026. No entanto, esses pacientes permanecem fora do radar das estatísticas oficiais de acompanhamento contínuo. As Fases da Doença e os Impactos no Dia a Dia A chikungunya desenvolve-se em três etapas principais: Fase Aguda: Dura de 5 a 14 dias, marcada por febre alta e dores articulares iniciais. Fase Pós-Aguda: Estende-se de 15 dias a três meses após o início dos sintomas. Fase Crônica: Atinge de 30% a 40% dos pacientes, quando os sintomas persistem por meses ou anos. A doença provoca dores intensas, rigidez matinal, inchaço e fraqueza em articulações como mãos, punhos, joelhos, tornozelos e pés. Essas manifestações geram incapacidades funcionais que comprometem desde atividades básicas até a rotina profissional de trabalhadores da construção civil, serviços manuais e tarefas domésticas. Lacunas nos Dados Oficiais e Afastamentos Apesar da alta incidência de casos, órgãos públicos reconhecem a falta de consolidação de dados sobre a demanda assistencial prolongada: Saúde Estadual: A SES-MS informou que a vigilância não dispõe de dados consolidados específicos sobre o número exato de pacientes atualmente sintomáticos nas fases crônicas ou filas de espera para especialidades como fisioterapia e reabilitação. Trabalho e Previdência: Tanto o Ministério da Previdência Social quanto o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest-MS) indicam que os dados de afastamento de 2026 não estão consolidados. Contudo, dados anteriores demonstram um salto expressivo: o INSS concedeu benefícios por incapacidade temporária relacionados à chikungunya a 3 sul-mato-grossenses em 2024, número que subiu para 31 em 2025. Dourados como Epicentro da Epidemia O município de Dourados concentra grande parte do impacto estadual, reunindo 41% dos casos prováveis (cerca de 5,2 mil registros) e 60% das mortes por chikungunya em 2026 (18 óbitos). A Reserva Indígena local foi o principal foco inicial do surto, agravado por vulnerabilidades como escassez de água e falta de informação preventiva. Desafios para a Assistência e Reabilitação Para a médica infectologista Andyane Tetila, do HU-UFGD, o encerramento do período epidêmico não significa o fim dos problemas. Segundo a especialista, é urgente estruturar uma linha de cuidado que articule: Capacitação das equipes de Atenção Primária para o manejo das fases pós-agudas e crônicas; Ampliação do acesso à fisioterapia, reabilitação física e reumatologia; Definição clara de fluxos de encaminhamento para casos complexos; Avaliação adequada de incapacidades para readaptação ou afastamento profissional.

  • Quando o afeto é artificial: o avanço dos "namoros" com IA e os desafios para a legislação

    O uso da tecnologia está ocupando o íntimo da companhia e, consequentemente, já mobiliza debate de legisladores pelo mundo. (Ilustrativa, Freepik) O crescimento de vínculos emocionais com chatbots e a busca por cerimônias simbólicas de compromisso colocam juristas em alerta sobre os limites entre a tecnologia e o reconhecimento legal de relacionamentos. A inteligência artificial há tempos deixou de ser apenas uma ferramenta utilitária para o trabalho ou os estudos. Para uma parcela crescente de usuários, os assistentes virtuais passaram a ocupar o espaço íntimo da companhia, evoluindo para conselhos diários, desabafos e até mesmo relações afetivas com sistemas como o ChatGPT. Enquanto a tecnologia se integra cada vez mais à vida emocional das pessoas — como ilustrado por relatos de usuários que encontram nos chatbots apoio para dilemas cotidianos e amorosos —, o fenômeno transborda a tela do celular e começa a bater à porta dos tribunais e gabinetes legislativos ao redor do mundo. Do vínculo virtual à cerimônia simbólica O que começa na tela do computador ganha, em alguns casos, contornos de compromisso público. Nos Estados Unidos, pessoas que desenvolveram conexões afetivas profundas com chatbots já procuraram maneiras simbólicas de formalizar essas relações. Reportagens da revista Wired registraram episódios inusitados, como o de uma mulher na Califórnia que tentou realizar uma cerimônia de casamento com um chatbot em uma capela de Las Vegas. Embora uniões entre humanos e inteligências artificiais não tenham qualquer validade jurídica, práticas como a emissão de certificados de compromisso e o uso de alianças tornaram-se reais. Essa escalada gerou reações institucionais. Pelo menos quatro estados americanos — Idaho, Dakota do Norte, Utah e Tennessee — aprovaram medidas preventivas para bloquear legalmente que sistemas de inteligência artificial recebam os mesmos direitos atribuídos a pessoas em leis de matrimônio. Desde 2022, cerca de 23 projetos com foco no tema foram protocolados em diferentes regiões dos Estados Unidos. Os reflexos no Direito: a lei versus a evolução social Para especialistas jurídicos, a ascensão dos namoros virtuais com IA evidencia um dilema histórico: as relações sociais e os costumes se transformam em uma velocidade muito superior à capacidade do Direito de criar regras específicas. No Brasil, embora a discussão sobre casamentos entre humanos e softwares ainda pareça distante de produzir efeitos práticos, o ordenamento jurídico já lida rotineiramente com os reflexos patrimoniais de relações não formalizadas. Institutos como a união estável — definida pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família — e o namoro qualificado trazem implicações jurídicas e patrimoniais significativas, como a definição de regimes de bens em casos de término ou falecimento. Contudo, especialistas reforçam que existe um limite intransponível: uma coisa é reconhecer o afeto genuíno que um ser humano pode projetar em uma ferramenta; outra, completamente distinta, é conferir personalidade jurídica a um sistema de inteligência artificial. Por enquanto, os chatbots continuam exercendo papéis de confidentes, conselheiros ou personagens centrais em rituais puramente simbólicos. Perante a lei, contudo, a tecnologia pode oferecer suporte e companhia, mas jamais assinará as folhas de um registro civil como cônjuge.

  • Execução no Lagoa Park: Homem é morto a tiros por trio armado enquanto cortava cabelo na calçada

    O suspeitos estavam fortemente armados. (Reprodução, Fala Povo Midiamax) Ação criminosa na Capital terminou com a morte de Bruno Pereira Barbosa, de 35 anos, e deixou um adolescente de 17 anos gravemente ferido após ser atingido pelos disparos. Uma noite de rotina terminou em tragédia na última sexta-feira (28), na região do Lagoa Park, em Campo Grande. Bruno Pereira Barbosa, de 35 anos, foi brutalmente executado a tiros enquanto cortava o cabelo na calçada de uma residência na Rua Lagoa Bonita. O barbeiro, um adolescente de 17 anos que realizava o atendimento, também foi baleado durante a ação. De acordo com registros de câmeras de segurança, a vítima estava sentada sem camiseta na calçada quando um veículo Ford Ka de cor branca se aproximou do local. Três suspeitos encapuzados (usando balaclava) desembarcaram do automóvel fortemente armados. Um deles portava uma arma de longo calibre, possivelmente um fuzil. Os criminosos efetuaram diversos disparos contra Bruno, utilizando munições de calibres 9 mm e 12 mm. Parte dos tiros atingiu a região da cabeça, causando a morte da vítima ainda no local, que ficou marcado por sangue. Durante o ataque, o jovem barbeiro foi atingido e socorrido em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado imediatamente para a Santa Casa. Até o momento, não há novas atualizações sobre o estado de saúde do adolescente. Após o atentado, os suspeitos fugiram no mesmo veículo branco. As autoridades policiais do Mato Grosso do Sul seguem investigando o caso para identificar os autores, localizar o paradeiro do trio e esclarecer a motivação do crime.

  • Desafio na Educação: Mato Grosso do Sul busca alinhar uso de Inteligência Artificial nas escolas com combate ao bullying

    Criança mexendo no celular. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Com parceria firmada com o Google para adoção do Gemini, Secretaria de Educação planeja capacitação de mil servidores e reforça a importância da ética digital em sala de aula. A expansão do uso pedagógico da inteligência artificial (IA) nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul traz consigo um desafio central para a Secretaria Estadual de Educação (SED-MS): garantir a ética digital e prevenir episódios de bullying entre os estudantes. Enquanto a pasta estuda intensificar o uso de ferramentas tecnológicas — permitindo que celulares sejam utilizados em sala de aula exclusivamente para fins educacionais —, o foco principal tem sido preparar os alunos para o uso consciente das novas plataformas. O secretário de Educação, Hélio Daher, destacou que a prioridade é evitar o uso indevido da tecnologia. "O que mais vamos ensinar para a gurizada é ética, para que não usem, por exemplo, para fazer montagem com os coleguinhas. Não quero receber uma enxurrada de denúncias de bullying por conta de desenho no Gemini", afirmou o titular da pasta. Parceria com o Google e capacitação de servidores Anunciada em junho, a iniciativa do Governo do Estado prevê uma parceria com o Google para implantar a inteligência artificial Gemini nas escolas da rede estadual. Contudo, a liberação do upgrade da ferramenta ainda aguarda trâmites finais na Governadoria. Para garantir que a transição ocorra de forma segura e eficiente, a SED-MS está preparando um programa de formação voltado para mil servidores públicos, desenvolvido em parceria com a Fundação Getulio Vargas. A proposta é que esses profissionais atuem como multiplicadores do conhecimento tecnológico e pedagógico dentro das unidades de ensino. Obstáculos na implementação de biometria facial Além da IA em sala de aula, a SED-MS avaliou a adoção de biometria facial para o controle de acesso às escolas estaduais. A tecnologia já foi testada em duas unidades de ensino e é adotada obrigatoriamente na sede da secretaria, localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Apesar dos testes positivos, a expansão do sistema encontrou barreiras institucionais e legislativas. De acordo com a secretaria, as exigências trazidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital dificultam a ampliação da medida. O envio e o armazenamento de imagens faciais de menores de idade por empresas terceirizadas geram insegurança jurídica, o que levou a pasta a pausar temporariamente a expansão do reconhecimento facial nas escolas.

  • Defesa de Herdeiro do Clã Jafar Recorre ao TJMS para Tentar Anular Prisões da Operação Gutenberg

    Giovanni Jafar. (Reprodução, Redes Sociais) Estratégia jurídica busca invalidar provas e reverter prisões preventivas em esquema que apura desvios de R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul. A defesa de Giovanni Paroschi Jafar, apontado como o caçula do clã Jafar e um dos alvos da Operação Gutenberg, acionou os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) em uma tentativa de anular as decisões judiciais e esvaziar o processo que investiga um esquema de desvios da ordem de R$ 27 milhões no Estado. O Conflito de Competência e o Impedimento Alegado O centro da nova investida da defesa questiona a neutralidade da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, que manteve as prisões preventivas e rejeitou os pedidos de impedimento. O argumento central dos advogados baseia-se no fato de que a magistrada é casada com o juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior. Ocorre que o cônjuge da juíza já havia atuado no mesmo caso em 2023, quando determinou a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos dos investigados enquanto estava lotado na 2ª Vara Criminal. Com base em códigos processuais que vedam a atuação de magistrados cujos parentes até o terceiro grau ou cônjuges já tenham participado do feito, a defesa exige que o caso seja julgado diretamente pelo TJMS. Caso a nulidade seja acatada pelos desembargadores, todas as ordens de prisão e busca e apreensão assinadas por May Melke perderiam validade jurídica, resultando na soltura dos réus e na exclusão das provas derivadas dessas decisões — embora as quebras de sigilo autorizadas anteriormente pelo juiz Eduardo continuem válidas. Origens e Modus Operandi da Operação Gutenberg Deflagrada em 7 de julho de 2026, a operação policial teve seus inícios em 2023, após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) receber uma denúncia anônima sobre um contrato de R$ 1 milhão firmado entre a Editora Avante e a Prefeitura de Miranda. A investigação apontou que a empresa era recém-criada, contava com capital social de apenas R$ 40 mil e estava sediada em São Paulo (mais especificamente na região metropolitana de São Bernardo do Campo). À época, Giovanni era casado com Rhayane Souza Fanaia, apontada pelas autoridades como "laranja" do esquema familiar em troca de uma porcentagem sobre os lucros ilícitos. Denúncia Aceita e Réus Recentemente, a Justiça aceitou a denúncia formalizada pelo Gaeco, tornando 17 investigados réus na ação penal que tramita sob sigilo na 2ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande, sob a condução do juiz Deyvis Ecco. O esquema utilizava a estrutura de regulação estadual de saúde como balcão de negócios para pressionar prefeituras sul-mato-grossenses — abrangendo municípios como Fátima do Sul — a adquirirem os materiais didáticos comercializados pela editora controlada pela família. O processo prossegue agora com os desdobramentos dos recursos impetrados pela defesa nos tribunais superiores do Estado.

  • Risco Climático: Forte atuação do El Niño ameaça prolongar seca e elevar queimadas em Mato Grosso do Sul

    Queimadas em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação/CBMMS) Especialistas alertam que o fenômeno climático pode atrasar a chegada das chuvas, mantendo o Cerrado e o Pantanal sob vigilância redobrada até o final do ano. Mato Grosso do Sul enfrenta um período de monitoramento rigoroso devido à projeção de consolidação de um Super El Niño. Segundo reportagem divulgada pelo Jornal Midiamax, o fenômeno tem potencial para estender a estiagem no Estado, aumentando os riscos de incêndios florestais justamente nos meses que historicamente concentram o pico de ocorrências: setembro e outubro. De acordo com o mapa de probabilidade de fogo elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Cerrado sul-mato-grossense concentra as principais áreas em nível de “alerta” para o trimestre entre setembro e novembro, enquanto o Pantanal está classificado na categoria de “atenção”. Cenário atual e perspectivas Apesar das previsões preocupantes para o trimestre, os dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que, entre 1º de janeiro e 27 de agosto, a área queimada no Estado permaneceu abaixo da média histórica. Até o último levantamento, nenhum município sul-mato-grossense figurava na categoria de “alerta alto”. Contudo, as autoridades ressaltam que o cenário exige cautela máxima. O diretor do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Sotero, explicou que o El Niño caminha para uma condição forte, o que pode atrasar o término da temporada seca. “A gente chega num platô em setembro e outubro, com muito fogo, e em novembro começa a cair porque entra a temporada de chuvas. Mas com o El Niño podendo fazer variações [...] pode ser que essa temporada leve um pouco mais de tempo”, pontuou Sotero. Ações integradas de prevenção e combate Para mitigar os impactos, o Governo Federal atua de forma articulada com estados e municípios por meio de uma sala de situação coordenada pela Casa Civil da Presidência da República. O Centro Multiagências de Operação, liderado pelo Ibama, realiza monitoramentos frequentes para antecipar cenários de risco meteorológico. Entre as principais frentes de prevenção adotadas no Estado destacam-se: Parcerias rurais: O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo orienta propriedades rurais a criarem brigadas em conjunto com vizinhos, garantindo uma resposta rápida a eventuais focos. Proibição legal: Como cerca de 95% dos incêndios têm origem em ações humanas, o governo reforça que o uso de fogo sem autorização é crime, lembrando que o Estado já se encontra em período proibitivo para queimadas. Atuação multissetorial: Ministérios como o da Saúde (monitorando os impactos da fumaça na população) e o dos Transportes (acompanhando as rodovias) integram os esforços para assegurar respostas ágeis durante o período crítico.

  • Intervenção na Transportadora: Prefeitura de Campo Grande Apura Desvios de R$ 32 Milhões e Fraudes no Consórcio Guaicurus

    Prefeitura decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. (Léo de França, Jornal Midiamax) Relatório da Comissão Especial aponta omissões contábeis desde 2012, venda irregular de sede e repasses milionários a empresa extinta; consórcio defende regularidade das operações. A crise no transporte público de Campo Grande ganhou novos capítulos após a decretação de intervenção municipal no Consórcio Guaicurus. Documentos protocolados pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) revelam que a investigação conduzida pela Prefeitura engloba três frentes principais de apuração: irregularidades contábeis mantidas há mais de uma década, suspeita de fraude fiscal na venda da garagem principal e desvios milionários de recursos da concessão. As Três frentes de Investigação De acordo com o relatório da Comissão Especial de Intervenção, o sistema de transporte coletivo da capital sul-mato-grossense sofreu com falhas estruturais graves e descapitalização patrimonial. As frentes de auditoria detalham: Omissões contábeis (desde 2012): Auditores investigam a ocultação contínua de receitas e fluxos de caixa da concessionária ao longo dos anos. Fraude fiscal na venda de garagem (2021): A venda da sede do consórcio, localizada na Avenida Gury Marques, é alvo de questionamentos. O imóvel figura na contabilidade por R$ 14,4 milhões, mas a escritura registra R$ 7,7 milhões — embora os empresários tenham confirmado o recebimento de R$ 9,9 milhões. O montante não foi reinvestido no sistema para renovação de frota ou equilíbrio financeiro. Repasse atípico de R$ 32 milhões: Entre 2019 e 2021, valores expressivos foram transferidos para a Viação Cidade dos Ipês, empresa criada para gerenciar a garagem da antiga Viação São Francisco e posteriormente extinta, sem comprovação de reinvestimento no transporte público. Defesa do Consórcio Guaicurus Em nota oficial, o Consórcio Guaicurus repudiou as acusações de manobras ocultas e reiterou a legalidade de suas operações societárias. A defesa destacou que as movimentações constam em registros públicos na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul e que as empresas sucessoras (Viação Cidade Morena e Viação Campo Grande) assumiram integralmente ativos e passivos da empresa cindida. O consórcio também argumentou que o contrato de concessão não obriga que as garagens sejam bens próprios da concessionária, podendo ser alugadas ou emprestadas, desde que atendam aos requisitos operacionais. Por fim, a empresa afirmou que a escrituração contábil está sob total controle da equipe interventora e que responderá a todos os questionamentos na Justiça, aguardando o devido processo legal antes de qualquer conclusão definitiva.

  • Mercado de Trabalho: Campo Grande registra saldo negativo de 140 vagas em julho, aponta Caged

    Comércio de Campo Grande - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado Após forte desempenho no primeiro semestre, indústria e serviços puxam a retração no mês, embora o saldo acumulado de 2026 permaneça no azul. O mercado de trabalho formal em Campo Grande encerrou o mês de julho com um saldo negativo de 140 postos de trabalho, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No período, a Capital registrou 12.159 admissões de trabalhadores com carteira assinada, número superado pelas 12.299 demissões contabilizadas. O resultado interrompe a sequência positiva acumulada ao longo do primeiro semestre de 2026, período em que a cidade havia criado 3.541 vagas. Mesmo com a retração de julho, o acumulado do ano em Campo Grande permanece positivo, somando 3.401 novos empregos formais e fechando o mês com um estoque de 236.453 vínculos ativos. Desempenho Setorial A retração observada em julho foi puxada principalmente pela indústria, que registrou o maior saldo negativo entre os grandes setores econômicos locais, com 100 postos de trabalho a menos, resultado de 1.176 admissões contra 1.276 desligamentos. A agropecuária também encerrou o mês no vermelho, com a perda de 28 vagas, fruto de 262 contratações e 290 demissões. Nos serviços, principal setor empregador da Capital, o saldo ficou ligeiramente negativo em 13 vagas, após 5.993 admissões e 6.006 desligamentos. A construção civil manteve comportamento praticamente estável, registrando apenas três empregos a menos. O comércio foi o único dos cinco grandes setores a encerrar julho com saldo positivo, embora com uma margem reduzida de apenas quatro vagas, resultante de 3.346 contratações e 3.342 desligamentos. Panorama Nacional e Perspectivas O movimento de desaceleração em Campo Grande reflete uma perda de ritmo do mercado formal em todo o Brasil. Em julho, o país gerou 58.568 vagas com carteira assinada — um volume 56% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertos 133.932 postos. Apesar da desaceleração mensal, o Brasil manteve saldo positivo pelo sétimo mês consecutivo, acumulando 972.203 novos postos de trabalho de janeiro a julho. Apesar da oscilação negativa de julho na Capital, as projeções macroeconômicas continuam favoráveis. Campo Grande iniciou o segundo semestre com uma estimativa de crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, índice superior às projeções de 1,9% para o estado de Mato Grosso do Sul e de 2% para a média nacional.

  • Operação Infância Segura resulta em prisão por posse de arquivos de abuso infantil na Capital

    Operação Infância Segura prende homem por armazenamento de conteúdo ilegal - Foto: Divulgação / MPMS Ação conjunta entre Ministério Público e Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em Campo Grande; investigado foi detido em flagrante. Um homem foi preso em flagrante na última sexta-feira (28), em Campo Grande (MS), durante uma nova etapa da Operação Infância Segura. A ação policial e ministerial teve como foco o combate ao armazenamento de arquivos digitais contendo imagens e vídeos de abuso e exploração sexual infantojuvenil. O trabalho investigativo foi conduzido pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e com o apoio operacional da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), responsável pela formalização da prisão no local. Investigação e Fundamentação Legal De acordo com os órgãos de segurança, a ofensiva teve início após o monitoramento de atividades virtuais irregulares realizado pela UICC, prerrogativa respaldada pelo artigo 190-F do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão no endereço do suspeito, as equipes localizaram os arquivos ilícitos que motivaram a ordem judicial. A legislação brasileira enquadra a conduta no artigo 241-B do ECA, que tipifica como crime o ato de possuir, guardar ou manter sob sua guarda mídias de exploração sexual envolvendo menores. O entendimento jurídico reforça que a infração é classificada como permanente, prolongando-se no tempo enquanto os arquivos permanecerem armazenados nos dispositivos. Perícia e Alerta às Redes Sociais Aparelhos celulares, computadores e mídias de armazenamento recolhidos durante o procedimento serão submetidos a exames periciais aprofundados. A análise técnica buscará dimensionar o volume de arquivos guardados, estimar o período em que o material foi mantido e verificar se o suspeito mantinha vínculos com outras redes ou pessoas investigadas pelo mesmo tipo de crime. Diante do caso, o MPMS reforçou um alerta essencial à população: vídeos e imagens de abuso sexual infantil jamais devem ser compartilhados, mesmo que o objetivo inicial seja realizar uma denúncia. O repasse desse tipo de conteúdo em grupos de mensagens ou redes sociais amplia a vitimização e também configura crime.

  • MPF investiga concessionária Rumo por abandono e dano ambiental em Corumbá

    A revitalização da ferrovia Malha Oeste é uma demanda antiga de MS - Gerson Oliveira / Correio do Estado Mesmo após o encerramento do contrato de concessão da ferrovia Malha Oeste, a empresa continua na mira de órgãos de fiscalização devido a degradações ecológicas e problemas estruturais. A ferrovia Malha Oeste segue no centro de impasses ambientais e operacionais. A concessionária Rumo Malha Oeste S.A. tornou-se alvo de um novo inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar danos ecológicos e o abandono de equipamentos e resíduos ao longo da linha férrea no município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A investigação avança em um momento sensível: o contrato de concessão original da ferrovia encerrou-se em 30 de junho. Enquanto o governo federal prepara os trâmites para uma nova licitação, a operadora atua sob um regime excepcional e transitório de continuidade operacional mínima, com vigência de até 180 dias. Degradação e Impacto em Comunidade Tradicional O inquérito civil foi deflagrado a partir de fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Os agentes ambientais identificaram o descarte irregular de trilhos de ferro, dormentes de madeira e um vagão abandonado na calha e nas margens do Córrego Piraputanga, nas proximidades da Comunidade Tradicional Antônio Maria Coelho. Vistorias técnicas apontaram que a obstrução de manilhas do sistema de drenagem da via férrea gerou sérios problemas na região, como: Assoreamento do curso d'água; Elevada turbidez e mau cheiro; Inviabilização temporária do abastecimento hídrico para os moradores locais. A procuradora responsável pelo procedimento destacou que os danos são tecnicamente reversíveis, mas exigem a elaboração de um diagnóstico ambiental específico, remoção de resíduos e a implementação de um plano robusto de recuperação da área degradada. Histórico de Infrações e Incêndios no Pantanal O trecho atingido no Córrego Piraputanga já havia motivado punições anteriores. Em março de 2023, o Ibama multou a Rumo em R$ 15 milhões pelo lançamento de resíduos sólidos exatamente no mesmo curso d'água. Além disso, a concessionária responde a outra investigação do MPF instaurada em abril, que apura sua responsabilidade em um incêndio de grandes proporções no Pantanal ocorrido em agosto de 2024. Na ocasião, o fogo consumiu mais de 17,8 mil hectares de vegetação nativa na região de Porto Esperança, após faíscas geradas por equipamentos de corte metálico durante trabalhos de manutenção realizados por uma empresa terceirizada, agravados pela ausência de aceiros preventivos. Negligência na Infraestrutura e ANTT Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) expõem um cenário recorrente de descaso entre 2021 e 2024, período em que a Rumo acumulou 74 autuações por falta de manutenção na faixa de domínio e abandono de patrimônio. Entre as ocorrências constam a remoção irregular de 4 quilômetros de trilhos no ramal de Ladário e a constatação de que 94,5% dos dormentes no trecho entre Campo Grande e Três Lagoas estavam severamente estragados. Devido à extrema precariedade da via, a operação ferroviária foi severamente comprometida, com reduções drásticas de velocidade em vários pontos para evitar acidentes, refletindo os desafios legados por décadas de gestão sob diferentes razões sociais — de antiga Ferrovia Novoeste e ALL até a atual controladora Rumo.

  • Conflito Hídrico: Ministério Público cobra multa de R$ 10 milhões de hidrelétrica por plantas aquáticas, mas silencia sobre origem da poluição

    Quantidade de plantas aquáticas próximo à ponte da MS-395, perto de Bataguassu, aumenta dia após dia - (CENÁRIO MS) Ação civil pública exige que a controladora da UHE Mimoso remova macrófitas acumuladas no Rio Pardo, enquanto relatórios técnicos apontam o despejo excessivo de fósforo por fábricas de celulose na região. O Ministério Público (MP) ajuizou uma Ação Civil Pública no valor de R$ 10 milhões contra a Pantanal Energética, controladora da Usina Hidrelétrica (UHE) Mimoso, localizada em Ribas do Rio Pardo. A medida judicial cobra a remoção imediata e mecânica de macrófitas — plantas aquáticas que se proliferaram e invadiram a foz do Rio Pardo, na região de Bataguassu, após vertimentos extras de água realizados pela usina. No entanto, a peça jurídica não menciona diretamente os poluentes químicos apontados por órgãos ambientais como o gatilho para o crescimento da vegetação. Segundo dados de um relatório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), trechos do rio localizados após a instalação de uma fábrica de celulose na região registram níveis alarmantes de hipereutrofização, com concentrações de partículas de fósforo até 30 vezes acima do limite tolerável. O nutriente é o principal catalisador para a multiplicação desenfreada das plantas flutuantes. Apesar de reconhecer o contexto de eutrofização, a fundamentação jurídica do MP sustenta que a responsabilidade operacional e legal pelo manejo do material represado recai integralmente sobre a concessionária da hidrelétrica. O argumento jurídico aponta que, independentemente da origem externa dos nutrientes, a presença física do barramento atua como agente acumulador da biomassa, tornando obrigatória a gestão e a retirada dos resíduos antes que sejam vertidos para jusante. Em nota oficial, a Elera Renováveis, controladora da Pantanal Energética, informou que ainda não foi formalmente citada sobre o teor integral do processo, mas ressaltou que o empreendimento opera de forma regular, cumprindo todas as condicionantes de sua Licença de Operação e mantendo diálogo contínuo com o Imasul. O impasse evidencia os desafios ambientais e estruturais no chamado "Vale da Celulose" em Mato Grosso do Sul. Além do impacto atual das unidades em operação e do acúmulo de rejeitos nos reservatórios da bacia — que já abrange grandes complexos industriais —, novos projetos multibilionários planejados para os próximos anos mantêm o alerta de órgãos de fiscalização e especialistas sobre a capacidade de suporte dos recursos hídricos do estado, conforme detalhado pelo Correio do Estado.

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