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- Investigado por envolvimento em disputa criminosa morre em confronto com a polícia em Dourados
O confronto ocorreu no distrito de Picadinha. (Foto: Osvaldo Duarte, Dourados News) Ele foi socorrido para o Hospital da Vida, mas morreu no local Um confronto na tarde desta terça-feira (7) resultou na morte de um menor, de 17 anos, em uma propriedade localizada na região do distrito de Picadinha, em Dourados, a 225 km de Campo Grande. Apesar da idade, ele é suspeito de integrar uma facção criminosa investigada por disputa criminosa em Caarapó. As informações preliminares indicam que policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Caarapó e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) tomaram conhecimento de que o adolescente estaria escondido na região. Assim, durante a localização pelo menor infrator, segundo o Dourados News, ele foi localizado; no entanto, por motivos ainda desconhecidos, teria reagido à abordagem policial e acabou baleado. Após ser ferido, ele foi socorrido para o Hospital da Vida, mas morreu no local. Fonte: Midiamax
- Homem é preso com espingarda em Dourados durante operação contra esquema de fraude de R$ 27 milhões
Caso foi registrado na Depac de Dourados. (Arquivo, Jornal Midiamax) Esposa do preso foi alvo de busca e apreensão em operação que apura desvio de R$ 27 milhões Um homem de 47 anos foi preso por posse irregular de arma de fogo em Dourados, durante cumprimento de mandado na Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7). A mulher dele, uma dentista, foi alvo de busca e apreensão. Conforme o boletim de ocorrência, durante o cumprimento do mandado, as equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) encontraram a espingarda, além de munições. Por conta disso, ele foi preso e encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados. Caso semelhante ocorreu em Porto Murtinho, em que um servidor da prefeitura — alvo de busca e apreensão — foi preso com uma arma. Ele pagou fiança e foi liberado. O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). Confira os alvos confirmados até o momento: Rossana Paroschi Jafar, empresária; Olívia Jafar, médica e filha de Rossana; Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar; Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS; Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo; Francisco Anizio dos Santos; Matheus Oliveira Peixoto; Joatan Gomes Peixoto; Paulo Rogério de Melo, empresário; Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo; Gabriel Taquino de Paula, advogado. Desvios de R$ 27 milhões O Gaeco deflagrou a operação para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Governo de MS se manifestou sobre servidores O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg. O Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude. As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos. O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo. O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado. Ex-prefeito preso Júnior Vasconcelos foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, mas mora atualmente em Campo Grande, onde atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), no gabinete do deputado Jamilson Name (PP). Ele é concursado na Polícia Civil para o cargo de escrivão. O parlamentar emitiu nota à imprensa esclarecendo não ter relação alguma com a Operação Gutenberg. Conforme o texto, Júnior Vasconcelos não atua como chefe de gabinete. Ele é escrivão e está cedido para atuar no gabinete do deputado para exercer funções administrativas. Na nota, Jamilson Name também afirmou prestar respeito às instituições e entende que as investigações devem ocorrer com responsabilidade e observando o devido processo legal. Fonte: Midiamax
- Com salário de R$ 12 mil, policial penal aposentado usa peruca para furtar short de R$ 20 em Campo Grande
Imagem ilustrativa. (Divulgação) Servidor se disfarçava para cometer furtos Um policial penal aposentado foi preso em flagrante furtando shorts de uma loja. A ação do suspeito foi flagrada por câmeras de segurança, que mostram o policial de peruca e vestindo roupas femininas, entrando no provador com o short e saindo sem a peça. A prisão aconteceu na manhã desta terça-feira (7), em Campo Grande. Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, o policial já havia furtado uma peça na segunda-feira. O dono do estabelecimento, que fica próximo da Avenida Presidente Ernesto Geisel, percebeu e olhou as câmeras. Assim, notou que o policial havia furtado a roupa. Ainda, na manhã desta terça-feira, o agente retornou à loja e foi descoberto. Isso porque o homem escolheu um short de R$ 20, entrou no provador com a peça e saiu sem o short. Com a desconfiança, o dono abordou o rapaz, que confessou que havia escondido o short no meio da roupa que vestia. De acordo com o dono da loja, o homem é cliente há muito tempo na loja e não sabe se o servidor cometeu furto outras vezes. A Polícia Militar foi acionada, e o policial foi encaminhado à delegacia. Por ser servidor público, duas agentes penais do setor de inteligência acompanharam a situação. A família do policial penal relata que, atualmente, ele enfrenta problemas psicológicos, desde o falecimento da esposa. Fonte: Midiamax
- Coordenador da regulação estadual é preso em operação por desvios de R$ 27 milhões
Ed Carlos é o coordenador da regulação estadual.(Reprodução, Twitter) Ed Carlo Britto Burgatt e a filha, Jéssyca, estão entre os presos da Operação Gutenberg O coordenador da Central Estadual de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt, foi preso durante a Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A reportagem conversou com o advogado Mário Afonso Teixeira, na entrada do Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), que confirmou a prisão de Ed Carlos e da filha, Jéssyca Burgatt. Ele não soube informar se tratava-se de prisão preventiva ou temporária. Conforme já adiantado pelo Jornal Midiamax, outro alvo da ação foi o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos. O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax
- Advogados estão entre presos de operação que apura desvio de R$ 27 milhões em MS
Operação Gutenberg. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Profissionais seguem para o Presídio Militar, em Campo Grande O advogado Gabriel Taquino de Paula está entre os 16 presos na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), deflagrada nesta terça-feira (7), contra esquema que teria desviado R$ 27 milhões de recursos públicos em Mato Grosso do Sul. Gabriel, que é especialista em Direito Público, foi encaminhado para o Presídio Militar em Campo Grande. Além disso, outro advogado teria sido preso, mas sua identidade não foi confirmada. O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) afirmou, em nota, que a Comissão de Defesa e Assistência acompanhou as diligências do Gaeco. “Informa ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório”, diz. Confira os alvos confirmados até o momento: Rossana Paroschi Jafar, empresária; Olívia Jafar, médica e filha de Rossana; Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar; Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS; Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo; Francisco Anizio dos Santos; Matheus Oliveira Peixoto; Joatan Gomes Peixoto; Paulo Rogério de Melo, empresário; Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo; Gabriel Taquino de Paula. Desvios de R$ 27 milhões O Gaeco deflagrou a operação para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Governo de MS se manifestou sobre servidores O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg. O Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude. As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos. O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo. O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado. Ex-prefeito preso Júnior Vasconcelos foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, mas mora atualmente em Campo Grande, onde atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), no gabinete do deputado Jamilson Name (PP). Ele é concursado na Polícia Civil para o cargo de escrivão. O parlamentar emitiu nota à imprensa esclarecendo não ter relação alguma com a Operação Gutenberg. Conforme o texto, Júnior Vasconcelos não atua como chefe de gabinete. Ele é escrivão e está cedido para atuar no gabinete do deputado para exercer funções administrativas. Na nota, Jamilson Name também afirmou prestar respeito às instituições e entende que as investigações devem ocorrer com responsabilidade e observando o devido processo legal. Fonte: Midiamax
- Com pressão para asfalto, Câmara de Campo Grande aprova LDO de R$ 7,2 bilhões para 2027
Vereadores no plenário. (Anna Gomes, Jornal Midiamax) LDO serve como uma bússola para o uso de R$ 7,26 bilhões de recursos públicos em Campo Grande A Câmara Municipal de Campo Grande consolidou, nesta terça-feira (7), a aprovação do relatório final da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2027. O projeto recebeu ‘aval’ em primeira e segunda votação. O documento, que serve como bússola para o uso de R$ 7,26 bilhões de recursos públicos, foi aprovado com a incorporação de 485 emendas parlamentares, após uma retificação técnica que validou 21 propostas adicionais que inicialmente não constavam como aptas. O relatório final passou por uma errata importante em sua página 16. O ajuste corrigiu o total de emendas validadas: onde constavam 464, agora estão registradas 485 emendas aptas. Ao todo, os vereadores apresentaram 495 sugestões ao orçamento. Infraestrutura e o desafio dos buracos Uma das maiores pressões populares refletidas no anexo de 139 páginas é a recuperação da malha viária. O orçamento de 2027 estabelece como prioridade: Recuperação asfáltica: ampliação das frentes de “tapa-buracos” e revisão de contratos de manutenção. Obras estruturantes: investimentos em drenagem pluvial e pavimentação de bairros periféricos para combater pontos críticos de alagamento. Educação e valorização Na área do ensino, o plano de diretrizes foca na expansão da capacidade da rede municipal: Vagas em Emeis: destinação de recursos para concluir obras de escolas de educação infantil e reduzir as filas de espera. Servidores: diretrizes para a valorização dos profissionais da educação e manutenção predial das unidades escolares. Pautas sociais e segurança viária O documento também “carimba” recursos para projetos estratégicos defendidos pelo Legislativo: Segurança no trânsito: o projeto “Morte Zero no Trânsito”, do vereador Jean Ferreira (PT), ganha dotação para sinalização e campanhas educativas. Inclusão e mães atípicas: inspirado no trabalho de Wilson Lands (Avante), o orçamento prevê suporte a programas de habitação e assistência para famílias de crianças com deficiência. Saúde mental: a vereadora Luiza Ribeiro (PT) assegurou que as diretrizes respeitem a luta antimanicomial, fortalecendo a rede de atendimento dos Caps. Próximos passos Com a LDO aprovada, a Prefeitura de Campo Grande deve agora elaborar a LOA (Lei Orçamentária Anual) seguindo estas metas. O orçamento de R$ 7,2 bilhões para 2027 será o instrumento oficial para que a população e os vereadores fiscalizem se as promessas de melhoria em áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana serão efetivamente cumpridas. Fonte: Midiamax
- VÍDEO: Operação do Gaeco acaba com bate-boca entre policiais e advogados na Depac
Delegacia está lotada para atendimento e recebeu os presos da operação Na tarde desta terça-feira (7), a recepção da Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) foi palco de discussão entre advogados e policiais civis. Isso porque os advogados tentam falar com o cliente Felipe Jafar, que está preso. A delegacia está cheia, e os policiais civis atendem os presos levados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Ao todo, são 16 mandados de prisão e ao menos 11 alvos foram para o Cepol, conforme o Jornal Midiamax apurou. No entanto, os advogados tentaram contato com o preso e receberam negativa, para não atrapalhar o andamento dos atendimentos na delegacia neste momento. O policial chega a falar que precisa remover agentes da recepção para que acompanhem o advogado, mas que não conseguiria fazer isso, já que outras pessoas ali buscam atendimento. Discussão na delegacia “Não vou deixar uma funerária aqui esperando para atender eles [advogados] no meu plantão, eu não vou permitir isso”, disse o chefe de plantão do Cepol. “A delegacia está para atender todo mundo, cada um no seu tempo. Cada advogado que chegar aqui eu tenho que deixar de atender a população para levar o advogado até lá. Peço um pouco de paciência porque tá todo mundo aqui desde cedo”, disse um dos investigadores ao grupo de advogados. Os advogados não se identificaram e preferiram não comentar com o Jornal Midiamax sobre a discussão. No entanto, disseram que encaminhariam denúncia para a Corregedoria da Polícia Civil. Operação Gutenberg Gaeco esteve na manhã desta terça-feira na Central de Regulação. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Jéssyca Duarte Burgatt está na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Jéssyca é filha do coordenador de regulação do Core (Complexo Regulador Estadual), Ed Carlos Britto Burgatt, que também foi preso. Ele é auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo. Já ela é empresária, dona de um plano de saúde na Capital. Ao todo, o Gaeco prendeu 16 pessoas nesta manhã, por investigação de esquema que desviou R$ 27 milhões em recursos públicos. Confira os alvos confirmados até o momento: Rossana Paroschi Jafar, empresária; Olívia Jafar, médica e filha de Rossana; Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar; Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS; Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo; Francisco Anizio dos Santos; Matheus Oliveira Peixoto; Joatan Gomes Peixoto; Paulo Rogério de Melo. Além disso, o Jornal Midiamax apurou que Marcio de Souza foi alvo de busca e apreensão em Porto Murtinho. A polícia fez a prisão em flagrante após encontrar uma arma na casa dele. Entretanto, ele pagou fiança e conseguiu liberdade. Souza estaria atuando como gerente administrativo de Transportes na Secretaria de Educação de Porto Murtinho, mas, na época investigada, ele estaria lotado no setor de licitação. Outro alvo de busca seria, dessa vez em Caarapó, a casa de José Roberto Cardoso, o Mabel, que foi ex-chefe de gabinete do ex-prefeito André Nezzi (PSDB). Desvios de R$ 27 milhões O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Governo de MS se manifestou sobre servidores O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg. O Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude. As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos. Entre os alvos, estão o coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, e o ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos, que é escrivão concursado da Polícia Civil. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado. Ex-prefeito Júnior Vasconcelos foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, mas mora atualmente em Campo Grande, onde atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), no gabinete do deputado Jamilson Name (PP). Ele é concursado na Polícia Civil para o cargo de escrivão. O parlamentar emitiu nota à imprensa esclarecendo não ter relação alguma com a Operação Gutenberg. Conforme o texto, Júnior Vasconcelos não atua como chefe de gabinete. Ele é escrivão e está cedido para atuar no gabinete do deputado para exercer funções administrativas. Na nota, Jamilson Name também afirmou prestar respeito às instituições e entende que as investigações devem ocorrer com responsabilidade e observando o devido processo legal. Fonte: Midiamax
- Em menos de uma semana, segundo caso de ataque a tiros com morte é registrado em Nova Andradina
Equipes da polícia no local. (Reprodução, Jornal da Nova) Desta vez, a vítima foi Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, foi morto a tiros na tarde desta terça-feira (7), enquanto estava ao lado do avô na Avenida Eulenir de Oliveira Lima, no bairro Durval Andrade Filho, em Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande. Este é o segundo homicídio registrado em menos de uma semana na cidade. Conforme o Jornal da Nova, Fabrício estava sentado na calçada ao lado do avô, quando uma motocicleta com dois homens se aproximou. Assim, os suspeitos efetuaram diversos disparos contra o jovem. Ele chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Regional; no entanto, em estado gravíssimo, não resistiu e morreu. Há suspeita de que os tiros tenham sido de uma pistola de calibre 9 mm; no entanto, isso ainda será confirmado. Após a sequência de tiros, a dupla fugiu do local. Próximo à cadeira de plástico, onde a vítima estava possivelmente sentada, uma poça de sangue foi encontrada. Além disso, projéteis de arma de fogo foram recolhidos no local. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil estão no local. As investigações continuam a fim de confirmar a motivação do ataque e localizar os suspeitos. Capsulas e Marcas de sangue no local. (Reprodução, Jornal da Nova) Primeiro caso Este é o segundo homicídio registrado em menos de uma semana na cidade, o que tem levado à suspeita de que o município esteja em clima de guerra. Na noite do último sábado (4), Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, foi morto a tiros dentro da própria casa, no bairro Ulisses Pinheiro. Na ocasião, a vítima estava dentro de casa quando o atirador chegou efetuando os disparos. O suspeito fugiu do local e não foi encontrado até então. Equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local, mas o rapaz não resistiu. A motivação do ataque ainda não foi revelada. Equipes da Polícia Militar, Civil e Perícia estiveram no local. (Reprodução, Jornal da Nova) Fonte: Midiamax
- Restos mortais foram encontrados durante liberação dos destroços da aeronave em Campo Grande
Destroços do avião que caiu em Campo Grande. (Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax) O piloto Henrique Martin e a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram Novos fragmentos de restos mortais foram encontrados na segunda-feira (6), durante a liberação dos destroços da aeronave bimotor EMB-810D, que caiu na última sexta-feira (3), na região do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. O piloto Henrique Martin e a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram. Segundo apurado pela reportagem, os fragmentos foram encontrados após a conclusão dos procedimentos periciais iniciais e também da liberação dos destroços. Ao Jornal Midiamax, o delegado Alexandro Mendes de Araújo, em substituição legal na Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), relatou que os fragmentos encontrados agora passarão por análise de identificação. “A identificação de qual vítima pertencem os fragmentos dependerá de análise técnico-científica, a ser realizada pelo Instituto de Criminalística, podendo incluir exame genético”, detalhou. O delegado reforçou que, em acidentes do tipo, pode se tornar comum o encontro de restos mortais em momentos posteriores. “Em acidentes com elevado impacto, é possível que novos vestígios sejam encontrados durante a retirada da aeronave, em razão da dinâmica do sinistro”, afirmou. As investigações continuam; no entanto, não foram estabelecidos prazos para a conclusão, uma vez que isso depende do resultado das perícias e de outras diligências técnicas. Assim, ainda não foi possível apurar o que pode ter provocado o acidente aéreo que resultou na morte do piloto e da pesquisadora. “A apuração de um sinistro aéreo requer análise técnica, imparcial e objetiva de todos os fatores que atuam e podem influenciar a aeronavegabilidade. Não é possível fixar um prazo neste momento porque os esclarecimentos que buscamos dependem de perícias e outras diligências técnicas realizadas tanto pela equipe de investigação quanto pelo Instituto de Criminalística”, esclareceu. Destroços do avião que caiu em Campo Grande. (Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax) Queda de avião Desde o início da manhã de sexta-feira (3), equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas pelo avião na região do Aero Rural. Os militares encontraram a aeronave horas depois, em uma área de mata. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, um trabalhador que teria saído do Aeroporto Santa Maria foi quem encontrou os destroços do avião na área de mata. O proprietário do aeródromo, Eder Correa, contou que ouviu o barulho por volta das 6h30 e percebeu que o chão tremeu. A aeronave seria de uma empresa que faz táxi-aéreo e estava apta a fazer voo por instrumento, de acordo com Eder. Uma câmera de segurança de um condomínio na BR-262, na zona industrial, captou o som da queda da aeronave. A queda do Cessna Piper Sêneca, em Campo Grande, é a primeira registrada em 2026 em Mato Grosso do Sul. Quem era a pesquisadora alemã? Lydia era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu. A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024. Em 2018, Lydia publicou que fazia um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã. O piloto da aeronave, identificado como Henrique Martin, declarava o amor pelo mundo da aviação e compartilhava nas redes sociais diversos registros de seus voos. Lydia Theresia Möcklinghoff. (Foto: Deutschlandfunk Nova) Fonte: Midiamax
- Presa em operação, filha de chefe da regulação é dona de plano de saúde em Campo Grande
Gaeco esteve na manhã desta terça-feira na Central de Regulação. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Esquema desviou R$ 27 milhões negociando liberação de exames e internações para forçar gestores públicos a comprarem livros Presa na Operação Gutenberg, do Gaeco, a empresária Jéssyca Burgatt é filha do chefe de regulação estadual, Ed Carlo Britto Burgatt, também preso. Ela é sócia da Capital Saúde (CNPJ 44.498.668/0001-86), um plano de saúde de Campo Grande, localizado na Rua 13 de Maio. O advogado Mário Afonso Teixeira conversou com a reportagem no Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada) e confirmou que Ed e Jéssyca estão presos preventivamente. Ele seguiu para a 2ª DP, onde a empresária foi encaminhada, para conversar com ela e tentar se inteirar do caso. O esquema investigado pelo Gaeco fazia da regulação um verdadeiro ‘balcão de negócios’, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para gestores públicos comprarem material impresso de empresas do grupo. Entre os 16 presos, estão a dentista Rossana Paroschi Jafar, que consta como sócia na Gráfica Jafar Ltda. (CNPJ 01.828.546/0001-06), Fox Gráfica Ltda. (CNPJ 06.135.913/0001-00) e Gráfica e Editora Alvorada Ltda. (CNPJ 03.226.131/0001-80). Rossana é fundadora da Clínica Ross, que tem como uma das sócias sua filha, Olívia Paroschi Jafar, que também está presa na operação. Ao Jornal Midiamax, o advogado Pedro Grubert apenas confirmou que as duas estão presas. A reportagem tentou contato com uma das sócias da clínica, que desligou a chamada após a identificação da equipe de jornalismo do Midiamax. Conforme já adiantado pelo Jornal Midiamax, outro alvo da ação foi o ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos. Desvios de R$ 27 milhões O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão de 43 de busca e apreensão para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelavam que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax
- Governo do Estado vai afastar servidores envolvidos em fraudes de R$ 27 milhões
O Gaeco cumpriu mandados na sede do Core (Central Estadual de Regulação), na manhã desta terça-feira (7). (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Estado abriu auditoria para apurar supostas fraudes na regulação da saúde O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg, do Gaeco, a qual investiga esquema que desviou R$ 27 milhões em recursos públicos. Na nota, o Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude. As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos. O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo. O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado. Entre os presos, estão ainda a dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar e sua filha, a médica Olívia Paroschi Jafar. A filha de Ed Carlos, a empresária Jéssyca Duarte Burgatt, dona de um plano de saúde na Capital, também foi presa. Desvios de R$ 27 milhões O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax
- Justiça avalia perícia sobre desvio de R$ 46 milhões dos donos do Consórcio Guaicurus
Ônibus velhos do Consórcio Guaicurus ainda circulam pelas ruas de Campo Grande. (Arquivo, Jornal Midiamax) Autor aponta possível manobra para 'esvaziar' caixa da concessionária do transporte coletivo de Campo Grande O juiz responsável pelo processo de intervenção no Consórcio Guaicurus, Eduardo Lacerda Trevisan, vai avaliar o pedido feito na ação de intervenção para bloquear até R$ 46 milhões dos empresários do ônibus. O autor da ação popular, Luso Gabriel de Souza Queiroz Batista, acusa os donos do Consórcio Guaicurus de manobras para desviarem o montante através de transferências atípicas e ilegais feitas do caixa da concessionária para empresas particulares da família Constantino. Consta nos autos que o suposto desvio teria ocorrido de duas formas. Uma delas teria sido através da venda da principal garagem do Consórcio para uma empresa dos Constantinos pela metade do valor de mercado e a outra teria sido através de transferências entre 2019 e 2021 para a Viação Cidade dos Ipês, que não faz parte do Consórcio e foi criada pelos empresários para administrar a garagem da Viação São Francisco, na Avenida Euler de Azevedo esquina com a Avenida Tamandaré. Porém, a garagem foi vendida e a empresa Cidade dos Ipês foi extinta em 2023. Para provar, o autor pede que o juiz autorize a perícia contábil para rastrear o destino final dos R$ 32 milhões e avaliar o real valor de mercado da garagem vendida pela metade do preço registrado na contabilidade. Pede ainda que a Receita Federal e o Ministério Público se manifestem no processo para informar se já existem investigações em andamento. Após a venda do imóvel, a sede da Viação São Francisco, que integra o Consórcio Guaicurus, foi alterada para a sede administrativa do Grupo, na Avenida Gury Marques. Empresa é extinta após receber R$ 32 milhões do Consórcio Guaicurus Consta nos autos que a Viação Cidade dos Ipês, que não faz parte da concessão que opera o transporte público, teria recebido indevidamente e sem justificativa o montante de R$ 32 milhões do Consórcio Guaicurus. O caso foi levantado pela CPI do Consórcio Guaicurus, realizada pela Câmara de Campo Grande no ano passado. Na ocasião, o diretor de fiscalização da Agereg (agência municipal que fiscaliza o contrato de concessão), José Corsine da Silva, afirmou ter identificado a movimentação financeira, que classificou como ‘atípica’. A suspeita é de que os donos do Consórcio Guaicurus teriam retirado parte dos lucros com bilhetagem e repasses públicos por meio de transações entre empresas. A manobra seria uma forma de ‘escoar’ o lucro com a concessão enquanto mantém a alegação de desequilíbrio financeiro para receber mais repasses de verbas públicas. As transações foram feitas entre 2019 e 2021, sendo que a Viação Cidade dos Ipês foi extinta em 2023, com um patrimônio líquido restante de R$ 9.473,12 e sem dinheiro em caixa. A empresa tinha como sede a antiga garagem da Viação São Francisco. Não há confirmação de que a venda do imóvel, no fim de 2023, tenha relação com a extinção da Cidade dos Ipês. Por fim, o autor da ação pede o bloqueio de até R$ 46 milhões nas contas dos donos do Consórcio Guaicurus para garantir o ressarcimento aos cofres públicos referentes às duas situações. Desde o dia 16 de junho, o Consórcio Guaicurus está sob gestão dos interventores, liderados pelo advogado Aléxandro de Oliveira. Um relatório final será apresentado em dezembro, quando a prefeita Adriane Lopes (PP) irá decidir se decreta a caducidade do contrato e abre uma nova licitação. A reportagem procurou o Consórcio Guaicurus, que negou tratar-se de manobra ilegal, alegando que tudo não passou de transação societária legítima. Veja abaixo a nota na íntegra: “O Consórcio Guaicurus repudia a tentativa de apresentar como “manobra” operações societárias legítimas e públicas, registradas há anos na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul e acessíveis a qualquer cidadão. A cessão de participação de 2016, a criação da Viação Cidade dos Ipês por cisão parcial da Viação São Francisco e a cisão total de 2023 constam de instrumentos formais e de registros públicos. Quem descreve essas operações como ocultas ou clandestinas simplesmente não consultou os documentos — ou preferiu ignorá-los. A alegação de que a empresa foi extinta como um “casco vazio” ignora o que diz a lei: em toda cisão total, a integralidade do patrimônio — ativos e passivos — é transferida às sociedades sucessoras, que respondem por todas as obrigações da empresa extinta. O patrimônio líquido residual próximo de zero não é indício de esvaziamento, mas a consequência aritmética e obrigatória do instituto. Não existe dinheiro “escoado” para fora do alcance da Justiça pela simples razão de que as sucessoras — Viação Cidade Morena e Viação Campo Grande — respondem de pleno direito por tudo o que pertencia à empresa cindida. A providência que o autor popular pede à Justiça é inútil, já que ele solicita a aplicação de um regime legal já é aplicado há três anos.Quanto aos valores repassados à Viação Cidade dos Ipês, sua origem, seu registro e sua destinação, tudo consta da escrituração contábil — que, desde o início da intervenção, está sob posse integral da equipe interventora nomeada pelo Município. Não há, portanto, documento algum fora do alcance das autoridades. O contrato firmado entre o Consórcio e a Prefeitura de Campo Grande exige a disponibilização de garagens com características detalhadas no instrumento, mas não há obrigação de que elas sejam bens próprios da concessionária __ podem ser alugadas ou emprestadas, por exemplo, desde que atendam aos requisitos operacionais do contrato. As garagens não são bens reversíveis, de modo que a concessionária tem plena liberdade de administrar esse patrimônio. Na prática, a concentração da operação em duas garagens, como ocorre hoje, foi necessária para a manutenção dos serviços.O Consórcio Guaicurus responderá a todas as questões na Justiça, com documentos — não com versões.“ Fonte: Midiamax
- Desvio de R$ 27 milhões: grupo fazia ‘balcão de negócios’ na saúde para forçar venda de livros em MS
Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Servidores usavam liberação de exames e internações como 'moeda de troca' para forçarem gestores a adquirir livros do grupo Grupo criminoso acusado de desviar R$ 27 milhões em recursos públicos utilizava-se da estrutura da saúde pública para forçar a venda de livros em Mato Grosso do Sul. Os envolvidos foram alvo da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (7). Conforme o Gaeco, empresários cooptavam servidores através do pagamento de propina para condicionar a liberação de serviços de saúde, como a realização de exames médicos e até a disponibilização de leitos em hospitais, para obrigar gestores locais a comprarem o material impresso das empresas do grupo. Para os investigadores, o modus operandi era um verdadeiro “balcão de negócios” na estrutura da saúde, onde os integrantes do grupo usavam a liberação de exames como ‘moeda de troca’. O objetivo do esquema era obrigar o Poder Público a adquirir esses livros impressos. Devido a essa forma de atuação, o Gaeco cumpriu mandados em diversos endereços na manhã desta terça-feira (7), inclusive no Core (Complexo Regulador Estadual), onde as equipes apreenderam malotes. No total, a operação mirou cumprir 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). No total, foram apreendidos mais de R$ 70 mil em espécie. O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos foi um dos alvos da operação. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Fonte: Midiamax
- STF libera joias do caso Mauro Cid para Receita Federal
Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid - MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Bens passarão por processo administrativo, o que pode resultar em propriedade definitiva da União O ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência das joias apreendidas na investigação que envolve Mauro Cid, Frederick Wassef e Osmar Crivelatti, ligada ao destino de presentes recebidos pela Presidência da República. Os bens, até então guardados em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília, seguem agora para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo, a pedido da Receita Federal. A medida abre caminho para que o órgão conduza o procedimento administrativo de perdimento, que pode resultar na transferência definitiva da propriedade das joias para a União. Na decisão, Moraes acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou não haver mais interesse criminal na retenção dos itens. No mesmo processo, a PGR também analisou um pedido de Osmar Crivelatti, que buscava o arquivamento do caso em relação a ele e a devolução de documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante as investigações. Como as apurações envolvendo Crivelatti já haviam sido encerradas anteriormente, o procurador-geral considerou esse ponto do pedido superado, mas se manifestou favorável à devolução dos materiais, por entender que já foram devidamente periciados e não têm mais relação direta com a instrução do caso. Fonte: Jovem Pan
- Defesa de Flávio pede ao STF que Dino deixe relatoria do caso ‘Dark Horse’
Filme 'Dark Horse' - Divulgação Advogados alegam que o processo deve ser assumido por André Mendonça por conexão com investigações sobre o Banco Master A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que a investigação sobre suposto repasse irregular de emendas a entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse” seja retirada da relatoria do ministro Flávio Dino e conduzida por André Mendonça. Os advogados argumentam que Mendonça já conduz, no STF, as investigações relacionadas ao Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro, e passou a relatar um pedido de apuração sobre o financiamento do filme devido aos fatos terem relação com a investigação sobre as fraudes do banco. Segundo a defesa, a concentração dos procedimentos em um único gabinete evitaria decisões conflitantes ou contraditórias. D Na última semana, Dino autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar o caso. A suspeita é que R$ 2 milhões em emendas parlamentares tenham sido enviadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora da obra. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais. A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), cujo gabinete apontou ligação entre empresas de Karina e suspeitas de que as emendas poderiam estar beneficiando o filme. Dino já relata uma ação na Corte sobre transparência na execução de emendas parlamentares. Já a ação relatada por Mendonça sobre “Dark Horse” e as fraudes do Master apura se a contribuição milionária de Vorcaro à produção tem relação com o financiamento da estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Parte do valor de R$ 134 milhões negociado entre a família Bolsonaro e o banqueiro foi transferida para um fundo sediado no Texas, onde Eduardo mora, e do qual o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado, é um dos controladores. Esse processo chegou a ser distribuído ao ministro Alexandre de Moraes por ter relação com o inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras, mas Fachin redistribuiu a ação para Mendonça após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), por entender que há maior relação com o caso Master. Fonte: Jovem Pan
- Defensoria aponta contradição em julgamento do STF contra Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro - Matheus Bonomi/Estadão Conteúdo Alegação da DPU é que confissões utilizadas como prova para condenação deveriam diminuir sua pena A Defensoria Pública da União (DPU) pediu embargo de declaração na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que sua pena seja reduzida. O filho do ex-presidente foi condenado por coação no curso do processo, indicando que ele teria tentado atrapalhar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado. A alegação da DPU afirma que os ministros julgaram que as falas de Eduardo Bolsonaro configuram confissão do crime de coação, o que serviu como prova para sua condenação. Porém, a contradição é que, segundo a defensoria, a presença de confissões também deveria servir de atenuante na pena, como consta no pedido da defesa: Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código Penal”. (SÚMULA 545, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 14/10/2015, DJe de 19/10/2015). Com isso, a DPU pede que a pena do ex-deputado seja revisada, já que o STF não considerou a função atenuante de pena de uma confissão, somente utilizou as palavras de Eduardo como forma de condená-lo. Por isso, o julgamento deve ser revisto e a condenação seria menor. Efetivamente, as duas turmas do STF já reconheceram que a confissão utilizada para embasar o decreto condenatório deve ser considerada na dosimetria da pena. Condenação No dia 16 de junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou, por unanimidade, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Votaram a favor de sua condenação o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo influenciou o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário para tentar frear o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O ex-mandatário foi condenado em 2025 no processo sobre a trama golpista. A condenação do ex-parlamentar é em regime semiaberto, além do pagamento de 50 dias-multa, de dois salários mínimos cada. Também foi decidido pela perda do cargo de escrivão da Polícia Federal de Eduardo Bolsonaro e a inelegibilidade por 8 anos. Fonte: Jovem Pan
- Messi, lágrimas e redenção: a Argentina classificada num grande drama
FBL-WC-2026-MATCH19-ARG-ALG - Roberto SCHMIDT / AFP Messi mais uma vez mostrou que, mesmo perto do fechamento da carreira, ainda carrega nas costas uma nação inteira Argentina está classificada. E poucos jogos na história recente do futebol conseguiram reunir tanta emoção, tensão e significado quanto este. Em campo a atual campeã do mundo. De uma situação extremamente complicada, a Argentina encontrou forças para virar o resultado. E no centro de toda essa loucura estava Lionel Messi. O mesmo homem que, minutos antes, havia desperdiçado um pênalti num momento em que o time mais precisava de sua frieza e precisão. Muitos corações argentinos devem ter gelado naquele instante. Na sua possível última Copa do Mundo, o maior ídolo do país poderia ser o responsável pela eliminação? A pressão era gigantesca. O peso, inimaginável…Mas Messi não é um jogador comum. Ele se levantou. Comandou a reação. Distribuiu jogo, criou chances, inspirou os companheiros e liderou a virada que colocou a Argentina nas quartas de final. Quando o apito final soou, após um jogo longo e dramático, o que se viu foi um dos momentos mais humanos da carreira dele: Messi caiu em lágrimas. Um choro carregado de alívio, de tensão liberada, de responsabilidade cumprida. Provavelmente passou pela sua cabeça, naquele segundo, o que poderia ter acontecido se a Argentina tivesse sido eliminada por causa daquele pênalti perdido. A tristeza que ele poderia ter causado a um país inteiro que o idolatra. Mas o final foi outro. Em vez de tristeza, alívio. Em vez de culpa, redenção. Em vez de eliminação, continuidade. Messi mais uma vez mostrou que, mesmo perto do fechamento da carreira, ainda carrega nas costas uma nação inteira. E, acima de tudo, ainda sente o peso dessa responsabilidade como se fosse o primeiro dia. É por momentos como esse que o futebol é muito maior que um simples jogo. Argentina vive. E Messi, mais uma vez, respira junto com ela. Até a próxima. Fonte: Jovem Pan
- Direita lidera índice de engajamento entre deputados nas redes, diz Nexus
Deputado Federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira - DOUGLAS MAGNO / AFP Nikolas Ferreira foi o primeiro colocado, com duas vezes mais relevância que o segundo Mais da metade do engajamento (52,3%) dos deputados federais mais seguidos nas redes sociais é de representantes do campo da direita. Os dados são de levantamento da Nexus, publicado nesta terça-feira (7), com os cinco deputados mais seguidos da direita, cinco da esquerda e cinco do centro. Para esta análise, a Nexus avaliou o desempenho dos 15 parlamentares nas redes Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok, entre 1º de fevereiro e 30 de abril de 2026, considerando os perfis oficiais ativos de cada um. Nem todos os deputados mantêm presença nas cinco plataformas. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) atingiu o Índice de Relevância nas Redes (IR² Nexus) global de 80,29 pontos no período, em uma escala de 0 a 100. O score ficou consideravelmente acima dos outros 14 perfis analisados (cinco de cada uma das três linhas ideológicas) e representa mais do que o dobro do índice registrado pelo segundo colocado, Fábio Teruel (MDB-SP), que somou 35,92 pontos. Em seguida, no ranking por relevância, vêm os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), com 25,81 pontos; Erika Hilton (PSOL-SP), com 22,13; e André Janones (Rede-MG), com 18,23. O índice é calculado com base em quatro critérios: volume de publicações (frequência), volume de interações (engajamento), quantidade de seguidores (alcance) e média de interações por post (eficiência), combinados em metodologia própria. A escala vai de 0 a 100, e a pontuação máxima reflete o melhor desempenho registrado entre os perfis analisados em cada rede, ou seja, scores elevados indicam liderança relativa dentro do grupo avaliado. Parlamentares analisados Direita Nikolas Ferreira (PL-MG) Marco Feliciano (PL-SP) Sargento Fahur (PL-PR) Douglas Viegas (União-SP) Gustavo Gayer (PL-GO); Centro Tiririca (PSD-SP) Fábio Teruel (MDB-SP) Delegado Bruno Lima (PP-SP) Delegado Palumbo (Podemos-SP) Túlio Gadelha (PSD-PE); Esquerda Erika Hilton (PSOL-SP) André Janones (Rede-MG) Tabata Amaral (PSB-SP) Sâmia Bomfim (PSOL-SP) Gleisi Hoffmann (PT-PR). Juntos, os 15 deputados pesquisados publicaram 8.595 posts e geraram 865 milhões de interações no período, o que dá uma média de pouco mais de 100,6 mil interações por post. Mais da metade desse engajamento se concentrou nos cinco deputados de direita, com média de 137 mil interações por publicação. O centro respondeu por 27,1% das interações e a esquerda, por 20,3%. Os dados da Nexus indicam perfis de audiência distintos em cada plataforma. No YouTube, os deputados de direita registraram média de 204 mil interações por post, ante 38 mil do centro e 5 mil da esquerda. No X, a relação se aproxima: a esquerda alcançou 107 mil interações por post e a direita, 99 mil – no caso da esquerda, com forte contribuição dos conteúdos de Erika Hilton sobre misoginia, transfobia e direitos trabalhistas. No Facebook, o melhor desempenho proporcional foi do centro, sustentado pela audiência de conteúdo religioso de Fábio Teruel e pela base de segurança pública de Delegado Palumbo. No YouTube, o público respondeu com mais intensidade aos conteúdos de embate institucional publicados por parlamentares de direita. No X, esquerda e direita praticamente empatam em eficiência, com leve vantagem para as pautas de direitos civis e trabalhistas da esquerda.Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. Centro e direita na frente Líder no consolidado geral, Nikolas teve os melhores resultados em três das cinco plataformas: Instagram, X e TikTok. Mesmo com menor frequência de postagens em canais como o Instagram, ele atinge volumes massivos de interações – 184 milhões no trimestre, uma média de 326 mil interações por post – e supera estratégias baseadas na repetição de conteúdo. No X e no Instagram, o engajamento do deputado mineiro é ancorado em críticas diretas ao governo federal, debates sobre configurações familiares e alegações de perseguição institucional. No YouTube e no TikTok, ele adapta a narrativa ao formato de vídeo-resposta. Termos como “Brasil”, “Deus”, “Lula”, “Moraes”, “salvar”, ‘verdade”, “acorda” e “povo” dominam suas publicações. Erika Hilton e André Janones completam as cinco primeiras posições do IR² Nexus global, com estratégias distintas. Hilton se destacou pelo debate em torno de direitos civis e o fim da jornada de trabalho 6×1 (com termos como “mulheres”, “luta’ e “escala”). Já Janones apostou em denúncias rápidas e chamadas de ação, usando palavras como “urgente”, “compartilhe” e referências a atores políticos (“Lula” e “Bolsonaro”) e ao programa “Bolsa Família”. O desempenho de parlamentares como Nikolas Ferreira, Erika Hilton, Fábio Teruel ou Delegado Bruno Lima mostra que diferentes temas podem gerar grande repercussão quando encontram públicos altamente engajados e formatos adequados para cada plataforma. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. Fonte: Jovem Pan
- Moraes dá 10 dias para Flávio Bolsonaro se defender sobre post contra Lula
Ministro Alexandre de Moraes - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Senador acusou presidente de crimes que levaram à prisão de Maduro O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o senador e pré-candidato pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, se manifeste sobre a acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em publicações feitas em suas redes sociais. Nas postagens, Flávio associou Lula ao ex-presidente da Venezuela capturado pelos Estados Unidos, Nicolás Maduro. Junto com as imagens dos dois presidentes e uma manchete que lembra as relações entre o brasileiro e o venezuelano, a publicação acusa os dois das mesmas práticas ilegais de Maduro: Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas. A denúncia foi feita pela deputada federal Dandara Castro (PT-MG), indicando que a postagem foi feita no dia 3 de janeiro, data da captura e prisão do presidente venezuelano. A calúnia citada no documento se refere à acusação feita por Flávio de que Lula seria delatado por Maduro pelos crimes que levaram à sua captura. Com o andamento do processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que a investigação volte à Polícia Federal (PF) até que Flávio se manifeste sobre a acusação. O pedido foi aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinando que o senador tem dez dias para fazer sua manifestação. Calúnia O inquérito por calúnia de Flávio contra Lula foi aberto pelo ministro Alexandre de Moraes em abril de 2026, devido à postagem feita pelo senador, associando o presidente a Nicolás Maduro, no dia em que ele foi capturado pelas forças dos Estados Unidos. A publicação, além de acusar Lula dos crimes pelos quais Maduro estava sendo preso, indicava que ele seria delatado pelo próprio presidente venezuelano. Na época, por meio de nota, a defesa de Flávio chamou a medida de “juridicamente frágil” e afirmou que a intenção da postagem era noticiar fatos, “sem realizar imputação criminosa direta” contra Lula. A decisão de Moraes de abrir o processo atende a uma da PF, que entendeu que o post acusa Lula: Tráfico internacional de drogas e armas; Lavagem de dinheiro; Apoio a terroristas; Fraudes em eleições; Segundo a PF, a mensagem foi feita em ambiente público na internet, acessível a milhares de pessoas, o que configuraria o crime de calúnia, agravado por ser contra o presidente da República. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a abertura do inquérito. No parecer, a PGR destacou que a publicação atribui “falsamente, de maneira pública e vexatória” fatos delituosos ao presidente. Fonte: Jovem Pan
- Líder do PT ameaça eleger Alcolumbre como ‘inimigo’ se 6×1 não avançar até semana que vem
Pedro Uczai - Reprodução A PEC da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara e está há um mês parada no Senado O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido vai eleger como “inimigo” o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), caso o fim da escala 6×1 não avance até a semana que vem. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 7, em conversa com jornalistas no Congresso Nacional. “Nesta semana, nós vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre, para ele mandar (a PEC) para a Comissão de Constituição e Justiça. Se até a semana que vem ele não encaminhar para a Comissão de (Constituição e) Justiça, nós vamos elegê-lo como inimigo também”, declarou Uczai. O petista acrescentou: “Inimigo dos trabalhadores e da pauta”. A PEC da escala 6×1 já foi aprovada pela Câmara e está há um mês parada no Senado. Reposta de Alcolumbre O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu a declaração de Uczai e disse que não tolerará tentativas de intimidação ou ameaças por causa da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6X1. “A Presidência do Senado esclarece que esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado. A definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência e não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”, declarou Alcolumbre em nota à imprensa. Fonte: Jovem Pan
- ‘Bora juntar forças para ferrar o Flávio?’
Senador Flávio Bolsonaro - Lula Marques/ Agência Brasil Tudo ia muito bem pelos lados de Flávio Bolsonaro. As pesquisas mostravam seu constante crescimento, chegando em algumas delas a superar Lula, seu concorrente direto como candidato à Presidência. Era um voo tranquilo em céu azul de brigadeiro. De repente, surgiram solavancos e as primeiras turbulências. Se já não bastassem os problemas criados pelo próprio Flávio Bolsonaro para prejudicar sua campanha, como, por exemplo, as gravações de suas conversas com Daniel Vorcaro, e o fogo amigo dos seus concorrentes conservadores, entraram em cena Michelle Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Conversa vazada A impressão que dá é que essa turma toda, cada um à sua maneira, resolveu contribuir para o mesmo resultado: bora ferrar o Flávio. As primeiras trovoadas apareceram no dia 13 de maio. Uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro foi divulgada. Nessa gravação, obtida pelo The Intercept Brasil, Flávio demonstra que possuía certa intimidade com o ex-banqueiro. O pré-candidato do PL cobrava pagamentos em atraso que serviriam para financiar o filme sobre o seu pai. Vídeo de Michelle Em seguida, Michelle Bolsonaro, por motivos até hoje não bem esclarecidos, publicou um vídeo com mais de 25 minutos de duração. Acusou Flávio de ter sido machista. Acrescentou: “fui humilhada, fui desrespeitada, fui maltratada por telefone sem motivo nenhum por aquele que se diz o líder”. Foi uma bomba de consequências imprevisíveis, que deixou Flávio e seus seguidores estarrecidos. É evidente que esse tipo de pronunciamento traria prejuízos à campanha de Flávio, mas o impacto até que não chegou a ser desesperador. Segundo pesquisa da AtlasIntel, divulgada no dia 2, 65,6% dos eleitores de Bolsonaro discordam da iniciativa de Michelle publicar o vídeo, enquanto 26,5% concordam. Ainda que a maioria tenha sido contrária, os favoráveis são suficientes para provocar grande estrago na campanha. Comentário infeliz Se não bastassem as nuvens cumulonimbus ameaçando a viagem de Flávio, o aliado de seu irmão nos Estados Unidos, o jornalista Paulo Figueiredo, complicou ainda mais o cenário. Esta semana, comentou sobre o vídeo gravado por Michelle e aproveitou para analisar o comportamento das eleitoras. Disse que mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido. Pensa que acabou? Que nada. Trump ameaça implementar um aumento de 25% sobre as tarifas cobradas dos produtos importados do Brasil. Lula tenta capitalizar politicamente e jogar a culpa dessa iniciativa americana nas costas de Flávio Bolsonaro e de seu irmão Eduardo. Mais um desgaste a ser enfrentado. Motivo da conversa Flávio tenta se virar como pode. São muitas frentes para combater. Em todos os casos, precisa dar explicações e afirmar que não tem culpa. Os eleitores não têm muita paciência para avaliar seus argumentos e ponderações. É mais fácil guardar que se trata de um traidor da pátria. Mesmo assim, sabendo que precisa seguir em frente, insiste em sua defesa. Sobre a conversa com Vorcaro, diz que o ex-banqueiro era um investidor e que não havia nenhuma contrapartida, a não ser o retorno do próprio investimento no filme. Argumentou ainda que a conversa foi para cobrar parcelas vencidas e não pagas. Garantiu que todos os contatos foram para tratar do filme. Meu irmão é conversa de carioca As nuvens ficaram espessas e não se dissiparam totalmente, por mais que explicasse que chamar Vorcaro de “irmão” não era sinal de intimidade, porque esse era o tratamento gentil que tinha com as pessoas. Que é muito natural acontecer no Rio de Janeiro. Os governistas e boa parte da imprensa não deram trégua, deixando a ideia de que havia algo errado naqueles diálogos. Após o vídeo de Michelle, provavelmente temendo a perda de eleitoras e de evangélicos, pediu desculpas e disse que considerava a página virada. É o que podia fazer, mesmo a ex-primeira-dama mantendo sua posição de indignada e não movendo um dedo para ajudar na campanha. Na verdade, muito ao contrário. Tempestade perfeita Para conter o estrago provocado por Paulo Figueiredo, achou melhor não alongar o assunto e esclarecer simplesmente que o jornalista não participa de sua campanha. Com a intenção de afastar ilações de que teria algum tipo de responsabilidade com as tarifas americanas, enviou manifestação formal ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos pedindo que não fossem cobradas. Alertou que elas puniriam a economy americana e os próprios brasileiros. Enfim, uma tempestade perfeita. Para atravessar esses relâmpagos e trovadas e voltar ao céu azul e tranquilo, Flávio vai ter de se dedicar bastante. E torcer para que outras bordoadas como essas não apareçam. Siga pelo Instagram: @polito Fonte: Jovem Pan
- Alcolumbre rebate líder do PT na Câmara e diz que ‘ameaça não será tolerada’
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) - Andressa Anholete/Agência Senado Pedro Uczai ameaçou classificar o presidente do Senado como 'inimigo' se ele não avançar na proposta da 6x1 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu nesta terça-feira (07), uma declaração do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), e disse que não tolerará tentativas de intimidação ou ameaças por causa da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6X1. “A Presidência do Senado esclarece que esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado. A definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência e não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”, declarou Alcolumbre em nota à imprensa. Mais cedo, Uczai afirmou que Alcolumbre será tratado como “inimigo” se não despachar o projeto para análise de uma comissão. “Vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre nesta semana … Se até semana que vem ele não encaminhar para a Comissão de Constituição e Justiça, vamos elegê-lo como inimigo também. Inimigo dos trabalhadores e da pauta”, disse o petista. Na nota, Alcolumbre disse ter tratado o tema com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e com representantes de centrais sindicais. “Quem realmente pretende contribuir para o avanço da PEC respeita o devido processo legislativo. Ameaças e constrangimentos institucionais não aceleram a tramitação, apenas afrontam a independência dos Poderes”, falou o senador. A PEC chegou ao Senado no fim de maio e, desde então, aguarda despacho de Alcolumbre para a Comissão de Constituição e Justiça. O parlamentar já disse que o projeto será discutido “sem pressa” e que, se necessário, serão feitas mudanças ao texto. Fonte: Jovem Pan
- Defesa de Bolsonaro diz que arma procurada pelo Exército é a mesma já apreendida
Ex-presidente Jair Bolsonaro - ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O artefato é o mesmo que foi encontrado com o integrante do GSI durante uma blitz de rotina, no dia 15 de junho A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou, nesta terça-feira (7), um comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer que uma das armas que o Exército disse não saber onde estar é a mesma que já foi apreendida com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a que estava com o integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). “Esclarecer que, especificamente em relação à pistola Glock, número de série BDFW477, trata-se do mesmo armamento atualmente acautelado pela Polícia Civil do Distrito Federal em razão dos fatos objeto do Inquérito Policial”, escreveram. Na segunda-feira (6), o Exército informou ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas do ex-presidente que estavam sob sua guarda. No mesmo documento, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília relatou que dois itens pedidos pelo ministro Alexandre de Moraes não foram localizados na unidade. A movimentação ocorre após Moraes determinar, no domingo (5), o prazo de 48 horas para que o Exército transferisse o armamento para a Superintendência da PF no Distrito Federal (DF). A ordem foi motivada pela manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro e pela apreensão da arma encontrada com um integrante do GSI. De acordo com o Exército, duas armas listadas na decisão de Moraes não estavam custodiadas pelo batalhão. Os itens correspondem a uma pistola Glock 9mm e a uma espingarda calibre 12. A corporação afirmou que os demais itens solicitados já foram encaminhados à PF, juntamente com outros materiais documentados. Fonte: Jovem Pan
- Flávio defende Pix, mas ataca Lula e STF em audiência sobre tarifas nos EUA
Flávio pediu que as taxas de 25% que seriam impostas pelo governo americano sejam canceladas - Fernando Pessoa/Divulgação Pré-candidato a Presidência participa de sessão para discutir os impostos ao Brasil Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, defendeu o sistema de Pix em audiência com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de imposição de tarifas a produtos brasileiros que entrem em território americano. O senador argumentou que o sistema foi lançado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e que nunca foi um problema para o sistema financeiro, mas que complementa o sistema de pagamento dos EUA. Flávio pediu que as taxas de 25% que seriam impostas pelo governo americano sejam canceladas, para que os países possam “negociar” e não prejudicar a população brasileira. Falando sobre as eleições de 2026, Flávio ressaltou que o cenário pode mudar em 90 dias e que seria uma situação difícil de ser revertida caso fossem impostas tarifas agora. Ao falar sobre a derrubada de posts em redes sociais americanas, segundo o apurado pela Jovem Pan, Flávio culpou o Supremo Tribunal Federal e o presidente Lula (PT) pelas medidas. Outro tema abordado pelo senador foi a corrupção no Brasil. Ainda segundo o apurado pela reportagem, ele teria associado os casos como Mensalão e INSS aos governos de Lula, e também defendido que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil não teve problemas do tipo. “Sobre isso, não há divergência. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso”, disse. Entenda a audiência Ao menos 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar da sessão que discute a proposta de taxar o Brasil. Entre as organizações brasileiras credenciadas para apresentar seus argumentos durante a audiência estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica); Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embraer, entre outras. Instaurada em 15 de julho de 2025, a análise estadunidense dos “atos, políticas e práticas brasileiras” se debruça sobre seis aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Cada participante terá até cinco minutos para defender os argumentos já apresentados ao USTR, contra ou a favor da taxação. Ao final deste tempo, representantes do escritório estadunidense poderão fazer perguntas adicionais que julgarem necessárias. A investigação do USTR foi proposta com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de outros países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses. Notificado no início de junho, o Estado brasileiro contestou os argumentos dos que defendem o tarifaço das exportações brasileiras e as conclusões preliminares do USTR. Em um documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA e as empresas estadunidenses. Na manifestação diplomática, o governo brasileiro pede que os Estados Unidos se abstenham de impor medidas unilaterais em virtude da investigação em curso. “O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, sustenta o governo brasileiro, apontando que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam “da discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são ‘irrazoáveis’”, e “de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”. “Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o governo brasileiro, alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano”. *Com informações da Agência Brasil Fonte: Jovem Pan
- Coca-Cola, eBay e Tesla pedem que Trump recue de tarifas a produtos brasileiros
Garrafa de Coca Cola - JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP As empresas contrárias à resolução alegam que este novo tarifaço pode trazer ônus a curto prazo nas cadeias de produção e, além disso, que a medida também prejudica os americanos em detrimento dos investigados Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contrárias à medida do governo dos Estados Unidos de propor uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, anunciada em junho deste ano, com base na seção 301. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) abriu um espaço em seu portal para receber comentários sobre a medida e o prazo para envio das manifestações terminou em 1º de julho. A Seção 301 é um dispositivo legal que permite aos americanos impor tarifas coercitivas sobre mercadorias de países cujas atividades estariam supostamente prejudicando o setor comercial dos Estados Unidos. O governo Trump justificou a taxação em razão de “políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”. As empresas contrárias à resolução alegam que este novo tarifaço pode trazer ônus a curto prazo nas cadeias de produção e, além disso, que a medida também prejudica os americanos em detrimento dos investigados. A Coca-Cola pediu ao USTR que mantenha “a isenção proposta para insumos de laranja originários do Brasil” e que adicione “exclusão equivalente ou um regime de transição” para insumos de limão brasileiros usados nas cadeias de suprimento de bebidas. A gigante de bebidas argumenta que, sem os produtos importados do Brasil, a indústria teria que voltar a buscar novos fornecedores, o que levaria ao aumento de custos e à revalidação de uma série de procedimentos, como revisão de segurança alimentar, testes de produtos, entre outras medidas. “A substituição de fornecedores não ocorre de forma imediata”, afirma a Coca-Cola. A empresa argumenta ainda que a produção de insumos cítricos por parte dos produtores locais, ou seja, dos próprios americanos, tem tido safras prejudicadas por doenças, efeitos climáticos e mudanças no uso da terra. “Dessa forma, não se pode presumir que a produção doméstica seja capaz de substituir o fornecimento qualificado proveniente do Brasil dentro de prazos comercialmente viáveis”, afirma a indústria. Outro ponto apresentado pela Coca-Cola foi a queda da produção de laranjas pelos produtores locais. A Flórida, cita a empresa, produzia 242 milhões de caixas na safra 2003/2004, mas apresentou uma queda nas últimas décadas, até atingir 12 milhões de caixas na safra 2025/2026. “O Brasil tornou-se uma fonte complementar essencial diante da significativa queda da produção norte-americana de laranja”, disse a empresa, que reforçou que o fornecimento brasileiro “tem ajudado a suprir essa lacuna para os fabricantes de suco de laranja nos Estados Unidos”. A Tesla, montadora de veículos elétricos de Elon Musk, disse em seu comentário enviado ao USTR que apoia medidas que vão na direção da reindustrialização americana e da construção de cadeias de suprimento resilientes nos Estados Unidos no longo prazo – um dos efeitos esperados da imposição da tarifa. Mas salientou: “Essa transição levará tempo”. A Tesla explica que alguns insumos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos em escala suficiente para permitir uma manufatura norte-americana competitiva sem depender do acesso a “cadeias internacionais de suprimento já estabelecidas, incluindo determinadas peças e componentes fornecidos pelo Brasil”. Na conclusão de seu comentário, a montadora de Musk sugeriu que o USTR considere os impactos sobre os fabricantes norte-americanos e exclua os insumos provenientes do Brasil, “que são necessários para a produção industrial”, da lista de produtos alvo do aumento tarifário. “Uma medida tarifária que deixe de considerar o ritmo da diversificação das cadeias de suprimento – ou que imponha restrições mais rapidamente do que as alternativas domésticas consigam expandir sua capacidade de forma realista – corre o risco de causar impactos significativos para a indústria e os consumidores dos Estados Unidos”, afirma a Tesla. Um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo também se manifestou. O eBay sugeriu que o USTR modificasse a proposta para isentar produtos “de segunda mão, usados e seminovos de quaisquer tarifas impostas no âmbito da investigação da Seção 301”. A empresa argumenta que a tarifa imposta a produtos revendidos não atinge o objetivo de punir os fabricantes investigados. “Um bem já foi comprado, utilizado e revendido – muitas vezes por diversos proprietários ao longo de vários anos. Uma tarifa imposta no momento da revenda no mercado secundário não gera qualquer sinal econômico que alcance o fabricante original, muito menos qualquer prática brasileira de distorção da concorrência relacionada à fabricação inicial do produto”, diz o eBay. “A tarifa penaliza a revenda do bem, e não sua produção”, acrescenta. A plataforma afirma que determinar tarifas sobre itens comercializados após a produção prejudica o mercado de revendedores, “que não tiveram qualquer participação na produção desses bens de segunda mão”. “Esses revendedores podem optar por deixar de exportar para os Estados Unidos, enquanto os consumidores norte-americanos tenderiam a comprar produtos novos, que podem, inclusive, ter sido produzidos sob as condições de distorção identificadas pelo USTR nesta investigação. Como consequência, a demanda por produtos novos pode aumentar, tornando a política ineficaz para eliminar as práticas brasileiras subjacentes que são alvo desta investigação”, afirmou o eBay. Fonte: Jovem Pan
- Senadora paraguaia ameaça processar Mbappé após discussão: ‘Prendemos Ronaldinho’
"Seus ataques constituem violência de gênero", disse Celeste Amarilla - Reprodução/X O atacante francês chamou Celeste Amarilla 'mulher desprezível e indigna de seu cargo' A senadora paraguaia Celeste Amarilla ameaçou nesta terça-feira (7) processar o atacante francês Kylian Mbappé por chamá-la de “mulher desprezível e indigna de seu cargo”, após ela recriminar sua atitude antidesportiva e descrevê-lo como “um camaronês colonizado”. “Seus ataques constituem violência de gênero pura e dura contra uma mulher política que alcançou sua posição através do voto popular de seu povo”, declarou a senadora, que se desculpou por suas declarações sobre o francês e pediu que o jogador faça o mesmo. “Eu me retratei (…) foi um desatino”, disse. “Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Nós já mandamos o Ronaldinho para a cadeia”, disse. O atacante francês de 27 anos se recusou a cumprimentar o goleiro Orlando Gill depois da vitória dos ‘Bleus’ por 1 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo e gritou com os punhos cerrados na frente do jogador paraguaio. Antes da partida, Mbappé havia declarado: “Se tivermos colocar as mãos na merda, vamos colocar”. A senadora Amarilla publicou na segunda-feira uma carta na qual citou essas declarações do jogador. “Fiquei enojada com sua arrogância e desprezo desde antes do jogo (…) Não somos estúpidos, entendemos perfeitamente que a merda era a seleção paraguaia e a seleção paraguaia somos todos nós”, afirmou a legisladora do Partido Liberal Radical Autêntico. “O problema é entre você e eu. Nunca disse nada sobre a França, meu problema é com você”, acrescentou Amarilla. “Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo”, escreveu o capitão da seleção francesa em uma mensagem na rede social X. “Você não representa o Paraguai, um país que demonstrou tanta paixão e honra ao longo de todo o torneio. Devido à sua falta de consciência e ao seu racismo descarado, o mundo inteiro já esqueceu a trajetória e o esforço histórico de seus jogadores nesta Copa do Mundo”, acrescentou o jogador. O Ministério das Relações Exteriores do país se distanciou das declarações de Amarilla, afirmando que elas “de forma alguma representam a posição do governo da República do Paraguai ou do povo paraguaio”. Ataques da senadora Pelo X, a senadora Celeste Amarilla criticou a atitude de Mbappé por não comprimentar o goleiro fazendo ataques racistas contra ele: “O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez de leite materno, mamava em cocos e as coisas mais cultas que ouviu na vida foram chimpanzés. Você devia ter mostrado o dedo do meio para ele, Orlando Gill, eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!”, escreveu ela em uma mensagem. “Camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio. Ele ficou nervoso e morrendo de medo durante a partida toda, assim como todo o seu time, não conseguiram marcar um gol sequer e venceram por sorte… A única coisa que muitos de nós lamentamos da ‘Albirroja’ é não terem dado um tapa de mão aberta na cara dele depois que o jogo acabou”, acrescentou Amarilla em outra publicação. A Federação Francesa de Futebol (FFF) se uniu às críticas do jogador e classificou as palavras da senadora como “abjetas e inaceitáveis”. “Esses comentários desonram quem os profere e quem os divulga. Os jogadores da seleção francesa representam a França, é o nosso país que está sendo insultado”, acrescentou a FFF em comunicado. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan
- Presidente eleito da Colômbia diz que Petro quer dar golpe de Estado
Abelardo de la Espriella - JOAQUIN SARMIENTO / AFP Abelardo de la Espriella, porém, não apresentou provas de sua alegação contra o líder da esquerda O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de extrema-direita, afirmou na terça-feira (7) que o líder de esquerda cessante, Gustavo Petro, estava planejando um “golpe” e ordenou aos militares que “protegessem” a democracia do país. De la Espriella, apoiado pelos EUA, não apresentou provas de sua alegação de que seu arqui-inimigo Petro e o aliado de Petro, o candidato presidencial derrotado Ivan Cepeda, estariam planejando subverter o poder, mas as tensões têm aumentado às vésperas da posse em 7 de agosto. “Petro e Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecer no poder a todo custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado”, declarou o presidente eleito após interromper a cooperação com o governo de Petro no processo de transição. De la Espriella, um advogado milionário, venceu Cepeda por uma margem apertada no segundo turno das eleições presidenciais do mês passado, com o apoio declarado do presidente dos EUA, Donald Trump, encerrando o mandato do primeiro governo de esquerda da Colômbia. Petro recusou-se a reconhecer os resultados do segundo turno das eleições de junho, apesar de observadores internacionais e autoridades eleitorais terem considerado a votação legítima. Cepeda, por outro lado, aceitou a derrota. De la Espriella acusa o atual governo de corrupção. Ele afirmou na terça-feira que uma “auditoria minuciosa” da administração de Petro revelou problemas no combate ao narcotráfico, na concessão de contratos estatais e no sistema de saúde. Ele instruiu sua equipe a “suspender imediatamente o processo de transição com o governo corrupto cujo mandato está terminando”. Protestos contra De la Espriella Petro convocou protestos contra De la Espriella para o dia 20 de julho, data em que, segundo ele, fará seu discurso de despedida à nação. Os apoiadores de De la Espriella temem protestos em larga escala como os instigados por Petro contra seu antecessor de direita, Iván Duque, que deixaram dezenas de mortos entre 2019 e 2021. De la Espriella se descreveu como um “inimigo ferrenho” da esquerda e prometeu levar Petro, que frequentemente entrou em conflito com Trump durante seu mandato, e seus aliados aos tribunais dos EUA. “Ele sabe que o farei pagar por todos os seus crimes dentro da lei, e é por isso que ele está em pânico e apavorado”, disse ele, referindo-se a Petro. O presidente eleito não apresentou provas de irregularidades por parte da Petro. De la Espriella fez campanha como um outsider implacável que romperia as negociações de paz com guerrilheiros de esquerda e cartéis de drogas, esmagando-os militarmente em vez disso. Na frente econômica, ele é um libertário à imagem do presidente argentino Javier Milei. Ele prometeu impulsionar o investimento privado e reduzir o tamanho do Estado em 40%. Fonte: Jovem Pan
- Motorista de Van envolvido em colisão frontal que deixou uma idosa morta na MS-295 estaria embriagado
Passageira de Fiat Doblô não resistiu e morreu no local. (Foto: Reprodução/Portal iTudo) A vítima foi identificada como Vilma Fernandes Ribeiro O motorista, de 51 anos, que conduzia a van envolvida no acidente que deixou Vilma Fernandes Ribeiro, de 61 anos, morta na manhã desta segunda-feira (6), estaria embriagado. A colisão frontal ocorreu na MS-295, em Tacuru, a 416 km de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, o motorista e a passageira da Fiat Doblò seguiam no sentido Iguatemi, quando ocorreu a colisão com a Mercedes-Benz Sprinter A4, um tipo de van, ocupada por duas pessoas e que seguia no sentido Amambai. Câmeras de segurança de uma fazenda teriam registrado a colisão, mostrando o exato momento em que a van invade a pista contrária e atinge a Dobló. Devido ao forte impacto, Vilma, que seguia na Dobló, morreu ainda no local. Já o motorista sofreu algumas lesões, consideradas de natureza grave, e foi socorrido para atendimento médico. O condutor da van e a passageira foram também socorridos. Inclusive, no hospital, a equipe foi informada de que ele apresentava forte odor etílico. Assim, foi submetido ao teste de bafômetro, que testou 0,59 mg de álcool por litro. Fonte: Midiamax
- Após infecção, atleta atropelado por adolescente no Jardim Aeroporto amputou a perna
O atropelamento ocorreu no domingo de manhã. (Reprodução, Câmera de Segurança) O acidente ocorreu no dia 21 de junho na Avenida José Barbosa Rodrigues Após duas semanas internado, o atleta amador, de 53 anos, precisou amputar a perna no último sábado (4) após pegar uma infecção na Santa Casa de Campo Grande. A vítima foi atropelada por um carro, que era conduzido por um adolescente de 17 anos, no Jardim Aeroporto. Internada desde o dia 21 de junho, a vítima passou inicialmente por amputação do pé; no entanto, após pegar uma infecção, precisou passar por um novo procedimento de amputação, desta vez, retirando a perna. “Ele teve uma infecção e teve que amputar mais, acima do joelho. Ele já está melhor; tinha que ter feito isso, porque, se não, a bactéria poderia causar algo pior”, informou o filho ao Jornal Midiamax. A expectativa da família é que o atleta receba alta nos próximos dias. “Ele já está bem, provavelmente nesta semana ele tem alta”, informou. Acidente e fuga O adolescente de 17 anos responsável por conduzir o carro que atropelou um atleta na Avenida José Barbosa Rodrigues, no Jardim Aeroporto, se apresentou em uma delegacia de Polícia Civil acompanhado do passageiro, de 28 anos, e da mãe, no dia 23 de junho. Após a batida, o motorista — que é menor de idade — fugiu do local. No entanto, marcas de sangue, três pneus estourados, amassados na lataria e para-brisa destruído tornaram um carro suspeito. Inclusive, o veículo foi abandonado na região do acidente, na Avenida Quatro, no bairro Nova Campo Grande. Ao Jornal Midiamax, o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, titular da 7ª DP, informou que o menor confessou o atropelamento. Ainda, o adolescente relatou que o veículo era do seu primo e que teria pegado o carro sem autorização para ir até a casa do irmão. Já em depoimento, o menor e o seu irmão tiveram as falas semelhantes, sem ocorrer nenhuma divergência nas versões. “Ele pegou o carro do primo, segundo ele, o primo não sabia, não tinha autorizado ele a pegar o carro, e foi até o imóvel do irmão para que eles fossem ao mercado. Ele disse que a direção ficou leve, perdeu o controle do veículo. Ele acha que estourou um dos pneus e acabou atropelando um pedestre. Em seguida, decidiu seguir, ficaram com receio de serem agredidos”, disse o delegado. Conforme noticiado anteriormente, o veículo encontrado na Avenida Quatro, no bairro Nova Campo Grande, com marcas de sangue, três pneus estourados, amassados na lataria e para-brisa destruída, era de fato o carro envolvido no acidente. “Decidiram seguir com o veículo que, após um quilômetro, acabou apagando. Eles desceram e foram a pé até a casa da mãe dele”, informou o delegado. A reportagem também questionou sobre a possibilidade do menor ter ingerido bebida alcoólica. No entanto, a informação não foi confirmada. “Zero, perguntei bastante sobre isso. Inclusive, o irmão dele diz que nem álcool faz uso. Até o momento, é que não, eles não fizeram o consumo de bebida alcoólica nem de drogas”, esclareceu. Já a defesa do menor, representada pelo advogado Renan Fonseca, informou que agora aguarda os trâmites da Justiça. “O menor prestou depoimento e agora está à disposição da Justiça”, afirmou. Por mais que a apresentação tenha ocorrido na 7ª DP, o caso não será investigado por lá, uma vez que o responsável pela condução do veículo é menor de idade. Assim, a expectativa é de que os trâmites sejam conduzidos pela Deaji (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Veículo foi encontrado no bairro Nova Campo Grande. (Foto: Léo de França, Midiamax) Fonte: Midiamax
- Trabalhador morre ao cair de prédio em construção na Rua Amazonas, em Campo Grande
Homem caiu de altura superior a 30 metros (Foto: Liana Feitosa, Jornal Midiamax). Vítima e outro trabalhador estavam na parte externa do prédio Um trabalhador da construção civil morreu no início da noite desta segunda-feira (6), após cair do 13⁰ andar de um edifício em obras na Rua Amazonas, quase esquina com a Rua 13 de Maio, em Campo Grande. As informações preliminares são que ele e outro trabalhador estavam na parte externa do prédio, a cerca de 35 metros de altura, em uma estrutura suspensa, quando parte dela desabou. Com o desabamento da estrutura, um deles caiu sobre um mezanino, no térreo do prédio, e o outro ficou pendurado. Esse conseguiu retornar ao andar. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, além do Corpo de Bombeiros. No entanto, a vítima não resistiu à queda e morreu no local. Ao Jornal Midiamax, testemunhas afirmam que parte da obra está em fase de concretagem e que os trabalhadores atuavam neste serviço quando o acidente ocorreu. Além disso, relatam que foi possível ouvir o estrondo causado pela queda do trabalhador. O nome da vítima não foi divulgado. Prédio onde acidente foi registrado. Fonte: Midiamax
- Morte de idosa foi encomendada após briga por herança em Ribas do Rio Pardo
Policiais militares no local onde a vítima foi encontrada. (Reprodução, Polícia Militar) Acusado de matar idosa foi preso em Campo Grande após fazer funcionária de restaurante de refém Homem de 37 anos que afirma ter assassinado Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, morta a facadas no dia 29 de junho em Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande, relatou à polícia que o crime foi encomendado, e por motivo de disputa por herança. O suspeito foi preso no domingo (5), após fazer de refém a funcionária de uma churrascaria na região do Jardim Tarumã, na capital. De acordo com o delegado Felipe Braga, o suspeito é natural da Bahia, mas começou sua vida de crimes em Mato Grosso do Sul, em 2014. Ele é considerado de elevada periculosidade pela polícia sul-mato-grossense. Conforme apurado, além da suspeita de participação no homicídio da idosa, ele também é apontado por outro homicídio ocorrido em 2014 na cidade, quando a vítima foi morta com golpes de facadas. Em um vídeo obtido pela reportagem do Jornal Midiamax, o suspeito confessou de forma espontânea e com exclusividade a sua participação no assassinato da idosa. Na gravação, ele conta que foi convidado por um homem; no entanto, não sabia que o alvo era uma mulher. “Eu quero esclarecer um crime de uma senhora, de 70 anos, em Ribas do Rio Pardo, no último dia 29. Tem pessoas inocentes que estão sendo procuradas. O menino que foi me buscar de moto não sabia; a menina que emprestou a moto não sabia; até mesmo eu não estava sabendo até chegar lá. O rapaz que encomendou o crime me deu um litro de conhaque e cocaína para eu cheirar e depois falou”, contou o suspeito no vídeo. Conforme o delegado, “Maria José e a irmã dela estavam em processo de reconhecimento de paternidade, e um familiar não estava feliz com esse processo, com essa disputa judicial relacionada à herança, aqui em Ribas do Rio Pardo.” O suspeito de encomendar o crime também foi preso pela polícia. Crime encomendado O acusado do assassinato ainda afirmou que já havia prometido matar alguém ao homem que encomendou o crime. “Eu já tinha prometido a ele que, quando ele precisasse matar alguém, eu mataria. Eu sou homem de palavra. Quando ele pediu para mim [sic] matar, eu falei que mataria a pessoa. Aí que ele me falou que era uma senhora; como eu tinha prometido, eu fiz. Eu não mato mulher; eu não faço nada com mulher”, completou. Antes de ele ir até a churrascaria, ele acabou revelando que fez uso de entorpecentes com a intenção de se matar. “Depois disso, eu surtei. Hoje de manhã, tomei cocaína na água. Estou fazendo isso só para morrer mesmo. Foi isso que aconteceu. Eu não quero ser preso, é para atirar, é para matar eu [sic]”, disse durante a gravação do vídeo. Assassinato de idosa A idosa, Maria José, foi encontrada por um familiar com perfurações de faca, na manhã do dia 29 de junho. Na ocasião, ela estava caída no chão do quarto de uma casa localizada no bairro Centro Velho, em Ribas do Rio Pardo. Já nesta segunda-feira (6), além da prisão do suspeito em Campo Grande, outro homem, de 45 anos, foi capturado em Ribas, após o cumprimento do mandado de prisão temporária. Funcionária refém A funcionária foi feita de refém na tarde de domingo (5), em Campo Grande. Imagens mostram o autor com uma faca no pescoço da vítima enquanto ameaça os clientes e pede a presença de um policial. Câmeras de segurança mostraram a ação do suspeito. É possível ver o homem chegando ao estabelecimento e esperando uma cliente terminar de fazer o pagamento. Em seguida, ele, que está de casaco, tira uma faca e aborda a funcionária, que entra em desespero com a ação rápida do homem. O autor fica com a faca no pescoço da vítima até o momento em que um sargento de folga, que é vizinho do estabelecimento, começa a negociação para soltar a refém. De acordo com o boletim de ocorrência, Leite, 2º sargento da Polícia Militar, iniciou a negociação enquanto outras equipes da PM se deslocavam até o local. Foram 30 minutos de negociação com o rapaz, que, segundo testemunhas, estava visivelmente alterado e sob efeito de drogas. O homem precisou ser algemado para ser encaminhado à delegacia. A vítima não teve ferimentos. Durante o percurso até a delegacia, a equipe policial percebeu cheiro de fumaça dentro da viatura e percebeu que o rapaz havia colocado fogo no próprio tênis. Segundo o registro policial, o homem havia usado um isqueiro, que estava escondido na cueca dele, para atear fogo no sapato. Fonte: Midiamax
- VÍDEO: colisão entre duas motos deixa criança ferida no Jardim Los Angeles
Moradores alegam que buracos causaram acidente (Foto: Reprodução, Leitor Midiamax). Moradores alegam que buracos causaram acidente Uma criança ficou ferida depois que a motocicleta em que ela estava, como passageira, foi atingida por outra moto no cruzamento das ruas Engenheiro Paulo Frontin e Gonçalves de Magalhães, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. A colisão aconteceu no final da tarde desta segunda-feira (6) e foi registrada por moradores da região. Conforme testemunhas, devido aos buracos na Rua Engenheiro Paulo Frontin, o condutor de uma das motocicletas foi desviar, mas acabou atingindo de frente a outra motocicleta que transitava no sentido oposto da via. Com impacto, a criança caiu da moto. O acidente aconteceu em horário de grande fluxo de veículos na via, e moradores precisam sinalizar o local com cones e até uma cadeira de plástico, que foi usada no local. Ao Jornal Midiamax, um morador relata que as condições das ruas no bairro dificultam o tráfego e têm colocado vidas em risco, como ocorreu nesta segunda-feira. Esse não foi o primeiro acidente registrado na Rua Engenheiro Paulo Frontin por causa de buracos na pista. A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para se pronunciar sobre as condições do asfaltamento no bairro. O espaço segue aberto. Fonte: Midiamax
- ‘Os ônibus não tinham manutenção preventiva’, diz interventor do Consórcio Guaicurus
‘Os ônibus não tinham manutenção preventiva’, diz interventor do Consórcio Guaicurus Relatório preliminar aponta dívidas de R$ 20 milhões, frota ultrapassada e descumprimento contratual desde 2014 A equipe de intervenção do Consórcio Guaicurus apresentou, nesta segunda-feira (6), o primeiro balanço da gestão na concessionária do transporte coletivo de Campo Grande. O documento aponta dívidas de mais de R$ 20 milhões, falhas operacionais e ausência de manutenção básica na frota. O levantamento foi entregue pelo advogado Aléxandro de Oliveira, responsável por conduzir os trabalhos da intervenção, que teve início em 16 de junho de 2026 e tem prazo de 180 dias. Dívidas e falta de investimento Segundo o interventor, mesmo com arrecadação mensal milionária, a concessionária acumula problemas financeiros. Foram identificados R$ 14 milhões em débitos vencidos com instituições financeiras. O restante refere-se a atrasos com fornecedores de insumos da operação, incluindo combustíveis. “Os ônibus não tinham manutenção preventiva”, afirmou Aléxandro ao detalhar as falhas encontradas na gestão operacional. Para ele, o uso de sistemas de gestão ultrapassados afetou o fluxo interno e a economicidade do serviço. A frota também foi apontada como defasada. O relatório recomenda a estruturação de um planejamento para a substituição futura dos veículos. O interventor destacou que os problemas não começaram agora. “A gente já constatou que, desde 2014, tinha atraso de tributos, mas ainda é muito preliminar, a gente tem que fazer realmente todo esse histórico, levantar tudo certinho. Mas parece que o descumprimento já tem há bastante tempo”, disse Aléxandro. Cruzamento com a CPI e possibilidade de caducidade A equipe técnica cruzou os dados com o relatório final da CPI do Transporte da Câmara Municipal. Oliveira concordou com a conclusão dos vereadores de que pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro precisam considerar “os dois lados da moeda”, descontando investimentos e obrigações que a concessionária deixou de cumprir. A caducidade do contrato (penalidade máxima que encerra a concessão) é tratada como uma opção legal pela equipe jurídica, mas o advogado reforçou que a medida exige critérios rigorosos e provas. “Uma vez estabilizada a prestação de serviço, a gente vai se aprofundar naquilo que é um dos objetos da intervenção, que é fazer toda essa parte de auditoria contratual e financeira da empresa”, pontuou. O relatório final, com as sugestões, será encaminhado à prefeita Adriane Lopes (PP). Caberá a ela decidir sobre a continuidade, rescisão ou nova licitação do transporte coletivo em Campo Grande. Fonte: Midiamax
- Carta cai no Centro e expõe ‘amor’ proibido em Campo Grande: ‘Vi vocês no altar e entendi’
Na mensagem, anônimo se declara para mulher que acabou de casar. (Fotos: @campograndemilgrau) 'Seu sorriso nunca será meu': leia na íntegra a carta polêmica que dividiu opiniões na cidade Gente… Campo Grande (MS) não é para amadores, e uma carta, encontrada no Centro da Capital, é uma das inúmeras provas disso. Com envelope endereçado a uma mulher, o recado apareceu em uma calçada da Rua 13 de Maio, foi recolhido por algum curioso e acabou se espalhando nas redes sociais durante o último fim de semana. O conteúdo, no entanto, era pra lá de revelador e trazia à tona um amor proibido. No texto, alguém apaixonado (não se sabe se um homem ou uma mulher), declarava seus sentimentos e lamentava ter concluído que jamais ficaria com a pessoa a quem escreveu o recado. Conforme a mensagem, a mulher para quem a carta foi escrita seria comprometida. “Oie, tudo bem? Então, faz dias que estou mandando e não tive um retorno, aí ontem eu vi a foto de vocês no altar e então entendi que não terei chance”, pontuou o remetente secreto. “Sei que você gosta ainda, sei também que o seu sorriso (que está na foto) nunca será meu. Já tem um dono, não é mesmo? E tá tudo bem. Tentei. Você é linda, você é incrível, tem um sorriso maravilhoso. Se cuida, viu. Assinado: Alguém que você sabe quem é”, finalizou a declaração misteriosa. Na mensagem, autor se declara para mulher que acabou de casar. (Foto: @campograndemilgrau) Carta gerou polêmica em Campo Grande A pessoa que encontrou a carta na rua não se conteve e enviou fotos para a página @campograndemilgrau, que divulgou o bilhete. Imediatamente, a mensagem gerou polêmica e dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas acharam a atitude romântica e se derreteram, outras afirmaram que a destinatária deveria procurar uma medida protetiva urgente. Houve ainda menções ao trecho da clássica música sertaneja “Convite de Casamento”: “Estou casando mas o grande amor da minha vida é você”. “Eu vejo uma pessoa iludida nessa carta, talvez um amor platônico, quando diz: ‘Sei que você ainda gosta’… Não, não gosta! Se gostasse, não estava casando com outro. Espero ter ajudado”, comentou uma internauta. “Engraçado como o povo romantiza mandar carta pra mulher casada”, pontuou outro. “Pelo visto, ela leu e jogou no chão” e “Papo de medida protetiva. Como que manda mensagem pra uma pessoa que não respondeu e ainda força contato? Sabendo que a pessoa é comprometida…” foram mais opiniões. Por outro lado, o gesto também foi elogiado por outras mulheres: “Que lord”, “Gente, eu achei fofo” e “Que bonitinho”, expressaram nas redes sociais. Bilhete causou polêmica na cidade. (Fotos: Reprodução, @campograndemilgrau) Fonte: Midiamax
- VÍDEO: Preso que fez funcionária de refém em restaurante confessa assassinato de idosa em Ribas
Maria José de Oliveira Beserra foi encontrada morta no dia 29 de junho O homem, de 37 anos, preso no domingo (5), após fazer a funcionária de uma churrascaria na região do Jardim Tarumã de refém, é apontado como o principal suspeito pelo assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos. A idosa foi morta a facadas no dia 29 de junho em Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande. O suspeito é natural da Bahia; no entanto, começou a sua vida no mundo do crime em Mato Grosso do Sul, em 2014. Isso porque ele é considerado de elevada periculosidade pela polícia sul-mato-grossense. Conforme apurado, além da suspeita de participação no homicídio da idosa, ele também é apontado por outro homicídio ocorrido em 2014 na cidade, onde a vítima foi morta com golpes de facadas. Em um vídeo obtido pela reportagem do Jornal Midiamax, o suspeito confessou de forma espontânea e com exclusividade a sua participação no assassinato da idosa. Na gravação, ele conta que foi convidado por um homem; no entanto, não sabia que o alvo era uma mulher. “Eu quero esclarecer um crime de uma senhora, de 70 anos, em Ribas do Rio Pardo, no último dia 29. Tem pessoas inocentes que estão sendo procuradas. O menino que foi me buscar de moto não sabia; a menina que emprestou a moto não sabia; até mesmo eu não estava sabendo até chegar lá. O rapaz que encomendou o crime me deu um litro de conhaque e cocaína para eu cheirar e depois falou”, contou o suspeito no vídeo. Crime encomendado Ele ainda afirmou que já havia prometido matar alguém ao homem que encomendou o crime. “Eu já tinha prometido a ele que, quando ele precisasse matar alguém, eu mataria. Eu sou homem de palavra. Quando ele pediu para mim [sic] matar, eu falei que mataria a pessoa. Aí que ele me falou que era uma senhora; como eu tinha prometido, eu fiz. Eu não mato mulher; eu não faço nada com mulher”, completou. Antes de ele ir até a churrascaria, ele acabou revelando que fez uso de entorpecentes com a intenção de se matar. “Depois disso, eu surtei. Hoje de manhã, tomei cocaína na água. Estou fazendo isso só para morrer mesmo. Foi isso que aconteceu. Eu não quero ser preso, é para atirar, é para matar eu [sic]”, disse durante a gravação do vídeo. Assassinato de idosa A idosa, Maria José, foi encontrada por um familiar com perfurações de faca, na manhã do dia 29 de junho. Na ocasião, ela estava caída no chão do quarto de uma casa localizada no bairro Centro Velho, em Ribas do Rio Pardo. Já nesta segunda-feira (6), além da prisão do suspeito em Campo Grande, outro homem, de 45 anos, foi capturado em Ribas, após o cumprimento do mandado de prisão temporária. Funcionária refém A funcionária foi feita de refém na tarde de domingo (5), em Campo Grande. Imagens mostram o autor com uma faca no pescoço da vítima enquanto ameaça os clientes e pede a presença de um policial. Câmeras de segurança mostraram a ação do suspeito. É possível ver o homem chegando ao estabelecimento e esperando uma cliente terminar de fazer o pagamento. Em seguida, ele, que está de casaco, tira uma faca e aborda a funcionária, que entra em desespero com a ação rápida do homem. O autor fica com a faca no pescoço da vítima até o momento em que um sargento de folga, que é vizinho do estabelecimento, começa a negociação para soltar a refém. De acordo com o boletim de ocorrência, Leite, 2º sargento da Polícia Militar, iniciou a negociação enquanto outras equipes da PM se deslocavam até o local. Foram 30 minutos de negociação com o rapaz, que, segundo testemunhas, estava visivelmente alterado e sob efeito de drogas. O homem precisou ser algemado para ser encaminhado à delegacia. A vítima não teve ferimentos. Durante o percurso até a delegacia, a equipe policial percebeu cheiro de fumaça dentro da viatura e percebeu que o rapaz havia colocado fogo no próprio tênis. Segundo o registro policial, o homem havia usado um isqueiro, que estava escondido na cueca dele, para atear fogo no sapato. Fonte: Midiamax
- ‘Provavelmente não será a última’, diz prefeito de MS após perseguição da PM por arrancada com ‘carrão’
Prefeito exibiu carro pelas ruas. (Reprodução Redes Sociais e Fala Povo, Jornal Midiamax) PM flagrou prefeito arrancando com veículo no centro de Ivinhema Após ser perseguido pela PM (Polícia Militar) até em casa, o prefeito Juliano Ferro (PL) apareceu nas redes sociais para falar sobre a situação ocorrida no domingo (5). No vídeo, ele assume o erro, parabeniza a polícia, mas afirma que não vai mudar de atitude. “Eu sou verdadeiro; eu sou isso aqui; sempre fui e não vou mudar. Não é a primeira vez que acontece isso, provavelmente não será a última. Eu sou o que eu sou, não vou mudar a minha personalidade, não vou mudar o homem que eu sou”, ressalta. A declaração ocorre após Juliano ser autuado pela PM por dar uma arrancada com um carro de luxo na Avenida Brasil, na região central de Ivinhema, no domingo. Prefeito arrancou com ‘carrão’ de R$ 900 mil Conforme boletim de ocorrência, ele seguia pela avenida quando deu a arrancada com um Dodge Challenger de cor vermelha. A manobra de ‘cantar pneus’ deixou marcas no asfalto. Uma viatura da PM que estava no local foi atrás de Ferro, que fugiu da polícia. Ele foi até sua residência, onde deixou o veículo. Enquanto a equipe policial estava em seu portão, o prefeito de Ivinhema saiu com seus documentos pessoais e os do carro. “Se você não vive, eu vivo do meu jeito. Parabéns à polícia. Estou errado, vou responder agora na Justiça; está tranquilo, quem erra tem que pagar, estou pagando”, diz. Com a chegada da PM à sua residência, Ferro se recusou a apresentar o veículo aos policiais e também não permitiu que eles entrassem na residência. Juliano também apareceu nas redes sociais com o veículo, que no Brasil pode chegar a custar R$ 900 mil. Confira o vídeo: (Fala Povo, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax
- VÍDEO: Motorista confessou que bebeu antes de acidente com 5 carros na Antônio Maria Coelho
Os veículos ficaram bastante danificados com a batida Estudante de 26 anos envolvido no acidente que danificou 5 carros na Antônio Maria Coelho, na noite de domingo (5), confessou que bebeu. O acidente ocorreu momentos após o jogo do Brasil na Copa, no cruzamento com a Rua Alagoas, em Campo Grande. Conforme o registro policial, o estudante seguia pela Antônio Maria Coelho com o Civic, quando invadiu a Alagoas. A princípio, não há confirmação se ele teria furado o sinal vermelho, mas testemunhas relataram que isso ocorreu. Quando o carro atravessava a Alagoas, foi atingido por um HR-V, o qual descia a rua seguido de outros veículos. Com o impacto, o estudante perdeu o controle do Civic, que ainda atingiu três carros estacionados, dois Ford Ka e uma BMW. Um Ford Ka teve perda total. Veículo ficou com a lateral completamente destruída. (Foto: Fala Povo, Midiamax) Confessou que bebeu Após o acidente, testemunhas que estavam em uma conveniência onde os carros estavam estacionados relataram o momento de terror. “Havia crianças sentadas na calçada; se os carros não estivessem ali, seria uma tragédia”, relatou uma cliente do local. “E se ele tivesse matado alguém? Se tivesse pegado no meio do carro, teria matado três pessoas que estavam dentro. Na calçada também tinha umas 6 pessoas; se não tivesse batido no meu carro, teria matado todo mundo que estava na calçada”, disse um comerciante que teve o carro atingido. “Ele estava correndo demais. É muita irresponsabilidade. As leis precisam ser mais firmes quanto a isso. Enquanto não mudarem a legislação, sempre vai ter esses acidentes”, disse. Quando a Polícia Militar chegou ao local, identificou que o motorista do Civic apresentava sinais de embriaguez. Ele então confessou que bebeu antes de dirigir. Prisão em flagrante Com isso, os policiais prenderam o motorista em flagrante. No entanto, como ele disse que estava sentindo dores, equipes do Corpo de Bombeiros o socorreram até a Santa Casa de Campo Grande. A Polícia Civil confirmou o flagrante, e o delegado plantonista determinou uma fiança de R$ 5 mil para que o motorista responda em liberdade. Destroços ainda permanecem no local do acidente. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) Fonte: Midiamax
- VÍDEO: Motociclista que morreu em acidente na Avenida das Bandeiras teria ‘furado’ sinal
O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida das Bandeiras com a Rua Bom Sucesso. (Reprodução, Câmera de Segurança) O acidente envolveu duas motocicletas Imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem do Jornal Midimax mostram o momento do acidente que terminou com a morte de um motociclista, ainda não identificado. A colisão ocorreu na tarde desta segunda-feira (6), no cruzamento da Avenida das Bandeiras com a Rua Bom Sucesso, em Campo Grande. Nas imagens, é possível ver o motociclista que estava na Yamaha R15 trafegando pela Rua Bom Sucesso e atingindo o outro motociclista que seguia em uma Honda Titan pela Avenida das Bandeiras. A batida ocorreu justamente no momento em que o sinal teria aberto para os condutores que seguiam pela avenida. Devido ao impacto, o motociclista que morreu ainda no local foi lançado e bateu em uma mureta e, assim, sofreu fratura exposta e também um corte profundo na região do pescoço. Ele não portava documento, por isso será necessário passar por exame para constatar a identificação. Já o outro piloto, apesar de ter parado com parte do corpo embaixo de um carro modelo Ora, sofreu algumas escoriações e foi socorrido para a Santa Casa. Ao Midiamax, testemunhas relataram que o motociclista da R15 estaria em alta velocidade e também teria furado o sinal vermelho. “Em altíssima velocidade, o rapaz subiu mesmo com o sinal fechado para ele e colidiu com o outro motociclista”, disse. Confira o vídeo: Fonte: Midiamax
- Comando da PM admite emboscada do CV contra o Bope para matar preso
Comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Sob recompensa, 'Apolo' teria morrido após força de elite da PMMS ter pneu da viatura furado O Comando da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) admitiu a emboscada armada do CV (Comando Vermelho) contra o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para matar o preso Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”, em Corumbá. “Apolo” era suspeito de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta. Ele morreu na noite de sábado (4), durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande, dias depois de passar por audiência de custódia. O suspeito morto era apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), e os tiros teriam sido disparados por criminosos do Comando Vermelho no fim da tarde. O comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, falou, durante entrevista coletiva, que dificilmente um pneu de viatura se fura, mas isso aconteceu naquele momento. “Dificilmente um pneu de viatura se fura, mas justamente furou naquele momento. Ou seja, a emboscada estava preparada. Eles estavam monitorando, sim, a PM. Nenhum atirador fica no mato aguardando. E houve, sim, o preparo para aquilo ocorrer. Não tem como prosseguir com o pneu furado; então, houve, naquele momento, a parada. Os policiais já estavam parados e preocupados com qualquer retaliação, e o fato ocorreu, foi revidado”, disse Garnes. Durante a entrevista coletiva, o comandante-geral também afirmou que a ação dos criminosos mudou e que as forças de segurança estão dando resposta à altura. “Nós estamos falando desde o início do nosso comando. Muitos questionam o enfrentamento e a morte em decorrência de intervenção policial. A ação dos criminosos mudou. É o enfrentamento à PM e às forças de segurança, e nós estamos dando resposta à altura. A população não tem que ter insegurança, porque nós agimos de fato. Infelizmente, perdemos um policial militar, mas tenham certeza de que a Polícia Militar está cumprindo seu papel”, afirmou o coronel. ‘Não tem insegurança em MS’ Nesta segunda-feira (6), o comandante-geral da PMMS garantiu que não há insegurança em Mato Grosso do Sul. “Se nós pegarmos do ano passado pra cá, tivemos ações semelhantes. Não tem insegurança em MS, e a PM está agindo de forma contundente”, pontuou. Garnes também destacou que as forças de segurança de Mato Grosso do Sul são as que mais apreendem drogas no Brasil. De 920 toneladas apreendidas pela PM no país, 420 foram em solo sul-mato-grossense, evidenciando o interesse das facções por entorpecentes. “Eles [faccionados] estão se fortalecendo na Bolívia e estão tentando entrar no nosso Estado, mas não vão conseguir”, reforçou o comandante-geral. Entrevista coletiva com o coronel Renato dos Anjos Garnes nesta segunda-feira. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) ‘PM já está com resposta à altura’ O Jornal Midiamax noticiou que uma guerra entre o PCC e CV teria causado a morte do policial na última terça-feira (30). Isso porque, antes da morte do militar, criminosos teriam ido até uma casa em Ladário para matar um integrante do CV. Já o coronel Renato Garnes afirmou que tudo começou com uma briga entre traficantes por causa de drogas. “Os mortos em confronto nos últimos dias têm relação direta ou indireta com a morte do policial Marcelo. Tudo começou com uma briga entre traficantes por causa de droga, e um deles foi sentenciado à morte pelos rivais. Na investigação, o policial foi morto, mas a PM já está com resposta à altura”, explicou. Na tarde de domingo (5), os bolivianos Luis David Justiano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, o ‘Coiote’, de 32, morreram em confronto com policiais do Batalhão de Choque. Em menos de 24 horas, já na madrugada desta segunda-feira (6), outro confronto aconteceu na cidade vizinha. Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu após atirar em direção aos militares do Choque na BR-262, em Ladário. Foram apreendidos um revólver de calibre .38 e um fuzil. Marlon é apontado como suspeito do golpe do seguro. “No decorrer dessa abordagem, outro cidadão foi morto. Ele é de Caxias e trazia veículos de golpes de seguro para Bolívia e levava droga para o Rio de Janeiro e Espírito Santo”, revelou o comandante-geral da PMMS. “A PM é muito respeitada em MS. Não é o Choque ou o Bope, mas um enfrentamento que sempre ocorre este ano: 69 confrontos que tiveram indivíduos mortos em decorrência da nossa ação”, acrescentou Garnes. Morte de policial Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que, antes da ação policial, os criminosos teriam ido até uma casa em um Fiat Argo, no município de Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”. Três homens efetuaram disparos, mas o alvo conseguiu escapar. O trio fugiu, e a polícia foi acionada para diligências. Já em Corumbá, quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil e os criminosos fugiram novamente. Logo, os militares tomaram conhecimento de que os suspeitos estariam tentando atravessar a fronteira para a Bolívia. Foi feito contato com a polícia boliviana, que localizou dois homens. Ewerton assumiu a participação no assassinato do policial e passou a indicar os locais onde estaria escondida parte das armas. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax apontam que ele e o comparsa integravam o PCC — Ewerton ficava com as funções de “disciplina” e “paiol”, enquanto Rubens exercia a função de “missionário”. Fonte: Midiamax
- Consórcio Guaicurus tenta culpar aplicativos e bicicletas por R$ 20 milhões em dívidas
Ônibus na garagem do Consórcio Guaicurus. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) Empresas reconhecem o relatório apontado pelos interventores da concessão do transporte público O Consórcio Guaicurus culpou o aumento do uso de aplicativos e até bicicletas pelos R$ 20 milhões em dívidas. O acúmulo de dívidas e falhas foi apontado pelos interventores da concessão do transporte público de Campo Grande nesta segunda-feira (6). Em nota, as empresas afastadas da diretoria do transporte coletivo reconhecem o relatório. Contudo, mantêm os argumentos usados desde a CPI do Consórcio na Câmara de Campo Grande para justificar as falhas e dívidas. Então, alegaram novamente que o contrato opera em desequilíbrio econômico-financeiro e que a pandemia da covid e o aumento do uso de aplicativos causaram queda do número de passageiros. “É a ausência desse reequilíbrio que levou à situação constatada pelos interventores”, disse o Consórcio em nota. Modais podem gerar melhoria, defendeu especialista O aumento da concorrência de modais alternativos foi apontado como desafio para o Consórcio Guaicurus, que argumentou que o cenário negativo do transporte público foi “agravado” pelos modais. No entanto, a concorrência com modais foi apontada como possibilidade de melhoria do transporte coletivo em Campo Grande, pois a falta de competitividade no transporte coletivo acabou tranquilizando o Consórcio Guaicurus em Campo Grande ao longo dos anos. O apontamento é da especialista em desenvolvimento urbano Maria Lúcia Torrecilha, após oitivas na CPI que investigou o transporte público na Capital. Enquanto o único meio de transporte coletivo em Campo Grande são ônibus, as empresas do Consórcio vivem em espécie de ‘monopólio’. “Tem que ter outros modais. Isso desafia também para eles, causa um medo, por exemplo. Eles estão tranquilos, reinam”. Doutora em Geografia Humana, Maria concedeu entrevista exclusiva ao Midiamax em 2025 e comentou sobre o transporte público na Capital. Na ocasião, destacou que os usuários acabam indo para os aplicativos em busca de melhor atendimento e apenas quando possuem “um pouco mais de condições”. Consórcio sustenta dificuldades financeiras Afastado do comando do transporte coletivo, o Consórcio disse que “apesar das dificuldades, manteve as condições de segurança dos ônibus, atestadas por laudos emitidos por empresa credenciada pelo Inmetro e pelo Detran-MS”. Além disso, questionaram a falta de conclusão de todos os corredores de ônibus e novos terminais na Capital. “Sem essa modernização, a velocidade média do sistema permaneceu baixa (cerca de 17 km/h), o que degrada a qualidade da prestação do serviço público, afasta os usuários e eleva os custos operacionais da concessionária”, disseram as empresas em nota. Descumprimento contratual ocorre desde 2014 Apesar de preliminares, os primeiros relatórios do interventor detalharam falhas na gestão operacional da companhia decorrentes da utilização de sistemas de gestão ultrapassados, afetando o fluxo interno e a economicidade do serviço. A frota de ônibus foi apontada como ultrapassada, demandando a estruturação de planejamento para a substituição futura dos veículos. O advogado também destacou que os indícios de irregularidades fiscais e contratuais por parte do consórcio não são recentes. “A gente já constatou que, desde 2014, já tinha atraso de tributos. Mas ainda é muito preliminar, a gente tem que fazer realmente todo esse histórico, levantar tudo certinho, mas parece que o descumprimento já tem há bastante tempo”, afirmou Aléxandro de Oliveira. Fonte: Midiamax
- Acto: contratos com Fiems chegaram a 70% dos ganhos da empresa do vice-presidente
Vice-presidente da Fiems, empresário Luiz Gonzaga Crosara Júnior. (Divulgação, Fiems) Balanço de 2021 da Acto Soluções em Tecnologia, de Crosara Júnior, revela que receita da empresa estava fortemente vinculada à entidade dos industriários Denúncias de ex-funcionários apontam o suposto uso de CNPJs criados pela diretoria da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) para ganhar contratos do Sistema S. Entre as suspeitas, a Acto Soluções em Tecnologia (CNPJ 31.356.145/0001-53), criada por Luiz Gonzaga Crosara Júnior em 2019, chegou a ter 70% dos lucros originados nos cofres do Sistema Fiems. No mesmo ano em que foi fundada, ainda como Eireli (empresa individual), a Acto conseguiu o primeiro contrato com o Sistema S, através de licitação na modalidade ‘convite’. A empresa do atual vice-presidente de Sérgio Longen na Fiems foi a única participante. Segundo ex-funcionários da Fiems que tiveram acesso aos processos licitatórios nas entidades do Sistema Fiems, os CNPJs não passavam de empresas laranjas criadas para manter os contratos de serviços de difícil mensuração nas mãos de membros da presidência. Os serviços de tecnologia e locação de equipamentos logo teriam se tornado o ‘filé’ do suposto esquema. Antes de se tornar o vice-presidente de Sérgio Longen, que vai completar duas décadas à frente do Sistema Fiems, Luiz Crosara conquistou espaço meteoricamente e atualmente é cotado para assumir a presidência no lugar de Sérgio, que estaria sonhando com a presidência da CNI (Confederação Nacional das Indústrias). Antes de se tornar o número dois na hierarquia, Crosara foi um dos fornecedores de maior ascensão nas compras das entidades do Sistema Fiems, que têm os cofres irrigados pelo dinheiro dos empresários e trabalhadores por contribuições obrigatórias no INSS. Mesmo recém-criada, a Acto logo declarou que o faturamento em contratos da Fiems chegou a representar 70% do movimento contábil no CNPJ. Conforme dados públicos disponíveis nos portais da transparência do Sesi e do Senai, a empresa faturou mais de R$ 7.698.228,20 do Sistema S somente entre 2021 e 2022. O total não considera contratos anteriores a 2021, como o citado anteriormente. Faltam os valores no sistema público de dados das entidades. A ‘dependência’ da Acto de serviços prestados diretamente ao Sistema S fica evidenciada num balanço patrimonial apresentado pela empresa para vencer mais uma licitação na Fiems em 2022, com dados do ano anterior. Mesmo com apenas dois anos de existência, a Acto conquistou contrato de R$ 4.739.443,20, sendo que, em 2021, o faturamento da empresa foi de R$ 3.244.395,08. E a relação só cresceu até que Crosara assumiu um cargo na diretoria. Imediatamente, foi criado outro CNPJ, que supostamente seria outra empresa laranja para ganhar os contratos e esconder os laços com diretores. A Blackbird Soluções em Tecnologia Ltda. (CNPJ 52.964.854/0001-91), além de estar no nome de dois funcionários da empresa de Crosara, coincidentemente, teve a mesma ‘sorte’ que a Acto e já nasceu ganhando contratos com o Sistema Fiems. Conforme denúncia feita ao Jornal Midiamax, as duas empresas de tecnologia supostamente foram criadas por Luiz Gonzaga Crosara Júnior originalmente com o objetivo de conquistar contratos com o Sistema S, outras instituições e até órgãos públicos, sob influência do grupo que opera o suposto esquema. Em 2022, a Acto venceu licitação por R$ 4,7 milhões, mas contrato foi turbinado e valor pago foi de R$ 5,3 milhões. (Reprodução, Transparência Sesi-MS) ‘Sorte’ de principiante no cofre do Sistema S Os dados contábeis da empresa de Crosara mostram que 72,9% do seu faturamento bruto do ano de 2021 foi proveniente de dinheiro da Fiems. Conforme o documento, a receita bruta da empresa foi de R$ 3.244.395,08 em 2021, enquanto R$ 2.366.354,60 são de serviços prestados ao Sesi e Senai naquele ano, como consta no portal da transparência das entidades. Desse total, R$ 1.710.014,60 são de contratos com o Senai-MS e outros R$ 656.340,00 com o Sesi-MS. O balanço apresentado pela própria empresa atesta que, no ano de 2020, a receita proveniente de serviços prestados pela Acto foi de R$ 928.241,40. De 2019 — quando foi criada — até 2020, a Acto já havia firmado três contratos com o Sesi, conforme atestado de capacidade técnica assinado pelo então coordenador de suprimentos da Fiems, Paulo César de Oliveira. O crescimento da empresa ficou fortemente vinculado aos novos contratos com o Sistema S, ‘turbinando’ o caixa da Acto, que teve um crescimento de R$ 2,3 milhões em receita com serviços prestados de 2020 para 2021. ‘Braço direito’ de Longen e novos CNPJs Sede da Acto, no Jardim Veraneio, em Campo Grande. (Gabriel Maymone, Jornal Midiamax) A documentação oficial disponibilizada pela Fiems mostra que o último contrato com a Acto, no valor de R$ 5.331.873,60, encerrou-se em agosto de 2023, três meses após a posse de Crosara Júnior como vice-presidente da Fiems. No entanto, denúncia revelada na semana passada pelo Jornal Midiamax mostra que, após assumir como vice-presidente da Fiems, sendo o 02 da entidade, abaixo apenas de Sérgio Longen, Crosara Júnior estaria usando a empresa Blackbird Soluções em Tecnologia Ltda. (CNPJ 52.964.854/0001-91) para manter esses contratos sob seu controle. Conforme apurado pela reportagem, a Blackbird foi criada em novembro de 2023, meses após Crosara assumir cargo na diretoria da Fiems, por dois funcionários da Acto: Adriano Marcelo Marques Miyashiro e Ricardo Servilha Gouvea Filho. Inclusive, segundo postagem oficial da Acto em seu perfil no Linkedin, Ricardo Servilha foi enviado há cerca de um mês para representar a Acto em um programa de treinamento. Já Adriano Miyashiro é professor universitário e mantém, em seu currículo Lattes, atualizado em maio de 2026, vínculo institucional com a Acto desde 2021, afirmando ser gerente de suporte, com carga horária de 160 horas, o que significa dedicação integral, considerando uma jornada de 8 horas semanais. Crosara nega qualquer irregularidade. Diz que deixou o quadro societário da Acto em novembro de 2025 e que se tornou uma espécie de ‘diretor administrativo com papel consultivo’. No entanto, no papel, ainda mantém o controle societário da empresa por meio da holding Meridian Administração e Participações Ltda. (63.522.605/0001-62), a qual criou justamente em 5 de novembro de 2025. Embora nem sempre seja um indício de ilícito, o recurso de criar holdings para manter o controle de empresas sem aparecer diretamente é velho conhecido das autoridades que atuam no combate à ocultação de bens e lavagem de dinheiro. O orçamento anual do Sistema Fiems passa dos R$ 450 milhões por ano. Somente de verbas públicas, a Fiems deve receber mais de R$ 60 milhões neste ano de 2026. Não é a primeira vez que, sob a gestão de Sérgio Longen — que ocupa a presidência da Fiems há 19 anos — o uso dessa fortuna é envolto em suspeitas e denúncias. Em 2019, Sérgio Longen chegou a ter os bens bloqueados e foi alvo de mandados de busca cumpridos pela Polícia Federal na Operação Fantoche. À época, o juiz federal Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 4ª Vara Federal do Recife, ainda determinou a quebra de sigilo bancário do presidente da Fiems. De azul, no canto direito, Ricardo Servilha, sócio da Blackbird, representando a Acto. (Reprodução, Linkedin) Crosara admite Blackbird como ‘fornecedora’ Sem responder especificamente sobre a denúncia de que a Blackbird teria sido criada como ‘laranja’ para manter os contratos da Actos sob controle dele, Crosara Júnior disse à reportagem que não tem ‘nenhum vínculo’ com Adriano e Ricardo. Mas ele se contradiz ao admitir que os dois prestam serviços de ‘mão de obra específica’ na Acto. Questionado sobre ter conhecimento de que os dois são sócios da Blackbird, Crosara confirma e reforça o entrelaçamento entre os CNPJs. “A empresa é fornecedora da Acto”, minimiza. A reportagem questionou se o contrato firmado entre a Blackbird e o Sesi foi firmado com influência dele, mas Crosara negou, limitando-se a dizer: “Nenhuma influência”. Sobre a saída de pessoa física para incluir uma holding em seu nome no quadro societário da Acto meses após a investigação da PF vir à tona, o vice-presidente da Fiems afirmou não ter “nenhuma relação” e que a mudança seria somente uma “reestruturação contábil”. Fiems ainda não se pronunciou A reportagem busca posicionamento da Fiems através dos e-mails oficiais de comunicação da instituição para esclarecimentos sobre as denúncias e os contratos envolvendo a Acto e a Blackbird. Não houve respostas até a publicação desta matéria. A reportagem voltou a procurar o vice-presidente da Fiems, Crosara, para questioná-lo sobre a denúncia de que a Acto teria sido criada para firmar contratos com o Sistema S. Também tentamos buscar esclarecimentos sobre a dependência dos recursos da Fiems no balanço da empresa e quais eram e são os clientes da Acto. Crosara visualizou as mensagens e não respondeu. A Acto também foi procurada pelo e-mail e pelo número oficial de WhatsApp informados como canais de contato em seu site oficial. No entanto, também não obtivemos retorno quanto aos questionamentos sobre ter sido criada para pegar contratos com o Sistema S e às denúncias apresentadas. O espaço segue aberto para posicionamentos e esclarecimentos. Fonte: Midiamax
- Ancelotti quebra o silêncio após eliminação do Brasil: ‘Dor é grande, mas a confiança não muda’
Técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, em Brasil e Noruega, no domingo (5) - DANILO FERNANDES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Com contrato renovado com a Seleção até 2030, ano da próxima Copa do Mundo, italiano não deve retornar ao Brasil nesta terça-feira (07) no voo que traz parte do elenco brasileiro Após 24 horas da eliminação do Brasil da Copa do Mundo, em sua pior campanha desde 1990, o técnico italiano, Carlo Ancelotti, falou sobre a despedida precoce da Seleção do Mundial. Em uma publicação no Instagram nesta segunda-feira (06), ele escreveu: “Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda. Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!” A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo no domingo (05), após perder de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Resultado que aumentou a invecibilidade dos noruegueses sobre o Brasil – eles nunca perderam para a Seleção na história – e também fez a canarinha cair nas oitavas de final pela primeira vez em 36 anos. O último desempnho negativo tinha sido em 1990, quando o Brasil foi eliminado pela Argentina. Com contrato renovado com a Seleção até 2030, ano da próxima Copa do Mundo, que vai ser disputada em seis países – Argentina, Uruguai, Paraguai, Marrocos, Espanha e Portugal – o italiano não vai retornar ao Brasil nesta terça-feira (07) no voo que traz parte do elenco brasileiro para o Brasil. Ancelotti e parte de sua comissão técnica deixaram nesta segunda-feira o hotel que serviu de base para a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, em Basking Ridge, Nova Jersey. O italiano e sua equipe ganharam alguns dias de folga. Ele viajará para Vancouver, no Canadá, onde tem residência. A previsão é que retorne ao Rio no fim de julho para iniciar o novo ciclo à frente da Seleção Brasileira, visando à Copa do Mundo de 2030. Compromissos do Brasil em 2026 Apesar da eliminação na Copa do Mundo, o Brasil ainda tem compromisso oficial neste ano, que marca o início do novo ciclo da Seleção mirando a competição que acontece daqui quatro anos. A próxima convocação ocorrerá na primeira quinzena de setembro, de olho na Data Fifa entre 21 de setembro e 6 de outubro. O Brasil enfrentará a Austrália, na Oceania, nos dias 25 e 29 de setembro e, se desejar, poderá disputar mais duas partidas na região. Um terceiro amistoso na Ásia também não está descartado. Será nesse período que Ancelotti começará a colocar em prática as “novas ideias” mencionadas na entrevista coletiva após a eliminação para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no último domingo. Fonte: Jovem Pan
- Moraes e Dino dão 2 dias para tribunais explicarem violação a limite de penduricalhos
Montagem com fotos dos ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes. - Sophia Santos / STF - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Ministros apontam irregularidades no Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino determinaram nesta segunda-feira, (6), que os presidentes dos Tribunais de Justiça de sete estados prestem informações detalhadas, em até dois dias, sobre os pagamentos de penduricalhos de forma irregular, sob pena de afastamento das diretorias das respectivas instituições. A ordem foi direcionada aos tribunais do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, essas unidades violaram a decisão do STF que limitou os pagamentos de verbas remuneratórias e indenizatórias ao máximo de 70% do teto do funcionalismo público, o que equivaleria a aproximadamente R$ 78 mil. Os despachos de Dino e Moraes foram idênticos ao requisitarem as informações, mas com a diferença de que o primeiro ministro foi mais incisivo ao mencionar a possibilidade de destituição dos presidentes dos TJs que tiverem violado as regras definidas pelo Supremo. Moraes mencionou o afastamento do cargo apenas na hipótese de não serem fornecidos os dados exigidos. A configuração de qualquer tipo de descumprimento às determinações do STF, quanto aos limites estabelecidos, poderá ensejar afastamento do cargo e promoção da responsabilidade penal, civil e disciplinar.Flávio Dino, ministro do STF. Essas cortes, no entanto, teriam pago valores superiores a R$ 400 mil a alguns juízes em maio. Moraes exige que as chefias dos TJs detalhem os valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa e aposentado, bem como aos pensionistas, nos meses de abril, maio, junho e julho deste ano. As informações deverão ser prestadas de forma individualizada e com comprovantes dos pagamentos realizados. Como revelou o Estadão, em outro movimento de burla à decisão do STF que limitou os pagamentos de penduricalhos, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, autorizou os tribunais do país inteiro a pagarem valores retroativos do Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Ocorre, contudo, que a decisão foi dada antes mesmo que o Supremo encerrasse o julgamento dessa questão e num momento em que este tipo de medida estava proibida. Fonte: Jovem Pan
- PGR pede depoimento de Flávio antes de decidir sobre inquérito de calúnia contra Lula
Flávio Bolsonaro durante coletiva de imprensa - Bruno Peres/Agência Brasil A Jovem Pan teve acesso à manifestação assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja ouvido pela Polícia Federal (PF) antes de decidir sobre o inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Jovem Pan teve acesso à manifestação assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O inquérito foi instaurado após representação da Polícia Federal e investiga uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em 3 de janeiro deste ano. A PF já concluiu as investigações e encaminhou o relatório final ao STF. Na manifestação, Gonet concorda com a Polícia Federal e rejeita os pedidos da defesa para novas diligências, que incluíam a oitiva de autoridades e o envio de ofícios ao Gabinete da Presidência da República, ao Ministério das Relações Exteriores e até a um tribunal distrital dos Estados Unidos para compartilhamento de documentos e informações. Segundo o procurador-geral, superada a discussão sobre essas diligências, ainda resta uma medida considerada essencial: o depoimento de Flávio Bolsonaro. A PGR afirma que a oitiva tem especial relevância porque a legislação prevê a possibilidade de retratação em casos de calúnia antes da sentença, hipótese que pode afastar eventual punição. Com isso, a Procuradoria pede que os autos retornem à Polícia Federal exclusivamente para a realização do depoimento do senador. Após a conclusão da oitiva, o processo deverá voltar à PGR para manifestação definitiva sobre o relatório final das investigações. Fonte: Jovem Pan
- Hugo Motta cria comissão para analisar PEC sobre redução da maioridade penal
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A proposta já havia sido aprovada pela CCJ no dia 10 de junho e aguardava pela decisão de Hugo para ser analisada por um colegiado específico antes de ir a plenário O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) quatro Comissões Especiais, entre elas a que irá analisar a redução da maioridade penal. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015 já havia sido aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) no dia 10 de junho e aguardava pela decisão de Hugo para ser analisada por um colegiado específico antes de ir a plenário. O texto pede a redução da maioridade para 16 anos. “A Comissão será composta de 37 membros titulares e de igual números de suplentes, mais um titular e um suplente”, informou o comunicado de Motta. Na CCJ, a votação para a aprovação da PEC teve 44 votos favoráveis e 18 contrários. PEC 32/2015 A PEC, de autoria do então deputado Gonzaga Patriota (PSB- PE), foi apresentada em 2015 e está figurando na comissão desde 2016, quando o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pautou a PEC e conseguiu maioria para aprovação do texto, mas o projeto foi arquivado pelo Senado Federal. Atualmente, a relatoria é do deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável ao avanço da proposta. No texto, o parlamentar defende que a redução da maioridade penal não viola cláusulas pétreas da Constituição e, portanto, pode ser objeto de emenda constitucional. O relator também propôs que a PEC trate exclusivamente da responsabilização penal, retirando do texto as mudanças sobre direitos civis e regras eleitorais previstas na proposta original. Com o texto encaminhado ao plenário, a PEC será novamente votada, precisando, no mínimo, do voto favorável de 308 deputados, em dois turnos de votação. Fonte: Jovem Pan
- Convenção do PL vai oficializar candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência no dia 25 em SP
Flávio Bolsonaro - TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO Evento será realizado às 10h, no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo O PL marcou a convenção nacional para oficializar a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da sigla à Presidência para 25 de julho. O evento será realizado às 10h, no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo. O local tem capacidade para até sete mil pessoas. A data e local foram anunciados pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, em suas redes sociais. “Nesse grande encontro, vamos homologar as nossas candidaturas à Assembleia Legislativa, à Câmara Federal, ao Senado Federal, aos governos do Estado e principalmente à Presidência da República com Flávio Bolsonaro”, disse. A declaração vem em um momento em que uma ala do bolsonarismo questiona a manutenção do nome de Flávio, após a divulgação das conversas entre o senador e o dono do Master, Daniel Vorcaro, além de atritos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A escolha por realizar a convenção em São Paulo, e não em Brasília, é estratégica: o Estado conta com o maior colégio eleitoral do País e concentra parte do empresariado e do mercado financeiro. O Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) já havia adiantado que o partido pretendia realizar a convenção ainda em julho, mesmo diante de algumas indefinições, como a da escolha de um vice de chapa. Pelo calendário eleitoral, as convenções partidárias devem ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. Nelas, as legendas, em tese, determinam seus candidatos, incluindo vices, e coligações partidárias. Na prática, porém, os partidos podem homologar apenas o candidato titular e delegar a decisão sobre vice e sobre coligações para a Executiva Nacional. A escolha deve ser oficializada até 15 de agosto, prazo para registro das candidaturas. Isso daria mais tempo para o PL negociar a vice, após a formação das coligações partidárias. Fonte: Jovem Pan
- Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil por causa de PCC e CV
O Ministro Mauro Vieira participa de sessão solene de abertura do Seminário “Diplomacia e Relações Internacionais: Passado, Presente e Futuro”, em comemoração aos 80 anos do Instituto Rio Branco. Foto: Carlos Cruz/MRE. Assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o texto responde a um Pedido de Informação da Câmara Em documento oficial enviado à Câmara dos Deputados no último dia 1º, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reconhece explicitamente o temor de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos possa abrir caminho para ações extraterritoriais americanas, inclusive de natureza militar, em território brasileiro. Assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o texto responde a um Pedido de Informação da Câmara e representa a manifestação mais direta do governo Lula sobre os riscos da medida unilateral anunciada por Washington. Segundo o documento, a designação das facções como terroristas “poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal”. Vieira vai além e afirma de forma clara: “Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”. O chanceler destaca que a decisão americana é um “ato unilateral” e que o Brasil tem externado oposição a ela, mas alerta para possíveis impactos graves na soberania e na economia nacional. A classificação, que entrou em vigor em junho, permite que autoridades dos EUA apliquem medidas com “amplo grau de discricionariedade”, atingindo até pessoas ou empresas sem ligação direta com as facções. Impacto no Mercosul A designação das facções como terroristas pelos EUA não afeta apenas o Brasil, mas pode gerar repercussões diretas no Mercosul, bloco econômico que o país integra ao lado de Argentina, Paraguai e Uruguai (com Bolívia em processo de adesão). Especialistas e fontes diplomáticas consultadas apontam que a medida cria um precedente perigoso para a integração regional. Se os EUA passarem a tratar o PCC e o CV como organizações terroristas globais, instituições financeiras e empresas do Mercosul poderiam enfrentar sanções secundárias americanas caso mantenham relações comerciais ou financeiras com entidades brasileiras suspeitas de ligação indireta com as facções. Isso inclui bancos, cooperativas de crédito e até operações de comércio exterior dentro do bloco. No âmbito do Mercosul, o risco é de fragmentação econômica. Países como Argentina e Uruguai, que já mantêm boas relações com Washington, poderiam ser pressionados a adotar medidas alinhadas à política antiterrorismo dos EUA, o que enfraqueceria a harmonização de normas comerciais e financeiras do bloco. Uma eventual aplicação extraterritorial de sanções poderia, por exemplo, complicar o funcionamento do sistema de pagamentos regional ou afetar acordos de livre comércio em negociação com outros blocos. Além disso, o alerta do Itamaraty sobre possível uso da força militar levanta preocupações com a estabilidade geopolítica da América do Sul. Uma ação unilateral americana em solo brasileiro seria vista como violação da soberania não só pelo Brasil, mas por todo o Mercosul, potencialmente reacendendo debates sobre intervencionismo externo na região. Diplomatas brasileiros consultados pela coluna temem que isso complique negociações do bloco com os EUA e a União Europeia, além de fortalecer narrativas antiamericanas em governos de esquerda na região. O chanceler Mauro Vieira, em conversas reservadas, tem enfatizado a necessidade de preservar a autonomia do Mercosul frente a pressões externas, especialmente em ano eleitoral no Brasil. A classificação das facções é vista como um teste à coesão do bloco e à capacidade do Brasil de liderar uma resposta coletiva. A preocupação do Itamaraty surge após o Departamento de Estado dos EUA, sob o secretário Marco Rubio, incluir PCC e CV na lista de organizações terroristas. O governo brasileiro vê a medida como contraproducente e lesiva, argumentando que as facções são organizações criminosas motivadas por lucro, e não grupos terroristas no sentido ideológico definido pela legislação nacional. Além da possibilidade militar, há temores de sanções financeiras, restrições migratórias e interferências que poderiam afetar a estabilidade econômica e a soberania do país. O Planalto e o Itamaraty têm dialogado internamente e com os EUA para mitigar os efeitos, mas até o momento evitam confrontos públicos diretos. Especialistas consultados avaliam que, embora uma incursão militar em larga escala seja improvável, a classificação abre precedentes jurídicos perigosos para operações seletivas ou pressões externas. Fonte: Jovem Pan
- Governo chama investigação dos EUA de ‘arbitrária’ e ‘incompleta’
Mauro Vieira enviou carta ao USTR sobre investigação - Letícia Clemente/MRE Em carta, o ministro das Relações Exteriores disse que a apuração ignorou as políticas brasileiras e pediu a não aplicação da tarifa de 12,5% O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apresentou nesta segunda-feira (6) ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) uma contestação formal sobre investigação conduzida pelo órgão que alegou falhas do Brasil no combate ao trabalho escravo. Em carta, o chanceler classificou a apuração como “arbitrária” e “incompleta”. “O Brasil interagiu de forma construtiva com o USTR, inclusive mediante a apresentação de vasta documentação comprobatória, a participação em consultas governamentais e o fornecimento de informações detalhadas sobre seus marcos legais e de fiscalização. O Relatório da Seção 301 sobre Trabalho Forçado e a Notificação de Conclusões, contudo, não abordam de maneira substantiva — muito menos refutam — as evidências apresentadas pelo Brasil”, relatou o chanceler. No documento, Vieira disse que a investigação ignora as políticas brasileiras de combate ao trabalho análogo à escravidão e necessita de base legal. O ministro declarou não haver “qualquer indício” de que produtos fabricados por trabalho forçado tenham entrado no mercado dos Estados Unidos a partir do Brasil. Ao USTR, Vieira afirmou também que o Brasil apresenta um dos sistemas mais robustos do mundo de combate ao trabalho análogo à escravidão. O chanceler pediu ao USTR que retire o Brasil de “qualquer decisão decorrente da investigação”, não aplique tarifas adicionais de 12,5% nem “outras medidas comerciais contra produtos brasileiros”. O ministro argumentou que as taxas “não são um meio viável nem eficaz para eliminar o trabalho forçado” Fonte: Jovem Pan
- Sobe para 3.535 o número de mortos na Venezuela após terremotos
Equipes de resgate na Venezuela após terremotos no país - Foto por MIGUEL MEDINA / POOL / AFP No novo boletim, as autoridades informaram que o número de feridos permanece em 16.740 O número de pessoas mortas pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho subiu, nesta segunda-feira (6), para 3.535, segundo um comunicado divulgado pelo governo venezuelano. No novo boletim, as autoridades informaram que o número de feridos permaneceu em 16.740. O balanço anterior de mortes, divulgado no domingo (5), era de 3.342. As autoridades evitam falar em desaparecidos, mas as Nações Unidas estimam que esse número possa chegar a 50 mil, embora algumas projeções apontem para algo próximo de 10 mil. Dois terremotos atingiram a Venezuela com menos de um minuto de intervalo entre eles na noite de 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5. A região de La Guaira foi uma das mais atingidas pelos sismos. Menos de duas semanas após os tremores, a Venezuela já registra mais de três mil mortos, além de milhares de desaparecidos que ainda estão sendo buscados. Quase 59 mil edifícios podem ter sido danificados ou destruídos no país, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos. Os dois potentes tremores provocaram o desabamento de prédios em Caracas e devastaram o estado vizinho de La Guaira, onde moradores ainda tentam recuperar os corpos de seus entes queridos, soterrados sob os escombros. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan
- Trump leva Copa do Mundo ao campo diplomático e gera reação do Brasil e Europa
Trump e Infantino - ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP Republicação ligou para a Fifa para falar sobre a expulsão de Balogun, que teve a suspensão revertida Os Estados Unidos não são tão apaixonados por futebol quanto a maioria dos países, mas, com o presidente Donald Trump no poder, o esporte também se tornou um campo de batalha diplomático. Trump, que se orgulha do papel dos EUA como coanfitriões da Copa do Mundo de 2026, admitiu ter entrado em contato com a Fifa a respeito do cartão vermelho mostrado ao astro americano Folarin Balogun, uma decisão que foi posteriormente anulada. Trump também questionou a reputação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou o jogador, embora tenha ressaltado que não gosta de “criar polêmica”. O Brasil, país que mantém diversas disputas diplomáticas e comerciais com Trump, reagiu por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que atestou a idoneidade do árbitro. “A CBF rejeita qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Ele é um profissional exemplar”, afirmou a entidade. Assim como ocorreu quando Trump impôs tarifas comerciais, criticou líderes ou questionou a OTAN, sua intervenção em relação ao cartão vermelho fez com que os europeus se alinhassem. O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, que agora enfrentará uma equipe dos EUA com força máxima na partida eliminatória desta segunda-feira (6), classificou a mudança de posição da Fifa como “incompreensível”. O comissário de Esportes da União Europeia, Glenn Micallef, afirmou que decisões desse tipo “cabem às entidades esportivas, não aos políticos”. Entenda o caso Balogun recebeu o cartão vermelho durante uma vitória dos EUA sobre a Bósnia, um país fortemente pró-americano, onde uma conta no X que apoiava os jogadores descreveu a Fifa e os Estados Unidos como uma “máfia”. O secretário de Estado Marco Rubio, que disse que os EUA foram “prejudicados” pelo cartão vermelho, brincou dizendo que o tema poderá ser tratado em uma cúpula da OTAN nesta semana. “Talvez estejam tentando provocar um incidente internacional”, disse Rubio. Rubio, que é mais fã do futebol americano, disse que a Bélgica deveria ficar feliz por enfrentar a seleção dos EUA completa. “Só espero que a partida aconteça, que todos estejam com força máxima e que o vencedor seja realmente o vencedor”, disse Rubio. Tensão geopolítica Trump, com seu slogan ‘America first’ (‘América em primeiro lugar’), tem exercido sem reservas o poder bruto de seu país para impor sua vontade, mesmo correndo o risco de desagradar aliados. Ele ameaçou tomar a Groenlândia e o Canal do Panamá e tentou neutralizar o Tribunal Penal Internacional com sanções contra juízes cujas decisões os Estados Unidos rejeitam. Trump disse ter abordado a questão do cartão vermelho com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que se alinhou estreitamente ao republicano, alugando espaço na Trump Tower, em Nova York, e até mesmo concedendo ao presidente um novo ‘Prêmio da Paz da Fifa’. Infantino disse ter informado a Trump que a revisão foi independente. Mas a imagem que isso passou, ao que parece, foi demais até mesmo para o antecessor de Infantino, Sepp Blatter, que renunciou em 2015 após uma investigação de corrupção apoiada pelos EUA. “O futebol jamais deve se tornar um campo de disputa pelo poder político”, publicou Blatter. A Copa do Mundo não é estranha a conflitos, incluindo disputas que ocorreram em campos de batalha. Em 1982, um xeique do Kuwait entrou no gramado e convenceu o árbitro a anular um gol. E, em 1969, Honduras e El Salvador travaram uma guerra breve após o aumento das tensões em torno de uma partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan




















































