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TRE-MS mantém cassação de diploma de dois vereadores em Iguatemi

há 11 horas
2 min de leitura
Câmara de Vereadores de Iguatemi. (Reprodução/ Câmara de Iguatemi)
Câmara de Vereadores de Iguatemi. (Reprodução/ Câmara de Iguatemi)

Os dois são acusados de compra de votos nas eleições de 2024, em troca de abastecimento de combustível


O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou os recursos e manteve a cassação do diploma de dois vereadores de Iguatemi: Agnaldo dos Santos Souza, conhecido como Agnaldo Zorba (PSDB), e José Carlos dos Santos, o Carlinhos Magro (Republicanos).  Os dois são acusados de compra de votos nas eleições de 2024, em troca de abastecimento de combustível. As decisões constam no DJEMS (Diário Oficial da Justiça Eleitoral) desta terça-feira (8).


Além disso, a Justiça Eleitoral manteve a sentença que reconheceu o abuso de poder econômico e declarou a inelegibilidade por oito anos do candidato Clevson dos Santos Gomes, que teve como nome de urna Clevson Pangaré (PP). 


O então candidato pelo Progressistas foi alvo de operação da Polícia Federal em dezembro de 2024, acusado de compra de votos por distribuir combustível para eleitores. Ele disputou pela primeira vez um cargo político e não alcançou nem 200 votos nas eleições de 2024, não sendo eleito.


Durante as investigações, foram identificadas autorizações para o abastecimento de combustíveis. No caso de José Carlos dos Santos, teriam sido ligadas à campanha mais de 30 autorizações que somavam mais de 600 litros de combustível, estimados em R$ 3.576,00.


Já Agnaldo Zorba, conforme o MPF (Ministério Público Federal), teria distribuído 1,7 mil litros de combustível, gerando um gasto não declarado de R$ 10.148,94, o que “configura captação e gasto ilícitos de recursos, evidenciando a existência de ‘caixa dois’ na campanha”.


Após as condenações, os três recorreram alegando ilicitude das provas, mas o acórdão do segundo grau do TRE-MS negou os recursos e manteve as decisões. 


O Midiamax tentou contato com os vereadores pelos telefones declarados à Justiça Eleitoral. A matéria foi feita com informações publicadas em Diário Oficial. O espaço segue aberto para manifestações. 


Fonte: Midiamax



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