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Ex faz apelo em carta e diz que ‘Coach Irônica’ precisa de tratamento psiquiátrico

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura
Postagens em tons irônicos reúnem milhares de comentários e compartilhamentos nas redes sociais de Daniele. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)
Postagens em tons irônicos reúnem milhares de comentários e compartilhamentos nas redes sociais de Daniele. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

Defesa tenta a liberdade da influenciadora desde o fim de semana; ela está presa por violar medidas protetivas


Uma carta escrita pelo ex-companheiro da influenciadora digital Daniele Santana Gomes, conhecida como “Coach Irônica”, revela fragilidades e necessidade de acompanhamento psiquiátrico. Daniele está presa desde a última sexta-feira (30), após descumprir medidas protetivas contra a sogra e a cunhada.


Alisson Gonçalves se relacionou com a influenciadora por aproximadamente sete anos, período esse em que ele relatou ter presenciado dores, fragilidades e dificuldades emocionais de Daniele, que carrega marcas profundas da infância.


“Desde o início da nossa convivência, sempre foi fácil notar que ela carrega marcas muito profundas da infância, que influenciam diretamente seu comportamento, suas reações emocionais e sua saúde mental”, revelou.

Na carta, o ex afirmou que a influenciadora sofreu abusos sexuais desde os sete anos, o que refletiu na sua vida adulta. “Esses traumas nunca foram tratados e acabaram refletindo fortemente na vida adulta dela”, escreveu.


Resistência em aceitar tratamentos

Entre os impactos, segundo Alisson, estão algumas crises presenciadas por ele. Após as crises, ele se deparava com a influenciadora em um estado de sofrimento, cansaço emocional e arrependimento. O ex-companheiro de Daniele contou que acompanhou tentativas de tratamento psicológico e psiquiátrico, inclusive diagnósticos, mas a influenciadora apresentava muita resistência em aceitá-los. Em um dos episódios, ela chegou a denunciar o médico por não aceitar um laudo emitido.


Daniele usa as redes sociais para a contação de histórias de uma forma irônica. Para Alisson, o nome “Coach Irônica” seria uma forma encontrada pela influenciadora para projetar sua necessidade de enfrentar as injustiças sofridas.


“Ela costuma criar formas de fugir da realidade, especialmente quando lembrava dos abusos sofridos na infância, o que frequentemente acontecia antes dos surtos. Vejo claramente que essa personagem que ela criou, a ‘Coach Irônica’, é uma forma que ela encontrou de projetar sua necessidade de enfrentar as injustiças que sofreu”.

Por fim, Alisson descreve que sempre enxergou a necessidade de cuidado especializado, acompanhamento psiquiátrico contínuo e suporte terapêutico adequado. “Faço essa declaração de forma consciente, sincera e responsável, relatando fielmente aquilo que vivi e presenciei ao logo de sete anos de convivência”, finalizou o ex-companheiro de Daniele.


À reportagem, Alisson disse que escreveu a carta pela preocupação após ver que a ex deveria ter sido liberada da prisão. “Tendo em vista que o crime que ela cometeu de descumprimento foi não ter apagado um vídeo das redes sociais. Enquanto isso, temos um país onde os homens agridem as mulheres fisicamente, que ameaçam as mulheres, e não tem o mesmo peso da lei. Os caras estão soltos, a maioria! Inclusive, a própria medida muitas vezes é negada. Então, você começa a questionar como está sendo usada a Justiça. Tudo bem, a Daniele descumpriu uma ordem judicial, acho que ela deveria ter sido levada, sim, para a delegacia e, a partir dali, averiguado. Assim que confirmou o que foi, não tem por que ela ter sido mantida presa. Isso já está levando desconfiança a nível nacional”, falou.


Nesta semana, o desembargador relator Waldir Marques, da 2ª Câmara Criminal, negou a liminar com o pedido de soltura da influenciadora digital. No documento, ele cita risco à ordem pública, risco de reiteração delitiva e descumprimento de medida protetiva, no caso de Daniele.


Diante do indeferimento, a defesa da influenciadora, representada pelo advogado Oswaldo Meza, entrou com embargos de declaração, pedindo a reconstrução da decisão que negou a liminar e que seja feita uma reavaliação imediata da prisão preventiva de Daniele.


Prisão de influenciadora após perseguição

Com milhares de seguidores nas redes sociais, a influenciadora campo-grandense foi presa na tarde de sexta-feira (30), em Campo Grande, após descumprir medidas protetivas de urgência. Equipes do GOI, da PCMS, deram cumprimento ao mandado, que estava aberto.


Entre os diversos processos que estão em andamento contra Daniele, dois deles tiveram medidas protetivas acatadas a favor das vítimas, em razão de “práticas reiteradas de violência psicológica e perseguição, perpetradas principalmente por meio de redes sociais, tais como Instagram e TikTok”.


Em decorrência da medida, algumas cautelas foram impostas, sendo que a influenciadora não poderia se aproximar das vítimas, familiares e testemunhas delas, divulgar, compartilhar, mencionar ou até mesmo publicar qualquer informação sobre elas.


No entanto, elas procuraram a Justiça para alegar que a investigada estaria descumprindo as medidas impostas. Já na quinta-feira (29), o juiz de direito Marcus Abreu de Magalhães deferiu o pedido, mostrando-se favorável à prisão da influenciadora. “Diante do exposto, DEFIRO o pedido do Ministério Público para a decretação da prisão preventiva”, diz trecho da decisão.


Influenciadora é investigada por difamar delegado da Polícia Civil

A influenciadora digital está sendo investigada por difamar e caluniar um delegado da PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul). O inquérito foi aberto em setembro de 2025.


Na época, uma mulher de 29 anos foi a uma delegacia em Campo Grande para registrar boletim de ocorrência, por orientação da advogada e influencer, contra o ex-marido. O delegado não entendeu que havia crime e recomendou que a vítima recorresse à influenciadora.


Mais tarde, o delegado foi alertado, por outra delegada, de um vídeo que estava circulando nas redes sociais em que a mulher expunha a autoridade policial, alegando que havia se recusado a registrar o boletim de ocorrência.


No dia seguinte, a influenciadora publicou vídeo, apresentando-se como advogada da mulher, atribuindo falsamente ao delegado a acusação de prevaricação e declarando que ele estaria protegendo o ex-marido, por ser genro de policial civil, informação esta que a autoridade desconhecia.


O delegado levou o caso para outra delegacia, onde foi aberto um inquérito contra a mulher e a influencer.


Influencer foi capturada por equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações). (Reprodução)
Influencer foi capturada por equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações). (Reprodução)

Fonte: Midiamax

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