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  • Justiça mantém prisão de ex-dona de brechó apontada como ‘laranja’ em esquema de R$ 27 milhões

    Rhayane é apontada como laranja de Rossana Jafar. (Reprodução, Redes Sociais) Defesa alegou que Rhayane Fanaia já encerrou vínculo com a família Jafar e estava morando em outra cidade Acusada de emprestar o nome à sogra em contratos milionários de livros com prefeituras de Mato Grosso do Sul, Rhayane Souza Fanaia teve o pedido de liberdade negado pela Justiça e completa dois meses na cadeia. Ela é acusada de organização criminosa e lavagem de dinheiro em esquema que desviou R$ 27 milhões dos cofres públicos, segundo investigação revelada pela Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A defesa de Rhayane tentou revogar a prisão preventiva argumentando que a cliente já havia encerrado seus vínculos com o grupo criminoso, mudado de cidade e que sequer ocupava cargo de chefia no grupo criminoso. Além disso, a defesa alegou inocência e tentou usar como argumento a concessão de liberdade concedida a Olívia Jafar. No entanto, o juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, negou o pedido. Na decisão, o magistrado reforçou que os motivos que levaram à prisão de Rhayane continuam válidos e que medidas mais brandas, como o uso de tornozeleira eletrônica, não são suficientes para frear a organização. Ao indeferir o pedido de liberdade, a Justiça ressaltou que a aparente “condição de funcionária” ou “laranja” não tira a gravidade das ações de Rhayane, que atuava de forma direta no fluxo do dinheiro ilícito. O juiz ressaltou ainda a contemporaneidade dos crimes, que continuaram acontecendo ativamente, e o risco de fugas pela proximidade da região com as fronteiras do Paraguai e da Bolívia. Do brechó de roupas aos contratos de milhões A trajetória de Rhayane passou a chamar a atenção dos investigadores pela velocidade com que seus negócios escalaram. Poucos meses após fechar um pequeno brechó de roupas em Campo Grande, a jovem abriu a Editora Avante (razão social Souza & Fanaia). Mesmo sem estrutura física adequada nem acervo próprio para vendas em grande escala, a nova empresa passou a fechar contratos milionários com dezenas de prefeituras (como Miranda, Ivinhema, Dourados e Bonito). As compras eram feitas diretamente, sem licitação, sob a justificativa de que a editora tinha “exclusividade” de livros infantis que, na verdade, podiam ser comprados por qualquer pessoa no site de outra distribuidora. Confira a lista dos réus na Gutenberg: Rossana Paroschi Jafar (presa) – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar (prisão domiciliar) – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar (preso) – ex-comissionado na Agesul; Giovanni Paroschi Jafar (preso) – empresário; Rhayane Souza Fanaia (presa) – ‘laranja’ do clã Jafar e ex-esposa de Giovanni; Ed Carlo Britto Burgatt (preso) – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt (prisão domiciliar)– filha de Ed e dona da Capital Saúde (prisão domiciliar); Joatan Gomes Peixoto (prisão domiciliar) – empresário; Matheus Oliveira Peixoto (preso) – empresário; Francisco Anízio dos Santos (prisão domiciliar) – empresário; Douglas Henrique de Melo (preso)– empresário; Paulo Rogério de Melo (preso) – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula (preso) – advogado; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos (preso) – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil. Heyder Bartz (foragido) – empresário. Inácio da Silva Espíndola (não foi preso) – ex-vereador e ex-servidor comissionado da Casa Civil de MS. Fonte: Midiamax

  • Conta de Luz Zero em MS gera repasse de mais de R$ 3,5 milhões para concessionárias

    Programa dá desconto na conta de luz. (Edemir Rodrigues, Gov MS) Governo de MS empenhou mais de R$ 3,5 milhões para Energisa e Elektro quitarem faturas do Conta de Luz Zero O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Sead-MS (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), autorizou o empenho de mais de R$ 3,5 milhões destinados ao pagamento do Programa Energia Social: Conta de Luz Zero. Atualmente, são 128 mil pessoas inscritas no programa. Os recursos quitam as faturas de consumo de energia elétrica de famílias de baixa renda atendidas pela iniciativa social no Estado. Os dados orçamentários foram publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (9). As notas de empenho 2026NE000930 e 2026NE000931, assinadas no dia 5 de agosto de 2026, somam R$ 3,54 milhões em favor da concessionária Energisa MS Distribuidora de Energia S.A. (CNPJ 03.230.241/0001-05), referentes às contas dos meses de maio e junho de 2026. Já o empenho 2026NE000947, emitido em 12 de agosto em benefício da Elektro Redes S.A. (CNPJ 02.328.280/0001-97), destinou R$ 6.872,77 para a cobertura do mês de julho. Os documentos trazem a assinatura oficial de Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira, titular da pasta. Os repasses governamentais para a quitação do consumo elétrico populacional possuem fundamentação jurídica no artigo primeiro da Lei Estadual nº 6.170, de 20 de dezembro de 2023, combinado com a Resolução Conjunta SEFAZ/SEAD nº 6, de 27 de fevereiro de 2025. A medida garante a manutenção do subsídio público diretamente na conta das concessionárias que operam nos municípios sul-mato-grossenses. Programa Conta de Luz Zero O Programa Energia Social: Conta de Luz Zero do Governo de Mato Grosso do Sul visa garantir o pagamento integral dos valores mensais de consumo de energia elétrica para famílias de baixa renda residentes no Estado que atendam aos critérios de renda, consumo e condição definidos pela legislação estadual que regulamenta o Programa e cujas unidades consumidoras sejam utilizadas exclusivamente para fins residenciais, em áreas urbanas ou rurais. Fonte: Midiamax

  • Leilão para concessão do Aeroporto de Dourados acontece em dezembro

    Aeroporto de Dourados-MS Está marcada para às 14h (horário de MS) do dia 17 de dezembro, a Sessão Pública de Leilão para escolha da empresa que deve assumir o ‘pacote’ em que está a concessão do Aeroporto de Dourados - Francisco de Matos Pereira. O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial da União pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), vinculada ao MPor (Ministério de Portos e Aeroportos). Assumir o aeródromo douradense é pré-requisito para a empresa que vencer o leilão, que trata da Repactuação do Contrato de Concessão para ampliação, manutenção e exploração Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek. Também estão nessa condição, os aeroportos de Bonito e Três Lagoas no Mato Grosso do Sul e mais sete regionais, incorporados por meio do Programa AmpliAR do Mpor que permite que empresas privadas assumam a gestão de aeroportos regionais deficitários, em troca de reequilíbrios contratuais para aqueles que dão mais lucro, tornando o ‘pacote’ mais atrativo, ao mesmo tempo em que descentraliza os serviços. ENTREGA DAS PROPOSTAS Durante a sessão pública, será feita a abertura das propostas econômicas apresentadas pelas empresas interessadas em assumir o contrato. A entrega dessa documentação deve acontecer entre os dias nove e dez de dezembro. Os requisitos para participação, condições de apresentação da documentação, critério de julgamento do leilão e as demais condições para celebração do Termo Aditivo de Repactuação ao Contrato de Concessão estão definidos em edital, publicado no site da Anac. Entre os investimentos feitos pela empresa que assumir a gestão, está o de R$ 105,5 milhões no Aeroporto de Dourados. Fonte: Dourados News

  • Deputados autorizam a criação de 454 cargos no Ministério Público

    Deputados na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (9) - Crédito: (Wagner Guimarães) Os deputados estaduais autorizaram a ampliação do quadro de pessoal do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O projeto de lei que cria 454 cargos, sendo 354 sem a realização de concurso público, foi aprovado por unanimidade, em segunda votação, na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 09 de setembro. O texto chegou à Assembleia Legislativa no começo de agosto, foi aprovado em primeira discussão na última semana e agora segue para sanção do governador Eduardo Riedel (PP). De acordo com o projeto de lei, assinado pelo PGJ (Procurador-Geral de Justiça), Romão Ávila Milhan Junior, a ampliação do quadro de pessoal é resultado de um diagnóstico institucional, que apontou a necessidade de fortalecimento e adequação de sua estrutura organizacional. O PGJ ainda cita a recente ampliação do quadro de pessoal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que criou 300 novos cargos em comissão e 150 cargos efetivos. Segundo o site Campo Grande News, além dos 354 cargos comissionados, o texto prevê a criação de outros 100, que são efetivos e deverão ser preenchidos por meio de concurso. Os 100 cargos efetivos serão destinados a analistas, com salário de R$ 10.059,82. Entre os 354 cargos em comissão estão 250 vagas de assessor jurídico adjunto, 25 de assessor jurídico, 25 de chefe de núcleo, 10 de assessor de TI júnior, 10 de assistente militar, 10 de chefe de setor, 9 de chefe de departamento e 9 de chefe de divisão. De acordo com o impacto financeiro anexado ao projeto, a folha dos 100 novos servidores efetivos terá custo mensal de R$ 1.312.906,93 e anual de R$ 18.184.995,45. Já os 354 cargos comissionados representarão gasto de R$ 2.379.296,60 por mês e R$ 34.428.429,18 por ano. Somados, os 454 cargos terão custo de R$ 3.692.203,52 mensais e R$ 52.613.424,61 anuais. O documento também aponta R$ 31.216.222,80 em verbas indenizatórias, como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e assistência médico-social. Segundo o impacto financeiro do órgão, ao todo, a proposta custará R$ 83.829.647,41 ao ano. Os deputados ainda aprovaram, em primeira discussão, o projeto de lei do Governo, que autoriza o Estado a doar uma área de 16,9 hectares ao município de Corumbá para a construção de 1,5 mil casas populares ao longo de quatro anos. A área fica no bairro Padre Ernesto Sassida. Segundo o texto, o município terá dois anos para iniciar as obras, com possibilidade de prorrogação por igual período. O imóvel deverá ser utilizado exclusivamente para a finalidade prevista no projeto. A matéria agora segue para segunda discussão. Também foram aprovadas uma homenagem ao empresário Sérgio Arantes Pereira, que passa a denominar o trecho da Rodovia MS-145 que liga os municípios de Naviraí e Jateí, e a inclusão do Dia Estadual do Movimento Mães que Oram pelos Filhos no calendário de Mato Grosso do Sul. Fonte: Dourados News

  • Hotel com fama de mal-assombrado volta a funcionar em Dourados após 20 anos abandonado

    Hotel ficou abandonado por 20 anos. (Reprodução, Redes Sociais) A prefeitura e o Grupo Vale do Canaã anunciaram a revitalização do complexo de 13 mil metros quadrados Após anos de incertezas sobre o futuro do Dourados Park Hotel, prédio conhecido pela fama de mal-assombrado, a Prefeitura de Dourados informou que o imóvel histórico será reativado. Foram duas décadas de abandono, período que alimentou a imaginação popular sobre possíveis aparições sobrenaturais no local. A oficialização aconteceu na terça-feira (8), após uma reunião entre a gestão municipal e o Grupo Vale do Canaã, grupo empresarial de Londrina (PR) que ficará responsável pelo hotel. Localizado na Avenida Guaicurus, no Altos do Indaiá, com acesso pela BR-463, por meio da Perimetral Norte, o empreendimento ocupa uma área de 13 mil metros quadrados, com 7,4 mil metros quadrados de área construída. O projeto prevê 100 suítes e a transformação do espaço em um complexo que reunirá hospedagem, gastronomia, academia e estrutura para eventos. Primeira etapa: limpeza Segundo o empresário do grupo, Carlos Saderi, a primeira etapa será uma ampla limpeza da área, algo que constantemente era motivo de reclamação dos vizinhos. Na sequência, a empresa iniciará os serviços de reconstrução e reforma do antigo hotel, fundado na década de 1980. Com o abandono, o local ficou propício ao acúmulo de sujeira e à proliferação do mosquito da dengue. Moradores do entorno do prédio já acionaram as autoridades para que a situação fosse analisada. Diante das inúmeras reclamações, foram realizadas algumas visitas do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Contudo, a proposta é ir além da retomada das atividades hoteleiras. O projeto prevê um grande restaurante, academia, salas modulares para reuniões e eventos, estacionamento e áreas voltadas tanto aos hóspedes quanto ao público externo. A academia deverá contar com acesso independente. Outra mudança prevista é a retirada dos muros frontais do imóvel, permitindo maior visibilidade do empreendimento para quem passa pela Avenida Guaicurus e facilitando o acesso da população aos serviços que serão oferecidos no local. Ícone da região Apesar da fama recente, o hotel foi, durante anos, uma das principais opções para quem se hospedava em Dourados. Funcionava no Altos do Indaiá e era bastante movimentado. No entanto, após encerrar as atividades, nunca mais reabriu. Até o fim de 2025, o prédio estava à venda por R$ 10 milhões. O Dourados Park Hotel já abrigou figuras conhecidas, como Sula Miranda e o presidente do Paraguai. Com posição estratégica e acesso à BR-463, o hotel fica no sentido do Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, próximo ao campus da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), além das áreas comerciais da cidade. O plano também contempla espaços para congressos, convenções, formaturas, casamentos e outras celebrações. Fonte: Midiamax

  • Seis trabalhadores são resgatados durante operação contra trabalho escravo em MS

    (Foto: Divulgação/MPT-MS) Quatro propriedades rurais foram diligenciadas em Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá, confirmando trabalho escravo em duas delas Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a Operação Resgate VI resgatou seis trabalhadores de condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul. As ações ocorreram nos municípios de Corumbá e Jardim, ambos na região do Pantanal. Em MS, a força-tarefa ocorreu entre os dias 27 de julho e 30 de agosto, com a participação do MPT (Ministério Público do Trabalho), Polícia do MPU (Ministério Público da União), PF (Polícia Federal) e PMA (Polícia Militar Ambiental). Quatro propriedades rurais foram diligenciadas em Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá, confirmando trabalho escravo em duas delas. Na fazenda de Jardim, três vítimas foram encontradas. Após o resgate realizado pela Fiscalização do Trabalho, o MPT-MS conduziu audiência extrajudicial e obteve o compromisso de registro dos trabalhadores em carteira, recolhimento do FGTS e adequação das condições de trabalho na propriedade, além do pagamento de verbas rescisórias e indenização por dano moral individual e coletivo. Já na zona rural de Corumbá, foi confirmada a submissão de outros três trabalhadores à condição análoga à de escravo. No dia 19 de agosto, o MPT-MS realizou audiência extrajudicial para tentar chegar a um acordo com o empregador e garantir o pagamento das verbas rescisórias, FGTS e indenizações por danos morais. Inicialmente, não houve acordo; contudo, o representante jurídico contatou o órgão posteriormente para buscar uma solução aos trabalhadores. A relação dos trabalhadores resgatados também foi encaminhada à Assistência Social de Corumbá e Jardim, para que possam receber apoio dos serviços públicos, inclusive para acesso à assistência social e busca de novas oportunidades de trabalho. (Fotos: Divulgação/MPT-MS) Balanço nacional Ao todo, 479 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em 231 ações fiscais em todo o país, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (9). A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados: 267, dos quais 208 estavam em Minas Gerais. Na região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul lidera: foram seis trabalhadores resgatados; dois em Mato Grosso e um no Distrito Federal. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e sigilosa, no site prt24.mpt.mp.br/servicos/denuncias e pelo Sistema Ipê (ipe.sit.trabalho.gov.br), da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho), em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Fonte: Midiamax

  • Grupo que movimentou R$ 79 milhões com tráfico e usava MS como rota é denunciado

    PF durante a operação. (Divulgação, PFMG) Mais de 30 pessoas integravam a organização criminosa O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou 31 integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico e na lavagem de dinheiro. O grupo agia em Minas, mas tinha integrantes em outros estados, como Mato Grosso do Sul. Em junho, a Polícia Federal cumpriu mandados contra o grupo e prendeu uma pessoa em Campo Grande. Segundo a denúncia, a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. Assim, o grupo transportava, armazenava e distribuía drogas, além de ocultar os valores que recebia com o tráfico. De acordo com o MPMG, a apuração teve início a partir da apreensão de 312 quilos de cocaína em setembro de 2024, no Triângulo Mineiro. A partir desse flagrante, as investigações identificaram a conexão do grupo com 10 grandes carregamentos de drogas interceptados entre 2024 e 2026, totalizando mais de 2,2 toneladas de cocaína, além de outras substâncias ilícitas, armas de fogo e dinheiro em espécie. MS na rota do tráfico A denúncia ainda aponta que os investigados utilizavam caminhões, carretas e veículos adaptados com compartimentos ocultos para transportar drogas que saíam principalmente dos estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia com destino a Minas Gerais e São Paulo, caracterizando o tráfico interestadual. Além do tráfico de drogas, o MPMG aponta a existência de um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Conforme a denúncia, eram utilizadas empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, aquisição de bens em nome de laranjas e sucessivas operações financeiras para dissimular a origem ilícita dos valores. Essas movimentações financeiras investigadas superaram R$ 79 milhões. Preso em Campo Grande Na capital de MS, a PF prendeu um motorista de 43 anos, no Residencial Figueiras do Parque, durante a operação de combate à ‘conexão mineira’, que levava cocaína da Bolívia para Belo Horizonte. A Operação Mens Occulta cumpriu mandados de busca e apreensão em MS. O grupo é apontado por ter ramificações em Campo Grande e Corumbá. No Residencial Figueiras do Parque, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão e de prisão contra um motorista. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Tupaciguara, em Minas Gerais. No local, além da captura do suspeito, foi apreendido um celular que seria dele. Por fim, não foi confirmada qual seria a participação do investigado no esquema. Fonte: Midiamax

  • TRE-MS suspende condenação e mantém mandato do presidente da Câmara de Coronel Sapucaia

    Presidente da Câmara de Coronel Sapucaia, João Batista. (Foto: Divulgação/CMCS) Decisão afasta riscos ao político até que revisão criminal seja concluída O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) determinou a suspensão imediata da condenação criminal contra João Batista de Andrade (União), vereador e presidente da Câmara Municipal de Coronel Sapucaia. A decisão liminar impede a cassação do mandato e a suspensão dos direitos políticos do parlamentar até que o pedido de revisão criminal do seu processo seja julgado em definitivo pelo órgão colegiado. João Batista havia sido condenado a dois anos de reclusão e pagamento de multa pelo crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral, em processo originado na 19ª Zona Eleitoral de Ponta Porã. A pena de prisão havia sido substituída por restrições de direitos, e a decisão se tornou definitiva em 3 de julho deste ano. Pela legislação, a condenação resultaria na extinção automática do mandato legislativo. A suspensão da sentença ocorreu após a defesa apontar que a condenação se baseou, de forma determinante, no depoimento de pessoa que era investigada pelos mesmos fatos. Segundo os autos, a depoente confessou a participação no caso para assinar um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público Eleitoral e obter benefícios legais, sendo posteriormente ouvida no processo de João Batista como testemunha. Juiz afirmou que situação exige cautela O relator do caso no TRE-MS, juiz Fernando Bonfim Duque Estrada, acatou o argumento de que a situação exige cautela. O magistrado destacou que as declarações de alguém que participou dos fatos e tem interesse na própria impunidade não podem receber o mesmo peso probatório de uma testemunha isenta, indicando a possibilidade de falha na formação da prova que gerou a condenação. Na decisão, o juiz justificou a urgência da medida explicando que o afastamento imediato do presidente da Câmara causaria danos irreversíveis, uma vez que o tempo fora do cargo não poderia ser restituído caso ele seja absolvido ao fim do julgamento da revisão. O tribunal determinou a notificação urgente da Mesa Diretora da Câmara de Coronel Sapucaia, para que se abstenha de extinguir o mandato, e encaminhou o processo para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral. Fonte: Midiamax

  • Mulher que se filmou chutando filhote de cachorro diz que ‘era só brincadeira’

    Filhotinha agredida por tutora. (Reprodução, Redes Sociais) Suspeita foi presa em flagrante por maus-tratos a uma cadelinha de 40 dias Era só uma brincadeira. Essa foi a alegação da mulher, de 30 anos, presa em flagrante por maus-tratos a animais após divulgar um vídeo chutando uma cadelinha de apenas 40 dias. A prisão foi realizada nesta quarta-feira (9), em Aquidauana, cidade a 139 quilômetros de Campo Grande. O vídeo que mostra as agressões foi divulgado pela própria suspeita. Nas imagens, é possível ver que ela joga a filhotinha e depois chuta o animal, dizendo para que chamasse o delegado a fim de pagar o veterinário. Segundo a delegada Tatiana Zynger, o caso ganhou repercussão rapidamente, o que contribuiu para a localização e prisão da suspeita. Na delegacia, a mulher se limitou a dizer que estava brincando e contou que comprou a cadelinha há pouco tempo. Depois disso, manteve-se em silêncio durante o interrogatório. Delegada Tatiana Zynger. (Foto: Reprodução, PCMS) “Era só uma brincadeira, segundo ela. Isso me chamou a atenção, pela frieza em fazer tudo isso e tentar minimizar a conduta, dizendo que era uma brincadeira”, observa a delegada. Após a prisão da autora, a delegada pediu a guarda do animal. A filhotinha está aparentemente bem e realizará exames. Já a suspeita, que também tem passagens por ameaça e difamação, passará por audiência de custódia na quinta-feira (10). Fonte: Midiamax

  • Fachin suspende procedimentos que investiguem ministros do STF

    Plenário do STF - Gustavo Moreno / STF Presidente da Corte determina que casos envolvendo integrantes do Supremo sejam encaminhados previamente à Presidência e centraliza análise de processos ligados aos relatórios da PF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (9) a suspensão de qualquer procedimento que envolva uma possível investigação contra ministros da Corte. Segundo a decisão, esses casos deverão ser encaminhados previamente à Presidência do STF antes de prosseguirem. A medida foi tomada na Petição 16.704, aberta por Fachin para reunir as informações relacionadas aos relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal e às decisões tomadas por diferentes ministros a partir desses documentos. Fachin afirmou que os casos em andamento passaram a tratar de fatos relacionados e produziram decisões que se sobrepunham. Para o presidente do Supremo, a situação criou risco de decisões conflitantes e de desorganização na tramitação dos processos. Na mesma decisão, Fachin suspendeu a ordem do ministro André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dois dirigentes. Fachin também suspendeu o andamento da Petição 16.662, relatada por Mendonça, até nova decisão. É nesse processo, ligado às investigações do Banco Master, que Mendonça determinou à Polícia Federal a produção de informações sobre a rede de influência atribuída a Daniel Vorcaro e, depois, afastou Andrei e Almada. Segundo Fachin, o caso envolve fatos que também aparecem em outros processos e deve ser analisado de forma conjunta para evitar decisões conflitantes. O presidente do STF também suspendeu o procedimento de controle externo aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar a produção dos relatórios da Polícia Federal. Fachin afirmou que cabe à Presidência do Supremo organizar a tramitação dos processos quando houver risco de decisões incompatíveis entre ministros. Segundo ele, a análise deve ocorrer com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A decisão também mantém sob a Presidência da Corte a reunião das informações e manifestações relacionadas aos relatórios da PF e às acusações envolvendo integrantes do Supremo. Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, às 10h. Entenda o caso A crise começou após a Polícia Federal produzir relatórios de inteligência no âmbito das investigações sobre o Banco Master. Os documentos passaram a levantar questionamentos sobre a atuação de integrantes do STF e da própria PF e deram origem a decisões de diferentes ministros. Em 3 de setembro, Alexandre de Moraes enviou à Presidência do Supremo material em que apontou possíveis irregularidades na atuação de André Mendonça. Fachin abriu então a Petição 16.704 para reunir as informações sobre o caso e ouvir as autoridades envolvidas. Na terça-feira (8), Mendonça determinou, na Petição 16.662, o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também ordenou a abertura de investigações sobre a produção dos relatórios da corporação e suspendeu a elaboração de documentos de inteligência sobre atos praticados por autoridades no exercício de suas funções. A Advocacia-Geral da União recorreu a Fachin e pediu a suspensão da medida. O presidente do STF deu 72 horas para Mendonça prestar informações sobre a decisão. Nesta quarta-feira (9), Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei e Almada. Horas depois, Fachin suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, afirmando que as ordens conflitantes exigiam a centralização do caso na Presidência do Supremo. Fonte: Jovem Pan

  • OAB-DF envia pedidos de impeachment de Moraes e Toffoli ao Senado

    Alexandre de Moraes e Dias Tóffoli - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Agora as seguintes propostas serão encaminhadas ao Conselho Federal A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) aprovou nesta quarta-feira (9) o envio ao conselho federal da Ordem de um pedido de impeachment e investigação contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Em reunião extraordinária do Conselho Pleno, realizada entre a noite de terça-feira (8) e a madrugada de quarta-feira (9), conselheiros e conselheiras da OAB-DF, por maioria, aprovaram o impeachment sobre os fatos que envolvem o STF e as investigações relacionada à Corte. Além do STF e do impeachment de Moraes e Toffoli, o envio também solicita que as investigações do ministros do Superior Tribunal Eleitoral e outros departamentos do poder Judiciário como um todo. “Exigir das autoridades competentes, por meio de expediente do Conselho Federal da OAB, apuração profunda, isenta e transparente do envolvimento de quaisquer autoridades que possam estar implicadas nos fatos ou em qualquer outra irregularidade correlata, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal, ministros do Superior Tribunal de Justiça, demais Tribunais e integrantes do Poder Judiciário em geral, bem como proceder ao afastamento cautelar das funções daqueles em que for constatada tal necessidade, preservadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa”, consta o documento. Por fim a OAB-DF reafirmou que as deliberações se orientam pela defesa da Constituição, da legalidade e da harmonia entre os Poderes, “sem qualquer viés político-partidário”. Fonte: Jovem Pan

  • Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou cúpula da PF

    Ministro Edson Fachin - Carlos Moura/SCO/STF Presidente do STF derruba afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada; medida havia sido questionada pela AGU O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Fachin afirmou que a existência de decisões tomadas em diferentes procedimentos relacionados aos mesmos fatos criou risco de determinações contraditórias e de “tumulto processual”. Segundo ele, formou-se um “quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”. Fachin também suspendeu a decisão tomada nesta quarta por Flávio Dino que havia determinado a reintegração de Andrei e Almada. Segundo o presidente do Supremo, a questão já está sendo analisada pela Presidência em um procedimento próprio. Fachin também suspendeu o andamento da Petição 16.662, relatada por Mendonça, até nova decisão. É nesse processo, ligado às investigações do Banco Master, que Mendonça determinou à Polícia Federal a produção de informações sobre a rede de influência atribuída a Daniel Vorcaro e, depois, afastou Andrei e Almada. Segundo Fachin, o caso envolve fatos que também aparecem em outros processos e deve ser analisado de forma conjunta para evitar decisões conflitantes. A decisão determina ainda a suspensão de “todo e qualquer procedimento” sobre potencial investigação contra integrantes do STF. Casos desse tipo deverão ser encaminhados previamente à Presidência da Corte. Fachin suspendeu também, até nova deliberação do Supremo, o procedimento de controle externo aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar circunstâncias relacionadas à produção de relatórios da Polícia Federal. O presidente do STF afirmou que cabe à Presidência assegurar que as questões sejam analisadas de forma colegiada, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. “Há especial dever de se assegurar a integridade e a adequada direção dos trabalhos desta Corte”, escreveu. Fachin convocou uma sessão plenária extraordinária para 15 de setembro, às 10h. Entenda o caso Mendonça havia determinado na terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, além da abertura de procedimentos para apurar a produção dos relatórios de inteligência da PF. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu a Fachin e pediu a suspensão da medida, alegando “grave lesão à ordem pública e administrativa” e risco de desorganização da Polícia Federal. Nesta quarta, antes da decisão de Fachin, Flávio Dino determinou a reintegração imediata dos dois dirigentes. Para Dino, o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir, em uma investigação criminal, o afastamento de integrantes da PF. Com a decisão de Fachin, tanto a ordem de Mendonça quanto a de Dino ficam suspensas enquanto a Presidência do Supremo centraliza a análise dos procedimentos relacionados ao caso. Fonte: Jovem Pan

  • Lula pede quebra do sigilo das investigações de todos os envolvidos no Caso Master

    Presidente Lula (PT) - EVARISTO SA / AFP Presidente publicou um post nas redes sociais O presidente Lula (PT) defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra do sigilo das investigações de todos os envolvidos no Caso Master. “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no Caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, escreveu o candidato à reeleição. Lula criticou “vazamentos coletivos” relacionados ao caso. “Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing [investigação que revelou mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato], conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido”. Crise no STF Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), escalou a crise na Suprema Corte ao determinar a reintegração imediata de Andrei Rodrigues aos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também restabeleceu Leandro Almada da Costa nas funções de delegado e diretor de Inteligência Policial da corporação. Os dois haviam sido afastados por ordem do ministro André Mendonça. Na decisão, Dino concluiu que o Partido Novo não tinha legitimidade para solicitar o afastamento dos integrantes da PF em uma investigação criminal. Segundo o ministro, o Código de Processo Penal permite a decretação de medidas cautelares a pedido das partes ou, durante a investigação, mediante representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público. O ministro disse que o Estado Democrático de Direito não permite que autoridades imponham suas vontades fora dos limites estabelecidos pela Constituição. “O Estado Democrático de Direito não é o regime em que um, alguns ou mesmo a maioria podem impor seus apetites ou vontades, segundo o seu próprio tempo”, escreveu. Mendonça havia apontado suspeitas relacionadas à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência da PF. Entre os pontos citados estavam documentos que teriam monitorado o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Fonte: Jovem Pan

  • TCE barra licitação de R$ 165 milhões para compra de placas solares

    Tribunal de Constas vê possível restrição à competitividade entre fornecedores e falta de clareza nos critérios para definição dos valores do contrato para intalação de placas Pregão está sendo organizado por um consórcio formado por 15 prefeituras das bacias dos rios Miranda e Apa Decisão publicada nesta segunda-feira (08) no diário oficial do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determina que o consórcio Cidema, formado por 15 municípios das bacias dos rios Miranda e Apa, mantenha suspensa a licitação que prevê investimentos de até R$ 165,5 milhões à instalação de placas para geração de energia solar. A data inicial para abertura do pregão eletrônico era 14 de julho. Mas, o Tribunal de Contas fez uma série de questionamentos sobre a falta de objetividade para definição dos preços e o consórcio, comandado pelo prefeito de Miranda, Fábio Santos Florença, adiou a abertura das propostas e fez adequações no edital. Mas, mesmo depois das alterações o conselheiro Márcio Monteiro determinou agora que o certame continue suspenso. De acordo com ele, “esses esclarecimentos, entretanto, não demonstram suficientemente a formação econômica do valor unitário adotado, pois permanecem ausentes elementos capazes de identificar, de forma objetiva e rastreável, os quantitativos, custos unitários e demais componentes econômicos das diferentes parcelas da solução, assim como a efetiva comparabilidade entre as contratações utilizadas como referência e o objeto licitado,” escreveu o conselheiro. De acordo com Márcio Monteiro, a questão está na falta da composição analítica ou memória de cálculo apta a demonstrar como o valor unitário adotado incorporava economicamente as diferentes parcelas integrantes da solução, tais como projeto executivo, fornecimento de equipamentos e materiais, instalação, comissionamento, operação assistida, gestão das emissões de gases de efeito estufa e certificação de créditos de carbono”. A licitação entrou no radar do TCE, principalmente, por conta do alto valor do possível contrato, de R$ 165.499.278,10, que não necessariamene seria investido pelas prefeituras. O consórcio é composto pelos municípios de Anastácio, Antônio João, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Corumbá, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Ladário, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho e Sidrolândia. Duas delas, porém, Bodoquena e Ladário, já contam com sistema de energia fotovoltaica. Com a instalação das placas de energia solar, aponta estudo do Cidema, as cidades deixariam de emitir na atmosfera cerca de 18.753 toneladas de Co2 por ano. Esse volume equivale ao carbono emitido anualmente por cerca de quatro mil carros de passeio. O projeto também destaca que a implantação das placas de energia solar vai garantir economia na conta de energia das prefeituras, mas não fala em valores. Diz, somente, que depois da instalação a empresa contratada terá de emitir mensalmente durante doze meses uma “estimativa da economia financeira proporcionada”. Ao barrar a retomada da licitação, o TCE dá a entender que existem exigências incompatíveis no edital, principalmente no que se refere à capacidade econômica das empresas interessadas em assumir o contrato multimilionário. “Outro ponto de destaque diz respeito à ausência de demonstração da fundamentação técnica para a fixação do Índice de Endividamento Total – IET igual ou inferior a 0,40 como requisito de qualificação econômico-financeira. Conforme consignado pela equipe técnica, não se questiona a possibilidade de utilização de índices econômico-financeiros para aferição da capacidade financeira dos licitantes, tampouco a finalidade do IET como instrumento destinado à avaliação do grau de comprometimento patrimonial das empresas”, diz o relatório do conselheiro. Isso, segundo o TCE, reduz a competitividade e a possibilidade de redução do preço inicial. “O apontamento concentrou-se na ausência de fundamentação técnica suficiente para a definição do limite específico de 0,40, especialmente diante dos potenciais efeitos da exigência sobre o universo de possíveis participantes”. Fonte: Correio do Estado

  • SES-MS renova contrato de R$ 7,6 milhões para manutenção de sistemas de informática

    Secretaria de Estado de Saúde. (Foto: Divulgação/GovMS) Contrato foi prorrogado em caráter excepcional com a Conext Tecnologias para suporte e evolução de softwares A SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde) renovou o contrato com a Conext Tecnologias, Informática e Sistemas Ltda. para prestação de serviços técnicos especializados pelo valor global estimado de R$ 7.608.071,25. O montante é referente ao período de até 12 meses. Assim, a prorrogação atende às necessidades de manutenção, evolução, desenvolvimento e implantação de sistemas de informática utilizados pela pasta no Estado. Conforme o contrato publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (8), a prorrogação acontece em caráter excepcional por meio do VI Termo Aditivo. O novo prazo de vigência começou a contar em 25 de agosto de 2026 e tem término previsto para 24 de agosto de 2027. As despesas para o exercício corrente correrão por conta do Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul, na Funcional Programática n. 20.27901.10.302.2200.6009.0002, Natureza de Despesa n. 33904011 e Fonte n. 0150010021. A Nota de Empenho Inicial n. 2026NE009009 foi emitida em 17 de agosto de 2026, no valor de R$ 126.801,19. O documento foi assinado pelo secretário de Estado de Saúde, Mauricio Simões Corrêa, e por Ana Claudia Ferreira dos Santos, representante da empresa Conext Tecnologias, Informática e Sistemas Ltda. Fonte: Midiamax

  • Contrato de R$ 12,4 milhões para asfalto em Naviraí será executado em 1 ano

    Praça Euclides Fabris, em Naviraí. (PMN, Divulgação) Concrenavi é a responsável pela obra de drenagem e pavimentação em quatro avenidas A Agesul-MS (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) publicou o contrato com valor de R$ 12.442.249,24 para a execução de obras de infraestrutura urbana no município de Naviraí, a 300 km de Campo Grande. As intervenções preveem a restauração funcional do pavimento, asfaltamento e drenagem de águas pluviais em quatro avenidas da cidade. A confirmação do contrato foi oficializada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (8) referente ao Processo Administrativo n. 790050162026. A Concrenavi venceu a licitação e executará a obra. O documento traz a assinatura do ordenador de despesas Gil Marcio Franco e de José Alberto da Silva Júnior, representante da empresa vencedora, a Concrenavi Concreto Usinado Naviraí Ltda. (CNPJ 05.229.600/0001-40). A contratação decorre do Edital de Concorrência Eletrônica n. 080/2026-DLO, homologado em 4 de setembro de 2026. Assim, os serviços de engenharia e pavimentação vão atender a Avenida Dourados, Avenida Nelci Simas, Avenida Glória de Dourados, Avenida Fátima do Sul e ruas adjacentes no município. Para o início dos trabalhos, foi emitida a Nota de Empenho n. 2026NE002851 no valor inicial de R$ 970.468,25, vinculada à Unidade Orçamentária 79901 e fonte de recursos 0175974001. A empreiteira terá o prazo de 360 dias consecutivos para concluir totalmente o projeto, contados a partir da emissão da OIS (Ordem de Início dos Serviços). A vigência contratual foi fixada com início na publicação do extrato e duração de até 120 dias após o término do prazo de execução das obras.

  • TRE-MS mantém cassação de diploma de dois vereadores em Iguatemi

    Câmara de Vereadores de Iguatemi. (Reprodução/ Câmara de Iguatemi) Os dois são acusados de compra de votos nas eleições de 2024, em troca de abastecimento de combustível O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou os recursos e manteve a cassação do diploma de dois vereadores de Iguatemi: Agnaldo dos Santos Souza, conhecido como Agnaldo Zorba (PSDB), e José Carlos dos Santos, o Carlinhos Magro (Republicanos). Os dois são acusados de compra de votos nas eleições de 2024, em troca de abastecimento de combustível. As decisões constam no DJEMS (Diário Oficial da Justiça Eleitoral) desta terça-feira (8). Além disso, a Justiça Eleitoral manteve a sentença que reconheceu o abuso de poder econômico e declarou a inelegibilidade por oito anos do candidato Clevson dos Santos Gomes, que teve como nome de urna Clevson Pangaré (PP). O então candidato pelo Progressistas foi alvo de operação da Polícia Federal em dezembro de 2024, acusado de compra de votos por distribuir combustível para eleitores. Ele disputou pela primeira vez um cargo político e não alcançou nem 200 votos nas eleições de 2024, não sendo eleito. Durante as investigações, foram identificadas autorizações para o abastecimento de combustíveis. No caso de José Carlos dos Santos, teriam sido ligadas à campanha mais de 30 autorizações que somavam mais de 600 litros de combustível, estimados em R$ 3.576,00. Já Agnaldo Zorba, conforme o MPF (Ministério Público Federal), teria distribuído 1,7 mil litros de combustível, gerando um gasto não declarado de R$ 10.148,94, o que “configura captação e gasto ilícitos de recursos, evidenciando a existência de ‘caixa dois’ na campanha”. Após as condenações, os três recorreram alegando ilicitude das provas, mas o acórdão do segundo grau do TRE-MS negou os recursos e manteve as decisões. O Midiamax tentou contato com os vereadores pelos telefones declarados à Justiça Eleitoral. A matéria foi feita com informações publicadas em Diário Oficial. O espaço segue aberto para manifestações. Fonte: Midiamax

  • Esquema do 4º eixo: MP denuncia ex-servidores e despachantes por fraudes no Detran-MS

    Sede do Detran-MS, em Campo Grande. (Arquivo, Jornal Midiamax) Grupo é acusado de alterar ilegalmente dados no sistema do órgão para aumentar capacidade de cargas de veículos pesados A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ofereceu denúncia criminal contra cinco pessoas acusadas de operar um esquema de adulteração em massa no cadastro de carretas no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo formado por três ex-servidores e dois despachantes alterou dados no sistema oficial entre maio e dezembro de 2020 para incluir um “quarto eixo” inexistente em semirreboques. A acusação atinge os servidores Abner Aguiar Fabre e Bedson Rodrigues Machado (ex-Detran-MS), o ex-comissionado Genis Garcia Barbosa, além dos despachantes David Cloky Hoffmam Chita e Leandro César de Matos Sória. Segundo o promotor de Justiça Jorge Ferreira Neto Júnior, o grupo alterou ilegalmente o banco de dados do sistema entre maio e dezembro de 2020 para incluir um “quarto eixo” inexistente em 49 veículos pesados. A fraude visava aumentar a capacidade de carga declarada e o peso bruto total das carretas sem que passassem pelas vistorias técnicas obrigatórias e burlando a fiscalização de trânsito em todo o Estado. A investigação aponta que a manobra contava com a divisão de tarefas entre servidores e despachantes. Os servidores públicos lançavam vistorias fictícias como se fossem aprovadas, enquanto os despachantes emitiam guias paralelas no sistema, como pedidos de transferência de estado ou segunda via de documentos, para liberar o cadastro sem alertar os órgãos de controle. A partir dessas alterações fraudulentas, o Detran-MS emitia certificados e documentos de licenciamento (CRV e CRLV-e) com dados falsos para que as carretas pudessem circular livremente. A denúncia do Ministério Público atribuiu aos cinco réus, por 49 vezes, a prática dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações. Na ação penal, o MP pede a condenação do grupo e a suspensão dos direitos políticos, além da perda de função pública dos envolvidos. Até o momento, o único denunciado a se manifestar no processo foi o ex-servidor do Detran-MS Bedson Machado, que deixou o órgão em 2020 para assumir concurso da Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul). Em manifestação anexada aos autos, a defesa de Bedson requereu o arquivamento parcial do processo e sua absolvição sumária, sustentando que ele não teve participação em 48 das 49 fraudes apontadas pelo Ministério Público. O réu Abner também se manifestou no processo, pedindo a absolvição sumária, alegando inépcia da denúncia por ausência de individualização de conduta. Através de sua defesa, pediu à Justiça a perícia nos sistemas e depoimento de testemunhas para provar não ter agido nas fraudes. David tentou delação O despachante David Chita é réu em diversas ações penais por fraudes no Detran-MS. Inclusive, ele cumpre prisão domiciliar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por conta de um desses processos. Em 2024, David afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. No entanto, a delação foi barrada na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Chita afirmava ter provas de ter repassado mais de R$ 1,2 milhão ao grupo, que era chefiado por um parlamentar, no período em que o esquema criminoso operou. Depois, o despachante chegou a ser preso e, mesmo após ter deixado o presídio, não tentou fazer uma nova delação. Fonte: Midiamax

  • Homem é preso suspeito de usar filha de 15 anos para atrair adolescentes e cometer estupros

    Polícia cumpriu mandado de prisão - Crédito: Nathalia Alcântara/Midiamax A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), cumpriu, na manhã desta terça-feira (8), um mandado de prisão temporária contra um homem de 39 anos, investigado por estupro de vulnerável contra adolescentes. Conforme as investigações, o suspeito utilizava a própria filha, de 15 anos, para atrair adolescentes até sua residência. No imóvel, ele oferecia bebidas alcoólicas e narguilé às vítimas. Segundo a apuração policial, após deixá-las embriagadas ou administrar substâncias que provocavam sonolência, o homem teria cometido os abusos sexuais. As vítimas tinham entre 13 e 14 anos na época dos fatos. Até o momento, a investigação identificou pelo menos três casos com características semelhantes, registrados entre setembro de 2025 e agosto de 2026. De acordo com a DEPCA, as adolescentes só procuraram as autoridades depois de conversarem entre si e perceberem que haviam passado por situações semelhantes, o que contribuiu para o avanço das investigações. Além da prisão, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão no endereço do investigado. Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares e um notebook, que serão encaminhados para perícia. O homem permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação da DEPCA. Fonte: Dourados News

  • Vereador que comprou voto com vale-gasolina tem mandato cassado

    Vereador teve o mandato cassado pelo TRE-MS - Crédito: Divulgação O vereador de Santa Rita do Pardo, Antonio Coral Costa, o Toninho Colibri (PSDB), teve o mandato cassado pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), por compra de votos. Nas eleições municipais de 2024, ele utilizou vale-combustível para atrair pessoas. A decisão foi proferida pelo juiz eleitoral da 41ª Zona, Pedro Gonçalves Teixeira, que julgou parcialmente procedente a AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), reconhecendo corrupção eleitoral, mas rejeitando abuso de poder. Com a decisão, o parlamentar perde a cadeira na Casa de Leis, terá que pagar multa de cerca de R$ 5 mil, mas não ficará inelegível. A defesa do parlamentar afirmou que entrará com recursos para esclarecer o caso e reverter a decisão enquanto o tucano segue no mandato, informa o Campo Grande News. Ao portal, a presidente da Câmara Municipal, Tereza de Jesus da Silva Sousa (PSDB), afirmou que a Casa de Leis ainda não foi comunicada. O caso teve origem em 6 de outubro, dia das eleições daquele ano, após fiscalização em um posto localizado no km-5 da MS-040. Uma fila de veículos se formou no local para abastecimento sem pagamento imediato em dinheiro ou cartão. Após observar a movimentação, o juiz eleitoral determinou a abordagem. Segundo o processo, Antonio entregou pessoalmente vale-combustível a um eleitor com pedido de voto. No local, também foi encontrada uma sacola com mais de 200 tickets, que teriam sido entregues pelo gerente do posto. O vereador chegou a ser preso após a abordagem. Fonte: Dourados News

  • Procon mostra aumento de 3,57% no preço da cesta básica em Dourados

    Imagem: Wix Uma pesquisa divulgada pelo Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) nesta terça-feira, dia 8, aponta para um aumento de 3,57% no preço médio da cesta básica em Dourados, em relação a agosto. O levantamento realizado em 12 supermercados entre os dias 1º e 4 de setembro, considerou os valores de 29 itens previamente definidos. O valor mais barato praticado pela cesta foi encontrado a R$ 198,69, enquanto o mais alto foi de R$ 275,34, ou seja, o valor total pode ficar 30,64% maior dependendo o estabelecimento de escolha do consumidor. O produto com maior variação de preços entre os supermercados, foi a erva-mate para tereré de 500 gramas, com diferença de 266,94%; o sabão em pó de 800 gramas, com 266,87%; extrato de tomate de 340 gramas, com 255,03%; e papel higiênico com quatro unidades de 30 metros, cuja diferença chegou a 255,59%. O creme dental de 70 gramas apresentou diferença de 232,26%; a cebola, um quilo, de 190,64%; o leite em pó integral de 400 gramas, de 176,97%; e a farinha de mandioca torrada de um quilo, de 128,38% entre o menor e o maior preço encontrado. Ao todo, 14 produtos apresentaram diferença superior a 100% entre os estabelecimentos. A lista inclui ainda itens como alho de 200 gramas, batata inglesa de um quilo, margarina de 500 gramas, sal de um quilo, sabão em barra com cinco unidades e sabonete de 85 gramas. Para o Procon, os números reforçam a importância de o consumidor pesquisar antes de realizar as compras, já que a diferença de preços entre os estabelecimentos pode representar uma economia significativa no orçamento familiar. “Além de comparar os valores, o consumidor deve observar atentamente as informações presentes nas embalagens, como prazo de validade, composição, peso líquido e demais especificações do produto”, alerta o diretor do Procon em Dourados, Lenilson Almeida da Silva. Em caso de dúvidas, orientações ou reclamações, o consumidor pode entrar em contato com o Procon pelos telefones (67) 2222-1536 ou (67) 2222-1539, pelo e-mail procon@dourados.ms.gov.br ou clicando aqui. Fonte: Dourados News

  • Vorcaro antecipou viagem a Dubai antes de ser preso; mudança aconteceu após conversa com Moraes

    Ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro - Divulgação / STF Documentos mostram mudança no itinerário do ex-dono do Master, que tentou embarcar no dia 17 e foi preso pela PF Daniel Vorcaro antecipou para 17 de novembro de 2025 uma viagem ao exterior que, no planejamento inicial apresentado por sua defesa, previa saída do Brasil na noite do dia 18. A informação foi publicada inicialmente pelo UOL e confirmada pela Jovem Pan. Ele foi preso no próprio dia 17, quando tentava deixar o país. O primeiro itinerário previa a decolagem do Aeroporto de Guarulhos às 23h10 do dia 18, com escala em Milão e chegada a Dubai no dia 20. No sábado (15), uma empresa de apoio a voos executivos ainda solicitava autorização para o pouso do avião de Vorcaro nos Emirados Árabes Unidos seguindo esse cronograma. Naquele mesmo sábado, às 18h22, Vorcaro enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, perguntou, segundo relatório da Polícia Federal com dados extraídos do celular do banqueiro. Na manhã de segunda-feira (17), Vorcaro informou a dois servidores do Banco Central, em um grupo de WhatsApp, que estava alterando a programação. “A turma de fora, como ficou muito em cima pra confirmar, não irão conseguir mais essa quarta, infelizmente. Me pediram pra antecipar ida pra lá pra tentarmos fazer as assinaturas”, escreveu. “Desta forma estou mudando a logística toda da transação, eu passo para vocês daqui a pouco”, acrescentou. Vorcaro atribuiu a mudança aos investidores estrangeiros envolvidos na negociação para a venda do Banco Master. Ainda no dia 17, o banqueiro recebeu uma reserva no hotel Four Seasons, em Dubai, com a chegada antecipada do dia 20 para o dia 18. O plano de voo utilizado na tentativa de viagem naquele dia não consta entre os documentos apresentados pela defesa. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na noite de 17 de novembro, quando tentava embarcar para Dubai. Na manhã seguinte, a PF deflagrou a Operação Compliance Zero e o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Grupo com servidores do Banco Central O grupo no qual Vorcaro comunicou a mudança da viagem incluía Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto da área. Segundo a Polícia Federal, os dois mantinham contato com Vorcaro e participaram de trocas de informações e revisões de documentos relacionados à situação do Master. Ambos foram posteriormente afastados dos cargos sob suspeita de terem recebido vantagens para auxiliar o banqueiro. As defesas contestam as acusações. Entenda a investigação O ministro André Mendonça retirou no dia 1º de setembro o sigilo de documentos da investigação que reúne registros da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O documento é uma Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), elaborada pela Polícia Federal (PF) a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido durante uma operação. O relatório foi encaminhado a Mendonça no último dia 27 e analisa, entre outros pontos, contatos do banqueiro com pessoas ligadas a uma suposta rede de influência. Segundo a PF, o celular de Vorcaro tinha quatro registros diferentes para o mesmo número de telefone: “Alexandre de Moraes BRASILIA”, “Novo”, “STF TSE NOVO” e “Eu STF”. O número foi compartilhado com Vorcaro por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, em 26 de dezembro de 2023. A investigação também encontrou mensagens encaminhadas por Vorcaro ao contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. De acordo com o relatório, o banqueiro escrevia textos no aplicativo de notas do celular, fazia uma captura de tela e enviava a imagem pelo WhatsApp. A PF cruzou os horários dos registros e identificou que, em alguns casos, o envio da mensagem ocorria poucos segundos depois da captura de tela. O número associado ao contato foi confirmado a partir dos dados extraídos do aparelho. Contrato de R$ 108 milhões O relatório detalha também a negociação de um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado a Viviane Barci de Moraes. Em 11 de janeiro de 2024, Viviane enviou a Vorcaro uma minuta de prestação de serviços. A mensagem dizia: “Conforme conversamos, estou enviando minuta de contrato de prestação de serviços para sua análise”. A PF identificou que a última alteração havia sido feita pelo usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”, às 16h30 daquele dia. Uma nova versão do documento foi posteriormente enviada a Vorcaro. O relatório aponta novamente a presença do usuário “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável pela última modificação. As tratativas também aparecem em mensagens entre Fábio Faria e Vorcaro. Em 15 de janeiro de 2024, Faria perguntou ao banqueiro: “Respondeu a Vivi”. Vorcaro respondeu perguntando: “fechou 3 anos”. Faria afirmou que havia tratado de quatro anos, mas que “pode fazer 3”. O contrato foi assinado em 23 de janeiro de 2024 e previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, totalizando R$ 108 milhões. Segundo contrato A investigação também encontrou um segundo contrato, datado de 12 de maio de 2025, entre o escritório Barci de Moraes e a empresa Viking Participações. Nas tratativas, o advogado de Vorcaro apresentou duas alternativas para a transferência de ativos. A primeira previa a entrega dos bens e a transferência das quotas, com possibilidade de recompra por R$ 1 caso o contrato de honorários não fosse cumprido. A segunda condicionava a transferência das quotas ao cumprimento do contrato. Vorcaro respondeu: “Opção 1 não é o negócio” e, em seguida, afirmou: “Os ativos são deles… já”. Entre os ativos estavam cotas relacionadas a um avião Legacy 650 e a um helicóptero EC 155 B1. Segundo a documentação analisada pela PF, a cota do avião custava US$ 5.512.951,89, enquanto a do helicóptero tinha valor de US$ 1.335.014,01. Em julho de 2025, há registros de pagamentos relacionados ao escritório. Em 14 de julho, foi registrado um pagamento de R$ 3.422.268,14. Em 24 de julho, uma funcionária informou a Vorcaro que havia uma cobrança de R$ 22.815.120,95 referente a uma fatura do escritório em nome da Viking. Encontros entre Moraes e Vorcaro Além das negociações envolvendo o escritório, o relatório apresenta registros de encontros entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. Em dezembro de 2023, Fábio Faria compartilhou com Vorcaro o contato de Moraes. No dia seguinte, os dois trataram de um almoço de “Alex” em Campos do Jordão. Vorcaro enviou a localização do hotel onde o encontro ocorreria e orientou funcionários sobre a recepção. O material também registra episódios posteriores. Em 19 de março de 2025, Vorcaro escreveu a uma pessoa próxima que estava “com o Ministro”. Pouco depois, informou a outra pessoa que estava “com Moraes aqui”. Na madrugada seguinte, relatou que outras pessoas haviam chegado para “falarem com Alexandre”. Em 19 de abril, Vorcaro disse que estava “indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”. Dez dias depois, afirmou novamente que estava com “Alexandre”. Mensagens sobre a investigação O relatório também analisa mensagens enviadas por Vorcaro ao contato associado a Moraes em outubro e novembro de 2025. Segundo a PF, as mensagens foram produzidas no aplicativo de notas, capturadas em imagens e enviadas pelo WhatsApp. Os investigadores identificaram que o destinatário estava salvo no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Em uma das mensagens, registrada em 30 de outubro, Vorcaro tratou da necessidade de interlocução com autoridades diante do avanço das investigações. Em outros registros, o banqueiro perguntou sobre possíveis medidas judiciais e sobre a possibilidade de adiamento de ações contra ele. A PF também encontrou uma mensagem em que Vorcaro questionou: “médio a grave seria busca ou quebra de sigilo?”. Em seguida, perguntou: “Mas pedido deferido por parte deles? Algo que dê pra bloquear?” Em outro registro, de 15 de novembro, dois dias antes de sua prisão, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda tenho que estar fora?” Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que Alexandre de Moraes analisou o primeiro contrato a pedido do setor de compliance, para verificar a existência de eventual impedimento legal. Segundo a manifestação, não havia previsão de atuação do escritório no STF em processos relacionados ao Banco Master e, por isso, o contrato foi firmado e os serviços foram prestados. Fonte: Jovem Pan

  • Mendonça intima ministro da Justiça a se manifestar sobre afastamento de Andrei

    Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva - Valter Campanato / Agência Brasil Decisão foi tomada nesta terça-feira (8) O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta terça-feira (8) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, sobre o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF). O mandado também comunica o afastamento de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial. As medidas foram tomadas em investigação sobre relatórios de inteligência que, segundo Mendonça, teriam monitorado integrantes do STF e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro citou ao menos seis relatórios produzidos em agosto. Segundo a decisão, os documentos continham análises sobre Mendonça e Messias, além de informações sobre decisões judiciais e relações institucionais. Mendonça afirma ter sido monitorado por mais de um mês e diz que o material chegou ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado aponta problemas na origem dos documentos. Um deles, segundo Mendonça, é apócrifo e não permite identificar autoria ou data de elaboração. O material também era classificado como documento de trabalho, de difusão restrita e sem valor probatório. Mendonça afirma ainda haver indícios de possível omissão, participação e conhecimento da elaboração dos relatórios por ocupantes de cargos de chefia na estrutura de inteligência da PF. A decisão determinou que a Corregedoria da PF abra procedimentos para apurar os fatos nas esferas penal e administrativo-disciplinar. Mendonça também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência sobre atos praticados por magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais judiciários. Maioria no STF A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam Mendonça. Gilmar Mendes pediu vista do processo, suspendendo o julgamento. Os dois ministros, porém, já haviam antecipado seus votos. Fonte: Jovem Pan

  • 2ª Turma do STF forma maioria para suspender Andrei Rodrigues da PF

    Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, durante depoimento na CPI do Crime Organizado - Andressa Anholete / Agência Senado Ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam Mendonça A 2ª Turma do STF formou maioria para suspender, nesta terça-feira (8), Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam André Mendonça. O ministro Gilmar Mendes pediu vista para analisar o caso, o que suspenderia o julgamento, mas Fux e Nunes Marques já haviam antecipado os votos. A decisão de Mendonça também suspendeu o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. Entenda o caso A crise entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal ganhou força após o ministro André Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de documentos de uma investigação que reúne registros da relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, produzido pela PF a partir de dados extraídos do celular do banqueiro, apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. O documento, classificado como uma Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), havia sido encaminhado a Mendonça em 27 de agosto. Segundo a PF, o celular de Vorcaro possuía quatro registros diferentes associados ao mesmo número de telefone: “Alexandre de Moraes BRASILIA”, “Novo”, “STF TSE NOVO” e “Eu STF”. O número teria sido compartilhado com o banqueiro pelo ex-ministro das Comunicações Fábio Faria em dezembro de 2023. A investigação também identificou mensagens encaminhadas por Vorcaro ao contato registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Na última quinta-feira (3), Moraes determinou o envio ao presidente do STF, Edson Fachin, de relatórios da PF que apontariam possíveis irregularidades na atuação de Mendonça à frente das operações Sem Desconto e Compliance Zero. O episódio ampliou a crise dentro da Corte e colocou sob questionamento a produção e a circulação de documentos de inteligência da Polícia Federal. Nesta terça, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Na decisão, tomada após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei, o ministro apontou a “superlativa gravidade e ilicitude” na produção dos relatórios divulgados por Moraes e afirmou que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF. Mendonça também determinou que a Polícia Federal investigue os fatos e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados no exercício de determinadas funções constitucionais. A decisão sobre o afastamento de Andrei e Almada foi submetida à análise do STF, mas o julgamento acabou suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Fonte: Jovem Pan

  • Em meio à crise no Judiciário, Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF

    Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues - MATEUS BONOMI / AGIF / AGIF VIA AFP O ministro também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio à crise entre as instituições. Na mesma decisão, o magistrado também afasta o diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa. A determinação ainda será analisada em plenário virtual, que será aberto às 10h desta terça-feira (8). A determinação foi tomada após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei Rodrigues. A Jovem Pan tenta contato com a Secretaria de Comunicação do Governo Lula (PT) e com a PF. O espaço está aberto para manifestação. No documento, Mendonça cita “a superlativa gravidade e ilicitude” na produção dos “relatórios de inteligência” divulgados pelo também ministro do STF Alexandre de Moraes. Na última quinta-feira (3), Moraes determinou o envio ao presidente da Corte, Edson Fachin, de relatórios da PF que apontam possíveis irregularidades na atuação de André Mendonça à frente das operações Sem Desconto e Compliance Zero. “Verifica-se que o ‘documento’ é apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua autoria e data de elaboração”Trecho de decisão de André Mendonça Para fundamentar a determinação, o ministro ainda cita posicionamentos de entidades representativas, como a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), que criticaram os relatórios publicizados por Moraes. Mendonça ainda escreve que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF. Os dois são amigos, e o ministro do STF chegou a declarar apoio a Messias para ocupar uma vaga no Supremo. “Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos, […] os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026”. Além do afastamento dos diretores, André Mendonça também determinou que a PF investigue os fatos relatados na determinação. O magistrado ainda mandou suspender a produção e compartilhamento de qualquer relatório de inteligência “que se destine à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de prestação jurisdicional, advocacia pública e de polícia judiciária”. Moraes e Vorcaro O ministro André Mendonça retirou no dia 1º de setembro o sigilo de documentos da investigação que reúne registros da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O documento é uma Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), elaborada pela Polícia Federal (PF) a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido durante uma operação. O relatório foi encaminhado a Mendonça no último dia 27 e analisa, entre outros pontos, contatos do banqueiro com pessoas ligadas a uma suposta rede de influência. Segundo a PF, o celular de Vorcaro tinha quatro registros diferentes para o mesmo número de telefone: “Alexandre de Moraes BRASILIA”, “Novo”, “STF TSE NOVO” e “Eu STF”. O número foi compartilhado com Vorcaro por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, em 26 de dezembro de 2023. A investigação também encontrou mensagens encaminhadas por Vorcaro ao contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. De acordo com o relatório, o banqueiro escrevia textos no aplicativo de notas do celular, fazia uma captura de tela e enviava a imagem pelo WhatsApp. A PF cruzou os horários dos registros e identificou que, em alguns casos, o envio da mensagem ocorria poucos segundos depois da captura de tela. O número associado ao contato foi confirmado a partir dos dados extraídos do aparelho. Fonte: Jovem Pan

  • Ação apreende 3,4 toneladas de maconha e motorista é preso

    Tabletes de maconha encontrados na carreta foram apreendidos - Crédito: (Divulgação). O motorista Adeildo Palma foi preso em flagrante com mais de 3,4 toneladas de maconha escondidas em uma carreta na rodovia BR-060, em Campo Grande, e teve a prisão temporária convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo, dia 06 de setembro. A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Rodrigo Vaslin Diniz. Segundo o site Campo Grande News, Adeildo foi interceptado por uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na noite da última sexta-feira (4), no km 378 da rodovia. Os policiais suspeitaram do veículo, uma carreta Mercedes-Benz acoplada a um semirreboque, ao notarem que transitava em velocidade muito abaixo do normal, pelo acostamento e ziguezagueando na pista. Durante a abordagem, Adeildo apresentou nervosismo, mãos trêmulas e versões desconexas sobre a viagem. Em vistoria detalhada no caminhão, os agentes encontraram diversos fardos de droga ocultados sob uma carga aparente de resíduos de pneus. Ao todo, a apreensão somou 3.447,6 quilos de maconha. À polícia, o motorista declarou que pegou o veículo já carregado na fronteira, em Ponta Porã, e que levaria a carga até o interior de São Paulo. Ele alegou ter sido contratado por um homem identificado como "Elio" ou "Elias". Constam nos autos, ainda, divergências indicando que a carreta possa ter sido buscada diretamente no Paraguai. Ao analisar o caso, o magistrado manteve o processo na Justiça Federal diante dos indícios de tráfico internacional. O juiz ressaltou que o expressivo volume de entorpecente e a logística empregada demonstram estrutura organizada, o que afasta a hipótese de um crime ocasional ou de atuação como simples "mula". Além de manter Adeildo preso para a garantia da ordem pública, a Justiça autorizou a incineração imediata da maconha apreendida e liberou o acesso aos dados do telefone celular do motorista para dar prosseguimento às investigações. Fonte: Dourados News

  • Sequestro termina com quatro pessoas presas; uma delas em Dourados

    Suspeito de ser o mentor do sequestro deixando a Depac de Dourados nesta manhã - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News Sequestro ocorrido em Bonito na noite de domingo (6/9), terminou com quatro pessoas presas, uma delas escondida em hotel na região central de Dourados, na manhã desta segunda. A ação faz parte de trabalho da Polícia Militar após chamado feito pela mãe da vítima. Segundo ela, por volta de 21h30, três suspeitos invadiram a residência, furtaram dois aparelhos de telefone celular, agrediram um homem que se encontrava no local e levaram a filha dela, mulher de 28 anos. Segundo relatado feito pela testemunha, a vítima havia se separado do ex-marido há poucas semanas. A partir daí, o rapaz teria passado a procurá-la. Na noite de ontem, o grupo invadiu a casa cometendo o crime. No local, além da jovem, havia mais um homem e uma mulher. Eles relataram que três pessoas ingressaram na residência pulando o muro do imóvel vizinho. Os autores utilizavam capuzes e, mediante grave ameaça, renderam os presentes. Inicialmente, os indivíduos aparentavam estar armados, sendo posteriormente constatada a utilização de uma barra de ferro durante a ação. O vizinho da residência informou que câmeras de segurança de seu imóvel haviam registrado parte da ocorrência. Nas imagens, foi possível visualizar um Fiat Mobi, de cor branca, ocupado por um quarto homem, que estaria prestando apoio aos demais envolvidos. Durante a ação, eles retiraram a jovem da residência e a colocaram no banco traseiro do veículo, saindo apenas com o motorista. Fonte: Dourados News

  • Adolescente é apreendido conduzindo veículo com 1,1t de maconha

    Droga apreendida pela Polícia Militar Rodoviária - Crédito: Divulgação Policiais militares rodoviários da Base Operacional de Aquidabã, em Ponta Porã, apreenderam 1.130 quilos de maconha na noite de domingo (6), na rodovia MS-384. Por volta das 21h30, durante policiamento nas proximidades da Base Operacional de Aquidabã, a equipe identificou um veículo GM Kadett em atitude suspeita. O automóvel foi abordado posteriormente no km 6 da MS-384. Durante a fiscalização, os policiais constataram que o veículo estava carregado com grande quantidade de tabletes de maconha. Após a pesagem, o entorpecente totalizou 1.130 quilos. O condutor, um adolescente de 17 anos, informou que levaria a droga até Campo Grande e que receberia R$ 15 mil pelo transporte. Diante dos fatos, o adolescente foi apreendido e encaminhado, juntamente com o veículo e o entorpecente, à Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã para as providências cabíveis. Fonte: Dourados News

  • Justiça Eleitoral proíbe carreatas simultâneas por falta de efetivo policial na fronteira de MS

    (Foto: Ilustrativa/Madu Livramento/Jornal Midiamax) Decisão impõe regras para campanhas eleitorais em Amambai e Paranhos O juiz Ricardo Adelino Suaid, da 1ª Zona Eleitoral de Amambai, proibiu a realização simultânea de carreatas, caminhadas e passeatas por partidos e candidatos concorrentes nos municípios de Amambai e Paranhos, na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A determinação consta na Portaria nº 10/2026, publicada na sexta-feira (4), e tem o objetivo de evitar conflitos entre grupos opositores e minimizar os impactos no trânsito, devido ao baixo efetivo da Polícia Militar na região. Pelas novas regras, os atos de campanha nas ruas terão duração máxima de quatro horas. Os partidos e as coligações devem comunicar a realização dos eventos à 3ª Companhia Independente de Polícia Militar com antecedência mínima de 24 horas. O direito de realizar o ato no dia e horário escolhidos será garantido ao grupo que formalizar o aviso primeiro. Após a notificação à polícia, os organizadores precisam enviar o comprovante de agendamento por e-mail ao Cartório Eleitoral. Uso de carros de som e trios elétricos A portaria estabelece normas estritas para a poluição Sonora. A circulação de carros de som e minitrios só é permitida durante o acompanhamento de carreatas, caminhadas, passeatas e comícios. O volume não pode ultrapassar 80 decibéis, medidos a sete metros de distância do veículo. Além disso, os aparelhos sonoros devem ser totalmente desligados quando passarem a uma distância inferior a 200 metros de: hospitais, casas de saúde e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento); escolas, bibliotecas públicas e igrejas em funcionamento; prédios dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; estabelecimentos militares. O uso de trios elétricos em movimento está totalmente proibido durante a campanha. O veículo só poderá ser utilizado de forma imóvel para sonorização de comícios. Caso o comício exija a montagem de um palanque, os partidos devem apresentar à Polícia Militar a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do responsável pela estrutura e pelas instalações elétricas. Bandeiras e fiscalização A propaganda com bandeiras móveis nas calçadas está permitida, mas os materiais não podem atrapalhar o trânsito de veículos, a passagem de pedestres ou obstruir pisos táteis e rampas de acesso. A portaria proíbe a colocação de bandeiras a menos de 30 metros das esquinas e a permanência de cabos eleitorais sobre as faixas de pedestres. Para facilitar a fiscalização, as campanhas são obrigadas a fornecer à Justiça Eleitoral um número de telefone com WhatsApp de um “coordenador de propagandas”. Este representante deve estar disponível 24 horas por dia para receber notificações e advertências dos fiscais eleitorais. O documento também veda expressamente a realização de qualquer tipo de propaganda eleitoral em território do Paraguai, país que faz divisa com Paranhos, devido à impossibilidade de o Estado brasileiro exercer poder de polícia e fiscalização no local. Fonte: Midiamax

  • Batida em poste pode gerar multa de R$ 10 mil a motoristas em Mato Grosso do Sul

    Poste ficou pendurado. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax) Somente nos oito primeiros meses de 2026, mais de 70 acidentes com postes foram registrados no Estado Acidentes de trânsito envolvendo carros, motos e caminhonetes contra postes de energia elétrica podem gerar multas de R$ 10,5 mil para condutores, segundo a concessionária de energia que comanda os serviços em Mato Grosso do Sul. Nos oito primeiros meses de 2026, 75 batidas contra postes foram registradas no Estado, dezenas delas em Campo Grande. Dados na Energisa mostram que o problema é recorrente. Em 2025, por exemplo, de janeiro a agosto, foram registradas 66 ocorrências de batidas de veículos em postes, afetando 31.216 famílias. Já em 2026, de janeiro a agosto, foram contabilizadas 75 ocorrências, afetando 41.749 moradores. O número de incidentes desse tipo equivale a nove batidas a mais no mesmo período entre os dois anos. Eletrodomésticos afetados Além da degradação na estrutura dos postes em 2026, mais de 5 mil casas tiveram o serviço interrompido devido aos acidentes. Em casos como esses, muitos clientes chegam a ter eletrodomésticos danificados, sofrem oscilações devido ao pico de tensão ou enfrentam falhas no fornecimento. O advogado Leandro Provenzano explica que tanto o prejuízo da troca de poste como o ressarcimento dos aparelhos afetados pelos moradores da região são de responsabilidade dos próprios condutores que provocam os sinistros de trânsito. Assim, o morador deve procurar a concessionária para ser ressarcido e a Energisa, por sua vez, deve acionar o condutor para ser reembolsada. “E é claro que a concessionária também vai poder buscar ser ressarcida desses eventuais prejuízos acionando o real causador do acidente. Então, dessa forma, a concessionária também não vai ficar com prejuízo”, orienta Leandro. Acidentes com postes chamam atenção Em 25 de janeiro, um Toyota atingiu um poste na Rua Zákia Nahas Siufi, na Vila Sobrinho, e depois bateu contra o muro de uma residência. O poste caiu e deixou parte do bairro sem energia. A Energisa informou na época que o fornecimento começou a ser normalizado pouco depois e que a substituição da estrutura foi concluída durante a madrugada. Em 23 de fevereiro, um motorista de 42 anos perdeu o controle de um Cherry QQ e bateu contra um poste na Avenida Afonso Pena, próximo à Avenida Presidente Ernesto Geisel. O impacto foi tão forte que o volante do veículo chegou a quebrar. Na ocasião, o condutor sofreu ferimento na cabeça e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. No dia 1º de maio, um BYD Dolphin Mini atingiu um poste no cruzamento das ruas Rio de Janeiro e Francisco José Abrão, no Coronel Antonino. A base de concreto da estrutura se rompeu, mas o poste permaneceu de pé, levemente inclinado. Não houve registro de feridos. Em 4 de maio, uma S10 perdeu o freio na região central e o motorista jogou o veículo para a calçada para evitar atingir outros carros e pedestres. A caminhonete bateu contra um poste na Rua José Antônio. A estrutura teve a base danificada e precisou ser substituída, com previsão de interrupção no fornecimento para imóveis da região. Mais acidentes No dia 6 de junho, outro acidente aconteceu na Avenida Wilson Paes de Barros, no Nova Campo Grande. Um motorista de 34 anos perdeu o controle de um Voyage e atingiu um poste. Ele estava sozinho no carro, ficou ferido e foi levado para a Santa Casa. Já em 10 de julho, uma Dodge Ram bateu contra um poste no cruzamento da Avenida Rita Vieira de Andrade com a Rua Luís Coutinho de Alencar, na região do Vilas Boas. A estrutura ficou pendurada pelos fios e o acidente deixou cerca de duas quadras sem energia. O motorista abandonou o veículo e não foi localizado naquele momento. Em 9 de agosto, um Corsa Classic bateu contra um poste na Avenida Tamandaré. O condutor deixou o local, e o veículo ficou abandonado no meio da avenida. A colisão provocou interrupção no fornecimento de energia, e o poste precisou ser substituído. O caso mais recente ocorreu em 30 de agosto, quando um VW Nivus perdeu o controle e derrubou um poste na Avenida Senador Antônio Mendes Canale, no bairro Pioneiros. A estrutura caiu sobre o veículo, e moradores da região ficaram sem energia. Um morador relatou preocupação com alimentos que poderiam estragar na geladeira e com a impossibilidade de utilizar ventilador e ar-condicionado durante o calor. O que fazer após bater em um poste? Acionada pelo Jornal Midiamax, a Energisa alerta para que, em uma colisão, o motorista e os passageiros não tentem sair do veículo nem tocar nas partes metálicas, já que a estrutura e os cabos podem estar energizados. Se tiver risco de incêndio, a orientação é abrir a porta e saltar com os dois pés juntos, sem tocar simultaneamente no carro e no chão, e se afastar com pequenos passos, mantendo os pés juntos. Já em casos de postes caídos ou cabos rompidos, a orientação é manter distância e acionar o CBM-MS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), pelo 193; o Samu, pelo 192; e a Energisa, pelo (67) 9 9980-0698. Fonte: Midiamax

  • MS tem menor custo para produzir soja, mas logística limita ganhos

    Solo sendo preparado para a próxima safra de soja em MS - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado Estudo inédito da Aegro Insights mostra que Estado teve o menor custo operacional entre sete grandes produtores, mas recebeu o segundo menor preço pela saca na safra 2025/2026 Mato Grosso do Sul conseguiu produzir soja com o menor custo operacional entre sete dos principais estados produtores do País, mas a vantagem dentro da porteira é parcialmente reduzida pela logística. É o que revela estudo inédito da Aegro Insights, que analisou custos, produtividade, preços e rentabilidade da oleaginosa na safra 2025/2026. Enquanto o custo operacional efetivo (COE) médio ficou em R$ 4.772 por hectare em MS, o Estado registrou o segundo menor preço médio recebido pela saca, de R$ 113,32, entre os produtores analisados. Apenas Mato Grosso teve remuneração menor, de R$ 103,87 por saca. O levantamento comparou as realidades de Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. A análise foi feita a partir de milhares de notas fiscais emitidas nas unidades da Federação, posteriormente anonimizadas, além de dados de produção e comercialização. O resultado evidencia uma das principais dificuldades da atividade agrícola sul-mato-grossense, o produtor consegue ser eficiente no controle do custo de produção, mas encontra dificuldades para transformar essa eficiência em maior remuneração. “Mato Grosso do Sul foi o mais eficiente e produziu a soja mais barata do Centro-Sul do Brasil. O produtor rural do Estado teve várias quebras de safra e, por falta de capital, é um produtor com perfil mais resiliente que otimizou os custos operacionais”, avalia o engenheiro-agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de Inteligência de Mercado da Aegro e responsável pela pesquisa. LOGÍSTICA A posição geográfica de Mato Grosso do Sul é um dos fatores que limitam a competitividade alcançada pelo produtor dentro da propriedade. A distância dos principais portos brasileiros encarece tanto a aquisição dos insumos quanto o transporte da produção até os mercados consumidores e de exportação. “Em MS, estado que está mais longe dos portos, todos os insumos chegam mais caros e o custo para escoar o grão também é maior. Então, o produtor sul-mato-grossense lida com a desvantagem logística”, explica Bergamin. A diferença aparece inclusive na relação entre o preço da soja e o custo dos fertilizantes. Entre janeiro e 11 de agosto deste ano, uma tonelada de cloreto de potássio (KCl) representou o equivalente a 25,7 sacas de soja em Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, foram necessárias 20,1 sacas. Na outra ponta da cadeia, a produção também precisa percorrer longas distâncias até os portos. Esse cenário faz com que parte da eficiência obtida na lavoura seja consumida pelos custos de transporte. A diferença de remuneração também é significativa. Enquanto o produtor sul-mato-grossense recebeu, em média, R$ 113,32 por saca, no Rio Grande do Sul, o valor chegou a R$ 123,81, diferença de R$ 10,49 por saca. O levantamento mostra, porém, que os produtores mais rentáveis de Mato Grosso do Sul não foram necessariamente aqueles que simplesmente gastaram menos. O diferencial esteve na capacidade de negociar melhor os insumos sem comprometer o manejo da lavoura. Entre as propriedades que apresentaram os maiores índices de rentabilidade, o desembolso com fungicidas foi 9,6% superior à média estadual. Foi o único item em que os produtores mais rentáveis gastaram acima da média. A economia ocorreu principalmente em fertilizantes, diesel e juros. O resultado demonstra que a redução indiscriminada dos gastos pode comprometer a produtividade e, consequentemente, a margem de lucro. Para os produtores mais eficientes, a estratégia foi buscar melhores preços sem abrir mão de investimentos considerados necessários para proteger a lavoura. “Em MS, em relação à mediana de resultados de todas as fazendas pesquisadas no Estado, o produtor que mais lucrou não cortou insumos. Ou seja, não economizou no manejo da ferrugem asiática, por exemplo. Mas buscar cotações e comparar bem os insumos não é sorte, é competência. O produtor rural que compra bem tem consistência em todas as suas compras para ter mais eficiência”, afirma Bergamin. As diferenças de negociação podem representar valores expressivos. A cada R$ 100 mil gastos com fungicidas, a diferença chegou a R$ 26,7 mil. Nos inseticidas, alcançou R$ 22 mil, enquanto nos herbicidas chegou a R$ 18,4 mil. Em uma propriedade de mil hectares, a diferença acumulada nas negociações pode representar uma economia equivalente a até 2,4 sacas por hectare. PRODUTIVIDADE A eficiência de custos foi acompanhada por um desempenho expressivo em produtividade. Na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul alcançou 62,8 sacas de soja por hectare, o melhor resultado da série histórica analisada e o maior dos últimos sete anos. Mesmo assim, o desempenho não é uniforme em todo o Estado. No norte, a produtividade média chegou a 69,2 sacas por hectare, enquanto no sul ficou em 52,2 sacas. A diferença reflete condições distintas de solo e, principalmente, de distribuição das chuvas. O custo operacional também variou entre as regiões. No norte, ficou em R$ 5.415 por hectare, contra R$ 4.086 no sul. Quando o custo é calculado por saca produzida, entretanto, a distância diminui: foram R$ 81,37 por saca no norte e R$ 84,42 por saca no sul. A maior produtividade do norte também exige um volume maior de produção para que o produtor alcance o ponto de equilíbrio. Segundo o levantamento, são necessárias 44,3 sacas por hectare na região, contra 34,7 sacas no sul. “Existem diferentes realidades dentro de Mato Grosso do Sul, com grande variação de tipos de solos e de regimes de chuvas entre o norte e o sul do Estado. Essas realidades diferentes se mostram nos números. Existe uma discrepância significativa nos dados de custo de produção e de produtividade, principalmente, porque no sul houve falta de chuvas e essa também é uma região que teve muitos casos de recuperação judicial”, diz Bergamin. CLIMA Depois de alcançar o menor custo de produção entre os estados analisados, o desafio para Mato Grosso do Sul na próxima safra será manter essa eficiência diante de um cenário climático mais incerto. A influência do El Niño aumenta o risco de irregularidade das chuvas e pode elevar a possibilidade de perdas em momentos críticos do desenvolvimento da soja. A preocupação é maior no norte do Estado, segundo a avaliação do especialista. “Agora, um ponto de atenção é que estamos num ano com o fenômeno El Niño. O risco de ter irregularidades de chuvas e quebra de safra em MS é mais alto. O norte do Estado é a área que tem maior probabilidade de sofrer com estiagem em um momento-chave da cultura”, alerta. Para Bergamin, o cenário exige cautela na gestão dos recursos, mas não significa que o produtor deva reduzir os investimentos na lavoura. “O clima é o que pode impedir o produtor de evoluir mais na safra 2026/2027. É preciso avaliar a fertilidade do solo, calcular investimentos com cautela e manter o custo operacional porque o risco é mais elevado em ano de El Niño. Mas a lavoura precisa de água e, se o produtor tiver capital próprio disponível para investir, pode ser uma boa alternativa adquirir sistemas de irrigação”, conclui. Fonte: Correio do Estado

  • Após restrições na 040, MS tem agora cinco pontes

    Concessionária responsável pela MS-040 anunciou no sábado (5) veto à passagem de caminhões em duas pontes na MS-040 Motoristas que estão nas estradas neste feriado preciam ficar atentos para evitar horas de espera ou desvios quilométricos Motoristas que estão nas estradas de Mato Grosso do Sul neste feriado de 7 de Setembro precisam planejar com atenção seus percursos porque obras de reparo estão restringindo ou até impedindo o tráfego em pelo menos cinco pontes em duas rodovias estaduais e duas federais. A interdição mais recente começou neste sábado e impede que caminhões trafeguem pela MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, na altura dos quilômetros 205 e 223, onde a concessionária Caminhos da Celulose anunciou a reforma das duas pontes. Mas, como não existe rota alternativa, o tráfego de caminhões está praticamente suspenso na rodovia e a concessionária não informou até quando devem se estender estes trabalhos. Carros de passeio conseguem passar no sistema de pare-siga. A alternativa para os caminhoneiros chegarem da região de Campo Grande a Bataguassu e à divisa com São Paulo é pela BR-267. Para isso, o percurso precisa ser alterado já a partir de Campo Grande, passando pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e depois acessar a BR-267. No sentido contrário, a BR-267 também é única alternativa para quem chega a Mato Grosso do Sul pela ponte Hélio Serejo e tem Campo Grande como destino. Outra importante ponte que está com restrições de tráfego é na BR-163. Com 3,6 quilômetros, a ponte Ayrton Sena, sobre o Rio Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra (PR), está em reformas desde o dia 13 de julho. Durante as duas primeiras semanas os trabalhos foram realizados no período diurno, com sistema de pare-siga. Porém, para tentar acabar com os grandes congestionamentos, a partir do dia 27 de julho os trabalhos ocorrem somente à noite. Por conta disso, existe interdição total do tráfego entre 20 horas (MS) e 04 da madrugada (MS), com janela de liberação entre 22h30 à 23h30 (MS). Pela ponte, que é a principal ligação de Mato Grosso do Sul com o Paraná, passam, em média, oito mil veículos por dia, mas a previsão da concessionária Via Campo é de aumento da ordem de 36% neste dia 7 de setembro. O maior movimento, porém, está previsto para o período das 15:00 e 17:00 horas desta segunda-feira (7). A previsão inicial era de que os trabalhos na Ayrton Senna seriam concluídos no final de outubro, mas com a alteração no horário dos trabalhos, a concessionária não informou se este prazo sofreu mudanças. Também com fluxo intenso, a BR-262, próximo a Corumbá, é outra rodovia que está com restrições de tráfego por conta das reformas da ponte sobre o Rio Paraguai, iniciadas em junho e que devem se estender até o fim do primeiro trimestre do próximo ano. Neste local, a 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, o tráfego funciona em sistema de pare-siga durante 24 horas por dia. O principal fluxo é de caminhões que levam minérios até o porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, na margem esquerda do Rio Paraguai. São pelo menos 600 carretas diariamente passando pela estrutura. Mas, o tráfego de veículos de passeio também é intenso, pois a rodovia é a única ligação asfaltada entre Corumbá e Ladário, cidades que somam em torno de 120 mil habitantes, com o restante do Estado. Nos últimos três finais de semana de agosto o tráfego chegou a sofre interdição total durante 19 horas consecutivas e até o fim das obras, orçadas em R$ 11,7 milhões, devem ocorrer outras, que ainda não foram anunciadas pela Agesul. E, para aumentar a preocupação, na última segunda-feira (31), uma embarcação com minérios atingiu um dos pilares e até agora não foi divulgado laudo oficial sobre possíveis danos. Mas, um Boletim de Ocorrência registrado naquela data informou que a segurança da ponte foi comprometida. A quinta ponte em obras, e que está com restrições de tráfego total para caminhões, está localizada na MS-345, rodovia que dá acesso a Bonito. Os trabalhos da chamada “ponte-gangorra”, que vão consumir pelo menos R$ 4 milhões, começaram em fevereiro e carros de passeio precisam respeitar o sistema de pare-siga. Sobre o Rio Miranda, a ponte foi construída em 1967 no distrito de Águas do Mirante, na divisa entre Anastácio e Bonito. Após a pavimentação da MS-345, concluída em 2024, que encurtou em 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, o fluxo disparou e a estrutura literalmente virava uma gangorra quando caminhões passavam pelas extremidades. A previsão é de que a reforma acabe somente em janeiro do próximo ano. QUEDAS Além das cinco pontes com restrições em rodovias de alto fluxo, nas últimas semanas ocorreram também duas quedas de estruturas em estradas secundárias no Estado. No caso mais grave, no dia 13 de agosto, o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após a ponte de concreto sobre o Rio Taquari ruir e seu caminhão despencar na água. A estrutura colapsada está na MS-168, no Pantanal de Corumbá. As obras de reforma nem mesmo começaram. Outra queda aconteceu três dias antes, na MS-455, que liga Campo Grande ao município de Sidrolândia, pela região da Gameleira. A estrutura de madeira não suportou o peso de uma carreta e desabou. Até agora o tráfego na estrada sem asfalto segue interditado. Fonte: Correio do Estado

  • Viciados em apostas on-line vão à Justiça para recuperar milhões em MS

    Vício em apostas tem aumentado no Brasil e em Mato Grosso do Sul - Marcelo Victor Levantamento do Correio do Estado em 11 processos mostra que apostadores com ludopatia movimentaram mais de R$ 22 milhões nas bets Levantamento feito pelo Correio do Estado em apenas 11 processos judiciais, nos quais vítimas que alegam sofrer de ludopatia (vício em apostas) movem ações contra quatro plataformas — Betano, Blaze, Superbet e Bet365 —, indica que elas perderam R$ 1,7 milhão do dinheiro que investiram e movimentaram mais de R$ 22,7 milhões dentro dos sistemas das plataformas. A análise consolidada e detalhada dos 11 processos revela a magnitude de uma verdadeira engrenagem de esvaziamento patrimonial estruturada em ambiente digital. No topo dessa pirâmide de perdas, o indicador mais alarmante é o prejuízo real bancário consolidado das vítimas: uma perda líquida e definitiva de R$ 1.733.220,00, que evaporou diretamente das contas correntes e faturas de cartão de crédito dos apostadores. Esse valor representa o dinheiro de subsistência de famílias inteiras, economias de décadas e recursos obtidos por meio de empréstimos bancários desesperados. Para além disso, é necessário compreender o mecanismo de dependência clínica que perpetua essa ruína. É preciso olhar para o turnover, nome dado ao volume de giro no sistema. Juntos, os 11 apostadores movimentaram a assustadora cifra de R$ 22.753.074,12 nas plataformas. A disparidade monumental entre o prejuízo líquido de bolso e o giro contábil do sistema ilustra com precisão o fenômeno da “reciclagem de capital”, sintoma clássico da ludopatia. Sob o efeito do sistema de recompensa do cérebro (sequestro dopaminérgico), o doente perde a capacidade de reter seus ganhos transitórios. Cada prêmio obtido não retorna para a conta bancária do indivíduo; ele é reinserido de forma compulsiva e intradiária em novas e maiores jogadas, girando infinitamente na máquina até sua progressiva exaustão. A circulação frenética de recursos financeiros foi alimentada por uma soma maciça de depósitos realizados via Pix, que totalizaram R$ 4.754.178,22. Do outro lado da balança, os saques e retornos efetivos para as contas bancárias dos usuários somaram bem menos: apenas R$ 3.020.958,22. A diferença de caixa negativa entre as entradas e as saídas indica, segundo alegações de alguns dos advogados das vítimas nos processos, que a atividade de quota fixa, quando operada diante de consumidores em estado de vulnerabilidade psíquica grave, atua como um dreno unidirecional de patrimônio. Os casos O primeiro caso mostrado pelo Correio do Estado, na série de reportagens que vem sendo feita ao longo da semana, é o de um funcionário estável de uma empresa pública. Operando exclusivamente em uma única operadora de apostas, a Betano, ao longo de três anos, ele movimentou R$ 9.508.050,93 em depósitos de sistema e R$ 8.792.271,85 em saques contábeis, amargando uma perda contábil em plataforma de R$ 715.779,08. O giro bruto de suas apostas esportivas alcançou R$ 6.161.140,91, registrando mais de 1.992 operações. Na sua conta bancária real, a devastação é expressa de forma definitiva: os depósitos via Pix totalizaram R$ 1.337.387,75, contra saques de R$ 740.375,71, consolidando um prejuízo real líquido bancário de R$ 597.012,04. Com uma remuneração líquida real em folha de apenas R$ 4,2 mil mensais, o funcionário público, que poderia estar recebendo R$ 12 mil por mês, recorreu a uma teia catastrófica de superendividamento para financiar o vício, acumulando faturas atrasadas e empréstimos consignados que geraram um relatório do Banco Central de 62 páginas. No auge do transtorno, ele contraiu um empréstimo com garantia de seu próprio imóvel de quase R$ 200 mil. A ação judicial requer a restituição integral das perdas com base no artigo 20 do CDC (período anterior a 2023, sob alegação de serviço impróprio de R$ 309.318,37) e na declaração de nulidade absoluta com base no artigo 26 da Lei nº 14.790/2023 (período posterior, somando R$ 287.693,67). Policial Militar O dever de manter a ordem e a segurança pública nas fronteiras do Estado não impediu que um policial militar perdesse o controle sobre sua própria vida ao ser capturado pelo ciclo obsessivo do jogo. A vítima, mostrada na semana passada pelo Correio do Estado, movimentou um volume bruto em apostas de R$ 4.653.098,89 nas modalidades esportivas e de cassino. Para um profissional com salário aproximado de R$ 5.000,00, a intensidade das operações revela a perda total da racionalidade: o parecer técnico documenta sessões de apostas ininterruptas de 24 horas, chegando a realizar 110 apostas em um único dia. Os depósitos reais efetuados em sua conta somaram R$ 922.373,69, contra saques de R$ 798.474,31. A partir do marco financeiro-comportamental da ludopatia, identificado em março de 2023, quando o volume operacional explodiu 15,3 vezes, os depósitos somaram R$ 907.156,59 e os saques, R$ 792.824,31, resultando em um prejuízo líquido incontroverso de R$ 114.332,28. A petição pleiteia a devolução do dano material de R$ 168.662,03. O impacto psicossocial foi severo, culminando em divórcio, afastamento laboral militar por 90 dias, internação psiquiátrica urgente e episódios graves de ideação suicida. Administradora de empresas A falha na prestação de serviço por parte das plataformas atinge contornos de negligência ativa no caso de uma administradora residente na capital. Previamente identificada pela Superbet com comportamento atípico, sua conta chegou a ser temporariamente suspensa por suspeita de compulsão. Contudo, em 3 de abril de 2025, a plataforma procedeu à reativação unilateral e indevida da conta, permitindo que a usuária vulnerável reentrasse em uma espiral destrutiva de perdas. A partir desse marco de reativação ilícita, a autora realizou depósitos bancários sucessivos, que atingiram a marca de R$ 1.499.131,15, enquanto os saques de retorno somaram R$ 943.588,00. O resultado contábil consolidado apurado pela auditoria técnica registrou um prejuízo real líquido de R$ 555.543,15 (com atualização monetária pelo IPCA pleiteada em R$ 561.919,39). Sem reservas financeiras e com a renda totalmente dilapidada, a administradora enfrenta agora processos de execução e severa desorganização econômica. Vendedor Reconhecido anteriormente como profissional produtivo e dedicado em uma loja de shopping na capital, um jovem vendedor comercial teve sua autonomia volitiva sequestrada após desenvolver ludopatia severa durante o isolamento da pandemia. Os extratos parciais da plataforma registram R$ 175.098,80 em depósitos reais via Pix e uma movimentação bruta contábil em cassino de R$ 525.010,69, com ganhos virtuais de R$ 484.490,24. O prejuízo parcial apurado em cassino foi de R$ 40.520,45, embora a família estime perdas históricas superiores a R$ 60.000,00. O colapso mental do trabalhador foi tamanho que ele passou a alienar bens móveis de sua residência, chegando a vender indevidamente uma máquina extratora de lavar sofás que pertencia a terceiros para obter liquidez imediata. O vício culminou na destruição de seu casamento e na necessidade de acolhimento de sua filha de apenas seis anos pelos avós. Fonte: Correio do Estado

  • Mendonça libera relatório sobre Moraes e Vorcaro para ser julgado no plenário do STF

    Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Victor Piemonte / STF Cabe a Fachin decidir se o caso será analisado pela Corte, quando ocorrerá o julgamento e se a sessão será aberta ou reservada O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para julgamento no plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Com a decisão, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir se o caso será levado ao plenário, quando isso poderá ocorrer e se a análise será realizada em sessão aberta ou reservada. Caso o processo seja pautado, os ministros poderão decidir se os elementos apresentados pela Polícia Federal justificam a abertura de uma investigação ou se as apurações relacionadas a Moraes devem ser arquivadas. Fachin deve aguardar antes as manifestações de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do Supremo deu prazo até sexta-feira (11) para a apresentação das informações. Na semana passada, Mendonça retirou o sigilo do material produzido pela Polícia Federal e encaminhou os documentos à Presidência do STF e à Procuradoria-Geral da República. A divulgação ampliou a crise interna na Corte. Depois disso, Moraes enviou a Fachin documentos nos quais apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto. Fonte: Jovem Pan

  • Crise no STF mistura ‘problemas reais’ com ‘interesses eleitorais’, diz Dino

    O ministro Flávio Dino - Wilton Junior/Estadão Conteúdo Ministro defendeu cautela em mudanças na Corte e afirmou que decisões monocráticas e duração de inquéritos devem ser tratadas com critérios legais O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (6) que o debate em torno da Corte tem misturado “problemas reais e graves” com interesses políticos e econômicos. “Atribui-se a Ésquilo a frase: ‘Na guerra, a primeira vítima é a verdade’. Tenho visto isso no atabalhoado debate sobre o Poder Judiciário”, escreveu. Segundo Dino, “problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais”. Ao tratar das críticas às decisões monocráticas, o ministro afirmou que esse tipo de decisão é necessário em um sistema de precedentes vinculantes. “Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar”, disse. Dino também comentou propostas para retirar do Supremo a jurisdição penal. “Se tira de lá, tem que colocar em algum lugar”, afirmou. Segundo ele, “só é possível mudar a competência constitucional do STF com reformas coerentes e planejadas”. O ministro abordou ainda as críticas à duração de inquéritos no Supremo. “Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis”, escreveu. Ao mesmo tempo, questionou a adoção de critérios políticos para encerrar investigações. “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?”, afirmou. Na sequência, perguntou: “E quem decide o que é ‘tramitação longa’? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”. Dino encerrou a publicação dizendo que “institucionalidade é um assunto muito sério para ser embaralhado com interesses eleitorais ou com mentiras” e citou o Evangelho de São João ao afirmar que o “diabo é o ‘pai da mentira’”. A manifestação ocorre em meio à crise aberta no STF após a divulgação de relatórios da Polícia Federal sobre o caso Banco Master e o confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, passou a conduzir o caso, pediu manifestações da Procuradoria-Geral da República e de Mendonça e sinalizou que os desdobramentos podem ser analisados pelo plenário. Fonte: Jovem Pan

  • Fachin tenta conter crise no STF e deve levar embate entre Moraes e Mendonça ao plenário

    Edson Fachin, ministro do STF - Carlos Moura / SCO / STF Presidente da Corte pediu manifestações da PGR e de Mendonça e busca solução colegiada para acusações envolvendo o caso Banco Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tenta conter a crise aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e avalia levar ao plenário da Corte os questionamentos apresentados pelos dois magistrados nos últimos dias. O conflito ganhou força depois que Mendonça retirou o sigilo de documentos da Polícia Federal relacionados ao caso Banco Master. O material reuniu mensagens, encontros e outros elementos sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Dois dias depois, Moraes encaminhou a Fachin documentos nos quais afirmou haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto. Moraes também apontou possível quebra de imparcialidade, interferência na condução das investigações e favorecimento a determinados grupos políticos. Fachin assume condução da crise Diante do embate, Fachin abriu um procedimento separado para analisar o caso e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente parecer em cinco dias úteis sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento iniciado a partir das acusações de Moraes. Na sequência, Mendonça terá o mesmo prazo para se manifestar sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do caso. Fachin também retirou os documentos apresentados por Moraes do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, e determinou que o material fosse reunido em uma petição própria. Em discurso nesta semana, o presidente do STF afirmou que a Corte seguirá os procedimentos previstos na Constituição e na legislação. “Faremos o que é certo no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”, declarou. Segundo Fachin, a resposta institucional será “firme, proporcional e rigorosa”. Caso deve ir ao plenário Nos bastidores, uma das alternativas discutidas é levar os principais questionamentos ao plenário do Supremo, evitando que as decisões sobre a crise fiquem concentradas em um único ministro. Outra possibilidade é que Fachin assuma diretamente a condução do caso Banco Master ou fique responsável por um procedimento separado relacionado especificamente aos elementos que envolvem Moraes. As alternativas ainda dependem da definição da própria Corte. A PGR também passou a atuar diretamente no caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou a forma como determinadas diligências foram conduzidas sob a relatoria de Mendonça e defendeu que eventuais investigações envolvendo ministros do STF sejam submetidas à própria Corte. Com acusações e questionamentos dos dois lados, Fachin tenta agora estabelecer uma tramitação institucional para o caso e reduzir o confronto entre integrantes do Supremo. Fonte: Jovem Pan

  • Em discurso de 7 de Setembro, Lula defende soberania: ‘Não seremos colônia de ninguém’

    Presidente Lula em discurso do 7 de Setembro - Reprodução/X/@lulaoficial Em relação ao livre comércio, o presidente falou sobre a liberdade econômica do país de comprar e vender de quem quiser O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu em discurso de 7 de setembro, transmitido neste domingo (6), a soberania do Brasil. “Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”, disse o presidente. Lula também citou a reserva de terras raras e como o país tem a maior fonte de água doce do país. Ele também relembrou a descoberta de uma nova reserva de petróleo na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, e citou o Marco Legal dos Minerais Críticos, aprovado pelo Senado na quarta-feira (2). O presidente defendeu que esses recursos naturais são do povo brasileiro e agora poderão servir de desenvolvimento ao futuro da nação. “Estes recursos devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e gerando empregos de qualidade no Brasil. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, completou. Em relação ao livre comércio, o presidente reafirmou a liberdade econômica do país. “Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”. Sem citar diretamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, Lula falou que a população precisa ter mais tempo para si e para a família. Por fim, Lula disse que o Brasil tem “motivos de sobre do que se orgulhar” ao citar a Amazônia e a biodiversidade do país. “Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”. Fonte: Jovem Pan

  • REFORMA TRIBUTÁRIA E SIMPLES NACIONAL: A ESCOLHA QUE VAI ALÉM DA ALÍQUOTA

    Durante muitos anos, estar no Simples Nacional significou, para grande parte dos pequenos empresários, uma decisão relativamente confortável: reunir tributos em uma única guia, reduzir obrigações e manter uma rotina fiscal mais simples. Com a Reforma Tributária, o regime não será extinto, mas a lógica dessa escolha ficará mais complexa. A partir de 2027, as empresas optantes poderão continuar recolhendo a CBS e o IBS dentro do Simples Nacional ou escolher a apuração desses dois tributos pelo regime regular. Essa segunda alternativa passou a ser chamada, informalmente, de “Simples Híbrido”. Na prática, a empresa permanece no Simples para os demais tributos, mas CBS e IBS passam a ser calculados e recolhidos fora do DAS, conforme as regras gerais da nova tributação sobre o consumo. À primeira vista, pode parecer apenas uma escolha entre pagar “por dentro” ou “por fora”. Contudo, seus efeitos alcançam a formação do preço, a margem de lucro, o fluxo de caixa, a relação com fornecedores e até a competitividade da empresa perante seus clientes. No modelo tradicional, com CBS e IBS dentro do DAS, preserva-se maior simplicidade operacional. A empresa continua concentrando seus recolhimentos e tende a enfrentar menor complexidade na apuração. Por outro lado, o crédito transferido ao cliente empresarial ficará limitado ao valor desses tributos efetivamente recolhido por meio do Simples. No chamado modelo híbrido, a empresa passa a apurar CBS e IBS pela sistemática regular. Isso permite, em regra, aproveitar créditos sobre aquisições admitidas pela legislação e transferir ao cliente o crédito correspondente aos tributos incidentes na operação. Essa possibilidade pode ser especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas, sobretudo quando seus compradores consideram o crédito tributário como parte do custo da aquisição. É justamente nesse ponto que a Reforma muda a forma de enxergar o negócio. Já não basta observar apenas quanto a empresa vende. Será necessário compreender de quem ela compra, o que compra e para quem vende. Uma empresa que adquire mercadorias, insumos, energia, serviços e outros itens capazes de gerar créditos pode encontrar uma realidade diferente daquela vivida por um negócio cuja principal despesa é a folha de pagamento. Salários e encargos trabalhistas, embora representem parcela significativa dos custos de muitos prestadores de serviços, não geram créditos de CBS e IBS da mesma forma que determinadas aquisições empresariais. Por isso, clínicas, escolas, salões, escritórios e outras atividades intensivas em mão de obra podem sentir os efeitos da nova sistemática de maneira diferente do comércio ou da indústria. O perfil dos clientes também terá peso nessa escolha. Quando a venda é direcionada ao consumidor final, que não aproveita créditos, a simplicidade e o impacto no preço podem assumir maior relevância. Já nas relações entre empresas, o adquirente poderá comparar fornecedores não apenas pelo preço cobrado, mas também pelo crédito que a compra permite aproveitar. Em alguns setores, essa diferença poderá influenciar negociações, contratos e decisões de compra. Durante a transição, a atenção deverá ser ainda maior. A CBS substituirá o PIS e a Cofins, enquanto o IBS assumirá gradualmente o espaço hoje ocupado pelo ICMS e pelo ISS. Isso significa que, por alguns anos, as empresas conviverão com regras antigas e novas ao mesmo tempo. O ISS e o ICMS não desaparecerão de uma só vez: sua redução ocorrerá progressivamente até a implantação integral do novo sistema. Essa convivência exigirá cuidado com documentos fiscais, sistemas, cadastros de produtos e serviços, formação de preços e controle financeiro. Uma escolha aparentemente vantajosa quando analisada apenas pela alíquota pode apresentar resultado diferente quando considerados os créditos das compras, a folha de pagamento, a margem, o tipo de cliente e a posição da empresa na cadeia econômica. Não haverá uma resposta única para todos os optantes do Simples Nacional. Duas empresas com o mesmo faturamento e enquadradas no mesmo anexo poderão chegar a conclusões diferentes, porque compram de fornecedores distintos, possuem estruturas de custos diferentes e atendem públicos diferentes. O Simples continuará existindo, mas deixará de ser sinônimo de decisão automática. Na nova realidade tributária, conhecer a própria operação será tão importante quanto conhecer a legislação. Mais do que escolher uma forma de recolhimento, o empresário estará escolhendo como sua empresa participará da nova cadeia de créditos e como preservará seu preço, sua margem e sua competitividade. Patrick Xavier - Advogado OAB/MS 21.317

  • MP tenta reabrir ação de improbidade contra Flávio Kayatt por irregularidades

    Flávio Kayatt foi prefeito de Ponta Porã de 2005 a 2012. (Reprodução) Acusação busca a condenação por improbidade administrativa por irregularidades na gestão de Ponta Porã, entre 2009 e 2012 Recurso apresentado pelo Ministério Público pode anular decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que havia livrado o ex-prefeito de Ponta Porã e atual presidente do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), Flávio Kayatt, de uma ação por improbidade administrativa. As acusações do MP são de que Kayatt efetuou sucessivas contratações temporárias de profissionais da área da saúde sem realizar concurso público, durante o período de 2009 a 2012, quando administrou o município na fronteira. Dessa forma, o MP sustenta que ele promoveu a admissão direta de médicos por meio de vínculo precário, gerando pagamentos irregulares com recursos públicos. Assim, a ação busca responsabilizar tanto o ex-prefeito como o ex-secretário de Saúde por violação da Lei de Improbidade Administrativa. A defesa de Kayatt contestou, alegando a presunção da legalidade das medidas excepcionais e afirmando que os serviços foram efetivamente prestados. O TJMS havia entendido que o prazo punitivo de cinco anos começou a contar em agosto de 2012, quando o MP instaurou o inquérito civil inicial, o que tornava a ação — protocolada no fim de 2017 — intempestiva. Contudo, a acusação sustenta que o prazo legal só deveria ser computado após o término do mandato do ex-gestor, além de expor que o acórdão apreciou o mérito do recurso sem que quatro investigados tivessem sido integrados à relação processual. No recurso chamado ‘embargos de declaração’, o MP alega que quatro médicos investigados sequer foram citados na ação original, tornando nula a decisão que livrou Kayatt do processo. Agora, caso o TJ reconheça a falha na citação, o julgamento anterior será invalidado e o processo retornará às instâncias iniciais para que tudo comece novamente. A defesa de Kayatt, representada pelo advogado Vinícius Monteiro Paiva, emitiu nota sobre o recurso do MP. Confira na íntegra: “A ação civil pública se refere a supostas irregularidades na contratação de médicos pelo Município de Ponta Porã durante a gestão do então prefeito Flávio Kayatt. Após a análise dos fatos e das provas, a Justiça julgou improcedente a acusação de improbidade administrativa, decisão posteriormente confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Esse mesmo entendimento, inclusive, já foi adotado pelo Judiciário em outros processos envolvendo fatos semelhantes ocorridos no mesmo período. A questão atualmente levantada pelo Ministério Público, em Embargos de Declaração, é exclusivamente processual, relacionada à ausência de citação de alguns requeridos, e não representa reconhecimento de qualquer ato de improbidade. Ainda que essa alegação seja acolhida e o processo retorne à primeira instância para correção do procedimento, isso não altera, por si só, a conclusão de mérito já alcançada pelo Juízo de Ponta Porã, que afastou a existência de improbidade administrativa e foi confirmada pelo TJMS”. Kayatt é candidato único para presidência do TCE-MS Enquanto aguarda um desfecho sobre a ação de improbidade, Kayatt foi reeleito presidente do TCE-MS na quinta-feira (20). Em julho do ano passado, Kayatt também havia conseguido se livrar de processo que tramitava na própria Corte de Contas por irregularidades em contrato durante sua gestão, em 2011, como prefeito de Ponta Porã pelo PSDB — de 2005 a 2012. Inicialmente, a Corte de Contas havia proferido acórdão, em 2016, um ano antes de Kayatt ser nomeado conselheiro, declarando irregular a aditivação de contrato da Prefeitura de Ponta Porã com a agência de publicidade MV Comunicação e Planejamento. Com isso, a Corte havia determinado a devolução de R$ 44.976,62 aos cofres públicos, mais multas que somavam cerca de R$ 6,9 mil. O único valor pago por Kayatt foi em 2019, ao aderir a Refis do TCE para quitar parte de uma multa, de 100 Uferms, que equivalia a cerca de R$ 2,9 mil na época. O processo ocorreu em sessão virtual, ou seja, não foi levado ao plenário. Assim, por unanimidade, o TCE-MS, com exceção do próprio presidente, que é parte no processo, excluiu todas as condenações, livrou Kayatt das multas e da devolução e, por fim, arquivou o processo. Inclusive, o nome de Kayatt aparece na decisão como o presidente da sessão que o livrou de condenação administrativa. Fonte: Midiamax

  • Sargento da PM é preso com motos elétricas e produtos importados em Maracaju

    PM foi preso pela Polícia Militar Rodoviária. (Ilustrativa, PMMS) Militar seria morador de Campo Grande Um sargento da Polícia Militar, que seria morador de Campo Grande, foi preso por descaminho na noite de sábado, pela equipe da PMR (Polícia Militar Rodoviária), em Maracaju, após ser flagrado com seis motos elétricas e outros produtos importados. De acordo com o boletim de ocorrência, o 3º sargento da Polícia Militar e o filho estavam em uma minivan, um Chevrolet Spin, quando foram abordados pela PMR. No veículo, foram encontradas seis motos elétricas, produtos para pesca, dois perfumes e 24 pares de chinelos no estilo Crocs. Segundo os policiais, a quantidade de itens indicava a prática do crime de descaminho. O advogado acompanhava o policial, que foi levado para a delegacia da cidade. A reportagem entrou em contato, por e-mail, com a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) e com a assessoria da Polícia Militar, para obter informações sobre a investigação e eventuais penalidades administrativas. O advogado citado no registro policial também foi procurado. O espaço segue aberto para manifestação. Fonte: Midiamax

  • Mato Grosso do Sul registrou mais de 190 crianças e adolescentes desaparecidos em 2026

    (Foto: Leonardo de França| Ilustrativa) Número representa uma média de 5,5 desaparecimentos de crianças e adolescentes por semana no Estado Somente nos oito primeiros meses do ano, 191 crianças e adolescentes sumiram em Mato Grosso do Sul. Foram 25 crianças e 165 adolescentes que tiveram os nomes registrados no banco de busca da Polícia Civil do Estado por seus familiares. Os números são do portal Estatística Sigo, da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul). Do total, 52 dos casos de desaparecimento ocorreram em Campo Grande, sendo nove crianças e 43 adolescentes. Os outros 139 registros foram feitos em diferentes regiões dos 78 municípios do interior do Estado. Não há especificações sobre quais são as cidades exatas em que os boletins de ocorrência foram feitos. No entanto, 160 casos tiveram desfecho com localização, sendo alguns encontrados pela polícia e outros pelos próprios pais ou responsáveis. Em Campo Grande, foram encontradas 6 crianças e 32 adolescentes, somando 38 pessoas identificadas. As 122 pessoas resgatadas no interior são 14 crianças e 108 adolescentes. Apesar do percentual significativo de pessoas que tiveram o paradeiro descoberto, Mato Grosso do Sul ainda tem 31 crianças e adolescentes com rumo desconhecido. Cinco crianças e adolescentes por semana Os números registrados no sistema da Polícia Civil chamam a atenção, representando uma média de 5,5 desaparecimentos de crianças e adolescentes por semana em Mato Grosso do Sul, cerca de um registro a cada um dia e meio. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 ressalta que nem todos os desaparecimentos significam caso de sequestro ou crime em si. A legislação brasileira reúne na categoria de “sumiços” pessoas que perderam contato com a família por problemas de saúde mental, violência, abuso, conflitos familiares, acidentes, tráfico de pessoas, entre outros. Bebê sequestrada aos 28 dias de vida O tema vem à tona após o caso Ayla sensibilizar moradores de Campo Grande e de todo o Brasil, diante da cobertura dos veículos de imprensa. Ayla Emanuelly Pereira de Souza foi sequestrada aos 28 dias de vida. A autora do crime, Suzilaine da Graça Costa, presa por raptar a bebê Ayla Emanuelly, tentava encobrir uma gravidez falsa. Ela e o marido foram presos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, no dia 9 de agosto, depois que a mãe adolescente de 17 anos e a bebê de apenas 28 dias foram raptadas. O crime teria sido arquitetado pela autora por aproximadamente um mês. Conforme informações da Polícia Civil, a sequestradora havia mentido para a família que estava grávida. Depois, disse que tinha perdido o bebê e passado por uma curetagem por causa do suposto aborto espontâneo. A Polícia Civil afirmou que o procedimento não ocorreu e que a gravidez não foi confirmada. Amber Alert O Amber Alert é um programa de alerta criado para ajudar na localização de crianças e adolescentes vítimas de sequestro, que inclusive foi usado em Campo Grande para ajudar na captura de Ayla Emanuelly. No Brasil, o programa é utilizado em casos recentes que atendem a critérios específicos. Ao ser emitido, informações sobre a identidade da criança são divulgadas nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para perfis que estejam em um raio de até 160 km do local em que desapareceu. O cartaz contém dados básicos da ocorrência, além da foto da criança ou do adolescente desaparecido, e fica ativo por até 24h, podendo ser cancelado antes. O que fazer em caso de desaparecimento Assim que uma pessoa desaparece, um familiar precisa ir até a delegacia registrar um boletim de ocorrência, independentemente do tempo decorrido desde o desaparecimento. Na unidade, deve-se informar dados relevantes da suposta vítima, tais como: nome completo, rotina, locais onde poderia estar e eventual motivo de seu desaparecimento. Fonte: Midiamax

  • IA detecta incêndios em até cinco minutos e reforça estratégia de combate durante El Niño em MS

    El Niño pode intensificar incêndios em MS, mas IA atua como aliada no combate. (Divulgação, IHP) Embora o El Niño se intensifique em 2026, seu 'pico' deve ocorrer no verão de 2027 A formação e a intensificação do El Niño, anunciadas desde abril para este novo semestre, já começaram. Com pico previsto para o período entre a primavera e o verão, abrangendo os meses de setembro de 2026 a março de 2027, o fenômeno tem influenciado o clima desde agosto, intensificando características meteorológicas como o calor intenso, a baixa umidade relativa do ar e a irregularidade das chuvas. Conforme os modelos meteorológicos, a probabilidade de que o El Niño atinja as categorias ‘forte’ ou ‘muito forte’ é predominante, chegando a cerca de 90%. Esse percentual se distribui da seguinte forma: 42% de probabilidade de um El Niño forte e 48% de um El Niño muito forte. Se a previsão se confirmar, é possível que este seja o El Niño mais intenso registrado nas últimas décadas. Todo esse cenário acende um alerta para o aumento do risco de incêndios. Na área urbana, onde o acesso é mais fácil, as queimadas costumam ser controladas com maior rapidez, embora ainda possam evoluir para situações desafiadoras às equipes de combate. Mas, quando as chamas se alastram por áreas remotas, como proteger os biomas do fogo? Como garantir a preservação da fauna e da flora diante desse risco? Com o avanço das tecnologias, um sistema que caiu no gosto dos brasileiros nos últimos meses tem garantido mais agilidade e eficiência ao trabalho de quem atua na preservação desses biomas: a IA (inteligência artificial). Por meio de câmeras de monitoramento instaladas estrategicamente em áreas de difícil acesso, o sistema consegue identificar possíveis sinais de fumaça. As imagens captadas são analisadas pela inteligência artificial, que indica se o registro corresponde a um possível princípio de incêndio florestal, poeira ou névoa, por exemplo. Confirmado o foco de incêndio, as equipes se mobilizam e conseguem atuar rapidamente, reduzindo significativamente o risco de propagação descontrolada do fogo. Imagem capturada por câmeras de monitoramento do Sistema Pantera. (Divulgação, IHP) Sistema Pantera no Pantanal A primeira implantação de uma tecnologia como essa em Mato Grosso do Sul ocorreu por meio do Sistema Pantera, desenvolvido pela startup brasileira Um Grau e Meio, em 2022. O sistema, instalado ao longo da Serra do Amolar, em Corumbá, conta com cinco câmeras com potencial de monitoramento que ultrapassa o corredor de biodiversidade e alcança áreas de Mato Grosso e da Bolívia também. Ao todo, essa tecnologia monitora uma área de até 1 milhão de hectares para a prevenção de incêndios no norte da Cidade Branca, abrangendo locais remotos e sem acesso por estradas. O sistema funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Na região, ele está sob gestão do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), por meio do projeto Abrace o Pantanal. Após quatro anos de parceria e do enfrentamento da pior estiagem em mais de um século no Pantanal, em 2024, as equipes conseguem elencar, com facilidade, as vantagens que o sistema de monitoramento proporcionou ao longo dos períodos críticos de seca. Câmera de monitoramento instalada em Corumbá. (Divulgação, IHP) Diferenças entre IA e imagens de satélite Segundo o IHP, os desafios para manter o Pantanal conservado esbarram na logística e nas características das regiões remotas. Isso porque muitas áreas não possuem estradas, e alguns locais só podem ser acessados por rio ou por via aérea, exigindo deslocamentos de mais de sete horas. Além disso, são regiões onde o acesso à energia elétrica e à telefonia é bastante limitado, dificultando a atuação das equipes de combate. É justamente estes pontos que o Sistema Pantera busca facilitar. Segundo Igor Souza, analista de tecnologia do IHP, a principal vantagem da ferramenta é o tempo de detecção. Devido ao treinamento realizado com a IA, a identificação ocorre entre três e cinco minutos, ainda na fase inicial da ocorrência, quando há apenas um princípio de fogo. “Essa detecção acontece principalmente a partir da leitura do território e da identificação de fumaça. Quando um fogo é detectado nesse estágio, mitigar a situação é mais efetivo, com menos esforço, quando é possível acessar o local”, explica. Essa é a principal diferença em relação aos sistemas de detecção por satélite. Enquanto a inteligência artificial consegue identificar a fumaça, os satélites monitoram apenas os focos de calor, o que torna a detecção mais demorada. “Atualmente, o tempo de identificação de focos de calor via satélite só ocorre entre 6 e 8 horas depois que a ocorrência teve início. Dessa forma, o tempo de resposta acaba sendo maior e, em muitos casos, o fogo pode ter ganhado condições de ter se transformado em um incêndio. E, assim, é muito mais difícil o combate ou até mesmo impossível de ser realizado, dependendo das condições e do tamanho do incêndio”, acrescenta. Por meio do Sistema Pantera, as notificações são emitidas de forma automática e em tempo real sempre que há identificação de fumaça. Além disso, a plataforma permite o cruzamento de informações como temperatura, velocidade do vento, umidade relativa do ar e projeções sobre a direção de propagação do incêndio. Esse conjunto de dados é compartilhado com Prevfogo/Ibama, Polícia Militar Ambiental de MS, Bombeiros de MS e de Mato Grosso, Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Armada Boliviana e ONG Nativa, também da Bolívia, auxiliando na tomada de decisões e na resposta mais rápida das ocorrências. Câmera de monitoramento instalada em Corumbá. (Divulgação, IHP) Papel da IA na identificação de um incêndio Como qualquer ferramenta que utiliza inteligência artificial, o Sistema Pantera passa por treinamento constante para detectar sinais de fumaça de diferentes intensidades, tanto durante o dia quanto à noite. Além disso, a tecnologia é continuamente aperfeiçoada para diferenciar, com o passar do tempo, fumaça de poeira ou neblina, por exemplo. “As câmeras que fazem parte do sistema conseguem dar zoom, com raio de alcance de 30 km. Isso permite que cada câmera (e são cinco instaladas em antenas em diferentes pontos ao longo do Rio Paraguai e Rio São Lourenço, com altura máxima de mil metros) possa monitorar, aproximadamente, 280 mil hectares”, explica Igor. Além da detecção de incêndios, a tecnologia pode integrar outras funcionalidades, como a identificação geoespacial para o monitoramento da fauna. Impactos na fauna, flora e comunidade Com mais investimentos nas ações de combate, os principais beneficiados são a fauna, a flora e as comunidades que vivem nessas regiões. Segundo Igor, conseguir identificar focos de fogo ainda em seu estágio inicial resultou em uma redução significativa da área queimada na região da Serra do Amolar. Na comparação entre 2020 e 2023, por exemplo, a redução foi de 90%, resultado tanto do uso do Sistema Pantera quanto da combinação com outras ações de prevenção e combate. “No combate a incêndios, pensando de forma a mitigar danos para a flora e a fauna, bem como reduzir danos para a saúde de comunidades devido à fumaça, o sistema Pantera foi usado em conjunto com várias outras medidas, como o trabalho da brigada do IHP, a Brigada Alto Pantanal, as ações de educação ambiental na região da Serra do Amolar, o trabalho conjunto com Prevfogo/Ibama e os bombeiros. Identificamos que, entre 2020 e 2024, conseguimos alcançar o resultado de reduzir em cerca de 60% a área queimada na região da Serra do Amolar“, afirma. Ampliação do Sistema Pantera em Mato Grosso do Sul Em 2026, o uso do Sistema Pantera em Mato Grosso do Sul foi ampliado. O Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), e a Bracell aderiram ao projeto de monitoramento, com vigência de 10 anos, que agora está implementado no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana. A unidade de conservação abrange uma área de 76.852 hectares. Nessa região, a estrutura é composta por torres e centrais de monitoramento. Os equipamentos contam com câmeras Full HD de alta resolução, zoom óptico mínimo de 30x e giro contínuo de 360°, operando de forma autossuficiente em energia e com conectividade própria por meio de protocolo fechado de rádio ou internet. As imagens capturadas e os alertas gerados pela inteligência artificial são direcionados para salas de controle e monitoramento integradas, localizadas em Campo Grande, em funcionamento no COCB/Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) e no CPA (Centro de Proteção Ambiental). A operação é realizada por meio das plataformas Pantera WEB (detecção por satélite) e Pantera CIG (Central Integrada de Gestão, conectada diretamente às torres). Esse ecossistema permite o acompanhamento diário do índice de risco de incêndios, a modelagem matemática da propagação do fogo e a integração imediata com as brigadas e o Corpo de Bombeiros. “Agora, eu não preciso destacar um militar pra ficar monitorando essas câmeras. Automaticamente, quando é detectada alguma coisa que precisa de atenção, ela informa no aplicativo que a gente verifica mais pormenorizadamente a situação”, explica o major Eduardo Rachid Teixeira, subdiretor de Proteção Ambiental do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul). Sistema de monitoramento no Quartel do Comando-Geral do CBMMS. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Ninguém resolve incêndio florestal sozinho Além de devastarem a fauna e a vegetação nativa, os incêndios florestais exigem alto investimento público e uma grande mobilização de equipes. Com o uso de tecnologias que agilizam processos antes realizados apenas com força humana, a resposta às ocorrências tende a ser mais efetiva, especialmente em áreas de difícil acesso. “Qualquer deslocamento é muito custoso e muito demorado. Quando eu tenho essa informação antecipadamente e com o detalhamento que a câmera me permite obter, dar o zoom e verificar a situação imediatamente no local, eu consigo dimensionar melhor a minha resposta. Então, se eu preciso de uma equipe, eu vou mandar uma equipe. Se eu precisar de cinco, seis ou sete, vou mobilizar o recurso que for necessário para aquela situação, porque já tenho informações fidedignas do local”, explica o major. Além da tecnologia, o diálogo permanente com toda a comunidade é fundamental. Segundo o major, as parcerias com moradores, proprietários rurais e brigadas locais fortalecem as ações de combate aos incêndios no Estado, tornando a resposta mais rápida e eficiente. “Nós aprendemos, ao longo dos anos, que ninguém vai resolver incêndio florestal sozinho. Então, essas parcerias [com moradores da região] são importantíssimas para o desenvolvimento da segurança contra incêndios em todo o Estado. Nós temos os contatos dos fazendeiros da região, das brigadas, sejam as nossas bases avançadas ou as brigadas das fazendas formadas na região, que permitem uma verificação in loco mais próxima. Por exemplo, em vez de deslocar uma equipe de longe, eu posso simplesmente ligar para um proprietário rural que eu sei que tem uma brigada e verificar com ele se pode confirmar a ocorrência. Às vezes, é uma situação pequena que já é resolvida localmente, sem a necessidade do emprego massivo de outros meios”, acrescenta. Centro de controle do Corpo de Bombeiros. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Intensificação do El Niño já mobiliza equipes de combate Com o El Niño confirmado, as equipes se preparam para atuar no combate aos incêndios nos biomas de Mato Grosso do Sul, já que as previsões indicam condições climáticas desfavoráveis. Embora o cenário não seja o ideal, o major Teixeira acredita que a articulação entre os órgãos e a preparação antecipada das equipes permitirão alcançar resultados mais positivos em comparação com outros períodos críticos já enfrentados. “Nós podemos ter alguma redução na quantidade de chuvas e iniciar o ano numa condição de seca, e talvez ter a antecipação dessa temporada de incêndios que seria no segundo semestre, para acontecer logo no primeiro semestre de 2027”, explica. “Em uma situação muito pior, que foi o que aconteceu em 2024, os resultados obtidos pela prevenção ambiental e pelo combate aos incêndios já reduziram muito essa área queimada. Foi um resultado muito mais positivo, ainda que as condições climáticas iniciais fossem piores. A mesma situação pode acontecer agora, entre 2026 e 2027, quando teremos condições climáticas bastante desfavoráveis. Isso já é previsto, mas a articulação e a preparação das equipes responsáveis não só pela resposta, mas também pelo planejamento, monitoramento e fiscalização, já estão sendo muito mais enfatizadas. Hoje, esse trabalho é muito mais profissional do que naquela surpresa que todos tivemos em 2019 e 2020”, acrescenta. O major destaca que essa confiança quanto ao enfrentamento às queimadas de 2026 vem, em parte, da intensificação de investimentos em tecnologias, que passou a compor praticamente todas as etapas de prevenção e do combate aos incêndios florestais. “As tecnologias são diversas. O uso dos drones com câmeras térmicas para a identificação dos focos com precisão, ou mesmo de incêndios subterrâneos, com os quais nós temos bastante dificuldade de combate; as plataformas de monitoramento; o controle das equipes; os recursos empregados em cada ocorrência, tudo isso hoje é feito com o uso de tecnologias. Até expandindo um pouco, o próprio manejo integrado do fogo é uma tecnologia que pegou os conhecimentos tradicionais, trouxe para a academia e foi encorpada tecnicamente com dados, estatísticas e imagens de satélite, para que a gente voltasse para o campo hoje, para fazer o manejo integrado do fogo com educação ambiental, com consciência, com queima prescrita, queima controlada… tudo isso visando à preservação do meio ambiente.” Fonte: Midiamax

  • Justiça vê fraude milionária e trava venda de prédio histórico a Patrola

    Imóvel da Liga Árabe alvo da disputa judicial. (Reprodução) Caso que tramita na Justiça envolve denúncia de assinaturas falsificadas e 'desconto' milionário da sede da Liga Árabe O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) barrou a venda do prédio histórico da Liga Árabe Brasileira de Corumbá ao empreiteiro André Luiz dos Santos, o “Patrola”. A decisão confirma a liminar dada após ação movida por membros da própria associação, que acionaram o empreiteiro e a entidade na Justiça, denunciando suposto esquema com suspeita de fraude em assinaturas e um “desconto” milionário no valor do imóvel. Com a decisão da 4ª Câmara Cível, a escritura do imóvel não pode ser registrada, o prédio fica protegido contra qualquer tipo de demolição, e as contas bancárias da entidade continuam bloqueadas pela Justiça. O caso chegou à Justiça após sócios da entidade descobrirem que o prédio da sede estava sendo vendido por R$ 1,9 milhão. O problema é que o imóvel está avaliado entre R$ 4,2 milhões e R$ 4,4 milhões — ou seja, uma diferença de mais de R$ 2,5 milhões em relação ao valor de mercado. Segundo a petição inicial da ação, antes mesmo de o registro da venda do imóvel ser concluído, máquinas pesadas e tratores foram enviados ao local por volta das 4 horas da manhã de um domingo para dar início à demolição do prédio histórico. A manobra foi apontada pela defesa dos sócios como uma tentativa de “esvaziar o imóvel” e impedir qualquer reação da comunidade. Imagens juntadas ao processo mostram tratores na sede do imóvel. (Reprodução) Os membros da associação registraram boletins de ocorrência na época, afirmando que nunca chegaram a participar da reunião que aprovou a venda. Logo, denunciaram que tiveram assinaturas falsificadas na ata da suposta assembleia que teria aprovado a venda do imóvel. Eles ainda alegam que a diretoria que fechou o negócio seria formada por parentes do próprio administrador da associação. Consta nos autos que a defesa da diretoria da Liga Árabe tentou derrubar o bloqueio alegando que a venda do imóvel era necessária para pagar dívidas antigas de IPTU e reformar o local. A entidade argumentou ainda que o estatuto dava poderes para a diretoria vender o bem sem precisar da aprovação de todos os sócios e que o bloqueio das contas estava impedindo o pagamento dos impostos atrasados. No entanto, os desembargadores do TJMS não aceitaram os argumentos da diretoria e mantiveram a proibição da venda. O relator do caso, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, alertou para o risco de o prédio ser demolido e a história do local ser apagada antes que a Polícia e a Justiça terminem de apurar o caso. Empreiteiro André Luiz Santos, o Patrola. (Foto: Arquivo Midiamax) “A venda do imóvel e a possível demolição da sede histórica representariam um dano impossível de reparar para a associação e para a história da cidade”, destacou o magistrado em seu voto. Com a decisão, o prédio histórico segue protegido e os envolvidos terão que responder às acusações no processo principal. Nos autos do processo, a defesa de André Luiz dos Santos, o “Patrola”, afirmou atuar com boa-fé contratual e sustentou que está impedido de realizar os pagamentos do contrato diretamente à Liga Árabe devido ao bloqueio das contas bancárias determinado pela Justiça. Para demonstrar o compromisso com o negócio e evitar eventuais cobranças de juros ou acusações de inadimplência, os advogados do empresário pediram permissão para efetuar o depósito judicial das parcelas diretamente no processo, até que o impasse sobre a transação seja resolvido em definitivo. Rota do Patrola: empreiteiro comprou fazendas em Corumbá Reportagem publicada pelo Jornal Midiamax em 2023 revelou que Patrola teria adquirido diversas propriedades na região de Corumbá, justamente no entorno do tracejado da rodovia MS-228, a qual a empreiteira dele ganhou licitação para realizar obras. Conforme corretores de imóveis e fazendeiros da região disseram, na época, à reportagem, a ‘teoria’ é que o empreiteiro comprou as propriedades já sabendo da valorização dos imóveis com a implementação da rodovia. Estrada que segue para a Fazenda Três Marias: propriedade na rota das obras. (Arquivo, Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Condenado por corrupção No fim do ano passado, Patrola foi condenado em 1ª instância a cinco anos de reclusão por corrupção em processo sobre um suposto esquema de propina de mais de R$ 10 milhões, liderado por um ex-servidor de Campo Grande. O caso veio à tona em 2016. Além disso, o empreiteiro foi denunciado por corrupção no caso da Operação Cascalhos de Areia. No mês passado, o Gecoc deflagrou nova fase da operação, chamada Máquinas de Areia, que também tem o empreiteiro como alvo de desvios milionários em contratos públicos de obras em Três Lagoas. Outras duas empreiteiras ligadas a Patrola, a Engenex e a MS Brasil Comércio e Serviços, também foram alvos. Fonte: Midiamax

  • Ponte de 270 metros começa a tomar forma em ferrovia da Arauco

    Ponte ferroviária começa a tomar forma sobre o Córrego São Mateus (Foto: redes sociais/divulgação) Estrutura sobre o Córrego São Mateus faz parte do ramal que ligará fábrica de celulose à Malha Norte Ponte ferroviária de aproximadamente 270 metros começou a tomar forma sobre o Córrego São Mateus, em Inocência, a 331 quilômetros de Campo Grande. A obra integra o ramal que atenderá à fábrica de celulose da Arauco e está entre as maiores intervenções previstas no traçado. Os trabalhos envolvem fundações, pilares e o posicionamento de grandes vigas que darão sustentação à passagem dos trens sobre o curso d'água. A linha ligará diretamente o Projeto Sucuriú à Malha Norte, operada pela Rumo, permitindo que a celulose produzida em Inocência siga pelos trilhos até o Porto de Santos (SP) para exportação. Depois do avanço da terraplanagem, iniciada neste ano, obras de maior porte começam a aparecer ao longo do percurso. O projeto também prevê passagens inferiores e superiores, adequação de acessos, remanejamentos viários e pontos destinados à circulação da fauna. De uso exclusivo da Arauco, a linha é apresentada pela empresa como a primeira shortline do Brasil implantada após o novo marco regulatório do setor. O modelo consiste em uma ferrovia de menor extensão que conecta uma unidade produtiva a uma malha de maior alcance. A pedra fundamental foi lançada em fevereiro deste ano, quando foi anunciado investimento de aproximadamente R$ 2,4 bilhões no sistema, incluindo locomotivas e vagões. Da fábrica ao porto – A conexão ferroviária faz parte da estrutura logística do Projeto Sucuriú, que terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. O início das operações está previsto para 2027. Com acesso à Malha Norte, parte expressiva da produção poderá sair de Inocência de trem, reduzindo a necessidade de transporte de longa distância por caminhões. O Projeto Sucuriú recebe investimento de US$ 4,6 bilhões e está em implantação a cerca de 50 quilômetros da área urbana de Inocência. No pico da construção, a previsão é de mais de 14 mil postos de trabalho. Após a entrada em operação, cerca de 6 mil empregos devem estar ligados às atividades industrial, florestal e logística. (Com informações do site Perfil News). Fonte: Campo Grande News

  • Venda de carne bovina de MS cai 28% em agosto com recuo da China

    Carcaças de gado bovino penduradas em ganchos em uma câmara fria de um frigorífico (Foto: Canal Rural) Embarques ao país asiático despencaram 81% em valor; outros destinos ampliaram as compras As exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul perderam força em agosto, acompanhando o movimento registrado no País. Levantamento feito pelo Campo Grande News, com base nos dados do Comex Stat, mostra que o Estado embarcou 21,98 mil toneladas no mês, que renderam US$ 140,38 milhões. Em julho, foram 30,25 mil toneladas, avaliadas em US$ 195,76 milhões. Na passagem de julho para agosto, o volume exportado pelo Estado caiu 27,3%, enquanto o valor negociado recuou 28,3%. O levantamento considera carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas. A redução ficou concentrada nas vendas para a China. Os embarques sul-mato-grossenses destinados ao país asiático passaram de 11,29 mil toneladas em julho para 2,43 mil toneladas em agosto, queda de 78,4%. Em valor, o recuo foi ainda maior, de US$ 74,51 milhões para US$ 14,28 milhões, redução de 80,8%. Com isso, a participação chinesa nas exportações estaduais de carne bovina despencou. Em julho, a China respondeu por 38,1% do valor exportado por Mato Grosso do Sul. No mês seguinte, essa fatia caiu para 10,2%. Os números mostram que a retração não foi generalizada entre os compradores. Excluída a China, as vendas de carne bovina de Mato Grosso do Sul aos demais destinos cresceram 3,1% em volume e 4% em valor entre julho e agosto. O avanço, porém, não foi suficiente para compensar a perda no principal mercado. Movimento ocorre em meio à redução dos embarques brasileiros para a China após o avanço da cota anual de importação. O país asiático estabeleceu um limite de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas para a entrada de carne brasileira sem a cobrança de tarifa adicional de 55%. Em agosto, o governo chinês informou ao Brasil que 90% da cota já havia sido utilizada. No cenário nacional, as exportações brasileiras de carne bovina caíram 27,1% em volume e 19,7% em valor em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. Foram US$ 1,2 bilhão neste ano, ante US$ 1,5 bilhão no ano passado. Apesar da queda mensal, os dados estaduais não permitem concluir, sozinhos, que toda a retração de Mato Grosso do Sul tenha sido causada pela cota chinesa. O levantamento mostra, contudo, que a redução ficou justamente concentrada no mercado submetido à restrição, enquanto as vendas aos demais destinos aumentaram. Os dados foram extraídos pelo Campo Grande News da base do Comex Stat, mantida pelo MDIC. O levantamento considera carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas e utiliza Mato Grosso do Sul como origem do produto. Fonte: Campo Grande News

  • Três são condenados por importação ilegal de agrotóxico banido no Brasil

    Ao fundo, técnico manuseia embalagens de agrotóxicos (Foto: Osmar Veiga). Carga foi apreendida durante fiscalização na MS-164, próximo à fronteira com o Paraguai A 2ª Vara Federal de Ponta Porã condenou três homens por importação ilegal e transporte de 3.400 litros de Paraquat, herbicida com comercialização proibida no Brasil. De acordo com o processo, a carga foi apreendida durante fiscalização na MS-164, próximo à fronteira com o Paraguai. Os policiais localizaram dentro do caminhão o material armazenado em grandes reservatórios e galões, inicialmente apresentado como fertilizante agrícola. A carga era acompanhada por nota fiscal emitida em nome de uma empresa sediada em Ponta Porã. No entanto, surgiram suspeitas sobre a autenticidade do documento e sobre a verdadeira natureza do produto transportado. Auditoria técnica apontou inconsistências na documentação e características compatíveis com o herbicida Paraquat, cuja produção e comercialização são proibidas no Brasil. Posteriormente, laudos periciais confirmaram que se tratava da substância. Segundo a magistrada Amanda Duarte de Almeida Ferreira., os acusados integravam uma estrutura organizada voltada à importação e circulação de agrotóxicos proibidos. “A tipicidade, a materialidade e a autoria dos crimes de importação irregular de agrotóxico e de associação criminosa estão comprovadas além de qualquer dúvida razoável”. Ao analisar as provas, a juíza federal concluiu que havia divisão de funções entre os envolvidos, com atuação coordenada no transporte da carga, na utilização da estrutura empresarial usada como cobertura da operação e na emissão e envio da documentação considerada falsa. A sentença ressaltou, ainda, a gravidade da operação em razão do volume da carga e pelos riscos à saúde humana e ao meio ambiente, conforme o laudo de perícia criminal. Dois dos réus foram condenados pelos crimes de transporte irregular de agrotóxicos, associação criminosa e uso de documento particular falso. O terceiro acusado foi condenado pelos crimes de transporte irregular de agrotóxicos e associação criminosa. As penas vão de três anos e seis meses a quatro anos e seis meses de reclusão. Fonte: Campo Grande News

  • Moraes diz que Mendonça direcionou investigações contra ele e Alcolumbre

    Anteriormente, Mendonça já havia imposto restrições à Loterj, proibindo a exploração de loterias e jogos eletrônicos fora do território fluminense - Rosinei Coutinho / STF Ministro afirma que houve tentativa de atingir os dois por “motivos pessoais e políticos” O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que André Mendonça direcionou investigações contra ele e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Fez a alegação em decisão publicada nesta nesta quinta-feira (3), em que pede investigação contra o colega de Supremo André Mendonça ao presidente da Corte, Edson Fachin. Moraes cita “direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos”. Ao tratar do próprio caso, Moraes afirma que houve “tentativa de incriminação do Ministro Alexandre de Moraes” e diz que Mendonça demonstrou interesse na abertura de uma investigação formal contra ele. Segundo a decisão, o ministro teria pedido mais de uma vez que a equipe de investigação apresentasse uma provocação para permitir o avanço da apuração. Sobre Alcolumbre, Moraes cita relatório da Polícia Federal que aponta direcionamento da investigação “agora pretendendo atingir o Senador Davi Alcolumbre, Presidente do Senado Federal”. O documento levanta a hipótese de motivações políticas relacionadas à atuação do senador no comando da Casa. O envio a Fachin não representa a abertura automática de uma investigação contra Mendonça. Caberá ao presidente do Supremo avaliar quais providências serão adotadas. Os relatórios foram encaminhados pela PF depois de Moraes determinar, no âmbito do inquérito das fake news, que a corporação enviasse documentos de inteligência que mencionassem integrantes do STF. O material cita, além de Moraes, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. O que dizem os relatórios Os documentos da PF reproduzidos na decisão apontam três principais grupos de suspeitas envolvendo Mendonça. O primeiro é uma suposta interferência na condução das investigações. Segundo os relatórios, Mendonça teria avançado sobre atribuições próprias da Polícia Federal, solicitado acesso antecipado a dados brutos e adotado medidas que poderiam comprometer a cadeia de custódia das provas. A PF afirma que, em determinadas situações, o “resultado prático” das ordens teria sido a atuação do próprio julgador como investigador. Os documentos também registram questionamentos de Mendonça sobre a escolha de alvos e sobre quais medidas cautelares deveriam ser solicitadas. O segundo ponto envolve tratativas de colaboração premiada. Segundo o relatório, Mendonça teria participado de discussões sobre negociações nas operações Sem Desconto e Compliance Zero, perguntando sobre o andamento e o conteúdo apresentado por possíveis colaboradores. A legislação impede a participação do juiz nas negociações para a formalização de acordos de delação. O terceiro eixo trata de um suposto direcionamento de investigações. De acordo com a PF, Mendonça teria demonstrado interesse em aprofundar apurações contra Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O relatório sustenta que o ministro teria adotado tratamentos diferentes para autoridades em situações semelhantes e atribui a essa atuação possíveis motivações pessoais e políticas. No caso de Moraes, os documentos afirmam que Mendonça pediu mais de uma vez que a equipe apresentasse alguma provocação que permitisse o início de uma investigação formal contra o colega de Corte. Caso Master A decisão ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes do Supremo e da Polícia Federal sobre a condução do caso Banco Master. Mendonça é relator do procedimento no qual a PF apresentou elementos encontrados no celular de Daniel Vorcaro. O material reúne mensagens, encontros e contratos relacionados a integrantes do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes. A PF recebeu de Mendonça uma determinação para identificar integrantes de uma suposta “rede de influência e monitoramento” ligada ao banqueiro. O relatório produzido tem 218 páginas, das quais quase 190 analisam elementos relacionados a Moraes. A própria forma como essa investigação avançou passou a ser questionada. Nesta semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Mendonça extrapolou suas atribuições ao determinar o aprofundamento da apuração sobre Moraes e defendeu a nulidade da ordem e dos elementos produzidos a partir dela. Mendonça, por outro lado, afirmou que os novos elementos relacionados ao caso Master devem ser analisados pelo plenário do STF e defendeu que a discussão ocorra de maneira pública e presencial. Agora, os relatórios internos da própria Polícia Federal colocam também a atuação de Mendonça sob questionamento. Na decisão desta quinta-feira, Moraes encaminhou o material a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Fonte: Jovem Pan

  • Moraes diz que Mendonça ameaçou afastar diretor da PF e tornar Gonet testemunha

    Alexandre de Moraes envia documento sobre Chiquinho Brazão - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Decisão afirma que ministro questionou a confiança em Andrei Rodrigues e no procurador-geral da República Alexandre de Moraes afirmou que André Mendonça manifestou intenção de afastar do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e de transformar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em testemunha. Fez a alegação em decisão publicada nesta nesta quinta-feira (3), em que pede investigação contra o colega de Supremo André Mendonça ao presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo Moraes, Mendonça “manifestou sua vontade em afastar do exercício de suas funções” o diretor-geral da PF, “ameaçando-o de afastamento cautelar”, e o procurador-geral, “ameaçando transformar o titular da ação penal em testemunha”. O relatório da PF citado na decisão afirma que Mendonça teria dito, em reuniões, que Andrei mantinha “proximidade inadequada com o Presidente da República” e que, por isso, não seria possível confiar nele. O próprio documento registra que, até aquele momento, o ministro não havia apontado fato concreto de atuação irregular do diretor-geral. Em relação a Gonet, o relatório afirma que Mendonça considerava que a proximidade do procurador-geral com Gilmar Mendes o tornaria “indigno de confiança” e teria cogitado arrolá-lo como testemunha. O envio a Fachin não representa a abertura automática de uma investigação contra Mendonça. Caberá ao presidente do Supremo avaliar quais providências serão adotadas. Os relatórios foram encaminhados pela PF depois de Moraes determinar, no âmbito do inquérito das fake news, que a corporação enviasse documentos de inteligência que mencionassem integrantes do STF. O material cita, além de Moraes, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. O que dizem os relatórios Os documentos da PF reproduzidos na decisão apontam três principais grupos de suspeitas envolvendo Mendonça. O primeiro é uma suposta interferência na condução das investigações. Segundo os relatórios, Mendonça teria avançado sobre atribuições próprias da Polícia Federal, solicitado acesso antecipado a dados brutos e adotado medidas que poderiam comprometer a cadeia de custódia das provas. A PF afirma que, em determinadas situações, o “resultado prático” das ordens teria sido a atuação do próprio julgador como investigador. Os documentos também registram questionamentos de Mendonça sobre a escolha de alvos e sobre quais medidas cautelares deveriam ser solicitadas. O segundo ponto envolve tratativas de colaboração premiada. Segundo o relatório, Mendonça teria participado de discussões sobre negociações nas operações Sem Desconto e Compliance Zero, perguntando sobre o andamento e o conteúdo apresentado por possíveis colaboradores. A legislação impede a participação do juiz nas negociações para a formalização de acordos de delação. O terceiro eixo trata de um suposto direcionamento de investigações. De acordo com a PF, Mendonça teria demonstrado interesse em aprofundar apurações contra Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O relatório sustenta que o ministro teria adotado tratamentos diferentes para autoridades em situações semelhantes e atribui a essa atuação possíveis motivações pessoais e políticas. No caso de Moraes, os documentos afirmam que Mendonça pediu mais de uma vez que a equipe apresentasse alguma provocação que permitisse o início de uma investigação formal contra o colega de Corte. Caso Master A decisão ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes do Supremo e da Polícia Federal sobre a condução do caso Banco Master. Mendonça é relator do procedimento no qual a PF apresentou elementos encontrados no celular de Daniel Vorcaro. O material reúne mensagens, encontros e contratos relacionados a integrantes do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes. A PF recebeu de Mendonça uma determinação para identificar integrantes de uma suposta “rede de influência e monitoramento” ligada ao banqueiro. O relatório produzido tem 218 páginas, das quais quase 190 analisam elementos relacionados a Moraes. A própria forma como essa investigação avançou passou a ser questionada. Nesta semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Mendonça extrapolou suas atribuições ao determinar o aprofundamento da apuração sobre Moraes e defendeu a nulidade da ordem e dos elementos produzidos a partir dela. Mendonça, por outro lado, afirmou que os novos elementos relacionados ao caso Master devem ser analisados pelo plenário do STF e defendeu que a discussão ocorra de maneira pública e presencial. Agora, os relatórios internos da própria Polícia Federal colocam também a atuação de Mendonça sob questionamento. Na decisão desta quinta-feira, Moraes encaminhou o material a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Fonte: Jovem Pan

  • Crime de responsabilidade e abuso de autoridade: o que Moraes alega contra Mendonça

    Ministro Alexandre de Moraes, do STF - SERGIO LIMA / AFP Pedido de investigação cita interferência em investigações, atuação em tratativas de delação e suposto direcionamento de alvos por motivos políticos O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação do ministro André Mendonça à frente das operações Sem Desconto e Compliance Zero. A conclusão aparece em documento assinado nesta quinta-feira (3), na qual Moraes também fala em possível quebra de imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos. O ministro encaminhou o material ao presidente do STF, Edson Fachin, para análise. As alegações de Moraes se baseiam em relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Os documentos apontam três principais frentes de questionamento sobre a atuação de Mendonça. Interferência na investigação Segundo Moraes, os relatórios indicam que Mendonça teria assumido funções típicas da condução da investigação, em vez de se limitar à supervisão judicial. Entre os episódios citados estão pedidos de acesso antecipado ao material bruto apreendido, determinações sobre a forma de análise das provas e questionamentos sobre a escolha de alvos e de medidas cautelares. A PF afirmou nos relatórios que o “resultado prático” de algumas dessas determinações seria a “atuação do julgador como investigador”, além de riscos à cadeia de custódia das provas. Moraes também cita uma ordem dada por Mendonça para que a PF fornecesse a íntegra de mensagens e interações envolvendo pessoas identificadas no celular de Daniel Vorcaro. Segundo o documento, a medida teria ultrapassado uma simples identificação e se transformado em um ato de investigação dirigido a pessoas específicas. Tratativas de delação A decisão afirma que Mendonça teria participado de discussões sobre possíveis delações nas operações Sem Desconto e Compliance Zero. A legislação proíbe a participação do juiz nas negociações para a formalização desse tipo de acordo. Segundo os relatórios, Mendonça teria perguntado em reuniões sobre o estágio das tratativas e sobre os elementos apresentados por potenciais colaboradores. Também teria mantido contatos com advogados envolvidos nas negociações. Em outro episódio citado, o relatório afirma que Mendonça teria cogitado a concessão de benefícios não previstos em lei em uma possível colaboração de Maurício Camisotti, após divergências com a Procuradoria-Geral da República sobre a redução de pena. Moraes e Alcolumbre como alvos Moraes afirma que os relatórios apontam um suposto direcionamento de investigações contra ele próprio e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No caso de Moraes, a decisão diz que Mendonça teria demonstrado interesse na abertura de uma investigação formal e pedido mais de uma vez que a equipe apresentasse uma provocação que permitisse avançar sobre o ministro. Moraes sustenta ainda que nem a PF nem a PGR haviam identificado fato que configurasse infração penal de sua parte quando Mendonça determinou novas diligências sobre os elementos encontrados no celular de Vorcaro. Sobre Alcolumbre, o relatório reproduzido na decisão aponta a hipótese de que o presidente do Senado pudesse ser um “alvo estratégico” em razão de sua influência sobre a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF e de um antigo desgaste com Mendonça durante o processo de indicação do magistrado para a Corte. O que acontece agora Moraes não abriu diretamente uma investigação contra Mendonça. Ao final da decisão, o ministro determinou que os relatórios e os demais documentos fossem enviados a Fachin, presidente do Supremo, “para as providências que entender necessárias”. Também retirou o sigilo do material e comunicou a PGR. Assim, caberá ao STF definir se os elementos apresentados justificam a abertura de algum procedimento contra Mendonça e qual instância da Corte será responsável pela análise. Fonte: Jovem Pan

  • AGU diz que não agiu em nome da PF para tirar Mendonça: ‘Intervenção processual’

    Prédio da Advocacia Geral da União, a AGUWesley Macallister/Ascom AGU Segundo a nota, nos últimos meses, integrantes da advocacia se reuniram para analisar um pedido da PF A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nota para explicar porque não atendeu a um pedido da Polícia Federal para entrar com ação contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal federal (STF). A AGU sustenta que considerou a iniciativa uma “intervenção processual”. Segundo a nota, nos últimos meses, integrantes da advocacia se reuniram para analisar um pedido da PF. A conclusão, contudo, foi de que uma ação da AGU para enfraquecer a relatoria de Mendonça poderia causar nulidades nas ações relacionadas ao Banco Master. “A missão constitucional da AGU é defender a União e preservar o interesse público, sempre nos limites estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Foi com base nessas balizas que a instituição concluiu que, além da ausência de competência legal para atuar na esfera criminal nos termos solicitados, uma intervenção processual nas condições pretendidas poderia gerar riscos jurídicos e institucionais para as próprias investigações em curso no STF”, disse a AGU em nota nesta sexta-feira, 4. No comunicado, o chefe do órgão, o ministro Jorge Messias, ponderou que tentou encontrar soluções para endereçar os pleitos da Polícia Federal junto ao relator. A AGU defende que haja diálogo entre as instituições. A PF entende que Mendonça autorizou pedidos para as equipes de investigação “sem autorização específica” ao determinar elaboração de relatório em que expôs mensagens de Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes. Fonte: Jovem Pan

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