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Suspeito de integrar grupo que usava IA com crianças doentes para aplicar golpes é preso em Dourados

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Os golpistas utilizavam inteligência artificial. (Divulgação/PCRS)
Os golpistas utilizavam inteligência artificial. (Divulgação/PCRS)

A Operação Sophia foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (14)


Um homem, não identificado, suspeito de integrar a organização criminosa que utilizava imagens de crianças com câncer para divulgar campanhas falsas na internet, foi preso em Dourados, a 225 km de Campo Grande. A Operação Sophia foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (14).


A investigação teve início após a mãe de uma criança em tratamento contra o câncer comunicar à polícia que imagens e vídeos de sua filha estavam sendo utilizados em anúncios pagos nas redes sociais para arrecadar falsas doações. Com isso, deu-se início à investigação para identificar os responsáveis pela criação e manutenção da estrutura digital.


Durante as investigações, a polícia conseguiu mapear o caminho dos valores e chegar a diversos investigados com funções específicas no esquema. Em Mato Grosso do Sul, apenas um único alvo foi preso na cidade de Dourados.


Entretanto, são cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pernambuco.


Foi identificado, entre outros elementos, apenas em relação à falsa campanha que deu origem ao inquérito, ao menos R$ 294,5 mil diretamente rastreados entre a chave Pix e gateways de pagamento.


A apuração ainda revelou movimentações financeiras muito superiores em contas e empresas utilizadas pela organização, com destaque para uma empresa apontada como hub financeiro do grupo, que teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão no período investigado.


Como funcionavam as fraudes

De acordo com as autoridades, as fraudes consistiam na criação de falsas campanhas de arrecadação de valores com o uso indevido de imagens falsas, vídeos e histórias reais de pessoas em situação de vulnerabilidade.


As principais produções eram feitas com crianças em tratamento de doenças graves.


A investigação começou quando foi descoberto um vídeo que pedia doações para uma criança em tratamento contra o câncer. O “objetivo” da produção seria custear os procedimentos. A família da criança não autorizou a campanha e não recebeu os valores arrecadados.


(Divulgação/PCRS)
(Divulgação/PCRS)

As etapas dos golpes

Após a publicação dos vídeos, os conteúdos eram impulsionados nas redes sociais por meio de páginas como “Clube de Doadores”, “Doadores com Amor” e “Unidos pelo Amor”, o que aumentava o alcance das publicações e atingia milhares de pessoas.


Ao clicar nos anúncios, as pessoas eram redirecionadas para páginas falsas que imitavam plataformas legítimas de doação. Nos sites falsos, a vítima escolhia o valor da suposta ajuda e recebia um QR Code Pix ou código Pix para copiar e colar.


No entanto, o dinheiro era direcionado para contas bancárias, empresas de fachada e gateways de pagamento controlados ou utilizados pelo grupo criminoso.


Como forma de dificultar o rastreamento, o grupo usava intermediadoras de pagamento, empresas de fachada, contas de terceiros, domínios registrados em provedores estrangeiros, ferramentas de proxy, mecanismos de camuflagem de sites e contas de redes sociais previamente preparadas.


As investigações revelaram que o grupo contava com diversas estratégias sofisticadas e o uso de ferramentas de tecnologia avançada.


Além disso, as apurações localizaram indícios de pesquisas por novas vítimas em situação de vulnerabilidade, o que mostrou a continuidade e a profissionalização da atividade criminosa.



Fonte: Midiamax

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