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Prefeitura paralisa obras com empresa investigada na Operação Spotless

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Praças previstas não são padronizadas, com algumas contendo pista de caminhada; quadra de areia, variando dependendo da situação - Marcelo Victor/Correio do Estado
Praças previstas não são padronizadas, com algumas contendo pista de caminhada; quadra de areia, variando dependendo da situação - Marcelo Victor/Correio do Estado

Os contratos com a Gomes & Azevedo LTDA são referentes a obras de construção de praças, pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais


Nesta sexta-feira (23), a Prefeitura de Campo Grande divulgou, no Diário Oficial do Município (Diogrande), a paralisação das obras de construção das praças, pavimentação asfáltica e drenagem do bairro Ramez Tebet. Os contratos são com a empresa Gomes & Azevedo LTDA, alvo na Operação Spotless, que investiga fraudes em licitações de Terenos.


De acordo com o documento assinado por Paulo Eduardo Cançado Soares, adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a ordem de paralisação das obras nas praças foi formalizada em 30 outubro de 2025, mais de um mês após a operação ser deflagrada. 


Em junho de 2025, o contrato da Prefeitura de Campo Grande com a Gomes & Azevedo aumentou R$4.141.501,81, saltando de cerca de R$19,7 milhões para R$23,8 milhões, o que representa um acréscimo de 21%.


Já a outra ordem de paralisação, referente a execução de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Ramez Tebet, foi expedida no dia 1 de dezembro. Quatro dias antes, a Justiça tinha determinado o bloqueio de R$ 10 milhões dos investigados na Operação Spotless, entre elas a empresa de Erson Gomes de Azevedo.


A Gomes & Azevedo esteve no radar das operações devido ao responsável associado Marcos do Nascimento Galitzki. O administrador foi um dos alvos do mandado de busca e apreensão, autorizados pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, do TJMS.


O Correio do Estado entrou em contato com a Sisep para entender os motivos da paralisação, além de questionar sobre a quantidade das praças entregues e o andamento das obras de pavimentação e drenagem no bairro Ramez Tebet, mas não obteve respostas até o momento da publicação.


Spotless

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) autorizou a megaoperação "Spotless” de busca e apreensão contra um suposto esquema criminoso na cidade de Terenos. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO)  e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC).


A decisão, assinada pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, mira 59 alvos, incluindo a sede da Prefeitura Municipal, secretarias, residências e empresas de servidores e empresários em Terenos e Campo Grande.


O prefeito Eduardo Henrique Budke (PSDB) foi preso em sua residência. Ele foi solto no dia 4 de outubro, por decisão do ministro Ribeiro Dantas, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).   


A Operação Spotless foi a continuação da operação Vellutus, iniciada em 2024 e que investigou esquema de fraudes em licitações de obras.


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