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- Peru: Candidato de esquerda fala em fraude e diz que não vai reconhecer a vitória de Fujimori
Candidato à presidência do Peru, Roberto Sánchez - Luis Robayo/AFP via Getty Images Equipe jurídica de Sánchez havia apresentado um pedido à Junta Nacional Eleitoral para anular os votos depositados no exterior O candidato de esquerda à presidência do Peru, Roberto Sánchez, anunciou nesta terça-feira (23) que não reconhecerá uma possível vitória de sua rival, a conservadora Keiko Fujimori, caso a Junta Nacional Eleitoral do Peru não atenda ao seu pedido de anulação dos votos de peruanos residentes no exterior, devido a uma suposta violação da lei eleitoral. Sánchez afirmou em coletiva de imprensa que há uma “fraude em curso” que teria ocorrido em repartições consulares onde mais de 300 mil peruanos votaram em 7 de junho, devido à falta de digitalização das atas de apuração. “Se a Junta Nacional Eleitoral não resolver esta questão com a devida consideração pela segurança jurídica e pelas normas eleitorais, esta fraude terá sido consumada. Portanto, afirmamos que, nessas condições de violação das regras, não reconheceremos o governo da Sra. Fujimori“, declarou Sánchez. Um dia antes, a equipe jurídica de Sánchez havia apresentado um pedido à Junta Nacional Eleitoral para anular os votos depositados no exterior. Em 29 de maio – uma semana antes do segundo turno das eleições – o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), responsável pela organização das eleições, decidiu, a pedido do Ministério das Relações Exteriores, interromper o procedimento de digitalização das atas de apuração imediatamente após a contagem e seu envio ao Peru. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores explicou que essa mudança ocorreu porque, durante o primeiro turno das eleições presidenciais, em 12 de abril, “um número significativo” de repartições consulares “relatou sérias dificuldades técnicas e operacionais no uso do aplicativo”. O Ministério das Relações Exteriores negou que seus funcionários consulares tenham cometido “atos de interferência, manipulação, favorecimento político ou alteração de material eleitoral”. As missões de observação da OEA e da União Europeia concordaram que o segundo turno da eleição presidencial peruana transcorreu sem incidentes ou irregularidades. Sem os votos do exterior, Sánchez lidera a lenta apuração, já que esses votos são majoritariamente favoráveis a Fujimori, segundo dados da ONPE. Fujimori não se pronunciou durante o dia, mas na véspera indicou que as ações mais recentes de Sánchez, incluindo uma marcha pelas ruas de Lima na última sexta-feira, constituem um “ato político desesperado”. Com 99,72% das urnas apuradas, Fujimori, do Fuerza Popular, tem 50,11% dos votos, contra 49,89% de Sánchez, do Juntos por el Perú, segundo a apuração preliminar da ONPE. As eleições presidenciais do Peru foram marcadas nos últimos cinco anos por acusações de fraude por parte dos candidatos derrotados. No segundo turno de 2021, Fujimori solicitou a anulação de 200 mil votos que favoreciam Pedro Castillo. Os apoiadores de Fujimori marcharam em Lima, protestando inclusive em frente à residência do presidente do Conselho Nacional Eleitoral. Castillo foi declarado vencedor. O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Esta é a quarta vez que Fujimori concorre à presidência, enquanto para Sánchez é a primeira. O vencedor sucederá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, para um mandato de cinco anos. Fonte: Jovem Pan
- Críticas de Gilmar a colegas do STF e caso Master violam Lei da Magistratura, avaliam juristas
Gilmar Mendes deu declarações sobre o trabalho de colegas em entrevista ao Roda Viva - Rosinei Coutinho/SCO/STF A Loman veda juízes de comentarem publicamente processos pendentes de julgamento ou de fazer juízo depreciativo sobre decisões judiciais As declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Roda Viva, da TV Cultura, ultrapassaram os limites impostos a magistrados pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), na avaliação de juristas ouvidos pelo Estadão. A norma veda a juízes comentar publicamente processos pendentes de julgamento ou fazer juízo depreciativo sobre decisões judiciais. Na entrevista, Gilmar criticou a atuação de André Mendonça no caso Banco Master, questionou o momento escolhido por Edson Fachin para propor um código de ética no STF e afirmou que a Corte não deve manter a decisão de Kassio Nunes Marques que suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Procurado por meio de seu gabinete para comentar a avaliação de juristas, Gilmar Mendes ainda não se manifestou. O espaço está aberto. O ponto central da regra é preservar a imparcialidade e a aparência de neutralidade dos magistrados diante de casos ainda em andamento. Pela Loman, manifestações sobre processos e decisões de colegas só são admitidas em situações específicas, como dentro do próprio processo, em obras técnicas ou no exercício do magistério. “Em síntese, no caso, o ministro Gilmar Mendes violou a Loman e a ética. Dupla infração. Na sua entrevista, colocou ainda sob suspeita de nulidade os atos praticados pelo relator Mendonça”, avalia o jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Wálter Maierovitch. Para Maierovitch, as declarações de Gilmar tornam contraditória a resistência do ministro à proposta de criação de um código de ética no STF. O jurista argumenta que Gilmar justificou sua posição citando a existência de regras já previstas na Loman, mas acabou, na própria entrevista, tensionando os limites impostos pela lei complementar aos magistrados. Maierovitch lembra que a Loman proíbe manifestações, fora dos autos, sobre decisões, despachos e a forma de condução de processos por outros magistrados. Para o jurista, a antiguidade de Gilmar na Corte não lhe confere autorização para comentar publicamente a atuação de colegas. “O ministro Gilmar Mendes não é o juiz dos juízes. Nem, pela antiguidade, pode se considerar o primus inter pares primeiro entre iguais. Como decano, não está autorizado a descumprir os deveres da Loman”, afirma. Durante a entrevista, Gilmar afirmou haver “impropriedade” e “erro crasso” no relato feito por Mendonça de que foi procurado por um advogado de Daniel Vorcaro com uma proposta de “delação seletiva”. O decano disse que a lei não permite que o relator ou o juiz participem de tratativas de colaboração premiada, que devem ser conduzidas pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal. “Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado”, afirmou. Na semana passada, Gilmar protagonizou um embate público com Mendonça no julgamento de medidas cautelares envolvendo a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Na ocasião, o relator disse ter recusado uma proposta de “delação seletiva” feita por um advogado do ex-controlador do banco, afirmando não aceitar esse tipo de negociação. O processo sobre o Master é julgado na Segunda Turma do STF, colegiado composto por André Mendonça, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli. Toffoli não vota no processo. Ele se declarou suspeito após a divulgação dos negócios que fez no resort Tayayá, caso revelado pelo Estadão. Durante a entrevista, Gilmar também comentou o andamento do caso Master e voltou a traçar paralelos com a Operação Lava Jato. O decano apontou uma sequência de episódios que, segundo ele, acende um alerta sobre a condução da investigação, como vazamentos e prisões de familiares de investigados. “São elementos que levam a, pelo menos, uma preocupação e similitudes com o que ocorreu anteriormente”, afirmou. Na avaliação de Maierovitch, as falas de Gilmar também podem ter reflexo sobre o próprio caso Master, ao lançar dúvidas sobre atos praticados pelo relator André Mendonça. “O ministro Gilmar Mendes, inventor do habeas corpus canguru para decidir pulando instâncias e o devido processo, apresenta-se como falso garantista. Ou melhor, garantista seletivo, garante poderosos. No escândalo Vorcaro espalhou o joio para, num futuro próximo, colher-se nulidades, com a desmoralização do próprio STF. De novo, o ministro prestou um desserviço à Justiça”, avalia. Para Luiz Gomes Esteves, professor do Insper, as falas são problemáticas por dois motivos: podem contrariar a proibição prevista na Loman e levantar dúvidas sobre a imparcialidade do ministro em processos que ainda podem voltar à análise do Supremo. Para o professor, ainda que Gilmar não tenha tratado diretamente do mérito das ações, manifestações desse tipo podem indicar uma inclinação em favor de uma das partes. “Esses comentários são impróprios para um magistrado”, afirma. As críticas de Gilmar, porém, não ficaram restritas a Mendonça nem ao caso Master. Ao longo da entrevista, o decano também mirou decisões e movimentos de outros ministros em temas sensíveis para o STF e para a Justiça Eleitoral. Gilmar voltou a criticar o momento escolhido pelo presidente do STF, Edson Fachin, para propor a discussão sobre a criação de um código de ética para ministros da Corte. Para o decano, o tema deveria ser tratado por uma comissão interna do tribunal e precedido de maior articulação entre os integrantes do Supremo. Gilmar criticou também a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento foi questionado pelo PL sob o argumento de que o questionário induzia respostas contra Flávio Bolsonaro ao associar o senador a Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master. “Mantendo-se essa jurisprudência Nunes Marques, já até adivinho que haverá reclamações aos borbotões no Supremo Tribunal Federal alegando, no mínimo, a tal ADPF 130, da liberdade de expressão. Certamente não é uma jurisprudência que vai se manter”, declarou. Ainda no Roda Viva, Gilmar criticou o TSE por não ter concluído a tempo o julgamento envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o que, segundo ele, criou um impasse na sucessão no cargo. Na época, o tribunal era presidido por Cármen Lúcia. Para o criminalista Renato Vieira, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), as declarações de Gilmar se inserem em um movimento mais amplo de integrantes da cúpula do Judiciário que passaram a atuar como uma espécie de “ombudsman da República”, comentando publicamente o funcionamento das instituições, eventos dos quais participam e processos ainda em curso. Para ele, esse tipo de postura se torna especialmente delicado quando envolve casos pendentes de julgamento e colegas da própria turma julgadora, como no caso do Banco Master. “O que se espera da postura de um magistrado é comedimento, serenidade e equidistância entre os interesses envolvidos. E, antes de tudo isso, liturgia com relação ao papel de cada um dos integrantes da própria turma julgadora”, afirma. Fonte: Jovem Pan
- Advogado de Bolsonaro diz que arma apreendida no nome do ex-presidente estava em manutenção
Ex-presidente Jair Bolsonaro - Marcelo Camargo/Agência Brasil Nesta terça-feira (23), o ex-capitão da reserva prestou depoimento para esclarecimentos sobre o equipamento encontrado em uma blitz de rotina na semana passada Paulo Cunha Bueno, o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse nesta nesta terça-feira (23) que Bolsonaro esclareceu todas as questões sobre a arma registrada no nome do ex-capitão da reserva e que o equipamento apreendido com um segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz em Taguatinga (DF) estava com segurança para “manutenção”. A oitiva aconteceu às 15h. Segundo Bueno, a arma realmente deveria estar custodiada na casa de Bolsonaro. Porém, ao detectar um problema no equipamento, ele solicitou que fosse levado para concerto. “Ao manusear, o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, escreveu. O advogado disse ainda que em momento algum “houve intuito de descumprir qualquer determinação legal “. “Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do DF, seja, em breve, arquivado”, finalizou. Moraes autoriza depoimento O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que os advogados de Bolsonaro acompanhem o depoimento e que se reunissem com o ex-presidente a partir das 14h desta terça para a preparação. Pela regra da prisão domiciliar, a defesa tem permissão para visitas diárias limitadas a 30 minutos, mas Moraes abriu uma exceção para o procedimento desta terça-feira. A arma apreendido estava no assoalho de um veículo oficial conduzido por um servidor do GSI. Inicialmente, o condutor afirmou que a arma era sua, mas, após a verificação de que não havia registro em seu nome, declarou que o dispositivo pertencia a Bolsonaro e ficava guardado no automóvel. Após o episódio, Moraes solicitou esclarecimentos sobre o motivo de Bolsonaro manter uma arma e carregador em casa durante a prisão domiciliar. O magistrado também questionou por que o reparo foi solicitado próximo ao fim do período de 90 dias da custódia temporária. Fonte: Jovem Pan
- Gilmar Mendes aceita exigências da Itália para extradição de Zambelli
Carla Zambelli terá audiência na Justiça da Itália, em 1º de julho, sobre segundo pedido de extradição - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro enviou à AGU nesta terça-feira (23) informações sobre as medidas asseguradas a ex-deputada em caso de retorno ao Brasil O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (23) à Advocacia-Geral da União (AGU) informações exigidas pela Itália sobre medidas garantidas à ex-deputada federal Carla Zambelli em eventual extradição ao Brasil. As informações são da TV Globo e confirmadas pela Jovem Pan. Em 1ª de julho, Zambelli terá audiência na Corte de Cassação de Roma sobre o segundo pedido de extradição ligada à condenação de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. A sentença foi em razão do episódio no qual a ex-deputada perseguiu um homem à mão armada por ruas de São Paulo, às vésperas das eleições de 2022. Em documento enviado à AGU, Gilmar Mendes defendeu a sentença de Zambelli. O decano do STF argumentou a ex-deputada foi condenada por ampla maioria na mais alta instância da Justiça brasileira. O placar no Plenário do Supremo foi de 9 votos a 2. Gilmar Mendes comunicou que será assegurado a Zambelli: Cumprimento da pena na Penitenciária Feminina de Brasília; Acesso a representação diplomática italiana, advogados e familiares. O decano do Supremo também garantiu que serão repassadas informações trimestrais ou imediatas à representação diplomática da Itália. No entanto, sob a condição de que os pedidos sejam peticionados juntos ao STF e enviados à autoridade estrangeira por meio de órgãos de representação oficial. Em 22 de maio, a Corte de Cassação da Itália negou o primeiro pedido de extradição de Zambelli relacionado à condenação por 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a Justiça italiana o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, atuou sob “dupla veste”, como julgador e pessoa afetada pelo crime imputado à ex-deputada. Fonte: Jovem Pan
- Seguro Rural sofre novo corte de R$ 56,2 milhões no orçamento de 2026
Imagem: LGD Corretora de Seguros Nota técnica da FGV Agro destaca cortes e bloqueios no programa e alerta para impactos em meio ao início do Plano Safra 2026/27 O Governo Federal cancelou cerca de R$ 56,2 milhões que seriam destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A medida consta na Portaria GM/MPO nº 246, publicada na segunda-feira (22), que redireciona os recursos para outra ação voltada ao setor agropecuário. Segundo nota técnica divulgada pelo Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, o corte ocorre após uma série de restrições orçamentárias que atingiram o programa em 2026. A instituição lembra que, dos R$ 1,01 bilhão previstos inicialmente na Lei Orçamentária Anual (LOA), R$ 461,7 milhões já haviam sido bloqueados em maio e outros R$ 25,7 milhões cancelados por meio de uma portaria anterior. Com isso, a disponibilidade de recursos para o PSR caiu para aproximadamente R$ 473,8 milhões. Na avaliação da FGV, o montante deve resultar em um orçamento operacional inferior ao registrado em 2025, ano que já foi marcado por limitações na execução do programa. A entidade estima que, nesse cenário, a área segurada possa recuar para cerca de 2,69 milhões de hectares, o equivalente a 2,78% da área agrícola nacional. De acordo com a FGV Agro, a redução dos recursos ocorre em um período considerado estratégico para a contratação de crédito rural e de seguro agrícola, com o início do Plano Safra 2026/27. A instituição também chama atenção para a presença do fenômeno El Niño, que pode aumentar os riscos climáticos para a próxima safra. Na nota técnica, a FGV afirma que a instabilidade orçamentária do programa afeta produtores, seguradoras, instituições financeiras e demais agentes da cadeia agropecuária. “O produtor não sabe se haverá subvenção. A seguradora não sabe se haverá orçamento suficiente e incorpora risco institucional ao preço. O banco perde um mitigador de risco relevante para o crédito rural”, destaca o documento. Entre as recomendações apresentadas, a FGV Agro defende a recomposição dos recursos cancelados e bloqueados do PSR, a regularização dos pagamentos pendentes às seguradoras e o fortalecimento de instrumentos de gestão de risco climático. Na conclusão da nota técnica, a entidade afirma que “o seguro rural não deve ser visto apenas como despesa discricionária, mas como política pública de proteção da renda, sustentação do crédito, redução de risco fiscal e estabilidade das cadeias agropecuárias”. Confira a nota completa: Fonte: Notícias Agrícolas
- Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP
Imagem: Blog Verde O Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária. Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país. No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir. Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento. Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento. No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados. Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade. Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Fonte: Notícias Agrícolas
- Copersucar eleva volumes de vendas de açúcar e etanol em 2025/26; lucro salta 56,9%
Imagem: Wix A Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, elevou suas vendas na temporada 2025/26, período no qual viu seu lucro líquido crescer 56,9% em relação ao ciclo anterior, para R$631 milhões, informou a empresa nesta terça-feira. Em nota, a Copersucar informou comercialização de 17 milhões de toneladas de açúcar em 2025/26, ante 15,6 milhões em 2024/25. No etanol, a Copersucar registrou vendas de 21 bilhões de litros em 2025/26, contra 19,1 bilhões em 2024/25. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters
- Safra recorde pressiona logística de grãos e expõe gargalos de armazenagem e transporte no Brasil
Imagem: ABC do ABC Relatório da nstech mostra avanço da multimodalidade, alta histórica no frete e déficit estrutural de silos em meio à produção estimada em 356,3 milhões de toneladas na safra 2025/26 O Brasil atingiu uma marca histórica na safra 2025/26, com uma produção estimada em 356,3 milhões de toneladas de grãos e 82,2 milhões de hectares plantados, de acordo com o 6º Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que destaca o país como um dos principais produtores de grãos no cenário global. Com o agronegócio respondendo por aproximadamente um quarto do PIB nacional, o aumento contínuo da oferta amplia a pressão sobre a infraestrutura logística, reforçando que o grande desafio do país não é mais apenas produzir, mas também escoar toda produção com eficiência, previsibilidade e custo competitivo. Nesse cenário, a nstech – maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira – lança o relatório “Retrato da Logística de Grãos do Brasil em 2026”, que analisa a dinâmica da matriz de transportes e aponta tecnologia como vetor central de competitividade no setor. Em 2023, segundo estudo do ESALQ-LOG, o modal rodoviário respondia por 69% do escoamento da soja brasileira, seguido pelas ferrovias (22%) e pelas hidrovias (9%). Dados recentes da ANTT e do Ministério dos Transportes apontam um esforço gradual de reequilíbrio logístico no país. As estimativas elaboradas para este estudo indicam que o fechamento de 2025 deve registrar avanço da participação ferroviária para 25%, com as hidrovias mantendo 9%, enquanto o modal rodoviário recua para 66%. “Apesar do avanço rumo à intermodalidade, a predominância rodoviária ainda expõe ineficiências, com o país operando com um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. Para superar os desafios, a agenda ESG (EUDR) e a digitalização (rastreabilidade, multimodalidade) deixaram de ser diferenciais e tornaram-se pré-requisitos comerciais”, afirma Thiago Cardoso, Diretor de Agronegócio da nstech. A nova dinâmica logística: produtos de valor agregado e a estratégia do frete de retorno A exportação agrícola brasileira passa por uma transformação estrutural com o avanço de coprodutos de maior valor agregado. A produção de DDG/DDGS deve atingir 4,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com potencial de chegar a 11 milhões até 2030 — o Brasil já exportou 879 mil toneladas em 2025. No complexo soja, o esmagamento interno avança para 60,9 milhões de toneladas em 2026, novo recorde puxado pela mistura B16 de biodiesel. Esses produtos têm maior valor por tonelada, são mais sensíveis à umidade e à contaminação cruzada e exigem rastreabilidade por lote e maior uso de contêineres em substituição ao granel — alterando o padrão logístico tradicional e elevando o nível de sofisticação operacional dos terminais. Em contrapartida ao escoamento da safra, a movimentação de insumos também bateu marcas históricas, com o Brasil importando o recorde de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025. Para reduzir o impacto logístico, que afeta até 20% do custo de produção, o agronegócio consolidou a estratégia do "frete de retorno", onde a mesma frota que descarrega grãos nos portos retorna às regiões produtoras carregada com adubo. Esse modelo atingiu um novo patamar de eficiência intermodal com o corredor do Porto de Itaqui (MA), que integrou o terminal à malha ferroviária nacional, permitindo uma interiorização de insumos muito mais ágil e competitiva até o estado do Mato Grosso. Infraestrutura, Arco Norte e a pressão no frete O Arco Norte consolidou-se como a fronteira de maior eficiência, respondendo por 36,2% das exportações de soja e 39,3% das de milho em 2025, impulsionado por portos estratégicos como Santarém e São Luís, segundo dados da Conab. No entanto, a combinação da supersafra com o maior rigor regulatório da ANTT sobre os pisos mínimos gerou picos recordes no frete rodoviário. No corredor Rio Verde (GO) – Santos (SP), por exemplo, o custo atingiu R$ 310,5 por tonelada no pico de fevereiro de 2026 (colheita da soja 2025/26). Já na ferrovia, opera a R$ 205/t, com desconto estrutural de 28%, o que evidencia a vantagem competitiva dos trilhos. Armazenagem: o gargalo que encarece o frete A capacidade estática continua sendo o elo mais frágil da cadeia produtiva, apresentando um déficit estrutural de 132 milhões de toneladas, fortemente concentrado na região Centro-Oeste. Enquanto os Estados Unidos possuem capacidade para estocar 150% de sua produção (com 65% na própria fazenda), o Brasil armazena apenas cerca de 50%, contando com 17% de capacidade dentro das propriedades rurais. “Na prática, o relatório aponta que a falta de silos obriga o produtor rural a escoar sua carga imediatamente na colheita, transformando as supersafras em verdadeiros choques logísticos e forçando a contratação de caminhões no momento em que o frete está mais caro”, completa Thiago Cardoso. Sustentabilidade e tecnologia como vetores de transformação Diante desses desafios, a pauta de sustentabilidade deixou de ser complementar: regulações rígidas, como a Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento (EUDR), que entra em pleno vigor para grandes operadores em 2026 e se estende a pequenos a partir de junho/2026, elevaram a rastreabilidade e o georreferenciamento de cada lote de grãos ao patamar de pré-requisito comercial obrigatório. Junto a isso, o relatório reforça que o modal rodoviário emite, em média, aproximadamente 7 vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro do que a ferrovia e cerca de 10 vezes mais do que o hidroviário. A migração para modais de menor emissão é destacada não apenas uma questão de custo, mas de viabilidade comercial futura. Diante da infraestrutura ainda limitada, a digitalização e a rastreabilidade também despontam como a solução mais imediata e assertiva. "A inteligência de dados deixou de ser diferencial competitivo para tornar-se condição operacional: quem não mede, não orquestra. E quem não orquestra, paga mais caro para movimentar a mesma carga", evidencia o executivo.. O uso de ecossistemas integrados, como o TNS (Transportation Network System) da nstech, aliado a ferramentas inteligentes, garante mais visibilidade de ponta a ponta e, com isso, apoia na conversão dos dados em decisões operacionais e estratégicas. Fonte: NSTech
- Com bolsa de R$4,1 mil, Santa Casa lança primeira residência multiprofissional
Santa Casa de Campo Grande. (Léo de França, Jornal Midiamax) Santa Casa passa a oferecer uma formação com duração de dois anos, carga horária de 60 horas semanais e bolsa mensal de R$ 4.106,09. A Santa Casa de Campo Grande deu um importante passo, ao conseguir a autorização do MEC (Ministério da Educação) para abrir seu primeiro programa de residência multiprofissional, que contemplará as áreas de enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia com foco em urgência e emergência, setor em que o hospital é referência. O credenciamento é resultado de um processo iniciado em 2018, quando a instituição começou as tratativas junto ao MEC. Em 2024, o programa foi oficialmente inscrito e no ano seguinte, recebeu visita técnica do Ministério que aprovou a proposta. Com a autorização , a Santa Casa passa a oferecer uma formação com duração de dois anos, carga horária de 60 horas semanais e bolsa mensal de R$ 4.106,09. Além da nova residência multiprofissional, o programa de residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, mantido há mais de uma década pelo hospital, também obteve reconhecimento do MEC. Até então, o curso era credenciado apenas pelo Conselho Federal de Odontologia. A mudança amplia a valorização da certificação e fortalece a formação dos profissionais. As inscrições para ambos os programas seguem abertas até 15 de julho e a seleção será realizada por meio do Exame Nacional de Residências (Enare). A prova está prevista para o dia 13 de setembro e poderá ser realizada por candidatos de todo o país. Esta é a primeira vez que a Santa Casa adota o sistema nacional de seleção, substituindo o processo interno realizado tradicionalmente no fim do ano. De acordo com a coordenadora da Coremu (Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde), Bruna Amaral, a formação prepara os profissionais para atuar em setores de alta complexidade. “O residente multiprofissional sai qualificado para trabalhar em emergência, UTI e outros setores críticos. São mais de 5 mil horas entre atividades práticas e teóricas, com uma formação muito mais ampla e integrada, baseada no trabalho em equipe”, destaca. Mais informações podem ser obtidas junto ao NAR (Núcleo de Apoio às Residências), pelo telefone (67) 99142-8979 Fonte: Midiamax
- Adolescente confessa atropelamento de atleta e diz que fugiu por medo de ser agredido no Jardim Aeroporto
Veículo foi encontrado no bairro Nova Campo Grande. (Foto: Léo de França, Midiamax) O carro utilizado pelo menor seria de um primo, que não havia autorizado a condução O adolescente, de 17 anos, responsável por conduzir o carro que atropelou o atleta, de 53 anos, na Avenida José Barbosa Rodrigues, no Jardim Aeroporto, confessou o acidente e justificou a fuga como medo de ser agredido. O acidente ocorreu na manhã de domingo (21). O menor, acompanhado do passageiro — seu irmão de 28 anos —, da mãe e do advogado, se apresentou na tarde desta terça-feira (23) na 7ª DP (Delegacia de Polícia). Ao Jornal Midiamax, o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, titular da 7ª DP, informou que o menor confessou o atropelamento. Ainda, o adolescente relatou que o veículo era do seu primo e que teria pegado o carro sem autorização para ir até a casa do irmão. Já em depoimento, o menor e o seu irmão tiveram as falas semelhantes, sem ocorrer nenhuma divergência nas versões. “Ele pegou o carro do primo, segundo ele, o primo não sabia, não tinha autorizado ele a pegar o carro, e foi até o imóvel do irmão para que eles fossem ao mercado. Ele disse que a direção ficou leve, perdeu o controle do veículo. Ele acha que estourou um dos pneus e acabou atropelando um pedestre. Em seguida, decidiu seguir, ficaram com receio de serem agredidos”, disse o delegado. Delegado Camilo Kettenhuber, titular da 7ª DP. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) Conforme noticiado anteriormente, o veículo encontrado na Avenida Quatro, no bairro Nova Campo Grande, com marcas de sangue, três pneus estourados, amassados na lataria e para-brisa destruída, era de fato o carro envolvido no acidente. “Decidiram seguir com o veículo que, após um quilômetro, acabou apagando. Eles desceram e foram a pé até a casa da mãe dele”, informou o delegado. A reportagem também questionou sobre a possibilidade do menor ter ingerido bebida alcoólica. No entanto, a informação não foi confirmada. “Zero, perguntei bastante sobre isso. Inclusive, o irmão dele diz que nem álcool faz uso. Até o momento, é que não, eles não fizeram o consumo de bebida alcoólica nem de drogas”, esclareceu. Já a defesa do menor, representada pelo advogado Renan Fonseca, informou que agora aguarda os trâmites da Justiça. “O menor prestou depoimento e agora está à disposição da Justiça”, afirmou. Por mais que a apresentação tenha ocorrido na 7ª DP, o caso não será investigado por lá, uma vez que o responsável pela condução do veículo é menor de idade. Assim, a expectativa é de que os trâmites sejam conduzidos pela Deaji (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Advogado Renan Fonseca. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) Entenda o caso O motorista fugiu após atropelar um homem de 53 anos, que terminou com um pé amputado. O atropelamento aconteceu na manhã de domingo (21), na Avenida José Barbosa Rodrigues, no Jardim Aeroporto. Conforme testemunhas, o condutor estaria em alta velocidade e teria invadido a pista de caminhada. A vítima estaria praticando atividade física no local quando foi atingida pelo veículo. Com o impacto, o atleta amador foi jogado contra a grade e teve um dos pés amputados. O homem é conhecido por alguns populares por sempre praticar caminhada no trecho. Neste momento, o atleta permanece hospitalizado na Santa Casa de Campo Grande. A informação é de que ele está intubado. Fonte: Midiamax
- Preso há 3 meses, Bernal recorre ao STJ após negativas da Justiça de MS
Alcides Bernal durante audiência no fórum. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Preso pelo assassinato do fiscal tributário Roberto Mazzini, Bernal já teve vários pedidos de liberdade negados A defesa do ex-prefeito Alcides Bernal, réu pela morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) após várias negativas em pedidos de liberdade na Justiça de Mato Grosso do Sul. O time de advogados entrou com recurso de habeas corpus na corte superior e aguarda decisão. O processo está no gabinete do ministro Og Fernandes e tramita em prioridade. Após o término da fase de instrução, a defesa pediu pela terceira vez para a Justiça liberar Bernal da prisão. Ele está preso desde o dia 24 de março — o dia do crime. Por conta da realização das audiências e do início do prazo para alegações finais, os advogados alegaram que não havia necessidade da manutenção da privação de liberdade. Entretanto, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido de liberdade. “Em análise aos autos, observo que, até o momento, não houve fato novo capaz de alterar a situação do requerente, mantendo-se inalterados os fundamentos das decisões anteriores que decretaram e mantiveram a custódia cautelar. O encerramento da instrução criminal, por si só, não enseja a revogação automática da prisão preventiva”, diz decisão. O juiz entendeu que os motivos que decretaram a prisão continuam os mesmos, já que há materialidade dos fatos e indícios suficientes da morte — corroborados pelos depoimentos nas audiências de acusação e de defesa, como apontou a acusação. “[…] não é o fato de o acusado ter mais de 60 anos de idade e ser portador de comorbidade que autoriza, por si só, sua colocação em prisão domiciliar. Tal modalidade excepcional só deve ser concedida pelo juiz quando demonstrado que a unidade penal onde se encontra não oferece tratamento médico consentâneo”, explica. Reta final Após as audiências e mais de 10 testemunhas ouvidas sobre o caso da morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, a ação contra o ex-prefeito Alcides Bernal entrou em fase final, com o início das alegações finais. O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, abriu o prazo para a Promotoria apresentar os pareceres finais. Após a juntada, é a vez da assistência de acusação, que inclui os familiares de Mazzini. Antes das oitivas na última semana, Garcete havia autorizado a família da vítima a atuar no caso. A defesa da família Mazzini havia pedido a habilitação da esposa e dos filhos de Roberto como assistentes de acusação, em meados de abril. Entretanto, a autorização só aconteceu em despacho no dia 22 de maio, às vésperas da audiência. Por fim, quem deve enviar as alegações finais é a defesa de Bernal. No último dia 26 de maio, o juiz ouviu as testemunhas de acusação. Entre elas, estão o filho da vítima, Gabriel Mazzini — que deu um depoimento emotivo à Justiça —; o chaveiro, que é uma testemunha-chave; os funcionários da empresa de segurança contratada por Bernal; e policiais. No dia seguinte, além do réu, foram ouvidos dois vizinhos, o piscineiro de Bernal, uma ex-servidora comissionada da Prefeitura e dois ex-secretários da sua gestão. Além deles, um delegado amigo do autor prestou depoimento. Ex-prefeito é denunciado por homicídio A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal pelo homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e porte ilegal de arma de fogo. O político e advogado está preso desde a data do crime, 24 de março de 2026. Na denúncia, os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia ressaltam que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a casa de Bernal, no Jardim dos Estados, em um leilão da Caixa Econômica Federal, e foi ao local tomar posse do imóvel, junto de um chaveiro. “O crime foi cometido por motivo torpe, visto que o denunciado agiu impelido pelo sentimento de vingança, mais precisamente porque não aceitava a perda do imóvel para a vítima e ainda acreditava ter direito sobre ele. Assim, decidiu ceifar-lhe a vida. Dada a repugnância da motivação do crime, caracterizada esta a qualificadora”, escreveram os membros do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul). Assim, o político foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa, contra a vítima maior de 60 anos; e também por porte ilegal de arma de fogo. Dias depois, o MP complementou a denúncia e pediu à Justiça a inclusão de mais um agravante ao assassinato, de meio cruel, e pelo crime de violação de domicílio. “O homicídio é qualificado porque cometido com emprego de meio cruel, pois o denunciado, em atitude perversa, realizou um primeiro disparo em desfavor da vítima, atingindo-a, e, após incapacitada, efetuou o segundo à curta distância, quando a vítima estava caída. Continuamente, evadiu-se do local sem prestar socorro ao ofendido, revelando total insensibilidade”, pontuaram Lívia e José Arturo. Vídeo do momento do crime cometido por Bernal. (Reprodução) Bernal preso por assassinato O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada). Fonte: Midiamax
- Riedel decreta luto oficial de três dias por morte do ex-governador Marcelo Miranda
Marcelo Miranda. (Reprodução, Alems) Ex-governador enfrentava problemas renais crônicos O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), decretou luto oficial pela morte de Marcelo Miranda Soares. A família confirmou a morte do ex-governador do Estado e também ex-prefeito de Campo Grande nesta terça-feira (23). Em publicação extra do Diário Oficial do Estado, Riedel decretou luto oficial por três dias. O decreto entra em vigor nesta terça-feira. Trajetória A publicação ainda traz a trajetória de Marcelo Miranda, que se formou pela Faculdade de Engenharia do Triângulo Mineiro, em 1964. “Construiu uma destacada trajetória como homem público, com singular atuação no cenário político do Estado”, diz trecho. Marcelo Miranda Soares foi eleito prefeito de Campo Grande em 1976, nomeado governador do Estado de Mato Grosso do Sul no período de 1979 a 1980, eleito senador da República em 1982 e assumiu novamente o cargo de governador, em pleito direto ocorrido em 1986, para mandato no período de 1987 a 1990. A família ainda deve divulgar a data e o horário do velório e sepultamento do ex-governador. Fonte: Midiamax
- Três são presos e pistola utilizada em tentativas de homicídio é apreendida em Dourados
Os investigados possuem histórico criminoso, com passagens policiais por tráfico de drogas, homicídio e envolvimento com organizações criminosas Três criminosos, de 28, 37 e 50 anos, foram presos durante uma investigação do SIG (Setor de Investigação Geral) sobre a disputa territorial de facções criminosas em Dourados, a 225 km de Campo Grande. Durante a ação, uma pistola calibre .40, utilizada em pelo menos três tentativas de homicídio na cidade, foi apreendida. Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a identificação de diversos ataques praticados por integrantes de grupos rivais. Inclusive, as apurações apontam que os crimes estão relacionados à disputa por controle territorial, influência criminosa e também a represálias entre facções. Os três investigados possuem histórico criminoso, com passagens policiais por tráfico de drogas, homicídio e envolvimento com organizações criminosas tanto no Mato Grosso do Sul como no Mato Grosso. Na segunda-feira (22), foi preso o suspeito, de 50 anos, no Residencial Dioclécio Artuzi II, apontado como responsável por armazenar armamento para integrantes da organização criminosa. Com ele, foi apreendida a pistola calibre .40, que passará por exames periciais de confronto balístico, para confirmar se de fato foi a mesma utilizada nas tentativas de homicídio registradas recentemente na cidade. Além de um carregador, 11 munições e um aparelho celular. Já nesta terça-feira (23), foi preso o suspeito, de 28 anos, na Vila Mariana. Na sua casa, foram encontrados um revólver calibre .32, munições calibres .32 e .44, porções de cocaína e maconha, duas balanças de precisão, aparelho celular e uma moto. Ele confessou a participação em uma tentativa de homicídio ocorrida no começo deste mês, no bairro Canaã II. Por fim, o investigado, de 37 anos, estava no bairro Vila Rosa. Com ele foram apreendidos uma espingarda calibre 12 do tipo pump-action e nove munições calibre 12, sendo cinco do tipo balote e quatro do tipo balins, além de balança de precisão e aparelhos celulares. Fonte: Midiamax
- Especialistas debatem imigração e exploração de trabalhadores em Corumbá
Local onde trabalhadores em situação de trabalho escravo ficavam. (Foto: Divulgação/MPT) A programação terá início dia 26, às 8h30 Corumbá, um dos principais pontos de entrada de migrantes internacionais em Mato Grosso do Sul em razão da fronteira com a Bolívia, será palco de um debate sobre imigração, tráfico de pessoas e trabalho escravo contemporâneo. O evento, promovido pelo TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), acontece no próximo dia 26 de junho, no Centro de Convenções do Pantanal, com entrada gratuita. A cidade concentra grande fluxo migratório e conta com a Casa do Migrante, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, que presta acolhimento e atendimento à população migrante. Dados do Migrafron (Observatório Fronteiriço das Migrações Internacionais), ligado à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mostram que, entre abril e julho de 2023, a unidade atendeu 653 migrantes de 13 nacionalidades diferentes, vindos da África, Europa, América do Sul, América do Norte e do Caribe. Além das questões migratórias, a região enfrenta problemas relacionados à exploração de trabalhadores. Em 2025, Corumbá registrou o resgate de 25 pessoas submetidas a condições análogas à escravidão. Os dados fazem parte do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), atualizado em junho deste ano. Em todo o Estado, as operações fiscais resultaram no resgate de 205 trabalhadores e na inclusão de 25 empregadores no cadastro. A programação terá início às 8h30, com abertura oficial. Entre os destaques, estão os painéis sobre escravidão contemporânea, tráfico de pessoas e os desafios institucionais para o enfrentamento dessas violações. O encontro reunirá magistrados, membros do Ministério Público do Trabalho, representantes das forças de segurança e especialistas da área. No período da tarde, palestras e debates abordarão temas relacionados à fiscalização trabalhista, à proteção dos direitos humanos e ao combate ao tráfico de pessoas. O encerramento contará com uma mesa-redonda sobre imigração e tráfico humano, com a participação de representantes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que irão discutir os procedimentos migratórios e as ações de fiscalização nas fronteiras terrestres. Fonte: Midiamax
- Réu por submeter mulher negra à trabalho análogo a escravidão tem posse barrada pelo IFMS
Dalton César Milagres Rigueira foi condenado após submeter a trabalhadora doméstica negra Madalena Gordiano a condições análogas à escravidão. (Foto: Reprodução/Divulgação) Dalton César Milagres Rigueira foi aprovado em concurso público para ocupar o cargo de professor O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) indeferiu a posse de Dalton César Milagres Rigueira para o cargo de Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no câmpus de Coxim, distante 253 quilômetros de Campo Grande. O candidato é réu em ação penal na Justiça Federal de Minas Gerais pelo crime de reduzir pessoa a condição análoga à escravidão. Dalton César foi condenado após submeter a trabalhadora doméstica negra Madalena Gordiano a condições análogas à escravidão desde os oito anos de idade. O caso voltou a repercutir após Dalton ser aprovado em 1º lugar em um concurso público para professor do IFMS. O indeferimento da posse foi comunicado pela Portaria nº 754/2026, publicada na edição nº 114 do Boletim de Serviço do IFMS, que cita a Decisão da Reitoria nº 369/2026, a qual foi tomada com base no parecer da Procuradoria Jurídica da instituição. Conforme o documento, a decisão ocorreu devido “circunstância de extrema gravidade e reprovabilidade social, além da incompatibilidade de tais condutas com as atribuições do cargo”. O parecer jurídico cita ainda que a condenação criminal, ainda que não transitada em julgado, exclui a suficiente idoneidade moral para o exercício do cargo público. “Com o indeferimento da posse de Dalton César Milagres Rigueira, o segundo colocado no Concurso Público nº 20/2025 para o cargo de professor da área de Ciências Agrárias/Zootecnia foi nomeado, de acordo com a Portaria nº 755/2026, também publicada na edição nº 114 do Boletim de Serviço do IFMS. Mesmo com a posse indeferida, Dalton César Milagres Rigueira foi nomeado pela Portaria nº 754/2026 porque esse é um ato de convocação previsto na Lei nº 8.112/1990. Porém, a investidura no cargo público, de acordo com o art. 7º da referida lei, ocorre somente com a realização da posse. O IFMS reforça, portanto, que, mesmo tendo sido nomeado por força da lei e do edital, Dalton César Milagres Rigueira teve a posse no cargo indeferida, e por essa razão, não fará parte do quadro de docentes efetivos da instituição“, cita a nota oficial do Instituto. De condenado a aprovado em concurso público O caso só ganhou repercussão meses após a homologação do resultado final do concurso público do IFMS. Conforme consta em edital, Dalton ficou na primeira colocação na área de Ciências Agrárias/Zootecnia, uma das mais disputadas do certame. Dalton César Milagres Rigueira. (Reprodução, Facebook) Dados do Instituto AOCP, banca organizadora do concurso, mostram que 447 candidatos concorreram à única vaga disponível na área. Ao todo, o concurso ofertou 17 vagas para o magistério federal, com possibilidade de lotação em qualquer um dos dez campi do IFMS em Mato Grosso do Sul. Apesar da gravidade da condenação, a legislação brasileira estabelece que ninguém pode ser considerado culpado de forma definitiva antes do trânsito em julgado da sentença. Em outubro de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) consolidou o entendimento de que candidatos aprovados em concurso público podem ser nomeados e empossados mesmo respondendo a processos criminais ou possuindo condenação sem trânsito em julgado, desde que não exista incompatibilidade legal entre o cargo a ser exercido e o crime praticado. (Reprodução) No caso de Dalton, o recurso apresentado pela defesa ainda aguarda julgamento no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). Enquanto a condenação não se torna definitiva, ele mantém seus direitos políticos e continua atendendo aos requisitos previstos na Lei nº 8.112/1990 para o ingresso no serviço público federal. Ou seja, o IFMS não dispõe, neste momento, de fundamento legal para impedir a posse exclusivamente em razão da condenação em primeira instância, mesmo que a situação gere questionamentos éticos e repercussão dentro da comunidade acadêmica. O caso Madalena Madalena Gordiano em entrevista ao ‘Fantástico’. (Reprodução, Globo) A condenação de Dalton está ligada a um dos casos mais emblemáticos de trabalho escravo ocorridos no Brasil. Aos oito anos, Madalena Gordiano começou a trabalhar para a família de Dalton, em 1981. Nas décadas seguintes, viveu sob uma rotina marcada por jornadas exaustivas, isolamento social, privação de direitos e exploração financeira. Ela foi resgatada somente em novembro de 2020, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Auditoria Fiscal do Trabalho. As investigações apontaram ainda que mais de R$ 1,2 milhão foi retirado das contas previdenciárias de Madalena ao longo de 17 anos. Quatro anos depois, a Justiça Federal de Minas Gerais condenou os responsáveis por mantê-la em condição análoga à escravidão, além dos crimes de furto qualificado e lesão corporal. Dalton e sua esposa, Valdirene, foram condenados pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, furto qualificado e lesão corporal. As penas somam 14 anos e sete meses para cada um dos réus, sendo 12 anos e oito meses de reclusão em regime fechado e um ano e 11 meses de detenção em regime semiaberto, além do pagamento de multa. Além da condenação judicial, Dalton teve o nome incluído na chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. Fonte: Midiamax
- Empresa de Campo Grande vence licitação milionária para exploração da Lotesul
Empresa Dodmax Tecnologia. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Licitação foi reaberta em janeiro de 2026 após duas suspensões e teve resultado divulgado nesta terça-feira A empresa Dodmax Tecnologia S/A (CNPJ 55.575.532/0001-49), de Campo Grande, foi declarada vencedora da licitação milionária para exploração da Loteria de Mato Grosso do Sul, a Lotesul, durante sessão nesta terça-feira (23). A Dodmax, que lidera um consórcio com a Pay Brokers IP Instituição de Pagamento Ltda. (CNPJ 40.820.176/0001-04) e a Paybrokers Loterias Ltda., foi escolhida para desenvolver o sistema principal da Lotesul. Durante a sessão, outras empresas entraram com recurso contra suas desclassificações durante a Prova de Conceito — a temida prova de fogo — em fases anteriores. Entretanto, a Comissão de Avaliação Técnica verificou que não havia elementos para justificar a revisão do resultado. Com isso, a Dodmax foi declarada vencedora, com oferta de 31%. A receita anual estimada pelo serviço é de R$ 51,4 milhões. Levando em conta o valor estimado no edital, a porcentagem oferecida pela empresa resultaria em R$ 15.957.045,19 para o Estado. Disputa pela Lotesul Em janeiro de 2026, a licitação foi reaberta após duas suspensões. O objetivo é contratar uma empresa que desenvolva a plataforma de operação dos jogos. Cinco empresas participaram do certame, que foi disputado pelo maior repasse percentual de receita bruta. Ou seja, de todo o montante levantado nas vendas, uma parte tem que voltar para o Estado. A Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda. (CNPJ 57.125.241/0001-84) apresentou a melhor proposta ainda em janeiro, com oferta de 43,36%. Porém, em fevereiro, a SAD desclassificou a empresa. A comissão de avaliação avaliou que a empresa não cumpriu o item do edital que prevê a obrigação do licitante de fornecer “todas as licenças de software, a infraestrutura tecnológica necessária e os recursos de hardware e conectividade”. Durante a análise, os representantes da empresa foram questionados sobre o cofre eletrônico, que seria a plataforma em que o Estado receberia parte dos lucros da loteria. A Lottopro alegou não ter a funcionalidade, mas teria como implementar. Com isso, a comissão de avaliação decidiu, após a sessão, pela reprovação da empresa. A SAD convocou nova rodada do pregão eletrônico. Na segunda rodada, a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda. (CNPJ 08.176.635/0001-56), que tinha apresentado a segunda melhor proposta na etapa anterior, foi classificada. Em março, porém, a empresa foi reprovada na prova de conceito, por não cumprir 35 dos mais de 100 itens previstos no edital, e a secretaria convocou a terceira sessão do pregão. A Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria Ltda. (CNPJ 13.794.399/0001-71) entrou na disputa, mas também foi desclassificada. Os representantes da empresa tiveram dificuldades para acessar o sistema próprio e a “prova de fogo” foi encerrada em menos de 30 minutos. Posteriormente, foi eliminada. Fonte: Midiamax
- TRE-MS nega participação de suplente em ação contra desfiliação de Marquinhos do PDT
Marquinhos Trad e o suplente, Salah Hassan. (Reprodução) Juiz eleitoral também negou argumento de vereador, que teve aval do diretório nacional para sair O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou pedido do primeiro suplente de vereador pelo PDT de Campo Grande, Salah Hassan, para entrar como interessado na ação de perda de mandato de Marquinhos Trad, que saiu da legenda e se filiou ao PV. O parlamentar é pré-candidato a deputado federal. Marquinhos saiu do PDT com uma carta de anuência da Executiva Nacional. Porém, o diretório estadual foi à Justiça Eleitoral contra a desfiliação e pediu o mandato. Uma liminar para afastar Marquinhos e dar posse a Salah foi negada. Ao analisar novamente o caso, o juiz do TRE-MS, Carlos Alberto Garcete, rejeitou os argumentos da defesa de Marquinhos de que o caso não deveria ser considerado pela Justiça Eleitoral porque ele teria aval da direção nacional do PDT para sair. Garcete também não aceitou incluir Salah na ação, por não apresentar documentos que comprovem a suplência e a filiação atual. “Portanto, reputo que deve haver pronunciamento formal e expresso da Executiva Nacional do aludido partido [PDT] sobre a carta de desfiliação de Marcos Marcello Trad, para fins de seguimento da presente ação”, concluiu o juiz. Vale lembrar que a legislação eleitoral não permite troca de partidos, exceto durante a janela partidária, que é aberta em ano eleitoral. Como as eleições de 2026 são nacionais, vereadores não se enquadram nessa possibilidade de troca. A mudança só seria permitida com aval do partido e reconhecida pela Justiça Eleitoral. Fonte: Midiamax
- Deputados de MS divergem e votação sobre elevadores em edifícios tem pedido de vistas
Paulo Duarte, deputado estadual do PSDB. (Foto: Vinicios Araújo, Midiamax) Autor da proposta, Paulo Duarte afirma que medida não afetará obras já aprovadas e cita dificuldades enfrentadas por equipes de resgate em edifícios O pedido de vista apresentado por João César Matto Grosso (PSDB) adiou a votação do projeto de lei que torna obrigatória a instalação de elevadores com capacidade para transporte de macas em novos edifícios de Mato Grosso do Sul. Durante a discussão da proposta na Alems (Assembleia Legislativa) nesta terça-feira (23), o autor do texto, Paulo Duarte (PSDB) esclareceu que a medida não afetará obras em andamento nem empreendimentos com projetos já aprovados. Segundo o parlamentar, a exigência não atingirá construções em andamento nem projetos que já tenham recebido aprovação dos órgãos competentes. “O projeto é muito claro: somente para projetos que sejam aprovados após a edição da lei, a sanção pelo governador. Todos os projetos que estão em andamento, obras… mesmo que a obra não tenha iniciado, mas o projeto está aprovado, é da forma que está hoje”, afirmou. Duarte rebateu possíveis críticas sobre aumento dos custos para o setor da construção civil, argumentando que o impacto financeiro será reduzido diante do porte dos empreendimentos verticais. “Nós estamos falando de um edifício, por exemplo, de 20, 30, 40 andares, e em que a única adequação é um elevador que já existe em outros estados. Isso vai ser distribuído. Um prédio que tem um custo altíssimo, um elevador dividido por todos que compram é um valor muito pequeno”, disse. De acordo com o autor, a proposta surgiu após relatos de profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) sobre dificuldades para remover pacientes em situações graves dentro de edifícios sem estrutura adequada para o transporte em macas. “É sugestão de pessoas que trabalham no Samu, que já tiveram situações de pessoas que morreram por falta de condições adequadas de atendimento”, declarou. Debate e pedido de vistas Entretanto, durante a discussão da proposta, Catan disse que o projeto não tem estudo de impacto. “Compete a cada município estabelecer padrões técnicos para a realidade de cada localidade. Não há detalhamento do tamanho do elevador no projeto. A proposta é inconstitucional por invadir competência do município e União”. Já Pedrossian Neto (Republicanos) disse que a proposta não terá impacto no setor construtivo. “Isso pode onerar as construções. Não estou convencido de que deveríamos aprovar”. Gleice Jane (PT) frisou que a segunda discussão é para mérito, não constitucionalidade. “A acessibilidade é regra e que todo empreendimento já possui elevador. A gente precisa pensar nas pessoas, principalmente idosos, adoecidos. Para família desse tipo de pessoa é importante”. Mato Grosso disse que o projeto não tem comum acordo. “Concordo com a Gleice sobre a constitucionalidade, mas não estou inteirado. Acho que o projeto pode ferir a constitucionalidade”. Em seguida, pediu vistas. Lídio Lopes (Avante) defendeu que impacto financeiro é para o setor privado. “Grande valia para o resultado esperado”. Pedro Caravina (PSDB), presidente da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) disse que a proposta ainda vai para análise do governador e defendeu que a constitucionalidade já foi aprovada. “Se trata de projetos futuros, não aqueles que estão em construção já aprovados. Coronel David (PL) rebateu o pedido de vistas de Catan. “Não cabe mais pedido de vista para revisão do projeto, porque já passou por todas as comissões sendo devidamente discutidos”. Com o pedido de vistas, o deputado tem 24h para devolução do texto que deverá ser novamente colocado em votação. Fonte: Midiamax
- Secretarias de educação e saúde convocam 226 auxiliares administrativo e financeiro
SAS em Campo Grande – ilustrativa. (Divulgação, PMCG) O auxiliar administrativo e financeiro realiza atividades de processamento, conferência e registro de rotinas administrativas Está na lista? A Prefeitura de Campo Grande publicou, em editais no Diogrande (Diário Oficial do Município), a convocação de 226 candidatos aprovados para contratação temporária nas funções de auxiliar administrativo e financeiro e terapeuta ocupacional pelas secretarias municipais de Educação (Semed) e Saúde (Sesau). Entre as atribuições do auxiliar administrativo e financeiro estão a execução de atividades de processamento, conferência e registro de rotinas administrativas e da movimentação financeira, conforme as normas institucionais, além da organização dos materiais necessários para as atividades operacionais do setor. Pela Semed, 125 aprovados foram convocados para comparecer nesta quarta-feira (24), às 8h, no Cefor (Centro de Formação Lúdio Martins Coelho), localizado na Rua Onicieto Severo Monteiro, nº 460, Vila Margarida. Já a Sesau convocou 101 candidatos para a função de auxiliar administrativo e financeiro e um para o cargo de terapeuta ocupacional. Conforme o edital, os convocados também devem se apresentar na quarta-feira (24), às 8h, na sede da secretaria, localizada na Rua Bahia, nº 280, Centro, em Campo Grande. Confira a lista de aprovados: Fique por dentro das vagas Está em busca de oportunidades de trabalho ou é concurseiro? Participe do nosso grupo de Empregos & Concursos no Facebook. Atualizações diárias sobre principais concursos e vagas em Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Maracaju e demais cidades de MS. Fonte: Midiamax
- Visita de Lula a MS reforça apoio à agricultura e ao agro, diz Vander Loubet
Presidente Lula e deputado Vander Loubet. (Ricardo Stuckert, PR) Deputado federal afirma que agenda do presidente na Fazenda Itamarati e na fábrica de fertilizantes simboliza compromisso com setores estratégicos da economia sul-mato-grossense A confirmação da visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, marcada para quinta-feira, dia 25 de junho, foi recebida como um sinal de fortalecimento de políticas voltadas à agricultura familiar e ao agronegócio, na avaliação do deputado federal Vander Loubet (PT). Segundo o parlamentar, a agenda presidencial contempla ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Estado. “A confirmação da vinda do presidente Lula é um aceno de compromisso firme com dois setores importantes da nossa economia. Um é a agricultura familiar, simbolizada na entrega de títulos de regularização fundiária que o presidente vai fazer na Fazenda Itamarati. E o outro é o agronegócio, simbolizado pela retomada das obras da fábrica de fertilizantes, que quando concluída vai ajudar a diminuir nossa dependência por fertilizantes importados”, afirmou. A programação prevê a entrega de títulos de regularização fundiária a famílias assentadas na Fazenda Itamarati, em Ponta Porã, além do anúncio relacionado à retomada das obras da unidade de fertilizantes, empreendimento considerado estratégico para a produção agrícola nacional. Vander também destacou os reflexos políticos da visita presidencial. Para ele, o anúncio da presença de Lula já provocou mobilização entre lideranças e diferentes segmentos da sociedade sul-mato-grossense. “Na questão política, o anúncio da presença do Lula já movimenta vários setores e lideranças da sociedade, uma mobilização que reforça a confiança de todo o campo democrático no avanço das nossas propostas e no desafio eleitoral que faremos este ano”, declarou o deputado. A visita do presidente ocorre em um momento de articulação política e de anúncio de investimentos considerados prioritários para o Estado, reunindo representantes de movimentos sociais, produtores rurais, autoridades e lideranças partidárias. Fonte: Midiamax
- Justiça de MS recebe mais de 500 ações de servidores contra operadora do Banco Master
Sede do Banco Master, em São Paulo. (Rovena Rosa, Agência Brasil) Maioria são aposentados que denunciam descontos indevidos na folha de pagamento Mais de 500 processos judiciais em Mato Grosso do Sul acusam a empresa PKL One Participações S.A. de prática abusiva na concessão de crédito consignado a servidores estaduais. Movidas em sua maioria por aposentados e pensionistas, as ações contestam o modelo do produto “CredCesta” — ligado ao Banco Master —, que transforma empréstimos em dívidas automáticas e por tempo indeterminado na folha de pagamento. A PKL One possui filial em Campo Grande e desde março de 2023 está autorizada pela SAD (Secretaria de Estado de Administração) a operar consignados na folha de pagamento de servidores do Estado. As ações apontam diversas possíveis irregularidades que vão de juros abusivos a descontos sem autorização, como no caso de um servidor público que afirmou à Justiça ter tido mais de R$ 8 mil descontados de seu salário sem nunca ter tido qualquer tipo de contrato com a PKL. Audiência sobre o caso está marcada para julho. Em outro caso, um policial militar aposentado afirma ter contratado empréstimo consignado no valor de R$ 6,2 mil. Então, começaram os descontos em folha e o servidor acreditava ser referente às parcelas do empréstimo. No entanto, as parcelas começaram a ficar mais caras e o policial descobriu que, na verdade, o que estava sendo descontado era como se ele tivesse contratado um cartão de crédito consignado. Então, até maio de 2026, ele alega que foram mais de R$ 19 mil pagos à PKL. Em vários casos, o processo tramita como superendividamento e há relatos de servidores com mais de 40% do salário comprometido com consignado envolvendo a PKL. É exatamente assim que funciona a prática. O servidor acredita estar contratando um empréstimo consignado tradicional, mas a empresa emite um cartão de crédito e desconta apenas o ‘valor mínimo da fatura’ na folha. O restante vai para o rotativo do cartão, gerando juros sobre juros e uma dívida ‘interminável’. Operação Compliance Zero da PF A PKL One é citada nos desdobramentos recentes da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que resultou na prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro. A empresa foi identificada pela PF como origem de repasses suspeitos com finalidade de dissimular vantagens indevidas no caso Master. A PKL é dirigida por Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master e dirigente do Banco Pleno, ambos liquidados pelo Banco Central após o escândalo. Uma das frentes da PF apura se repasses feitos pela PKL à BN Finacneira tinha lastro em serviços efetivamente prestados ou serviu para repasses indevidos. Escritório de advogados também é alvo A coluna de Lauro Jardim, em O Globo, afirmou que o escritório Gabino Kruschewsky Advogados foi o quarto que mais recebeu dinheiro do Master, sendo R$ 54 milhões entre 2022 e 2025. O escritório é o mesmo que representa a PKL nas ações movidas por servidores de Mato Grosso do Sul. Conforme matéria da Folha de S. Paulo, esses escritórios que receberam, no total, mais de R$ 543 milhões de Vorcaro estão sob investigação da PF. A reportagem procurou o escritório para se posicionar sobre as ações contra servidores em MS e sobre as investigações da Polícia Federal, mas ainda não obteve resposta. À coluna de O Globo, o escritório enviou nota afirmando que atuou em mais de 45 mil processos em favor do Master. A PKL também foi procurada para se manifestar e não retornou aos contatos da reportagem. O Jornal Midiamax também acionou o governo do Estado sobre o convênio com a PKL e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações. O material será atualizado assim que houver posicionamento. Fonte: Midiamax
- Interventor vai apurar venda de garagem do Consórcio Guaicurus pela metade do preço
Família Constantino vendeu sede da Viação Cidade Morena pela metade do preço para imobiliária da família com os mesmos sócios. (Léo de França, Jornal Midiamax) Equipe de intervenção vai analisar se desfazimento de bem prejudicou o município No comando do transporte coletivo desde o dia 16 de junho, o interventor-chefe Aléxandro de Oliveira confirmou que vai investigar a venda da garagem do Consórcio Guaicurus. O imóvel teria sido repassado pela metade do preço de mercado para uma empresa controlada pela própria família dos concessionários. À reportagem, Alexandro disse que seu relatório sobre a situação do Consórcio Guaicurus vai contemplar o caso. “Isso está na pauta. Temos que analisar a congruência dessas alegações, a natureza dessa negociação, se prejudicou o contrato e o município”, destacou. A denúncia apresentada à Justiça pelo autor da ação popular do processo de intervenção, Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, coloca sob suspeita a venda da principal garagem da concessão, da Viação Cidade Morena. Conforme os autos, o imóvel localizado na avenida Gury Marques é onde funciona a sede administrativa do Consórcio Guaicurus e foi vendido pelo valor de R$ 7,7 milhões à Pauma Empreendimentos, empresa do interior de SP que pertence aos mesmos sócios das empresas de ônibus de Campo Grande, todos da família Constantino. Ocorre que a documentação contábil do Consórcio apontava que o imóvel de 40,5 mil metros quadrados era um ativo imobilizado da empresa no valor de R$ 14,4 milhões (no valor líquido de R$ 11,1 milhões após desconto de depreciação). Para o autor da ação, trata-se de fraude por simulação de venda, já que a empresa compradora possui o mesmo quadro societário do Consórcio Guaicurus. O negócio seria ilegal, segundo o autor da ação, já que a garagem seria um bem reversível, que deveria ser incorporado ao patrimônio do município após o fim da concessão. Então, pediu que a Justiça bloqueasse o imóvel para evitar a venda e, ao fim do processo, decretasse a nulidade do negócio. Ainda, requereu o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público para possível responsabilização criminal dos donos do Consórcio Guaicurus. Em nota, o Consórcio Guaicurus não comentou sobre os valores da negociação, mas afirmou que seria um imóvel de propriedade da concessionária usado como apoio administrativo e operacional, conforme o contrato de concessão. “No caso do imóvel mencionado, não se tratava de bem reversível ao Município. O Consórcio Guaicurus permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários”. Consórcio sob intervenção No dia 16 de junho, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. A concessionária detém o contrato bilionário para explorar o transporte público de Campo Grande desde 2012 e, de lá para cá, é alvo de reclamações constantes de passageiros. O Consórcio já havia sido alvo da CPI na Câmara de Campo Grande, em 2025, que recomendou a intervenção. Então, a equipe de intervenção, chefiada pelo advogado Aléxandro de Oliveira, assumiu a gestão do conglomerado do ônibus de Campo Grande. Agora, o grupo ficará na gestão do Consórcio por 180 dias. Ao fim, será elaborado um relatório sobre a situação da concessionária e a prefeita irá tomar decisão. Uma das possibilidades é decretar a caducidade da concessão (encerramento do contrato por culpa do Consórcio Guaicurus) e o município reassumir o serviço. O Jornal Midiamax já revelou que estudo sobre uma possível nova licitação será iniciado pela Prefeitura e prevê exigência de ar-condicionado nos ônibus, além de parte da frota movida a gás e biogás. Fonte: Midiamax
- Depois de 6 pneus estourados, tapa-buracos chega a trecho da Ernesto Geisel
Tapa-buraco na Ernesto Geisel (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax). O buraco tinha cerca de um metro de diâmetro e 30 cm de profundidade Nove dias após 6 carros terem prejuízo com pneus estourados devido a um buraco na Avenida Ernesto Geisel com a Rua Santos Dumond, no bairro Cabreúva, trabalhadores da Prefeitura estão no local realizando tapa-buracos. O local se tornou uma verdadeira armadilha no dia 14 de junho. Devido à chuva, não era possível visualizar o problema no asfalto, fazendo com que os veículos caíssem na cratera. Condutores de ao menos 6 veículos contabilizaram pneus estourados em apenas poucos minutos. O buraco, com cerca de um metro de diâmetro e 30 cm de profundidade, também causou a queda de uma motociclista, conforme relatou morador ao Jornal Midiamax no dia 15 de junho. “Ontem de tarde uma moça caiu de moto, eu fiquei cuidando e sinalizando para os carros desviarem”, afirmou o jardineiro Benedito Onofre Dias. A Avenida Ernesto Geisel é uma importante via de ligação entre as regiões norte e sul de Campo Grande. Além disso, por ser uma via rápida, a presença de buracos representa ainda mais risco a quem trafega na via. Os trabalhos se concentram na região central da cidade em direção à rotatória com a Avenida Euler de Azevedo. O Jornal Midiamax acionou a Prefeitura para confirmar quais ruas da região receberão os serviços e aguarda retorno. Fonte: Midiamax
- Idoso cai de ônibus no Coophavila e morre na Santa Casa de Campo Grande
Santa Casa de Campo Grande. (Léo de França, Jornal Midiamax) Idoso bateu a cabeça durante a queda e morreu horas depois Um idoso de 66 anos morreu ao cair enquanto descia de um ônibus do transporte coletivo de Campo Grande na tarde de segunda-feira (22). Ele estava internado na Santa Casa. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava descendo do ônibus que faz a linha Coophavila II/Centro quando se desequilibrou e caiu. Na ocasião, o idoso teria batido a cabeça no chão e apresentado sangramento. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A família autorizou a doação de órgãos e foi até a delegacia registrar boletim de ocorrência. O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico. Fonte: Midiamax
- Você tem figurinhas sobrando? Projeto leva montagem coletiva na Associação Juliano Varela
(Instituto Juliano Varela/Divulgação) Qualquer pessoa pode ajudar, doando as "sobras", sejam elas duplicadas ou no caso de quem já completou seu álbum edição 2026. O golaço da inclusão está acontecendo não só nos locais de jogos da Copa, mas também bem pertinho: no Instituto Juliano Varela, em Campo Grande. E qualquer pessoa pode ajudar, doando as “sobras” de figurinhas, sejam elas duplicadas ou porque a pessoa já completou o seu álbum edição 2026. Referência no atendimento a pessoas com Síndrome de Down e TEA (Transtorno do Espectro Autista), o projeto utiliza o esporte – especialmente o futsal – como ferramenta de inclusão, tendo já conquistado títulos nacionais e disputado torneios importantes. Sendo assim, para motivar ainda mais os alunos, veio a ideia de conseguir álguns e figurinhas para aquecer corações e estimular o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos atendidos no local. Imaginem a alegria de montar um álbum de figurinhas coletivo! Mais do que um passatempo, a atividade lúdica oferece inúmeros benefícios, especialmente para pessoas com Síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. A troca de figurinhas estimula a socialização, a comunicação, a organização, a memória e até mesmo habilidades matemáticas. A ideia é que a comunidade se una para arrecadar álbuns e figurinhas, que serão utilizados em atividades pedagógicas e recreativas na instituição, promovendo a inclusão e o desenvolvimento de forma divertida e significativa. Como você pode participar? Entre em contato pelo Instagram da Associação Juliano Varela Fonte: Midiamax
- STJ nega recurso e jornalista deve ir a júri popular por morte de Belquis em Campo Grande
(Foto: Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax) Acidente matou passageira de motocicleta em dezembro de 2023 O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou recurso da defesa do jornalista Guilherme de Souza Pimentel contra a denúncia de homicídio doloso na direção de veículo de Belquis de Oliveira Maidana, em dezembro de 2023. O caso ainda aguarda julgamento em Campo Grande. A defesa sustentou que houve a quebra da chamada cadeia de custódia, que é o histórico das provas do processo, por conta da não anulação de um laudo pericial. Assim, pediu o reconhecimento desse ato ou a desclassificação de crime doloso para culposo, quando não há intenção de matar. Para o ministro Og Fernandes, há “indícios robustos de que o acusado, conduzindo veículo em estado de embriaguez e velocidade excessiva, colidiu contra motocicleta”. Além disso, o magistrado observou que há outras provas que sustentam a acusação, além das que a defesa alega estarem contaminadas. Com o fim da fase de recursos, o processo deve prosseguir na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, com o possível agendamento do julgamento em júri popular. O acidente Policiais militares prenderam Guilherme em flagrante após o acidente que terminou na morte de Belquis Maidana, de 51 anos. A Polícia Civil indicou que o carro que o jornalista dirigia estava a 100 km/h. Ainda conforme a polícia, Guilherme estava na casa de seu companheiro às 5h30 da manhã de um sábado, 9 de dezembro de 2023, onde os dois beberam vinho. Logo depois, o assessor saiu dirigindo o Toyota Etios, carro oficial do Governo do Estado, quando ocorreu o acidente na Rua Antônio Maria Coelho. Então, Guilherme colidiu o carro contra a Honda Biz azul, no cruzamento com a Rua Bahia. Também segundo a polícia, o motorista furou o sinal vermelho, atingindo a moto e arrastando-a por 25 metros. Apesar do flagrante, o jornalista se recusou a fazer o teste de bafômetro. No entanto, os policiais identificaram sinais de embriaguez, sendo constatada em termo. Assim, Guilherme foi ouvido na delegacia e contou que esteve com o namorado. Também relatou que seguia para o trabalho, pois estava de plantão na Segov. Depois, o jornalista permaneceu detido na delegacia, até a audiência de custódia. O caso é tratado como homicídio simples, por considerar que o jornalista assumiu o risco de provocar o acidente. Isso, porque ingeriu bebida alcoólica, estava acima da velocidade permitida e também por furar o sinal vermelho. Ele ainda responde por lesão corporal de natureza grave e por conduzir veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax! Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax! E você pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira. Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook. Fonte: Midiamax
- Frio intenso lota Centro POP com até 200 pessoas em situação de rua
Quem dorme nas ruas precisou improvisar em madrugada com sensação de 4,4°C na Capital Campo Grande registrou sensação térmica de 4,4°C na madrugada desta terça-feira (23). Quem passou a noite em casa, agasalhado e coberto, talvez não tenha sofrido com o frio intenso. No entanto, quem vive nas ruas da Capital sente na pele as baixas temperaturas e precisa improvisar para se aquecer nesta onda de frio — primeira do inverno e mais intensa de 2026 até agora. Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (23), o frio intenso deve levar até 200 pessoas ao Centro POP, na Rua Joel Dibo, no Centro de Campo Grande. Lá, eles recebem cobertores, alimentação, higiene e outros atendimentos. O Parque Ayrton Senna, que funciona como ponto de acolhimento para a população em situação de rua quando a temperatura cai a 12°C, ficou fechado na última noite, mas abrirá nesta terça-feira. “Com esse frio, está osso. A coisa está feia. Não vai ter mais aquele abrigo no Parque Ayrton Senna?”, questionou um homem, que chegou segurando cobertas velhas no Centro POP às 8h desta terça (23). Ele dormiu com a esposa em frente à Agência da Previdência Social, na Rua 26 de Agosto, e foi acordado pelo vigia do local, às 5h. “Vim procurar abrigo, mas não tem”, afirma o rapaz, que preferiu não se identificar. Em seguida, outro homem chegou ao Centro POP. Ele dorme nas ruas há seis anos e sempre procura ajuda na entidade, de responsabilidade da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). “De segunda a sexta, tem alimentação, acolhimento e banho. Meu apoio é aqui, é fundamental”, afirma o homem. No entanto, ele relata que nem sempre há agasalhos e cobertores. “Quanto tem, eles oferecem, mas depende do governo”. Busca ativa para o Parque Ayrton Senna Tereza Cristina Miglioli Bauermeister, superintendente da proteção social especial da SAS, explica que há outras unidades de atendimento à população de rua, além do Centro POP, que oferecem acolhimento permanente aos usuários. As pessoas em situação de rua são, prioritariamente, acolhidas em uma dessas unidades e quem não consegue vaga pernoita no Parque Ayrton Senna. Além disso, há também uma busca ativa de pessoas em situação de rua pelas ruas de Campo Grande, que ocorre todos os dias e é intensificada nos momentos de temperatura mais baixa. “Nesse exato momento, nós temos equipes nas ruas dos bairros, no Centro, nos córregos”, afirma Thiago Ribeiro, gerente de proteção social à população em situação de rua da SAS. Como o Parque Ayrton Senna fica no bairro Moreninhas, na região sul de Campo Grande, muitas pessoas em situação de rua são transportadas até o centro de acolhimento em um ônibus da SAS. O veículo passa por diferentes pontos da cidade e pode ser solicitado por qualquer morador, que souber de uma pessoa em situação de rua, correndo risco sem abrigo no frio. Confira os contatos da SAS: 156; (67) 99660-6539; (67) 99660-1469. Até 200 pessoas por dia No Centro POP, o atendimento ocorre apenas durante o dia. “Aqui, eles são super acolhidos, com alimentação e higiene. A equipe técnica está aqui para ver a necessidade de cada um e nós estamos aqui para acolhê-los”, afirma Tereza Bauermeister. Ela afirma que, normalmente, cerca de 100 pessoas passam pelo Centro todo dia, mas quando esfria, o número pode até dobrar. Todos que quiserem serão levados ao Parque mais tarde. Segundo a coordenadora do Centro POP, Josemary Silveira Braga, a alimentação dos acolhidos é preparada no local e levada ao Parque Ayrton Senna nas noites em que a unidade emergencial de acolhimento está aberta. Outro Centro POP está em construção no bairro Amambaí, com expectativa de inauguração até agosto desse ano. “Lá nós vamos ter um espaço maior e mais oficinas”, explica a coordenadora. Quatro mortes por hipotermia em MS O alerta para a população em situação de rua ganhou força após a última onda de frio registrada em Mato Grosso do Sul. No início de maio, Campo Grande teve sensação térmica negativa por dois dias consecutivos. Em uma das manhãs mais frias do ano, a temperatura chegou a 7,9°C, mas a sensação térmica atingiu -3,2°C devido à combinação de vento, umidade e temperatura do ar. Durante o período, quatro pessoas morreram com suspeita de hipotermia no Estado, sendo três em Campo Grande e uma em Dourados. Na Capital, as vítimas foram encontradas na calçada de um bar, ao lado de uma unidade de saúde e em uma casa abandonada. Já em Dourados, um homem foi localizado morto às margens da BR-163. Fonte: Midiamax
- Filha escondeu álcool com medo de ‘outra loucura’ em casa após ver o pai em chamas
Viatura da Polícia Civil no fórum. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Servidor mora em Brasília e está em Campo Grande desde sexta-feira (19) visitando a família O álcool usado pela médica veterinária contra o marido, um servidor público federal de 41 anos, foi escondido pela filha após o crime. Uma discussão de casal antecedeu a tentativa de homicídio, presenciada pelos filhos de 9 e 22 anos, na segunda-feira (22) no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. A médica veterinária está presa e passa por audiência de custódia nesta terça-feira (23). O servidor sofreu queimaduras graves em aproximadamente 30% do corpo e está intubado no Hospital do Proncor. Em depoimento na delegacia, a filha do casal disse que o pai mora em Brasília, mas visita a família de 15 em 15 dias, ocasião em que permanece em Campo Grande por aproximadamente três dias. O casamento seria marcado por brigas, que se intensificaram após a ida do servidor para o outro estado. Com a mudança de estado, médica veterinária até tentou se mudar para Brasília com os filhos, mas não teria gostado da casa alugada pelo marido e retornou para Campo Grande. Além disso, a piora em seu quadro depressivo teria motivado o retorno ao estado sul-mato-grossense. Servidor está em Campo Grande desde sexta-feira O servidor chegou a Campo Grande na manhã da última sexta-feira (19). No período da tarde, o casal discutiu após a médica veterinária mexer no aparelho celular do companheiro e ficar desconfiada. Por volta da 0h de segunda-feira (22), teria discutido novamente e, às 6h da manhã, a filha percebeu que os pais estavam brigando. Ela tentou dormir, mas percebeu que a discussão estaria evoluindo. Logo, a jovem disse ter escutado o pai correndo e dizendo: “não, não, não, para, para, para”, momento em que ela saiu do quarto e foi para a varanda. Lá, a filha notou que o pai estava rolando pela grama em meio às chamas. Diante da situação, a jovem ligou a mangueira para jogar água no corpo do pai e tentar apagar o fogo. Entretanto, apenas a camiseta estava ao lado do servidor em chamas. Após a médica veterinária levar o servidor público federal ao hospital, a filha do casal ficou em casa cuidando do irmão menor. Ela contou à polícia que escondeu o álcool, pois pensou que a mãe pudesse retornar e fazer “outra loucura”. Logo, a suspeita retornou para a casa e disse à filha que não queria ter machucado o marido, apresentando comportamentos depressivos. Em seguida, ela, o irmão e a mãe foram até o hospital novamente para verificar o estado de saúde do pai. Para a filha, a médica veterinária demonstrou arrependimento e revelou que a briga aconteceu após ela questionar o marido sobre um suposto relacionamento extraconjugal em Brasília. A suspeita acrescentou ainda que a intenção era apenas queimar a mochila do servidor, pois não queria que ele retornasse para o outro estado — visto que ele estava se preparando para ir embora. Veterinária alegou que ateou fogo ‘só para assustar’ Durante o interrogatório na delegacia, a médica veterinária disse que queria que o companheiro falasse a verdade sobre uma possível traição. Ela detalhou que o casal havia discutido anteriormente e cochilou. Pela manhã, o marido teria tentado conversar novamente sobre o assunto. Segundo a suspeita, durante a discussão, ela pegou um vidro de álcool de limpeza que estava na cozinha e jogou parte do líquido na mochila do servidor. Entretanto, ela nega que tenha ateado fogo no corpo da vítima. “Eu não joguei o fogo nele. Eu joguei parte do vidro de álcool na mochila, porque era a mochila com os pertences dele que eu queria queimar. Foi só na mochila e eu acho que, no momento em que eu fiz esse movimento, a roupa dele pode ter encharcado de álcool”, afirmou a médica veterinária. Em seguida, o servidor correu para a garagem, momento em que a esposa correu atrás dele com uma carteira de cigarro e um isqueiro dentro de um casaco. Ela alegou que queria assustar o marido com o barulho do isqueiro. “Eu estava com a carteira de cigarro e o isqueiro dentro do casaco. Nesse momento da discussão, eu quis assustá-lo com o barulho do isqueiro, e ele não acendeu. E eu achei que não tinha acontecido nada; foi só depois que eu vi a camiseta dele mudando um pouco de cor. Foi então que tentei rasgar a camiseta dele para tirá-la", explicou a veterinária. Fonte: Midiamax
- Mãe de bebê morto diz que não o levou ao médico por achar que marcas roxas eram normais
(Imagem lustrativa) Pais da bebê passaram por audiência de custódia e estão presos A jovem de 18 anos, mãe da bebê de três meses que passou mal e apresentou alguns hematomas no corpo no hospital, alegou que não levou a filha ao médico por achar que as marcas roxas eram normais. A bebê foi internada no Hospital Regional, em Campo Grande, na noite de sexta-feira (19), pois passou mal após ser amamentada. No hospital, a equipe médica encontrou hematomas na bebê e um exame indicou fratura nas costelas. Ela não resistiu e teve morte cerebral. A PM (Polícia Militar) foi acionada para o hospital e a mãe e o pai da bebê foram presos. Na manhã de segunda-feira (22), o casal teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia. Na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada), a jovem e o seu companheiro foram interrogados sobre os fatos. A jovem explicou que convive maritalmente com o pai da bebê na casa da avó dele. Por volta das 21h de sexta-feira (19), ela disse que amamentou a filha durante a transmissão do jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026. A bebê mamou grande quantidade e, logo, foi colocada para arrotar. Em seguida, a jovem disse que entregou a filha ao pai, que permaneceu assistindo ao jogo com a bebê no colo. Em determinado momento, ele percebeu que a bebê estava desfalecendo e todos entraram em desespero. Na ocasião, a jovem disse que chamou a avó do companheiro e um tio e ambos socorreram a bebê no Hospital Regional. Lá, a equipe médica aspirou leite dos pulmões e do estômago da bebê, que sofreu uma parada cardiorrespiratória. Hematomas e lesões Questionada sobre os hematomas e lesões no corpo da filha, a mãe alegou que não sabe a origem, mas que na semana anterior surgiram marcas roxas nas nádegas e no pé dela. A jovem afirmou que ninguém agrediu a bebê na sua frente e não soube falar se ela teria sido agredida em sua ausência. Durante o interrogatório, a jovem disse que não procurou atendimento médico por acreditar que se tratava de “algo normal”, os hematomas. Ela também falou que não poderia afirmar se o companheiro agrediu a filha, mas ressaltou que ele costuma ficar a sós com a bebê em algumas ocasiões. Na sexta-feira (19), o casal passou a tarde em uma praça nas proximidades, fazendo uso de entorpecentes com a filha no carrinho. A jovem contou que, enquanto estava fumando, a bebê ficou no carrinho dentro de uma quadra sozinha, sendo que o casal olhava a filha de longe. À polícia, a mãe da bebê acrescentou que, quando chegaram da praça, a filha estava chorando bastante por causa de cólicas. Ela foi medicada e, após massagens, parou de chorar. Ao fim do interrogatório, a jovem alterou sua versão e alegou que uma criança virou o carrinho da bebê na praça. A bebê quase caiu, mas a mãe conseguiu segurá-la a tempo e ela não sofreu ferimentos. A jovem reafirmou que não sabe o motivo do corpo da filha estar com lesões, pois apenas ela e seu companheiro dão banho na criança. Ela finalizou dizendo que o casal nunca dorme fora de casa e a bebê não ficou sob cuidados de terceiros. Versão do pai O pai da bebê negou ter praticado qualquer ato de violência ou maus-tratos contra a filha. Ele reafirmou o que a companheira disse em relação à amamentação durante a transmissão do jogo do Brasil. Durante o interrogatório, o rapaz falou que a companheira amamentou a bebê e, em seguida, a deixou com ele para que fizesse a menina arrotar. Depois, ele colocou a filha para dormir em seu braço e, antes do término do jogo, notou que seu braço estava mole e a respiração ofegante. Ele alegou ter entrado em desespero e pedido ajuda à avó. À polícia, o rapaz disse que não sabe como ocorreram as lesões na filha, pois nem ele nem a esposa agrediram a menina. Ele justificou que as marcas na região do tórax da bebê podem ter sido causadas por seus próprios dedos no momento em que, em estado de desespero, ele segurou a bebê para entregá-la à avó para irem até o hospital. Questionado sobre o inchaço e marcas nos pés da bebê, o rapaz disse que não havia notado esses sinais anteriormente. Após a prisão dos pais, foi solicitada medida protetiva de urgência e o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar. Fonte: Midiamax
- Leilão tem BMW e apartamento por R$ 60 mil e veículos a partir de R$ 600 em MS
Lotes disponíveis no leilão da Senad (Divulgação, Pimentelleiloes) Leilão da Senad reúne cobertura por R$ 719,5 mil e até aeronaves apreendidas em operações policiais Apartamentos, veículos e até aeronaves apreendidos em ações de combate ao tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul estão entre os itens ofertados nos novos leilões da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos). Os certames reúnem bens vinculados a processos da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Poder Judiciário, com lances iniciais que variam de R$ 600 a mais de R$ 700 mil. Entre os destaques está uma cobertura duplex no Edifício Vertigo, em Campo Grande, com área privativa de 101,48 metros quadrados e lance inicial de R$ 719,5 mil. O leilão também inclui um apartamento no Residencial Damasco, na Vila Taveirópolis, com lance mínimo de R$ 61 mil, além de um terreno de 448 metros quadrados no Jardim São Conrado, avaliado para disputa a partir de R$ 37,5 mil. Na categoria de veículos, chama a atenção uma BMW X1 sDrive20i Active Flex 2018/2019, que já recebeu lance de R$ 60.350. Também estão disponíveis uma Ford Ecosport 2015, com lance atual de R$ 21,6 mil, e uma Volkswagen Saveiro 2019/2020, com proposta de R$ 34.475. O leilão reúne ainda opções populares e utilitárias, como um Toyota Corolla XEI 2010 com lance inicial de R$ 13,5 mil, uma Fiat Strada Working 2014 por R$ 11 mil, um Chevrolet Opala Comodoro SL/E 1988 por R$ 7,5 mil, uma Volkswagen Parati Track & Field 2007 por R$ 4,1 mil, além de um Ford Ka 2006 e uma sucata de Chevrolet Celta 2002, ambos com lances mínimos de R$ 600. Outro lote de destaque é um caminhão Volvo NL12 360 4x2T EDC 1998/1999, que já alcançou R$ 31,5 mil em lances. Entre as motocicletas estão uma Honda PCX 2014, com lance atual de R$ 7.950, uma Honda CG 150 Titan ES 2008, com lance inicial de R$ 1,4 mil, e uma Honda Biz 125 ES 2011, ofertada a partir de R$ 900. Aeronaves O edital de aeronaves traz dois dos bens mais valiosos do leilão. O primeiro é uma aeronave bimotor EMB-810 Seneca II, fabricada pela Piper Aircraft Corporation, que já recebeu oferta de R$ 285 mil. O segundo lote é um helicóptero Sikorsky S-76C, que aparece como o item de maior valor entre os bens divulgados, com lance atual de R$ 578 mil. Lotes disponíveis Imóveis Cobertura duplex no Edifício Vertigo (Campo Grande) – lance inicial de R$ 719.500; Apartamento nº 33 do Residencial Damasco (Campo Grande) – lance inicial de R$ 61.000; Terreno urbano de 448 m² no Jardim São Conrado (Campo Grande) – lance inicial de R$ 37.500. Veículos Toyota Corolla XEI 2.0 Flex 2010 – R$ 13.500; Ford Ka 2006 – R$ 600; Volkswagen Parati Track & Field 2007 – R$ 4.100; Sucata Chevrolet Celta 2002 – R$ 600; Fiat Strada Working 2014 – R$ 11.000; Chevrolet Opala Comodoro SL/E 1988 – R$ 7.500; Volvo NL12 360 4x2T EDC 1998/1999 – lance atual de R$ 31.500; Sucata Toyota Belta 2006 (placa do Paraguai) – lance atual de R$ 1.750; Ford Ecosport FSL AT 2.0 2015 – lance atual de R$ 21.600; BMW X1 sDrive20i Active Flex 2018/2019 – lance atual de R$ 60.350; Volkswagen Saveiro RB MBVS 2019/2020 – lance atual de R$ 34.475. Motocicletas Honda CG 150 Titan ES 2008 – R$ 1.400; Honda Biz 125 ES 2011 – R$ 900; Honda PCX 2014 – lance atual de R$ 7.950. Como participar Os leilões ocorrem de forma eletrônica e são destinados ao público em geral. Conforme o cronograma divulgado, estão em andamento os editais de bens imóveis da Polícia Federal, bens móveis da Polícia Federal, aeronaves da Polícia Federal e bens móveis da Polícia Civil. Interessados podem consultar fotos, documentos, locais de visitação e condições de participação diretamente no site da leiloeira: https://www.pimentelleiloes.com.br/. As datas variam conforme o edital, com certames marcados entre os dias 25 de junho e 14 de julho. Fonte: Jovem Pan
- Veterinária alega que ateou fogo para marido confessar traição: ‘só para assustar’
Durante depoimento, veterinária disse que se arrependeu A médica veterinária presa por atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, negou a intenção de machucar o companheiro. Uma discussão de casal antecedeu o crime, presenciado pelos filhos de 9 e 22 anos, na segunda-feira (22) no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. O servidor público federal teve 30% do corpo queimado e está intubado no Hospital do Proncor. Presa em flagrante por tentativa de homicídio, a mulher de 42 anos passa por audiência de custódia nesta terça (23) no Fórum Heitor Medeiros. Inicialmente, foi informado que o servidor teve 80% do corpo queimado, mas de acordo com o registro policial, as queimaduras graves atingiram cerca de 30% do corpo dele. Durante o interrogatório na delegacia, a médica veterinária disse que queria que o companheiro falasse a verdade sobre uma possível traição. Ela detalhou que o casal havia discutido anteriormente e cochilou. Pela manhã, o marido teria tentado conversar novamente sobre o assunto. “Nós estávamos discutindo sobre a possibilidade de um relacionamento dele lá em Brasília e ele estava negando. Eu queria que ele me dissesse a verdade. Foi só por isso e nós retomamos a discussão justamente nesse ponto”, explicou. Segundo a suspeita, durante a discussão, ela pegou um vidro de álcool de limpeza que estava na cozinha e jogou parte do líquido na mochila do servidor. Entretanto, ela nega que tenha ateado fogo no corpo da vítima. “Eu não joguei o fogo nele. Eu joguei parte do vidro de álcool na mochila, porque era a mochila com os pertences dele que eu queria queimar. Foi só na mochila e eu acho que, no momento em que eu fiz esse movimento, a roupa dele pode ter encharcado de álcool”, afirmou a médica veterinária. Médica veterinária durante interrogatório na Polícia Civil. (Reprodução) Veterinária queria assustar marido com o barulho do isqueiro Em seguida, o servidor correu para a garagem, momento em que a esposa correu atrás dele com uma carteira de cigarro e um isqueiro dentro de um casaco. Ela alegou que queria assustar o marido com o barulho do isqueiro. “Eu estava com a carteira de cigarro e o isqueiro dentro do casaco. Nesse momento da discussão, eu quis assustá-lo com o barulho do isqueiro, e ele não acendeu. E eu achei que não tinha acontecido nada; foi só depois que eu vi a camiseta dele mudando um pouco de cor. Foi então que tentei rasgar a camiseta dele para tirá-la", explicou a veterinária. Na ocasião, o casal caiu ao chão e tentou se livrar do fogo. Em determinado momento, o servidor público federal conseguiu retirar a camiseta. A filha do casal chegou e, possivelmente, ligou a mangueira para jogar água. ‘Claro que eu me arrependo’ Após o ocorrido, a médica veterinária disse que pegou o carro e levou o marido para um hospital particular. Como o servidor precisou ser transferido para o Proncor, ela falou que pagou uma ambulância particular para transportá-lo. Questionada sobre arrependimento, a suspeita afirma que está arrependida e alega que pensou que esse seria o único jeito do marido falar a verdade. Ela alegou que a intenção era apenas assustá-lo. “É claro que eu me arrependo. Eu não queria ter feito isso, não era a minha intenção machucar ele. Não era a minha intenção. Eu posso ter errado no sentido de ter usado esses métodos para colher a verdade dele, que eu achei que era o único jeito dele falar a verdade. Que se eu ameaçasse, talvez ele fosse ficar com medo e falar. E abrir o jogo, sabe? Mas não era a minha intenção machucar. Sabe? Botar fogo nele não foi. É claro que eu me arrependo. Eu dava tudo pra voltar. Eu não pensei em machucá-lo. Foi só para assustar”, declarou. A médica veterinária disse que sofre de depressão e TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), mas está sem tomar seus medicamentos há cerca de 15 a 20 dias. Fonte: Jovem Pan
- Operação da PF combate núcleo financeiro do Comando Vermelho
© PF/Divulgação Um dos presos chegou a movimentar mais de R$ 150 milhões A Polícia Federal (PF) prendeu neste fim de semana vários integrantes do Comando Vermelho (CV) com atuação no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. Eles fazem parte do núcleo responsável pela “movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e compra de drogas no exterior para abastecer a facção no Rio e em outros estados". Dois dos investigados, um deles uma mulher, foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. O homem chegou a movimentar mais de R$ 150 milhões durante o período da investigação. Ele atuava na região de fronteira e os recursos eram destinados à aquisição de armamentos e drogas. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas do dinheiro ilícito. Outras prisões Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro. Ele atuava como operador financeiro da facção, “suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores”. O segundo, em Tabatinga, no Amazonas, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, “especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas”. Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil: Operação Rede Fox A fase ostensiva da Operação Red Fox foi realizada em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Os policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. “A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros”, informou a PF. A Justiça autorizou ainda bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões, “com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas”. As ações judiciais foram autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Fonte: Agência Nacional
- Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado amanhã
© Bruno Peres/Agência Brasil Etapa é a maior da história em número de contribuintes contemplados A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano. A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”. Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. “O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita. O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX. Fonte: Agência Brasil
- PND 2026: professores podem se inscrever a partir desta segunda-feira
© Tomaz Silva/Agência Brasil Provas serão aplicadas em 20 de setembro nas unidades da federação As inscrições para a Prova Nacional Docente (PND) de 2026 estarão abertas de 22 de junho a 3 de julho, e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, distrito federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio. Em 2025, a prova teve a adesão voluntária de 1.530 redes públicas de ensino para uso dos resultados da PND em processos de seleção para o magistério público, sendo 22 redes estaduais, 18 capitais e 1.490 outros municípios. Acessibilidade e inclusão No período de inscrição – 22 de junho a 3 de julho, o candidato que quer ser tratado pelo nome social deve assinalar a opção. O benefício é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. É pré-requisito que o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal. Aquele participante que necessitar de atendimento especializado deverá, no ato da inscrição, informar as condições que motivam o pedido e indicar os recursos de acessibilidade que necessita. O atendimento especializado é destinado a pessoas com deficiência (PCD), com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outras condições específicas. Na sua solicitação: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), discalculia, diabetes, fibromialgia, transtornos mentais, gestante, lactante, idoso e/ou outra condição específica. Taxa de inscrição O valor da taxa de inscrição será de R$ 85 para os candidatos não isentos. A GRU Cobrança usada para o pagamento da taxa de inscrição da PND deve ser gerada pelo Sistema PND e o pagamento poderá ser efetuado em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários até o dia 8 de julho. Desde segunda-feira (15), os participantes que solicitaram isenção da taxa de inscrição da Prova Nacional Docente (PND) podem consultar, no Sistema PND, a resposta do Inep sobre os pedidos. Os participantes que obtiveram a isenção deferida deverão realizar a inscrição no período estabelecido pelo edital. Já aqueles que tiverem o pedido negado após a análise dos recursos poderão efetuar a inscrição mediante pagamento da taxa correspondente. Provas As provas serão aplicadas no dia 20 de setembro em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Sistema PND e no Portal do Inep. A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas. Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras – espanhol. Nesta edição, ao todo, serão 21 áreas da licenciatura avaliadas na PND. 1. artes visuais; 2. ciências biológicas (biologia); 3. ciências naturais (ciências da natureza); 4. ciências sociais; 5. computação; 6. dança; 7. educação física; 8. filosofia; 9. física; 10. geografia; 11. história; 12. letras espanhol; 13. letras inglês; 14. letras português; 15. letras português e espanhol; 16. letras português e inglês; 17. matemática; 18. música; 19. pedagogia; 20. química; 21. teatro. A divulgação do resultado final da PND será em 15 de dezembro. Fonte: Agência Brasil
- Crime organizado em aluguel por temporada entra na mira de autoridades
© Silvia Bomm/prefeitura de Balneário Camboriú No RS Polícia Civil chegou a investigar ação de grupo suspeito Autoridades públicas monitoram se organizações criminosas estão usando o aluguel de imóveis por temporada para ocultar o patrimônio adquirido com práticas ilícitas, como o tráfico de drogas e armas, e, assim, obter uma nova fonte de renda aparentemente legítima. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a maquiagem financeira utilizando a locação temporária por aplicativos desafia os órgãos de fiscalização, operando em um “ponto cego” que permite aos criminosos lavar o dinheiro obtido ilicitamente. No Rio Grande do Sul, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) investigavam a ação de um grupo suspeito de envolvimento em homicídios, tráfico e extorsão quando identificaram que os suspeitos tinham comprado imóveis no litoral norte do estado e estavam utilizando-os para faturar com o aluguel de curta temporada. Para aprofundar a apuração, a Polícia Civil deflagrou, em maio de 2025, a chamada Operação Litus, que resultou na denúncia de 16 pessoas. Responsável pela apuração, o delegado Gustavo Bermudes, da Draco de Canoas (RS), explicou que parte dos imóveis que o grupo adquiriu com o dinheiro obtido com atividades criminosas estava registrada em nome da companheira do líder do suposto esquema, parte em nome de “laranjas”. “A análise de telefones apreendidos no curso da investigação nos possibilitou esta ampliação [da apuração]. Não fosse por isto, dificilmente chegaríamos a esta informação", disse o delegado. Ele acrescentou que, ao analisarem o conteúdo dos aparelhos celulares apreendidos, os investigadores identificaram anúncios dos imóveis, mensagens trocadas com os locatários e recibos de valores recebidos. Para o policial, a constatação reforçou a importância não só da cooperação entre as forças de segurança estaduais e os órgãos federais de fiscalização financeira, como das parcerias com as plataformas digitais. “Se estabelecêssemos convênios que nos permitissem ter acesso às plataformas, eu poderia cruzar as informações de pessoas sob investigação e de pessoas próximas a elas para, por exemplo, verificar se há algum imóvel anunciado para locação em nome delas”, explicou Gustavo Bermudes. “E, então, poderíamos verificar quando este imóvel foi comprado e se ele está sendo usado para movimentar valores”, ressaltou o delegado, ao comentar a dificuldade de as plataformas, sozinhas, identificarem quando um imóvel é fruto de práticas criminosas. “No caso que estávamos investigando, por exemplo, seria praticamente impossível. Até porque o imóvel estava registrado em nome da esposa do investigado e ela não tem antecedentes criminais. Ou seja, em tese, é uma pessoa honesta. Assim como os laranjas”, disse o policial, assegurando que, ao ser comunicada das suspeitas, a plataforma - cujo nome ele não revelou - colaborou com a investigação e removeu o anúncio de locação. Ocultação Sede do Ministério da Justiça em Brasília - Marcello Casal jr/Agência Brasil Em nota, o Ministério da Justiça reconheceu que, em determinadas circunstâncias, o aluguel de temporada pode integrar estratégias de ocultação ou dissimulação de recursos ilícitos. Segundo a pasta, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) não monitora diretamente as plataformas digitais, mas atua para fortalecer os mecanismos e instituições responsáveis por identificar e interromper eventuais práticas financeiras ilícitas nos vários setores econômicos. “Nesses casos, a identificação das irregularidades ocorre por meio da análise financeira, patrimonial e fiscal realizada pelas autoridades de investigação, que buscam identificar incompatibilidades entre patrimônio, movimentação financeira, renda declarada e atividades econômicas desenvolvidas pelos investigados”, explicou o ministério. “Também participam desse sistema diversos setores considerados ‘pessoas obrigadas’ pela legislação, entre eles instituições financeiras, cartórios de registro de imóveis, corretoras imobiliárias e outros segmentos que devem comunicar operações suspeitas às autoridades competentes”, completou. Receita Os alugueis de imóveis por curta temporada também se tornaram alvo da atenção especial da Receita Federal. Responsável pelas ações de fortalecimento da atuação fiscal e de proteção do interesse público, a Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) do órgão incluiu o tema entre suas prioridades para este ano. Em seu Relatório Anual de Fiscalização 2025-2026, a Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) aponta que, à medida que proporcionaram aos donos de imóveis “uma forma flexível e lucrativa de obter renda tributável adicional”, o surgimento e o rápido crescimento das plataformas digitais de alugueis por temporada geraram “um desafio para as administrações tributárias internacionais e para a Receita Federal”. Para conter possíveis irregularidades, o fisco elaborou orientações específicas inseridas no programa do Imposto de Renda (IRPF 2026). As medidas incluem a criação de um manual para orientar a cobrança de tributos sobre os valores que as pessoas físicas recebem ao alugar imóveis, inteiros ou em partes, por meio de aplicativos, e assistência para os contribuintes que obtêm renda com esse tipo de hospedagem temporária. Plataformas A reportagem da Agência Brasil consultou as assessorias das duas principais plataformas digitais de locação de imóveis por curta temporada em atividade no Brasil. A Airbnb informou, por meio de nota que mantém uma equipe e um canal exclusivamente dedicados a prestar toda assistência necessária às autoridades públicas. A empresa destacou que não administra, nem é dona das acomodações anunciadas, e garantiu que adota “uma política de tolerância zero em relação a atividades criminosas”, exigindo que os responsáveis pelos imóveis cumpram todas as leis e normas locais. A Booking também informou que colabora com os órgãos competentes e que conta com procedimentos de resposta imediata às solicitações oficiais, de forma a manter um ambiente seguro e confiável para quem usa sua plataforma para oferecer ou alugar um imóvel. “Vale reforçar que a empresa segue todas as diretrizes aplicadas a uma agência de turismo on-line. E que determinar, de forma independente, se um imóvel ou indivíduo está envolvido em práticas ilícitas excede nossas atribuições legais na condição de plataforma de turismo", acrescentou. A empresa garantiu que, ao receber relatos de possíveis irregularidades, apura a situação e, quando necessário, toma as medidas cabíveis. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Alcolumbre mantém PEC 6x1 travada em semana esvaziada no Senado
© Lula Marques/Agência Brasil. São João, jogo do Brasil e CCJ sem reuniões reduzem ritmo na Casa A tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 no Brasil deve seguir travada no Senado em uma semana esvaziada pelas festas de São João, pelo jogo do Brasil contra a Escócia e pelos trabalhos semipresenciais na Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao baixo quórum. A assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não respondeu à reportagem. Com o feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana esvaziada no Parlamento. Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC. “Não temos mais por que demorar”, afirmou. “O que afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse tema há anos?”, questionou Paim. A PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6x1 e permitir contratos por hora. A proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6x1 na Câmara. O senador Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6x1, por ter iniciado a tramitação antes da proposta da oposição. Na semana seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e passar por comissões antes do plenário. “Tenho certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu Alcolumbre. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Herói na Copa, Vozinha agradece carinho e planeja continuar jogando
vozinha - Divulgação/Fifa Goleiro segue focado em ajudar Cabo Verde a ir mais longe no mundial Um goleiro cabo-verdiano de 40 anos, sem contrato com clubes, estreando na Copa do Mundo contra uma das favoritas: a Espanha. Ao fim da partida, ele foi o principal responsável pelo empate de 0 a 0 entre Cabo Verde e os espanhóis, virou celebridade mundial e o melhor jogador em campo, eleito pela Fifa. Esse feito rendeu a Josimar José Évora Dias, o Vozinha, mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais, quase 25 vezes a população de Cabo Verde, e um lugar no coração dos brasileiros. “Tem sido realmente incrível, não esperava por isso. Vou continuar a ser a mesma pessoa e o mesmo Vozinha de sempre. Mas gostaria de agradecer a todos que aderiram a isso, agradecer a todos os seguidores, a todos os brasileiros. Obrigado pelo carinho de todos”, agradece Vozinha. O goleiro deu uma entrevista exclusiva ao jornalista André Vieira, da Telesur, parceira das emissoras da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação. Ele falou da expectativa dos jogadores da seleção para as próximas partidas, contou um pouco da própria história e dos laços com a cultura brasileira. Vozinha é fã de Ivete Sangalo, Cidade Negra, Revelação e Seu Jorge. “A alegria do cabo-verdiano e do brasileiro é similar. Vocês são um país que gosta muito de se divertir, das festas, nós também. Brasil e Cabo Verde são países muito ricos culturalmente.” Início no futebol Aliás, por que Vozinha? Ele disse que tem esse apelido porque, quando era pequeno, dizia que ia contar aos avós quando perdia uma briga. Apesar de ter crescido jogando bola na rua a maior parte do tempo – onde, aliás, aconteciam as brigas –, o guarda-redes, como são chamados os goleiros em Cabo Verde, se profissionalizou aos 25 anos, bem mais velho do que o padrão do futebol. “Sempre tive aquela paixão por futebol, como vocês dizem no Brasil, desde o jardim de infância. No início, foi tudo muito bom, porque, na idade do sub-12, todo mundo era praticamente da mesma altura. Sempre fui um dos melhores guarda-redes da minha ilha. Depois, já na idade do sub-17, eu era um pouco baixinho. Então, os treinadores abdicavam de mim porque eu era muito baixinho e metiam os guarda-redes maiores e mais altos.” Contrato E, se entrou tarde para o futebol profissional, não seria cedo mesmo que ele encerraria a carreira. Vozinha espera que a visibilidade alcançada renda um novo contrato, para que ele seja “feliz” nos seus últimos anos de atuação. “Nesse momento, eu quero ajudar Cabo Verde a chegar o mais longe possível no mundial. Sei que não vai ser fácil, temos que trabalhar muito por isso. Eu acho que, pela carreira que eu fiz, talvez merecesse jogar em campeonatos de dimensões maiores, mas também sei que muitas vezes vão ver a idade. Nesse momento, eu espero que, sinceramente, depois disso tudo, apareça algum lugar onde eu possa ser feliz, que possa também fazer um bom contrato e estar satisfeito. Vamos ver o que o futebol e a vida têm guardado para mim para esses últimos dois, três ou quatro anos da minha carreira.” Outra esperança do cabo-verdiano é que os jovens atletas de seu país conquistem melhores condições para a prática do esporte. “(Em Cabo Verde), muitas vezes, as dificuldades são muitas, as condições são muito poucas, os materiais desportivos são escassos. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando das minhas luvas ou mesmo comprando. Nesse momento, tenho as luvas que, de vez em quando, levo comigo, vou dando a um ou outro guarda-redes, mas gostaria de conseguir ajudar muito mais jovens, não só com luvas, com botas, com equipamentos, as equipes de formações, as escolas.” Focado na Copa do Mundo Mas, por enquanto, Vozinha está focado na Copa. E, no caminho de Cabo Verde, tem um campeão mundial, o Uruguai, e a Arábia Saudita, que, na opinião do goleiro, também não pode ser subestimada. “Acho que vai ser muito difícil. O Uruguai é uma seleção que tem uma garra. Arábia também é uma seleção que já tem mais andanças no Mundial que nós. Uma seleção também fortíssima, que ganhou da Argentina no último mundial. Mas temos que pensar em nós, entrar no campo como entramos com a Espanha, não vendo caras, não vendo nomes, e fazer o que tiver ao nosso alcance. Como equipe, sempre juntos, sempre unidos, com a garra, a determinação, a resiliência que nos caracteriza. E fazer de tudo para sair dos jogos com bons resultados.” Cabo Verde e Uruguai se enfrentam no domingo, dia 21, às 19h. A partida contra a Arábia Saudita é no dia 26, uma sexta-feira, às 21h. Até lá, Vozinha segue concentrado e com o coração cheio de gratidão. “Obrigado mesmo, de coração. Estou de coração cheio. E continuem apoiando Cabo Verde.” Pode deixar, Vozinha. O Brasil está com vocês! Fonte: Rádio Agência Nacional
- NY Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa
Jogadores da Seleção Brasileira durante o hino nacional na partida de estreia da Copa do Mundo FIFA 2026 - Reprodução / YouTube Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção. “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. De um povo heróico o brado retumbante” Esses versos emocionam os jogadores e torcedores brasileiros quando nossa seleção entra em campo. E temos mais um motivo para ter orgulho deles. O jornal americano The New York Times elegeu o hino nacional brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. Em reportagem publicada na sexta-feira, dia 19, e assinada pelo jornalista Tim Spiers, a publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional. Veja o que ele escreveu: “Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”. O último colocado no ranking do New York Times é o hino da Inglaterra, “Deus Salve o Rei”. Um fato curioso, já que a Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal está baseada. “É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”, alfinetou a publicação. Os cinco mais belos hinos dos países participantes da Copa, segundo o jornal, são Brasil, França, Colômbia, Portugal e Escócia, nessa ordem. Nos últimos lugares ficaram Nova Zelândia, Alemanha, Espanha, Jordânia e Inglaterra. A reportagem do New York Times carrega no humor para descrever o que considera os pontos fortes e fracos de cada hino nacional. O autor escreveu: "Alguns hinos são canções medianas que ganham força pela forma apaixonada como os torcedores os cantam. Outros são verdadeiras obras-primas musicais. E há ainda aqueles que não se encaixam em nenhuma dessas categorias e acabam servindo apenas como um bom momento para uma ida à geladeira ou ao banheiro antes do jogo". O hino nacional brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra. Uma vez proclamada a República, foi feito concurso para substituí-lo por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino fez com que a canção permanecesse. Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Após recuperação, Neymar em campo contra Escócia ainda é incógnita
© Rafael Ribeiro/CBF Já o meia Raphinha está contundido e fica fora Depois de mais de um mês sem jogar, já que se contundiu na Vila Belmiro, ainda pelo Campeonato Brasileiro, Neymar acaba de concluir o seu processo de recuperação de um edema grau 2 na panturrilha direita. O jogador voltou a treinar com bola e com o grupo no processo de regeneração. Resta, agora, apenas o ritmo de jogo. A tendência para o jogo contra a Escócia é que ele fique no banco de reservas e aí, sim, na segunda etapa, pode ser utilizado. Ou não, até porque é um jogo decisivo, de classificação para a seleção brasileira. O jogo ocorre na próxima quarta-feira (24), contra a Escócia, às 19h, horário de Brasília. Raphinha lesionado Por outro lado, a seleção brasileira perdeu o meia Raphinha. Contusão na posterior da coxa direita, com no mínimo 15 dias fora, mas o departamento médico da seleção brasileira prefere não cravar o tempo de afastamento. Resta agora, para o técnico Ancelotti, saber quem vai colocar na posição. São várias opções: Luiz Henrique; Endrick, que tem sido um jogador muito pedido pelo torcedor brasileiro; pode deslocar o Lucas Paquetá para a posição e colocar o Danilo pelo meio campo. Esses próximos dois dias serão decisivos para que o técnico Carlo Ancelotti defina a seleção brasileira. No mesmo horário em que Brasil e Escócia jogam, o Marrocos enfrenta o Haiti. A preocupação é com o saldo de gols. O Brasil está na frente, mas, se não mantiver essa posição, poderá ficar em segundo no grupo. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Mercado financeiro eleva novamente expectativa de inflação para 2026
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Projeção é que IPCA feche ano com 5,33% Analistas do mercado financeiro acreditam que a tendência de alta da inflação vai se manter e que o ciclo de corte de juros será mais curto. As apostas estão no Boletim Focus desta segunda-feira (22), divulgado pelo Banco Central (BC), mesmo após memorando inicial entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 5,33%. São 15 semanas de alta nessa projeção desde que o conflito no Oriente Médio começou, no fim de fevereiro. Com isso, a expectativa, agora, é de apenas mais um corte na taxa Selic, referência para os juros cobrados no Brasil: caindo de 14,25% para 14% até o fim do ano. A manutenção de juros altos é uma estratégia para esfriar a economia e tentar controlar a inflação, segundo o Banco Central. Já o crescimento econômico segue com projeções otimistas. A economia brasileira deve expandir 1,98% em 2026. É a quinta semana seguida que os economistas reajustam esse índice. Por fim, o dólar deve terminar o ano em R$ 5,20. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Moraes decide nesta quinta-feira se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar
Ex-presidente Jair Bolsonaro no quintal da casa onde ele cumpre prisão domiciliar - Wilton Junior / Estadão Conteúdo Preso por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente está em casa desde março, após internação por broncopneumonia O prazo de 90 dias da prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina nesta quinta-feira (25). A continuidade ou não da medida dependerá de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista. O cumprimento da pena teve início em novembro do ano passado, primeiro em unidades da Polícia Federal em Brasília e depois na chamada “Papudinha”. A prisão domiciliar foi autorizada em março, em caráter humanitário, após internação por broncopneumonia e sob argumento de necessidade de cuidados médicos contínuos. A medida foi fixada por 90 dias, contados a partir da alta hospitalar, registrada em 27 de março. Bolsonaro permanece desde então em uma casa no bairro Jardim Botânico, em Brasília. Ao fim do prazo, caberá ao STF reavaliar se permanecem os requisitos que justificaram a prisão domiciliar ou se Bolsonaro deverá retornar ao regime anterior. Na sexta-feira (19), um boletim médico apontou melhora no quadro de saúde do ex-presidente, com evolução no tratamento do ombro operado e redução das crises de soluço, além de maior disposição física. O relatório também registra efeitos colaterais como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio. Em paralelo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao STF, pela segunda vez, a revogação da prisão domiciliar. Agora o parlamentar cita um episódio em que a escolta de Bolsonaro impediu a intimação da Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito de investigação sobre a apreensão de uma arma com um de seus seguranças. Segundo ele, a medida não estaria sendo plenamente cumprida o que justificaria o retorno ao regime prisional. A polícia havia solicitado a Moraes permissão para interrogar Bolsonaro sobre o caso por videoconferência. O ministro, contudo, determinou que o depoimento seja colhido presencialmente na terça-feira (23), às 15h, na casa onde o ex-presidente cumpre pena. Fonte: Jovem Pan
- Operação na fronteira pode ter sido a maior apreensão de cocaína do país, diz Receita
Superintendência da Receita Federal, em Brasília - Marcelo Camargo / Agência Brasil Fiscalização interceptou 260 toneladas de madeira que podem conter até 50 toneladas de entorpecente em Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) A Receita Federal, em cooperação com autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia, interceptou no domingo (21) oito caminhões carregados com 260 toneladas de madeira na faixa de fronteira. A estimativa do órgão é que a carga oculte entre 20 e 50 toneladas de cocaína, o que pode configurar a maior apreensão da droga já registrada no território brasileiro. Denominada de Timber Shield, a operação identificou o entorpecente oculto na estrutura do material em fiscalizações realizadas em Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Segundo a Receita, a substância foi encontrada em estado líquido e misturada à madeira. A técnica de camuflagem tem como objetivo alterar a aparência física do material para dificultar a identificação em portos e postos de fronteira. A ação é resultado do compartilhamento de informações de inteligência que indicam a relação desta carga com outra apreensão de 100 toneladas de cocaína realizada no Chile, no último dia 6. De acordo com as autoridades norte-americanas, os carregamentos saíram do mesmo local de produção, na Bolívia. A Polícia Federal (PF) foi acionada para realizar a perícia técnica e confirmar o volume total da substância. O órgão também assume a custódia da droga e a condução da investigação criminal. Além da Receita e da Polícia Federal, participam da operação o Exército Brasileiro, o Gefron de Mato Grosso e as Polícias Técnico-Científicas estaduais. De acordo com a Receita, as cargas permanecem em território brasileiro sob fiscalização e não há possibilidade de retorno do material ao país de origem. Os procedimentos de perícia e pesagem final continuam em andamento para a conclusão do flagrante. Fonte: Jovem Pan
- TSE manda remover posts que ligam Flávio Bolsonaro a apoio à ‘escala 7×0’
L sustenta que o material extrapola a crítica política - ALBARI ROSA / AFP Decisão prevê multa diária em caso de descumprimento, além de proibir a republicação de conteúdo igual ou 'substancialmente equivalente' O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou a remoção, em até 24 horas, de publicações nas redes sociais que associam o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 12/2026 e que diziam que a medida cria ou impõe uma “escala de trabalho 7×0″ ou acaba com o repouso semanal remunerado. A decisão liminar foi publicada na última sexta-feira (19), e prevê multa diária em caso de descumprimento, além de proibir a A medida foi tomada em uma representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que apontou postagens no X e no Threads atribuídas a parlamentares como a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) e os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ). O PL sustenta que o material extrapola a crítica política e se enquadra como propaganda eleitoral negativa antecipada, por espalhar informação falsa ou gravemente descontextualizada sobre a proposta. De autoria do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), a PEC 12/2026 propõe que o trabalhador escolha entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Na decisão, Mendonça afirmou que a Justiça Eleitoral deve interferir o mínimo possível no debate público, inclusive tolerando críticas duras a agentes públicos e pré-candidatos. Mas disse que a Corte pode agir quando há indícios de divulgação de “fato sabidamente inverídico” ou de descontextualização grave capaz de enganar o eleitor. Na análise preliminar, ele considerou plausível a alegação de que a PEC nº 12/2026 não altera o dispositivo constitucional que garante o descanso semanal e não institui, de forma expressa, a escala 7×0. Segundo a decisão, o problema não é criticar a PEC ou seus apoiadores, mas apresentar como “fato” que ela imporia trabalho sete dias por semana sem descanso, vinculando essa conclusão ao pré-candidato Flávio Bolsonaro. “Dizer que determinada proposta pode fragilizar direitos trabalhistas, abre margem a jornadas abusivas ou deve ser rejeitada por seu potencial de precarização situa-se, em princípio, no campo da opinião política. Afirmar, contudo, que o pré-candidato apoia proposta que impõe escala 7×0, acaba com o descanso semanal ou cria sete dias de trabalho e nenhum de descanso atribui a ele uma posição objetiva e determinada que, ao menos em juízo preliminar, não se extrai do texto legislativo indicado como fonte da acusação”, escreveu Mendonça na decisão. O ministro também citou o risco de dano pela velocidade de circulação nas redes de um tema “sensível ao eleitorado”, que são direitos trabalhistas e jornada de trabalho. Fonte: Jovem Pan
- Primeira semana do inverno tem chuva e chance de neve; onda de frio começa hoje
Pedestres se protegem do frio na Avenida Paulista, na região centro-sul de São Paulo - Gabriel Silva/E.Fotografia/Estadão Conteúdo Mas é a região sul que sentirá os efeitos mais fortes da onda de frio, que inclusive é a segunda de 2026 O inverno começou neste domingo (21) e a primeira semana da estação vem acompanhada da primeira onda de frio. A massa de ar polar será extensa e intensa e deve atingir não só o Sul, como Sudeste, Centro-Oeste e chegar até áreas do Norte. Mas é a região sul que sentirá os efeitos mais fortes da onda de frio, que inclusive é a segunda de 2026. Segundo os meteorologistas da Climatempo, entre esta segunda (22) e terça-feira (23), há chance de nevar nas áreas mais altas das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Nos três estados da região sul devem registrar temperaturas negativas. São Paulo e Mato Grosso do Sul também podem marcar temperaturas abaixo de 0ºC. Nessas regiões a massa de ar polar vai favorecer também a condição de geada ampla nos próximos dias. Em áreas que o calor costuma predominar, como sul de Goiás, Triângulo Mineiro, Zona da Mata Mineira e Rio de Janeiro, as temperaturas podem ficar abaixo dos 10ºC. Até agora, a temperatura mais baixa registrada este ano foi em Bom Jardim da Serra, SC, com -7,3ºC, no dia 18/06. Frio e chuva As precipitações também irão se espalhar por áreas do Centro-Sul e Norte, provocadas pelo avanço da frente fria. No Sul a chuva já começa nesta segunda-feira e entre os dias 22 e 25 se espalha pelo Sudeste e Centro-Oeste, atingindo os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre e até o extremo sul do Amazonas. Há risco para pancadas de forte intensidade com ventania e raios. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás também estão na rota das chuvas . A tendência é de que no dia 25 a chuva comece a diminuir. Fonte: Jovem Pan
- Parte de produtos da Ypê tem suspensão revogada pela Anvisa; saiba quais são
Produtos da Ypê - Reprodução/Instagram/@oficialype Consumidores podem utilizar materiais que foram produzidos a partir de 1º de janeiro de 2026 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou, nesta segunda-feira (22), o status dos produtos Ypê que haviam sido suspensos após a constatação de possível contaminação e pelo descumprimento de normas de Boas Práticas de Fabricação por parte da empresa Química Amparo, que fabrica os produtos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, revogando pelo menos três trechos da decisão anterior, que suspendia os materiais. Segundo a Anvisa, documentos apresentados pela empresa, assim como novos laudos sobre os produtos, motivaram a decisão de revogar a suspensão. Foi constatado, de forma oficial, que os novos testes apresentaram resultados satisfatórios, sendo descartada a hipótese de conterem qualquer conteúdo nocivo à saúde. Determinada em 1º de abril de 2026, a medida atingiu detergentes, desinfetantes e lava-roupas da marca. Agora, a nova resolução publicada liberou os detergentes e desinfetantes produzidos a partir de 1º de janeiro de 2026. Porém, existem produtos da empresa que continuam suspensos. É o caso do lava-louças Ypê e dos desinfetantes Bak e Pinho Ypê com lotes terminados em “1” fabricados até 31 de dezembro de 2025. Já para os lava-roupas líquidos Tixan Ypê, a restrição ainda vale para os lotes com final “1” produzidos até 31 de março de 2026. Confira a lista de produtos liberados: Detergentes Lava-louças com enzimas ativas Ypê Lava-louças Ypê Lava-louças concentrado Ypê Green Lava-louças Ypê toque suave Desinfetantes Bak Ypê Pinho Ypê Recolhimento voluntário Em relação aos lava-roupas, a Ypê informou que fará o recolhimento voluntário dos produtos fabricados até 31/3/2026. Segundo a empresa, trata-se de uma medida preventiva, inserida na estratégia de mitigação de riscos e de normalização operacional prevista no plano aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa. Veja quais são os produtos: Lava-roupas Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate ao Mau Odor Lava-roupas líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green Lava-roupas líquido Tixan Ypê Express Lava-roupas líquido Tixan Ypê Power Act Lava-roupas líquido Tixan Ypê Premium Lava-roupas líquido Tixan Ypê Maciez Lava-roupas líquido Tixan Ypê Primavera Lava-roupas líquido Tixan Ypê Power Act Relembre o caso A restrição original foi motivada por possível contaminação e pelo descumprimento de normas de Boas Práticas de Fabricação, falhas identificadas durante uma inspeção sanitária conjunta com órgãos do Estado e do município de São Paulo, no dia 07 de maio deste ano. A Química Amparo, fabricante da Ypê, apresentou um recurso contra a decisão. O apelo garantiu efeito suspensivo automático à punição, o que liberou a comercialização temporária dos itens. Entretanto, com a decisão da Anvisa do dia 15 de maio, foi mantida, por unanimidade, a suspensão dos produtos após reunião da Diretoria Colegiada do órgão sanitário. A Ypê havia orientado, até então, que os consumidores que tivessem os produtos do lote 1 mantivessem a mercadoria guardada até “que novos laudos de laboratórios independentes confirmem a ausência de contaminação”. À época, a empresa destacou que seguia trabalhando em conjunto com a Anvisa para, de forma transparente, reforçar a qualidade dos materiais e a segurança dos consumidores. Fonte: Jovem Pan
- Novas imagens mostram jovem momentos antes de ser lançada de ponte sem cordas; veja
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, momentos antes de ser lançada de uma ponte, no interior de SP - Reprodução / Redes Sociais Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último dia 13 após saltar sem cordas da Ponte do Esqueleto, no interior de SP Novas imagens registradas no último dia 13 mostram Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, momentos antes de saltar da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A jovem morreu após ser lançada para a prática de rope jump sem as cordas de segurança. Os registros foram divulgados pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, no domingo (21). Na primeira imagem, Maria Eduarda aparece em pé, mexendo no celular, enquanto aguarda sua vez para realizar a atividade. Veja: Na segunda imagem, a jovem já está mais próxima do local de lançamento, agachada, à espera do momento do salto: De acordo com a Polícia Civil, Maria Eduarda deveria ter pulado presa a duas cordas de segurança, mas nenhum dos equipamentos estava instalado no momento da queda. Três homens responsáveis pela operação foram presos e prestaram depoimento na delegacia. Os investigados afirmaram não saber explicar o motivo de a jovem ter saltado sem a proteção. Um dos funcionários relatou que as inspeções eram feitas normalmente e que não compreende a falha no salto da vítima. Segundo os depoimentos, não havia uma definição sobre quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos, sendo que as funções eram alternadas entre os integrantes da equipe. O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem durante a atividade. Testemunhas informaram que os saltos eram organizados por meio de um grupo de WhatsApp, onde eram compartilhadas orientações e dicas para vídeos em redes sociais. Segundo a investigação, o grupo responsável pela atividade não possuía registro formal ou CNPJ para operar o serviço. Fonte: Jovem Pan
- Mendonça manda líder do PL na Câmara apagar vídeo que associa PT a facções criminosas
Vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça - Rosinei Coutinho / STF Para o vice-presidente do TSE, a publicação de Sóstenes Cavalcante pode induzir o eleitor ao erro O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou a retirada de um vídeo publicado pelo líder do PL na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), que sugeria a existência de suspeitas de financiamento de campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) por facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão liminar foi assinada na sexta-feira (19) e estabelece prazo de 24 horas para a exclusão da postagem nas redes sociais, sob pena de multa diária. O conteúdo também não pode ser republicado ou impulsionado em versões equivalentes. A publicação, feita no Instagram de Sóstenes Cavalcante, afirmava que investigações do governo dos Estados Unidos sobre as organizações teriam encontrado indícios de que o dinheiro ilícito movimentado por elas financiaria campanhas do PT. O contexto da fala era a recente classificação das duas facções como organizações terroristas e narcoterroristas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Postagem sem qualquer prova ou fonte verificável A postagem não apresenta qualquer prova ou fonte verificável para sustentar a acusação. No vídeo, o deputado começa por rebater o que chamou de boatos espalhados por “presidentes de ONGs” de que Trump “mandaria bombas e mísseis” para as comunidades em razão da nova classificação. Em seguida, afirma que os Estados Unidos passarão a rastrear o dinheiro das facções e que “há grandes suspeitas nos Estados Unidos que esse dinheiro ainda financia campanhas do PT”. Ao final, Sóstenes Cavalcante associa o tema ao pré-candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), apresentando o combate ao crime organizado como uma das bandeiras desse campo político, e convoca os espectadores a divulgarem o conteúdo para que as comunidades conheçam a “verdade dos fatos”. Entenda a decisão de Mendonça Na decisão, Mendonça afirma que a liberdade de expressão é ampla no debate político, mas não protege a divulgação de imputações factuais graves sem base mínima de verificação, especialmente em contexto eleitoral. Para o ministro, esse tipo de conteúdo pode comprometer a integridade da disputa e induzir o eleitor a erro. “A utilização da expressão ‘há grandes suspeitas’ não afasta, neste exame preliminar, a plausibilidade da ilicitude. Ao contrário, a fórmula retórica empregada confere aparência de cautela à afirmação, mas preserva sua carga desinformativa”, escreveu Mendonça na decisão. O magistrado destacou ainda que críticas a partidos, governos e propostas de segurança pública seguem permitidas, mas não podem se confundir com a atribuição de fatos potencialmente ilícitos sem comprovação. A representação foi apresentada pela federação Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, Partido Verde (PV) e PCdoB. No pedido, o grupo argumentou que o vídeo configura desinformação com potencial impacto no processo eleitoral. No domingo (21), o vídeo ainda estava disponível no Instagram de Sóstenes Cavalcante. Até a conclusão deste texto, o deputado federal não havia se manifestado sobre a decisão. Fonte: Jovem Pan
- Cuba registra metade dos pedidos de refúgio no Brasil em 2025; Venezuela fica em 2º
Bandeira de Cuba tremulando na Ilha - Banco de Imagens/Pixabay No total, mais de 41 mil solicitações foram feitas por habitantes da Ilha; número de pedidos global passou de 75 mil Pela primeira vez, cidadãos de Cuba lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, ultrapassando os venezuelanos, que ocuparam a primeira posição por anos consecutivos. O dado é fruto do estudo Refúgio em Números 2026, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), que funciona em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (22). No total, foram realizadas 75.599 solicitações de refúgio no país ao longo de 2025, pelas mais diversas nacionalidades, o que caracteriza um aumento de 10,9% em relação ao ano anterior. O volume é o terceiro maior da série histórica, ficando atrás apenas de 2018 e 2019. Segundo o levantamento, o crescimento recente das solicitações se insere em um movimento de retomada dos fluxos migratórios após a pandemia de Covid-19, com altas progressivas desde 2022 (50.355 pedidos), passando por 2023 (58.628) e 2024 (68.159). Os cubanos responderam por 41.919 pedidos em 2025, equivalentes a 55,4% do total, um aumento de 88,1% em relação a 2024. Em seguida aparecem os cidadãos da Venezuela (21.233), da Colômbia (1.432). Confira a lista dos principais países solicitantes de refúgio em 2025: Cuba – 41.919 Venezuela – 21.233 Colômbia – 1.432 Angola – 1.253 Marrocos – 888 Gana – 792 Congo – 707 Bangladesh – 665 República Dominicana – 525 Tunísia – 475 China – 443 Nigéria – 327 Libano – 277 Peru – 269 Haiti – 262 Guiné – 233 Mauritânia – 228 Togo – 194 Argentina – 192 Rússia – 189 Outros – 3.096 Em relação à distribuição geográfica dos solicitantes, o estudo mostra que a maior parcela dos cubanos (57,6%) está concentrada nos estados de Roraima e Amapá. Em menor medida, reunindo aproximadamente 27,7% dos imigrantes, surgem os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O relatório também relaciona parte do aumento de solicitações ao contexto econômico e político de Cuba, marcado por dificuldades internas, apagões e tensões externas, incluindo medidas adotadas pelo governo de Donald Trump relacionadas ao bloqueio de petróleo à ilha. Fonte: Jovem Pan
- Caso Gritzbach: Motorista morto trabalhava a mais para consolar filho que perdeu cachorro
Gritzbach - Reprodução/TVRecord Simone Fernandes Novais relatou a rotina de trabalho do marido, Celso Araújo Sampaio de Novais, e revelou que ele ligou para ela após ser baleado no Aeroporto Internacional de Guarulhos O Tribunal do Júri realizado no Fórum Criminal de Guarulhos ouviu nesta segunda-feira (22) o depoimento de Simone Fernandes Novais, agente de saúde e viúva do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, uma das vítimas fatais do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O julgamento apura a participação de três policiais militares acusados de envolvimento no assassinato de Vinícius Gritzbach. Durante o atentado, homens fortemente armados executaram Vinícius Gritzbach e também atingiram Celso, que trabalhava como motorista de aplicativo no local. Outras pessoas foram feridas de raspão pelos disparos. Em depoimento marcado pela emoção, Simone descreveu o impacto da perda do marido para a família. O casal tinha três filhos, de 22, 15 e 5 anos. Segundo ela, Celso era o principal responsável pelo sustento da casa. “Ele era meu companheiro de vida. Era quem pagava as contas, era tudo para nós”, afirmou. A testemunha também destacou a dedicação do marido aos filhos. “Ele era um pai muito presente”, disse. Simone contou aos jurados que Celso mantinha uma rotina intensa de trabalho. Saía de casa ainda pela manhã, por volta das 7h, e retornava apenas à noite, muitas vezes por volta das 22h, em busca de melhores ganhos para sustentar a família. Um dos momentos mais emocionantes do depoimento ocorreu quando ela relatou os últimos instantes de vida do marido. Mesmo gravemente ferido pelo disparo, Celso conseguiu telefonar para a esposa após ser socorrido. Levado ao Hospital Geral de Guarulhos, ele passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo Simone, os médicos que participaram do atendimento informaram que, já no centro cirúrgico, Celso chamou diversas vezes por ela, mas os dois não conseguiram se encontrar antes da morte. De acordo com o relato apresentado no julgamento, um dos tiros atingiu o rim e o fígado da vítima, causando lesões graves. A viúva também revelou uma história que, segundo ela, demonstra o perfil dedicado e afetuoso do marido. Naquele dia, o filho de 15 anos estava triste pela perda recente de um cachorro. Para tentar alegrá-lo, Celso decidiu trabalhar por mais tempo do que o habitual para ganhar dinheiro suficiente para comprar comida japonesa para o adolescente. “Ele ficou mais tempo trabalhando naquele dia para agradar o filho. Acabou perdendo a vida”, relatou Simone, emocionada. O julgamento dos três policiais militares acusados de participação no assassinato de Vinícius Gritzbach segue com a oitiva de testemunhas e a apresentação das provas reunidas durante a investigação do caso, um dos mais repercutidos da história recente da Grande São Paulo. Fonte: Jovem Pan
- EUA suspendem sanções ao petróleo iraniano em meio a negociações de paz
Por volta das 14h05 GMT (11h05 em Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent caíam 3,3%, para 77,91 dólares o barril - Divulgação / Freepik Negociadores dão início na Suíça ao segundo dia de conversas em busca do fim definitivo da guerra entre os dois países O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (22), que vai suspender temporariamente as sanções contra o Irã para permitir que a República Islâmica produza, venda e forneça petróleo bruto e derivados até 21 de agosto. Negociadores dos Estados Unidos e do Irã dão início na Suíça ao segundo dia de negociações em busca do fim definitivo da guerra entre os dois países, após um início conturbado por causa de declarações agressivas do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o regime iraniano. Todas as transações que antes estavam proibidas e que se referiam à produção, venda e transporte de petróleo bruto de origem iraniana “ficam autorizadas até as 00h01, horário de verão do Leste, de 21 de agosto de 2026“, segundo uma licença publicada pelo Departamento do Tesouro. “A incansável mediação do Paquistão e do Catar permitiu avanços importantes para pôr fim à guerra do Líbano“, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. “Foram levantadas as restrições às exportações de petróleo e produtos petroquímicos, o bloqueio foi suspenso, alguns ativos congelados foram desbloqueados e foi colocado em andamento um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã”. Por volta das 14h05 GMT (11h05 em Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent caíam 3,3%, para 77,91 dólares o barril. Na semana passada, Teerã e Washington assinaram um memorando de entendimento que estabelece as bases para uma rodada de negociações de 60 dias, após quase 40 dias de guerra seguidos de semanas de um cessar-fogo inconclusivo e frequentemente descumprido. *Com informações do Estadão Conteúdo e AFP Fonte: Jovem Pan




















































