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  • Servidores estaduais culpam Fiems por reajuste abaixo da inflação

    Categorias entoaram coro de ‘fora, Fiems’ durante protesto na Assembleia Legislativa Servidores estaduais que protestam contra reajuste de 3,81% nos salários na manhã desta terça-feira (31), na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), entoaram coro de “fora, Fiems” [veja o vídeo mais abaixo]. Diversas categorias, como professores, policiais, servidores do Detran-MS e profissionais da saúde estiveram na sessão da Alems. Os funcionários públicos culpam a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) por terem reajuste abaixo da inflação. O coordenador do Fórum dos Servidores, Ricardo Bueno, explicou que a isenção concedida a empresas ligadas à Fiems pressiona as contas públicas. “Estava em R$ 11 bilhões a isenção fiscal neste ano. É por causa das isenções. Sem a isenção, seriam R$ 11 bilhões a mais no caixa do Estado. [O governo] dá isenção para grupo de empresários e está faltando dinheiro no caixa.” A projeção do governo estadual é de que a renúncia fiscal, que inclui isenções, reduções de base de cálculo e créditos de ICMS, deve ter impacto de R$ 11,95 bilhões, de 2026 até 2028. No Diário Oficial desta terça-feira, foi publicado decreto que garante benefícios fiscais para 12 setores da economia até 31 de dezembro. A reportagem acionou a Fiems para emitir posicionamento sobre as falas dos servidores, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação. Servidores pressionam deputados para conseguir agenda com Riedel para discutir reajuste Várias categorias de servidores públicos estão, na manhã desta terça-feira (31), na sessão da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Estão presentes representantes de professores, policiais, Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), profissionais da saúde e outros, que compõem o Fórum dos Servidores. O objetivo dos funcionários públicos é pressionar deputados para conseguirem nova reunião com o governador Eduardo Riedel (PP), a fim de discutir o reajuste salarial. Na segunda-feira (30), o Diário Oficial trouxe a sanção de projeto da revisão geral anual que concede 3,81% aos salários de todos os servidores públicos de MS. Os servidores pedem, ao menos, a reposição da inflação para o período. Fonte: Midiamax

  • Morenão ficou parado por falta de orçamento, diz reitora da UFMS

    Reitora da UFMS, Camila Ítavo (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Estádio está desde 2022 fechado por problemas de estrutura que o impedem de receber partidas esportivas Com a estrutura desgastada, mato se acumulando no campo e anos de história guardada, o Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, chegou a esse ponto por falta de orçamento, segundo a reitora da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Camila Ítavo. “De 1971 pra cá, a universidade cresceu demais, e o desafio orçamentário fez com que o estádio ficasse de fora, pois não estava no escopo da missão da instituição manter um estádio profissional de futebol”, afirmou, durante assinatura de concessão do Morenão ao Governo do Estado, nesta terça-feira (31). Em 2026, o Morenão completou 55 anos; porém, em condições de abandono. Agora, o estádio passará por intervenções estruturais, incluindo a recuperação do gramado, da pista de atletismo e dos vestiários —, com o objetivo de viabilizar a reabertura ainda em 2026. Segundo o secretário da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda, haverá um investimento de R$ 16,7 milhões até dezembro para a reforma do estádio. “O estádio tem que retornar a ser local para a comunidade, com conceito de área, e que possa se articular também com os equipamentos da UFMS — como Museu da Ciência, Autocine — para voltar a ser área importante para o campo-grandense”, disse. Entretanto, a reitora da UFMS destacou que o Morenão não estava abandonado e que apenas o campo não era usado. As demais estruturas estavam em funcionamento com setores da universidade, como livraria, Museu da Ciência, Planetário, Autocine etc. “Morenão é um símbolo afetivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Ele não é só uma estrutura, ele representa algo muito mais do que isso. É um espaço onde gerações viveram emoções, onde temos encontros e memórias. Então, é uma grande alegria a gente pensar nesse momento significativo, que tem valor histórico, cultural e esportivo para todo o Estado”, comentou. Reforma de R$ 16,7 milhões O Governo de Mato Grosso do Sul vai assumir o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, que está fechado e sem receber partidas oficiais há quase quatro anos, por conta da estrutura precária. O anúncio foi feito nesta terça-feira (31). O Morenão era administrado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas, agora, será concedido ao governo, por 35 anos. Várias intervenções estão previstas já para 2026, e o plano do Governo de MS é entregar o estádio para a iniciativa privada até 2028. Confira o que será feito em 2026: Segurança estrutural e acessibilidade TRANSFORMAÇÃO FÍSICA – ACESSOS E ROTAS DE FUGA: adequação de rampa, escada, circulações, execução de patamares, espaços acessíveis e áreas de escape. FECHAMENTO DE FOSSOS: fechamento com telas onduladas e criação de áreas de escape em concreto armado e alvenaria. INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA: quilômetros de guardas-corpos e corrimãos duplos e tubos industriais fixados para garantir segurança, além de barras antiesmagamento, contenções e portões adaptados. Instalações críticas e prevenção REDE ELÉTRICA (BAIXA E MÉDIA TENSÃO): refação completa e modernização da infraestrutura. Elimina riscos crônicos de sobrecarga e adequa a matriz energética às novas demandas, com laudo de conformidade elétrica exigido pelo Corpo de Bombeiros. COMBATE A INCÊNDIO (PSCIP): novos hidrantes, tubulações, reservatórios de água, iluminação e sinalização universal, cumprindo com as exigências do PSCIP (Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico). Fonte: Midiamax

  • Empresa investigada pelo Gaeco recebeu R$ 15 milhões em Coronel Sapucaia

    Projeto do novo hospital municipal de Coronel Sapucaia, que ainda continua no papel. (Foto: Divulgação, SES-MS) Foco da investigação é obra milionária do novo hospital municipal, que não foi concluída Quase dois anos depois da primeira fase da Pretense, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) voltou nesta terça-feira (31) a Coronel Sapucaia com a Operação Mão Dupla. De novo, grupo empresarial é alvo dos promotores. A A. D. M. Construtora (CNPJ 22.316.305/0001-40) foi contratada em 2024 para construir o novo hospital da cidade, que iria substituir o atual Hospital Municipal Aparício Vidal Garcia. O Governo do Estado repassou R$ 9,1 milhões para a obra. Ao todo, a empresa faturou mais de R$ 15 milhões em contratos desde 2020. O contrato referente ao hospital foi assinado em junho de 2022 e venceu em junho de 2025 sem que a construção tenha sido concluída. Atualmente, a A. D. M. tem apenas um contrato vigente com a prefeitura. Trata-se da reforma da Escola Municipal Fernando de Souza Romanini, por R$ 1,3 milhão. Há um ano, o município autorizou a renovação do termo por mais 12 meses, até junho de 2026, e a atualização do valor para R$ 2 milhões. Gaeco volta à Prefeitura de Coronel Sapucaia contra grupo que fraudou licitações Em 31 de março de 2026, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Mão Dupla, segunda fase da Operação Pretense, contra família dona de empresa que teria fraudado licitações e contratos. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de medidas cautelares diversas (proibição de acesso à Prefeitura de Coronel Sapucaia, proibição de contato com outros investigados e monitoração eletrônica), dois mandados de busca pessoal e dois mandados de suspensão do exercício de função pública nas cidades de Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó. Até 2024, o prefeito era Rudi Paetzold (MDB). No ano seguinte, Niágara Kraievski (PP) foi empossada no cargo. Durante a Pretense, em dezembro de 2024, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na prefeitura e em empresas pertencentes a grupo familiar de Coronel Sapucaia. Na época, o Gaeco revelou que uma das empresas nem sequer tinha sede, patrimônio ou funcionários, e foi contratada para obra do hospital municipal. Agora, a investigação aponta a prática de crimes de fraude a licitações e contratos, peculato, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários com atuação em Coronel Sapucaia. O nome dado à operação faz referência ao bordão utilizado por agente político, frequentemente utilizado nas tratativas para as contratações públicas ilegais: “Você me ajuda que eu te ajudo”. Fonte: Midiamax

  • Com mais de 3 mil casos suspeitos de chikungunya, 14 cidades de MS enfrentam epidemia da doença

    Mutirão de atendimento em Dourados durante epidemia de chikungunya. (Foto: Divulgação, Edjalma Borges/Ministério da Saúde) O Estado acumula sete mortes pela doença, com incidência 11 vezes maior que a média nacional Subiu para 14 o número de cidades com epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul, segundo os dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde. O Estado acumula 3.588 casos prováveis da doença e sete mortes, com incidência de 122,7 casos a cada 100 mil habitantes, 11 vezes mais que a média nacional. Com relação à semana anterior, apenas Douradina saiu da faixa de epidemia de chikungunya. A cidade tem 16 casos prováveis, e a incidência diminuiu de 304,8 para 277,4. Tecnicamente, uma epidemia é considerada em um território quando a incidência é maior que 300 casos por 100 mil habitantes. Por outro lado, Paraíso das Águas, Amambai, Figueirão e Jateí entraram na lista de cidades com epidemia da doença nesta semana, conforme as informações atualizadas nesta segunda-feira (31), com dados até a última sexta-feira (27). Confira a relação completa: Fátima do Sul – incidência de 2.288 (492 casos prováveis – 485 suspeitos e 7 confirmados) Jardim – incidência de 1.118,2 (274 casos prováveis – 231 suspeitos e 43 confirmados) Sete Quedas – incidência de 1.068,7 (121 casos prováveis – 99 suspeitos e 21 confirmados) Vicentina – incidência de 584,2 (38 casos prováveis – 27 suspeitos e 11 confirmados) Selvíria – incidência de 573,7 (50 casos prováveis – 1 suspeito e 49 confirmados) Paraíso das Águas – incidência de 496,4 (29 casos prováveis – 15 suspeitos e 14 confirmados) Guia Lopes da Laguna – incidência de 435 (44 casos prováveis – 27 suspeitos e 17 confirmados) Bonito – incidência de 423,4 (106 casos prováveis – 57 suspeitos e 49 confirmados) Corumbá – incidência de 396 (391 casos prováveis – 364 suspeitos e 27 confirmados) Antônio João – incidência de 391,1 (38 casos prováveis – 36 suspeitos e 2 confirmados) Água Clara – incidência de 368,7 (66 casos prováveis – 64 suspeitos e 2 confirmados) Amambai – incidência de 364,1 (152 casos prováveis – 131 suspeitos e 21 confirmados) Figueirão – incidência de 346,6 (13 casos prováveis – 1 suspeito e 12 confirmados) Jateí – incidência de 305,9 (11 casos prováveis – 7 suspeitos e 4 confirmados) Alta maior que 35% em Bonito A situação da epidemia piorou em seis cidades do Estado, com relação ao número de casos em proporção à população: Bonito (+35,3%), Guia Lopes da Laguna (+23,5%), Água Clara (+18,7%), Antônio João (+4%), Selvíria (+1,5%) e Sete Quedas (+0,4%). Além disso, entre as cidades com epidemia, a incidência da doença diminuiu em Jardim (-0,7%), Fátima do Sul (-2,8%) Corumbá (-4,5%) e Vicentina (14%). Outros municípios — como Dourados, Costa Rica, Douradina e Itaporã — estão muito próximos da faixa de epidemia, com incidência superior a 250 casos a cada 100 mil habitantes. Casos prováveis e suspeitos Em cenário de surto de doenças, pacientes com sintomas típicos de chikungunya são clinicamente classificados como casos suspeitos da doença. No entanto, os exames são realizados apenas no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. Assim, é necessário aguardar a análise laboratorial para confirmar os casos. Conforme o painel do Ministério da Saúde e os boletins epidemiológicos da SES (Secretaria Estadual de Saúde), os casos prováveis (soma das suspeitas e confirmações) são levados em consideração para o cálculo da incidência da doença. Cidades com poucos habitantes e quase nenhum exame concluído podem ter um salto na incidência, mesmo com baixo número de casos suspeitos. É o caso de Jateí, um dos municípios menos populosos de Mato Grosso do Sul, com 3.586 moradores. A cidade tem só 11 casos prováveis, e apenas quatro deles foram confirmados. Os outros sete ainda estão aguardando o resultado dos exames do Lacen. No entanto, o cálculo da proporção de casos prováveis para a quantidade de habitantes resulta em uma incidência de 305,9. O Jornal Midiamax pediu informações ao Lacen sobre a realização de exames, o prazo de liberação de resultados e o fluxo entre coleta, envio e processamento das amostras. Não houve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. E Dourados? Apesar de ter registrado o maior número de mortes (5) e até receber apoio da Força Nacional do SUS, a segunda cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul tem taxa de incidência de 282,2. O número subiu 24,2% com relação à semana anterior, mas ainda não configura como epidemia de chikungunya. No entanto, a reserva indígena da cidade tem 15.023 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e registrou 1.304 casos prováveis. Ou seja, a taxa de incidência nas aldeias é superior a 8,6 mil, e a epidemia está concentrada entre os indígenas da reserva. Mortes por chikungunya O ano passado era o mais letal para chikungunya no Estado. A primeira morte foi registrada em 4 de fevereiro de 2025, em Dois Irmãos do Buriti. As próximas mortes foram registradas ao longo de abril, quando o número total subiu para sete. Mais cinco pessoas morreram em maio de 2025, outras seis e junho e, a última, em julho. Neste ano, faltando um dia para o fim de março, o Estado já acumula sete mortes. O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima é uma mulher com mais de 80 anos, que morava em Jardim. Além disso, em Bonito, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta. Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, também com diabetes e pressão alta. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24. Fonte: Midiamax

  • Paraná Pesquisas: Lula tem 47% de rejeição; Flávio Bolsonaro, 44,1%

    PR e Agência Senado O levantamento mostra que 30,4% ‘votariam com certeza’ no presidente, enquanto 30,1% votariam no senador Uma pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas nesta terça-feira (31) aponta que 47% dos brasileiros que conhecem o presidente Lula (PT) afirmam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Entre os que conhecem o senador Flávio Bolsonaro, a rejeição é de 44,1%. No caso de Lula, o nível de conhecimento é amplo: 83,3% dizem conhecê-lo bem, enquanto 15,6% afirmam conhecê-lo apenas de “ouvir falar”. Apenas 1,1% dizem não conhecê-lo. Entre os que o conhecem, 30,4% afirmam que votariam com certeza no presidente, e 21,4% dizem que poderiam votar. Já Flávio Bolsonaro apresenta menor grau de conhecimento entre os entrevistados: 36,8% dizem conhecê-lo bem, 54,5% apenas de “ouvir falar’ e 8,7% não o conhecem. Entre aqueles que o conhecem, 30,1% afirmam que votariam com certeza no senador, enquanto 24,6% dizem que poderiam votar. Impacto do Bolsa Família na percepção O cruzamento de dados da pesquisa ainda revela a influência do benefício social na percepção pública dos políticos. Entre as famílias beneficiárias do Bolsa Família, a rejeição a Flávio Bolsonaro atinge 55,4%, enquanto entre os que não recebem o auxílio, o índice cai para 41,5%. O cenário se inverte para o petista. A parcela de eleitores que não votaria no atual presidente é de apenas 27,6% entre os beneficiários do programa social, saltando expressivamente para 51,7% entre os não beneficiários. Metodologia A pesquisa foi realizada com 2.080 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal. A amostra é representativa da população brasileira e garante um nível de confiança de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais. De acordo com a Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, o levantamento está registrado sob o número BR-00873/2026 para o cargo de presidente da República. Fonte: Jovem Pan

  • Bolsonaro deve receber alta nesta sexta, diz boletim médico

    Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil O ex-presidente foi levado ao hospital no último dia 13 com um quadro de broncopneumonia O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá receber alta hospitalar na sexta-feira (27), segundo informou o hospital DF Star por meio de boletim médico divulgado nesta quinta-feira (26). Ele deve seguir diretamente para a prisão domiciliar após a saída do hospital. O capitão da reserva continua internado, porém não apresenta mais sinais de infecção aguda. Bolsonaro foi levado ao hospital no último dia 13 com um quadro de broncopneumonia. Ele será observado pelas próximas 24 horas antes da alta. Na última segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)), autorizou a transferência de Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar, por tempo limitado de 90 dias. A decisão foi antecipada pela Jovem Pan, mostrando que aliados consideravam a medida “sacramentada” após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). “O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias, com ambiente controlado”, diz o documento. Decisão ‘exótica’ O senador Flávio Bolsonaro classificou a decisão de Moraes, de mandar seu pai para a prisão domiciliar provisória como “exótica”. Em entrevista à ‘Globo News’, o filho do capitão afirmou que foi pelo menos um “primeiro passo para começar a pensar em fazer justiça” para pessoas condenadas pelos atos de 8 de Janeiro, além de Bolsonaro. O senador também disse que seria contraditório se ele voltasse à prisão na Papudinha após os 90 dias que foi autorizado a ficar em casa. Após o fim desse período, será reavaliada a necessidade de ficar em casa. Ele também disse que a maior preocupação com o ex-presidente era que ele passasse grandes períodos de tempo sozinho, pelos efeitos dos remédios que o capitão da reserva toma. Flavio também afirmou que quem será responsável pelos cuidados do ex-presidente será a sua esposa, Michelle Bolsonaro. O senador também disse que a transferência deve ajudar a melhorar a condição mental do pai. Entenda a trânsferência Moraes determinou que a duração da domiciliar de Bolsonaro será de 90 dias. Além disso, o magistrado especificou restrições e obrigações para o cumprimento. São elas: Visitas familiares: Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan podem visitar às quartas-feiras e sábados, em horários pré-determinados (8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h). Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia possuem livre acesso por já residirem no local; Revista dos visitantes: Todos os veículos que saírem da residência de Bolsonaro devem ser revistados e documentados, além da vistoria de todos os visitantes; Monitoramento: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, com a área de inclusão restrita ao endereço residencial; Área externa: Deve ser monitorada presencialmente toda a área externa. Como a residência faz divisa direta com as casas dos vizinhos nas laterais e nos fundos, existem “pontos cegos”, o que implicará na vigilância policial perto desses locais para impedir qualquer quebra de segurança; Visitas de advogados: Permitidas todos os dias (incluindo finais de semana e feriados), das 8h20 às 18h, pelo tempo de 30 minutos. É necessário o agendamento prévio junto na segurança do local. De acordo com a decisão, a defesa deve cadastrar os nomes dos advogados em até 24 horas; Acompanhamento médico: Estão autorizadas visitas de profissionais médicos específicos previamente listados e a manutenção das sessões de fisioterapia (segundas, quintas e sábados). A decisão exige que a defesa forneça relatórios médicos semanais e indique os profissionais responsáveis pelo acompanhamento 24 horas no prazo de 48 horas; Proibição de outras visitas: As demais visitas estão suspensas para que Bolsonaro não seja afetado por agentes externos de saúde, segundo a decisão. As visitas para os outros moradores estão sujeitas a autorização judicial; Internação de urgência: Autorizada sem necessidade de prévia decisão judicial, mas o juízo deve ser comunicado em até 24 horas; Proibição de comunicação: Moraes proibiu o uso de celular, telefone, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação, seja diretamente ou por terceiros. Também está proibida a gravação de áudios ou vídeos. Proibição de acampamentos A decisão de Moraes determinou a proibição de montar acampamentos, organizar manifestações ou fazer qualquer tipo de aglomeração de pessoas em um raio de 1 quilômetro da casa de Bolsonaro. De acordo com o documento, o objetivo dessa barreira é evitar qualquer situação que possa ameaçar ou comprometer as regras da prisão domiciliar. “Proibição de acesso e permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1km (um quilômetro) do endereço residencial de JAIR MESSIAS BOLSONARO, notadamente para a participação de quaisquer atos que possam comprometer a higidez da prisão domiciliar humanitária do custodiado”, afirma Moraes. O ministro também determinou que os policiais façam um monitoramento nas áreas externas da casa de Bolsonaro. Como a residência faz divisa direta com as casas dos vizinhos nas laterais e nos fundos, existem “pontos cegos”, o que implicará na vigilância policial perto desses locais para impedir qualquer quebra de segurança. De acordo com a decisão, todas essas ações serão fiscalizadas pelo Comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. Em caso de descumprimento de qualquer regra, Bolsonaro retornará ao “regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário“. Fonte: Jovem Pan

  • Vai viajar? BR-163 tem 67 pontos de interdição nesta quinta-feira em MS

    Obras na BR-163. (Foto: Rachid Waqued) São 30 trechos com desvio e 37 em sistema "pare e siga" Em Mato Grosso do Sul, a Motiva Pantanal, concessionária responsável pelos serviços na BR-163, faz interdição completa para obras em 30 trechos da via, com pontos de desvio, nesta quinta-feira (26). Além disso, 37 pontos operam em sistema “pare e siga” — isto é, quando uma das faixas é interditada enquanto o fluxo de veículos segue pela outra, alternadamente. Entre os serviços realizados, estão manutenção do pavimento, tapa-buraco, pintura de faixas e limpeza em drenagens. Dessa forma, a Motiva orienta que motoristas respeitem a sinalização e se atentem aos pontos em interdição, reduzindo a velocidade. Conforme a concessionária, em caso de chuva, as interdições serão suspensas. Além disso, o cronograma de obras pode ser ajustado ao longo do dia, conforme condições do clima e operacionais. Pontos de desvio Sonora – entre os kms 843 e 841; entre os kms 830 e 822; Sonora / Pedro Gomes / Coxim – entre os kms 800 e 770; Pedro Gomes / Coxim / Rio Verde de MT – entre os kms 770 e 730; Coxim / Rio Verde de MT – entre os kms 730 e 726; entre os kms 730 e 700; São Gabriel do Oeste – entre os kms 698 e 693; entre os kms 682 e 680; entre os kms 676 e 679; entre os kms 675 e 673; São Gabriel do Oeste / Camapuã / Bandeirantes – entre os kms 654 e 619; entre os kms 620 e 590; entre os kms 607 e 577; Bandeirantes – entre os kms 567 e 562; entre os kms 580 e 550; Bandeirantes / Rochedo / Jaraguari – entre os kms 550 e 520; Jaraguari – entre os kms 522 e 516; Jaraguari / Campo Grande – entre os kms 520 e 490; Campo Grande – entre os kms 490 e 460; entre os kms 460 e 430; Sidrolândia / Nova Alvorada do Sul – entre os kms 415 e 408; entre os kms 388 e 378; entre os kms 367 e 365; Rio Brilhante – entre os kms 315 e 311; Dourados – entre os kms 267 e 263; Caarapó – entre os kms 237 e 227; entre os kms 226 e 225; entre os kms 203 e 194; Itaquiraí – entre os kms 112 e 110; Mundo Novo – entre os kms 7 e 2; Pontos de ‘pare e siga‘ Sonora – entre os kms 843 e 841; entre os kms 830 e 822; Sonora / Pedro Gomes / Coxim – entre os kms 800 e 770; Pedro Gomes / Coxim – entre os kms 770 e 772; Coxim – entre os kms 758 e 756; Coxim / Rio Verde de MT – entre os kms 730 e 700; Rio Verde de MT – entre os kms 675 e 673; entre os kms 657 e 655; Rio Verde de MT / São Gabriel do Oeste – entre os kms 650 e 620; São Gabriel do Oeste / Camapuã / Bandeirantes – entre os kms 620 e 580; Bandeirantes – entre os kms 580 e 550; Bandeirantes / Rochedo / Jaraguari – entre os kms 550 e 520; Jaraguari – entre os kms 522 e 516; Jaraguari / Campo Grande – entre os kms 520 e 490; Campo Grande – entre os kms 490 e 460; entre os kms 460 e 430; Sidrolândia / Nova Alvorada do Sul – entre os kms 415 e 408; Nova Alvorada do Sul – entre os kms 388 e 378; entre os kms 363 e 359; Rio Brilhante – entre os kms 332 e 326; Douradina – entre os kms 307 e 300; Dourados – entre os kms 250 e 246; Caarapó – entre os kms 227 e 220; entre os kms 219 e 213; entre os kms 210 e 204; Caarapó / Juti – entre os kms 188 e 178; Juti – entre os kms 173 e 171; entre os kms 156 e 153; Naviraí – entre os kms 137 e 130; Itaquiraí – entre os kms 117 e 115; entre os kms 104 e 97; entre os kms 83 e 76; entre os kms 73 e 71; Eldorado – entre os kms 36 e 33; entre os kms 32 e11; Mundo Novo – entre os kms 24 e 22; entre os kms 13 e11; Fonte: Midiamax

  • Servidores do Detran-MS citam escândalos de corrupção e entram em estado de greve

    Sede do Detran-MS, em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Funcionários também demonstraram preocupação com o avanço da terceirização, que comprometeria a segurança dos serviços à população Servidores do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) aprovaram, em assembleia geral extraordinária, estado de greve, por unanimidade. Ou seja, a partir de agora, os funcionários concursados do órgão de trânsito podem paralisar a qualquer momento. Conforme a categoria, o Detran-MS vem passando por um processo de precarização dos serviços. Os servidores citam os recorrentes escândalos de corrupção envolvendo o órgão, como as operações Recurso Privilegiado (2021), Resfriamento (2022), Gravame (2023), Míriade (2023) e a mais recente, a Quarto Eixo (2024), que resultou na prisão da servidora comissionada Yasmin Osório Cabral e do despachante David Cloky Hoffamann Chita, que é réu por fraudes no contexto de outras operações. Outro ponto de insatisfação da categoria é uma proposta recente feita pela SAD (Secretaria de Administração), que pode limitar o poder de fiscalização do Detran-MS. A categoria também aprovou a intensificação dos atos de protesto e das denúncias relacionadas às “más condições de trabalho, à precarização dos serviços públicos e ao avanço da terceirização”. Outro ponto destacado foi a preocupação com o processo de digitalização dos serviços, que estaria sendo conduzido sem a devida segurança, evidenciado por recorrentes denúncias de fraudes envolvendo sistemas e o uso indevido do nome do Detran-MS. “Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica Bruno Alves, presidente do Sindetran MS e da Fetran (Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal). O Detran-MS emitiu nota sobre o estado de greve dos servidores, confira na íntegra: “O Detran-MS informa que mantém diálogo constante com os servidores, reconhece a legitimidade das reivindicações apresentadas, todavia reforça que houve significativos avanços no funcionalismo público estadual. As negociações de melhoria salarial e das condições de trabalho são uma política pública sempre presente, com transparência e respeito à coisa pública e aos servidores. Todas as unidades do Detran em Mato Grosso do Sul seguem operando dentro da normalidade“. Ataque hacker no Detran-MS No ano passado, hackers invadiram o sistema do Detran-MS e clonaram perfis de servidores para cometer fraudes. Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, ao menos 50 alterações em perfis de servidores foram realizadas por invasores. Assim, os criminosos teriam conseguido furar o bloqueio de segurança cibernética do órgão para realizar diversas alterações no sistema. Mensagem interna enviada pelo órgão a servidores, à qual o Jornal Midiamax teve acesso, revela que até mesmo a atendente virtual com suporte de IA do Detran-MS, a Glória, teve o número (0500) clonado. A prática é chamada de ‘spoofing’, em que o criminoso disfarça o número da ligação para parecer legítimo. Conforme o comunicado emitido pelo departamento de tecnologia da informação, o golpista se passa por um técnico do órgão de trânsito e diz ao servidor que irá atualizar a impressora, por exemplo. Então, pede que o funcionário instale programas de acesso remoto. Dessa forma, mais de 50 perfis teriam sido clonados e utilizados para fazer alterações no sistema. Fontes internas revelaram ao Jornal Midiamax que o primeiro setor afetado seria o de habilitação, onde houve liberação de CNH suspensa, por exemplo; depois, o Renainf, setor de infrações de trânsito, assim como o Jari, responsável por analisar os recursos de multas. Também há suspeita de que possa ter havido o roubo de dados sensíveis de condutores de todo o Estado. Apesar de ser uma hipótese dos servidores que trabalham em setores estratégicos, o fato é que uma invasão desse porte colocou essas informações em risco. O Detran-MS passa por processo de informatização. Atualmente, a Inovvati Tecnologia Ltda. (CNPJ 00.073.357/0001-08) — antiga PSG — detém o controle da infraestrutura tecnológica do órgão, num contrato de R$ 44,6 milhões. Aliás, a empresa foi multada pela CGE (Controladoria-Geral do Estado) em R$ 2.557.991,83, por fraudar licitação. Processo administrativo apontou que houve pagamento de propina pelos responsáveis da empresa a servidores públicos. Em nota, a comunicação do Detran-MS negou invasão ou qualquer alteração de informações, bem como vazamento de dados, classificando o episódio como parte de ‘incidentes de segurança’. O órgão informou ainda que a Polícia Civil e Corregedoria estão apurando o caso. Confira a nota: “O Detran-MS informa que na última terça-feira (18/11/2025), uma série de incidentes de segurança foram identificados pelos nossos técnicos de segurança digital. Tentativas de acessos externos e infecção por vírus nos computadores, ativaram o protocolo de segurança cibernética do órgão. De imediato, as medidas de segurança foram acionadas, sistemas protegidos e acessos bloqueados. Ressaltamos que NÃO houve alterações, vazamentos ou comprometimentos de dados, muito menos de segurança dos sistemas. A Polícia Civil de MS e a Corregedoria do órgão estão cientes dos fatos e acompanhando as investigações técnicas para identificar os criminosos. O Detran-MS reitera que os sistemas permanecem seguros e sendo monitorados 24h por dia, mantendo o compromisso com a modernização e desburocratização dos processos, sempre com foco na segurança de dados, eficiência nos serviços e transparência nas informações.” Fonte: Midiamax

  • Medida justa, avalia Vander sobre corte de penduricalhos

    Medida justa, avalia Vander sobre corte de penduricalhos O deputado federal Vander Loubet (PT) avaliou como uma medida ‘justa e correta’ a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em cortar penduricalhos que inflam os supersalários no Ministério Público e atinge R$ 89,6 milhões pagos no ano passado aos promotores e procuradores do órgão em Mato Grosso do Sul. Na avaliação do parlamentar, os magistrados são servidores públicos e ele defende a constante valorização do servidor, mas sem abusos ou exageros. “E essa questão dos penduricalhos se tornou um problema, saindo do que é razoável e se tornando alvo de fortes protestos e queixas por parte da sociedade”, disse. Fonte: Midiamax

  • Ebserh passa a se chamar HU Brasil para melhor comunicação com a população

    Cerimônia em que nova marca HU Brasil é anunciada (Foto: Reprodução) Rede federal de hospitais universitários tem duas unidades em MS e aposta em identidade mais simples para reforçar atuação no SUS, ensino e pesquisa A Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) passou a se chamar HU Brasil, em uma mudança anunciada nesta terça-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em São Carlos (SP). A alteração atende a uma demanda do governo federal, que avaliava que a antiga sigla não comunicava de forma clara o papel e o alcance da rede de hospitais universitários federais no país. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o próprio presidente Lula pediu estudos para simplificar o nome da estatal. “O presidente Lula solicitou que houvesse um estudo para a mudança do nome da Ebserh, que era um nome difícil até para falar”, afirmou. A nova marca, HU Brasil, busca facilitar a identificação da população com os serviços prestados. O presidente da rede, Arthur Chioro, explicou que a mudança reforça a identidade dos hospitais universitários como um sistema integrado em todo o país. “Chegamos a uma identificação direta, moderna, com capacidade de comunicação”, disse, ao destacar que a essência do trabalho envolve assistência pelo SUS, ensino, pesquisa e inovação. Em Mato Grosso do Sul, duas unidades fazem parte da rede: o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, ligado à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, e o Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), em Dourados. Ambas passam a adotar a nova identidade HU Brasil. Criada em 2011 e vinculada ao Ministério da Educação, a estatal administra atualmente 45 hospitais universitários federais em todo o país, sendo considerada a maior rede pública hospitalar do Brasil. As unidades atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) e, ao mesmo tempo, atuam na formação de profissionais da saúde e no desenvolvimento de pesquisas, integrando ensino e assistência. Fonte: Midiamax

  • MPT apoia projeto inédito de crédito de carbono para catadores lançado em simpósio

    Reunião ocorreu nesta quinta-feira (26) (Foto: Divulgação/MPT) Evento reuniu especialistas para discutir desafios urbanos relacionados à destinação de resíduos, logística reversa e financiamento ambiental O I Simpósio de Resíduos Sólidos de Mato Grosso do Sul, realizado nesta quarta-feira (25), contou com a participação do MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul). O evento reuniu especialistas para discutir desafios urbanos relacionados à destinação de resíduos, logística reversa e financiamento ambiental. Além disso, a reunião também marcou o lançamento do projeto Reciclarbono, iniciativa inédita no Brasil voltada ao pagamento de créditos de carbono diretamente a catadores de materiais recicláveis. A proposta vai ao encontro do projeto nacional do MPT denominado “Inclusão Socioprodutiva de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis”, que visa acompanhar a realidade de trabalhadores, fomentar o diálogo com gestores públicos e estimular a implementação de políticas que garantam trabalho decente e geração de renda à categoria. O procurador do Trabalho Celso Rodrigues Fortes participou representando o MPT. Entre as principais frentes de atuação do órgão está o incentivo aos municípios, enquanto responsáveis pelos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Assim, o objetivo é que as gestões assegurem os meios necessários à estruturação e ao funcionamento de associações e cooperativas. A legislação brasileira já prevê mecanismos que favorecem a inclusão desses trabalhadores, como a dispensa de licitação para contratação de cooperativas de catadores, em razão do seu relevante papel social e ambiental. Além disso, há instrumentos de financiamento e linhas de crédito destinados à implantação de infraestrutura e aquisição de equipamentos. O MPT tem atuado de forma proativa, promovendo o diálogo com gestores municipais, incentivando a formalização de contratos e apoiando iniciativas voltadas à saúde e à segurança no trabalho. Em situações de descumprimento da legislação, o órgão também tem recorrido ao ajuizamento de ações civis públicas para garantir a proteção dos direitos da categoria. Negociação com o município Em outra frente de atuação no âmbito do mesmo projeto, o MPT-MS mantém negociação com o município de Campo Grande, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPMS). A proposta visa viabilizar a contratação formal de associações e cooperativas de catadores para a realização do serviço de triagem de resíduos sólidos urbanos. Atualmente, os catadores já desempenham tal atividade essencial, mas sem qualquer remuneração pela separação do lixo reciclável gerado por toda a população da capital. A proposta defendida pelo MPT é que esse grupo seja devidamente remunerado pelos serviços realizados na UTR (Unidade de Triagem de Resíduos), localizada no bairro Dom Antônio Barbosa, reconhecendo a relevância da atividade e assegurando condições mínimas de dignidade laboral. Projeto pioneiro Entre os destaques do simpósio está o lançamento do Reciclarbono, considerado o primeiro projeto no Brasil a viabilizar o pagamento de créditos de carbono diretamente a catadores de materiais recicláveis. A proposta parte do reconhecimento dos serviços ambientais prestados por esses trabalhadores e busca ampliar sua remuneração com base no conceito de “carbono evitado”. A iniciativa tem como um de seus idealizadores o promotor de Justiça Luciano Loubet, coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS. Durante o evento, ele explicou que o projeto resulta da articulação entre diferentes instituições e utiliza o SISREV (Sistema de Logística Reversa) para mensurar o volume de resíduos que deixa de ser destinado a aterros sanitários. Com certificação internacional, esse volume é convertido em ativos financeiros, possibilitando que o impacto ambiental positivo gerado pela atuação dos catadores seja transformado em renda. A abertura do evento teve como convidado especial o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, que também preside a COP 15 de Espécies Migratórias Fonte: Midiamax

  • Operação da Polícia Federal vira marketing no Camelódromo de Campo Grande

    Vídeo foi publicado nas redes sociais do Camelódromo. (Reprodução, Redes Sociais) Vídeo divertiu os internautas com a estratégia usada para anunciar as promoções Muitos dizem que o brasileiro já nasce formado em marketing e que aqui a gente perde o amigo, mas não perde a piada. Se isso garantirá o aumento do faturamento, melhor ainda! Partindo desse pressuposto, um vídeo publicado nas redes sociais do Camelódromo de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (18), divertiu os internautas com a estratégia usada para anunciar as promoções. Aproveitando que as atenções dos campo-grandenses estavam voltadas ao Camelódromo após a Operação Iscariotes ser deflagrada, na manhã desta quarta, os marqueteiros decidiram fazer do suco uma limonada. Com imagens de drone da Polícia Federal durante a operação e ao som da música-tema do filme “Tropa de Elite”, o recado foi dado. “Pessoal, muita gente viu a movimentação da polícia hoje cedo aqui no Camelódromo, mas podem ficar tranquilos! Eles também vieram aproveitar as nossas promoções. Faça como eles, venha para o Camelódromo”. Não demorou para que as reações dos campo-grandenses ganhassem a aba de comentários da publicação: “marketing de milhões, bora às compras”; “arrasou, estamos a todo vapor no camelódromo”; “isso ficou muito bom”. Confira o vídeo: Entenda a operação Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) a Operação Iscariotes, para cumprir mandados de busca e apreensão contra membros de grupo criminoso que recrutava policiais para contrabando de eletrônicos. Com isso, um dos primeiros endereços alvo dos policiais foi o Camelódromo, localizado na Avenida Afonso Pena. A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro. As investigações revelaram que, após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente no estado de Minas Gerais. Além disso, a organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos. Os criminosos também contavam com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública, como aposentados e da ativa, que usavam de suas funções para favorecer a atuação do grupo. Os agentes forneciam e monitoravam informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais e também atuavam no transporte das mercadorias. Durante as investigações, vários criminosos foram presos em flagrante, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais. Fonte: Midiamax

  • Operação cumpriu mandados contra três PRFs aposentados ligados ao contrabando em MS

    Reprodução, Polícia Federal O grupo, que recrutava agentes de segurança pública, teve R$ 40 milhões bloqueados Três policiais rodoviários federais foram alvos da Operação Iscariotes, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal. O grupo é apontado por recrutar agentes de segurança pública e teve R$ 40 milhões bloqueados. Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, os alvos na PRF (Polícia Rodoviária Federal) são policiais já aposentados; assim, não possuem vínculo ativo com a instituição há mais de oito anos. “Uma vez comprovadas as irregularidades, supostamente cometidas após aposentadoria, os investigados poderão responder criminalmente, nos termos da lei“, diz trecho da nota da PRF. Em Mato Grosso do Sul, as equipes cumprem mandados em Campo Grande e Dourados, sendo alguns em residências de policiais. Em Minas Gerais, estado que recebia os eletrônicos contrabandeados, são alvos os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros. No Camelódromo, quatro lojas de uma mesma família foram interditadas durante a operação. A ação visa reprimir a atuação do grupo criminoso, investigado por contrabando, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva e violação de sigilo. Comércios do Camelódromo de Campo Grande também foram alvos da operação. (Madu Livramento, Midiamax) Policiais civis Foram presos dois investigadores da Polícia Civil: Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”; e Edivaldo Quevedo da Fonseca. Célio já foi alvo de operações anteriores — como a segunda fase da Omertà e a operação Snow. No Portal da Transparência, Célio tem salário de R$ 14.169,00. Um condomínio residencial de luxo, localizado nas proximidades de um shopping da Capital, também foi alvo dos mandados. Já Quevedo é lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil e tem salário de R$ 14.467,00. Em nota, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) diz: “A Sejusp informa que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Iscariotes, por meio das corregedorias das instituições estaduais de segurança pública. A Sejusp ressalta que não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando postura de rigor e transparência na apuração dos fatos. Destaca, ainda, que serão instaurados os competentes Processos Administrativos Disciplinares para a apuração individual de eventuais responsabilidades, e tomará medidas cabíveis necessárias ao longo de toda a apuração. A Secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a integridade no serviço público”. Mandados A Operação Iscariotes prendeu quatro pessoas preventivamente, suspendeu dois investigados das funções públicas e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão. Outro investigado também colocou tornozeleira eletrônica e seis tiveram o porte de arma de fogo suspenso. Além dos mandados de busca, das prisões e suspensões de porte de arma, 12 pessoas físicas e jurídicas tiveram R$ 40 milhões bloqueados. Ao menos 10 imóveis e 12 veículos foram sequestrados e seis pessoas jurídicas tiveram as atividades suspensas. A operação contou com apoio das corregedorias da PRF (Polícia Rodoviária Federal), da PM (Polícia Militar), da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. Investigações A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro. Após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente em Minas Gerais. A organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos. Os criminosos também contavam com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública, alguns aposentados e outros da ativa, que usavam de suas funções para favorecer a atuação do grupo. Os agentes forneciam e monitoravam informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais e também atuavam no transporte das mercadorias. Durante as investigações, vários criminosos foram presos em flagrante, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais. Fonte: Midiamax

  • Escola passa a funcionar como hospital após aumento de casos confirmados de chikungunya em Dourados

    Reprodução, Prefeitura de Dourados A estrutura foi montada na quadra da unidade escolar e passou a atender a população na última terça-feira Com o aumento dos casos confirmados de chikungunya em Dourados, especialmente nas reservas indígenas, a Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, localizada na Aldeia Jaguapitu, passou a funcionar como hospital de campanha no enfrentamento à doença. A estrutura foi montada na quadra da unidade escolar e passou a atender a população na última terça-feira (17). A implementação do hospital foi realizada por equipes da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em parceria com o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). Profissionais de Campo Grande e Caarapó reforçam o atendimento. Somente no primeiro dia, cerca de 80 pessoas foram atendidas. Nesta quarta-feira (18), a procura por atendimento foi menor devido à chuva, mas equipes de saúde intensificaram a busca ativa nas residências, onde há relatos de famílias sintomáticas. Segundo a Prefeitura de Dourados, a estrutura conta com uma equipe multiprofissional, incluindo médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, farmacêutico, fisioterapeuta e psicólogo. Os atendimentos ocorrem das 07h às 19h, mas podem se estender enquanto houver pacientes. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, a Reserva Indígena já registra 407 casos notificados, 202 confirmados, 181 em investigação, 24 descartados e 4 mortes. As vítimas são todas da aldeia Jaguapiru, sendo uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, um bebê de 3 meses e mulher de 60 anos. Na área urbana de Dourados, são 912 notificações, com 379 casos confirmados, mas sem registros de óbitos. Além dos atendimentos médicos, a prefeitura também intensificou ações de prevenção. As equipes já vistoriaram 4.319 imóveis, trataram 2.173 locais, identificaram 1.004 focos do mosquito (90% em caixas d’água, lixo e pneus), realizaram borrifação em 43 imóveis. 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena também atuam. Fonte: Midiamax

  • Operário vence as duas partidas contra o Carijó e fará final com Bataguassu

    Foto: Madu Livramento/Midiamax Primeira partida acontece já neste sábado (21), no Estádio Pereirão Superior na segunda partida contra o Corumbaense, o Operário venceu por 1 a 0 nas Moreninhas em Campo Grande e agora vai em busca do tricampeonato Sul-Mato-Grossense. O Jacques da Luz recebeu público de 1,6 mil pessoas na noite de hoje. O Galo já havia vencido o Carijó por 2 a 1 no último domingo (15) no Estádio Arthur Marinho, em Corumbá. O outro classificado à final, o Bataguassu, goleou o Naviraiense por 4 a 0, na casa do Jacaré do Cone Sul, Estádio Virotão em Naviraí, também na noite desta quarta. O Naviraiense havia vencido a primeira partida por 1 a 0, porém, foi eliminado com a goleada sofrida. Nas Moreninhas, aos 13’, Petri recebeu lindo lançamento de Jonas na esquerda, foi para o fundo, cortou pra dentro, bateu colocado de perna direita, mas a bola passou por muito pouco acima do travessão. Aos 22 minutos do primeiro tempo, Tanque parou no goleiro. Minutos depois, Jonas chutou de fora da área aos 26, mas longe do gol. Golaço aos 29′ com Gabriel Biteco que cortou para dentro na ponta direita e bateu cruzado. Só aos 32’ da primeira etapa o Corumbaense chutou a primeira com perigo, depois de rebote no escanteio. Já no segundo tempo, jogo morno com poucas oportunidades para os dois times. Aos 38’, o Corumbaense assustou em cobrança de falta direto ao gol, mas passou por cima. Goleiro do Carijó até foi para área no escanteio, no último lance do jogo, mas não adiantou. Conforme a tabela da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), a primeira partida acontece já neste sábado (21), às 15h30 no Estádio Pereirão em Batagassu e, a segunda partida, ainda a ser definida no Jacques da Luz. Foto: Madu Livramento/Midiamax Fonte: Midiamax

  • Com disparada de recuperações judiciais, banco de Vorcaro afundou gigantes do agro em MS

    Imagem Ilustrativa, Gemini Falência de grandes empresas do setor que tiveram crédito fácil de instituição do dono do Master aumentou em 2025 O aumento das recuperações judiciais de empresas que atuam no agronegócio em Mato Grosso do Sul também revelou o envolvimento de instituições financeiras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — e de um conglomerado de outras instituições financeiras. Em 2025, 216 empresas do setor fecharam as portas no Estado. Mas, muito antes, os bancos de Vorcaro deram crédito a empresas, que acabaram falindo nos últimos anos. Inclusive, gigantes do agro enfrentam recuperação judicial por conta de dívidas com Indusval, Voiter e Pleno — que teve liquidação decretada pelo Banco Central. O Indusval foi fundado em 1967 e renomeado para Voiter em 2020. Vorcaro comprou a instituição em 2024, modificando o nome para Pleno. Em um dos casos de recuperação judicial, o Pleno assumiu a cobrança de dívida de R$ 89 milhões do Voiter. Recuperações judiciais ‘explodiram’ no Brasil Dados do Serasa Experian, consultoria de crédito para pessoas físicas e jurídicas, apontam um crescimento de 56,4% nas recuperações judiciais no Brasil entre 2024 e 2025. Foram 1.990 solicitações de recuperação judicial, o maior volume desde o início da série histórica, em 2021. Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, 216 pedidos, o quarto maior volume do país. De acordo com o líder de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, no ano passado, manteve-se a pressão sobre as finanças do setor. “O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais. Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado”, declarou. Voiter, de Vorcaro, é maior credor de gigante do agro que está em recuperação judicial A família Sperafico é tradicional no agronegócio de Mato Grosso do Sul e do Paraná. Os irmãos ainda fizeram carreira política, com Dilceu Sperafico como deputado federal entre 1995 e 2018, pelo Paraná, e Dilso Sperafico de 1995 a 1999, por Mato Grosso do Sul. O Grupo Sperafico nasceu no Paraná, estende-se para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, chegando ao auge em 2007, quando chegou a faturar R$ 1,2 bilhão com plantio de soja, milho e trigo, além da produção de derivados. Na época, eram 49 filiais, 34 armazéns para estocagem de grãos, com capacidade estática para 1 milhão de toneladas, cinco unidades de esmagamento de soja, que juntas processavam diariamente cerca de 7 mil toneladas de soja, empregando aproximadamente 1.600 funcionários de forma direta. Porém, a alta do preço da soja, aliada à crise financeira global de 2008, levou o conglomerado a entrar em colapso, com falta de recursos para pagar fornecedores e empréstimos bancários. Entre as instituições das quais o Sperafico tomou dinheiro, está o Indusval. Em 2022, o Grupo Sperafico pediu recuperação judicial após 65 anos de atividade. Assim, ao pedir recuperação judicial, o Grupo Sperafico declarou à Justiça de Mato Grosso do Sul uma dívida de R$ 1.076.208.843,35. No ano passado, o valor devido subiu para R$ 1.960.361.361,92. O Voiter — que substituiu o Indusval — é o maior credor do conglomerado, com um acumulado de R$ 85.305.955,27. Porém, a natureza da dívida do Voiter é quirografária, ou seja, tem origem em crédito dado sem garantia. Isso quer dizer que o banco que pertenceu a Vorcaro emprestou dinheiro ao conglomerado sem contrapartida alguma. Nesse caso, em recuperações judiciais, esse tipo de dívida não entra na fila prioritária. Mas, por ser o maior credor, o Voiter pode atrasar as negociações. O banco vem participando das assembleias de credores, como a realizada em abril de 2025. O Indusval também consta como credor da Brasamid Agroindustrial, de Bataguassu, que já teve a falência decretada por dificuldade de quitar as dívidas; e da Cooagri (Cooperativa Agropecuária e Industrial), de Dourados, que também teve as atividades encerradas. A Brasamid tinha em 2017 um acumulado de R$ 6 milhões em dívidas, sendo R$ 249 mil apenas com o Indusval. A reportagem não encontrou dados recentes do saldo que o banco de Vorcaro tem a receber da Cooagri. Fonte: Midiamax

  • Temporal em Maracaju atinge 120 mm, causa alagamentos e prefeitura cria abrigo provisório

    Água invadiu escola, supermercado e residências Forte chuva atingiu Maracaju, município distante 159 km da Capital, provocando enchente em diversos trechos da cidade nesta quarta-feira (18). Vídeos que circulam nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais mostram a intensidade das precipitações. Imagens mostram água invadindo casas, supermercado e escola pública. As regiões afetadas pelos alagamentos foram Cambaraí, Ipanema, Fortaleza, Vila Juquita, Centro e Guanabara. Um abrigo provisório foi aberto na Arena Maracaju para atendimento de famílias afetadas. A assistência social do município mobiliza doações de roupa, alimentos e itens de higiene pessoal. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o município foi atingido por aproximadamente 80 milímetros de chuva num intervalo de uma hora. As preciptações tiveram início por volta das 10h. A Defesa Civil, contudo, informou que o volume pluviométrico real superou o registrado pelo instituto, atingindo 121 milímetros. Nas imagens, é possível ver veículos impedidos de transitar. Em uma escola estadual, corredores foram tomados pela água durante o período de aula. Em um supermercado atacadista, a água foi invadindo o estabelecimento progressivamente. A situação gerou ainda transtorno no trânsito, provocando fila de carros no acesso à rotatória da BR-267. O prefeito Marcos Calderan (PSDB) informou ao Jornal Midiamax que as equipes da prefeitura estão nas ruas oferecendo suporte aos munícipes. Ele destacou que os danos atingiram toda a cidade. O monitor meteorológico OpenStreetMap mostra uma grande área de instabilidade avançando sobre a região leste de Mato Grosso do Sul, cuja extensão cobre de Corumbá, no norte do Estado, a Amambai e Sete Quedas, ao sul. Além da chuva, os meteorologistas apontam incidência de raios e ventania. O Inmet publicou aviso nesta quarta-feira (18) para chuvas acumulando até 50 milímetros, ventos intensos, variando entre 40 km/h e 60 km/h, e queda de granizo. Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos. Fonte: Midiamax

  • Rombo do Master em Fátima do Sul começou por consultoria de investigado na CPMI do INSS

    Imagem ilustrativa. (Foto: Divulgação, Agência Brasil) Município pode perder R$ 7 milhões investidos em 'títulos podres' do banco de Daniel Vorcaro A CPMI do INSS tenta, a duras penas, ouvir o empresário e advogado Cecílio Galvão, dono da Crédito e Mercado, empresa de consultoria que orientou o Instituto de Previdência de Fátima do Sul na aplicação de R$ 7 milhões em títulos podres do Banco Master. O investimento foi feito em Letras Financeiras, sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), colocando em risco 12% do patrimônio total dos aposentados e pensionistas da Cidade Favo de Mel. Cecílio Galvão é procurado pela comissão que investiga fraudes aos beneficiários do INSS desde fevereiro, mas, após total ausência de manifestação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deliberou a condução coercitiva do investigado. No domingo, 1º de março, o empresário comunicou ao Senado a recusa em prestar depoimentos aos integrantes da comissão, sob argumentos de sigilo profissional, em razão da atividade advocatícia, além de cobrar acesso aos documentos, requerer a dispensa do depoimento e ainda a anulação da condução coercitiva. A presidência da CPMI indeferiu todos os pedidos, exceto o de acesso aos documentos ligados ao convocado. “Há manifesto intuito protelatório do depoente e desrespeito às prerrogativas dessa comissão; assim, fica mantida a convocação do senhor Cecílio Galvão e a condução coercitiva para a próxima quinta-feira”, afirmou Carlos Viana na sessão realizada no dia 2 de março. Entretanto, no dia 4 de março, o empresário obteve habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) que tornou sua convocação facultativa. O primeiro requerimento para convocação de Cecíclio Galvão foi protocolado em outubro de 2025. No documento, a justificativa do deputado Rogério Correia, do PT-RS, considerou que reportagens apontaram o advogado como procurador de uma aposentada residente em Taguatinga (DF) para atuar em nomeda Unibap (União Brasileira de Aposentados da Previdência). “Em matéria veiculada em 24 de novembro de 2025, foi revelado que o empresário/advogado recebeu aproximadamente R$ 4 milhões provenientes de associações suspeitas de participação na Farra do INSS”, destaca o requerimento de convocação de Cecílio. Compra de ‘títulos podres’ em Fátima do Sul Ao Jornal Midiamax, a presidente do Iprefsul (Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Fátima do Sul), Claudete Rodrigues dos Santos, afirmou que a iniciativa para aplicar o dinheiro dos aposentados e pensionistas do município ocorreu em junho de 2024, quando consultores da Crédito e Mercado, contratados há mais de 10 anos para orientar os investimentos da autarquia, ‘venderam’ as vantagens do negócio. Ela reconheceu que os riscos da operação foram apresentados, havendo consciência sobre as fragilidades dos investimentos milionários. “O risco era bem baixo. Aqueles riscos que sempre acontecem quando a gente está falando de investimento. É aquele risco normal que a gente já conhece, mas nada tão grave”, afirmou. Claudete não soube apontar quais estratégias devem garantir a segurança do investimento milionário, nem mesmo como o rombo nas contas dos aposentados e pensionistas da previdência pública de Fátima do Sul será recomposto. “Eu sei que eu sou a presidente daqui. É meu CPF. Mas [a responsabilidade] cabe a todos, porque o consentimento, a resposta final, não foi só minha. Foi de todos que estavam todos envolvidos”, disse ao ser questionada sobre a própria responsabilidade na transação. Ela não soube pontuar quais responsabilizações devem ser atribuídas à Consultora Crédito e Mercado, uma vez que esta teria sido a incentivadora dos investimentos. A gestora da previdência municipal da Cidade Favo de Mel ainda quer convencer de que o rombo milionário não deve afetar as contas, apontando que este é um problema a ser resolvido no longo prazo. “Não vai impactar agora. Quem sabe lá pra frente, porque ele corresponde a 12% do nosso patrimônio. Nosso equilíbrio atuarial está ok. Nós somos superavitados, entendeu? Nós temos poucos aposentados, não temos muito. Eu não digo para você que [o superávit] ameniza, que não vai fazer falta nesse sentido, mas eu falo assim, para o momento que nós estamos, não vai fazer tanta falta”, afirmou. Nesta semana, o Iprefsul deve se reunir com o Poder Executivo para discutir como a situação será resolvida. O prefeito Wagner Roberto Ponsiano (PSDB) não quis comentar a situação, limitando-se apenas a atribuir a responsabilidade ao instituto de previdência, que, apesar de autônomo administrativa e financeiramente, é ligado diretamente à gestão municipal. A reportagem buscou manifestação da Crédito&Mercado; mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. Fonte: Midiamax

  • Sem baliza, quantidade de reprovações despenca no exame prático do Detran-MS

    Erro na baliza está entre os principais motivos de eliminação. (Reprodução, Detran-MS) Índice de aprovação chegou a 99,6% na categoria A em fevereiro deste ano Desde a mudança em 26 de janeiro de 2026 para a avaliação prática na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) viu as reprovações despencarem com o fim da obrigatoriedade na baliza nos testes de pista. O novo exame prático de direção facilitou a aprovação e adequou a avaliação às necessidades contemporâneas de condução. Nos últimos anos, a tradicional baliza se consolidou como a principal causa de reprovação, especialmente na categoria B (automóveis). De acordo com o Detran-MS, as mudanças buscam modernizar a experiência do candidato, incentivando uma avaliação mais prática e realista das habilidades necessárias na direção. Com a nova metodologia, os candidatos realizam percurso em vias públicas, onde devem executar manobras como conversões e estacionamentos laterais, sem a necessidade de se submeter a testes no pátio. Queda nas reprovações Os dados dos exames realizados em dezembro de 2025 revelam o porquê dessa mudança ser tão necessária. Naquele mês, 33,8% dos 14.252 exames realizados resultaram em reprovação. Dentro das categorias, os números são alarmantes: apenas 65,7% dos candidatos da categoria A e 57,3% da categoria B foram considerados aptos. A reprovação na baliza foi responsável por uma grande parte desse resultado, em que os candidatos falhavam em manobras simples, como o estacionamento entre cone e linha, e o posicionamento do veículo. Comparativamente, os dados de fevereiro de 2026 mostram uma significativa melhora nos índices de aprovação. Com 17.106 exames, a taxa de inaptos caiu drasticamente para 8,7%. A categoria A teve 99,6% de aprovação, enquanto a categoria B, ainda desafiadora, viu um aumento considerável, com 88,7% dos candidatos aprovados. ‘Alteração já era esperada’, diz Detran-MS Em nota enviada ao Jornal Midiamax, a autarquia reconhece que “comparando os dados de exames práticos 2025 e 2026, observa-se considerável alteração no índice de aprovação das avaliações”. Pela análise dos indicadores do Detran-MS, as aprovações no exame da categoria A passaram de 67% para 91%, e, nas categorias quatro rodas (B, C, D, E), o aumento passou de 57% para 77%. “A alteração já era esperada devido à flexibilização das regras avaliativas, que, além de eliminar etapas, alterou a forma de pontuação e o limite de pontos para aprovação”, conclui a nota do Detran. Mudanças no exame Além de abolir a baliza, a nova abordagem do Detran-MS também introduz uma metodologia de pontuação que favorece a adaptação do candidato à condução segura. Agora, os candidatos começam com nota zero e podem acumular até 10 pontos por infrações, o que contrasta com as regras anteriores que eliminavam automaticamente quem cometia a quarta infração. Essa mudança é vista como uma tentativa de reduzir a pressão durante a prova, permitindo ao candidato errar vez ou outra, desde que não cometa infrações graves. Em um ano em que mais de 114 mil candidatos buscaram a CNH pelo Detran-MS, essas inovações podem representar uma oportunidade de renovação e uma leveza na forma como os futuros motoristas enfrentam o exame. As novas diretrizes seguirão as normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e estão em linha com as práticas de outros estados, em que já se observa uma redução significativa nos índices de reprovação. Ainda assim, a eliminação instantânea nos exames por fraudes ou violações de ética estarão mais rigorosos, garantindo não apenas a segurança dos próprios candidatos, mas de toda a comunidade ao redor. O Detran-MS promete que, a partir de agora, os testes de habilidades e direção se aproximarão cada vez mais das situações reais das ruas, permitindo que novos motoristas se tornem profissionais mais capacitados e conscientes das responsabilidades que vêm com a CNH. Fonte: Midiamax

  • Engenharia do vício: como algoritmos prendem crianças e adolescentes nas redes sociais?

    Miguel jogando Roblox. (Leo de França, Midiamax) Algoritmos, notificações e recompensas rápidas ajudam a explicar por que jogos e redes sociais se tornam tão difíceis de abandonar Com os olhos fixos na tela, Luiz Miguel, de 14 anos, atravessa mundos virtuais no Roblox enquanto novas sugestões de jogos aparecem sem parar. O que começa como uma partida rápida logo se transforma em horas diante da tela. A cena, comum em muitas casas brasileiras, acendeu um alerta entre especialistas após plataformas digitais serem acusadas de projetar mecanismos para manter usuários, especialmente crianças e adolescentes, hiperconectados. Miguel começou a jogar Roblox por volta dos 12 anos, após assistir a vídeos de criadores de conteúdo no YouTube. “Eu via pessoas jogando e achava interessante. Depois, instalei no celular e comecei a jogar”, conta. Segundo ele, a principal atração da plataforma é a variedade de jogos e a possibilidade de personalizar o próprio personagem. “Dentro do Roblox, existem vários tipos de jogos, mas eu gosto mais dos de corrida”, diz. Além de jogar, a plataforma permite que os próprios usuários criem mundos virtuais e experiências para outros jogadores. Miguel nunca chegou a desenvolver um jogo, mas sabe como funciona a ferramenta de criação. “Existe um programa separado para criar jogos que outras pessoas podem jogar”, explica. Nos últimos anos, o debate sobre os limites do uso de redes sociais e jogos on-line por menores de idade ganhou força no Brasil. Um dos marcos mais recentes foi a aprovação do chamado ECA Digital, que estabelece regras para restringir o acesso de menores a determinadas plataformas e exigir mecanismos de verificação de idade. Como o Roblox impulsionou um debate nacional Roblox. (Leo de França, Midiamax) Embora esteja longe de ser o único responsável, o Roblox acabou se tornando um dos símbolos dessa discussão. Criada em 2006, a plataforma de jogos on-line ganhou enorme popularidade entre crianças e adolescentes a partir de 2021, durante a pandemia de covid-19. No Roblox, cada usuário é representado por um avatar personalizável, com roupas, acessórios e diferentes partes do corpo — itens que podem ser gratuitos ou comprados com uma moeda virtual dentro do próprio jogo. A criação de jogos e mundos virtuais, citados por Miguel, é chamada de “experiências” e feita a partir da ferramenta Roblox Studio. A combinação de criação, interação social e jogos dentro de um mesmo ambiente ajudou a transformar a plataforma em um fenômeno entre jovens. A revolta do Roblox Protestos no próprio ambiente do jogo foram direcionados ao influenciador Felca, que também foi defendido. (Foto: Reprodução, X) Neste ano, a empresa implementou um novo sistema de verificação de idade e passou a restringir parte das interações entre usuários. Após a confirmação, os perfis passaram a ser classificados em diferentes faixas etárias, e a comunicação passou a limitar-se a pessoas de idades próximas, ou seja, impede interações com usuários muito mais velhos. O impacto mais visível ocorreu no chat dentro dos jogos. O Roblox anunciou que o recurso será desativado por padrão para menores de 9 anos, podendo ser liberado apenas com autorização dos responsáveis. Essa mudança, contudo, gerou protestos virtuais organizados por usuários na própria plataforma. Parte das manifestações era direcionada ao influenciador Felca, que, em agosto de 2025, publicou um vídeo denunciando a adultização de crianças em conteúdos nas redes sociais. A repercussão do caso impulsionou o debate público e contribuiu para o surgimento do chamado PL da Adultização, proposta que também busca ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O design feito para prender a atenção Algoritmos. (Reprodução, Redes Sociais) Mas o que torna redes sociais e plataformas digitais tão difíceis de abandonar? Segundo o cientista de dados e pesquisador em inteligência artificial Guilherme Cioccia, grande parte dessas plataformas utiliza algoritmos capazes de aprender rapidamente o comportamento dos usuários. “Os algoritmos de recomendação se baseiam em dois pontos fundamentais: quem o usuário é na internet e o que ele faz na internet”, explica. Informações fornecidas no cadastro — como idade, gênero ou interesses — são combinadas com dados coletados enquanto a pessoa navega, curte publicações, assiste a vídeos ou faz buscas. A partir desse cruzamento de dados de milhões de usuários, sistemas de inteligência artificial conseguem prever quais conteúdos têm maior probabilidade de gerar engajamento. “Se o modelo consegue prever o que o usuário tende a consumir, ele passa a recomendar publicações que aderem quase perfeitamente ao perfil dele”, afirma. Esse processo ocorre rapidamente, inclusive com novos usuários. “Mesmo com pouca atividade na plataforma, apenas as informações do cadastro já são suficientes para iniciar o ciclo de recomendações. À medida que o adolescente começa a interagir com conteúdos, o sistema se adapta em segundos.” ‘Pessoas passam horas conectadas sem perceber’ Além da personalização do conteúdo, as plataformas utilizam mecanismos de design pensados para prolongar o tempo de permanência dos usuários, como: Scroll infinito: o feed nunca termina, e novos conteúdos aparecem automaticamente, conforme o usuário rola a tela. Autoplay de vídeos: os vídeos começam a ser reproduzidos automaticamente, incentivando o consumo contínuo. Notificações constantes: alertas frequentes de curtidas, comentários ou mensagens estimulam o retorno ao aplicativo. Recompensas rápidas: curtidas, visualizações e outras interações geram sensação imediata de satisfação. Miguel ganhou o primeiro celular aos 9 anos. (Leo de França, Midiamax) “Esses sistemas foram criados para gerar zero fricção entre o usuário e a plataforma”, explica Cioccia. “Quando o feed não tem fim e as notificações chamam o usuário de volta, as pessoas podem passar horas conectadas sem perceber.” Além dos jogos, Miguel também passa parte do tempo em redes sociais como TikTok e Instagram. Segundo ele, é comum perder a noção do tempo ao assistir vídeos. “O feed nunca acaba. Quando você percebe, já passou muito tempo”, relata. Outro fator que preocupa especialistas é a dificuldade de supervisão por parte dos pais. Como o conteúdo é personalizado para cada perfil, dois usuários podem receber recomendações completamente diferentes dentro do mesmo aplicativo. “No caso das redes sociais, os pais não conseguem prever o que será recomendado para os filhos. Existem verdadeiras ‘tocas do coelho’, em que um conteúdo aparentemente inocente pode levar a outros cada vez mais extremos em poucos cliques.” Miguel também afirma ter percebido mudanças no tipo de conteúdo que aparece em suas redes sociais, especialmente após a popularização da inteligência artificial. Mesmo assim, diz que consegue identificar quando um vídeo é falso. “Dá para perceber pela voz ou pelo jeito que as coisas acontecem no vídeo, mas tem gente que se engana”, afirma. Em algumas ocasiões, ele precisou explicar para familiares que determinados conteúdos eram produzidos com inteligência artificial. O que acontece no cérebro das crianças? Uso excessivo de celular atrapalha desenvolvimento de crianças, diz especialista. (Henrique Arakaki/Jornal Midiamax) Além do design das plataformas, especialistas apontam que a dificuldade de interromper o uso de celulares, jogos e redes sociais também está relacionada ao funcionamento do cérebro em desenvolvimento. Essa combinação entre estímulos digitais e fatores biológicos ajuda a explicar por que crianças e adolescentes têm mais dificuldade em controlar o tempo de uso. Terapeuta e mestranda em Neurociência, Glaucia Benini explica que a resistência das crianças em desligar o celular ou sair de um jogo tem base biológica. “O cérebro da criança e do adolescente ainda está em processo de desenvolvimento e autorregulação. Estruturas como o córtex pré-frontal, responsáveis pelo planejamento, pela tomada de decisões e pelo controle de impulsos, ainda estão em formação”, afirma. Conforme a especialista, jogos e redes sociais ativam áreas do cérebro ligadas ao prazer e à recompensa. “Essas plataformas oferecem desafios e recompensas constantes. Esse mecanismo ativa sistemas cerebrais semelhantes aos envolvidos em comportamentos de dependência. Algo que gera prazer imediato pode se tornar potencialmente viciante.” Essa lógica de recompensas também influenciava o comportamento de Miguel, que buscava constantemente melhorar seu desempenho nos jogos e nas redes sociais. “Eu sempre queria ficar no topo e ganhar. Nas redes sociais, queria ter mais visualizações e seguidores”, conta. Quando o resultado não vinha, a frustração era comum. “Às vezes, eu ficava triste ou frustrado.” Vício em telas impacta comportamento e relações sociais Uso do celular pode virar vício – imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução, Freepik) Para a neuropsicóloga e psicopedagoga Keyth Gimenez, a dificuldade de se desconectar está relacionada tanto ao funcionamento biológico quanto ao contexto social em que crianças e adolescentes estão inseridos. “É muito comum que crianças e adolescentes tenham extrema dificuldade em interromper atividades no ambiente on-line, como jogos ou conversas digitais, porque muitos desses ambientes funcionam como reforços psicológicos constantes.” Com o tempo, o uso contínuo também pode afetar as relações sociais presenciais. “Cada vez mais, percebemos uma dificuldade de interação presencial. Muitas crianças relatam que preferem o ambiente virtual e dizem ter dificuldade de conversar ou se relacionar pessoalmente.” Mesmo quando estão com amigos, o universo digital continua presente. “Muitas vezes, eles estão juntos fisicamente, mas continuam conectados ao mundo virtual por meio de jogos ou do celular. Isso pode prejudicar a convivência em grupo e o desenvolvimento das relações sociais.” Na casa de Miguel, o tempo de uso do celular gerava conflitos constantes. “Minha mãe dizia que eu passava muito tempo no celular, mas eu achava que estava sob controle”, relata o adolescente. Além da questão social, Glaucia reforça que o excesso de tempo diante das telas pode causar prejuízos na atenção, memória e concentração. “Muitas crianças passam a apresentar baixa tolerância ao tédio e dificuldade de lidar com momentos sem estímulos.” Por isso, a especialista destaca a importância de aprender a lidar com momentos que não são necessariamente prazerosos, como tarefas escolares ou períodos de tédio. “Esses momentos fazem parte da vida e contribuem para o desenvolvimento emocional, para a formação da personalidade e para a capacidade de lidar com frustrações.” Sinais de alerta Feed Instagram. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Quando o ambiente on-line passa a ocupar um espaço cada vez maior na vida de crianças e adolescentes, alguns sinais de alerta podem surgir. Keyth Gimenez explica que, em alguns casos, pode ocorrer confusão entre fantasia e realidade, especialmente quando o jovem passa muito tempo imerso em jogos ou ambientes digitais. Ivanise Catuver, mãe de Miguel, afirma que o celular ocupava grande parte da rotina do filho. “De manhã, ele acordava, tomava café e já começava a jogar. Ficava até perto das 11h, quando precisava se arrumar para ir à escola”, relata. À noite, o tempo de uso também se estendia. “Às vezes, ficava jogando até meia-noite ou 1h da manhã.” Além disso, o comportamento do filho mudou durante esse período. “Ele ficou mais agressivo, principalmente com a irmã.” Miguel, no entanto, nega. Segundo ele, o tempo dedicado às telas não passava de cinco horas diárias. Outro desafio para a família era acompanhar o que o adolescente acessava na internet.“Eles são muito rápidos. Quando eu chegava perto, já tinham tirado tudo da tela”, conta a mãe. Apesar da situação representar um desafio, Glaucia Benini destaca que os pais devem ter um monitoramento constante do que a criança acessa na internet. “O ambiente on-line não é totalmente seguro e, em jogos ou plataformas digitais, muitas vezes não se sabe quem está do outro lado da interação.” Entre os sinais que merecem atenção, as especialistas citam mudanças de comportamento, como perda de apetite, comportamentos regressivos (por exemplo, voltar a fazer xixi na cama), agressividade ao retirar o celular ou tablet, resistência à socialização e alterações bruscas de humor. Quando esses sinais aparecem, o acompanhamento familiar se torna fundamental. “Os pais precisam estabelecer limites claros para o tempo de uso e acompanhar o que a criança acessa na internet. Além disso, é importante garantir momentos de convivência social, atividades físicas e experiências fora das telas, que são essenciais para o desenvolvimento saudável”, afirma Glaucia. Meta e Google respondem a processos por ‘viciar’ usuários Zuckerberg responde a processo nos EUA. (Midiamax e Reprodução/Facebook) Em paralelo, a Meta — empresa responsável pelo Facebook e Instagram — enfrenta um processo judicial relacionado aos impactos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. A companhia é acusada de ter projetado intencionalmente recursos nas plataformas para estimular o uso excessivo e gerar dependência entre os usuários. O caso envolve uma mulher da Califórnia que afirma ter começado a usar o Instagram e o YouTube ainda na infância. Na ação, ela acusa as empresas de terem desenvolvido plataformas com mecanismos capazes de estimular o uso excessivo, visando aumentar os lucros, mesmo cientes de que as redes sociais poderiam causar prejuízos à saúde mental de jovens usuários. Conforme a autora do processo, o uso das plataformas contribuiu para o agravamento de sua depressão e para o surgimento de pensamentos suicidas. A Meta e o Google, no entanto, negam as acusações e afirmam que vêm implementando ferramentas e políticas para aumentar a segurança dos usuários, especialmente de crianças e adolescentes. Durante o julgamento, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi questionado sobre a empresa ter projetado intencionalmente suas plataformas para estimular dependência entre os usuários. Entre os documentos apresentados no processo, está um e-mail do ex-vice-presidente de assuntos globais da Meta, Nick Clegg. Na mensagem enviada a Zuckerberg e a outros executivos, ele afirma que a empresa possui limites de idade que “não são aplicados (ou são inexequíveis?)” e aponta que as políticas diferentes entre Instagram e Facebook tornam “difícil afirmar que estamos fazendo tudo o que podemos”. Em resposta, Zuckerberg afirmou que é difícil para desenvolvedores de aplicativos verificarem a idade real dos usuários e argumentou que essa responsabilidade deveria recair principalmente sobre os fabricantes de dispositivos móveis. Mudanças após ficar sem celular Miguel, ao lado da mãe. (Leo de França, Midiamax) Há duas semanas, o celular de Miguel quebrou, o que mudou parte da rotina da família. Sem acesso ao aparelho, ele passou a ocupar o tempo com outras atividades. “Estou fazendo outras coisas, como jogar baralho. Tento me interessar por atividades diferentes para me distrair”, conta. Desta forma, para Ivanise, esse tempo longe do celular fez toda a diferença no convívio familiar. “Agora, ele se senta com a gente, conversa mais e conta como foi o dia na escola. Antes, a gente estava junto, mas ele ficava em silêncio, só jogando.” Apesar disso, ela percebe que o filho também demonstra sinais de ansiedade desde que ficou sem celular. “Ele fica inquieto, andando de um lado para o outro.” Mas, por enquanto, a decisão da família é manter o adolescente sem aparelho. “Ele pede todos os dias, mas eu digo que ainda não é o momento. Primeiro, quero ver resultado na escola e respeito dentro de casa”, diz. Miguel voltou a jogar baralho após ficar sem celular. (Leo de França, Midiamax) Fonte: Midiamax

  • Segredos na tela: 5 manobras que crianças usam para burlar vigilância dos pais e como descobrir

    Criança não fez reconhecimento facial no Roblox para evitar chats indesejados. (Arquivo Pessoal) Confira os truques que os filhos usam para driblar a supervisão on-line e proteja a garotada das armadilhas da internet Quem nunca esperou os pais ou algum responsável dormir para usar o computador ou o celular, não sabe o que é adrenalina…na calada da noite, muitos adolescentes já burlaram ordens para adentrar em outro mundo, o da rede social e jogos online, mantendo segredos na tela. Ali, no entanto, mora um grande perigo, já que pedófilos, golpistas e assediadores estão à solta, só aproveitando uma oportunidade. Mas, como é possível ser mais vigilante? Como é possível descobrir os segredos na tela usados por jovens e saber o que estão fazendo na internet? De antemão, se os adultos criam perfis fakes para investir e comentar sobre a vida alheia, imagina as manobras que não tentam os adolescentes, mesmo com tantas ferramentas de controle parental. Nesta matéria, revelaremos artifícios pelas quais crianças e adolescentes burlam a vigilância dos pais na internet, como o uso de aplicativos como Daily, Dix e Close Friends, além de práticas como o reconhecimento facial em jogos populares como o Roblox. Além disso, vamos falar das novas regras para acesso de adolescentes às redes sociais no Brasil. Segredos na tela: ‘Deixamos só os mais íntimos’ “A gente usa essas contas como uma conta privada mesmo, mais reservada, e bloqueamos a mãe e o pai, por exemplo. A conta fica só com aquele pedido de ‘pedir para seguir’ e aí deixamos só os mais íntimos. As meninas geralmente postam mais, com coisas do dia a dia, é algo que a gente não quer mostrar para todo mundo”, inicia a adolescente, de 16 anos, que não será identificada. Sendo assim, os mais chegados assistem essa pessoa “dançando, comendo e falando sobre a vida”. “É algo que a pessoa não quer que certas pessoas, que te seguem na conta normal, vejam. A outra conta fica mais social, digamos assim. É como um adulto, que não gostaria que o seu chefe te visse daquela forma, usando um biquíni, por exemplo, daí tem essa conta. A gente, no caso, faz isso longe dos nossos pais ou algum responsável”, argumenta a estudante. ‘Daily’, ‘Privs’, ‘Xd’, ‘Pvd’ e ‘CF’: nomenclaturas das contas sigilosas Sendo assim, no decorrer do tempo, tais adolescentes – e até crianças – passaram a ter o “daily”, “privs”, “xd”, “pvd” e o “CF” (Close Friends – Melhores Amigos), nomenclaturas que aparecem antes do nome da pessoa e que identificam a conta sigilosa. A artimanha, de acordo com pesquisas, passaram a ser populares no ano de 2017. Nesta época, a fama começou com o “Dix”, quando os jovens usavam o espaço para postar vídeos e fotos mais comprometedoras, além de reclamações e desabafos fora de seu círculo social. Depois, o “Daily”, com maior adesão do público feminino, tornou-se uma maneira das usuárias compartilharem uma rotina bem realista, sem que o conteúdo seja esteticamente perfeito, o que começou também a se disseminar no Tiktok. Em seguida, o “PVD” veio como uma mescla dos dois perfis anteriores, tendo “conversas inapropriadas” dos menores de idade e até para usufruir de mais espontaneidade na rede. Embora controverso, muitos adultos também ao formato. Neste caso, quem pode seguir o perfil é rigorosamente selecionado. Já o CF utiliza de um recurso do próprio Instagram, quando a pessoa compartilha os stories em uma lista personalizada de contatos. Há cerca de dois anos, inclusive, plataforma fez uma atualização e expandiu esta funcionalidade, permitindo posts no feed diretamente para este grupo seleto. Como identificar uma conta sigilosa? O primeiro passo seria tentar pelo nome. Por exemplo. Se a pessoa se chama Manuela. Ela pode nomear as contas como: @manu.dix, @manuprivs, @manu_daily e @manu_pvd. No entanto, é importante saber que esta não é uma regra. No caso de jogos, conforme apurado pela reportagem, quando a exigência é de que o usuário tenha a partir de 18 anos, o que a garotada faz é usar o e-mail de um adulto para se cadastrar e manter a conversa com amigos pelo WhatsApp. “Eu não fiz a verificação e não precisei fazer para prosseguir e jogar. Eu consigo jogar, só que sem o chat; daí eu jogo e vou conversando com os amigos pelo WhatsApp mesmo”, comentou outro adolescente sobre os segredos na tela. Agora, dando uma “ajudinha” aos pais ou responsáveis, vamos aos cinco passos que podem ajudar a monitorar o que os filhos estão fazendo on-line, garantindo a segurança e o bem-estar deles, sem criar um clima de desconfiança. 1 – Acesse o Instagram na web, busque a seção de “Sugestões para Você”. Este guia lista todos os contatos da sua agenda que possuem contas secretas no Instagram. Sendo assim, sincronize os contatos de sua agenda, o que pode revelar os perfis secretos. Ou seja, quando as pessoas criam uma conta usando o mesmo celular, a plataforma sugere contatos da agenda de perfis secretos que essas pessoas possam seguir, sendo esta uma estratégia inteligente para encontrar aquelas contas que estão escondidas. 2 – Às vezes, a resposta está bem na frente dos olhos. Verifique a bio da pessoa, pois algumas pessoas listam outras contas do Instagram em seus perfis principais. Isso é especialmente comum entre influenciadores, empresários e até mesmo amigos que mantêm contas distintas para diferentes interesses. 3 – Pesquisa reversa de imagens: uma estratégia mais avançada envolve esta pesquisa. Ao utilizar o Google Chrome no computador, faça login no Instagram, acesse uma postagem da pessoa, clique com o botão direito na foto e selecione “Pesquisar imagens com o Google Lens”. Isso pode revelar se a mesma imagem está sendo usada em outros perfis on-line. Se não for possível usar um computador, você pode fazer uma captura de tela no aplicativo Instagram e realizar a pesquisa reversa usando o Google app no seu telefone. 4 – “Mspy” é uma excelente ferramenta que deixa você observar o Instagram privado, e ainda pode rastrear um aparelho smartphone, uma vez que você pode ter acesso a diversas informações privadas não apenas do Instagram, mas também sobre o histórico de navegação e até mesmo conversas no WhatsApp. 5 – Tente restaurar a senha com o número de celular. Uma abordagem mais técnica envolve tentar restaurar a senha usando o número de celular vinculado ao Instagram. Acesse a página de redefinição de senha do Instagram, insira o número da pessoa e, se várias contas forem listadas, há indícios de uma conta secreta. *Com informações do site oarthur. Orientações A neuropsicóloga e psicopedagoga Keyth Barros, questionada sobre o fato de crianças e adolescentes terem mais dificuldade de interromper atividades digitais como jogos on-line ou vídeos curtos, além de sofrerem impactos no desenvolvimento emocional, social, cognitivo, comentou o assunto para ajudar os responsáveis. Fonte: Midiamax

  • Desafios virais e terror nas redes impactam crianças profundamente, diz especialista

    Vídeos de cachorros imitando humanos ganharam repercussão nas redes. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax) Conteúdos perturbadores e exposição dos menores podem causar efeitos severos na saúde mental dos jovens Nas redes sociais, é possível encontrar quase todo tipo de conteúdo. Recentemente, cada vez mais, ganham espaço os vídeos curtos, que circulam rapidamente pelos usuários. No entanto, as publicações compartilhadas em aplicativos como TikTok, Instagram e X podem conter conteúdos perturbadores e, sobretudo, inadequados para crianças e adolescentes. Em fase de desenvolvimento pessoal, os efeitos das redes sociais podem ser ainda maiores nesse grupo. Diante desse impacto, uma nova lei entra em vigor no Brasil a partir da próxima terça-feira (17), restringindo o uso das plataformas digitais, aplicativos e jogos on-line para menores de 16 anos. As regras da Lei 15.211/25 determinam que as plataformas tenham sistemas para identificar quando o usuário é menor de idade, substituindo a autodeclaração. Os menores de 16 anos só poderão utilizar redes sociais e aplicativos se suas contas estiverem vinculadas a um perfil ou identificação de um de seus responsáveis legais. A legislação ganhou força após a repercussão da adultização de crianças, em meados de 2025, quando o influencer Felca divulgou um vídeo sobre o tema. O principal denunciado, Hytalo Santos, e seu marido, Israel Vicente, foram presos por exploração sexual de adolescentes. As denúncias levaram o tema à Câmara dos Deputados, onde o projeto de lei foi apresentado e aprovado pelo Senado. Posteriormente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o sancionou em setembro do ano passado. ‘Trends’ perigosas e conteúdos perturbadores expõem menores Os vídeos e as postagens encontrados nas redes sociais podem conter conteúdos inadequados aos menores de idade. O psicólogo clínico e judiciário William Souza (CRP 14/04624-9), que compõe o Núcleo de Infância, Adolescência e Juventude, explica que a exposição a essas mídias pode ser prejudicial ao grupo, devido a sua vulnerabilidade. “Sobretudo adolescentes que já têm uma questão de vulnerabilidade de adoecimento mental, são particularmente mais sensíveis. Esse tipo de conteúdo pode levar comportamentos autodepreciativos, chegando a automutilações e, inclusive, com o risco de morte”. Essas ‘trends’ que se espalham rapidamente entre os jovens já resultou, diversas vezes, em mortes de menores. No início deste mês, uma menina de nove anos morreu, em Campo Grande, supostamente por participar do desafio do desodorante. Na ‘brincadeira’ em questão, o ‘participante’ deve inalar pelo máximo de tempo possível o desodorante. A prática é extremamente perigosa e prejudicial. Outra ‘trend’ que ficou famosa há alguns anos foi a Baleia Azul, que teve repercussão em todo o país. Os desafios propostos incluíam automutilação, envenenamento e até mesmo o suicídio. O psicólogo afirma que essas ‘trends’ se espalham mais facilmente entre os adolescentes, que estão em fase de construção da personalidade e buscam encontrar pertencimento e validação de um grupo. “A gente constitui nossa personalidade a partir da interação com o outro, da validação do grupo, e é isso que o adolescente tá buscando”. Conforme o especialista, a idade apresenta diversas inseguranças sobre as escolhas, pensamentos e comportamentos, e, por isso, os jovens validam as ‘brincadeiras’, apesar do risco. “Esse adolescente tem dificuldade de analisar os riscos, de avaliar o que realmente vale a pena, o que não vale, porque o foco dele está em testar os próprios limites e alcançar a validação do grupo”. Impactos psicológicos As crianças e os adolescentes, no entanto, podem sofrer outras consequências prejudiciais com o uso das redes sociais, ainda que menos severas. William explica que os problemas estão relacionados ao desenvolvimento dos menores, principalmente os socioemocionais. “O impacto está muito associado a problemas como ansiedade, a depressão, a hiperatividade e a agressividade. Principalmente, crianças de 6 a 10 anos de idade estão mais propensas, são as mais acometidas por esse tipo de problema”. Os efeitos podem atingir o grupo também no âmbito da aprendizagem, já que passam, nessa idade, por fase essencial de formação. Segundo o especialista, crianças entre 9 e 11 anos de idade apresentam muitos problemas em relação à retenção de memória e concentração, além de prejuízos na linguagem e escrita. As redes também podem ser espaços para manifestação de preconceitos, como ataques racistas, misóginos, homofóbicos, gordofóbicos, que podem se enquadrar como cyberbullying. O psicólogo também alerta para o estabelecimento de padrões de beleza e a excessiva comparação realizada nas plataformas. “Nós já vivemos em uma sociedade que estabelece padrões de beleza, de corpo, de consumo, e tudo isso na internet, nas redes sociais, fica muito mais impulsionado. Consequentemente, isso pode culminar numa autoestima baixa, em crises depressivas e mais ansiedade.” Conteúdos perturbadores Para além destes, conteúdos perturbadores ou assustadores também podem aparecer nas redes. O caso aconteceu com a jovem Gabriela Rezende, de 16 anos, quando utilizava sua conta em uma rede social. Enquanto rolava o feed, ela se deparou com um vídeo que causou espanto. A ‘trend’ era sobre skinwalker, vídeo que mostrava cachorros com comportamentos estranhos, semelhantes a humanos. “Os vídeos que costumo assistir são o oposto do que vi, e aí do nada apareceu um vídeo que não gostei. Algumas vezes acontece de aparecer vídeos esquisitos, mas me surpreende”, relatou a jovem. Ela contou que se sentira ansiosa com os vídeos e que inclusive passou a usar menos o aplicativo após o ocorrido. A tendência dos vídeos teria sido originada de uma mitologia da cultura navaja — povo indígena da América do Norte —, que descreve os skinwalkers como figuras malignas capazes de se transformar em animais como cachorros e lobos, ou possuir outras pessoas. William confirma que esse tipo de conteúdo é ainda mais prejudicial aos jovens, que possuem mais sensibilidade e maior dificuldade em lidar com suas emoções. Os menores também têm mais dificuldade de diferenciar o real do fictício ou mito, aponta o especialista. “Eu vejo isso como um problema social, e crianças e adolescentes são especialmente afetados nessas condições. Elas podem ter a imagem delas manipuladas, colocando a imagem e a voz delas em situações de constrangimento, podendo sofrer ameaças.” ‘Iscas’ de engajamento podem influenciar algoritmo O psicólogo cita, inclusive, os deep fakes, criados por IA (inteligência artificial) para manipular e se passar por humanos. As crianças, que já não conseguem diferenciar com precisão o verdadeiro do falso, ficam ainda mais vulneráveis com a técnica. Os conteúdos, como os próprios skinwalkers, podem ser gerados artificialmente para aumentar o medo sobre os menores e gerar mais engajamento nos vídeos. O cientista de dados e pesquisador em inteligência artificial Guilherme Cioccia explica essa tendência. A prática é chamada de ragebait, termo que virou a palavra do ano do dicionário de Oxford em 2025. “Basicamente, são postagens potencialmente ofensivas ou que geram polarização de opiniões, servindo apenas como ‘iscas’ de engajamento. A pessoa é manipulada a sentir raiva e a discutir na caixa de comentários, e, se há muita gente engajando nesse conteúdo, ele é mais entregue.” Assim, os conteúdos chocantes, perturbadores e ofensivos podem ganhar ainda mais destaque e repercussão, atingindo mais jovens. Ele também conta que, por mais que os adolescentes sintam repulsa assistindo a esses tipos de vídeos, eles tendem a não pular o conteúdo imediatamente, por explorarem o foco em negatividade do cérebro humano. “O algoritmo interpreta esse ‘estado de choque’ como retenção de público, criando um ciclo onde o usuário é alimentado com vídeos cada vez mais extremos para manter o mesmo nível de atenção”. Guilherme afirma que o algoritmo também pode confundir a estética de conteúdos infantis (como cores vibrantes, músicas) e acabar entregando vídeos perturbadores aos menores. Por isso, os vídeos recomendados para os jovens podem entrar em uma espiral de conteúdo perturbador e inadequado, que aumenta conforme a utilização das redes sociais. Atenção, pais e responsáveis A recomendação aos pais e responsáveis é que se atentem aos comportamentos dos menores, principalmente ao tempo que eles dedicam ao uso de celulares e redes sociais. “Mudanças bruscas, como a irritabilidade, agressividade, alteração do sono, ansiedade, dificuldade de manter uma conversa mais prolongada, de aprofundar, por exemplo, conversas em relação aos sentimentos, são alguns dos sinais que pode indicar que que está havendo prejuízo”, explica William. As crianças, segundo ele, tendem a buscar as telas como forma de compensação para alguma frustração ou irritabilidade. O psicólogo também conta que não existe uma idade ideal para o menor criar uma conta nas redes. A orientação é que os perfis não sejam públicos, para evitar o assédio e aliciamento. “O ideal seria não ter um perfil público, simplesmente. Não existe um consenso sobre a partir de tal idade. Por isso, é fundamental, por exemplo, um regramento maior do Estado em relação a esses espaços”. Além da legislação que entra em vigor na próxima terça-feira, William recomenda que os pais façam um trabalho em conjunto, fiscalizando a atuação dos menores na internet. “É fundamental que os pais e os cuidadores estejam sempre atentos a essa criança, adolescente, que possam conversar com eles sobre a experiência nas redes sociais, o que eles conversam. Os pais precisam, sim, estar ali fiscalizando, pegando o celular, podendo ver quais as redes que estão sendo acessadas, para proteger essa criança e esse adolescente.” Fonte: Midiamax

  • Pressão do Master sobre o STF aumenta chances de domiciliar a Bolsonaro, avaliam aliados

    WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Nova internação do ex-presidente, que está na UTI, também é vista como um possível trunfo da defesa do capitão da reserva Internado nesta sexta-feira (13) com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentará entrar novamente com um pedido de prisão domiciliar no Supremo Tribunal Federal (STF). Interlocutores ouvidos pela coluna avaliam que o quadro mais delicado do capitão da reserva nesta internação, somado ao desgaste sofrido pelo Judiciário com o caso Master e o trabalho de aliados do ex-presidente nos bastidores aumentam as chances da defesa de conseguir o benefício humanitário. Após passar mal, Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital DF Star, onde está internado na UTI. Apesar do quadro estável, os médicos pessoais de Bolsonaro insistem que a saúde dele estaria mais resguardada em casa. A opinião não é compartilhada pelos peritos que avaliaram o ex-presidente, que dizem não haver necessidade da prisão domiciliar. Com o período eleitoral se aproximando, no entanto, aliados de Bolsonaro acreditam que essa última internação tende a compadecer os ministros. Senão pela saúde de Bolsonaro em si, pelo medo de serem associados a uma possível deterioração do quadro de saúde de um político tão popular. No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes voltou a negar o pedido da defesa do ex-presidente para que ele fosse levado à prisão domiciliar, alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos. A decisão de Moraes foi referendada pela Primeira Turma da Corte. Em fevereiro, aliados do ex-presidente consideravam certos 5 votos de ministros do Supremo para conceder o benefício ao ex-presidente: o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A corte, que tem 11 cadeiras, só tem 10 ministros em atuação após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A coluna apurou que aliados de Bolsonaro acreditam que Dias Toffoli possa ser o voto decisivo para mandar o presidente de honra do PL para casa. Relator do caso e tido como “algoz” de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes é o mais resistente à possibilidade. Moraes e Toffoli são exatamente os dois ministros mais arranhados pelos desdobramentos do caso Master. A coluna apurou que a estratégia de parte dos aliados do ex-presidente seria amenizar as críticas ao Judiciário caso Bolsonaro seja mandado para casa. No entanto, não houve nenhuma negociação com os ministros. Apesar de a conta ser considerada boa para a direita — já que o assunto sofria muita resistência por conta da tentativa de burlar a tornozeleira eletrônica — o benefício só seria cedido a partir de abril, após o prazo de desincompatibilização (período em que políticos devem se afastar de cargos para disputarem as eleições) para o período eleitoral. O entendimento é que o STF quer evitar maior interferência de Bolsonaro no pleito de 2026. O trabalho está sendo feito por várias mãos. Como antecipado pela Jovem Pan, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atuaram pessoalmente em prol da mudança. Tarcísio está em Brasília nesta quarta e será recebido por Moraes, Gilmar, Toffoli e Cristiano Zanin no Supremo, mas a pauta da reunião é outra. No Congresso Nacional, senadores aliados do ex-presidente continuam se movimentando. A ideia dos congressistas é aumentar a pressão sobre os ministros, que tendem a querer evitar uma nova queda de braço entre os poderes. A avaliação de representantes da direita ouvidos pela coluna é que uma decisão a favor de Bolsonaro ajudaria a pacificar a relação entre os Poderes. Entenda a internação Bolsonaro está internado após passar mal. A informação sobre o encaminhamento para a unidade de terapia intensiva foi divulgada pela unidade de saúde no início da tarde desta sexta-feira (13). Como a Jovem Pan havia antecipado, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia (entenda o que é mais abaixo). O diagnóstico aconteceu após o ex-presidente ser encaminhado ao Hospital DF Star por ter passado mal e apresentado calafrios na “Papudinha”, onde está preso. Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 8h50 em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Entenda a broncopneumonia A broncopneumonia é uma infecção que se espalha por várias partes dos pulmões, atingindo as pequenas estruturas por onde o ar passa (os bronquíolos e os alvéolos). Na maioria das vezes, a doença é provocada pela invasão de bactérias, vírus ou fungos. No entanto, um sinal de alerta vai para as gripes, resfriados e outras doenças respiratórias mal tratadas. Quando as infecções mais simples não são cuidadas corretamente, elas podem se agravar e se tornar uma broncopneumonia. Principais sintomas Os sintomas costumam ser mais intensos do que os de um resfriado comum: Tosse (que pode ser seca ou com catarro grosso); Febre, geralmente alta, acompanhada de calafrios e suor; Dor no peito na hora de tossir ou puxar o ar fundo; Falta de ar, dificuldade para respirar ou chiado no peito; Cansaço muito forte, fraqueza e dores pelo corpo; Mal-estar geral, falta de apetite, dor de cabeça e tontura; Nas pessoas mais velhas, a doença pode se manifestar de forma diferente, provocando confusão mental ou delírios. Fonte: Jovem Pan

  • Com dois votos pela cassação, TSE retoma julgamento de Cláudio Castro em 24 de março

    Joédson Alves/Agência Brasil O governador do Rio de Janeiro é acusado de obter vantagem eleitoral em processo de contratação de cerca de 27,7 mil servidores temporários O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do processo que pede a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi interrompido mais uma vez. O ministro Kassio Nunes Marques fez pedido de vista nesta terça-feira (10) para ter mais tempo de análise do caso. A presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, marcou a retomada do julgamento para 24 de março. Até o momento, o placar da votação está 2 a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos. Em novembro de 2025, a ministra e relatora do caso, Maria Isabel Galotti, votou pela cassação. Na ocasião, o julgamento foi suspenso depois de o ministro Antônio Carlos Ferreira pedir vista. Na sessão desta terça-feira, o magistrado acompanhou a relatora e votou a favor da cassação. Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos. Também são julgados no processo: Ex-vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha; Ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), Gabriel Rodrigues Lopes; Deputado estadual e ex-secretário de governo, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) absolveu o governador e os outros acusados no processo de supostas contratações irregulares da Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Castro obteve vantagem eleitoral no recrutamento de 27.665 pessoas, o que gerou um gasto de R$ 248 milhões. O órgão afirmou que a descentralização de projetos sociais fomentou a medida. *Com informações de Agência Brasil Fonte: Jovem Pan

  • Mais de 11 mil kg de maconha em carga de soja são apreendidos em Mundo Novo

    Droga apreendida - Foto: DOF Três homens foram presos e outras duas carretas envolvidas no tráfico foram apreendidas 11.450 quilos de maconha escondidos em uma carreta carregada com soja foram apreendidos nessa quarta-feira (4), em Mundo Novo. Três homens foram presos na ação e outras duas carretas envolvidas no tráfico foram apreendidas. O motorista da carreta com carga ilícita afirmou que foi contratado para levar o veículo com a droga até a cidade de Londrina (PR), onde receberia R$ 50 mil pelo transporte. O material apreendido foi avaliado em aproximadamente R$ 24 milhões e foi encaminhado à Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados. Policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Defron receberem informações sobre a movimentação de traficantes na região sul de Mato Grosso do Sul, que estariam transportando grãos com grande quantidade de entorpecentes escondida. Assim, já com as características das carretas, os policiais iniciaram buscas na região onde os suspeitos estariam agindo. Os agentes, então, abordaram as duas primeiras carretas, que realizavam a função de “batedores”, ou seja, dando proteção ao transporte da droga e avisando sobre possível presença policial. Em seguida, os policiais abordaram uma terceira carreta, carregada com soja. Em vistoria, a equipe encontrou diversos fardos de maconha embaixo dos grãos. Seguiu-se, por fim, os procedimentos de prisão dos envolvidos e apreensão da droga. Fonte: Midiamax

  • Subtenente do Corpo de Bombeiros que tentou matar a esposa em Ponta Porã alega legítima defesa

    Equipes policiais foram acionadas para a ocorrência. (Reprodução) A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3) O subtenente do 4º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar) alegou inicialmente que desferiu os golpes de marreta contra a cabeça da esposa, de 52 anos, por legítima defesa. A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3), na Vila Reno, em Ponta Porã, a 295 km de Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo. Em decorrência disso, ele justifica, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar na cabeça dela’. A vítima foi socorrida, inconsciente, por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico. A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3). Ao Jornal Midiamax, o CBMMS (Corpo de Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) informou que o militar poderá ser excluído da Coorporação. “O referido militar responde criminalmente na justiça comum e no âmbito do CBMMS responde a um Processo Administrativo Disciplinar, que poderá culminar na aplicação das sanções previstas em lei, incluindo a exclusão das fileiras da Corporação”, diz nota. Filhos foram vistos pedindo socorro Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los. Confira a nota na íntegra: Onde buscar ajuda em MS Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153. Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências. As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil. Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542. Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. (Revisão: Dáfini Lisboa) Fonte: Midiamax

  • Conflito entre EUA e Irã abala mercado do petróleo e distribuidoras reajustam valores em MS

    Abastecimento em posto de MS. (Henrique Arakaki, Midiamax) As distribuidoras de combustíveis já realizam ajustes em seus custos de aquisição e logística Com o aumento das tensões e conflitos entre EUA, Israel e Irã, o mercado internacional de petróleo tem sofrido instabilidades, refletindo diretamente na formação dos preços dos combustíveis em diversos países, inclusive no Brasil. Portanto, os sul-mato-grossenses devem começar a sentir esses impactos no bolso nos próximos dias. Isso porque as distribuidoras de combustíveis já realizam ajustes em seus custos de aquisição e logística, repassando essas variações ao longo da cadeia de abastecimento. A informação foi confirmada pelo Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Estado de Mato Grosso do Sul). Segundo o sindicato, eventuais oscilações nos preços praticados pelos postos revendedores decorrem, principalmente, das alterações nos custos atualizados de compra junto às distribuidoras, que são impactados pelas condições do mercado internacional de petróleo. “Ressaltamos que os postos revendedores atuam como o último elo da cadeia de comercialização e também sofrem os reflexos dessas variações de custos”, pontuam. Fonte: Midiamax

  • Por conta dos filhos, mulher de ‘Frescura’ vai para prisão domiciliar

    Juliana Paula, esposa do ‘Frescura’. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax) Advogado alegou que casal tem filhos menores de 12 anos ao fazer o pedido Juliana Paula da Silva, mulher do empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, vai para a prisão domiciliar, conforme decisão judicial publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira (5). O pedido foi feito pela defesa do casal ainda no dia em que o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagrou a Operação Camuflagem. O pedido foi feito em relação apenas a Juliana. O advogado Arlei Freitas alegou no pedido que o casal tem dois filhos menores de idade — um menino de um ano e 10 meses e uma menina de 11 anos, que possui TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Conforme a petição, as crianças ficaram sob os cuidados da doméstica no dia da prisão. Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gleidson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper. O juiz determinou que Juliana não poderá sair de casa sem autorização judicial, sob pena de revogação imediata da prisão domiciliar. Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou, em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper, com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores. Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Os alvos foram Ueverton da Silva Macedo (“Frescura”), a esposa dele, Juliana Paula da Silva, e os empresários Evertom Luiz de Souza Luscero e Gleidson Cabral Nobre. A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras. Construção de casas para lavar dinheiro Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares. Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia. Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo — Claudinho Serra. Fonte: Midiamax

  • Desembargadores escolhem Flávio Saad para substituir juiz no TRE-MS

    Juiz Flávio Saad Peron. (Divulgação, OAB) Juiz Alexandre Antunes assumiu cargo na vice-presidência O juiz Flávio Saad foi escolhido pelos desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para substituir Alexandre Antunes da Silva no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS), conforme publicação em Diário Oficial desta quinta-feira (5). Saad vai assumir o cargo na classe de juiz de Direito, após votação do Tribunal Pleno da corte. Antunes saiu do TRE para ocupar a vaga de juiz auxiliar da vice-presidência do TJMS. Ao todo, sete juízes concorreram: Ariovaldo Nantes Corrêa, juiz de Direito da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da comarca de Campo Grande; Flávio Saad Peron, juiz de Direito da 15ª Vara Cível da comarca de Campo Grande; Carlos Alberto Garcete de Almeida, juiz de Direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri da comarca de Campo Grande; Marcelo Andrade Campos Silva, juiz de Direito da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos da comarca de Campo Grande; Paulo Henrique Pereira, juiz de Direito da Vara de Cumprimento de Sentenças de Contencioso Coletivo da comarca de Campo Grande; Waldir Peixoto Barbosa, juiz de Direito da 5ª Vara Criminal da comarca de Campo Grande; Mariel Cavalin dos Santos, juíza de Direito da 16ª Vara Cível da comarca de Campo Grande. Os Tribunais Regionais Eleitorais são compostos por sete membros titulares — dois são desembargadores oriundos dos Tribunais de Justiça; dois são juízes de Direito; um é juiz federal ou desembargador de Tribunal Regional Federal; e outros dois são advogados. Enquanto os indicados pelos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais seguem um esquema de rodízio para atuar nos TREs, os representantes da classe de juristas são escolhidos por meio de lista tríplice submetida ao presidente da República. Fonte: Midiamax

  • Dino anula quebra de sigilo de Lulinha aprovada na CPMI do INSS

    Alex Silva/Estadão Conteúdo Em decisão, o ministro determinou o ‘não cumprimento’ das deliberações de 26 de fevereiro resultantes da ‘votação em globo’ da comissão O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (5) anular a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A medida havia sido aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em razão da “votação em globo” feita pela CPMI, em 26 de janeiro, Dino determinou que as “autoridades administrativas” não cumprissem com as deliberações oriundas da reunião da comissão. Dentre elas, a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. “Tal situação geraria insegurança jurídica e intermináveis debates, tanto na seara admistrativa (no Banco Central e na Receita Federal), quanto na judiciária, com a altíssima probabilidade de desconsideração das provas colhidas no relevante Inquérito Parlamentar”, justificou o ministro. Na quarta-feira (5), a defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao STF a suspensão da decisão da CPMI. A solicitação se deu depois de Dino, no mesmo dia, anular a quebra de sigilo de uma amiga de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela comissão. O ministro acolheu a alegação dos advogados dela de que houve violação no processo de votação. Já a defesa de Lulinha argumentou que os fundamentos adotados pelo ministro para suspender a medida contra Luchsinger “são todos aplicáveis” ao empresário. Para os advogados do filho do presidente, a votação “em globo” foi sem “fundamentação concreta, específica e individualizada”. Quebra de sigilo de Lulinha Na reunião de 26 de fevereiro, a CPMI do INSS votou à favor da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Além da medida, mais 86 requerimentos foram aprovados de forma conjunta pela comissão. Logo depois, houve confusão e empurra-empurra entre os presentes. Senadores e deputados federais da base do governo não concordaram com a condução da votação pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Os governistas solicitaram a anulação da ação contra Lulinha por meio de requerimento protocolado junto à presidêndia do Senado Federal. Na terça-feira (3), o presidente da Casa Alta do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), rejeitou o pedido e manteve a decisão da CPMI contra o empresário. Também em 26 de fevereiro, a defesa de Lulinha manifestou-se sobre a quebra de sigilo. Por meio de nota, o advogado do empresário disse que a medida é “dispensável”. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, disse o Guilherme Suguimori. A defesa de Lulinha ainda comentou sobre a autorização concedida pelo ministro André Mendonça para quebrar os sigilos bancário, telemático e fiscal do empresário. Suguimori disse que, “desde o início”, o empresário “se colocou à disposição do STF” com a “intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Corte entendesse necessários”. Mendonça decidiu, em janeiro, acatar o pedido da Polícia Federal (PF) para quebrar o sigilo de Lulinha. A corporação apura o envolvimento do empresário com o esquema de descontos indevidos. O empresário também foi citado em decisão do ministro que autorizou a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizar, em dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto. No celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, a corporação encontrou mensagens que citam repasse de ao menos R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha. CPMI do INSS Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 33 reuniões até segunda-feira (2). Nessa reta final, a comissão está concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo Antunes. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses. De acordo com o calendário oficial de atividades para 2026, a CPMI ouvirá testemunhas até 19 de março. No dia 23, está marcada a apresentação e leitura do relatório final. Já a votação do documento ficou para o dia 26. Fonte: Jovem Pan

  • “Chave para economia”: Nelsinho comemora aprovação do acordo Mercosul-UE no Senado

    Nelsinho é senador pelo PSD-MS. (Carlos Maoura, Senado) Nelsinho vibrou e disse que tratado comercial é o “maior acordo da humanidade” “Dia de celebração”, é assim que Nelsinho Trad (PSD) vê a aprovação do acordo Mercosul-UE no Senado. Nesta quarta-feira (4), o presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) destacou que “esse acordo não é apenas desejado, ele é necessário, é a chave para dinamizar a nossa economia”. A senadora Tereza Cristina (PP) relatou a matéria. Com voto favorável, a senadora destacou os impactos positivos do tratado. Assim, Nelsinho disse que “a cereja do bolo é que a senadora Tereza Cristina veio a ser relatora. Porque em 2019, quando isso estava adormecido, alguém pegou um avião e foi lá para ajudar, que foi a senadora Tereza, ex-ministra da Agricultura”, lembrou. Nelsinho destaca que o tratado é benéfico ao país. Entre os benefícios, citou que o acordo deve gerar empregos, investimentos e fortalecer as micros e pequenas empresas. “Não foi fácil, porém uma máxima a gente aprende no nosso parlamento: Parlamento é a casa do debate”, comentou Nelsinho. Para ele, “esse é um acordo de ganha-ganha” para os países. Por fim, destacou que é o “maior acordo de blocos de países que existe na humanidade”. Relatora aponta cuidados e destaca benefícios O Senado aprovou o acordo Mercosul-UE. Então, a matéria segue para promulgação no Congresso Nacional. A senadora por Mato Grosso do Sul já havia adiantado voto favorável. O parecer também seguiu os apontamentos feitos anteriormente, com alerta para os cuidados que o Brasil deve adotar. “Se faz necessária a apresentação de impactos financeiros”, disse Tereza. No entanto, mais uma vez destacou que o acordo é positivo para o Brasil. Assim, defendeu que “acordos perfeitos não existem”. A senadora disse que é preciso “calibrar expectativas para viabilizar potencialidades. Se perfeito fosse, não seria acordo, seria imposição unilateral”, pontuou. Acordo internacional Conforme o texto, o acordo internacional determina a redução gradual das tarifas comerciais entre os cinco países do Mercosul e os 27 da União Europeia. Portanto, a redução é prevista ao longo de 18 anos. Ademais, o acordo cria regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas e investimentos. São cerca de 718 milhões de pessoas vivendo nos países do Mercosul e da UE. O PIB chega a aproximadamente US$ 22,4 trilhões. Fonte: Midiamax

  • Alvo de operação após golpe milionário, ex-deputado Sérgio Assis é solto com fiança de R$ 5 mil

    Sérgio Assis. (Reprodução, Facebook) Assis foi preso em flagrante, com munições, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão O ex-deputado em Mato Grosso do Sul Sérgio Assis foi solto nesta quarta-feira (4), horas após ser flagrado com 250 munições na gaveta de uma cômoda, em seu apartamento, na região central de Campo Grande. O flagrante ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em razão da operação da Polícia Civil de Mato Grosso contra a Imaculada Agronegócios e a Santa Felicidade Agro Indústria, suspeitas de aplicar golpes de R$ 58 milhões em produtores. Segundo o documento ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, os policiais civis da Delegacia de Polícia de Comodoro localizaram no interior do quarto utilizado por Sérgio, especificamente na gaveta de uma cômoda, 250 munições de calibre .22. Assim, o ex-deputado admitiu a posse do material, afirmando não possuir autorização legal para mantê-lo. Diante do flagrante, Sérgio foi encaminhado para a sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros). Por lá, o delegado de polícia arbitrou a fiança no valor de R$ 5 mil. Usava influência política “O Sérgio se utilizava da sua figura política e do seu poder econômico como meio de garantidor. Então, a gente está investigando ele e mais dois por associação criminosa, e outras pessoas, que ainda vão ser identificadas”, disse o delegado Ricardo Sarto. Em 2015, Assis chegou a ser condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por exploração sexual de adolescente, depois de ter sido flagrado em encontro com menor de idade. No entanto, foi absolvido em 2018. Os desembargadores entenderam que o ex-deputado foi atraído pela adolescente, por meio de conversa em rede social, e que Assis não sabia que a menina era explorada sexualmente por terceiros e, também, que o filmaria. Sérgio foi deputado estadual pelo PSB — quando presidiu o partido — de 2003 a 2006. Ainda, ele concorreu como vice-governador na chapa de Delcídio, em 2006. Chegou a ser suplente de deputado federal nas eleições de 2010 e disputou novamente para cadeira na Alems em 2014, mas também não se elegeu. Golpe milionário em produtores A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma, contra empresa agropecuária envolvida em fraudes na compra de grãos na região oeste do Estado. Foram cumpridos mandados em Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. As investigações apontaram que a empresa, que se apresentava com roupagem de solidez, atuava em fraudes estruturadas na compra de grãos, causando relevantes prejuízos financeiros às vítimas. Para aplicar os golpes, os donos da empresa convenciam as vítimas a utilizarem o nome de suas propriedades para fazer compras a prazo de grãos, que eram revendidos à vista pela empresa para indústrias. Os valores das compras a prazo seriam quitados pelo grupo. Porém, somente nos primeiros meses os débitos foram pagos corretamente. Após certo tempo, os investigados deixavam de quitar as dívidas contraídas, deixando o produtor rural no prejuízo. Após adquirir a confiança de uma das vítimas, o grupo realizou diversas compras de grãos, causando uma inadimplência superior a R$ 58 milhões a ela. Reprodução: PCMS Fonte: Midiamax

  • ‘Profundo repúdio’, diz corporação após bombeiro tentar matar esposa em Ponta Porã

    Imagem ilustrativa. (Foto: Henrique Arakaki, Arquivo, Jornal Midiamax) O agressor foi preso em flagrante na terça-feira (4) Utilizando as redes sociais, o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) lamentou em nota a atitude do militar que tentou matar a esposa com golpes de marreta na Vila Renô, em Ponta Porã, a 295 km de Campo Grande. O agressor foi preso em flagrante na terça-feira (4). Além de agredir a esposa na região da cabeça e rosto, o bombeiro também agrediu os filhos com golpes de marreta. Em decorrência da gravidade dos ferimentos, a mulher precisou ser transferida em vaga zero para o Hospital de Dourados. Já na manhã desta quarta-feira (4), horas após o ocorrido, a corporação se manifestou com nota de repúdio, além de afirmar que o servidor – com salário de mais de R$ 15 mil no Portal da Transparência – está preso e responderá conforme a lei. “O CBMMS permanece colaborando integralmente com as autoridades policiais e com o Poder Judiciário para a plena elucidação do caso”, diz trecho da nota. Caso Segundo o Portal Ponta Porã News, o militar teria chegado em casa alterado e iniciado as agressões. Em depoimento, ele alegou que teria sido atacado pela companheira com facas e que reagiu utilizando uma marreta. Após o episódio, ele tentou fugir do local, mas foi contido por moradores até a chegada da PM (Polícia Militar). Já a mulher e os filhos foram encaminhadas para atendimento médico. O estado de saúde da mulher é considerado grave. Confira a nota na íntegra: Onde buscar ajuda em MS Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153. Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências. As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil. Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542. Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. Fonte: Midiamax

  • Produtor rural revela que perdeu R$ 70 milhões e aeronave em golpe aplicado por Sérgio Assis

    Aeronave foi recuperada em Campo Grande. (Reprodução, PCMT) A Operação Agro-Fantasma, deflagrada nesta quarta-feira, desarticulou o esquema criminoso Um produtor rural de Mato Grosso perdeu R$ 70 milhões e uma aeronave em golpe aplicado pelo ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul Sérgio Assis. Na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma revelou um esquema de fraude contra as empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústria. No dia 24 de fevereiro, o produtor rural, de 56 anos, procurou a polícia de Mato Grosso para denunciar as empresas do agronegócio chefiadas por Sérgio Assis, Pedro Henrique Cardoso e pelo filho do ex-deputado, Mário Sergio Cometki Assis. Isso porque a vítima teria fechado contratos no ano passado, durante o período de colheita da soja. Segundo o boletim de ocorrência, o produtor foi procurado pelo corretor de grãos Rafael, que se apresentou como representante das empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro. Desde o início das tratativas, os envolvidos afirmavam que o grupo possuía robustez financeira, grande lastro patrimonial e ampla capacidade operacional. O corretor chegou a dizer que Sérgio responderia pessoalmente por eventual inadimplemento. Confiando no grupo, a vítima realizou inicialmente operações de venda de soja, sendo que todas foram pagas regularmente. Em uma ocasião, 17 caminhões permaneceram retidos até a compensação bancária, sendo liberados somente após a confirmação do pagamento. Prejuízos O produtor relatou que chegou a receber visitas em seu comércio de Pedro e Mário. Assim, após tais visitas, foi solicitado que ele passasse a adquirir grãos de terceiros em seu próprio nome — sob promessa de quitação integral nas datas ajustadas. Acreditando nos suspeitos, a vítima assumiu compromissos que ultrapassam R$ 70 milhões. O relato é de que os pagamentos aconteceram normalmente até novembro; no entanto, no mês seguinte, começaram a surgir as dores de cabeça. Isso porque, em dezembro, segundo o boletim de ocorrência, era o mês em que estavam vencendo as parcelas de maiores valores. Diante disso, os suspeitos pararam de realizar os pagamentos, deixando a vítima responsável pelas dívidas assumidas com outros produtores. Para a polícia, o produtor contou que, quando os pagamentos estavam ocorrendo de forma certa, chegou a vender uma aeronave ao grupo pelo valor de R$ 5.817.660,00, recebendo apenas R$ 2.071,563,036. No mesmo período, realizou empréstimos junto a cooperativas, no valor de R$ 16.000.000,00, e repassou ao grupo. Posteriormente, contraiu R$ 5.000.000,00 com outro banco, para honrar compromissos com produtores, e foi obrigado a prorrogar, financeiramente, R$ 2.500.000,00. *Com informações do site Midia News. Suspeitos denunciados à polícia. (Reprodução, Midia News) Aeronave recuperada Na manhã desta quarta-feira (4), policiais conseguiram recuperar a aeronave que o produtor havia vendido ao grupo em Campo Grande. Assim, ela estava em um hangar para manutenção. Golpe milionário em produtores A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma, contra empresa agropecuária envolvida em fraudes na compra de grãos na região oeste do Estado. Foram cumpridos mandados no Estado, em Campo Grande. As investigações apontaram que a empresa, que se apresentava com roupagem de solidez, atuava em fraudes estruturadas na compra de grãos, causando relevantes prejuízos financeiros às vítimas. Para aplicar os golpes, os donos da empresa convenciam as vítimas a utilizarem o nome de suas propriedades para fazer compras a prazo de grãos, que eram revendidos à vista pela empresa para indústrias. Os valores das compras a prazo seriam quitados pelo grupo. Porém, somente nos primeiros meses os débitos foram pagos corretamente. Após certo tempo, os investigados deixavam de quitar as dívidas contraídas, deixando o produtor rural no prejuízo. Após adquirir a confiança de uma das vítimas, o grupo realizou diversas compras de grãos, causando uma inadimplência superior a R$ 58 milhões a ela. Reprodução, PCMS Ex-deputado Em 2015, Assis chegou a ser condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por exploração sexual de adolescente, depois de ter sido flagrado em encontro com menor de idade. No entanto, foi absolvido em 2018. Os desembargadores entenderam que o ex-deputado foi atraído pela adolescente, por meio de conversa em rede social, e que Assis não sabia que a menina era explorada sexualmente por terceiros e, também, que o filmaria. Sérgio foi deputado estadual pelo PSB — quando presidiu o partido — de 2003 a 2006. Ainda, ele concorreu como vice-governador, na chapa de Delcídio, em 2006. Chegou a ser suplente de deputado federal nas eleições de 2010 e disputou novamente para cadeira na Alems, em 2014, mas também não se elegeu. Sérgio Assis foi preso em flagrante com munições. (Arquivo) Fonte: Midiamax

  • Cresce em 66,7% casos de assédio sexual no trabalho em MS

    Imagem Ilustrativa. Dados referentes ao ano de 2025 foram divulgados pelo TRT/MS (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) nesta quarta-feira (4) O número de ações envolvendo assédio sexual no ambiente de trabalho aumentou em 66,7% em 2025, conforme dados divulgados pelo TRT/MS (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) nesta quarta-feira (4). No ano passado, foram recebidos 125 novos processos, frente a 75 casos em 2024. Os casos de assédio sexual também tiveram aumento expressivo: em 2024, ingressaram 799 novas ações. Já em 2025, foram contabilizados 1.116 processos, um aumento de 40%. Os números no Estado acompanham um cenário de crescimento em âmbito nacional, visto que em 2025 o país registrou 12.813 novas ações trabalhistas, um crescimento de 40% na comparação com 2024. Em 2025, foram ajuizadas 142.828 novas ações de assédio moral, o que representa aumento de 22% em relação ao ano anterior. Conforme o coordenador do Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência, Assédio e Discriminação do Primeiro Grau, juiz Marco Antônio de Freitas, as práticas de assédio não são um fenômeno recente nas relações de trabalho, e ele justifica que, em um cenário de crescente competitividade no mercado, essas ocorrências podem se intensificar. “No entanto, o aumento no número de processos registrado em 2025 não deve ser interpretado apenas sob essa ótica. Ele também reflete um avanço importante: a maior conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos e sobre o que caracteriza o assédio”, completa. Segundo o magistrado, esse resultado é fruto de campanhas educativas, cursos e treinamentos promovidos pelas instituições e empregadores, que fortalecem a cultura de respeito e estimulam a utilização responsável dos canais formais de denúncia. “O crescimento dos registros pode indicar não apenas o aumento de situações que precisam ser apuradas, mas também maior procura dos trabalhadores pela reparação dos danos sofridos com esse tipo de prática.” Como identificar um assédio: Assédio Moral: violação da dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa por meio de conduta abusiva, independentemente de intencionalidade, manifestada pela degradação das relações socioprofissionais e do ambiente de trabalho. Pode se caracterizar por exigências de tarefas desnecessárias ou exorbitantes, discriminação, humilhação, constrangimento, isolamento, exclusão social ou situações suscetíveis de causar sofrimento ou psicológico. Assédio moral organizacional: processo contínuo de condutas abusivas ou hostis, sustentado por estratégias organizacionais ou métodos gerenciais voltados a obter engajamento intensivo ou excluir trabalhadores, mediantes desrespeito a direitos fundamentais. Assédio sexual: conduta de conotação sexual praticada contra a vontade da pessoa, de forma verbal, não verbal ou física, por palavras, gestos ou contato, com o objetivo ou efeito de constranger, afetar a dignidade ou criar ambiente intimidativo, hostil, degradante ou humilhante. O assédio sexual está tipificado no artigo 216-A do Código Penal. Outras situações podem se enquadrar em tipos penais distintos, como constrangimento ilegal, ameaça, perseguição, violência psicológica contra a mulher, racismo ou injúria racial, conforme os termos da Lei nº 7.716/1989. Nos casos de discriminação contra pessoa com deficiência, aplica-se o artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão. Prevenção e enfrentamento A Justiça do Trabalho conta com o ‘Guia para Prevenir e Enfrentar o Assédio, a Violência e a Discriminação’, baseado na Política de Prevenção e Enfrentamento da Violência, do Assédio e de Todas as Formas de Discriminação, instituída no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e no CSTJ (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). O guia recomenda medidas como: promoção de palestras, oficinas e cursos sobre o tema; incentivo ao respeito nas relações de trabalho, com valorização da diversidade; e implementação de política institucional sólida de enfrentamento às violências, assédios e discriminações. Fonte: Midiamax

  • Justiça mantém prisão, e Daniel Vorcaro é transferido para presídio em Guarulhos

    Divulgação/Banco Master Empresário foi preso na manhã desta quarta-feira durante a terceira fase da Operação Compliance Zero Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Segundo apurou a Jovem Pan, tanto Vorcaro como seu cunhado, Fabiano Zettel, que se entregou a PF nesta manhã, foram levados ao presídio. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou mais cedo as transferências a penitenciárias estaduais. A decisão de Mendonça, relator do caso, atende a um pedido da própria PF. A corporação argumentou que as superintendências regionais, para onde eles foram encaminhados, são destinadas à custódia “transitória e de curtíssima duração”, voltadas apenas para a formalização de “atos cartoriais” – identificação e registro, por exemplo. O banqueiro voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante nova fase de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa. Confirmado pela reportagem da Jovem Pan, o banqueiro foi levado inicialmente à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também foi alvo de mandado de prisão. Ele se entregou à PF na manhã desta quarta-feira. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, as investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil, que auxiliou na análise de movimentações financeiras e estruturas societárias ligadas ao grupo investigado. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida visa interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar valores que possam ter relação com as práticas ilícitas apuradas. Caso Master As liquidações do Banco Master, decretadas pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF). “A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época. De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Câmara aprova permissão da venda de medicamentos em supermercados; matéria vai a sanção

    Foto ilustrativa (Leonardo de França, arquivo Midiamax) Determina o cumprimento de requisitos sanitários estabelecidos por autoridade reguladora A Câmara dos Deputados aprovou de forma simbólica, nesta segunda-feira, 2, um projeto de lei que concede autorização legal para supermercados e congêneres instalarem farmácia ou drogaria em suas áreas de vendas, com a presença física de farmacêutico. A matéria já foi aprovada no Senado e vai para sanção presidencial. O projeto, de autoria do senador Efriam Filho (União Brasil-PB), determina o cumprimento de requisitos sanitários estabelecidos por autoridade reguladora para a realização da operação. A proposta diz ampliar o acesso da população aos medicamentos sem flexibilizar os padrões de segurança. De acordo com o relator, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO), “o projeto não trata de liberação irrestrita, mas de organização regulada da atividade, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico e cumprimento rigoroso das normas de controle, armazenamento e dispensação”. O projeto altera a lei que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, no artigo que delimita os locais onde a dispensação de medicamentos é privativa. O texto acrescenta um dispositivo para prever é permitida a instalação de farmácias e drogarias em supermercados, “desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes”. Fonte: Midiamax

  • Após denunciar ex-vereador por estupro e ser demitido, servidor municipal é realocado

    Assédio teria acontecido dentro e fora do ambiente de trabalho – imagem ilustrativa. (Elaborado por Gemini) Jovem registrou boletim de ocorrência em que acusa chefe de assédio e estupro de vulnerável O servidor municipal que denunciou um ex-vereador de Campo Grande por assédio e estupro de vulnerável voltou a trabalhar na Prefeitura Municipal e foi transferido de setor nesta segunda-feira (2). A vítima teria registrado duas denúncias na esfera administrativa sobre os abusos cometidos pelo chefe antes de ser demitida, na última sexta-feira (27). No mesmo dia, o jovem procurou uma delegacia da Capital, onde relatou os assédios que aconteceriam desde julho de 2025 pelo ex-vereador e então chefe do rapaz. O relato envolve acusações de estupro de vulnerável e assédio dentro e fora do ambiente de trabalho, na Prefeitura da Capital. Conforme apuração do Midiamax, a vítima teria sido chamada no fim de semana comparecer a uma pasta municipal nesta segunda-feira. No local, o rapaz teria sido informado de que seria transferido de setor e receberia ajuda para tentar encontrar suporte psicológico. A Prefeitura de Campo Grande foi acionada sobre o assunto, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações. Na última semana, o Executivo informou que não tomaria nenhuma medida antes da apuração do ocorrido. “A Prefeitura está apurando os fatos. Nenhuma medida precipitada será adotada e qualquer providência necessária será tomada no tempo devido, sempre em conformidade com a legislação vigente”, pontuou a Prefeitura. O ex-vereador alvo das acusações alegou, ao Midiamax, que entregaria provas sobre a inocência na delegacia nesta segunda-feira. Denúncia O jovem relatou à polícia que o assédio teria se iniciado em julho de 2025, durante uma carona, na qual o chefe, na pasta municipal, teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima não teria reagido por medo da relação hierárquica. Após este episódio, o chefe teria começado a enviar figuras por WhatsApp com conotação sexual, insinuando relacionamento homoafetivo e insistindo nas mensagens, mesmo após o jovem relatar que era heterossexual. Durante o serviço, segundo a denúncia, o autor continuava com o assédio, por meio de frases de conotação sexual, e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos. Em 12 de dezembro de 2025, ao fim de uma confraternização, a vítima teria sido levada para a casa do servidor público após ter carona oferecida. O jovem relatou à polícia que estaria visivelmente embriagado e teria precisado de ajuda para ser colocado no carro do chefe. Durante o trajeto, o autor teria feito a sugestão de que eles poderiam “ficar como casal nas férias”. Pós-festa Diante da negativa, o homem teria dito que conseguiria qualquer coisa, porque era chefe e tinha um cargo alto no serviço público. Assim, a vítima foi levada até a casa do autor. No local, o homem retirou as roupas do rapaz sem o consentimento dele e fez sexo oral nele. O rapaz relatou que não se lembra de tudo o que aconteceu, por conta da bebida. Ao acordar, ele estava sem roupas e o homem o abraçava. A vítima foi até a cozinha beber água, procurar o celular e as roupas. Após esse episódio, ele relatou que o chefe começou a monitorá-lo no ambiente de trabalho, mas sem mensagens insistentes. Fonte: Midiamax

  • Câmara trava pauta após secretário chamar crianças autistas de ‘criaturas’ em Sidrolândia

    Fala do secretário do primeiro escalão de Sidrolândia é questionada por vereadores. (Reprodução, Facebook) Vereadores solicitaram reunião de urgência com o Executivo após fala do secretário de Transporte O secretário de Transporte, Luiz Cezar Asman — conhecido como “Di Cezar” —, chamou crianças autistas de “criaturas” nesta segunda-feira (2). Logo, a Câmara de Sidrolândia se posicionou contra a fala do secretário e travou a pauta. A declaração de Di Cezar aconteceu nesta manhã, antes da sessão, em reunião dos vereadores, secretários e pais de alunos da rede municipal. Assim, a sessão durou cerca de 12 minutos e foi encerrada em Sidrolândia. “Nós vamos marcar com todos os vereadores, com o prefeito, com o secretário de educação e o secretário de transporte”, afirmou o presidente da Câmara, Otacir Figueiredo (PP). Reunião terminou em choro Enquanto cobravam melhorias no transporte escolar para crianças da zona rural, os pais pontuaram que não existem monitores nos ônibus. O presidente da Comissão de Educação, vereador Cledinaldo (Novo), disse que foi neste momento que o secretário fez a declaração. “Tem que ter alguém para cuidar dessas crianças, têm crianças com TDAH, têm autismo”, lembrou Cledinaldo sobre as falas dos pais. Então, o secretário teria dito logo em seguida: “Mas, gente, essas criaturas”. “Quando entrou a palavra ‘criatura’, sobre as crianças, a vereadora que tem um filho autista saiu chorando”, contou o presidente. Para o presidente da Comissão, o secretário é “sempre muito sem educação, muito despreparado para tratar com os pais”. Vereadora se pronunciou Foi a vereadora Elaine Souza (PP) quem saiu da reunião após a fala de Di Cezar. Mãe atípica, a parlamentar usou as redes sociais para se manifestar. “Hoje falo como mãe atípica e como vereadora desta cidade. Dói na alma ver nossas crianças sendo desumanizadas por falas infelizes e por um preconceito que ainda insiste em existir”, afirmou. Por fim, pontuou que irá cobrar ações após a fala do secretário. “Isso não pode ser normal. Isso não pode ser aceito”, disse a vereadora. O Jornal Midiamax acionou o prefeito do município, Rodrigo Basso (PL), para esclarecimentos sobre as declarações do servidor do primeiro escalão. Ligações e mensagens, devidamente documentadas, não foram respondidas até a publicação desta matéria. O secretário também foi acionado e não respondeu. Contudo, o espaço segue aberto para manifestação das partes. Fonte: Midiamax

  • Impasse com advogado faz juíza adiar audiência sobre fraudes no Detran-MS

    Despachante David Chita é apontado como um dos líderes do esquema de fraude. (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Testemunhas foram dispensadas e nova audiência foi marcada para o próximo mês Um impasse com o advogado do despachante David Cloky Hoffaman Chita fez a 2ª audiência sobre um dos casos de corrupção no Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) ser adiada nesta segunda-feira (2). Isso porque o advogado Wilson Tavares assumiu recentemente a defesa de David nesta ação, que tem mais de 7 mil páginas. Assim, a defesa não teve tempo hábil de “entrevistar” o réu, o que afetaria o trabalho com as testemunhas que seriam ouvidas nesta audiência, marcada para acontecer no Fórum de Campo Grande. Atualmente, David está preso e, por isso, a defesa enfrenta algumas burocracias na Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), como a permissão para “visitar” o réu com apenas 220 páginas dos autos — ou seja, levariam ao menos 35 idas do advogado ao presídio para repassar a ação completa. Estavam previstas sete testemunhas para o dia, mas apenas um servidor do Detran-MS — que na época dos fatos atuava na parte técnica do órgão — chegou a ser ouvido. Após esta oitiva, Tavares teve 10 minutos para conversar com David. Depois de rápida conversa, a defesa pediu que a Justiça adiasse a audiência, para que pudesse se inteirar sobre o processo e, assim, devidamente questionar as testemunhas. Então, a juíza Eucelia Moreira Cassal remarcou as oitivas para 14 de abril e dispensou as demais testemunhas. ‘Supergirl’ se livrou de tornozeleira Antes da audiência começar, a Justiça já havia permitido que a “supergirl” do Detran, Yasmin Osório, fosse dispensada de acompanhar os depoimentos após pedido da defesa, pois estava com o filho pequeno. Além disso, durante a audiência, a Justiça deliberou sobre um habeas corpus de Yasmin. Meses atrás, foi determinado que ela usasse tornozeleira eletrônica — o que não foi cumprido. Entretanto, nesta segunda, a Justiça revogou a determinação, mas manteve as medidas cautelares, como não se aproximar de servidores do Detran. Na 1ª audiência, no fim de janeiro, a Justiça ouviu servidores do Detran-MS e os réus. Yasmin Osório, ex-servidora do Detran-MS. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Fraudes no Detran-MS Conforme investigação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), David teria conseguido liberar documentações de pelo menos 29 veículos com restrições. Yasmin recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Cloky Hoffaman Chita. De acordo com o relatório de investigação policial, que está em sigilo, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, David pagava Yasmin pelos serviços. Foi apurado que ela ganhou um iPhone 15 Pro Max — que foi entregue a ela em uma cesta dentro do Detran-MS —, joia e eletrônicos, como ar-condicionado e televisão, além de valores em dinheiro no Pix. Yasmin também chegou a ser presa, mas foi solta ao descobrir que estava grávida. Ela foi exonerada do Detran-MS e atualmente cumpre prisão domiciliar, com monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ela foi nomeada como ‘Supergirl heroína do trânsito’ em eventos educativos do Detran-MS. Além disso, David Chita foi condenado ano passado a seis anos, no regime semiaberto, pelo roubo de propina de R$ 270 mil, no caso da Operação Vostok. Beto Pereira foi apontado por David Chita como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS. Além disso, o esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS e de delegados de polícia manteve o grupo a salvo. Na época, o despachante apresentou prints com detalhes do que relatou como pagamentos de R$ 30 mil a Pereira, todo dia 10. Já Juvenal Neto (PSDB), ex-diretor do Detran e ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul, receberia R$ 20 mil, todo dia 20. “E tem muito mais. O que estou contando para vocês não é nem 30% de tudo que eu sei. Tem muito mais coisas que podem aparecer se quiserem investigar e se não me matarem antes”, alertou Chita, justificando estar foragido por temer pela própria vida. Segundo ele, mais de R$ 1,2 milhão foram repassados ao grupo chefiado pelo deputado federal no período em que o esquema criminoso operou. A delação foi oficialmente apresentada ao MPMS, inclusive, o Jornal Midiamax colaborou com as investigações, entregando pen drive com a entrevista completa de David. No entanto, por envolver deputado federal, a denúncia foi remetida à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou o caso. A justificativa foi por “ausência de elementos”. Deputado figura como mandante do esquema em inquérito policial A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conduz quatro inquéritos que apuram esquema de fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de MS). Em um deles, o nome do deputado federal Beto Pereira (PSDB) é citado como suposto líder da organização criminosa e chefe da corrupção no órgão. Fonte: Midiamax

  • Falta de transparência livra MPMS de fiscalização sobre pagamentos de retroativos

    Romão Ávila Milhan Jr., procurador-geral de Justiça de MS. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) Órgão descumpre resolução nacional ao omitir dados nos contracheques dos membros A falta de transparência do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no que se refere à identificação dos pagamentos “astronômicos” destinados aos membros, livrou o órgão de listar em estudo que analisou pagamentos retroativos no Ministério Público em todo o país. A iniciativa de fiscalização é da Transparência Brasil com a República.Org. As entidades descobriram que, entre 2023 e 2024, o MP distribuiu R$ 2,9 bilhões a título de retroativos a 60% de seus promotores e procuradores da ativa. O estudo menciona que, desses valores, R$ 2,6 bilhões — ou seja, 89% dos pagamentos — foram autorizados a partir de decisões administrativas, sem qualquer obrigação judicial. Acionado pela reportagem, o MP de Mato Grosso do Sul voltou a silenciar sobre o assunto dos penduricalhos. Nem mesmo presencialmente o comando do órgão aceita comentar o tema. Na semana passada, Romão Ávila Milhan Júnior fugiu de pergunta do Jornal Midiamax, provocando críticas de contribuintes nas redes sociais. Sob a gestão de Romão, o órgão seguiu pontuando nota zero em transparência. O nível, que já havia zerado em 2024, após queda em 2023, voltou a demonstrar o desapreço do órgão na prestação de contas em 2025, sustentando verdadeiro apagão de dados exigidos pela legislação. Os índices foram registrados no mesmo período em que as benésses pagas aos membros do MPMS saltaram em cerca de 50%, por meio de indenizações com diárias, gratificações, remuneração por função de confiança, benefícios pessoais ou eventuais, auxílios alimentação, saúde, escolar, etc. Manobra para contornar o teto Estudo recém-publicado pela Transparência Brasil aponta que, na ausência de mecanismos de controle efetivos, a prática de remunerar membros do Ministério Público com verbas retroativas — valores pagos referentes a períodos passados sem a devida transparência — tornou-se uma ferramenta eficaz para contornar o teto constitucional do funcionalismo público. O levantamento enfatiza que a maior parte desses pagamentos (89%) ocorreu baseada unicamente em atos administrativos internos, o que fragiliza a fiscalização e impede que a sociedade compreenda a origem e a necessidade legal de tais cifras. A organização alerta que essa autonomia na concessão de verbas, muitas vezes sob a justificativa de corrigir defasagens salariais sem passar pelo crivo do Judiciário, gera um ambiente de opacidade. “O panorama das rubricas pagas retroativamente demonstra um claro descontrole na governança, controle e transparência desses benefícios. As decisões impõem um alto ônus ao erário público, que precisa arcar no presente com o pagamento destes retroativos, que incluem pagamentos de natureza reparatória (por mudanças na carreira ou em planos econômicos) e benefícios com propósito escancarado de enriquecimento pessoal”, afirma trecho do estudo. Conforme os pesquisadores, essa discricionariedade facilita a criação de “penduricalhos” que elevam os rendimentos dos promotores e procuradores da ativa a patamares muito acima do limite definido pela Constituição Federal. No cenário nacional, o relatório recomenda que os órgãos de controle e as assembleias legislativas — inclusive o Congresso Nacional — implementem mecanismos de controle rigorosos para a concessão desses pagamentos. De acordo com o levantamento, ao contrário do Judiciário, no Ministério Público não há controle sobre a distribuição de retroativos aos seus membros. Tramita no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) uma proposta sobre a concessão de pagamentos retroativos, que atualmente encontra-se em fase de recebimento de contribuições das unidades estaduais. A medida tenta seguir modelo adotado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), impondo restrições apenas a novos benefícios concedidos após a publicação da resolução. O texto é classificado pelo estudo como um avanço tímido e insuficiente, dado que não interrompe o dispêndio bilionário vigente, sustentado pela abundância de modalidades de pagamento já aprovadas administrativamente, ou “de ofício”. O estudo também sugere que, para garantir a moralidade administrativa, qualquer verba retroativa deveria, obrigatoriamente, ser precedida de uma decisão judicial individualizada, mesmo que derivada de ações coletivas, além da exigência de comprovação formal e total transparência sobre a necessidade do gasto na prestação pública de contas. STF adiou julgamento dos penduricalhos O STF (Supremo Tribunal Federal) adiou para o dia 25 de março o julgamento sobre a suspensão dos chamados “penduricalhos” — verbas remuneratórias que elevam salários do alto escalão acima do teto constitucional. Durante o próximo mês, uma comissão técnica composta pelos Três Poderes buscará uma proposta de regra transitória para o tema, mantendo-se, enquanto isso, as decisões de suspensão vigentes. O debate central é a necessidade de regulamentação para conter gastos bilionários. Em Mato Grosso do Sul, o impacto financeiro é expressivo. Somente em 2025, o MPMS gastou R$ 153 milhões com esses benefícios, permitindo que alguns salários atingissem mais de R$ 300 mil mensais, superando o limite legal de R$ 46,3 mil. Associações de magistrados defendem as verbas alegando falta de estrutura básica de trabalho, como auxílio-combustível e alimentação. Fonte: Midiamax

  • Justiça determina afastamento de Carlos Assis da Agems

    Carlos Alberto de Assis. (Arquivo, Jornal Midiamax) Justiça considera que a graduação em Educação Física de Assis é incompatível com as exigências legais para o cargo Decisão judicial determinou o afastamento imediato do diretor-presidente da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto de Assis. A Justiça considera que a graduação em Educação Física de Assis é incompatível com as exigências legais para o cargo. A sentença, do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, declara nula a nomeação de Carlos Assis para o comando da agência reguladora, por considerar que houve descumprimento de requisitos legais e técnicos exigidos para a função. “Ocorre que o requerido Carlos Alberto de Assis, embora alegue possuir ampla experiência para o exercício do cargo, é graduado exclusivamente em Educação Física sem qualquer outra formação ou especialização na área administrativa ou regulatória […] não atendendo, assim, ao requisito legal”, escreve o magistrado, em sentença assinada nesta sexta-feira (27). A Agems é responsável por regular contratos bilionários de concessão e fiscalização de serviços públicos, inclusive pedágios em Mato Grosso do Sul. A agência tem como atribuição regular serviços para que eles sejam adequados para atendimento de seus mercados, assegurando qualidade, preços justos e direitos de usuários. Decisão judicial A ação popular que pede afastamento de Carlos Assis foi proposta pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL). O parlamentar sustenta que a recondução viola a Lei Estadual n.º 2.363/2001, que disciplina a Agems. Segundo o pedido, Assis não preencheria os requisitos técnicos previstos no artigo 8º para exercer a direção da agência. Na sentença, o juiz decide que “a mera titularidade de diploma de curso superior em Educação Física não é suficiente para satisfazer o requisito de capacidade técnica compatível com as atribuições do cargo”. Segundo ele, a lei estabelece requisito cumulativo e “as competências abrangidas pela função de diretor-presidente da referida agência não guardam qualquer relação com a área de formação do requerido nomeado para o cargo”. O magistrado afirma também que “não se sustenta, ainda, a alegação de que a natureza multissetorial da AGEMS impediria a aferição da capacidade técnica do diretor-presidente”. Conforme a decisão, “a lei não exige formação técnica específica em todos os setores regulados, mas tampouco autoriza que o cargo seja ocupado por profissional cuja formação acadêmica não guarde qualquer relação com as atribuições”. Por fim, a sentença reconhece a “ilegalidade da nomeação”, mas nega o pedido de condenação de Assis à restituição dos valores recebidos desde a nomeação, “uma vez que ele desempenhou, de forma efetiva, as atribuições inerentes ao cargo”. Governo vai analisar Ao Jornal Midiamax, o vice-governador de Mato Grosso do Sul, Barbosinha, disse que foi pego de surpresa e que o Governo analisará as decisões. “Pra mim é uma novidade. Ainda não recebi qualquer comunicado formal. Ele é qualificado. Vamos analisar e verificar. Uma ordem judicial precisamos ver o teor e se comporta recurso”. A reportagem também solicitou um posicionamento ao setor de comunicação social do Governo de Mato Grosso do Sul e aguarda resposta. Segunda vez Carlos Alberto de Assis assumiu a direção da Agems em abril de 2021, após secretário de administração da gestão Azambuja. Ele foi reconduzido para o cargo em abril de 2025, com mandato que iria até abril de 2029, ou seja, mais três anos e um mês. Em maio de 2025, um mês após a recondução, a Justiça já havia derrubado a nomeação de Carlos Assis. À época, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa apontou “vícios formais e materiais insanáveis”. No entanto, decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) derrubou a liminar, determinando a continuidade do diretor-presidente no cargo. Agora, a nomeação volta a ser vetada pela Justiça. Quem é Carlos Alberto Assis? Assis está na administração estadual há anos, e ele já atuou como secretário de Administração, secretário especial do Governo e diretor-presidente da Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de MS). Também foi gerente de banco por mais de duas décadas, vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis e presidente do Esporte Clube Comercial, de 2007 a 2011. Além disso, enquanto secretário da SAD (Secretaria de Estado de Administração), esteve envolvido em investigação de superfaturamento de contrato de R$ 1,4 milhão para compra de mapas. Após trâmites do MPMS (Ministério Público de MS), Assis firmou acordo de não persecução penal para se livrar de denúncia à Justiça Estadual. O acordo recebeu a homologação pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Ele e mais três pessoas firmaram acordos. No caso de Carlos Assis, restou o ressarcimento do dano ao erário do valor de R$ 24.376,89, e o pagamento de multa civil de R$ 24.376,89. Fonte: Midiamax

  • Defesa de ‘Supergirl’ tenta invalidar citação em ação por fraudes no Detran-MS

    Yasmin atuava no Detran-MS (Divulgação e Arquivo Jornal Midiamax) No começo do processo, juiz chegou a questionar quem era de fato o advogado da ex-servidora A defesa da ex-servidora comissionada do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Yasmin Osório Cabral, tenta invalidar um ato processual da ação por fraudes no órgão, que também implica o despachante David Clocky Hoffaman Chita. Na última semana, o advogado de Yasmin, Ewerton da Silva, entrou com pedido de Habeas Corpus. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, ela tenta invalidar uma citação feita nos autos para que ela constituísse a defesa. Na época, o Jornal Midiamax chegou a noticiar que a Justiça deu dois dias para a servidora informar o nome do advogado na ação por fraude. O juiz questionou se o advogado André Stuart, que a representou no pedido de liberdade, também iria atuar na defesa da servidora na ação penal. Agora, mais de um ano depois, a defesa tenta reverter a situação. Estratégia semelhante foi usada pela defesa de David recentemente. O Jornal Midiamax chegou a questionar sobre o pedido ao advogado Mateus Tomazini, mas não houve retorno. Esse documento foi negado no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e a defesa recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Justiça ouve envolvidos no caso O MPMS (Ministério Público de MS) denunciou David Cloky Hoffaman Chita, a ex-servidora comissionada Yasmin Osório Cabral e mais dois despachantes. Na 1ª audiência, que aconteceu no final de janeiro, as defesas de David e Yasmin preferiram não dar muitos detalhes. Já o advogado de um dos despachantes, Mikhail Monteiro, afirmou que o cliente alega inocência e que a senha dele foi usada sem que ele soubesse. A defesa do último réu deixou o Fórum sem falar com a imprensa. David Chita e Yasmin Osório (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Fraudes no Detran-MS Conforme investigação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), David teria conseguido liberar documentações de pelo menos 29 veículos com restrições. Yasmin recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Cloky Hoffaman Chita. De acordo com o relatório de investigação policial, que está em sigilo, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, David pagava Yasmin pelos serviços. Foi apurado que ela ganhou um iPhone 15 Pro Max — que foi entregue a ela em uma cesta dentro do Detran-MS —, joia e eletrônicos, como ar-condicionado e televisão, além de valores em dinheiro no Pix. Yasmin também chegou a ser presa, mas foi solta ao descobrir que estava grávida. Ela foi exonerada do Detran-MS e atualmente cumpre prisão domiciliar, com monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ela foi nomeada ‘Supergirl heroína do trânsito’ em eventos educativos do Detran-MS. Além disso, David Chita também foi condenado ano passado a seis anos, no regime semiaberto, pelo roubo de propina de R$ 270 mil, no caso da Operação Vostok. David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema Beto Pereira foi apontado por David Chita como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS. O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS. Além disso, o esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS e de delegados de polícia manteve o grupo a salvo. Na época, o despachante apresentou prints com detalhes do que relatou como pagamentos de R$ 30 mil a Pereira, todo dia 10. Já Juvenal Neto (PSDB), ex-diretor do Detran e ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul, receberia R$ 20 mil, todo dia 20. “E tem muito mais. O que estou contando para vocês não é nem 30% de tudo que eu sei. Tem muito mais coisas que podem aparecer se quiserem investigar e se não me matarem antes”, alertou Chita, justificando estar foragido por temer pela própria vida. Segundo ele, mais de R$ 1,2 milhão foram repassados ao grupo chefiado pelo deputado federal no período em que o esquema criminoso operou. A delação foi oficialmente apresentada ao MPMS, inclusive, o Jornal Midiamax colaborou com as investigações, entregando pen drive com a entrevista completa de David. No entanto, por envolver deputado federal, a denúncia foi remetida à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou o caso. A justificativa foi por “ausência de elementos”. Deputado figura como mandante do esquema em inquérito policial A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conduz quatro inquéritos que apuram esquema de fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de MS). Em um deles, o nome do deputado federal Beto Pereira (PSDB) é citado como suposto líder da organização criminosa e chefe da corrupção no órgão. Fonte: Midiamax

  • Do lado de fora à arquibancada: flamenguista de MS que levou golpe realiza sonho no Maracanã

    Valdir Gonçalves de Lima, de 51 anos, no Maracanã (Foto: Arquivo Pessoal) O que antes terminou com tristeza ao lado de fora do estádio, na última quinta-feira (26) teve um final feliz - e catraca liberada - na partida entre Flamengo e Lanús “Meus olhos encheram de lágrimas”. A reação descrita por Valdir Gonçalves de Lima, de 51 anos, refere-se ao momento em que pôs os pés no Maracanã para, finalmente, realizar o sonho de acompanhar o Flamengo em campo. Depois de passar ‘perrengue’ com ingressos falsos em dezembro de 2025, desta vez, a emoção do torcedor foi tanta que transbordou. O que antes terminou com tristeza ao lado de fora do estádio, na última quinta-feira (26) teve um final feliz – e catraca liberada – na partida entre Flamengo e Lanús. Apesar da derrota do time do coração de 3×2, a realização foi tamanha que nem o placar abalou o sul-mato-grossense. “O Flamengo perdeu, mas isso não importa. O importante é que vi meu time ao vivo e conheci o Maracanã do jeito que sempre sonhei”, destaca. Ao lado da esposa, ele viveu dias que define como ‘uma viagem dos sonhos’, conheceu o Cristo Redentor e se emocionou desde a chegada ao estádio até o apito final. Ligação que mudou tudo Após a tentativa frustrada, quando Valdir foi ao Rio de Janeiro, mas não conseguiu entrar no ‘Maraca’, solidariedade foi fundamental para que a reviravolta ocorresse. Sem que ele soubesse, a afilhada havia publicado um vídeo mostrando a tristeza do padrinho – e a história ganhou repercussão. “Recebi uma ligação estranha dizendo que era do Jornal Midiamax e eu fiquei assim ‘uai, como eles estavam sabendo’ […] Fiquei muito feliz na hora e muito triste porque eu não sabia se chorava de alegria ou de tristeza”, relembra. Ainda dentro do ônibus, veio a notícia que mudaria tudo: a promessa de que voltaria ao Maracanã com ingresso garantido. Em casa, a emoção continuou e mobilizou cada integrante da família. “Meus filhos, minha esposa e minha nora fizeram uma chamada de vídeo comigo dizendo que coisa boa ia acontecer. A gente chorou junto”. Catraca (finalmente) liberada Quando os ingressos online chegaram, a emoção do homem foi imediata e com direito à chororô. Ansiosos, o casal chegou com duas horas de antecedência no dia do jogo e esperou na chuva pela abertura dos portões. “Eu roía as unhas de nervoso. Quando abriu, comecei a chorar. Passei pela catraca e deu certo. Eu e minha esposa só chorávamos.” Dentro do estádio, ele conta que não conseguia nem escolher o lugar para sentar. “Eu olhava tudo e só chorava. Quando a torcida começou a cantar, me arrepiei inteiro. Gritei junto, tirei foto, vivi tudo que sempre sonhei.” Da solidariedade à amizade A atitude partiu do empresário Vinícius Valente Dias, flamenguista e proprietário da Dois Irmãos Turismo, que conheceu a história pela reportagem. “Vendo aquela situação me comovi muito, pois já tive numa posição parecida. Decidi comentar, e fazer o que estava no meu alcance de realizar aquele sonho”, disse. Daí em diante, teve inicio todo o ‘trâmite’. “Fui até a casa dele, o conhecer pessoalmente e ver aquela história de perto, e me comoveu ainda mais. A família toda, humildade 100%, e me deixou bastante animado em fazer aquilo acontecer”. Além da viagem, ele presenteou Valdir com a companhia da esposa. O retorno do grupo ocorreu nessa sexta-feira (27) em junto ao sonho realizado, o flamenguista voltou para a casa também com uma nova amizade. Relembre o caso Valdir viajou com um grupo de 41 pessoas em excursão até o Rio de Janeiro para assistir ao jogo do Flamengo, na noite da última quarta-feira (3). Era o momento que esperava desde criança. Flamenguista desde os 8 anos, ele decidiu realizar o sonho depois de vencer um câncer de estômago em 2020. A emoção tomou conta ao chegar ao estádio. Ele fez chamada de vídeo com a família e chorou antes mesmo de entrar. Mas, ao tentar passar pela biometria facial, descobriu que o ingresso era falso. Todos os passageiros da excursão ficaram do lado de fora. “Meu coração começou a acelerar. Quando colocaram meu CPF, veio a verdade: ‘Você não possui ingresso’. Fiquei parado, sem reação”, contou. Valdir ouviu os gritos de gol do lado de fora do Maracanã, sentado na calçada, enquanto o Flamengo levantava mais um título. A dona da excursão afirmou que também foi vítima do fornecedor dos ingressos e garantiu que vai ressarcir todos os clientes. Fonte: Midiamax

  • Sindicato Rural lança Expoagro de Dourados em comemoração aos 60 anos da feira

    Evento acontece em maio. (Madu Livramento, Midiamax) Exposição contará com show nacional e palestras para produtores rurais A 60ª Expoagro de Dourados deu o primeiro passo para comemorar o evento de 2026. Neste sábado (28), o Sindicato Rural da cidade realizou o lançamento da feira, que acontecerá entre 8 e 17 de maio. Presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gildo José Ferreira, disse que a cerimônia “é um ponta pé inicial lançando a exposição. Uma feira de grande importância do agronegócio”, destacou. O governador Eduardo Riedel (PP) participou do evento, ao lado da primeira-dama, Mônica Riedel. Vice-governador, Barbosinha (PSD) também passou pela festa. “A Expoagro é um marco para a história de Mato Grosso do Sul. Sem dúvidas é uma das maiores feiras agropecuárias do estado”, disse Riedel. Assim, Riedel destacou que “vem gente de todo Brasil. Ela [feira] reafirma a nossa tradição. De quem construiu o nosso estado. A gente fica muito feliz em estar participando”. Programação “Esse ano com certeza vamos fazer uma feira com várias atrações, com festas, shows e muita tecnologia. Teremos leilões, rodeios, palestras, informação para o nosso produtor rural”, destacou o presidente do Sindicato. Então, disse que devem “levar tudo que existe de mais tecnológico” nesta edição. Entre as apresentações culturais, estão previstos os shows de Cleiton e Romario, Bruno e Marrone, Natanzinho e Murilo Huff. O primeiro escalão do Governo do Estado, deputados de MS, vereadores de Dourados e o prefeito da cidade, Marçal (PSDB) estiveram no evento. Fonte: Midiamax

  • Por carta, Bolsonaro anuncia Marcos Pollon como pré-candidato ao Senado do MS

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados Em carta publicada por Michelle no Instagram, o ex-presidente informou que ‘em breve’ irá compartilhar os nomes que irão disputar assento na Casa Alta pelo PL O ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou neste sábado (28) que o Partido Liberal (PL) lançará o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) para disputar o Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul. Em carta publicada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no Instagram, o capitão da reserva disse que a escolha do parlamentar se deu “pelo seu caráter, honra e dedicação”. Ainda na carta, Bolsonaro comunicou que “em breve” compartilhará a lista de pré-candidatos do PL que irão disputar os assentos do Senado. “Por delegação do presidente [do PL] Valdemar [Costa Neto], tal lista ficaria com minha responsabilidade“, escreveu Bolsonaro. Nas eleições deste ano, 2/3 do Senado serão renovados. Ou seja, 54 assentos estão em disputa. Em cada estado e no Distrito Federal, serão eleitos dois senadores. Fonte: Jovem Pan

  • Contar comemora estar à frente de Reinaldo em pesquisa citada na lista de Flávio Bolsonaro

    Renan Contar, o Capitão Contar, ex-candidato ao Governo de MS. (Foto: Marcos Ermínio/Jornal Midiamax) Anotação do pré-candidato à Presidência pelo PL mostrou Contar com 18% e 'outros' com 2% A lista de Flávio Bolsonaro (PL) sobre cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul evidenciou ainda mais o racha do partido no Estado. Uma das situações anotadas pelo 01 do clã Bolsonaro seria possível pesquisa interna do partido que coloca Capitão Contar à frente para o Senado em MS. O nome do ex-deputado aparece com a seguinte anotação de Flávio na frente: “recall / melhor nas pesquisas (18% contra 2% dos outros)”. Após o vazamento, Contar comentou as anotações referentes a seu nome com o Jornal Midiamax. “As anotações sugerem meu nome à frente, é claro que fico feliz com isso, mas ainda temos muito a construir. É um projeto de grupo”, concluiu. Parte do grupo de bolsonaristas “raiz”, o pré-candidato ao Senado pelo PL lembrou que a escolha do nome a disputar seria definida por pesquisas internas. “Estou em processo de construção dessa candidatura desde 2023. O combinado desde o início é que quem estiver melhor nas pesquisas terá oportunidade.” Os números indicam que Contar teria 18% das intenções de voto contra apenas 2% ‘dos outros’, sem especificar se Reinaldo seria o segundo nome com os 2%. Gianni Nogueira também é uma pré-candidata ao Senado pelo PL. Reinaldo foi procurado pela reportagem para comentar as anotações feitas na lista, mas limitou-se a dizer que “o senador já esclareceu”, referindo-se à entrevista dada por Flávio dizendo que apenas anotou o que pessoas passaram a ele. Anotações de Flávio Bolsonaro de supostas situações do PL em MS. (Reprodução) Bolsonaristas ‘raiz’ trocam acusações contra grupo de Reinaldo após vazamento O vazamento de documento com anotações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, com indicações do cenário eleitoral do PL em Mato Grosso do Sul aprofunda o racha no partido e distancia o presidente do partido em MS, ex-governador Reinaldo Azambuja, mais ainda do núcleo bolsonarista ‘raiz’. No que se refere a Mato Grosso do Sul, constam nas anotações de Flávio um suposto pedido do deputado Marcos Pollon de R$ 15 milhões para abandonar sua pré-candidatura ao Governo do Estado — ou Senado, já que ele também se colocou à disposição ao cargo. No mesmo dia, durante depoimento de Pollon ao Conselho de Ética da Câmara, Pollon denunciou atuação do PSDB de MS no PL: “O PSDB tentou tomar o PL para seu próprio interesse. Mas não se trata de cor partidária, trata-se de liberdade, princípios e honestidade. Eu ofereci a presidência do partido a terceiros, mas mesmo assim espalham mentiras sobre mim”. Também citada nas anotações de Flávio por supostamente estar pedindo R$ 5 milhões para abrir mão da pré-candidatura ao Senado, a vice-prefeita de Dourados e também pré-candidata ao Senado, Gianni Nogueira — esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira — também sugere boicote interno. Gianni diz que esse suposto pedido é uma “mentira levada de maneira cruel e rasteira até o pré-candidato à Presidência do PL [Flávio]”. Flávio confirma autoria de anotações Em entrevista concedida à imprensa, Flávio Bolsonaro confirmou ter feito as anotações. No entanto, ele disse que apenas anotou o que passaram para ele que estaria circulando internamente no partido. “Pessoas iam conversando, indicavam nos estados e fui anotando num papel”, disse. E continuou dizendo que não se tratavam de fatos ou opiniões dele. Fonte: Midiamax

  • Lista de Flávio Bolsonaro distancia Reinaldo de bolsonaristas em MS

    Anotações de Flávio Bolsonaro de supostas situações do PL em MS. (Reprodução) Vazamento aprofunda racha no PL com troca de acusações entre bolsonaristas 'raiz' e grupo do ex-governador O vazamento de documento com anotações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, com indicações do cenário eleitoral do PL em Mato Grosso do Sul aprofunda o racha no partido e distancia o presidente do partido em MS, ex-governador Reinaldo Azambuja, mais ainda do núcleo bolsonarista “raiz”. As anotações estariam em um documento intitulado “Situação nos Estados”, feitas à mão. Elas são atribuídas ao 01 do clã Bolsonaro, feitas durante reunião da cúpula do PL em Brasília, para tratar sobre os cenários das eleições nos estados. No que se refere a Mato Grosso do Sul, constam nas anotações de Flávio um suposto pedido do deputado Marcos Pollon de R$ 15 milhões para abandonar sua pré-candidatura ao Governo do Estado — ou Senado, já que ele também se colocou à disposição ao cargo. No mesmo dia, durante depoimento de Pollon ao Conselho de Ética da Câmara, Pollon denunciou atuação do PSDB de MS no PL: “O PSDB tentou tomar o PL para seu próprio interesse. Mas não se trata de cor partidária, trata-se de liberdade, princípios e honestidade. Eu ofereci a presidência do partido a terceiros, mas mesmo assim espalham mentiras sobre mim”. Também citada nas anotações de Flávio por supostamente estar pedindo R$ 5 milhões para abrir mão da pré-candidatura ao Senado, a vice-prefeita de Dourados e também pré-candidata ao Senado, Gianni Nogueira — esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira — também sugere boicote interno. Gianni diz que esse suposto pedido é uma “mentira levada de maneira cruel e rasteira até o pré-candidato à Presidência do PL [Flávio]”. Parte do grupo bolsonarista “raiz” em MS, Gianni foi sacramentada publicamente por Jair Bolsonaro para ser candidata pelo PL ao Senado. Porém, ela diz que estariam buscando desgastar a imagem dela “para beneficiar candidaturas de centro-esquerda”. Gianni sugere que alguém dentro do partido teria levado fake news à cúpula do PL. Sem citar quem seriam essas pessoas, diz que “quando percebem que não vou recuar, partem para a velha estratégia, inventam e distorcem para tentar desgastar a minha imagem”. Pollon e Gianni são representantes da ala “raiz” da direita, que resiste em aceitar Reinaldo no grupo bolsonarista, haja vista que o ex-governador militou por três décadas no PSDB. O Jornal Midiamax já mostrou que o ex-tucano, Reinaldo Azambuja, enfrenta resistência bolsonarista em MS após assumir o comando do PL e se posicionar “à direita”. Em entrevista ao Midiamax, o ex-governador disse que o eleitor bolsonarista ‘raiz’ “não pode ser burro”. Para o pré-candidato ao Senado, a direita só vai atingir seus objetivos se aceitar quem acredita nos ideais de centro em sua base. Em entrevista recente ao Jornal Midiamax, a vice-prefeita de Dourados disse ter tido uma única conversa com o atual presidente do diretório em MS, Reinaldo Azambuja. Ela disse que pontuou ao ex-governador que era pré-candidata ao Senado e teria aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ele “não garantiu a vaga”, disse. Ela chegou a cogitar deixar o PL, diante da falta de espaço ocupado pelo novo grupo. “Se eu tiver que encerrar o meu ciclo dentro do PL, vou encerrar se for necessário. Muito triste, mas eu preciso dar um passo em torno daquilo que me foi solicitado pelo presidente Bolsonaro”, disse Gianni. Flávio confirma autoria de anotações, mas nega veracidade de informações Em entrevista concedida à imprensa, Flávio Bolsonaro confirmou ter feito as anotações. No entanto, ele disse que apenas anotou o que passaram para ele que estaria circulando internamente no partido. “Pessoas iam conversando, indicavam nos estados e fui anotando num papel”, disse. E continuou dizendo que não se tratavam de fatos ou opiniões dele. Então, citou o caso de Pollon. “Pessoa que conversou comigo disse que estavam dizendo isso do Pollon. Anotei para não esquecer de avisar a ele que estavam falsamente divulgando isso para ele tomar as providências que julgasse necessárias”, informou. Sem dar detalhes, disse que as conversas “estão adiantadas” sobre o palanque que o partido vai dar em MS. Tudo teria sido tratado em reunião com o deputado federal Guilherme Derrite e outros integrantes da cúpula do PL, em Brasília. Reinaldo limitou-se a dizer que “o próprio senador [Flávio Bolsonaro] já se manifestou sobre o assunto”. Fonte: Midiamax

  • União pede que MPF investigue atuação da PM em protesto indígena em Dourados

    Protesto terminou com atuação da PM (Arquivo, Midiamax) Indígenas protestavam por falta de água nas aldeias de Dourados quando foram dispersados por tiros de borracha Resolução publicada pelo CNPI (Conselho Nacional de Política Indigenista), órgão vinculado ao Ministério dos Povos Indígenas, pede que o MPF (Ministério Público Federal) investigue a atuação do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) em um protesto por falta de água nas aldeias de Dourados, em novembro de 2024. Apesar da resolução ser de 5 de dezembro de 2024, foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta quinta-feira (26). O protesto aconteceu com bloqueio na MS-156, entre Itaporã e Dourados. Como não houve acordo na tentativa de acabar com a interferência na rodovia, o Choque fez disparos com balas de borracha. Um pastor acabou ferido na perna no meio da confusão e foi socorrido. O pastor estava no local para tentar ajudar nas negociações. Cerca de 20 policiais estiveram no local e formavam uma barreira com escudos. Além disso, na resolução, o conselho quer que o próprio Governo Federal faça um diagnóstico geral do abastecimento de água nos territórios Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul. Atualmente, há em andamento a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) no STF (Supremo Tribunal Federal), que requer a elaboração de um plano de reestruturação de política de Segurança Pública em MS. Por isso, o conselho também recomenda ao Supremo que peça ao Governo do Estado um plano de reestruturação da Política de Segurança Pública do Estado, para reduzir a violência policial nas Comunidades Indígenas. Fonte: Midiamax

  • LISTA: Empresários foram presos com ‘Frescura’, esposa e engenheira

    Oficina alvo de Operação do Gecoc (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) 'Frescura' comprava terrenos, construía casas e depois vendia para lavar dinheiro O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) levou cinco presos na manhã desta quinta-feira (26), em Sidrolândia, dentro da Operação Camuflagem. Entre os presos está o empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”. A mulher dele, Juliana Paula da Silva, também foi levada pelos agentes. Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gedielson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper. Além disso, os agentes fizeram buscas nos endereços ligados aos alvos, até mesmo no telhado de Frescura, que já deu “balão” uma vez no Gaeco ao esconder celular em um suposto bunker em sua casa. Aliás, ele tem condenação de 3 anos por obstrução da Justiça e mais de 30 anos por corrupção na Tromper. Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão — desses, um na oficina de Evertom e outro na empresa de Gedielson, a “Prestadora de Serviços Nobre”. Segundo cadastro da Receita Federal, o empreendimento oferece serviços de impressão de material publicitário, fabricação de estruturas metálicas, obras de urbanização, entre outros. Construção de casas para lavar dinheiro Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares. Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia. Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo —, Claudinho Serra. Fonte: Midiamax

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