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  • EUA já têm pronta nova retaliação caso Brasil responda ao tarifaço

    EUA já têm pronta nova retaliação caso Brasil responda ao tarifaço - EFE/EPA/AARON SCHWARTZ Segunda investigação pode gerar tarifas adicionais de 12,5% contra o país Enquanto o governo brasileiro avalia medidas de reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) já sinaliza que qualquer retaliação por parte do Brasil poderá resultar em um endurecimento ainda maior das medidas comerciais. Mas além dessa possibilidade, uma segunda investigação conduzida pelo órgão norte-americano pode levar à aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre determinados produtos brasileiros, elevando ainda mais a pressão sobre as exportações do país. São, portanto, duas investigações diferentes e, juridicamente, as duas podem gerar tarifas distintas. Tarifas mais altas No documento oficial da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação comercial americana, o USTR afirma que a resposta do governo brasileiro será determinante para os próximos passos. Segundo o órgão, caso o Brasil reduza restrições consideradas prejudiciais ao comércio com os Estados Unidos, as tarifas atualmente propostas poderão ser reavaliadas. Por outro lado, se o país optar por adotar medidas de retaliação – como as previstas na Lei da Reciprocidade Econômica – ou ampliar barreiras ao comércio americano, Washington indica que as medidas atuais poderão ser consideradas insuficientes, abrindo espaço para novas tarifas. A estratégia reforça a política comercial adotada pela administração Trump, que utiliza as tarifas como instrumento de pressão para negociar mudanças em temas considerados prioritários pelos Estados Unidos, entre eles o Pix, o mercado de etanol, acordos tarifários preferenciais com países como México e Índia, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal. Mais 12,5% às tarifas Então, paralelamente à investigação específica que atingirá o Brasil no próximo dia 22 de julho – quando o tarifaço deve entrar em vigor -, o USTR conduz uma outra e ampla investigação envolvendo cerca de 60 economias, também com base na Seção 301. O foco dessa apuração é verificar se esses países adotam e fiscalizam adequadamente a proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado ou trabalho infantil. De acordo com comunicado divulgado pelo USTR em junho de 2026, o órgão concluiu, de forma preliminar, que a ausência de medidas efetivas é considerada “desarrazoada” e prejudica a competitividade das empresas americanas. Como consequência, foi proposta a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% para a maioria dos países investigados, incluindo nessa lista o Brasil. Alguns países que apresentaram compromissos parciais ou possuem acordos comerciais específicos com os Estados Unidos poderão receber uma tarifa menor, de 10%. O relatório preliminar já foi divulgado, as audiências públicas foram realizadas e a decisão final é aguardada para os próximos dias. Por que o Brasil está entre os investigados? Segundo o governo americano, o Brasil não possui mecanismos suficientemente eficazes para impedir a entrada de produtos produzidos com trabalho forçado ou trabalho infantil em sua cadeia comercial. Na avaliação dos Estados Unidos, essa situação cria uma concorrência considerada desleal para empresas americanas que cumprem padrões mais rigorosos de produção. Como as tarifas podem ser acumuladas? Caso ambas as investigações resultem na aplicação integral das medidas propostas, parte das exportações brasileiras poderá enfrentar um aumento significativo nos custos para entrar no mercado americano. Nesse cenário: A tarifa de 25% decorre da investigação bilateral sobre práticas comerciais brasileiras. A tarifa adicional de 12,5% está relacionada à investigação sobre trabalho forçado. Se as duas medidas forem aplicadas simultaneamente, alguns produtos brasileiros poderão ser submetidos a tarifas adicionais de até 37,5%, além das alíquotas de importação já existentes. O impacto, porém, não será uniforme. O próprio USTR prevê listas de exceções para determinados produtos considerados estratégicos ou já sujeitos a outras regras tarifárias, como alguns itens agrícolas e produtos abrangidos pela Seção 232. Lista de observação da propriedade intelectual Outro ponto que mantém o Brasil sob monitoramento é sua permanência na Watch List do Relatório Especial 301 do USTR. O documento aponta preocupações relacionadas à proteção da propriedade intelectual, incluindo casos de pirataria, contrafação, demora na concessão de patentes – especialmente no setor farmacêutico – e dificuldades na aplicação da legislação contra produtos falsificados. Embora essa classificação não resulte automaticamente em novas tarifas, ela mantém o país sob observação permanente e pode servir de fundamento para futuras medidas comerciais. As duas investigações chegam agora à fase decisiva, com prazos importantes previstos para julho de 2026. Enquanto o governo brasileiro busca uma solução negociada para evitar o agravamento da disputa comercial, o USTR reforça que a ausência de avanços ou uma eventual resposta considerada inadequada poderá levar à adoção de medidas adicionais. Fonte: Jovem Pan

  • Trump diz que a CIA divulgará plano de Maduro sobre eleições na Venezuela

    Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP Em pronunciamento, o presidente dos EUA também acusou a China de promover o que classificou como 'a maior violação conhecida de dados eleitorais' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira, 16, a aproximação com a Venezuela, ocorrida após a ação militar que capturou o então ditador Nicolás Maduro, no início do ano. Segundo Trump, a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgará dados que comprovam que o ex-líder venezuelano influenciou o processo eleitoral nos Estados Unidos. “Vencemos na Venezuela e agora eles estão trabalhando em conjunto com Washington para disponibilizar ‘milhões e milhões’ de barris de petróleo”, disse Trump, em pronunciamento. O presidente americano citou ainda a guerra contra o Irã, que os Estados Unidos estariam “vencendo”, mas que tem sido “difícil de encerrar”. Trump afirmou que o país está obtendo avanços significativos em várias frentes na política externa. Suposta interferência da China Trump também acusou a China de promover o que classificou como “a maior violação conhecida de dados eleitorais”, em um esquema que também envolveria outros países. A fraude, segundo Trump, começou nas eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden. “Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos”, disse o republicano em pronunciamento. Trump afirmou ainda que a Casa Branca divulgou documentos que comprovariam as acusações. O presidente americano declarou que a violação representa um risco à segurança do processo eleitoral, uma vez que os dados acessados incluem nomes, endereços, telefones, preferências partidárias e outras informações sensíveis usadas no registro de eleitores, o que, para ele, poderia ser empregado “em outras atividades”, sem especificar. “Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar”, acrescentou. Na mesma fala, Trump também criticou emissoras de TV dos Estados Unidos que teriam informado que não transmitiriam o discurso e as ameaçou com a cassação dos direitos de transmissão. O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira (17) as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de interferência eleitoral por parte do país, classificando-as como uma tentativa deliberada de difamar Pequim. Em entrevista coletiva regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, disse que a China “não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez”, reiterando que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países. *com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Trump acusa a China de intervir nas eleições dos EUA para impedir sua reeleição em 2020

    Trump anunciou novas medidas para garan - BRENDAN SMIALOWSKI / AFP O presidente norte-americano anunciou que o governo adotará medidas para garantir a segurança do pleito e divulgará uma série de relatórios de inteligência sobre as ações chinesas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quinta-feira (16) a China de interferir nas eleições do país. Em pronunciamento à nação, o republicano anunciou que o governo norte-americano divulgará uma série de relatórios de inteligência sobre supostas ações chinesas. Segundo Trump, Pequim teria atuado para impedir a sua reeleição em 2020. O republicano perdeu o pleito para o ex-presidente Joe Biden. “Os documentos que estamos divulgando mostram que, em 2018, a política do Partido Comunista da China era de reduzir os votos do presidente dos Estados Unidos”, Trump afirmou que os documentos a serem divulgados irão mostrar que, em 2018, o Partido Comunista da China interferiu nas eleições de meio mandato, que renova o Congresso dos Estados Unidos. O republicano também relatou que Pequim teria feito “tudo que fosse possível” para evidenciar que a sua gestão era ruim. “Eles queriam que eu perdesse as eleições, porque eles sabiam que eu não era bom o suficiente para eles. Eu cobrei bilhões e bilhões de dólares em tarifas e formei o Exército mais forte do mundo”, declarou Trump. O líder norte-americano disse também que a China teria “dedicado uma unidade específica” só para tratar das eleições dos Estados Unidos. Trump acrescentou que Pequim teria “roubado” dados de dezenas de milhões de eleitores de 18 estados. “Isso mostra um pesadelo eleitoral sem precedentes”, afirmou o republicano. O presidente dos Estados Unidos declarou que serão adotadas novas medidas para garantir a segurança das eleições norte-americanas. Trump afirmou que haverá “remoção” de pessoas que não têm direito de votar, vão acabar com os votos por correio e instituir a obrigatoriedade do título de eleitor com foto. Fonte: Jovem Pan

  • Governo edita MP que libera até R$ 8 mi por produtor para renegociar dívidas rurais

    Governo edita MP que libera até R$ 8 mi por produtor para renegociar dívidas rurais - GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE Podem participar produtores e cooperativas que perderam duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com queda de pelo menos 30% na renda O governo Lula editou nesta quarta-feira (15) uma medida provisória que abre linhas de crédito para produtores rurais renegociarem dívidas acumuladas por causa de perdas com o clima e com a queda dos preços agrícolas. A MP 1.376 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Podem participar produtores e cooperativas que perderam duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com queda de pelo menos 30% na renda esperada. A perda precisa ser comprovada por laudo de profissional habilitado. O dinheiro serve para quitar ou amortizar dívidas de custeio, comercialização, industrialização e investimento, incluindo contratos que estão inadimplentes desde 2024. Os valores dependem do tamanho do produtor. Agricultores familiares do Pronaf podem pegar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Médios produtores do Pronamp têm teto de R$ 2 milhões, a 9% ao ano. Os demais podem contratar até R$ 4 milhões, a 12% ao ano. O prazo para pagar é de até oito anos, com dois anos de carência, e a contratação deve ser feita em até 120 dias. Quem perdeu três ou mais safras por eventos climáticos, com queda de pelo menos 40% da renda, tem condições melhores: limites maiores, que chegam a R$ 8 milhões para grandes produtores, juros menores, de 5% a 11% ao ano, e prazo de até dez anos para pagar. Para dívidas acima desses tetos, os bancos poderão oferecer uma linha extra com recursos próprios e juros negociados caso a caso. A MP também permite que os bancos comprem CPRs (Cédulas de Produto Rural) inadimplentes para facilitar a quitação desses títulos. Ficam de fora as dívidas já enviadas para a Dívida Ativa da União e as operações feitas com recursos do Fundo Social do pré-sal ou da MP 1.314, do ano passado. A medida ainda autoriza a União a entrar como cotista de um fundo garantidor para cobrir crédito rural de produtores afetados pelo clima. O fundo terá natureza privada, com participação de produtores e bancos, e não contará com garantia do poder público. As regras serão definidas em regulamento do Ministério da Fazenda. Quem apresentar laudo falso para conseguir o benefício perde o crédito, devolve o dinheiro com correção e fica proibido de contratar crédito rural subsidiado por até cinco anos. O profissional que assinar o laudo fraudulento também responde pelos prejuízos. A MP vale desde a publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade. O texto agora segue para análise da Câmara e do Senado, onde a bancada do agronegócio deve pressionar por ampliação dos limites e das condições de renegociação. Fonte: Jovem Pan

  • Flávio culpa Lula pelas novas tarifas dos EUA: ‘Estamos num avião sem piloto’

    Senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula - Divulgação / PR e Agência Senado Declaração do senador vem na sequência de uma fala do secretário de Estado, Marco Rubio, na qual dizia que o petista não negociou 'de boa fé' as taxações O senador e pré-candidato às eleições gerais do Brasil, Flávio Bolsonaro, disse que o presidente Lula (PT) “não está em condições” de exercer o cargo, depois que o governo dos Estados Unidos o acusou de não ter negociado “de boa-fé” as tarifas de 25% que Washington decidiu, por fim, aplicar às exportações brasileiras. “Lula já não está em condições de ser o presidente do Brasil. Estamos em um avião sem piloto”, disse o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, aludindo às críticas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para justificar esse aumento das tarifas sobre os produtos brasileiros. Flávio se referiu a Lula da Silva como “o Biden brasileiro”, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, e o definiu como um “resmungão, irresponsável”, que “se tornou um perigo” para o país. “Quem olha para Lula não vê futuro. Vê passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança. Chega! O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder!”, afirmou o ainda pré-candidato às eleições de outubro. Nas últimas horas, Rubio declarou que o motivo do governo dos Estados Unidos para impor essas tarifas de 25% às exportações brasileiras é a suposta teimosia de Lula e de seu gabinete em negociar. “Que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”, afirmou Rubio, que acusou o presidente de ter colocado seu ego à frente da busca por um acordo. Por sua vez, o governo brasileiro afirmou que “não há justificativa alguma” para que Washington decida impor essas medidas “unilaterais”, que, além disso, não contam com o respaldo das “normas multilaterais de comércio”. Fonte: Jovem Pan

  • Moraes assume a presidência temporária do STF; entenda o motivo

    Ministro Alexandre de Moraes, do STF - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Ministro assume o plantão da Corte até o encerramento do recesso em 31 de julho O ministro Alexandre de Moraes assume nesta quinta-feira (16) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) temporariamente. A mudança ocorre por causa do sistema de plantão estabelecido para o recesso do Judiciário, período em que o magistrado ficará responsável por decidir questões de urgência que cheguem à Corte até o dia 31 de julho. De acordo com as regras do tribunal, a responsabilidade pelas decisões durante o intervalo de meio de ano foi dividida entre o presidente da instituição, ministro Luiz Edson Fachin, e o vice-presidente, Alexandre de Moraes. Fachin conduziu o plantão entre os dias 2 e 15 de julho, e agora Moraes completa o período final do recesso. Embora o plenário físico esteja com as atividades suspensas até agosto, os ministros mantêm a autonomia para decidir sobre processos sob sua relatoria. No atual recesso, apenas os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux optaram por suspender os trabalhos em seus gabinetes, enquanto os demais integrantes da Corte seguem atuando em seus casos específicos. Esta é a segunda ocasião em que Alexandre de Moraes ocupa a presidência do STF de forma interina durante um recesso. Na primeira oportunidade, em janeiro deste ano, o ministro também utilizou as atribuições do cargo para dar andamento a processos urgentes. O funcionamento regular do tribunal será retomado no início de agosto. Fonte: Jovem Pan

  • PoderData/Aya: 50% dos eleitores desaprovam trabalho de Lula

    Presidente Lula durante discurso - Foto: Ricardo Stuckert Outros 42% aprovam o desempenho do presidente; 8% não souberam responder Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (16) afirma que 50% dos eleitores não aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% disseram aprovar o desempenho do presidente, enquanto 8% não souberam responder. Entre os que disseram aprovar, 42% que aprovam, 44% são do público feminino e 40%, masculino. Já dos 50% que desaprovam, a maioria são homens, com 55% e 45% marcam a porcentagem da mulheres. Na pesquisa do PoderData/Aya divulgada no dia 25 de junho, quando pergutados de maneira geral, os eleitores avaliaram Lula e 50% também disseram desaprovar o trabalho do presidente. Outros 43% aprovaram e 8% não souberam responder. Em relação a aprovação do governo, 51% dos eleitores disseram não aprová-lo e 42% avaliam como uma gestão positiva do presidente Lula. Outros 7% não souberam responder. A pesquisa do PoderData/Aya ouviu 2.400 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 12 a 15 de julho de 2026. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00059/2026. Fonte: Jovem Pan

  • PoderData/AYA: Lula marca 40%, e Flávio 34% no 1º turno; 2º tem empate técnico

    Lula e Flávio Bolsonaro registraram oscilações nas intenções de voto - Ricardo Stuckert/PR/Edilson Rodrigues/Agência Senado Pesquisa mostrou estabilidade do chefe do Executivo na liderança e queda do senador na primeira etapa da disputa à Presidência Pesquisa do PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (16) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo com 34%. O levantamento mostrou estabilidade de Lula na liderança do primeiro turno. Nas rodadas de maio e de junho, o petista registrou 40%. Já as intenções de voto de Flávio oscilaram. Em maio, o senador teve 35%. Na rodada seguinte, de junho, o parlamentar subiu para 36%. Agora, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu para 34%. Depois de Lula e Flávio, aparecem: Renan Santos (Missão): 6%; Ronaldo Caiado (PSD): 4%; Romeu Zema (Novo): 4%; Augusto Cury (Avante): 3%. Empate técnico Em eventual segundo turno, Lula registra 45% contra 43% de Flávio. Pela margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os pré-candidatos aparecem tecnicamente empatados. Diferente da primeira etapa do pleito, Lula registrou queda em disputa direta contra Flávio. O chefe do Executivo somou 46% das intenções de votos nas rodadas de maio e de junho. Flávio registrou 42% em maio. Depois subiu para 43% em junho. De 12 a 15 de julho de 2026, o PoderData/AYA entrevistou 2.400 pessoas por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de dois pontos percentuais com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 10 de julho de 2026 com número BR-00059/2026. Fonte: Jovem Pan

  • Faesp critica tarifas dos EUA, mas diz que retaliação brasileira seria ‘inconsequente’

    Faesp critica tarifas dos EUA, mas diz que retaliação brasileira seria 'inconsequente' - ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO Em nota, entidade afirmou que o produtor rural 'não decide em Washington, mas paga a conta das decisões fora de seu alcance' A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a entidade defendeu que o Brasil priorize a negociação bilateral e evite uma escalada nas tensões comerciais. Segundo a Faesp, o aumento das tarifas exige uma atuação diplomática contínua, técnica e desvinculada de disputas político-partidárias. A federação argumenta que relações comerciais entre países devem ser conduzidas por meio do diálogo e da previsibilidade, e não por medidas unilaterais seguidas de retaliações. “O setor produtivo brasileiro fez, e continua fazendo, a sua parte. O agronegócio paulista e nacional segue cumprindo exigências sanitárias, ambientais e regulatórias internacionais, investindo em rastreabilidade, sustentabilidade e competitividade, exatamente para manter o Brasil como parceiro comercial confiável do mundo. Não é o produtor rural quem decide em Washington e ainda assim é ele quem paga a conta de decisões tomadas fora de seu alcance“, disse o comunicado. A federação também afirmou que o governo brasileiro deve intensificar o diálogo com os Estados Unidos para solucionar divergências comerciais, regulatórias e tarifárias por meio da negociação, preservando setores considerados estratégicos para as exportações nacionais. A entidade destacou como positiva a exclusão de produtos como café e carne da nova lista de tarifas. “A retaliação inconsequente, motivada por embate político, tende a produzir apenas nova escalada tarifária, maior insegurança jurídica e mais custo para quem produz. O Representante Comercial dos Estados Unidos condicionou eventuais revisões das medidas à ausência de retaliação brasileira e sinalizou disposição de manter aberto o canal de diálogo com o governo brasileiro, indicativo de que a via da negociação segue disponível”, argumenta a nota. Ao final da nota, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, reforçou que relações comerciais duradouras dependem de credibilidade, confiança e diplomacia, e não de confrontos entre os países. Fonte: Jovem Pan

  • EUA anunciam tarifa de 25% a produtos do Brasil, mas excluem etanol, carne bovina e café

    Governo Trump decidiu aplicar tarifa adicional após investigação sobre práticas brasileiras em diversas áreas - EFE/EPA/CHRIS KLEPONIS /POOL A sobretraxa às importações brasileiras entra em vigor em 22 de julho Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (16) tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, foram excluídos da lista o etanol, a carne bovina e o café. A medida entra em vigor em 22 de julho. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão: Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente; Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil; Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos; Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos; Falhas no combate à corrupção; Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos. Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou. O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”. Greer destacou que só recentemente o Brasil passou a se engajar de forma mais séria nas questões apresentadas pelos Estados Unidos. O chefe do USTR avaliou existir “uma distância muito grande” entre as posições dos dois países. Apesar da decisão pela aplicação da tarifa adicional, Greer não descartou a manutenção das negociações com o Brasil. “Naturalmente, esperamos continuar trabalhando com os brasileiros para verificar se é possível eliminar essas práticas e construir um ambiente comercial melhor”, afirmou. Audiências no USTR O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos fez duas audiências públicas antes da decisão final de aplicação da sobretaxa. No primeiro dia, o governo brasileiro não enviou representante. Estiveram presentes integrantes da Embaixada do Brasil na condição de observadores. Na audiência seguinte, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou. Na ocasião, o parlamentar defendeu a manutenção do sistema Pix e pediu o cancelamento da tarifa adicional. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também enviou um documento ao USTR contestando os fundamentos legais da investigação. A diplomacia brasileira sustentou que as práticas comerciais do país não geram ônus ao comércio dos Estados Unidos e que as medidas unilaterais ferem a soberania das escolhas políticas nacionais. Por meio de espaço para comentários no site do USTR, 335 empresas e organizações, incluindo gigantes como Tesla, Coca-Cola e Nestlé, manifestaram-se sobre a medida contra os produtos brasileiros. Grande parte do setor privado argumentou que a sobretaxa pode prejudicar as cadeias de produção globais e elevar custos para os consumidores norte-americanos. Fonte: Jovem Pan

  • Rubio culpa ego de Lula por novas tarifas: ‘Não negociou de boa-fé’

    Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio - MANDEL NGAN / AFP Secretário de Estado dos EUA afirmou que governo brasileiro deixou de buscar um acordo para evitar a medida; taxa de 25% entra em vigor em 22 de julho O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu nesta quarta-feira (15) ao presidente Lula (PT) a falta de um acordo para evitar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo Rubio, o governo brasileiro não negociou “de boa-fé” e colocou “o próprio ego” à frente das negociações. “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e estas tarifas são o preço por isso”, escreveu Rubio nas redes sociais. A declaração foi feita após o governo Trump anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A medida entra em vigor em 22 de julho e é resultado de uma investigação conduzida ao longo de um ano pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo um funcionário de alto escalão do governo americano, a investigação concluiu que determinadas práticas comerciais adotadas pelo Brasil representam restrições ao comércio dos EUA. Em nota, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que “as práticas comerciais desleais do Brasil impediram que trabalhadores e produtores americanos tivessem acesso a este importante mercado”. Greer afirmou, no entanto, que Washington continua disposto a negociar com o Brasil. “Seguimos abertos a prosseguir com as negociações com o Brasil para alcançar as mudanças necessárias”, declarou. A tarifa de 25% não será aplicada a todos os produtos brasileiros. Entre os itens que ficarão de fora estão carne bovina, café, algumas peças de aeronaves e outros bens que não são produzidos nos Estados Unidos. Reação do governo brasileiro O governo brasileiro repudiou a decisão e disse que não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR por considerar que ela não tem amparo nas regras multilaterais de comércio. Em nota divulgada por Lula nas redes sociais, o Palácio do Planalto disse que “não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”. O governo também destacou que, segundo dados da própria administração americana, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. O Executivo informou ainda que iniciará os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional em abril do ano passado, e que voltará a discutir o tema no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Motivos apontados pelos EUA De acordo com o governo americano, a investigação do USTR concluiu que determinadas práticas brasileiras são “desarrazoadas ou discriminatórias” e representam um obstáculo ao comércio entre os dois países. Entre os pontos citados por Washington estão questões relacionadas ao comércio digital, ao ambiente regulatório brasileiro e ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, que os Estados Unidos apontam como um fator de concorrência considerada desleal em determinados setores. O governo Trump também afirma buscar um tratamento tarifário semelhante ao concedido pelo Brasil a parceiros comerciais, como México e Índia. Autoridades americanas disseram que uma eventual resposta do governo brasileiro poderá resultar em novas contramedidas. Reformulação no governo Trump A nova tarifa foi anunciada em meio à reformulação da política comercial do governo Trump, após decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos que limitaram parte das tarifas globais adotadas pela administração americana. O governo dos Estados Unidos também rejeitou críticas de que a investigação contra o Brasil tenha motivação política ou represente apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No início deste mês, durante uma audiência pública promovida pelo USTR em Washington, o senador Flávio Bolsonaro defendeu que os Estados Unidos não aplicassem novas tarifas sobre produtos brasileiros, argumentando que a medida poderia favorecer politicamente o governo Lula nas eleições presidenciais de outubro. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan

  • Além do Brasil, órgão dos EUA mantém ações comerciais contra outros países

    Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP Nem todos os países investigados receberam as mesmas tarifas ou estão submetidos à mesma medida aplicada ao Brasil O Brasil não é o único país atualmente envolvido em procedimentos comerciais conduzidos pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR. O órgão norte-americano mantém investigações, tarifas e outras ações com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos contra práticas consideradas injustas ou prejudiciais ao comércio do país. A situação de cada nação, no entanto, é diferente. Nem todos os países investigados receberam as mesmas tarifas ou estão submetidos à mesma medida aplicada ao Brasil. Medidas não são iguais ao caso brasileiro Apesar do número elevado de países envolvidos em ações do USTR, não é correto afirmar que todos receberam o mesmo “tarifaço” aplicado ao Brasil. Os procedimentos possuem fases e consequências diferentes. Alguns países já estão sujeitos a tarifas; outros receberam determinações ou propostas de ação; e alguns aparecem apenas em investigações ou petições ainda sem decisão final. O ponto em comum é o uso da Seção 301, instrumento que permite ao governo dos Estados Unidos investigar e responder a práticas estrangeiras consideradas injustificáveis, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio norte-americano. China A China é um dos principais alvos históricos das ações comerciais do USTR. O país continua submetido a tarifas impostas pela Seção 301 relacionadas a práticas de transferência de tecnologia, propriedade intelectual e inovação. O órgão também mantém procedimentos envolvendo o cumprimento dos compromissos assumidos por Pequim no chamado Acordo Comercial de Fase Um. Outra frente trata das políticas chinesas nos setores marítimo, logístico e de construção naval, embora parte das medidas nessa área tenha sido suspensa temporariamente. Nicarágua No caso da Nicarágua, o USTR concluiu que políticas do governo relacionadas a direitos trabalhistas, direitos humanos, liberdades fundamentais e Estado de Direito prejudicavam ou restringiam o comércio dos Estados Unidos. A investigação foi aberta em dezembro de 2024. Em 2025, o USTR publicou sua determinação e anunciou uma ação comercial contra o país. Portanto, a Nicarágua já passou da fase inicial de investigação e foi alvo de uma decisão formal do órgão norte-americano. Coreia do Sul A Coreia do Sul também aparece nos procedimentos registrados pelo USTR. O órgão recebeu uma petição baseada na Seção 301 sobre supostas práticas do governo sul-coreano relacionadas à empresa de comércio eletrônico Coupang. É importante destacar que a existência da petição não significa, por si só, que tarifas já tenham sido impostas ou que o USTR tenha concluído que houve uma prática comercial injusta. O caso deve ser apresentado como um procedimento ou pedido de investigação, e não como uma punição já aplicada à Coreia do Sul. Trabalho forçado Em março de 2026, o USTR abriu 60 investigações separadas contra diferentes economias. O objetivo foi avaliar se esses governos adotavam e aplicavam adequadamente proibições à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Em junho, o órgão anunciou suas conclusões e afirmou ter identificado problemas em 54 das 60 economias investigadas. O USTR também apresentou propostas de ações comerciais, que passaram por processos de consulta pública e audiências. Essa investigação alcançou países e economias de diferentes regiões, incluindo China, Índia, Japão, México, Reino Unido, Colômbia, Peru, Nicarágua, Israel, Indonésia, Malásia, Filipinas, Arábia Saudita, Singapura e Nova Zelândia, entre outros. O fato de uma economia ter sido incluída na investigação não significa necessariamente que uma tarifa definitiva já tenha entrado em vigor. Em diversos casos, o USTR ainda estava avaliando as medidas que poderiam ser adotadas. Outras investigações O USTR também abriu, em março de 2026, investigações sobre excesso estrutural de capacidade e produção em setores industriais. Foram incluídas China, União Europeia, Coreia do Sul, Japão, México, Índia, Vietnã, Taiwan, Tailândia, Indonésia, Malásia, Singapura, Suíça, Noruega, Camboja e Bangladesh. Mais recentemente, o órgão também registrou procedimentos envolvendo a proteção da propriedade intelectual no Vietnã e os preços pagos por produtos farmacêuticos inovadores na Alemanha. Fonte: Jovem Pan

  • Semadesc-MS publica lista final propriedades rurais que vão receber por preservar o Pantanal

    Fachada da Semadesc-MS. (Foto: Reprodução, Governo do Estado) Governo homologou 17 propriedades aptas ao pagamento por serviços ambientais e eliminou 44 que não cumpriram regras do edital estadual O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul classificou 17 propostas que receberão compensação financeira com valores que chegam a R$ 100 mil por área de vegetação nativa preservada, enquanto outras 44 foram inabilitadas de forma definitiva. A lista de instituições contempladas consta no DOE (Diário Oficial do Estado) desta terça-feira (14), com assinatura do secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Henrique Leite Falcette. Os aprovados serão convocados a partir de 14 de julho para formalizar a assinatura do Termo de Adesão. Entre os motivos listados pelo Estado para as dezenas de desclassificações estão a apresentação de propostas em duplicidade por uma mesma propriedade e falhas na análise geoespacial dos imóveis rurais. A política de repasses busca incentivar economicamente a conservação ambiental no Pantanal, a maior planície alagável do planeta. Confira lista: Fonte: Midiamax

  • Após viralizar em avião, criança volta a chamar atenção ao pregar em ônibus de Campo Grande

    Menina de 10 anos chama a atenção nacionalmente ao pregar em público Conhecida pela igreja como “Pastora Mirim”, a influenciadora digital evangélica de 10 anos que viralizou após pregar em um avião voltou a repercutir nas redes sociais. Desta vez, ela chamou a atenção ao fazer uma pregação dentro de um ônibus, em Campo Grande. Apesar de o registro ter sido feito em novembro de 2025, o vídeo voltou a circular nas redes sociais como se fosse recente. Vale lembrar que o caso polêmico sobre a pregação dentro de um avião aconteceu em maio deste ano. O pai da pequena, o pastor Mauro Ortiz, contou ao Jornal Midiamax que esta não é a primeira vez que a filha realiza uma ministração no transporte coletivo. Inclusive, ressalta que ela tem outros trabalhos voluntários da igreja, como entregar agasalhos e cobertores para pessoas em situação de rua. “Toda segunda-feira ela prega para os moradores de rua, leva sopa, cachorro-quente. Esses dias, ela levou 100 cobertores. Ela tem um ministério de pregação”, pontua o pai. Divide opiniões Nas redes sociais, a criança soma mais de 700 mil seguidores e possui um perfil monitorado pelos pais. O pastor revela que a menina não “dá ouvidos” aos comentários negativos sobre a pregação e que, no ônibus, os passageiros admiraram o fato de ser uma criança pregando. “Eles perguntam onde é a igreja, pedem orações. Ela tem propósito e sabe do chamado”, descreve. No X, antigo Twitter, diversas páginas republicaram o vídeo criticando o incômodo e os limites sobre o espaço alheio em público. “Imagina voltar do trabalho depois de um dia cansativo e ter que aguentar isso”, escreveu um. “Eu descia do ônibus. Não tenho paciência, não importa qual seja a abordagem: cristã, católica, pedinte, artista… No transporte público, não quero ouvir ninguém”, escreveu outra. Também há quem elogie a postura: “Quero pegar um ônibus e encontrar essa princesa”. “[Para] ministrar a palavra de Deus nas ruas, é preciso estar bastante preparado espiritualmente. Que Deus continue te abençoando”, pontuou outro. Polêmica em avião Em maio deste ano, a pregação da criança gerou polêmica e repercussão nacional. Ela foi contida e advertida por funcionários da Latam após fazer uma pregação em voz alta, no dia 29 de maio, durante um voo que partiu de Campo Grande com destino a São Paulo. Nas imagens, ela aparece citando trechos bíblicos em tom elevado enquanto caminha entre as poltronas e lê versículos em um tablet. Durante a gravação, a equipe de bordo solicita, “por gentileza”, que ela evite falar para manter a ordem na cabine. Segundo o pai da criança, a menina afirmou ter se sentido motivada a falar após a aeronave ser estabilizada. No vídeo, ela afirma que deve pregar “fora de tempo” e cita passagens da Bíblia para sustentar o discurso. Padre e especialista em aviação alertaram O episódio chegou até mesmo a famosos e gerou críticas do sacerdote católico Patrick Fernandes e do ex-mecânico de aeronaves e especialista em aviação Lito Sousa. O padre deu um “sermão” sobre a situação. “Acho uma banalização do sagrado. Existem muitas pessoas que perdem o senso do ridículo, e estou incluindo católicos e evangélicos. Existem momentos e lugares adequados para que a mensagem do Evangelho seja pregada e, principalmente, quando há discernimento à luz do Espírito, porque, senão, fica só uma coisa do humano.” “Ali é uma criança que foi induzida desde cedo a fazer aquilo. Ela normalizou a atitude como se Deus tivesse mandado, mas não foi Deus que mandou. Deus não causa discórdia. Para a gente saber se algo vem de Deus, em primeiro lugar, traz paz, ainda que não seja uma coisa boa de ouvir. Acho muito interessante o que Francisco de Assis dizia e que cabe nesse momento: ‘Fale de Deus sempre, em qualquer oportunidade fale de Deus, e só quando for necessário utilize as palavras'”, pontuou. Conhecido pelos vídeos com comentários sobre situações inusitadas envolvendo passageiros e sobre fatos da aviação, Lito também comentou o caso da criança pregando durante o voo. Ele disse que ficou preocupado com a tripulação e com a forma de conduzir episódios parecidos. “O Brasil é um país com grande diversidade religiosa, e a liberdade de crença é um direito de todos. Ao mesmo tempo, esse direito precisa caminhar com o respeito ao espaço e ao bem-estar das outras pessoas. Dentro de um avião, que é um ambiente compartilhado e com regras próprias, é importante manter esse equilíbrio, independentemente de qualquer religião.” Fonte: Midiamax

  • Homem é encontrado morto na Rotunda Ferroviária em Campo Grande

    Corpo foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local. (Foto: Léo de França, Midiamax) Polícia foi acionada e causa da morte será investigada Um homem — ainda não identificado — foi encontrado morto nesta terça-feira (14), na antiga Rotunda Ferroviária, localizada na Rua 14 de Julho, na região da Feira Central, em Campo Grande. Uma pessoa passava pelo local e viu o homem caído. Ao se aproximar, percebeu que a vítima estava morta. Conforme informações apuradas pela reportagem do Midiamax, ao constatar o óbito, o homem informou a situação aos funcionários de uma farmácia próxima e pediu que acionassem a polícia. Uma equipe do 1º BPM (Batalhão da Polícia Militar) foi a primeira a chegar. Segundo a cabo Letícia, o corpo foi encontrado por volta das 9h50. Equipe do 1º BPM foi a primeira a chegar onde o corpo foi encontrado. (Foto: Léo de França, Midiamax) No local onde o corpo foi encontrado, há vários resíduos de lixo. A Polícia Científica também foi acionada e não identificou marcas que indiquem violência. Ao Midiamax, a Polícia Científica informou que a vítima tem aproximadamente 35 anos, vivia em situação de rua e morreu há poucas horas. O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e apenas o exame necroscópico poderá revelar a causa da morte. Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado. Perícia Técnica foi acionada e não identificou sinais aparentes de violência. (Foto: Léo de França, Midiamax) Fonte: Midiamax

  • Suspeito de ocultar corpo de Giovana na região do Inferninho recebeu R$ 500 pelo crime

    Giovana Castura Werner morava na região do Santa Emília. (Reprodução, Redes Sociais) A vítima foi encontrada morta com uma perfuração de tiro na região da cabeça, em março deste ano O quinto suspeito de envolvimento na morte de Giovana Castura Werner, de 51 anos, encontrada morta na região da Cachoeira do Inferninho, teria recebido R$ 500 para ocultar o corpo e o carro utilizado no crime. Outros quatro homens foram presos nesta terça-feira (14) por envolvimento no assassinato, ocorrido em março deste ano, em Campo Grande. As investigações do caso foram conduzidas pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). Os policiais conseguiram constatar que um dos presos apontados por contribuir com a ocultação do corpo e também do carro utilizado no crime teria recebido R$ 500 pelos serviços. A polícia constatou que, após a morte de Giovana, suspeita de participar em esquema de agiotagem, foram realizadas transferências bancárias de sua conta para a de um dos suspeitos. Na sequência, ele teria espalhado os valores entre as contas dos demais envolvidos. Ainda, o suspeito apontado como líder do grupo tinha conhecimento da senha bancária de Giovana, uma vez que ela o tratava como filho. Essa aproximação pode ter permitido realizar as transações bancárias com facilidade. Durante o depoimento, o suposto líder do grupo, por sua vez, negou qualquer envolvimento e apresentou diversas provas, alegando ter sido incriminado. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Transferências bancárias As investigações apontam que o grupo fez transferências bancárias em nome de Giovana após executá-la. Eles usaram a digital da vítima para acessar as contas dela. Até o momento, foi identificada uma transferência de R$ 10 mil, porém, o valor pode ser bem maior. Giovana foi morta em março. Desde então, a polícia investiga o caso, que envolveu a quebra de sigilo bancário da vítima. Contradições no depoimento Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, os suspeitos apresentaram versões contraditórias durante o depoimento. Um dos homens afirmou que a vítima foi espontaneamente ao encontro deles. Já outro disse que o grupo foi ao encontro dela. Um terceiro alega que, de fato, uma emboscada foi criada para roubar Giovana. As versões devem ser investigadas. A vítima teria sido chamada para ajudar a fazer uma cobrança com um dos suspeitos, sendo assassinada no meio do caminho. O caso foi investigado pela DHPP. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax) Caso O corpo de Giovana foi encontrado com uma perfuração de tiro na cabeça no dia 24 de março, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. Após a identificação de Giovana, a Polícia Civil constatou que uma amiga da vítima havia informado que ela estava desaparecida desde a noite de 23 de março. Isso teria contribuído para a localização do veículo no Jardim Colúmbia, região norte de Campo Grande. Carro da vítima estava em área de mata no Jardim Colúmbia. (Foto: Divulgação, PCMS) Fonte: Midiamax

  • Técnico de enfermagem acusado de estupro de paciente em UTI é preso em Campo Grande

    Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Madu Livramento, Midiamax) Técnico é foi denunciado no último sábado (11) e preso temporariamente nesta semana O técnico de enfermagem, de 52 anos, acusado de estuprar uma paciente na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foi preso na segunda-feira (13). A paciente de 27 anos teria sido estuprada na última sexta-feira (10) e o técnico foi denunciado no dia seguinte na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Segundo a tia da vítima, ela foi transferida de hospital dias depois da denúncia. Na segunda (13), o HRMS informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso e que o técnico foi afastado oficialmente. Ao Jornal Midiamax, o advogado Matheus Morandi confirmou que o técnico foi preso temporariamente. A defesa ainda afirmou que a prisão foi recebida com surpresa e tomará as medidas para tentar reverter a decisão. “Embora respeite a decisão judicial, entende que a medida é desnecessária e desproporcional ao caso concreto. Serão adotadas, de imediato, todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão”, afirmou Matheus Morandi. Denúncia de estupro A jovem havia sido extubada dois dias antes de sofrer a violência. Na sexta-feira, por volta das 5h, o suspeito teria entrado no local onde a vítima estava para injetar os medicamentos diários. Após aplicar o segundo remédio, a jovem teria dormido e, tempo depois, acordado com a violência sexual do suspeito. Ao ver que a vítima acordou, o suspeito saiu do local. A família foi avisada do crime horas depois. A vítima contou sobre o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que iria repassar a mensagem à família, já que é proibido que os pacientes permaneçam com celular na UTI. No entanto, segundo a tia, a família não foi notificada e ficou sabendo apenas às 20h, quando fez visita à jovem. Conforme relato da familiar, o técnico de enfermagem conhecia a tia da vítima e sabia da internação da jovem, além de saber da fragilidade da jovem devido à internação. Durante o plantão, ele teria dado banho na paciente, juntamente com outra técnica. Na ocasião, a profissional apresentou o homem à jovem, afirmando que ele era conhecido de sua tia e a conhecia também. Porém, segundo a tia, durante a apresentação e o banho, o homem teria ficado em silêncio. A vítima estava internada desde 15 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por conta de complicações na gravidez e no pós-parto. Depois do crime, foi realizado um pedido de medida protetiva na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Onde buscar ajuda em MS Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências. As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil. Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542. Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. Fonte: Midiamax

  • Sem licitação, Ladário usou fundo de saúde para destinar R$ 599 mil a editora alvo do Gaeco

    Prefeitura de Ladário. (Divulgação, PML) Operação Gutenberg revelou esquema que desviou R$ 27 milhões da saúde e educação em 17 municípios de MS A Prefeitura de Ladário, distante 426 km de Campo Grande, usou recursos públicos dos fundos municipais de saúde e do adolescente para destinar R$ 599 mil à Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46), em contratações feitas sem licitação. Conforme o Portal da Transparência da Prefeitura de Ladário, as contratações foram feitas em 2023, em dois processos diferentes: um no valor de R$ 249 mil para cartilhas educativas a jovens e outro no valor de R$ 350 mil para materiais gráficos do programa Saúde na Escola. Para o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), chamou atenção o fato “se tratar de empresa nova, com ínfimo capital social e reduzidas instalações, sem qualquer estrutura para dispor de acervo bibliográfico condizente aos contratos“. A investigação concluiu que “a justificativa de que os materiais fornecidos seriam de edição e publicação exclusivas da EDITORA AVANTE não passaram [sic] de tentativa de conferir ares de legalidade às fraudulentas contratações milionárias“, no que diz respeito à inexigibilidade de licitação. Tudo consta no relatório de investigação da Operação Gutenberg, deflagrada na semana passada, a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões da educação e saúde em 17 cidades de Mato Grosso do Sul. O relatório de investigação do Gaeco aponta que a liderança do esquema era exercida pela família Jafar. Após a morte em 2021 do patriarca da família Jafar, Mirched, por covid, a viúva, Rossana Jafar, e os filhos, Olívia, Giovanni e Felipe, abriram outros CNPJs para continuar com operações de corrupção. A Gráfica Alvorada, que ainda pertence ao clã, é implicada em lavagem de dinheiro no contexto da Operação Lama Asfáltica. Então, quebra de sigilo fiscal apontou que o clã Jafar recebia diversas transferências em suas contas pessoais da Editora Avante, que firmava contratos com os municípios. No total, a Operação Gutenberg prendeu 14 pessoas, incluindo o clã Jafar, com exceção de Giovanni, que é considerado foragido. A mãe, Rossana, foi flagrada com munições intactas e também responde pelo crime de posse de arma de fogo. Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e R$ 3 milhões em cheques. A reportagem acionou a Prefeitura de Ladário para esclarecer os termos da contratação, mas não houve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto para manifestação. Denúncia em envelope foi estopim da investigação Tudo começou com uma denúncia enviada em envelope lacrado em 2 de junho de 2023, para o Gaeco, de que uma empresa sediada em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, com capital social modesto de R$ 40 mil, ganhou contrato de mais de R$ 1 milhão com a Prefeitura de Miranda. O fato em si chamou atenção dos investigadores do Gaeco: “Diligências preliminares (Notícia de Fato nº01.2023.00004929-1/GAECO) demonstraram se tratar de pequena empresa sediada em território paulista (São Bernardo do Campo/SP), mas com olhares voltados à celebração de contratos milionários com municípios de Mato Grosso do Sul“, diz trecho do relatório de investigação. Criada em 2021, a empresa abocanhou contratos com 17 cidades de MS meses após ser aberta, totalizando R$ 27 milhões em recursos públicos. O Gaeco ainda aponta indícios de irregularidades em contratos com as prefeituras de Ivinhema, Miranda, Angélica, Douradina e Bonito, os quais também foram firmados por ‘inexigibilidade de licitação’. A empresa ainda tinha contratos com outros 11 municípios do Estado. Dados telemáticos extraídos com autorização judicial revelaram como os investigados distribuíam o dinheiro entre eles após o recebimento de pagamento das prefeituras. Confira os presos na Operação Gutenberg: Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil; Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar; Rhayane Souza Fanaia – nora de Rossana e ‘laranja’ como dona da editora Avante Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde; Joatan Gomes Peixoto – empresário; Matheus Oliveira Peixoto – empresário; Francisco Anízio dos Santos – empresário; Douglas Henrique de Melo – empresário; Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula – advogado. Fonte: Midiamax

  • Mortos em estrada rural de Campo Grande podem ser vítimas de guerra de facções, diz polícia

    Equipes da polícia no local. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) Thiago Salles e Lucas Lima foram identificados como as vítimas Thiago Salles Pereira e Lucas Lima de Oliveira, de 24 anos, foram identificados como os rapazes encontrados mortos na manhã desta terça-feira (14), em uma estrada vicinal que liga a BR-262 à MS-040, a cerca de 25 km da área urbana de Campo Grande. A polícia apura se as execuções estão ligadas a um possível confronto entre facções criminosas. Uma equipe do Batalhão de Polícia Militar Rural foi acionada por volta das 11h40 após populares encontrarem os corpos caídos às margens da estrada de terra. As vítimas foram encontradas por populares. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) No corpo de Lucas, a polícia encontrou uma única perfuração de tiro na região da cabeça. Próximo a ele, foram encontrados um boné, na cor vermelha, e um canivete. Já em Thiago, que estava caído a cerca de 10 metros de distância de Lucas, foram encontrados três ferimentos na região do tórax, na cabeça e no braço. Conforme o delegado da 4ª DP (Delegacia de Polícia Civil), Cristian Duarte Molinedo, as investigações preliminares, que ainda estão em diligências, apontam que as execuções podem estar ligadas a um possível confronto entre facções criminosas. Delegado da 4ª DP, Cristian Duarte Molinedo. (Foto: Mateus Andrade) “Pelos levantamentos preliminares, são faccionados e pode ser algum confronto contra outra facção. É típico de execução isso. Vieram aqui só para praticar o crime, local ermo sem vizinhança”, explicou. Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) estão em diligências a fim de localizar e identificar os envolvidos no crime. O caso, inicialmente, será registrado na 4ª DP. No entanto, as investigações ficarão possivelmente a cargo da DHPP, que é a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) Fonte: Midiamax

  • Suspeito de integrar grupo que usava IA com crianças doentes para aplicar golpes é preso em Dourados

    Os golpistas utilizavam inteligência artificial. (Divulgação/PCRS) A Operação Sophia foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (14) Um homem, não identificado, suspeito de integrar a organização criminosa que utilizava imagens de crianças com câncer para divulgar campanhas falsas na internet, foi preso em Dourados, a 225 km de Campo Grande. A Operação Sophia foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (14). A investigação teve início após a mãe de uma criança em tratamento contra o câncer comunicar à polícia que imagens e vídeos de sua filha estavam sendo utilizados em anúncios pagos nas redes sociais para arrecadar falsas doações. Com isso, deu-se início à investigação para identificar os responsáveis pela criação e manutenção da estrutura digital. Durante as investigações, a polícia conseguiu mapear o caminho dos valores e chegar a diversos investigados com funções específicas no esquema. Em Mato Grosso do Sul, apenas um único alvo foi preso na cidade de Dourados. Entretanto, são cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pernambuco. Foi identificado, entre outros elementos, apenas em relação à falsa campanha que deu origem ao inquérito, ao menos R$ 294,5 mil diretamente rastreados entre a chave Pix e gateways de pagamento. A apuração ainda revelou movimentações financeiras muito superiores em contas e empresas utilizadas pela organização, com destaque para uma empresa apontada como hub financeiro do grupo, que teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão no período investigado. Como funcionavam as fraudes De acordo com as autoridades, as fraudes consistiam na criação de falsas campanhas de arrecadação de valores com o uso indevido de imagens falsas, vídeos e histórias reais de pessoas em situação de vulnerabilidade. As principais produções eram feitas com crianças em tratamento de doenças graves. A investigação começou quando foi descoberto um vídeo que pedia doações para uma criança em tratamento contra o câncer. O “objetivo” da produção seria custear os procedimentos. A família da criança não autorizou a campanha e não recebeu os valores arrecadados. (Divulgação/PCRS) As etapas dos golpes Após a publicação dos vídeos, os conteúdos eram impulsionados nas redes sociais por meio de páginas como “Clube de Doadores”, “Doadores com Amor” e “Unidos pelo Amor”, o que aumentava o alcance das publicações e atingia milhares de pessoas. Ao clicar nos anúncios, as pessoas eram redirecionadas para páginas falsas que imitavam plataformas legítimas de doação. Nos sites falsos, a vítima escolhia o valor da suposta ajuda e recebia um QR Code Pix ou código Pix para copiar e colar. No entanto, o dinheiro era direcionado para contas bancárias, empresas de fachada e gateways de pagamento controlados ou utilizados pelo grupo criminoso. Como forma de dificultar o rastreamento, o grupo usava intermediadoras de pagamento, empresas de fachada, contas de terceiros, domínios registrados em provedores estrangeiros, ferramentas de proxy, mecanismos de camuflagem de sites e contas de redes sociais previamente preparadas. As investigações revelaram que o grupo contava com diversas estratégias sofisticadas e o uso de ferramentas de tecnologia avançada. Além disso, as apurações localizaram indícios de pesquisas por novas vítimas em situação de vulnerabilidade, o que mostrou a continuidade e a profissionalização da atividade criminosa. Fonte: Midiamax

  • Neno Razuk aguarda julgamento de habeas corpus antes de decidir se entregar

    Ex-deputado Neno Razuk, do PL. (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Apontado como líder do jogo do bicho em MS, ex-deputado está foragido desde a semana passada Os advogados do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, afirmaram que irão entrar ainda nesta terça-feira (14) com HC (habeas corpus) para tentar a liberdade do ex-deputado. Foragido desde a semana passada, quando agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não localizaram Neno em sua residência, o ex-parlamentar deverá aguardar a decisão da Justiça sobre o HC antes de decidir se irá se entregar às autoridades, segundo informou o advogado Ricardo Souza Pereira à reportagem do Jornal Midiamax. A defesa de Neno conseguiu somente nesta terça-feira acesso ao mandado de prisão do ex-parlamentar, apontado como líder do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. O advogado Ricardo Souza Pereira emitiu nota, confira na íntegra: “A defesa do ex-Deputado Estadual Roberto Razuk Filho (Neno Razuk) informa que teve acesso à decisão que decretou sua prisão preventiva e que, neste momento, está realizando a análise minuciosa de seus fundamentos, a fim de adotar, com a maior brevidade possível, todas as medidas judiciais cabíveis. A defesa buscará o pronto restabelecimento da liberdade do investigado, por entender, em análise preliminar, que a decisão não evidencia a contemporaneidade dos fatos nem aponta fato novo apto a justificar a decretação da medida extrema de prisão preventiva, circunstâncias que serão oportunamente submetidas ao crivo do Poder Judiciário.” Enquanto isso, Neno continua foragido, e os advogados já falaram que a decisão de se entregar “compete a ele”. Anulação de decisões Paralelamente ao mandado de prisão, a defesa de Neno busca ainda anular decisões judiciais referentes à Operação Successione, que chegou até o clã Razuk. Aliás, o pai de Neno, Roberto Razuk, cumpre prisão domiciliar, mas seu estado de saúde é delicado. Já os irmãos do ex-deputado, Jorge e Rafael, estão presos. Na quinta-feira (16), a 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) pautou julgamento de habeas corpus impetrado pelos advogados de Neno, alegando ‘incompetência de juízo’. O HC com o pedido de incompetência de juízo de Neno foi protocolado na Justiça antes da expedição do mandado de prisão contra o ex-deputado, ainda no início de junho. A estratégia da defesa é, basicamente, ‘ganhar fôlego’. Isso porque, caso os desembargadores da 1ª Câmara Criminal acatem o pedido da defesa, há uma série de desdobramentos favoráveis para a defesa dos acusados. Uma delas é a possível anulação de decisões anteriores, como prisões, por exemplo. Caso a Justiça entenda a incompetência de juízo, isso significa que o processo ‘tramitou na Vara errada’. É um tipo de estratégia comum utilizada por advogados nesse tipo de operação, como na Laços Ocultos, em que o TJ reconheceu a incompetência de juízo solicitada pela defesa de um dos acusados. Família Razuk é denunciada por exploração do jogo do bicho Gaeco aponta família Razuk como a responsável pela exploração do jogo do bicho em MS. (Reprodução) O MPMS, por meio do Gaeco, ofereceu denúncia contra o ex-deputado estadual Neno Razuk (PL); seu pai, o ex-deputado Roberto Razuk; e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. A peça acusatória, protocolada no dia 10 de dezembro de 2025 no âmbito da 4ª fase da Operação Successione, aponta o clã como a cúpula de uma organização criminosa armada dedicada à exploração ilegal de jogos de azar, utilizando-se de corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para assegurar o monopólio da contravenção no Estado. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas. O MPMS requer, além da condenação pelos crimes imputados, o pagamento de R$ 36 milhões a título de reparação de danos, conforme o artigo 7º, inciso I, da Lei de Lavagem de Dinheiro. Em janeiro de 2026, a 4ª Vara Criminal de Campo Grande acatou a denúncia do MPMS. Fonte: Midiamax

  • Acusados de corrupção na saúde sacaram R$ 9,2 milhões de forma fracionada para driblar investigação

    Documentos apreendidos durante a Operação Gutenberg. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Gaeco identificou retiradas com valores abaixo de R$ 50 mil para não deixar rastro do dinheiro de corrupção e fugir do radar do Coaf Investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que revelou esquema de fraudes e corrupção que desviou R$ 27.446.110,71 de prefeituras de Mato Grosso do Sul mostrou o modus operandi dos envolvidos para ‘driblar’ investigações do órgão de investigações financeiras do Banco Central. Conforme o relatório de investigações da Operação Gutenberg, foram identificados centenas de saques bancários no valor total de R$ 9.217.000,00 da conta da Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46), que firmou contratos com 17 prefeituras no Estado de forma fraudulenta, segundo o Gaeco. A estratégia utilizada pelos investigados era realizar saques com valores entre R$ 45 mil e R$ 49 mil, abaixo dos R$ 50 mil, para tentar fugir do radar do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), unidade de inteligência do BC para investigar indícios de lavagem de dinheiro através de movimentações bancárias. Relatório apontou que foram mais de R$ 9,2 milhões em saques efetuados pelo grupo investigado. (Reprodução) Ocorre que valores a partir de R$ 50 mil precisam ser avisados ao banco com antecedência de três dias úteis. A transação gera comunicação imediata ao Coaf, que passa a rastrear a origem do dinheiro. A investigação do Gaeco analisou dados financeiros dos investigados e apontou que o dinheiro das prefeituras caía na conta da editora, que tinha como proprietária a estudante Rhayane Souza Franaia, apontada como ‘laranja’ do clã Jafar. Ela era nora da matriarca, Rossana Paroschi Jafar. Saques eram fracionados por dia e com valores abaixo de R$ 50 mil, como mostra o quadro com parte das retiradas. (Reprodução) Caminho do dinheiro As investigações do Gaeco mostraram que o dinheiro que caía na conta da editora como pagamento das prefeituras era escoado para os demais integrantes do grupo criminoso. Rhayane obedecia às ordens do clã Jafar — apontado como o líder do esquema de corrupção, tendo como membros a matriarca Rossana Jafar e os filhos, Olívia e Pedro, que estão presos, e Giovanni, ex-marido de Rhayane, que está foragido. Os saques seriam realizados por Rhayane e distribuídos aos demais membros da organização criminosa a mando do clã Jafar, como destaca trecho do relatório de investigação do Gaeco. Reportagem do Jornal Midiamax revelou detalhes de como Rhayane, uma estudante, dona de brechó, virou ‘laranja’ da sogra para ficar com cerca de 1% do lucro do esquema de corrupção. Trecho de relatório de investigação do Gaeco sobre a distribuição do dinheiro ilícito. (Reprodução) Contato cadastrado como Editora Avante enviava ordens para Rhayane distribuir dinheiro. (Reprodução) Clã Jafar comandava esquema O relatório de investigação do Gaeco aponta que, após a morte em 2021 do patriarca da família Jafar, Mirched, por covid, a viúva, Rossana Jafar, e os filhos, Olívia, Giovanni e Felipe, abriram outros CNPJs para continuar com operações de corrupção. A Gráfica Alvorada, que ainda pertence ao clã, é implicada em lavagem de dinheiro no contexto da Operação Lama Asfáltica. Quebra de sigilo fiscal apontou que Olívia recebia diversas transferências em sua conta pessoal da Editora Avante, que firmava contratos com os municípios. Para o Gaeco, essa é a prova de que Olívia era uma das líderes do esquema, junto dos irmãos e da mãe. No total, a Operação Gutenberg prendeu 14 pessoas, incluindo o clã Jafar, com exceção de Giovanni, que é considerado foragido. A mãe, Rossana, foi flagrada com munições intactas e também responde pelo crime de posse de arma de fogo. Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e R$ 3 milhões em cheques. O Jornal Midiamax procurou a defesa de Olívia e Rossana, mas não houve retorno até esta publicação. A reportagem não conseguiu contato com Rhayane ou seus advogados. O espaço segue aberto para manifestação. Família Jafar, (da esquerda para a direita): Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais) Fonte: Midiamax

  • Favorita ao titulo, França perde para Espanha por 2 x 0 e está fora da Copa do Mundo

    (Foto: Divulgação/Fifa) Agora, os espanhóis aguardam o vencedor da semifinal entre Inglaterra e Argentina para conhecer o adversário na decisão A Espanha surpreendeu a favorita França e garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer por 2 a 0, nesta segunda-feira (14), no Dallas Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos. Apontada como uma das principais candidatas ao título, a seleção francesa não conseguiu impor seu ritmo e acabou dominada pela Espanha. O primeiro gol saiu aos 22 minutos do primeiro tempo, quando Mikel Oyarzabal converteu um pênalti sofrido por Lamine Yamal. Na etapa final, Pedro Porro ampliou aos 13 minutos, após bela jogada coletiva. Um terceiro gol de Lamine Yamal chegou a ser marcado, mas foi anulado por impedimento. Com o resultado, a Espanha confirma a maior zebra da fase decisiva do Mundial ao eliminar a equipe que era apontada como favorita ao título. Agora, os espanhóis aguardam o vencedor da semifinal entre Inglaterra e Argentina para conhecer o adversário na decisão, enquanto a França disputará o terceiro lugar. Fonte: Midiamax

  • Paciente denuncia estupro enquanto estava internada na UTI do HRMS

    Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Técnico teria dopado a jovem e a estuprado após banho no hospital Uma mulher de 27 anos, que estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), acionou a polícia após ser estuprada, em Campo Grande. O crime teria ocorrido na última sexta-feira (10) e foi denunciado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O suspeito seria um técnico de enfermagem, de 52 anos, que teria se comunicado com a família sobre a internação da jovem. Durante o plantão, ele teria dado banho na paciente, juntamente com outra técnica, e afirmou que era conhecido da família. A vítima estava internada desde 15 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por causa de complicações da gravidez e do pós-parto. De acordo com o boletim de ocorrência, o técnico teria aplicado um medicamento na jovem e saído do leito nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (10). Alguns minutos depois, ele teria retornado e aplicado outro medicamento. Após a aplicação desse segundo medicamento, a mulher ficou sonolenta e, quando acordou, percebeu que estava sendo estuprada pelo técnico. Ao notar que a vítima estava acordada, o suspeito saiu rapidamente. Depois, houve a troca de plantão. Na ocasião, a paciente relatou o crime para outra profissional da equipe, que passou a lhe atender. Assim, ela acionou uma enfermeira e a psicóloga do setor. Posteriormente, a jovem saiu da UTI e foi transferida para um quarto, onde é acompanhada por familiares. Após o registro policial, foram solicitadas medidas protetivas de urgência contra o técnico de enfermagem e o caso foi registrado como estupro de vulnerável. O Jornal Midiamax acionou o hospital, que, em nota, informou que está adotando as medidas necessárias para a apuração do caso. Além disso, o HRMS afirmou que presta acolhimento e todo o suporte necessário à vítima. Confira a nota na íntegra: “O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) tomou conhecimento da denúncia na última sexta-feira (10) e, desde então, vem adotando todas as medidas necessárias para a apuração dos fatos, além de prestar acolhimento e todo o suporte necessário à paciente. O caso já está sendo investigado pelas autoridades policiais. O hospital acompanha o andamento das investigações e reafirma sua confiança de que, após o devido processo legal, os responsáveis serão identificados e responsabilizados na forma da lei.” Fonte: Midiamax

  • Com frete desvalorizado, caminhoneiros são a favor de greve em MS: ‘Paralisar tudo’

    Greve pode chegar em Mato Grosso do Sul em breve. (Foto: Marcos Ermínio/Jornal Midiamax) Categoria reclama de altos custos com combustível e pedágios diante baixo valor dos fretes A greve dos caminhoneiros, iniciada no Porto de Santos, em São Paulo, nesta segunda-feira (13), agrada a categoria em Mato Grosso do Sul, que torce pela evolução do movimento. No estado paulista, os trabalhadores paralisaram os serviços visando pressionar pela votação da Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal. O movimento ocorre para que o texto seja pautado até quinta-feira (16) e não perca a validade. Caminhoneiros em Campo Grande entrevistados pelo Jornal Midiamax afirmaram que, devido às atuais condições da profissão, seria necessário aderir à greve. No entanto, não demonstraram grande confiança de que o movimento irá avançar. Caminhoneiro há mais de 10 anos, Valdir Carvalho da Luz explica que a situação está defasada e que, muitas vezes, os valores oferecidos nos fretes, principalmente para trabalhadores autônomos, não compensam diante tantos gastos. “O frete não tá legal, não. Pra muita gente não tá nem compensando ter caminhão. Não tá fácil não. Muitas vezes, dependendo do frete, você não ‘tira’ nem o [valor] do diesel”, afirma. Além do preço do combustível, Valdir ressalta que os custos são altos com pedágios, que podem ultrapassar R$ 3 mil em um único transporte a São Paulo. “O certo é ter uma greve bem forte mesmo, paralisar tudo, pra ver se muda de uma vez isso aí. Tem muitos caminhões parando porque não compensa. Fica complicado rodar na estrada com pedágio caro, estrada ruim, não tem onde parar”, reclama o caminhoneiro. Sem organização, não funciona Apesar da necessidade da greve, os caminhoneiros não veem o movimento com tanta força. Segundo Claudemir Paulino, caminhoneiro há 35 anos, a paralisação precisa de muita organização. “Vai ser só pra lá [São Paulo] mesmo. Não vai virar nada não. Isso aí tem que ser muito bem organizado. Se isso não for bem organizado, não funciona”, opina Claudemir. Ele relembra a greve dos caminhoneiros de 2018, deflagrada em todo o Brasil, como modelo ideal de paralisação. “Tem que fazer umas coisas organizadas, bem programadas, igual teve aquela vez, aí ficou bem certo. Se não tiver organização, eles tentam parar a gente no meio da pista. Quem está querendo chegar em casa, isso é problema. Aí se programar bem, fica na estrada quem quer”, completa. Outro caminhoneiro de Campo Grande, que preferiu não se identificar, disse que não estava sabendo da greve e que acha que a paralisação não irá impactar à Capital de MS. Segundo ele, “o povo daqui é ‘bundão'” e tem baixa participação nos movimentos. Greve em breve? O presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul), Osny Belinati, afirmou ao Jornal Midiamax, na última quinta-feira (9), que pode aderir à greve caso a MP do Frete não entre em pauta até esta quinta-feira (16). Com isso, o movimento já em atividade em São Paulo pode se expandir para MS ainda nesta semana se o texto perder a validade. “Se caducar, vai caducar o transporte brasileiro e aí vai continuar a mesma bagunça que está hoje. Cada um paga o que quer e tudo recai em cima do caminhoneiro, do autônomo, do micro. Se tiver que aderir [à greve], nós vamos aderir”, afirmou Belinati. Os presidentes do Sindicam-MS e do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) não responderam às tentativas de contato da reportagem nesta segunda-feira (13). Fonte: Midiamax

  • Situação foi alertada, diz advogado sobre estado de saúde de Alcides Bernal

    Alcides Bernal no dia da cassação, em 2014. (Arquivo, Léo de França, Jornal Midiamax) Defesa do ex-prefeito pretendia entrar com novo pedido de habeas corpus nesta segunda-feira (13) O advogado Ricardo Machado Filho, que defendia Alcides Bernal nos pedidos de liberdade em processos criminais, comentou que o risco de morte já era grande no domingo (12). Naquela data, o ex-prefeito foi levado às pressas para a Santa Casa de Campo Grande, onde morreu na madrugada desta segunda-feira (13). Preso desde 24 de março sob acusação de matar o fiscal tributário Roberto Mazzini a tiros, Bernal havia acabado de receber uma negativa da Justiça para cumprir prisão domiciliar. “É uma situação que já estava alertada ao Poder Judiciário desde o nosso ingresso com o pedido de prisão domiciliar [na quarta-feira]”, explica o advogado. Ricardo também afirma que um laudo de uma médica especialista havia sido juntado aos autos do processo. “Médica especialista emitiu laudo atestando que ele deveria, após a cirurgia, estar em repouso domiciliar pelo período mínimo de 30 dias”, comenta o advogado. Na sexta-feira, a Justiça negou o pedido e Bernal deixou a Santa Casa de volta ao Presídio Militar. “No primeiro dia esteve lá e, com certeza, seria a consequência: ele passou mal à noite [de sábado] e foi levado com urgência para a Santa Casa”, lembrou. Ainda no domingo, o advogado informou que iria entrar com novo pedido de habeas corpus nessa segunda-feira. Defesa alegou ‘altíssimo risco de morte’ Com Bernal internado na Santa Casa desde o início de julho, quando passou mal e precisou ser submetido a uma cirurgia cardíaca, a defesa entrou com pedido de prisão domiciliar na última quarta-feira (8), alegando que o risco de ‘morte súbita’ era grande, caso o ex-prefeito voltasse ao presídio. A defesa alegou que o Presídio Militar, onde Bernal estava preso, não possui UTI ou médico cardiologista 24h de plantão, e que o Estado não poderia garantir a chegada rápida de uma ambulância, caso fosse necessária, em uma urgência. O Ministério Público se manifestou contrário ao deferimento da prisão domiciliar, alegando que Bernal teria cometido um crime gravíssimo. Na sexta-feira, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, em substituição legal na 1ª Vara do Tribunal do Júri, rebateu os argumentos da defesa do ex-prefeito de Campo Grande: “O argumento não evidencia que a internação em domicílio particular (em casa) proporcionará melhores condições de assistência integral à saúde recebida no presídio onde se encontra”, argumentou. Por fim, o magistrado oficiou ao diretor do Presídio Militar para providenciar as condições adequadas para o tratamento médico de Bernal. A causa da morte foi trombose aguda de stents nas artérias do coração após choque cardiogênico e infarto agudo do miocárdio. Bernal também tinha o diagnóstico de doença coronariana e diabetes mellitus. Fonte: Midiamax

  • Bernal morreu com trombose nas artérias do coração, aponta laudo médico

    (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Ex-prefeito de Campo Grande, Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa A trombose aguda de stents nas artérias foi um dos fatores que levaram à morte de Alcides Bernal, de 60 anos, que estava internado na Santa Casa de Campo Grande. O ex-prefeito morreu na madrugada desta segunda-feira (13). Réu pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, Bernal estava internado na Santa Casa desde o fim de semana. No início deste mês, ele sofreu um infarto e passou por cirurgia. Dias depois, recebeu alta e foi levado de volta ao Presídio Militar — onde estava preso desde 24 de março. A defesa havia pedido a prisão domiciliar do ex-prefeito, alertando para a necessidade de repouso domiciliar por, no mínimo, 30 dias. Bernal passou por três procedimentos cirúrgicos para a desobstrução de artérias, com a implantação de stents, e a defesa alegou que a estrutura do presídio não é adequada para o tratamento pós-cirúrgico. Na madrugada desta segunda-feira (13), o ex-prefeito não resistiu. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que Bernal sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio e trombose aguda de stents, além de ter o diagnóstico de doença coronariana e diabetes mellitus. O ex-prefeito foi submetido a um cateterismo de urgência devido ao infarto agudo do miocárdio. Durante o procedimento, foi observada a trombose de stents nas artérias. Na ocasião, a equipe médica tentou fazer angioplastia, mas não houve sucesso. Bernal sofreu paradas cardíacas, não retornou à circulação espontânea e teve o óbito constatado às 0h35. Réu por assassinato No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada). Fonte: Midiamax

  • Trajetória: Bernal furou a bolha política em Campo Grande e morreu na véspera do aniversário

    Alcides Bernal após sessão que resultou em sua cassação. (Arquivo, Jornal Midiamax) Ex-prefeito era radialista, estava preso e morreu após cirurgia cardíaca O primeiro prefeito cassado da história de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), vítima de infarto após sofrer trombose em uma artéria do coração, um dia antes de completar 61 anos. Porém, o ex-prefeito será lembrado pelo assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, pelo qual estava preso desde o dia 24 de março deste ano. No início do mês, Bernal já havia passado por uma cirurgia cardíaca na Santa Casa. Ele retornou ao Presídio Militar, mas sofreu um infarto no fim de semana e foi levado novamente ao hospital, onde não resistiu. Corumbaense, Alcides Bernal se formou advogado e ficou conhecido pela voz em programas de rádio em Campo Grande. O sucesso acabou levando-o para a política e, no ano de 2004, foi eleito vereador na Capital pelo PMN, com 4.772 votos. Já em 2006, chegou a lançar candidatura a deputado estadual, mas foi considerado inapto. Em 2008, conseguiu a reeleição como o vereador mais votado de Campo Grande, com 12.294 votos. Já com mais capital político, Bernal conseguiu ascender à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), com 26.156 votos para deputado estadual. Bernal sonhava em ir mais longe e, em 2012, voltou às eleições para tentar ser prefeito de Campo Grande. Ele foi ao 2º turno e acabou vencendo a disputa contra Edson Giroto — que, aliás, passou em frente à cena do crime no dia em que Bernal atirou em Mazzini. A vitória foi histórica, marcada por quebrar uma hegemonia do grupo político do então PMDB, que governava Campo Grande há 20 anos. Dois anos após assumir a Prefeitura de Campo Grande, em 2014, Bernal tentou se eleger senador, mas acabou em terceiro lugar, com pouco mais de 204 mil votos. Vitória meteórica e crise institucional A passagem pela Prefeitura de Campo Grande foi marcada por polêmicas, a começar pela forte oposição na Câmara, já que Bernal foi eleito em coligação de um partido só. Na época, o sucesso foi tão grande que seu aliado próximo também foi eleito vereador, o Chocolate Jarbas. No entanto, Bernal acabou brigando com aliados e chegou a demiti-los da Prefeitura, aumentando a crise política. Desde os primeiros meses de governo, a gestão de Bernal foi marcada por atritos com a Câmara e dificuldades de governabilidade. Além disso, o radialista teve que enfrentar uma severa epidemia de dengue em Campo Grande. Mais de 13,4 mil casos foram notificados apenas nos primeiros 24 dias de mandato. Com isso, a saúde na Capital entrou em colapso e Bernal acabou decretando situação de emergência, que seria usada para a cassação dele no ano seguinte. Cassação Em março de 2014, com pouco mais de um ano de gestão, Bernal enfrentava o estopim da relação dele com o Legislativo. Os vereadores instauraram uma comissão processante, procedimento que antecede a cassação. As justificativas foram que Bernal teria cometido irregularidades em contratos emergenciais firmados durante a epidemia de dengue, descumprido regras no remanejamento de verbas, em que o então prefeito teria ultrapassado o limite sem autorização da Câmara, havendo falta de transparência. Bernal chegou a voltar ao Paço por força de uma liminar judicial, que foi derrubada horas depois. Em agosto de 2015, o TJMS confirmou a liminar e Bernal voltou à Prefeitura. Declínio político e prisão por homicídio Ele chegou a concorrer às eleições de 2016 para a Prefeitura, mas não conseguiu ir ao segundo turno, acabando em terceiro lugar, com 111 mil votos. Naquela ocasião, o deputado estadual Marquinhos Trad venceu a disputa contra Rose Modesto. Depois que deixou a Prefeitura, Bernal não conseguiu voltar ao Paço em 2016. Tentou concorrer a deputado federal em 2018, mas também foi considerado inapto por estar inelegível. Em outubro de 2025, Bernal voltou a ser destaque nos noticiários locais, mas nas manchetes criminais. A Justiça havia determinado o despejo dele de uma fazenda em Sidrolândia por falta de pagamento. Já em 24 de março de 2026, a polícia foi acionada para uma ocorrência com tiros, em uma casa na Antônio Maria Coelho. Lá, encontraram o auditor tributário Roberto Carlos Mazzini morto a tiro. O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na delegacia de polícia. Bernal ficou preso desde então. O ex-prefeito tentou várias vezes conseguir a liberdade na Justiça, mas todas foram negadas. Inclusive, o primeiro infarto de Bernal foi horas após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negar outro pedido de liberdade. Bernal foi pronunciado por homicídio qualificado, cometido por meio cruel e por utilizar um recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter uma causa especial de aumento de pena devido à idade da vítima, que era superior a 60 anos, e por invasão de domicílio. O ex-prefeito também foi pronunciado por porte ilegal de arma de fogo, nas modalidades “manter sob sua guarda” e “portar” em relação ao revólver de calibre .38 Special. A prisão preventiva de Bernal também foi mantida pelo juiz. Fonte: Midiamax

  • Morre ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal após cirurgia

    Alcides Bernal. (Foto: Reprodução, Redes Sociais) Bernal estava preso pelo assassinato do fiscal tributário, Roberto Mazzini O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na Santa Casa da Capital, na madrugada desta segunda-feira (13). Bernal estava preso desde o dia 24 de março, quando matou a tiros o auditor fiscal Roberto Mazzini. No início deste mês, o ex-prefeito precisou passar por uma cirurgia após sofrer um infarto. Com a alta hospitalar, Bernal foi levado de volta ao Presídio Militar da Capital. Na última sexta-feira (10), a Justiça indeferiu um pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa, que alertou para a necessidade de repouso domiciliar por um período mínimo de 30 dias após três procedimentos cirúrgicos para desobstrução de artérias, com a implantação de stents. A defesa de Bernal alegou que a estrutura do presídio não é adequada para o tratamento pós-cirúrgico. Na noite de sábado (11), o ex-prefeito teve um mal-estar no Presídio Militar e foi levado novamente para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Bernal passou por um procedimento cirúrgico na madrugada desta segunda (13) e não resistiu. Réu por assassinato No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada). Fonte: Midiamax

  • Motta reage a decisão de Dino contra Valdemar e diz que STF tenta ‘criminalizar a atividade política’

    Hugo Motta - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Nota afirma que a decisão "não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas" A Presidência da Câmara dos Deputados divulgou uma nota neste sábado (11) em reação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 119,5 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares. No documento, assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a Câmara manifesta “inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”. A nota afirma que a decisão de Dino “não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas” e acusa o Supremo de tentar “criminalizar a atividade política”. Segundo a Câmara, a distribuição das emendas parlamentares ocorre “em plena conformidade com a moldura normativa vigente” e respeita os acordos institucionais firmados entre os Poderes perante o próprio STF. O texto também sai em defesa dos servidores da Câmara e sustenta que a autorização dada pelos parlamentares para que assessores operacionalizem as indicações de emendas, seguindo orientações das direções partidárias, faz parte da rotina administrativa dos mandatos e “não traduz qualquer irregularidade”. Por fim, Hugo Motta afirma que a Câmara continuará conduzindo suas atividades “com transparência, respeito à ordem jurídica e plena independência do Poder Legislativo”. A manifestação ocorre um dia após Flávio Dino determinar o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto. Na decisão, o ministro apontou “veementes indícios” de que o presidente do PL, mesmo sem exercer mandato parlamentar, teria atuado diretamente na definição do destino de recursos públicos por meio de um suposto “arranjo decisório paralelo” para a distribuição de emendas. Em entrevista exclusiva ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, na sexta-feira (10), Valdemar afirmou que seu envolvimento na destinação de emendas faz parte da atividade política. Segundo ele, prefeitos frequentemente procuram a direção do partido para pedir apoio, e cabe à legenda encaminhar sugestões aos parlamentares sobre a divisão dos recursos “dentro das possibilidades”. O dirigente também afirmou que sua defesa sustentará no STF que não houve direcionamento de verbas para empresas nem qualquer irregularidade na destinação das emendas. Fonte: Jovem Pan

  • Trump critica imprensa dos EUA e relembra vitória eleitoral: ‘Tudo o que eu faço é vencer’

    Presidente dos EUA, Donald Trump - Ed JONES/AFP O presidente também atacou o Partido Democrata e disse que venceria uma nova eleição por margem ainda maior O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar veículos de comunicação e jornalistas neste sábado (11) em uma longa publicação na Truth Social na qual exaltou sua vitória na eleição de 2024 e afirmou que a imprensa americana deveria reconhecer sua força política. A mensagem foi publicada horas depois de outro texto em que o republicano voltou a comentar seus resultados em exames físico e cognitivo e também criticou jornalistas. Na publicação sobre a eleição, Trump destacou que derrotou a democrata Kamala Harris por 312 votos a 226 no Colégio Eleitoral, sistema que define a eleição presidencial americana, e venceu os sete Estados considerados decisivos na disputa. Também afirmou ter conquistado 86% dos condados do país e ressaltou que foi o primeiro republicano em décadas a ganhar o voto popular. “Tudo o que eu faço é vencer, muitas vezes contra todas as probabilidades”, escreveu. Trump reclamou que, mesmo após o resultado eleitoral, os principais veículos americanos não reconheceram o que considera um grande sucesso de sua campanha. O republicano dirigiu ataques ao New York Times, The Wall Street Journal, CNN, as redes ABC, CBS e NBC e a MS NOW, antigo canal MSNBC, classificando os veículos como produtores de “notícias falsas”. Ao dizer que venceu a eleição “pela terceira vez”, Trump também fez referência ao pleito de 2020, vencido por Joe Biden e cujo resultado continua a contestar. O republicano foi eleito presidente em 2016 e retornou à Casa Branca após a vitória de 2024. Trump também atacou o Partido Democrata, afirmou que a legenda estaria caminhando para o comunismo e disse que venceria uma nova eleição por margem ainda maior. Trump sugeriu que seus críticos deveriam admitir que não conseguiram derrotá-lo e proclamá-lo “o melhor competidor político de todos os tempos”. Fonte: Jovem Pan

  • Relatório médico diz que Jair Bolsonaro sofre efeitos colaterais de medicamentos

    Jair Bolsonaro - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Ambos os pareceres dizem que Bolsonaro mantém quadro de saúde igual ao da semana anterior e que não vem apresentado queixas Por Levy Teles O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sintomas de fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal “em menor intensidade e frequência” como efeito colateral dos medicamentos que toma e demonstrou estar “um pouco mais cansado e indisposto” nesta semana, apontam relatórios médicos apresentados pela defesa ao Supremo Tribunal Federa (STF). Ambos os pareceres dizem que Bolsonaro mantém quadro de saúde igual ao da semana anterior e que não vem apresentado queixas. Relatório semanal feito pelo médico Brasil Caiado diz que o ex-presidente tem “certa estabilidade dos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior”. Diz também que ele tem resposta “satisfatória com sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e das crises de soluço” após ajuste da medicação iniciado há mais ou menos um mês. É ele quem relata que Bolsonaro lida com os efeitos colaterais persistentes em razão dos medicamentos. No parecer também consta que ele segue “dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados preventivos para redução de quedas e refluxo gastroesofágico”. Já relatório do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas relatou duas sessões com Bolsonaro nesta semana. No primeiro, na segunda-feira, 6, Bolsonaro teve “boa mobilidade e vem realizando atividades funcionais de forma normal e sem queixas. Três dias depois, na quinta-feira, Bolsonaro estava “um pouco mais cansado e indisposto”, mas realizou a fisioterapia. Ele está “bem” e “sem queixa de dor”. O fisioterapeuta recomendou a continuidade do tratamento. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, no dia 3 de julho, que Bolsonaro fosse mantido em prisão domiciliar. Nesta última quarta-feira, 8, após operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, a Polícia Federal apreendeu uma escopeta, a última arma que estava em nome de Bolsonaro. Fonte: Jovem Pan

  • EUA dizem que Estreito de Ormuz segue aberto e rejeitam controle do Irã

    Estreito de Ormuz - GIUSEPPE CACACE / AFP Comando Central norte-americano afirmou que o tráfego marítimo continua normal e que forças do país estão preparadas para garantir a liberdade de navegação O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos afirmou neste domingo (12) que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional e contestou a declaração do Irã de que a passagem foi fechada. Em comunicado publicado nas redes sociais, o órgão afirmou que as forças americanas estão posicionadas para garantir a livre circulação de embarcações e declarou que “o Irã não controla o estreito” e que o tráfego marítimo segue em funcionamento. A manifestação ocorreu horas depois da Guarda Revolucionária iraniana anunciar o fechamento da rota, após uma nova ofensiva dos Estados Unidos contra alvos militares no Irã. Teerã também informou ter disparado tiros de advertência contra embarcações que, segundo o governo iraniano, desrespeitaram as restrições impostas na região. Também neste domingo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um navio foi atingido por um ataque a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã, provocando um incêndio e obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. As autoridades omanenses resgataram 23 tripulantes, enquanto as buscas por uma pessoa desaparecida continuam. Fonte: Jovem Pan

  • ‘Vacinada’ por casos Ciro Nogueira e Vorcaro, campanha de Flávio não teme desgaste com caso Valdemar

    Senador Flávio Bolsonaro - Lula Marques/ Agência Brasil Entorno do pré-candidato do PL vê bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL como uma chance de voltar a subir o tom contra o Judiciário Em poucos meses, a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi abalada por dois grandes escândalos envolvendo o caso Master: primeiro, a revelação de que o ex-ministro e aliado da família Ciro Nogueira (PP-PI) tinha uma relação próxima e com Daniel Vorcaro e recebia viagens e presentes do banqueiro. Depois, o vazamento de conversas do próprio Flávio Bolsonaro com o dono do Master, que investiu no filme ‘Dark Horse’, cinebiografia de Jair Bolsonaro. No meio de tudo isso, críticas públicas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a Flávio abalaram ainda mais a pré-campanha do principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito deste ano. O resultado: queda nas pesquisas, perda de fôlego narrativo e afastamento de potenciais aliados importantes. Agora, uma nova crise ronda o bolsonarismo: uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF)determinou o bloqueio de R$ 119,5 milhões em bens do presidente nacional do PL e aliado da família Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto. O entorno de Flávio, no entanto, não demonstra grande preocupação com o caso e vê chances de “fazer do limão uma limonada” e voltar a subir o tom contra o Judiciário. Para congressistas de direita ouvidos pela reportagem, as principais diferenças entre caso envolvendo Valdemar e os anteriores são: Não envolver o Banco Master, assunto que domina o noticiário há meses e virou sinônimo de “corrupção” O “algoz” ser Flávio Dino, não somente ministro do STF, mas também uma figura historicamente ligada a Lula O fato de a própria PGR ter sido contra as medidas aplicadas ao presidente do PL A defesa pública do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) a Valdemar, aumentando a tensão entre os poderes A nova equipe de comunicação do senador, contratada pouco depois do vazamento das conversas com Vorcaro também é considerada um trunfo: eles estariam “vacinados” por crises maiores e teriam poucas dificuldades para navegar as acusações contra Valdemar. Para aliados de Flávio, o caso envolvendo Valdemar se tornou uma oportunidade de reação. Essa é a chance, segundo eles, de voltar a emplacar a narrativa de perseguição política do STF contra figuras da direita e ligadas à família Bolsonaro. Seria também uma oportunidade para Flávio se mostrar leal e para o PL se posicionar como uma unidade coesa logo após a briga entre o presidenciável e a madastra, que desgastou as imagens públicas do senador e da sigla. Há também uma vontade de alguns parlamentares de colarem em Lula os escândalos envolvendo as emendas parlamentares, novamente fomentando a imagem de que o petista seria permissivo com o dinheiro público. Fonte: Jovem Pan

  • Flávio Bolsonaro divulga carta de seu pai pela qual o classifica como ‘porta-voz’

    Flávio Bolsonaro - EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Em mensagem, Jair Bolsonaro pediu para que todos 'arregacem as mangas' e deixem de lado 'possíveis diferenças' O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste sábado (11) uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. No texto, o pai afirma que Flávio é o seu porta-voz. “O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha”, disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo. No texto escrito à mão que o pré-candidato mostra no vídeo, Jair Bolsonaro escreveu, conforme sua leitura na transmissão: “O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, disse Flávio. “Meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”, continuou. Na interpretação de Flávio, o pai afirmou que este seria o prazo, ou “deadline”, para que os aliados se juntem à pré-campanha. “Chegou a hora agora de todo mundo cair dentro”, disse. Ele entende ainda que Bolsonaro pede unidade para combater o que chama de “verdadeiro inimigo, que é o governo de hoje”. Flávio afirmou ainda acreditar que, a partir de 2027, terá força no Congresso para mudar a Constituição. “A gente vai ter número suficiente no Senado e na Câmara para alterar a Constituição. Para reduzir a maioridade penal. Para reduzir carga tributária. Para melhorar a nossa legislação penal. E deixar bandido perigoso mais tempo preso”, disse. Fonte: Jovem Pan

  • Drama, expulsão e prorrogação: Argentina bate a Suíça por 3 a 1 e avança para a semifinal da Copa do Mundo

    Argentina x Suíça pela Copa do Mundo de 2026 (Foto: Odd ANDERSEN / AFP) Ontem (11 de julho), as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 reservaram um verdadeiro teste para os corações dos torcedores. No entanto, houve um pequeno equívoco no nome do adversário: a partida histórica foi entre Argentina e Suíça (e não Suécia). Confira abaixo a cobertura jornalística completa desse confronto eletrizante que carimbou o passaporte da atual campeã rumo às semifinais. Em noite épica no Arrowhead Stadium, em Kansas City, a Albiceleste superou a retranca europeia no tempo extra e manteve vivo o sonho do tetracampeonato mundial. O cenário de um mata-mata de Copa do Mundo costuma testar os limites do impossível, e o duelo de ontem entre Argentina e Suíça foi a tradução perfeita disso. Em uma partida que reuniu gols rápidos, intervenções cruciais do VAR, expulsão dramática e trinta minutos de pura intensidade na prorrogação, a seleção comandada por Lionel Scaloni venceu por 3 a 1 e garantiu sua vaga entre as quatro melhores equipes do planeta. Os detalhes e melhores momentos da partida foram destacados oficialmente pela FIFA. O Maestro dá as cartas logo cedo Como já virou tradição, a Argentina sabe que o ambiente muda quando a bola passa pelos pés de seu camisa 10. Logo aos 10 minutos do primeiro tempo, Lionel Messi cobrou um escanteio milimétrico. Alexis Mac Allister se antecipou à marcação e cabeceou firme para abrir o placar, tirando os atuais campeões do sufoco inicial e incendiando as arquibancadas em Kansas City. Atrás no marcador pela primeira vez no torneio, a Suíça demonstrou nervosismo, mas conseguiu segurar o ímpeto argentino e ajustar a sua retaguarda antes do intervalo, apostando em descidas rápidas pelos lados. O empate suíço e o balde de água fria do VAR Na volta para a segunda etapa, a postura suíça mudou drasticamente. A equipe europeia passou a pressionar a saída de bola e empilhou chances. O atacante Breel Embolo cabeceou duas vezes com extremo perigo, mas parou em defesas espetaculares do goleiro Dibu Martínez. A insistência deu resultado aos 22 minutos: Dan Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez e bateu cruzado, sem chances para o arqueiro argentino, empatando o confronto. Apenas cinco minutos após o gol de empate, o jogo teve o seu momento de maior polêmica. O árbitro assinalou uma falta perigosa a favor da Suíça sobre Embolo. No entanto, após recomendação da equipe de vídeo, o juiz revisou o lance no monitor e constatou simulação do atacante suíço. Como já tinha cartão, Embolo recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando a Suíça com um jogador a menos. A Prorrogação e o faro de gol dos atacantes Aproveitando a superioridade numérica, a Argentina armou uma verdadeira blitz nos minutos finais do tempo regulamentar, mas o goleiro Gregor Kobel garantiu o 1 a 1 com defesas milagrosas, arrastando o duelo para o tempo extra. Nos 30 minutos adicionais, o cansaço cobrou o seu preço dos suíços. Conforme relata a cobertura da CNN Brasil, o equilíbrio tático foi quebrado pela persistência albiceleste: O gol do alívio: Aos 7 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Julián Álvarez aproveitou uma jogada rápida e balançou as redes, devolvendo a liderança aos sul-americanos. O golpe final: Com a Suíça inteira lançada ao ataque no "tudo ou nada", Thiago Almada armou um contra-ataque perfeito e serviu Lautaro Martínez, que finalizou com precisão aos 16 minutos do segundo tempo extra para fechar o placar em 3 a 1. Próximo passo: O clássico contra a Inglaterra Com a suada classificação em mãos, a Argentina agora se prepara para um dos maiores clássicos do futebol mundial. A seleção enfrenta a Inglaterra na próxima quarta-feira, em Atlanta, valendo uma vaga na grande final da Copa do Mundo de 2026. A promessa é de mais um capítulo inesquecível na história das Copas.

  • USDA reduz vendas de carne bovina para exportação em 90% em meio a dúvidas crescentes sobre os dados

    Imagem: Notícias Agrícolas O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu drasticamente nesta quinta-feira os números divulgados sobre as vendas de carne bovina para o exterior, o que gerou novas preocupações quanto à qualidade dos dados da agência após a redução do quadro de funcionários, como parte da reestruturação do governo federal promovida pelo governo Trump. O USDA informou que, no final de junho, os exportadores venderam um total líquido de 12.064 toneladas de carne bovina dos EUA a compradores estrangeiros, um volume 90% menor do que o inicialmente divulgado há uma semana. Operadores do mercado haviam, em grande parte, desconsiderado o relatório inicial do USDA, por avaliá-lo como impreciso. A confiança nos relatórios do USDA foi abalada entre operadores, analistas e agricultores após grandes cortes de pessoal e depois que a agência subestimou significativamente a área plantada com milho no ano passado. O USDA também adiou um relatório trimestral sobre o comércio agrícola e excluiu conclusões que apontavam as tarifas como motivo para um aumento previsto no déficit comercial agrícola, o que, segundo analistas, levantou dúvidas sobre sua objetividade. A agência afirmou nesta sexta-feira que a integridade e a precisão dos dados são suas maiores prioridades. O USDA informou ter recebido dados incorretos sobre as vendas de carne bovina para exportação e os publicado em um relatório semanal em 2 de julho. Os dados mostravam que as vendas de 2026 atingiram um pico de 126.062 toneladas na semana encerrada em 25 de junho, um aumento de quase 500% em relação à semana anterior. OPERADORES DUVIDARAM DOS DADOS Operadores e analistas rapidamente colocaram em dúvida esse aumento incomum, pois incluía vendas para alguns países em volumes várias vezes superiores ao que esses países jamais haviam comprado dos Estados Unidos. Amy Harding, especialista em relatórios de vendas de exportação do USDA, disse à Reuters na semana passada que a agência havia confirmado os números com uma empresa exportadora. “O USDA deveria ter percebido isso? Provavelmente”, disse Austin Schroeder, analista de commodities da Brugler Marketing & Management. “Eles podem simplesmente ter deixado passar.” No primeiro semestre do ano passado, o Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, que supervisiona os relatórios de vendas de exportação, perdeu aproximadamente 21% de seus funcionários, de acordo com dados do governo. PREÇOS DA CARNE BOVINA EM NÍVEL RECORDE Os preços da carne bovina nos EUA bateram recordes este ano devido à escassez de gado e à forte demanda por hambúrgueres e bifes por parte dos consumidores domésticos. As exportações vêm caindo desde 2022 devido ao aumento dos preços e à redução da produção. Os EUA aumentaram as importações de carne bovina para compensar a baixa oferta interna. “Estamos, até certo ponto, fora do mercado mundial devido aos preços”, disse Schroeder. “Não faria muito sentido ter um volume de exportação tão grande.” Dados do USDA divulgados em 2 de julho incluíram vendas recordes de 38.434 toneladas para o Chile e 32.274 toneladas para a Itália, países que tradicionalmente não são grandes mercados para a carne bovina dos EUA. Na quinta-feira, o USDA revisou essas vendas para 367 toneladas para o Chile e 350 toneladas para a Itália. A agência também revisou para baixo as vendas para outros 14 países. Os exportadores são obrigados a informar as exportações e vendas ao Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA na semana em que elas ocorrem. Antes de corrigir os números, o USDA informou, em 2 de julho, que várias vendas haviam sido relatadas com atraso e que havia confirmado a precisão dos dados com um exportador. Na quinta-feira, o USDA informou que as exportações haviam sido “relatadas por engano”. Um porta-voz afirmou na sexta-feira que a agência estava comprometida em aprender com os erros. (Reportagem de Tom Polansek, em Chicago; Reportagem adicional de Karl Plume) Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Rússia suspende navegação no canal Don-Azov, afetando comércio de grãos, após ataques ucranianos a petroleiros

    Imagem: Notícias Agrícolas A Rússia suspendeu temporariamente o tráfego pelo canal Don-Azov, uma via navegável que liga o rio Don ao Mar de Azov, disseram duas fontes do setor de exportação de grãos nesta sexta-feira. A decisão ocorreu após um ataque ucraniano a 13 embarcações russas no Mar de Azov nesta sexta-feira, incluindo 10 navios-tanque, e pode afetar quase um quarto das exportações russas de trigo que passam pelo Mar de Azov, segundo estimativas de especialistas. (Reportagem da Reuters) Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Trigo sobe com riscos da guerra na Ucrânia e perspectiva otimista do USDA sobre estoques globais

    Imagem: Notícias Agrícolas Os futuros de trigo dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira para seus níveis mais altos desde o final de maio, à medida que os operadores reagiram aos sinais de escalada na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e às perspectivas de redução dos estoques globais de trigo, segundo analistas. Os preços do milho e da soja subiram após um relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter projetado estoques mundiais de grãos e oleaginosas menores do que o esperado. O contrato de trigo para setembro na bolsa de Chicago (CBOT) fechou com alta de 20,5 centavos, ou 3,3%, para US$6,4025 por bushel, após atingir US$ 6,4925, sua maior cotação desde 27 de maio. O milho de dezembro da CBOT subiu 9 centavos, para fechar a US$ 4,61 o bushel, e a soja de novembro subiu 9,25 centavos, para fechar a US$ 11,9075 o bushel. O trigo liderou a alta devido a preocupações com o abastecimento proveniente da Rússia, o maior exportador mundial desse grão alimentar. A Rússia suspendeu temporariamente os embarques pelo canal Don-Azov, uma via navegável que liga o rio Don ao Mar de Azov, segundo duas fontes do setor de exportação de grãos, após um ataque ucraniano a 13 embarcações russas no Mar de Azov nesta sexta-feira. A medida pode afetar quase um quarto das exportações russas de trigo que passam pelo Mar de Azov, estimaram especialistas. Enquanto isso, o USDA reduziu sua previsão para os estoques globais de trigo no final do ano comercial de 2026/27 para 272,84 milhões de toneladas, um valor inferior ao esperado pela maioria dos analistas e uma queda em relação às 279,04 milhões de toneladas do ano anterior. O USDA também projetou que os produtores de trigo dos EUA colheriam a menor safra de trigo em 56 anos. “Portanto, temos uma oferta mundial de trigo cada vez mais restrita devido a problemas de produção, mas agora grande parte do trigo mundial está enfrentando dificuldades para chegar ao mercado”, disse Jim McCormick, diretor de operações da AgMarket.net, com sede nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, o USDA manteve inalterada sua estimativa para a safra de trigo da União Europeia, enquanto analistas europeus, incluindo a empresa de dados de commodities Expana e a associação comercial de grãos Coceral, reduziram suas estimativas nesta semana após uma forte onda de calor. Os futuros de milho e soja na CBOT seguiram a tendência de alta do trigo, com a projeção do USDA de uma queda ano a ano nos estoques mundiais de milho e soja servindo de suporte. O USDA reduziu sua previsão para os estoques finais de milho dos EUA na safra 2026/27 mais do que a maioria dos analistas esperava. Para a soja dos EUA, a agência manteve inalterada sua previsão de estoques para a safra 2026/27, enquanto a maioria dos analistas esperava um aumento. A perspectiva da agência de uma redução nos estoques de grãos nos EUA e no mundo amplia a importância das condições climáticas para as safras nas próximas semanas, especialmente no cinturão de milho e soja do meio-oeste, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities, com sede em Iowa. “A margem de erro para o verão já não existe mais. É preciso que o clima seja razoavelmente bom para se obter bons rendimentos”, disse Roose. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Em Nota Oficial, associações de pecuária do Brasil se posicionam contra proibir o uso de antimicrobianos no país inteiro para atender UE

    Imagem: Notícias Agrícolas Os pecuaristas do Brasil são contra uma eventual incorporação de exigências da União Europeia à regulamentação brasileira relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal. Os pecuaristas do Brasil representados pelas instituições: ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO - ACRIMAT, FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MATO GROSSO – FAMATO, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL – ACRISSUL, ASSOCIAÇÃO DOS PECUARISTAS DE RONDÔNIA – APRON, UNIÃO NACIONAL DA PECUÁRIA – UNAPEC, SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA – SRB, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONFINADORES – ASSOCON, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO PARÁ – ACRIPARÁ, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE GADO - ABEG, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE ZEBU – ABCZ, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL – ACNB, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DE MATO GROSSO – ACNMT, ASSOCIAÇÃO GRUPO PECUÁRIA BRASIL – GPB e MESA BRASILEIRA DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL – MBPS apresentam a sua posição institucional acerca de eventual incorporação de exigência da União Europeia relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal, resultando em restrições de abrangência nacional que afetariam indistintamente toda a pecuária do país. As entidades defendem o uso responsável dos antimicrobianos, sempre fundamentado em critérios técnicos, científicos e nas normas das autoridades sanitárias brasileiras. O Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de controle sanitário do mundo, garantindo que esses produtos sejam utilizados de forma segura e em conformidade com os padrões internacionais. Ressalta-se ainda, que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são importantes ferramentas para a produção pecuária moderna. Quando utilizados de forma responsável, contribuem para a saúde e o bem-estar animal, melhoram a eficiência alimentar e o desempenho dos rebanhos. Restringir tecnologias reconhecidas internacionalmente sem respaldo científico poderá comprometer a competitividade do setor e, paradoxalmente, reduzir sua eficiência ambiental. Portanto, as entidades consideram ser inadmissível que exigências comerciais de um mercado específico sejam transformadas em obrigações para toda a pecuária brasileira. As condições estabelecidas por países importadores devem ser cumpridas por aqueles que optam por acessar esses mercados, sem impor custos, limitações e burocracia aos produtores que atendem o mercado interno ou outros destinos com regras distintas. As entidades alertam que a incorporação dessas exigências à legislação brasileira cria um precedente preocupante, permitindo que futuras condicionantes externas — inclusive de natureza ambiental ou produtiva — passem a influenciar a formulação das políticas públicas nacionais. Essa prática compromete a soberania regulatória do Brasil, a segurança jurídica e a competitividade de um dos principais setores da economia. Nesse contexto, as entidades defendem que qualquer medida dessa natureza seja amplamente debatida e construída com base em critérios técnicos, científicos e na realidade da pecuária brasileira, preservando a atuação dos pecuaristas, especialmente dos pequenos produtores. As entidades defendem que o Brasil continue ampliando sua presença nos mercados internacionais e atendendo às exigências dos países importadores sempre que houver interesse comercial. Contudo, essas exigências devem permanecer restritas às cadeias produtivas destinadas a esses mercados, preservando a autonomia do país para definir seu marco regulatório com base na ciência, na avaliação de riscos e nos interesses nacionais. As entidades reafirmam sua confiança nas autoridades brasileiras de defesa agropecuária e conclama o Governo Federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a defenderem a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira, assegurando que as decisões sobre a produção nacional continuem sendo tomadas no Brasil e fundamentadas em critérios técnicos e científicos, sem influência de pressões externas e narrativas. Assinam o documento : ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO - ACRIMAT FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MATO GROSSO – FAMATO ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL – ACRISSUL ASSOCIAÇÃO DOS PECUARISTAS DE RONDÔNIA – APRON UNIÃO NACIONAL DA PECUÁRIA – UNAPEC SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA – SRB ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONFINADORES – ASSOCON ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO PARÁ – ACRIPARÁ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE ZEBU – ABCZ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE GADO - ABEG ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL - ACNB ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DE MATO GROSSO - ACNMT ASSOCIAÇÃO GRUPO PECUÁRIA BRASIL – GPB MESA BRASILEIRA DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL - MBPS Fonte: Notícias Agrícolas/Acrimat

  • Donos do Consórcio Guaicurus são réus por dano ambiental de fazenda em MS

    Mapa indicando a localização da Fazenda Jequitibás, localizada próximo à rodovia MS-145. (Reprodução) Ministério Público pede que proprietários da Fazenda Jequitibás paguem indenização coletiva por degradarem vegetação no entorno do Rio Ivinhema Suspensos temporariamente da administração do Consórcio Guaicurus após a Prefeitura de Campo Grande decretar a intervenção no contrato do transporte coletivo da Capital, três administradores da empresa de ônibus também enfrentam processo por dano ambiental. O caso tramita desde 2011 na Justiça, quando o Ministério Público apresentou denúncia contra os proprietários da Fazenda Jequitibás, com extensão de 3,8 mil hectares, localizada em Nova Alvorada do Sul. Entre os réus, constam o representante legal do Consórcio Guaicurus, Paulo Constantino de Carvalho, assim como Maria Fernanda Constantino Oishi Pires e Thiago Constantino Di Colla. Os dois últimos constam como administradores de holdings da família Constantino criadas para controlar as empresas da família, incluindo o Consórcio Guaicurus. Além dos três, constam como réus no processo: Ana Paola Constantino Meneghin, Bruno Constantino Di Colla, Caio Cesar Constantino Oishi, Guilherme Constantino Bongiovanni, Isabela Constantino Meneghin, Lara Constantino Emidio, Leonardo Constantino Meneghin, Lucas Constantino Di Colla, Marcela Constantino de Souza Cezario, Maria Constantino Emidio, Maria Eduarda Constantino Oishi, Renata Constantino de Carvalho e Rodrigo Constantino Bongiovanni. A ação entrou na ‘reta final’ no início deste ano, com a apresentação das alegações finais tanto do MP quanto da defesa dos Constantino. Conforme extraído da denúncia apresentada pelo MP, os proprietários da Fazenda Jequitibás teriam destruído área de preservação de mais de 1,4 mil hectares, que precisariam ser recompostas. Além disso, o MP alega não haver na propriedade uma área destinada à reserva legal. Por fim, o MP pede a recuperação dos danos ambientais e o pagamento de indenização pelos danos causados até a total restauração do ecossistema. O valor deverá ainda ser considerado posteriormente por perícia. Prefeitura decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. (Léo de França, Jornal Midiamax) Por sua vez, a defesa da Fazenda Jequitibás, representada pelo escritório Vieira e Guerra — que também representa o Consórcio Guaicurus em dezenas de ações judiciais —, alegou já ter havido a recomposição integral da área, inexistindo qualquer dano ambiental ou remanescente. Então, a defesa da Fazenda Jequitibás pede que a juíza Camila de Melo Mattioli Pereira julgue improcedentes os pedidos do MP. Por outro lado, o promotor de Justiça Maurício Mecelis Cabral defendeu a denúncia, reforçando que a fazenda cometeu graves infrações de dano ambiental decorrentes das atividades pecuárias realizadas na propriedade. No documento, o representante do MP diz que houve degradação de 1,4 mil hectares de APP (Área de Preservação Permanente), destruição de vegetação ciliar às margens do Rio Ivinhema, além da constatação de uma reserva legal que só existe no papel, mas que imagens de satélite teriam comprovado não existir. Então, o promotor reforça o pedido à juíza de que se passaram quase 15 anos desde o início das investigações sem que a área atingisse sua plena recuperação e que, mesmo que haja a recomposição tardia da vegetação, isso não apaga o dano histórico ao meio ambiente, persistindo a necessidade dos proprietários da Fazenda Jequitibás arcarem com uma indenização coletiva. O caso está ‘concluso para sentença’ e aguarda uma decisão da magistrada. A reportagem entrou em contato com a defesa da Fazenda Jequitibás, mas não houve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto para posicionamento. Fonte: Midiamax

  • Fora de refrigeração: atravessadores de MS se arriscam por tirzepatida sem eficácia

    Tirzepatida apreendida. (Foto: Kleber Clajus, Procon-MS) Especialistas alertam que medicamento deve ser usado após avaliação e ter a aplicação supervisionada A tirzepatida virou um dos medicamentos do momento em todo o Brasil devido à aplicação para fins estéticos. Ela e a semaglutida são usadas para emagrecimento, e o seu alto custo tem feito pessoas buscarem opções baratas. Com isso, criminosos têm aproveitado para importar ilegalmente a tirzepatida do Paraguai e trazer ao Brasil, mas a falta de cuidado no transporte pode se tornar um risco à saúde. As apreensões de medicamentos emagrecedores em Mato Grosso do Sul aumentaram 55% em 2026, de acordo com o BPMRv/PMMS (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, da Polícia Militar de MS). Nem mesmo o veto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à importação inibiu os criminosos. Especialistas alertam que esse medicamento, sem o devido armazenamento, não tem eficácia e pode levar o paciente a ter problemas de saúde no futuro. Polícia Rodoviária já apreendeu medicamento até em pneu de carro O aumento das apreensões de tirzepatida na fronteira não chega a ser surpresa para o BPMRv. Para o comandante do batalhão, tenente-coronel Vinícius de Souza, o crime procura sempre caminhos mais lucrativos. “Os criminosos vão atuar onde dá dinheiro. E, hoje, o medicamento dá dinheiro. Então, o volume aumentou e, com isso, a nossa fiscalização consegue apreender mais”, avaliou. A decisão da Anvisa, que proibiu em janeiro de 2026 a venda desse medicamento importado, reforçou o combate à importação ilegal. Com isso, quem é pego com tirzepatida paraguaia pode ser preso por contrabando. “Como a Anvisa proibiu, o único autorizado no Brasil é o Mounjaro. Todos os outros emagrecedores da mesma composição química são proibidos. Então, como virou proibição, agora é contrabando. A minha equipe, quando apreende, e a autoridade policial, que é o delegado da Polícia Federal, autua em flagrante essa pessoa. Antes dessa regulamentação da Anvisa, era só descaminho”, explicou o tenente-coronel. Em 2025, o BPMRv apreendeu 1.213 caixas do medicamento. De janeiro de 2026 até agora, foram 1.888, o que representa uma alta de 55%. O comandante alerta que a tirzepatida era transportada sem refrigeração em todos os casos. “Todas as apreensões estão sem refrigeração. Isso já gera um risco enorme para a pessoa que vai usar. Já vimos solto no porta-malas, em bagagem, acondicionado em caixa ou oculto. Já pegamos dentro do pneu, dentro do compartimento do motor. De todas as formas, a gente já pegou as ampolas; tanto ampola como caneta aconteceram”, detalhou. Segundo Souza, após o flagrante, os agentes apresentam o suspeito — quando ele é preso — e o produto à Polícia Federal, a quem cabe fazer o descarte da tirzepatida. Paciente pode ter efeitos colaterais ao usar tirzepatida sem procedência Médico endocrinologista da Unimed Campo Grande, Nelson Passaia explica que, para usar o medicamento, a pessoa deve receber acompanhamento. O especialista explica que é necessário identificar se a aplicação é o tratamento ideal para aquela pessoa. “O primeiro de tudo é a gente saber se o paciente precisa mesmo da medicação; a grande indicação, claro, é a obesidade. Tem muitos pacientes que às vezes fazem o uso da medicação por um desejo estético de emagrecimento, o que é muito diferente do paciente com o que a gente considera a doença obesidade, o excesso de adiposidade, o excesso de tecido gorduroso, causando outras complicações a longo prazo para esse paciente. Então, o primeiro de tudo é ter indicação da medicação”, detalhou. Passaia alerta que, no caso da tirzepatida paraguaia, é difícil verificar a qualidade desse produto, principalmente por conta dos insumos usados na fabricação. “Para a gente tentar entender melhor, sempre faço um comparativo com uma receita de pão. Para a gente fazer o pão, usa farinha, ovo, leite. No caso da tirzepatida, qual é a procedência desses insumos? Será que essa farinha que foi usada para esse pão estava no prazo de validade? Será que era uma farinha que podia ter algum tipo de contaminação, porque tudo isso vai ser levado para dentro do corpo do paciente quando ele realizar as aplicações. Então os insumos, a procedência, a fiscalização desses insumos realmente são o que mais nos preocupa”, pontuou. O endocrinologista aponta que o medicamento sem procedência conhecida pode causar efeitos colaterais característicos da tirzepatida quando mal administrado, como náuseas e até pancreatite. Além disso, o uso do medicamento que veio sem refrigeração pode sair de controle, já que o produto perde eficácia se não for armazenado adequadamente. Dessa forma, quando o paciente não vê o efeito desejado e muda a medicação, ele pode ter efeitos colaterais. “A falta de refrigeração pode causar a perda da potência da medicação, então você vai usar uma medicação que às vezes não sabe se vai ter o efeito desejado. [Vai] aplicar 2,5 ou 5 miligramas da medicação e, às vezes, vai ter um efeito bem menor do que o esperado, e aí começa a aumentar aquela dose, achando que não está tendo um efeito adequado”, explica. “Quando troca de marca, vem a medicação correta com o efeito correto. Se estava com 10 miligramas de uma medicação que não estava fazendo efeito e aplica 10 miligramas de uma medicação que vai fazer efeito, você tem muito efeito colateral, porque a dose está muito alta para você. Aí você pode ter náusea, vômito, enjoo, dor abdominal, desidratação, às vezes até acabar levando a alguma internação”, conclui o médico. Fonte: Midiamax

  • IHP alerta sobre comportamento de onça à espera de alimento de visitantes no Pantanal

    Onça encontradas às margens do rio (Reprodução, IHP) Monitoramento identificou uma onça-pintada com comportamento de animal cevado no Rio Miranda O IHP (Instituto Homem Pantaneiro) divulgou, nesta sexta-feira (10), um vídeo de alerta, após mais uma onça-pintada apresentar comportamento de ceva às margens do Rio Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O biólogo Sergio Barreto informou que o comportamento foi identificado durante monitoramento na região. A onça foi atraída pelo som de um barco, um dos sinais de um animal cevado, que espera receber alimento fornecido por visitantes. A equipe foi até o local com equipamentos de captação de imagens. O trecho está localizado próximo a uma área de pesca e de coleta de iscas. Riscos A ceva é um crime ambiental e um tema delicado em Mato Grosso do Sul. Vale lembrar que, em 2025, a trágica morte do caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, atacado por um felino, foi associada à prática da ceva. “A oferta intencional de alimento para atrair animais silvestres altera comportamentos naturais, causa dependência, aproxima a fauna de pessoas e propriedades, aumenta o risco de acidentes e favorece conflitos que muitas vezes terminam com animais feridos ou mortos”, pontua o IHP. “Além de prejudicar a biodiversidade, essa prática coloca comunidades, trabalhadores rurais, turistas e os próprios animais em risco. A fauna silvestre não precisa ser alimentada, domesticada ou transformada em atração. A ceva é uma prática ilegal e incompatível com a conservação do Pantanal.” Fonte: Midiamax

  • Idosa morre e família denuncia aplicação de medicamento errado em hospital de Campo Grande

    3ªDP (Foto: Henrique Arakaki, Arquivo, Midiamax) A vítima deu entrada na unidade hospitalar no último domingo (5) Uma idosa, de 93 anos, morreu na última quarta-feira (8), após permanecer internada por cerca de três dias em um hospital particular de Campo Grande. A família denuncia a aplicação de uma medicação errada que, na verdade, era de outra paciente com o mesmo nome inicial da vítima. Isso porque, conforme o boletim de ocorrência, a idosa deu entrada na unidade hospitalar no domingo (5) com quadro de alteração de pressão e dor no peito. Naquele momento não havia vaga, mas ela realizou três exames de eletrocardiograma. Inicialmente informaram que a idosa havia sofrido um infarto, porém, durante o atendimento com uma médica cardiologista, a hipótese foi descartada. No entanto, por falta de vaga no apartamento, a vítima precisou permanecer na ala amarela. Já no dia seguinte, ou seja, na segunda-feira (6), no período da tarde, a família denuncia que a equipe médica não teria ministrado as medicações prescritas, que seriam quetiapina e alprazolam. Entretanto, após a insistência dos familiares, os medicamentos foram administrados por volta das 23h. Contudo, ainda na ala amarela, a idosa permaneceu internada até às 2h de terça-feira (7), quando foi para o apartamento. Já por volta das 10h, ela começou a apresentar uma piora em seu quadro clínico. Foi então que uma familiar verificou que a medicação que estava sendo ministrada na veia era uma bolsa de potássio, de nome de outra paciente. Depois disso, a idosa apresentou oscilação de batimentos cardíacos. Assim, a equipe de enfermagem teria retirado o equipamento do quarto para não deixar os familiares nervosos. Com isso, na quarta-feira, pelo período da manhã, uma médica teria chamado os familiares e informado que o estado da idosa era irreversível e que seria questão de horas para ocorrer o óbito. Sendo que, horas depois, ela acabou falecendo. Após o ocorrido, a família então procurou a Delegacia de Polícia Civil para denunciar o caso, que agora deverá ser investigado. Fonte: Midiamax

  • Idoso fica ferido após acidente na Avenida Guaicurus, em Campo Grande

    Vítima foi levada para Santa Casa. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) Trânsito ficou impedido em uma das faixas por quase quatro horas Um idoso de 80 anos ficou ferido após um acidente na tarde desta sexta-feira (10) na Avenida Guaicurus, no Jardim Radialista, região sul de Campo Grande. Ele conduzia uma bicicleta e bateu contra uma motocicleta. As causas do acidente, que foi registrado por volta das 16h, ainda são investigadas. O motociclista teve apenas ferimentos leves. Já o idoso teve traumatismo cranioencefálico leve e foi socorrido para o hospital Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. A colisão deixou o trânsito lento na região e interditou uma das faixas da avenida. A via foi liberada por volta das 20h. Fonte: Midiamax

  • Terceiro envolvido em morte de policial em Corumbá morre em confronto com PM

    Foto: Reprodução, Fala Povo, Jornal Midiamax Equipe do Bope, com apoio do 6º BPM e PF, foi até propriedade rural onde criminoso estava escondido Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, morreu na noite desta sexta-feira (10) após confronto com a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) em Corumbá, cidade da região oeste do Estado. Ele é apontado como terceiro envolvido na morte do soldado Marcelo Pimenta, em 30 de junho. Equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) receberam informações de que o suspeito estaria na fronteira do Brasil com a Bolívia. Com apoio do 6º BPM (Sexto Batalhão de Polícia Militar) e PF (Polícia Federal), os agentes chegaram a uma propriedade rural onde o criminoso estava escondido. Ao ser cercado, o suspeito recebeu orientações para se render. Porém, ele não acatou à ordem e atirou contra a PM com uma pistola Browning 9mm. Os policiais revidaram à injusta agressão. Ferido, ele foi levado para o pronto-socorro do hospital Santa Casa de Misericórdia de Corumbá, mas não resistiu e morreu. Guerra entre PCC e CV causou morte de policial Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que, antes da ação policial, os criminosos teriam ido até uma casa em um Fiat Argo, no município de Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”. Três homens efetuaram disparos, mas o alvo conseguiu escapar. O trio fugiu, e a polícia foi acionada para diligências. Já em Corumbá, quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil, e os criminosos fugiram novamente. Logo, os militares tomaram conhecimento de que os suspeitos estariam tentando atravessar a fronteira para a Bolívia. Foi feito contato com a polícia boliviana, que localizou dois homens. Ewerton assumiu a participação no assassinato do policial e passou a indicar os locais onde estaria escondida parte das armas. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que ele e o comparsa integravam o PCC (Primeiro Comando da Capital), sendo que Ewerton ficava com as funções de “disciplina” e “paiol”, enquanto Rubens exercia a função de “missionário”. Fuzis na casa de Ewerton Ainda conforme informações, Rubens e outro suspeito teriam adentrado a casa de Ewerton e escondido um saco nos fundos. Em seguida, atearam fogo em alguns materiais para apagar os vestígios e fugiram. Na casa de Ewerton, a polícia apreendeu dois fuzis, um revólver, duas pistolas, várias munições, dois rádios comunicadores, um fone de comunicação, distintivos policiais e uma quantidade de maconha. A polícia também foi até o local onde o Fiat Argo foi abandonado pelos suspeitos, ocasião em que encontrou máscaras, bandoleira, luvas, bonés e vestimentas de guerrilha. Confronto com suspeito Posteriormente, os policiais foram até a rodovia Ramon Gomes, onde Ewerton indicou que os armamentos haviam sido escondidos. Contudo, o criminoso teria se alterado, avançado contra um policial e tentado tomar a arma de fogo dele. Na ocasião, o militar conseguiu escapar da agressão, deu ordem de parada, mas Ewerton teria avançado novamente. Ele foi alvejado, socorrido para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu. A reportagem apurou que Ewerton já foi preso em 2021 e 2022 e acumulava passagens por roubo majorado e tentativa de roubo. Horas após a morte do policial militar, criminosos ostentaram um fuzil de calibre 5.56 nas redes sociais em tons de ameaça. Questionado, o comandante-geral da PMMS disse que são vídeos antigos que circulam nas redes e são replicados em momentos como esse. Fonte: Midiamax

  • Dona de plano de saúde alvo do Gaeco vai para prisão domiciliar para amamentar o filho

    Jéssyca foi presa na Operação Gutenberg. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Jéssyca é filha do coordenador de regulação, que também foi preso na Operação Gutenberg Após ter a prisão preventiva mantida em audiência de custódia na quinta-feira (9), a empresária Jéssyca Duarte Burgatt conseguiu permissão para ir para a prisão domiciliar. O pedido foi deferido no fim da tarde do mesmo dia. A informação é do advogado de Jéssyca, Perceu Jorge. “O que prevaleceu foi o direito do menor, para que pudesse seguir sendo amamentado”, afirmou o profissional. A empresária aguarda apenas a assinatura do juiz para que seja feita a transferência — que deve ocorrer ainda nesta sexta-feira, segundo o advogado. Percel já havia explicado que a defesa iria pedir apenas que a prisão fosse convertida em domiciliar, para ela poder amamentar. O advogado relatou que a criança era levada pelos policiais para ser amamentada de duas a três vezes ao dia enquanto Jéssyca estava detida na delegacia — isso antes da custódia. Ela é uma das presas na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso. O grupo se utilizava de servidor na regulação de saúde para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos. Operação Gutenberg O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. Conforme balanço apresentado pelo MP ao Jornal Midiamax, foram cumpridos 14 mandados de prisão — e outros dois continuam em aberto, que são de dois empresários já considerados foragidos da Justiça. Confira os presos: Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar; Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde; Joatan Gomes Peixoto – empresário; Matheus Oliveira Peixoto – empresário; Francisco Anízio dos Santos – empresário; Douglas Henrique de Melo – empresário; Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula – advogado; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil. Durante as buscas, três flagrantes de posse ilegal de arma de fogo foram feitos. No total, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão. Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax

  • Governo forma comissão para organizar novo concurso de professores estaduais

    Imagem ilustrativa. (Cid Nogueira, Divulgação, SED) Grupo de trabalho contará com representantes do governo e de sindicato da categoria para estruturar as provas O Governo de Mato Grosso do Sul avançou na criação de um novo concurso para professores da educação estadual. Foi formada a comissão que será responsável por organizar o próximo concurso público de provas de títulos para o cargo de professor, no âmbito da docência. A medida foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (10) e é assinada pelo secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho. O grupo de trabalho foi autorizado por decreto na mesma semana e terá a missão de definir as regras e auxiliar na elaboração do edital de abertura. Representantes definidos: Fonte: Midiamax

  • SES nomeia médico como chefe da regulação após prisão de coordenador por fraude

    Rodrigo de Quadros. (Reprodução, Facebook) Antigo gestor participou de esquema que desviou R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul A SES (Secretaria de Estado de Saúde) nomeou o médico Rodrigo Silva de Quadros como coordenador de Regulação e Assistência de Mato Grosso do Sul após a prisão do antigo chefe, Ed Carlo Britto Burgatt, na Operação Gutenberg, na terça-feira (7). Em publicação no DOE (Diário Oficial do Estado), a secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, designou Quadros para responder como coordenador da CRA (Coordenadoria de Regulação e Assistência) a contar a partir de terça — dia da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Rodrigo Silva de Quadros é médico formado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e especialista em Clínica Médica. Ele atuava na SES em cargo de Direção Superior Especial e Assessoramento. O antigo chefe do serviço, Ed Carlo, foi dispensado do cargo, conforme publicação no DOE de quarta-feira (8). No entanto, o investigado é servidor concursado no cargo de auditor de saúde e está afastado. Participação da regulação no esquema Ed Carlo é um dos 16 presos na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), contra esquema que desviou R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul. O servidor tinha papel fundamental no esquema, já que, segundo as investigações, o grupo usava a liberação de procedimentos, como exames e internações, como moeda de troca para gestores públicos comprarem materiais gráficos de empresas ligadas ao grupo. A filha de Ed Carlo, a empresária Jéssyka Duarte Bugartt, também foi presa. Ela é dona do plano de saúde Capital Saúde. Operação Gutenberg O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. Conforme balanço apresentado pelo MP ao Jornal Midiamax, foram cumpridos 14 mandados de prisão — e outros dois continuam em aberto, que são de dois empresários já considerados foragidos da Justiça. Confira os presos: Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar; Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde; Joatan Gomes Peixoto – empresário; Matheus Oliveira Peixoto – empresário; Francisco Anízio dos Santos – empresário; Douglas Henrique de Melo – empresário; Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula – advogado; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil. Durante as buscas, três flagrantes de posse ilegal de arma de fogo foram feitos. No total, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão. Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax

  • Beto Avelar pede cassação de Maicon Nogueira após discussão sobre operação

    Vereador Beto Avelar (à esquerda) alega quebra de decoro parlamentar do colega Maicon Nogueira. (Izaias Medeiros, CMCG; Divulgação, CMCG) Líder da prefeita na Câmara de Vereadores de Campo Grande protocolou uma representação na Comissão de Ética O vereador Maicon Nogueira (PP) virou alvo de pedido de cassação do mandato na Câmara de Campo Grande. A representação foi protocolada pelo vereador Beto Avelar (PP) após atritos em comentários no plenário e nas redes sociais sobre a Operação Buraco Sem Fim, que investiga o serviço de tapa-buraco da Capital. O líder da prefeita Adriane Lopes (PP) na Casa de Leis afirma que o vereador Maicon Nogueira teria compartilhado de forma distorcida um discurso feito em sessão, sugerindo que Beto Avelar seria alvo das investigações ou autor dos crimes mencionados na operação. A representação foi protocolada na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores pedindo a cassação ou a suspensão do mandato do vereador, ou, ainda, a censura escrita. O vereador Maicon Nogueira era líder do PP na Casa de Leis, mas deixou o cargo para ter mais independência no mandato e sair da base da prefeita. A função foi assumida posteriormente por Beto Avelar. Discussão Em 12 de maio, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Buraco Sem Fim, que mirava R$ 113 milhões em contratos fraudulentos de tapa-buraco de Campo Grande, firmados desde 2018. Servidores e ex-servidores da Prefeitura de Campo Grande foram alvos de mandados de prisão e/ou de busca e apreensão. Em 19 de maio, o vereador Maicon Nogueira fez críticas, na sessão ordinária, sobre os supostos esquemas de corrupção na Prefeitura de Campo Grande. O vereador Beto Avelar respondeu às acusações afirmando que “quem acusa deve citar nomes e assumir as consequências”, sob risco de correr em leviandade. No dia seguinte, em 20 de maio, Maicon Nogueira teria realizado uma publicação nos stories do Instagram em que aparece a imagem de Beto Avelar, acompanhada do print de uma matéria com o seguinte título “Como funcionava esquema suspeito de desviar milhões com ‘obras fantasmas’ no tapa-buracos de Campo Grande”. A publicação veio acompanhada da mensagem “Te aviso, cuidado porque tem gente aí de estopim curto”. Na representação, Beto Avelar afirma que, “de forma ardilosa”, Maicon Nogueira teria se apropriado da frase dita em plenário sobre “Acusa e assuma as consequências”, “invertendo seu sentido original para sugerir que este representante seria o alvo das investigações ou o autor dos ilícitos mencionados”, diz. O líder da prefeita classifica a atitude como “comportamento abjeto”, que fere o decoro parlamentar, ultrapassa a imunidade parlamentar e macula a imagem e a honra do vereador. Beto Avelar ainda cita o agravante do alcance das redes sociais, visto que Maicon Nogueira tem cerca de 25 mil seguidores. “Eu estou pedindo esclarecimento, que seja oficiado também o Ministério Público para que diga se eu estou envolvido em alguma situação, se eu fui acusado, se fui indiciado, enfim, é uma situação gravíssima. A gente constrói toda uma vida pautada na idoneidade e, de repente, cai por terra numa situação dessas. A gente tem que ter muita responsabilidade com a rede social”, afirmou o vereador. Beto Avelar é o presidente da Comissão de Ética na Câmara de Vereadores. O rito prevê que, nessas situações em que o autor da denúncia é o presidente da comissão, quem assumiria a relatoria do caso é o vice-presidente — neste caso, o vereador Silvio Pitu (PSDB). O que diz Maicon Nogueira? A reportagem acionou o vereador para pedir um pronunciamento sobre o tema e perguntar se já tinha conversado com o vereador Beto Avelar. Maicon Nogueira negou que tenha associado Avelar à Operação Buraco Sem Fim. Ele também informou que aguarda receber uma cópia da representação. Confira a resposta sobre o caso: “Eu fiz uma fala crítica repercutindo na Câmara os escândalos de corrupção envolvendo operação de tapa-buraco em Campo Grande, e eu exigi uma postura firme e clara da prefeita e da Prefeitura em relação aos esclarecimentos que a Casa precisava naquele momento. O vereador se sentiu ofendido porque ele é líder da prefeita e ele fala em nome dela, durante as sessões, e ele me rebateu falando que eu não poderia fazer falas sobre corrupção e sobre as prisões das pessoas porque não havia transitado em julgado aquela questão das sete pessoas presas. Eu contra-argumentei, o que eu encaro como natural a postura dele, até porque ele é líder dela e ele tem um compromisso com ela. Porém, na minha postagem que ele alega na representação, que eu o ofendi, o ligando ao contexto, eu postei um vídeo dele defendendo a posição da prefeita, que era não fazer julgamentos precipitados, e ele quis dar uma conotação nessa representação como se eu tivesse ligado ele aos fatos, e não é, nunca fiz isso. Qualquer um que assista, qualquer um que possa assistir na sessão do dia, não vai ver eu falando que o vereador Beto Avellar está ligado direto e indiretamente a qualquer tipo de denúncia ligado a Operação Tapa-Buraco, então é infundado o pedido do vereador, mas encaro como natural até porque ele é líder da prefeita e uma eventual cassação do meu mandato ajudaria o ex-vereador e ex-secretário de saúde dela, Sandro Benites, a assumir no meu lugar. Acredito que isso não vai prosperar dentro da Comissão de Ética, vou pedir uma posição do próprio jurídico da Câmara a respeito do pedido infundado do vereador, e tô bem tranquilo, isso me motiva mais ainda a fazer mais denúncias e fiscalizações ao entorno dessa gestão”, finaliza o vereador. Fonte: Midiamax

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