top of page
BG Nova 106 News - 1920 x 230.png

Busca

Search this site

1632 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Lula libera R$ 18,5 bilhões em financiamento para empresas afetadas por tarifaço de Trump

    A medida também busca atender setores atingidos por conflitos internacionais e medidas protecionistas - SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano III e serão viabilizados por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta (22) O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) a terceira fase do Plano Brasil Soberano, oferecendo R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento a empresas brasileiras afetadas por tarifas dos Estados Unidos. A medida também busca atender setores atingidos por conflitos internacionais e medidas protecionistas. Segundo o governo, serão disponibilizados R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro poderá ser utilizado para: capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados. Os recursos serão viabilizados por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente Lula (PT) e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta. O presidente também sanciona um projeto de lei que amplia o escopo dos produtores que poderão ter acesso ao benefício. Passam a poder acessar os financiamentos exportadores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e da mineração, além de cooperativas e associações vinculadas a essas atividades. Novas tarifas A nova tarifa americana direcionada ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22), enquanto outros parceiros comerciais de Washington se preparam para uma nova rodada de medidas tarifárias diante do vencimento, nesta semana, das temporárias impostas pelo presidente Donald Trump. A tarifa de 25% sobre o Brasil vem na esteira de uma investigação dos Estados Unidos, que acusou o gigante americano de práticas comerciais desleais. Isso provocou fortes críticas, embora o vice-presidente Geraldo Alckmin, tenha dito em entrevista coletiva na terça-feira que o país buscará resolver o problema por meio de negociações, em vez de recorrer a represálias. Vários produtos, como carne bovina, café e peças de aviões, ficarão isentos, e aproximadamente metade das exportações do Brasil para os Estados Unidos continuará livre de tarifas, estima Valentina Sader, do centro de estudos Atlantic Council. Ainda assim, a medida vem em um momento em que Trump renova sua aposta no uso de tarifas como ferramenta de pressão, o que desperta temores de represálias e de maiores tensões. Washington pode estar “utilizando o Brasil como exemplo para enviar uma mensagem mais ampla sobre suas prioridades e sua abordagem de negociação”, disse Sader à AFP. Embora a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha anulado muitas das tarifas de Trump em fevereiro, desferindo um golpe em sua capacidade de impor novos impostos a seu critério, Washington avançou na reconstrução de sua agenda comercial recorrendo a outros poderes. O fato de os Estados Unidos afirmarem que as tarifas ao Brasil foram impostas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não negociou de boa-fé “reforça a percepção de que a medida não se dirige apenas às práticas comerciais do Brasil, mas que também possui um componente político contra o próprio Lula”, apontou Sader. O gravame desponta como um importante ponto de conflito na campanha para as eleições presidenciais de outubro no Brasil. A Câmara de Comércio Americana para o Brasil alertou recentemente que a medida de Washington afeta mais de 11 bilhões de dólares (55,85 bilhões de reais) em exportações. Trump anunciou na terça-feira a imposição de novas tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados, que entrarão em vigor a partir de agosto de 2028, e cuja alíquota passará posteriormente a 200% em 2029. Preocupação por trabalho forçado Ainda está por vir uma ofensiva mais ampla, já que em junho as autoridades propuseram tarifas entre 10% e 12,5% voltadas a 60 parceiros comerciais por supostos descumprimentos na luta contra o trabalho forçado. Analistas esperam que os gravames vinculados ao trabalho forçado substituam a tarifa global temporária de 10% — que expira na sexta-feira — imposta por Trump após seu revés na Suprema Corte. “Esperamos ver alguma ação em breve”, disse à emissora CNBC o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Golpe ao Canadá O governo americano anunciou nos últimos dias outras tarifas direcionadas ao Canadá, um de seus principais parceiros comerciais. Na segunda-feira, Ottawa foi alvo de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês, devido ao “tratamento dis “É uma resposta às medidas de retaliação” adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025. “Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste”, justificou Greer nesta terça-feira. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que estava avaliando “todas as opções” para responder ao aumento. Após conversar com Trump, disse que haviam concordado em “intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas”. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan

  • Gerp: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente em eventual 2º turno

    Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidatos à Presidência da República - Reprodução De acordo com a pesquisa, os dois pré-candidatos à Presidência também aparecem na igualdade no primeiro turno: 38% x 38% Pesquisa do Instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (22) aponta que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno. O atual chefe do Executivo aparece com 45%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 46%. O instituto responsável pelo levantamento informou que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Veja os números de uma eventual disputa de 2º turno: Lula: 45%; Flávio Bolsonaro: 46%; Nenhum deles: 8%; Não sabe: 1%; A pesquisa divulgada nesta quarta-feira também simulou outros cenários de segundo turno com Lula. Assim como na disputa com Flávio, o presidente aparece empatado tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Segundo o levantamento, o petista tem 44% contra 41% do goiano. Nenhum deles representa 13%, enquanto 3% não souberam responder. Em relação ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula aparece na frente, com 44% contra 38% do mineiro. Já em uma eventual disputa contra Renan Santos (Missão) no segundo turno, o petista apresenta sua maior vantagem: 45% contra 35%. Primeiro turno A Gerp também simulou um cenário para o primeiro turno. Na estimulada – quando os candidatos são apresentados ao entrevistado, Lula e Flávio Bolsonaro também aparecem empatados tecnicamente, com 38% para os dois. Zema se encontra na terceira posição com 3%, seguido por Renan Santos e Caiado (os dois também aparecem com 3%). A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 15 e 17 de julho. O levantamento tem margem de erro dois pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de confiança. A pesquisa está registrada sob o número BR-05026/2026. Fonte: Jovem Pan

  • Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas não explica informação falsa

    Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada - LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Senador afirmou que as urnas brasileiras teriam a 'mesma origem' da empresa venezuelana Smartmatic O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira (22), em que afirma não ter colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros, realizado em Brasília. O comunicado foi publicado após repercussão de um trecho de seu discurso em que o parlamentar mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras. Em nota, Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e afirma que “não está questionando o sistema de votação brasileiro”. O texto também diz que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela. O documento, porém, não esclarece a origem da afirmação feita pelo senador durante o evento de que as urnas brasileiras teriam a “mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração repete uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral. Durante o discurso, Flávio afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A afirmação contraria informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde 2017, quando a alegação passou a circular nas redes sociais, o TSE informa que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no país foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana. A nova nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe. O comunicado afirma a “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro” e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições. Fonte: Jovem Pan

  • Tarcísio homenageará Milei com medalha de honraria de SP no sábado

    Javier Milei - EFE/EPA/MARTIN DIVISEK A Ordem do Ipiranga é concedida a brasileiros e estrangeiros que tenham prestado serviços de relevância ao Estado de São Paulo e ao país O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai homenagear o presidente da Argentina, Javier Milei, durante o encontro entre eles marcado para o próximo sábado (25). O argentino receberá a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo Estado de São Paulo. A homenagem será entregue pelo governador, que já havia concedido a mesma medalha, em 2024, à secretária-geral da Presidência da Argentina, Karina Milei, irmã do presidente argentino, durante visita ao Palácio dos Bandeirantes. O entendimento é que há afinidade antiga entre Tarcísio e Milei. Ele foi foi à posse do presidente da Argentina, em dezembro de 2023, por exemplo, e já fez diversos elogios à gestão. Entre auxiliares e interlocutores de Tarcísio, a expectativa é que o encontro reforce a relação institucional entre São Paulo e a Argentina e amplie o diálogo entre os dois governos. Já na pré-campanha de Tarcísio, a avaliação é que a aproximação também fortalece os laços com a chamada “onda azul” defendida por Javier Milei. Ao declarar apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Tarcísio, Milei afirmou que pretende fortalecer essa “onda azul” na América Latina, com a eleição de governantes de direita na região. A Ordem do Ipiranga é concedida a brasileiros e estrangeiros que tenham prestado serviços de relevância ao Estado de São Paulo e ao país. A honraria foi instituída pelo Decreto nº 52.064, de 20 de junho de 1969, e é administrada pelo Conselho Estadual da Ordem do Ipiranga, vinculado à Secretaria da Casa Civil. Nos últimos anos, Tarcísio também entregou a medalha à princesa do Japão Kako de Akishino, em 2025. Em 2023, condecorou os governadores que integravam o Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste): Romeu Zema, Renato Casagrande, Cláudio Castro, Ratinho Júnior, Jorginho Mello e Eduardo Leite. Fonte: Jovem Pan

  • Entra em vigor ‘tarifaço’ de Trump sobre o Brasil; EUA preparam novas medidas comerciais

    Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP A tarifa de 25% sobre o Brasil vem na esteira de uma investigação dos Estados Unidos, que acusou o gigante americano de práticas comerciais desleais A nova tarifa americana direcionada ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22), enquanto outros parceiros comerciais de Washington se preparam para uma nova rodada de medidas tarifárias diante do vencimento, nesta semana, das temporárias impostas pelo presidente Donald Trump. A tarifa de 25% sobre o Brasil vem na esteira de uma investigação dos Estados Unidos, que acusou o gigante americano de práticas comerciais desleais. Isso provocou fortes críticas, embora o vice-presidente Geraldo Alckmin, tenha dito em entrevista coletiva na terça-feira que o país buscará resolver o problema por meio de negociações, em vez de recorrer a represálias. Vários produtos, como carne bovina, café e peças de aviões, ficarão isentos, e aproximadamente metade das exportações do Brasil para os Estados Unidos continuará livre de tarifas, estima Valentina Sader, do centro de estudos Atlantic Council. Ainda assim, a medida vem em um momento em que Trump renova sua aposta no uso de tarifas como ferramenta de pressão, o que desperta temores de represálias e de maiores tensões. Washington pode estar “utilizando o Brasil como exemplo para enviar uma mensagem mais ampla sobre suas prioridades e sua abordagem de negociação”, disse Sader à AFP. Embora a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha anulado muitas das tarifas de Trump em fevereiro, desferindo um golpe em sua capacidade de impor novos impostos a seu critério, Washington avançou na reconstrução de sua agenda comercial recorrendo a outros poderes. O fato de os Estados Unidos afirmarem que as tarifas ao Brasil foram impostas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não negociou de boa-fé “reforça a percepção de que a medida não se dirige apenas às práticas comerciais do Brasil, mas que também possui um componente político contra o próprio Lula”, apontou Sader. O gravame desponta como um importante ponto de conflito na campanha para as eleições presidenciais de outubro no Brasil. A Câmara de Comércio Americana para o Brasil alertou recentemente que a medida de Washington afeta mais de 11 bilhões de dólares (55,85 bilhões de reais) em exportações. Trump anunciou na terça-feira a imposição de novas tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados, que entrarão em vigor a partir de agosto de 2028, e cuja alíquota passará posteriormente a 200% em 2029. Preocupação por trabalho forçado Ainda está por vir uma ofensiva mais ampla, já que em junho as autoridades propuseram tarifas entre 10% e 12,5% voltadas a 60 parceiros comerciais por supostos descumprimentos na luta contra o trabalho forçado. Analistas esperam que os gravames vinculados ao trabalho forçado substituam a tarifa global temporária de 10% — que expira na sexta-feira — imposta por Trump após seu revés na Suprema Corte. “Esperamos ver alguma ação em breve”, disse à emissora CNBC o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Golpe ao Canadá O governo americano anunciou nos últimos dias outras tarifas direcionadas ao Canadá, um de seus principais parceiros comerciais. Na segunda-feira, Ottawa foi alvo de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês, devido ao “tratamento discriminatório do Canadá em relação aos produtos norte-americanos”. “É uma resposta às medidas de retaliação” adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025. “Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste”, justificou Greer nesta terça-feira. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que estava avaliando “todas as opções” para responder ao aumento. Após conversar com Trump, disse que haviam concordado em “intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas”. Fonte: Jovem Pan

  • Aliados de Flávio demonstram preocupação após notas fiscais ligadas a Vorcaro

    Flávio Bolsonaro - EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Ao serem surpreendidos a conta gotas, o Bolsonarismo acaba sem alinhamento de discurso para reagir a crise interna Aliados do senador Flávio Bolsonaro demonstraram preocupação com a nova revelação da ligação de Flavio com Daniel Vorcaro. Para esses aliados ouvidos sobre reserva pela Jovem Pan, há uma grande irritação sobre a falta de clareza de Flávio com a campanha sobre tudo que ele possa ter feito no passado ou ligações com Daniel Vorcaro. Ao serem surpreendidos a conta gotas, o Bolsonarismo acaba sem alinhamento de discurso para reagir a crise interna. Parlamentares que vão disputar eleição para governo em 2026 já tem tentado afastar a imagem de Flávio Bolsonaro da campanha majoritária para evitar danos maiores com um possível naufrágio da tímida campanha de Flávio Bolsonaro Fonte: Jovem Pan

  • Flávio Bolsonaro emitiu notas no valor de R$ 1,5 mi para empresas ligadas a Vorcaro

    Flávio Bolsonaro entrevista à Jovem Pan - Reprodução / Jovem Pan Curitiba As duas primeiras foram faturadas no dia 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e senador, emitiu três notas fiscais no valor total de R$ 1,5 milhão para uma empresa usada como fachada por Daniel Vorcaro. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Jovem Pan, que também teve acesso aos documentos. As duas primeiras notas foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia. O escritório tem como único sócio Flávio Bolsonaro e tinha como cliente a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Ambos os documentos estavam com o valor de R$ 500 mil. Dois dias depois, o escritório faturou uma terceira nota, também no valor de R$ 500 mil, para a empresa Contábil Correa. Não constam registros de cancelamento dessa última nota. O elo entre as duas companhias é o contador Rogério Lourenço Novo. Ele é o único diretor responsável pela Copenhagen e consta como único sócio da Cantábil Correa. Ele também faz parte do conselho fiscal da empresa de soluções ambientais Ambipar. As notas canceladas eram relacionadas a serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, que não tem sede nem site e tem o capital total de R$ 40, segundo o site da Receita Federal. A Copenhagen teria recebido R$ 58 milhões de Daniel Vorcaro. A empresa pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM, gestora investigada pela Polícia Federal por movimentar e ocultar fundos de Daniel Vorcaro. A Jovem Pan tenta contato com Flávio Bolsonaro, Rogério Lourenço e as empresas mencionadas, e a reportagem será atualizada assim que eles responderem. Fonte: Jovem Pan

  • Brasil Soberano 3 é instrumento para fortalecer economia brasileira, diz Alckmin

    Alckmin e Lula - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/ESTADÃO CONTEÚDO Segundo o vice-presidente, Brasil 'agiu rápido' para minimizar os efeitos do tarifaço no comércio exterior e destacou a importância do Estado e 'sucesso do trabalho de diversificação de mercados' O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que o Plano Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas afetadas pelo tarifaço, também cria um seguro-garantia para micro e pequenas empresas. “O Brasil Soberano 3 é um grande instrumento para a gente fortalecer a economia“, disse Alckmin na cerimônia de anúncio das medidas para apoiar empresas afetadas pela tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros. Alckmin também disse que os acordos internacionais do Mercosul com a União Europeia (UE) e Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) “estão fazendo a diferença”. “Só Mercosul-UE, nos últimos 60 dias do acordo, já aumentou 2 bilhões de dólares a exportação brasileira”, disse o vice-presidente. O vice-presidente ainda destacou que o Brasil “agiu rápido” para minimizar os efeitos do tarifaço no comércio exterior e destacou a importância do Estado e “sucesso do trabalho de diversificação de mercados”. Em março, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) nº 1.345/2025, do Plano Brasil Soberano 2, para o enfrentamento dos impactos causados por razões geopolíticas e de instabilidade internacional, inclusive aqueles decorrentes da aplicação de porcentuais majorados de tarifas comerciais, às pessoas jurídicas. Além de mitigar o impacto do tarifaço para exportadores brasileiros, a MP também tinha em vista a guerra no Oriente Médio. Foram destinados R$ 15 bilhões em crédito a exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, bem como a empresas atuantes em setores industriais “relevantes ao comércio exterior brasileiro”. Também estão presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o Embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Fonte: Jovem Pan

  • Julgamento de Maduro nos EUA é previsto para junho de 2027

    Nicolas Maduro - EFE/EPA/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL Maduro e Flores respondem a acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas Promotores federais dos Estados Unidos e os advogados de defesa do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propuseram que o julgamento do líder venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, comece em junho de 2027. A proposta foi apresentada em um documento judicial antes de uma audiência marcada em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York. O calendário ainda precisa ser aprovado pelo juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pelo caso. Maduro e Flores respondem a acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Segundo os promotores americanos, eles teriam participado de uma conspiração para facilitar o envio de cocaína aos Estados Unidos utilizando suas posições de poder no governo venezuelano. Os dois negam as acusações e se declararam inocentes. Defesa de Maduro quer derrubar processo Antes do julgamento, a defesa deve apresentar uma tentativa de encerrar o caso. Um dos principais argumentos dos advogados é que Maduro teria direito à imunidade como chefe de Estado, já que ocupava a Presidência da Venezuela quando as acusações foram apresentadas. A defesa também pretende questionar a legalidade da operação que levou à captura de Maduro e Cilia Flores em Caracas. Pelo cronograma proposto, os advogados de Maduro devem apresentar esse primeiro pedido até 2 de setembro. Depois, haverá uma fase de análise dos argumentos jurídicos e troca de informações entre acusação e defesa. Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças americanas em uma operação realizada em Caracas, em janeiro de 2026, e levados aos Estados Unidos para responder às acusações. Desde então, os dois permanecem sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn. O caso envolve acusações de que Maduro teria usado sua posição no governo venezuelano para ajudar a coordenar uma rede de tráfico de drogas. A acusação americana afirma que a estrutura teria facilitado o transporte de grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos. O julgamento, caso seja confirmado para 2027, será um dos processos criminais mais importantes envolvendo um ex-chefe de Estado estrangeiro na Justiça dos Estados Unidos. Além da disputa judicial, o caso tem forte impacto político porque envolve diretamente a relação entre Washington e Caracas. Agora, a próxima etapa será a decisão do juiz Alvin Hellerstein sobre o calendário apresentado por acusação e defesa. Se aprovado, o julgamento de Nicolás Maduro deverá começar em junho de 2027. Fonte: Jovem Pan

  • Trump ameaça destruir pontes e centrais elétricas no Irã por cada ataque em Ormuz

    Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP A retomada das hostilidades gera inquietações sobre o fornecimento de petróleo e gás pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz O presidente americano, Donald Trump, ameaçou, nesta quarta-feira (22), destruir pontes e centrais elétricas no Irã por cada ataque contra embarcações no Estreito de Ormuz e advertiu que a guerra que custou aos Estados Unidos mais de 37 bilhões de dólares (cerca de 187 bilhões de reais) “não terminou”. A retomada das hostilidades gera inquietações sobre o fornecimento de petróleo e gás pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz e a ameaça de um cerco aos portos da Arábia Saudita pelos rebeldes do Iêmen, aliados do Irã. O bloqueio fez os preços do petróleo dispararem e aumenta a pressão sobre Trump para buscar uma saída para um conflito que já afeta os consumidores americanos antes de eleições de meio de mandato, muito acirradas. “Cada vez que a República Islâmica do Irã atacar um navio no Estreito de Ormuz, seja com mísseis, drones ou qualquer outro tipo de arma ou munição, os Estados Unidos vão bombardear e destruir UMA PONTE OU UMA CENTRAL ELÉTRICA”, escreveu o presidente americano nesta quarta-feira em sua rede, Truth Social. No entanto, o principal diplomata americano, Marco Rubio, assegurou que Washington segue disposto a buscar um acordo negociado com Teerã. “Seguimos abertos a resolvê-lo de forma negociada. Mas por enquanto, não parecem estar interessados nisso”, declarou Rubio em uma reunião de ministros do sudeste asiático em Manila. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, os intercâmbios diplomáticos com Washington através de mediadores continuam. Um míssil americano impactou, nesta quarta-feira, a ilha de Larak, no estreito, reportou a agência de notícias iraniana Tasnim, ainda sem dar um balanço dos danos. Guerra impopular À medida que a guera se aproxima dos cinco meses e se avizinham as eleições de novembro nos Estados Unidos, Trump enfrenta uma intensa pressão política para pôr fim a este conflito impopular. Críticos destacam o alto custo da guerra, que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse ter disparado para 37,5 bilhões de dólares (R$ 189,8 bilhões), ao defender perante o Congresso um pedido de outros 67 bilhões (aproximadamente 340 bilhões de reais). Mas Trump, por enquanto, tem resistido à pressão e assegurou na terça-feira que o conflito “não terminou em absoluto”. Pela 11ª noite consecutiva, o exército americano lançou uma ofensiva contra alvos militares da república islâmica a fim de “seguir enfraquecendo” sua capacidade “para ameaçar o tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz”. Trump assegurou que o próximo alvo dos Estados Unidos poderia ser um complexo subterrâneo em um local denominado Kuhe Kolang-e Gaz La, perto de Natanz, onde as agências de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã esteja construindo uma instalação não declarada de enriquecimento de urânio. O comando militar iraniano (Khatam al Anbiya) advertiu que consideraria o ataque “uma expansão da guerra”, enquanto o porta-voz do ministério das Relações Exteriores afirmou que “a obsessão de Washington com Kuhe Kolang, onde não se realiza nenhuma atividade nuclear, não é mais que um pretexto inventado para a agressão, a destruição e a sabotagem”. O petróleo volta a subir As ameaças ocorrem enquanto Teerã intensifica seus ataques contra alvos em Estados do Golfo aliados de Washington. No Kuwait, o exército declarou que suas defesas antiaéreas estão interceptando drones procedentes do Irã, enquanto a Jordânia afirmou ter derrubado quatro mísseis iranianos e quatro drones. Sirenes de alerta também soaram no Bahrein e um correspondente da AFP em Manama ouviu uma explosão. O Exército iraniano declarou que tinha atacado alvos americanos no Kuwait e no Bahrein, incluindo sistemas de defesa aérea, instalações de radar e prédios administrativos. A Guarda Revolucionária iraniana também disse ter atacado bases americanas na Jordânia. Os houthis, por sua vez, avançam em sua ameaça de obstaculizar o tráfego do outro lado da península arábica. Este grupo controla o estreito de Bab el Mandeb, no extremo sul do Iêmen, por onde os navios devem passar para chegar ao Canal de Suez. Como consequência destas tensões, os preços do petróleo subiram consideravelmente nesta quarta-feira: o barril de Brent, referência internacional, voltou a superar os 95 dólares (481 reais) o barril pela primeira vez em quase seis semanas. Fonte: Jovem Pan

  • Destroços de avião da Pan Am são encontrados 74 anos após acidente no Atlântico

    O avião Clipper Endeavour caiu no Oceano Atlântico em 11 de abril de 1952. Reprodução / Pan Am Historical Foundation Foram usados sonares de alta resolução e veículos subaquáticos autônomos para identificar os restos da aeronave Os destroços de uma aeronave da antiga companhia Pan American Airways (Pan Am), desaparecida desde 1952, foram localizados no fundo do Oceano Atlântico, próximo à costa norte de Porto Rico. A descoberta encerra décadas de buscas e esclarece a localização exata do avião, que caiu poucos minutos após a decolagem. A informações são da Reuters. A operação foi conduzida pela Air/Sea Heritage Foundation em parceria com a empresa Deep Sea Vision e contou ainda com o apoio da produção do programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. A equipe utilizou sonar de alta resolução e veículos subaquáticos autônomos para identificar os destroços a cerca de 600 metros de profundidade. A aeronave, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, decolou de San Juan, em Porto Rico, com destino a Nova York em 11 de abril de 1952. Pouco depois da partida, apresentou falhas nos dois motores do lado direito e caiu no mar. A bordo estavam 64 passageiros e cinco tripulantes. Embora todos tenham sobrevivido ao impacto inicial, apenas 17 pessoas foram resgatadas; as outras 52 morreram após o avião afundar. Segundo os responsáveis pela expedição, a fuselagem foi encontrada dividida em duas partes. Imagens captadas durante a missão identificaram elementos como o logotipo da Pan Am, o trem de pouso e um dos motores da aeronave, confirmando a identidade do avião. O acidente teve impacto duradouro na aviação comercial, impulsionando mudanças nos protocolos de segurança, incluindo a adoção obrigatória das demonstrações de emergência realizadas por comissários antes das decolagens, prática mantida até hoje. Fonte: Jovem Pan

  • Tarifaço dos EUA entra em vigor e amplia pressão sobre o agronegócio brasileiro em meio à disputa eleitoral

    Imagem: Notícias Agrícolas Nova tarifa de 25% passa a valer nesta quarta-feira (22) para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros entrou oficialmente em vigor nesta quarta-feira (22), inaugurando uma nova fase de incertezas para o agronegócio nacional. A sobretaxa de 25% começou a ser aplicada às mercadorias que ingressarem no mercado americano a partir de 0h01 no horário da Costa Leste dos EUA (1h01 de Brasília) e atinge cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao país. Além disso, o governo norte-americano ainda avalia uma cobrança adicional de 12,5%, cuja decisão deve ser anunciada na sexta-feira (24). Embora o embate tenha forte componente político, para o agro a preocupação é essencialmente econômica. Os Estados Unidos são um dos principais destinos de produtos brasileiros de maior valor agregado, como café, carnes, frutas, madeira, açúcar, etanol, celulose e alimentos industrializados. Caso as tarifas permaneçam por um período prolongado, especialistas avaliam que a competitividade brasileira tende a diminuir frente a concorrentes da América Central, América do Sul e Ásia. O receio do setor vai além da perda imediata de mercado. Exportadores alertam para possíveis cancelamentos de contratos, redução dos prêmios pagos aos produtores, necessidade de redirecionamento dos embarques para outros mercados e aumento da volatilidade das commodities. Café escapa da tarifa, mas setor segue em alerta Diferentemente de outros segmentos do agronegócio, o café brasileiro não entrou na lista dos produtos atingidos pela tarifa adicional. A decisão preserva um dos principais fluxos comerciais entre Brasil e Estados Unidos, maior consumidor mundial da bebida e um dos principais destinos do café brasileiro. A exclusão é considerada uma vitória para a cadeia cafeeira, resultado da atuação conjunta de exportadores brasileiros e da indústria norte-americana, que alertaram para os impactos da medida sobre torrefadores e consumidores dos Estados Unidos. Segundo o Cecafé, a manutenção do café fora da lista protege um comércio que movimenta entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano. Apesar do alívio, o setor continua acompanhando a evolução da disputa comercial. Exportadores avaliam que o ambiente de maior tensão entre Brasil e Estados Unidos pode aumentar a volatilidade dos mercados, dificultar negociações futuras e gerar insegurança para novos investimentos, especialmente se novas rodadas de sanções comerciais forem anunciadas. Governo mantém negociação e fala em reciprocidade Apesar da entrada em vigor das tarifas, o governo brasileiro afirma que continuará priorizando a negociação diplomática antes de qualquer retaliação comercial. Nesta quarta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a Lei da Reciprocidade poderá ser utilizada "quando adequado e necessário", ressaltando que o objetivo não é retaliar por vingança, mas responder de maneira proporcional, sem provocar efeitos negativos para a própria economia brasileira. Segundo o ministro, o Brasil realizou mais de 30 reuniões com representantes da administração de Donald Trump na tentativa de evitar a aplicação das tarifas. Na avaliação do governo brasileiro, entretanto, as discussões deixaram de ser exclusivamente comerciais e passaram a incorporar motivações políticas e ideológicas. A possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade continua sendo considerada pelo Planalto, mas integrantes da equipe econômica reforçam que qualquer medida será cuidadosamente dimensionada para não gerar prejuízos aos próprios setores produtivos brasileiros. Agronegócio pede solução negociada Entidades do agronegócio têm defendido uma saída diplomática para preservar o acesso ao mercado norte-americano. Na avaliação de representantes do setor, uma escalada nas tensões comerciais poderia comprometer investimentos, aumentar custos logísticos e reduzir a previsibilidade necessária para contratos internacionais. Ao mesmo tempo, empresas aceleram estratégias de diversificação de mercados, ampliando negociações com países da Ásia, Oriente Médio e União Europeia para reduzir a dependência das compras norte-americanas. Tarifaço também entra na disputa eleitoral Além dos efeitos econômicos, a medida passou a ocupar espaço central na corrida presidencial brasileira.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta transformar o episódio em um discurso de defesa da soberania nacional, argumentando que o governo buscou negociar com Washington e que a decisão americana extrapola questões comerciais. Já o senador Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição na disputa presidencial, procura afastar a associação entre seu grupo político e a decisão da Casa Branca. Antes mesmo da confirmação das tarifas, o parlamentar enviou carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pedindo o adiamento da medida por 180 dias, justamente para evitar impactos durante o período eleitoral. Segundo análise publicada pela BBC News Brasil, cientistas políticos avaliam que o tema tende a beneficiar Lula em algum grau, principalmente por permitir ao governo reforçar o discurso de defesa dos interesses nacionais. No entanto, os especialistas também afirmam que o tarifaço está longe de representar um fator decisivo para a eleição, já que os eleitores continuam avaliando inflação, custo de vida, emprego e crescimento econômico como prioridades. Pesquisas recentes mostram que parte do eleitorado atribui maior responsabilidade política pelo episódio ao campo bolsonarista, mas analistas destacam que o impacto eleitoral dependerá, sobretudo, dos efeitos concretos das tarifas sobre a economia e sobre o bolso dos brasileiros nos próximos meses. Se o agronegócio registrar queda nas exportações, perda de renda ou redução da atividade econômica, tanto governo quanto oposição deverão disputar a narrativa sobre quem é o responsável e quem oferece a melhor solução para minimizar os prejuízos. Para o setor agropecuário, contudo, a prioridade permanece distante da disputa política: preservar mercados, manter a competitividade internacional dos produtos brasileiros e evitar que uma crise diplomática se transforme em perdas permanentes para uma das principais atividades da economia nacional. Fonte: Notícias Agrícolas

  • Governo anuncia R$18,5 bi em crédito para setores afetados por tarifa dos EUA e conflitos

    Imagem: Wix O governo federal anunciou nesta quarta-feira R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos e por conflitos internacionais. Do total previsto para a nova etapa do plano Brasil Soberano, R$13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional, enquanto R$5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o Palácio do Planalto. A iniciativa, a ser implementada por meio de uma medida provisória, vai liberar financiamentos para capital de giro, compras de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e busca por novos mercados. O plano efetivo para a alocação dos recursos será elaborado pelo BNDES e passará por aprovação de um conselho de ministérios. "O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos de acordo com os impactos enfrentados por cada setor e com sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro", informou o Planalto em nota. O governo informou que exportadores atingidos por tarifas dos EUA são os principais beneficiados pelo programa, citando os setores de aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos, elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar. As linhas também atenderão setores considerados estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos. O anúncio representa a terceira etapa do programa Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta ao primeiro tarifaço imposto pelos EUA sobre o país --cobrança posteriormente derrubada pela Suprema Corte norte-americana-- para oferecer linhas de crédito favorecidas e incentivar a busca de novos mercados por setores afetados. O programa também alcança empresas impactadas pelos efeitos do conflito militar no Oriente Médio. Os Estados Unidos anunciaram na semana passada a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil, taxação que entrou em vigor nesta quarta-feira. A tarifa é resultado de investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Autoridades do governo brasileiro dizem que a medida é injustificada, mas têm adotado cautela ao afirmarem que o país seguirá em negociação com os norte-americanos, evitando por ora anúncios de retaliação ou aplicação da lei de reciprocidade. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Anec eleva previsão de exportação de milho do Brasil em julho, mas ainda vê queda anual

    Imagem: Notícias Agrícolas A exportação de milho do Brasil em julho foi estimada nesta quarta-feira em 3,7 milhões de toneladas, um pouco acima da projeção de 3,44 milhões divulgada na semana anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Apesar do ajuste, o país ainda deverá exportar cerca de 270 mil toneladas a menos na comparação com o mesmo mês do ano passado, em ano em que enfrenta maior concorrência de países como Argentina e Estados Unidos. No caso da soja, a Anec fez um ligeiro ajuste para baixo em relação à projeção da semana anterior, estimando agora embarques de 13,5 milhões de toneladas em julho, o que representa avanço anual de 1,56 milhão de toneladas. A exportação de farelo de soja, por sua vez, foi prevista em 2,55 milhões de toneladas, praticamente estável ante a semana anterior, mas um aumento ante julho do ano passado de cerca de 400 mil toneladas. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Arroz/Cepea: Indicador alcança maior patamar desde setembro de 2025

    Imagem: Notícias Agrícolas O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul tem mantido a recuperação dos preços nos últimos dias, levando o Indicador CEPEA/IRGA-RS ao maior patamar desde setembro de 2025. A oferta restrita dos produtores, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento do mercado externo sustentam as cotações. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores permanecem seletivos, à espera de novas altas, enquanto parte das indústrias eleva pontualmente suas ofertas. Outras, no entanto, limitam as compras diante da dificuldade de repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Com isso, a liquidez permanece moderada. Fonte: Notícias Agrícolas/Cepea

  • ANTT oficializa 1º de uma série de tarifaços no pedágio da BR-163 em MS

    Instalação de dois trechos de terceira faixa no extremo sul do Estado são as únicas melhorias liberadas após a repactuação A partir do dia 5 de agosto, o pedágio terá aumento de 40,5% e valor somado nas nove praças salta de R$ 76,10 para R$ 107,00 Publicação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (SNTT) no diário oficial da União desta quarta-feira autoriza a concessionária Motiva Pantanal a reajustar em 40,5% as tarifas nas nove praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul. Os novos valores vigoram a partir do dia 5 de agosto e este é somente o primeiro dos tarifaços que devem ser aplicados ao longo de cinco anos. A maior parte deste reajuste, de 33,64%, já estava prevista no contrato de repactuação, que entrou em vigor no começo de agosto do ano passado. Este mesmo contrato prevê mais três tarifaços ao longo dos próximos anos. Para isso, porém, a concessionária terá de cumprir a meta de investimentos, da ordem de R$ 9,3 bilhões. Entre eles está a exigêndia de duplicação de 203 quilômetros, a implantação de 150 quilômetros de faixas adicionais, 23 quilômetros de vias marginais e a construção de cinco contornos urbanos em locais estratégicos como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois distritos de Dourados. E, além dos reajustes contratuais que serão concedidos após os investimentos, que vão elevar de 8,2 para 16,4 centavos o valor do pedágio por quilômetro rodado, e isso sem contabilizar a reposição da inflação anual ao longo deste período. Por conta desta reposição do índice inflacionário, as tarifas sofrerão também acréscimo de 5,16% a partir do dia 5 de agosto. E, como este percentual incide sobre o anterior, o aumento médio será de 40,5%. Com isso, quem percorrer os 845 quilômetros em carro de passeio terá de desembolsar R$ 107,00. Hoje, o custo é de R$ 76,10. Os investimentos da Motiva Pantanal neste primeiro ano da “nova concessão” tiveram impacto quase insignificante para os usuários da rodovia. Apesar e estarem em andamento obras de duplicação ou terceira faixa próximo a Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel, Coxim, Naviraí e Itaquiraí, as únicas melhorias reais foram dois trechos de terceira faixa no extremo sul do Estado. Juntas, somam em torno de quatro quilômetros. A concessionária também retomou os trabalhos de recapeamento da pista, que estavam praticamente suspensos desde meados de 2021. Mesmo assim, ainda existem longos trechos nos quais os motoristas enfrentam forte trepidação e até buracos na rodovia. Desde 2013 a BR-163 está sob os cuidados da Motiva Pantanal, que antes se chamava CCR MSvia. Inicialmente ela havia assumido o compromisso de duplicar os 845 quilômetros da Rodovia, entre Mundo Novo e Sonora. Porém, depois de duplicar 150 quilômetros em locais aleatórios e começar a cobrar pedágio, suspendeu os investimentos. Mesmo assim, continuou a cobrar pedágio e no ano passado repactuou o contrato de concessão e se livrou da obrigação de duplicar tudo e ainda obteve a garantia de aumento de 101% no valor do pedágio, sem contabilizar a inflação. Com o novo contrato, esta duplicação ficará restrita, basicamente, ao trecho entre Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes, incluindo o anel viário de Campo Grande, que concentra em torno de 20% das mortes da rodovia, embora os 25% representem menos de 4% da rodovia. E estas obras de duplicação começaram próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal, na altura do km 494, na saída de Campo Grande para São Paulo. Porém, ainda não existe previsão para liberação do tráfego de alguma parte destas obras de melhoria. No primeiro trimestre deste ano, conforme o balanço oficial da Motiva, foram investidos R$ 119 milhões na rodovia. Prejuízo Depois de contabilizar lucro líquido de R$ 21,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado, a concessionária Motiva Pantanal fechou os primeiros três meses de 2026 com prejuízo de R$ 1 milhão. Uma das explicações para o resultado ruim no primeiro trimestre é a queda de 2,6% no número de veículos que passaram nas nove praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões de veículos (eixos). Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões. Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões. Esta queda, segundo os dados do balanço do grupo Motiva, poderia ter sido compensada pelo reajuste de 5,53% nas tarifas em meados de junho de 2025. Mas, a partir de agosto, todos os motoristas que utilizam TAG para cobrança automática da tarifa têm direito a 5% de desconto, que entrou em vigor depois da assinatura do contrato de repactuação. No balanço trimestral a Motiva informa que ao longo do primeiro trimestre fez 160 obras de melhorias, em equipamentos e no ativo financeiro. Até o começo do ano passado os prejuízos faziam parte da rotina dos balanços da CCR MSVia. A principal explicação era que desde meados de 2021 a empresa contabilizava apenas 47,3% daquilo que faturava. O restante era depositado em uma conta separada. Mas, a partir de dezembro de 2024 passou a ser contabilizado o faturamento real daquilo que era arrecadado nos pedágios e durante todo o ano passado a empresa noticiou lucro liquido de R$ 558,2 milhões. Nos 12 meses de 2024 a empresa reportou aos seus acionista um prejuízo de R$ 376,5 milhões. Fonte: Correio do Estado

  • Morte de criança de 8 anos pode ter relação com ‘desafio do desodorante’ em São Gabriel do Oeste

    O desafio consiste em quem aguenta inalar maior produto. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax) Polícia aguarda laudo necroscópico para confirmar a causa da morte O ‘desafio do desodorante’, como é popularmente conhecido na internet, pode ter provocado a morte de uma criança de oito anos na tarde de terça-feira (21), em São Gabriel do Oeste, a 133 km de Campo Grande. A causa do óbito não foi oficialmente confirmada, uma vez que é necessário aguardar o laudo necroscópico. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, apesar de não ter sido oficialmente confirmada, a principal hipótese é de que a morte tenha sido em decorrência de asfixia causada por aerossol — ou seja, ele ter inalado o desodorante. Ainda conforme apurado pela reportagem, o prazo legal para o resultado do laudo é de dez dias. A “trend”, popularmente conhecida como “desafio do desodorante”, nada mais é do que uma batalha para ver quem consegue inalar maior quantidade do produto em menor tempo. O desafio viralizou na internet, ficando popularizado entre as crianças e os adolescentes. Em março, uma criança de 9 anos morreu em Campo Grande com suspeita de ter participado do desafio. No caso desta terça-feira (21), o garoto estava em casa com a mãe durante a manhã. Em determinado momento, ele teria pedido o celular e ido para o quarto. Momentos depois, a mulher entrou no cômodo para chamá-lo e o encontrou desacordado sobre a cama. Com a ajuda de uma vizinha, a mãe levou a criança ao Hospital Municipal em uma motocicleta. No local, a equipe médica iniciou os procedimentos de reanimação, mas o menino já estava em parada cardiorrespiratória. Caso em Campo Grande A menina de 9 anos morreu no dia 4 de março, em Campo Grande, depois de ser encontrada desacordada em sua cama, pela mãe, no bairro Universitário. Ela chegou a ser socorrida e levada a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Conforme o registro do boletim de ocorrência, a mãe e o pai da menina haviam saído para uma consulta médica do bebê recém-nascido, deixando a filha na casa de uma tia. Quando retornaram, por volta das 14h, perguntaram sobre a menina. Foi dito que a menina estava dormindo. Ao ir ao quarto para ver a filha, a mulher encontrou a criança deitada de bruços com um tubo de desodorante e os lábios roxos. Foi tentada reanimação, e a criança chegou a vomitar, mas não respondeu aos estímulos. Os pais levaram a menina até uma unidade de saúde, mas, depois de várias tentativas de reanimação, ela não resistiu e morreu. O caso foi registrado como morte a esclarecer. Cerimônia de despedida reuniu familiares e amigos de menina de 9 anos. (Foto: Léo de França, Midiamax) Fonte: Midiamax

  • Setor da carne de MS busca novos mercados e aposta em biodiesel após tarifaço no sebo bovino

    Setor de carnes é destaque da região. (Foto: Divulgação, Semadesc) Principal impactado pela taxa de 25%, o produto rendeu R$ 50 milhões a MS neste ano e é usado para fazer biodiesel e sabão Responsável por movimentar R$ 49.947.019 em exportações de Mato Grosso do Sul aos Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, o sebo bovino fundido sofre o principal impacto do tarifaço de 25%, imposto pelo governo Trump aos produtos brasileiros. Para diminuir o baque ao setor dos derivados de carne em MS, a expectativa é achar novos mercados e ampliar o uso interno do sebo como matéria-prima na produção de biodiesel. A tarifa entrou em vigor nesta quarta-feira (22), mas 97% das exportações do Estado ao país norte-americano ficaram isentas, como carne bovina, ferro-gusa e celulose. Além do sebo, também serão taxados produtos como biquínis e maiôs, concentrados de proteína, ovos de aves, álcool etílico não desnaturado, colas e adesivos. Até junho deste ano, esses itens somados renderam US$ 10.232.112 a MS, o que equivale a R$ 52.042.568. O sebo bovino fundido é matéria-prima na produção de sabões, detergentes, cosméticos, ração, velas, giz de cera, lubrificantes, tintas e até biodiesel. Nos Estados Unidos, o produto é transformado em sabonete e outros derivados de limpeza. Agora, os americanos precisarão pagar mais 25% ao comprar o sebo bovino de empresas sul-mato-grossenses e podem preferir adquirir no mercado interno ou importar de um país mais barato. No primeiro semestre, o Estado enviou 9.039 toneladas de sebo bovino fundido ao país norte-americano. “O momento é de procurar novos mercados para recolocar essa produção”, diz Regis Comarella, presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de MS). “Acredito também no aumento da porcentagem do biodiesel [para produção de diesel]”, completa. Atualmente, o óleo diesel vendido ao consumidor contém 15% de biodiesel e 85% de diesel fóssil. Se o percentual obrigatório de biodiesel aumentar, a demanda pelo biocombustível também sobe. Consequentemente, a elevação também aumenta a procura por matérias-primas, entre elas o sebo bovino. Sebo bovino vira biodiesel Conforme a Embrapa, a produção de biodiesel utiliza como matérias-primas óleos vegetais, gordura animal, óleos e gorduras residuais. A gordura animal pode ser retirada do sebo bovino, óleos de peixe, óleo de mocotó, banha de porco, entre outras fontes. Cerca de 1,56 milhão de toneladas de sebo bovino são produzidas no Brasil a cada ano e cada quilo de sebo pode gerar até 800 ml de biodiesel. O setor da proteína bovina em Mato Grosso do Sul considera que se a mistura obrigatória de biodiesel no diesel avançar de 15% para 20%, aumentará a procura por sebo bovino para a produção do biocombustível, o que ajudaria a absorver a produção e sustentar o preço. “Quem sabe agora o governo [federal] libera uma ajuda ao setor? Isso pode ser relevante para o preço do sebo bovino: se o Brasil caminhar de 15% para 20%, a demanda total por matéria-prima para biodiesel aumentará bastante. Isso ajudará muito”, opina o presidente do Sicadems, Regis Comarella. Impacto reduzido No entanto, apesar do impacto negativo à exportação de sebo bovino, o Sicadems considera que a extensa lista de exceções à tarifa de 25% é o ponto mais relevante desse novo tarifaço. “O mais importante é que a carne não foi taxada”, conclui Regis Comarella, representante do setor da carne e outros derivados bovinos. Carne bovina desossada e congelada corresponde a 51,4% das exportações aos Estados Unidos, seguida de ferro-gusa fundido bruto (20%), celulose (16%), carne bovina fresca ou refrigerada (5,42%), carne bovina em salmoura ou defumada (1,67%) e filé de tilápia (1,1%). Todos esses produtos, que correspondem a 96% das exportações de MS aos Estados Unidos, estão livres da nova tarifa. Em julho do ano passado, após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar taxas de 50% sobre produtos brasileiros, frigoríficos sul-mato-grossenses habilitados para exportação chegaram a suspender a produção de carne destinada aos Estados Unidos. A avaliação era de que a sobretaxa tornaria esse comércio insustentável. Naquele momento, o setor estimava um impacto destrutivo às exportações do Estado, mas Mato Grosso do Sul diversificou o mercado e conseguiu destinar a produção bovina a outros países. Tempos depois, a carne brasileira passou a figurar na relação de produtos isentos do tarifaço norte-americano. Outros produtos taxados Os outros produtos de Mato Grosso do Sul que estão taxados em 25% são menos representativos nas exportações aos Estados Unidos. Dados do Observatório da Indústria mostram a participação dos itens nas exportações ao país, o valor movimentado e o volume vendido até junho de 2026. Confira a lista: Concentrados de proteínas e substâncias proteicas texturizadas — 0,03%, US$ 127.050, 38 toneladas; Maiôs e biquínis de banho, de malha, de uso feminino, de fibras sintéticas — 0,03%, US$ 101.438, volume não informado; Ovos de aves, sem casca, secos — 0,03%, US$ 95.880, 120 toneladas; Outro álcool etílico não desnaturado — 0,02%, US$ 83.505, 100 toneladas; Outros produtos de qualquer espécie utilizados como colas ou adesivos, acondicionados para venda a retalho como colas ou adesivos, com peso líquido não superior a 1 kg — 0,01%, US$ 18.978, volume não informado. Entenda o novo tarifaço A decisão de impor o novo tarifaço de 25% é fruto da investigação do USTR, que acusou o governo brasileiro de “práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias de governos estrangeiros que oneram ou restringem o comércio dos EUA”. O etanol, o Pix e o desmatamento ilegal são algumas das motivações da taxa. A maior parte dos produtos já estava isenta da cobrança quando a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos foi concluída, em junho, mas o governo norte-americano ampliou as exclusões na última quarta-feira (15). O ferro-gusa de Mato Grosso do Sul entrou na lista de isenções só agora. As exceções às tarifas foram aplicadas a produtos considerados importantes para a indústria estadunidense, mas que têm pouca oferta no país. Assim, a taxa poderia causar impacto negativo à produção dos Estados Unidos. Exportações de MS Conforme o Observatório da Indústria, painel disponibilizado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Estado. A China é a principal parceira, responsável pela compra de 1,8 milhão de toneladas, o que representa US$ 1,3 bilhão apenas nos primeiros seis meses deste ano. Neste período, as exportações totais do Estado acumulam movimentação de US$ 3,83 bilhões. Nos primeiros seis meses do ano passado, o valor era de US$ 3,78 bilhões. Ou seja, as exportações do primeiro semestre de 2026 superam o registrado em 2025. As exportações aos Estados Unidos também subiram neste período, apesar dos imbróglios na política internacional entre os dois países. Entre janeiro e junho de 2025, o comércio internacional com o país norte-americano movimentou US$ 3,2 milhões, ante US$ 3,7 milhões no mesmo período deste ano. Fonte: Midiamax

  • Com venda do Consórcio Guaicurus, Câmara de Campo Grande cobra 197 novos ônibus

    Ônibus do Consórcio quebrado em frente à Câmara de Campo Grande. (Arquivo, Jornal Midiamax) A CPI feita pela Casa apontou descumprimentos e pediu substituição de veículos A proposta de venda do Consórcio Guaicurus para um grupo empresarial de Goiás, divulgada nesta terça-feira (21), abriu um novo capítulo no transporte coletivo de Campo Grande. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (22), a Câmara da Capital exigiu novos ônibus. Os vereadores afirmam que vão fiscalizar todas as etapas do processo. A avaliação da Casa é de que só haverá avanço real se o usuário sentir a diferença no dia a dia, com ônibus novos, maior confiabilidade e terminais adequados. A CPI feita pela Câmara apontou descumprimentos e pediu substituição de 197 ônibus. Após meses de investigação, o relatório final apontou sucessivos descumprimentos contratuais relacionados à renovação da frota, manutenção dos veículos e qualidade da operação. Entre as recomendações, estavam a substituição dos ônibus, a intervenção no Consórcio Guaicurus e a possibilidade de caducidade da concessão. Desde então, o Executivo decretou a intervenção na concessionária e agora analisa a proposta de venda das empresas que operam o sistema. Presidente da CPI e da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, o vereador Dr. Lívio (União) reforçou que a mudança de gestão só terá sentido se houver benefício concreto para quem usa o transporte. “O que realmente importa ao cidadão campo-grandense não é quem opera o sistema, mas a garantia de um transporte público digno, eficiente, seguro e compatível com a importância da nossa Capital”, afirmou. Além do Dr. Lívio, a CPI teve a vereadora Ana Portela (PL) como relatora e os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Junior Coringa (MDB) e Maicon Nogueira (PP) como membros. Fonte: Midiamax

  • Thronicke diz que Congresso está pronto para analisar medidas contra tarifaço dos EUA

    Senadora Soraya Thronicke. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado) Senadora explica que o Governo Federal atua em três frentes para amenizar os efeitos A senadora Soraya Thronicke (PSB) afirmou que o Congresso Nacional acompanha com atenção a nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e se colocou à disposição para votar projetos que reduzam os impactos sobre setores atingidos, como o do sebo bovino fundido em Mato Grosso do Sul. “Mais uma vez, produtos brasileiros passam a enfrentar uma sobretaxa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos. Embora a lista de exceções tenha preservado parte importante da pauta exportadora brasileira, cerca de 18% das exportações do Brasil destinadas ao mercado norte-americano continuam sujeitas à tarifa adicional, afetando setores relevantes para a economia e reduzindo sua competitividade. Em Mato Grosso do Sul, temos o sebo bovino fundido, que possui importância econômica para o Estado”, disse a parlamentar. Soraya destacou que o Governo Federal atua em três frentes para amenizar os efeitos: apoio às empresas com linhas de crédito e recursos do Plano Brasil Soberano; atuação diplomática para ampliar a lista de produtos isentos; e diversificação de mercados, com foco em acordos como Mercosul-União Europeia. “No Congresso Nacional, acompanhamos esse cenário com atenção e estamos prontos para analisar medidas que contribuam para preservar empregos, fortalecer a competitividade das empresas brasileiras e reduzir os impactos sobre os setores atingidos”, afirmou. A senadora classificou as ações como demonstração de compromisso com a economia. “São iniciativas importantes que demonstram o compromisso do Governo Federal em proteger a economia brasileira diante desse novo cenário. Mais do que uma questão ideológica, trata-se da defesa dos interesses nacionais. Precisamos atuar com responsabilidade e união para minimizar os prejuízos aos trabalhadores, às empresas e aos estados exportadores, como Mato Grosso do Sul”, completou. Tarifa entra em vigor e MS tem impacto limitado A sobretaxa de 25% começou a valer nesta quarta (22). A decisão é resultado de investigação do USTR, que apontou “práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias” do Brasil. Etanol, Pix e desmatamento ilegal estão entre as motivações citadas. Em Mato Grosso do Sul, o efeito é considerado baixo. Dados do Observatório da Indústria da Fiems apontam que apenas 2,77% dos itens exportados pelo Estado aos EUA serão taxados. Entre janeiro e junho de 2026, MS vendeu 437,3 mil toneladas aos Estados Unidos, movimentando US$ 370,5 milhões — o equivalente a mais de R$ 1,8 bilhão. Principais produtos ficaram de fora Os três itens que sustentam a pauta de exportação de MS foram isentos: carne bovina desossada e congelada, ferro-gusa fundido bruto e celulose. Juntos, respondem por 96% das vendas ao mercado norte-americano. A carne bovina representa 51,4% das exportações, seguida de ferro-gusa, com 20%, e celulose, com 16%. O ferro-gusa só entrou na lista de isenções na última atualização divulgada pelo governo dos EUA nesta quarta. Sebo bovino é o principal produto taxado O principal produto sul-mato-grossense atingido foi o sebo bovino fundido, usado em biodiesel, sabões e ração. No primeiro semestre, foram 9.039 toneladas exportadas, totalizando US$ 9.805.261. Outros itens também entraram na taxação, mas com participação pequena: Concentrados de proteínas: US$ 127.050, 38 toneladas; Maiôs e biquínis de malha femininos: US$ 101.438; Ovos de aves sem casca, secos: US$ 95.880, 120 toneladas; Outro álcool etílico não desnaturado: US$ 83.505, 100 toneladas; Colas e adesivos: US$ 18.978. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Estado. A China é a principal parceira, responsável pela compra de 1,8 milhão de toneladas, o que representa US$ 1,3 bilhão apenas nos primeiros seis meses deste ano. Neste período, as exportações totais do Estado acumulam movimentação de US$ 3,83 bilhões. Nos primeiros seis meses do ano passado, o valor era de US$ 3,78 bilhões. Ou seja, as exportações do primeiro semestre de 2026 superam o registrado em 2025. As exportações aos Estados Unidos também subiram neste período, apesar dos imbróglios na política internacional entre os dois países. Entre janeiro e junho de 2025, o comércio internacional com o país norte-americano movimentou US$ 3,2 milhões, ante US$ 3,7 milhões no mesmo período deste ano. Fonte: Midiamax

  • FCDL-MS aponta possível aumento de custos que muda funcionamento do comércio nos feriados

    Centro de Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Portaria do Ministério do Trabalho impõe acordo coletivo com sindicato para trabalhadores atuarem nos feriados A FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul) aponta um possível aumento de custos e de incertezas com a portaria do Ministério do Trabalho que muda as regras para funcionamento do comércio nos feriados. A portaria será publicada nos próximos dias no DOU (Diário Oficial da União). A maioria das atividades comerciais vai exigir autorização por convenção coletiva de trabalho, mediada por sindicato da categoria. A nova norma não altera o trabalho nos domingos, que é regulado por legislação própria. “O Brasil já vive um momento de economia enfraquecida e em Brasília, ao invés de se discutir pautas que impulsionam o crescimento, vemos o avançar de medidas que aumentam custos e incertezas, como essa regulamentação sobre o trabalho em feriados”, declarou Inês Santiago, presidente da FCDL-MS. Para ela, o país precisa de um ambiente mais favorável para quem gera emprego, não de mais burocracia. “O país clama por um ambiente que favoreça a geração de empregos formais e o fortalecimento das empresas, e não de mais entraves. Defendemos o diálogo, sim, mas um diálogo que some e não que paralise ainda mais o setor produtivo”, concluiu. Como fica o trabalho no comércio nos feriados A portaria define 15 atividades com autorização permanente para funcionar em feriados, sem precisar de acordo coletivo. Entram nessa lista pequenos negócios e serviços essenciais, como padarias, farmácias, floriculturas, barbearias e salões, postos de combustíveis, revendas de gás, hotéis, bares e restaurantes, feiras livres, porteiros, agências de turismo, locadoras de veículos, lavanderias e serviços funerários. Fora dessa lista fica grande parte do varejo, como lojas de vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos, papelarias, supermercados e shoppings. Essas atividades continuam dependendo de negociação com o sindicato da categoria para abrir em feriado. Fonte: Midiamax

  • Inquérito sobre morte de detento que aplicava golpes é arquivado por falta de provas

    (Reprodução) ‘Chuca’ morreu em uma cela do Instituto Penal de Campo Grande, em janeiro do ano passado O inquérito sobre a morte do detento Jonathan Roberson Silva de Oliveira Barbosa, de 30 anos, conhecido como “Chuca”, foi arquivado por falta de provas. “Chuca” foi encontrado morto em uma cela do IPCG (Instituto Penal Campo Grande) na noite de 5 de janeiro do ano passado. Ele era acusado de aplicar golpes de dentro da penitenciária e teria a mãe como líder de um esquema de tráfico de drogas. Nesta semana, a 20ª Promotoria de Justiça de Campo Grande comunicou à família o arquivamento do inquérito, que havia sido instaurado para apurar as circunstâncias da morte. A decisão de arquivamento foi publicada no Diário Oficial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). “Por todo o exposto e pelo que mais dos autos consta, esta representante no Ministério Público Estadual, com fulcro no artigo 18 do Código de Processo Penal, ARQUIVA o presente feito, resguardando a possibilidade de reabertura das investigações caso surjam novos indícios ou suspeitas”, diz trecho da decisão. A família poderá pedir revisão diretamente ao MPMS no prazo de 30 dias, contados do recebimento da notificação ou da publicação do arquivamento no diário. Relembre o caso Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o detento foi encontrado morto por volta das 21 horas do dia 5 de janeiro de 2025. Na cela onde o corpo foi encontrado, havia resquícios de um ‘pó branco’, que a polícia suspeita que seja entorpecente. Ele dividia a cela 2 do solário 2A com mais 44 internos. Após passar mal com convulsões, “Chuca” foi socorrido para a enfermaria, onde morreu. Foram encontrados vários hematomas pelo corpo dele, mas não foi possível identificar se eram recentes. A perícia foi acionada para o local e constatou que não havia sinais de violência no corpo de Jhonatan. Portanto, a suspeita da polícia é de que ele tenha morrido por overdose. Contudo, o corpo foi encaminhado para exames periciais. De dentro de presídio, ‘Chuca’ aplicava golpe pelo Facebook “Chuca” foi descoberto depois que uma jovem de 24 anos, moradora de Anastácio, teria anunciado no Facebook uma televisão para venda, sendo que Jonathan entrou em contato com ela, negociando o aparelho. Ele disse ter feito um depósito bancário e que outra pessoa buscaria a televisão. Mas a jovem desconfiou, já que, ao olhar sua conta bancária, nenhum valor teria sido creditado. Assim, avisou a polícia. Quando o taxista chegou para buscar a televisão, os militares perguntaram aonde iria levar o aparelho, e ele contou que seria entregue a um casal, que estava em frente a uma escola pública. Os policiais abordaram o casal, o qual, segundo o JNE, confirmou que a televisão seria guardada a mando de Jonathan. No mesmo dia, “Chuca” também teria pedido a eles para que recebessem um videogame. Jonathan tem passagens por tráfico de drogas e homicídio. A mãe dele também está presa por liderar um esquema de tráfico de drogas na região. Fonte: Midiamax

  • Obras de manutenção interditam trechos da BR-163 em MS

    Obras na BR-163. (Divulgação, Motiva Pantanal) As equipes executam serviços de duplicação, recuperação do pavimento, revitalização da sinalização horizontal e limpeza Se você pretende passar pela BR-163/MS, esteja atento aos pontos de interdição. Nesta quarta-feira (22), vários trechos estão com pontos de desvio ou operando em “pare e siga” para a continuidade das obras de manutenção da rodovia. Segundo a Motiva Pantanal, administradora da BR-163 no Estado, as equipes executam serviços de duplicação, recuperação do pavimento, revitalização da sinalização horizontal e limpeza dos dispositivos de drenagem. Por isso, principalmente nos trechos com operações, é importante que os condutores redobrem a atenção, reduzam a velocidade e respeitem a sinalização provisória. Isso garantirá a segurança de motoristas e profissionais. Vale ressaltar que Mato Grosso do Sul está sob alerta para tempestade nesta quarta. Caso a previsão se confirme, a empresa suspenderá os serviços por segurança. Confira os trechos com interdições: Pontos de desvio Sonora / Pedro Gomes – entre os km 823 e 819; Coxim / Rio Verde de Mato Grosso – entre os km 718 e 716; Jaraguari – no km 524; entre os km 515 e 513; Dourados / Caarapó – entre os km 220 e 215. Pontos de ‘pare e siga’ Sonora / Pedro Gomes – entre os km 823 e 819; Coxim / Rio Verde de Mato Grosso – entre os km 718 e 716; Rio Verde de Mato Grosso – entre os km 678 e 675; no km 634; no km 629; Campo Grande – entre os km 480 e 475; entre os km 462 e 460; Sidrolândia / Nova Alvorada do Sul – entre os km 427 e 426; no km 409; Rio Brilhante / Douradina – entre os km 324 e 320; Caarapó – entre os km 206 e 204; Eldorado – entre os km 80 e 79. Trecho em Bandeirantes Outro ponto em obras é o trecho entre os quilômetros 543 e 554 da BR-163, em Bandeirantes. Nesse local, a concessionária implementa um retorno em ‘X’ — por isso, durante a execução dos serviços, haverá alterações temporárias na dinâmica do tráfego. O trecho está sinalizado e conta com desvios operacionais e transição temporária de pista duplicada para pista simples em função das obras. Fonte: Midiamax

  • Após incêndio, SAS retoma acompanhamento de idoso que recusou atendimento em 2024

    Fogo começou durante a madrugada. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Secretaria afirma que equipe do CREAS Norte já realizou os encaminhamentos necessários após nova demanda encaminhada pela Sesau A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania) informou que o idoso que teve a casa atingida por um incêndio na madrugada de domingo (20), no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, está sendo acompanhado pelo PAEFI (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos), do CREAS Norte. Segundo a pasta, a equipe já realizou todos os encaminhamentos necessários para garantir a proteção e a assistência ao morador. A SAS também esclareceu que, em 2024, o idoso recusou o atendimento oferecido pela Assistência Social. No entanto, uma nova demanda foi encaminhada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o que levou à retomada do acompanhamento pela rede de assistência. A informação foi divulgada após o incêndio que atingiu a residência do idoso e mobilizou moradores da região, que já demonstravam preocupação com as condições em que ele vivia. Entenda o caso Fogo em uma residência assustou moradores do bairro Coronel Antonino, na madrugada deste domingo (19). Na casa na Rua Germino Ceni, há um grande volume de entulhos, como caixa d’água, televisão, restos de obras, caixas de papelão e outros materiais. Uma vizinha do imóvel contou que acordou por volta das 5h com o barulho das chamas. “Era muito fogo mesmo. A gente ficou muito assustado porque minha casa é encostada. Começou a pegar fogo na caixa d’água, que fica bem embaixo do quarto das minhas filhas”, recordou. A família fugiu ao perceber o incêndio. O Corpo de Bombeiros teria chegado ao local por volta de 5h20 para conter o fogo. A moradora reclama do acúmulo de entulhos na casa em que houve as chamas. As informações são de que o senhor moraria sozinho no local. A família do idoso já teria feito uma limpeza no terreno, mas ele teria voltado a acumular materiais. Fonte: Midiamax

  • Tempestades geram alerta de ‘perigo’ a 11 cidades de Mato Grosso do Sul

    Chuva em Campo Grande. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Outras regiões do Estado também podem registrar chuva ao longo do dia, mas com menos intensidade O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) alerta para o “perigo” de tempestades em 11 cidades do sul de Mato Grosso do Sul durante esta quarta-feira (22). Outras regiões do Estado também podem registrar chuva ao longo do dia, mas com menos intensidade. O aviso do Inmet tem validade até as 23h59 desta quarta (22), com possibilidade de chuva entre 30 mm (milímetros) e 60 mm por hora ou de 50 mm a 100 mm de acumulado no dia. Há possibilidade de granizo e rajadas de vento entre 60 km/h (quilômetros por hora) e 100 km/h. Dessa forma, os moradores de Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Mundo Novo, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru precisam ter cautela. O Inmet considera que há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. No restante de Mato Grosso do Sul, a chuva será de 20 mm a 30 mm por hora, com acumulado de até 50 mm. Ventos intensos podem chegar a 60 km/h, com possibilidade de granizo até o fim desta quarta-feira (22). Campo Grande está incluída nessa previsão. A virada no tempo de Mato Grosso do Sul quebra a estiagem e o tempo seco das últimas semanas. Na segunda-feira (20), Corumbá foi a segunda cidade mais quente do Brasil, com temperatura de 36,3°C entre 14h e 15h. A umidade relativa do ar variou de 15% a 40% em várias regiões do Estado, o que é abaixo do ideal para a saúde. Chuva até sexta-feira Na quinta-feira (23), conforme o portal Meteored, o Sul do Brasil já não tem mais chance de chuva, mas Mato Grosso do Sul segue em alerta para os temporais, principalmente na porção centro-norte — por exemplo, Campo Grande, Rio Negro, Bandeirantes, Coxim e Sonora. A chance de temporais é maior no período da madrugada e no início da manhã. No restante do dia, as chuvas ocorrem com intensidade moderada. Já na sexta-feira (24), instabilidades ganham força na região centro-leste de Mato Grosso do Sul, principalmente no período da manhã. Municípios como Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas, Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Bataguassu podem registrar chuva. Fonte: Midiamax

  • Faz até árvore sangrar? Marcas de onça-pintada dão pistas importantes no Pantanal de MS

    Garras de onça-pintada deixam marcas profundas em troncos. (Fotos: Reprodução, Onçafari) Saiba como as marcas das garras das onças ajudam os pesquisadores a monitorarem a espécie no Pantanal sul-mato-grossense Extremamente versáteis, as onças-pintadas se destacam como predadoras terrestres no Pantanal, mas contam com várias habilidades extras que as tornam rainhas da selva sul-mato-grossense. Excelentes nadadoras, capazes de caçar até dentro da água, elas também são ótimas escaladoras, como qualquer bom felino. Na última semana, a ONG Onçafari, que monitora a espécie no Pantanal de Mato Grosso do Sul, destacou as marcas que as onças deixam ao escalarem as árvores da região e explicou que esses vestígios são pistas importantes sobre o comportamento desses animais. Em imagens divulgadas pela organização, é possível ver a profundidade que as garras arranham e até furam os troncos, evidenciando não só a força das onças, mas o poder de suas afiadas “unhas”. “Quando a onça começa a subir uma árvore, ela vem primeiro com a pata dianteira e crava suas garras pra pegar apoio. Com a pata traseira, pega o impulso, por isso fica com essa marca de arranhado”, comenta Marcos Brito, analista científico da Onçafari. “Se você acompanha a subida dela na árvore, você vê diversas marcas onde ela repete o movimento. Dá pra ver onde ela perde o equilíbrio e escorrega. Normalmente, elas sobem para marcar território, descansar ou escapar de situações perigosas”, reforça o analista. Segundo ele, essas evidências possibilitam aos pesquisadores perceber a presença das onças na região e estudar seu comportamento em diferentes ambientes. “Cada arranhão, pegada ou vestígio é uma pista que nos ajuda a conhecer melhor esses animais e a desenvolver estratégias mais eficazes para a sua conservação”, explica a Onçafari sobre a relevância das marcas. Fonte: Midiamax

  • Usuários aprovam troca no transporte coletivo de Campo Grande: ‘Tem que melhorar’

    (Leonardo de França/Jornal Midiamax) Prefeitura deve analisar a operação antes de autorizar a transição entre as empresas Depois de anos utilizando ônibus lotados, quebrados, com horários atrasados e terminais sem manutenção, passageiros de Campo Grande receberam de forma positiva a notícia da possível troca na gestão do transporte coletivo da Capital. Para quem depende diariamente do serviço, a mudança é um sinal de esperança de que problemas antigos fiquem apenas no passado. A venda das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus ao grupo goiano HP Mobilidade ainda depende da validação da Prefeitura de Campo Grande, por meio da assinatura da prefeita Adriane Lopes. A mudança ocorre após 14 anos de operação do Consórcio e diversas críticas ao serviço. Tereza Ratier, aposentada. (Leonardo de França/Jornal Midiamax) A aposentada Tereza Ratier, de 84 anos, moradora do bairro Rita Vieira, utiliza transporte coletivo há 12 anos. Ela faz todos os dias a rota de casa até o Centro de Convivência Vovó Ziza e, segundo ela, a realidade atual é de atrasos nas linhas, além de veículos sempre lotados. “Já perdi bastantes ônibus; fico às vezes uma hora esperando. Vai muito cheio, a gente vai em pé e não tem horário certo. Eu acho que está pior agora. Tomara que troque.” Alexander de Oliveira, desempregado. (Leonardo de França/Jornal Midiamax) A expectativa também é de Alexander de Oliveira, de 44 anos, que utiliza o transporte diariamente enquanto procura por uma vaga de emprego. Para ele, a mudança só será válida se, junto a ela, ocorrer a melhoria no serviço. “Se for para ser melhor, seria bom. Mas, se for continuar do jeito que está, melhor deixar a mesma coisa.” Segundo Alexander, ele já presenciou diversos problemas mecânicos durante as viagens: “Esses dias o ônibus queimou o motor dentro do Terminal Aero Rancho. Já vi ônibus derramar óleo. Praticamente o Consórcio nunca cumpriu com a responsabilidade dele.” Sobre os atrasos, quem compartilha da mesma opinião é o vendedor Johnny Greff, de 28 anos. Ele voltou a usar o transporte coletivo há menos de um mês, mas diz que a falta de ônibus faz com que os passageiros sempre se atrasem. Johnny Greff, vendedor. (Leonardo de França/Jornal Midiamax) “Esperamos que melhore. Se melhorar, vai ser bom para todo mundo. Faltam mais ônibus para suprir a necessidade de quem usa.” Já a doméstica Maria José, de 62 anos, passa boa parte do dia dentro do transporte coletivo, utilizando até 6 linhas por dia para ir ao trabalho e voltar para casa. Na opinião dela, a situação piorou nos últimos anos. “Tem muitos ônibus velhos rodando. Às vezes, quebra, fura pneu e, quando chove, molha dentro. Se for para melhorar, eu acho bom trocar. A situação está meio precária.” Maria José, doméstica. (Leonardo de França/Jornal Midiamax) Venda do Consórcio Guaicurus A venda das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus foi confirmada pela atual concessionária, que informou ter assinado, em 18 de julho, o contrato de compra e venda das quotas das quatro empresas responsáveis pela operação do Sistema Integrado de Transporte de Campo Grande. A Prefeitura ainda analisará a operação antes de autorizar a transição. Em nota, o Consórcio afirmou que o processo seguirá todos os trâmites legais previstos no contrato de concessão e na legislação vigente. Fonte: Midiamax

  • Suspeito de matar Lucas ‘Capetinha’ com tiro na cabeça é preso com drogas em Campo Grande

    (Reprodução, PM) Suspeito foi preso por policiais no Jardim Veraneio Um rapaz de 19 anos, suspeito de matar Lucas Barreto Pericena, de 31 anos, conhecido como Lucas ‘Capetinha’, foi preso pelo 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar) na noite de terça-feira (21). Os policiais estavam abordando um rapaz de 18 anos, na Avenida Alexandre Herculano, e encontraram 172 gramas de maconha em um saco plástico. Ele afirmou que teria recebido e fracionado o entorpecente em uma casa na Rua Dom João XI, esquina com a Rua Ubatuba, indicando o comparsa como responsável pela droga. O comparsa é suspeito do assassinato de Lucas ‘Capetinha’, ocorrido na noite de 8 de julho em uma praça no Jardim Noroeste. Depois, o rapaz de 18 anos alterou a versão e afirmou que assumiria a propriedade da droga por temer represálias. Ele, o suspeito do assassinato — responsável pela droga — e um terceiro comparsa foram presos. Assassinato no Noroeste O atentado aconteceu na noite de 8 de julho, quando a vítima se deslocava em direção à praça do bairro e foi surpreendida por dois homens. A dupla efetuou três disparos contra a cabeça e um na mão direita do rapaz. Após os disparos, o rapaz foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado para a Santa Casa com sinais de morte cerebral. Ele teve perda de massa encefálica no local do crime, ficou internado por dois dias e morreu na tarde de sexta-feira (10). Ainda não há informações sobre a motivação para o crime, mas o rapaz acumula passagens pela polícia. Ele já foi preso por tráfico de drogas, além de responder criminalmente por sequestro e cárcere privado. Local onde ocorreu o crime na noite de 8 de julho. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax

  • VÍDEO: Moto é encontrada incendiada a 3,8 km de casa onde homem foi executado

    Matheus foi executado no Parque dos Novos Estados e a motocicleta foi incendiada no Carandá Bosque Uma motocicleta foi encontrada incendiada poucos minutos após a execução de Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, na manhã desta quarta-feira (22), em Campo Grande. Matheus foi executado a tiros por dois homens em uma motocicleta, no bairro Parque dos Novos Estados, por volta das 6h30 da manhã. A dupla fugiu com o veículo, mas o que chama a atenção é que uma motocicleta foi encontrada incendiada poucos minutos após a execução. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o veículo foi localizado na Rua das Folhagens, lateral do Bosque da Paz, região do Carandá Bosque, pouco antes das 7h. “Eu cheguei aqui às 6h35; não tinha moto nem nada. Alguns minutos depois, o vizinho me chamou porque a moto estava pegando fogo. Percebe-se que ela não estava nem estacionada; a pessoa chegou, jogou e ateou fogo. É um absurdo uma situação dessas!”, falou uma vizinha. O local fica a cerca de 3,8 quilômetros da casa onde Matheus foi executado. O trajeto, de motocicleta, é de 8 minutos. Após a execução nesta quarta-feira (22), equipes do Batalhão de Choque, da PM (Polícia Militar), da Polícia Civil e da perícia foram acionadas para o local. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Execução A suspeita é de que a cobrança de uma dívida de R$ 600 mil teria motivado a execução de Matheus, que teria vindo de Corumbá para a Capital recentemente, conforme informações da polícia passadas para o Midiamax. Ele foi executado com vários tiros de pistola calibre 9 mm em sua casa, por volta das 6h30. Matheus já havia sido preso por um ataque a tiros contra uma borracharia no bairro Estrela Dalva II, em janeiro do ano passado. Imagens obtidas pela reportagem mostram os criminosos em uma motocicleta passando pelo local no início da manhã desta quarta (22). O piloto está usando um capacete vermelho e um casaco, aparentemente de cor cinza. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o suspeito de ser o executor ou mandante da execução seria um jovem de 18 anos. Inclusive, o mesmo jovem já dividiu aluguel com Matheus anteriormente. A suspeita é de que o jovem devia cerca de R$ 600 mil à vítima, que estaria cobrando a dívida. Matheus teria emprestado dinheiro ao rapaz, que também emprestava valores a outras pessoas. Vizinhos comentaram à reportagem que viram a dupla efetuando os disparos no início da manhã. “Vi um de azul e outro, de preto e vermelho, chegando e dando os tiros. O bairro aqui já foi tranquilo, isso [execução] nos provoca medo”, relatou um morador da região, que preferiu o anonimato. Policiais militares do Batalhão de Choque. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Fonte: Midiamax

  • Volante trava e vítima é retirada pelo porta-malas após carro bater em furgão em Campo Grande

    Carro que teve o volante travado ficou completamente destruído. (Fotos: Léo de França, Jornal Midiamax) Veículo que ela dirigia ficou totalmente destruído Motorista de 29 anos precisou ser retirada de seu carro pelo porta-malas após uma batida entre dois veículos na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, em Campo Grande (MS), na manhã desta quarta-feira (22). O acidente aconteceu por volta das 11h30, na esquina com a Rua do Horácio, quando o volante do Uno Mille conduzido pela vítima teria travado, fazendo o carro invadir a pista contrária e bater de frente com um furgão de operadora de internet. Conforme Paulo Lima, tenente dos Bombeiros que atendeu à ocorrência, os automóveis envolvidos na colisão eram ocupados apenas por seus condutores, que saíram praticamente ilesos. Técnico de telecomunicações, de 47 anos, o motorista do furgão teve apenas um ferimento na mão, enquanto a condutora do Uno sofreu escoriações. Devido ao acidente, o carro que ela dirigia ficou tombado na pista, totalmente destruído, e o resgate precisou ser feito pelo porta-malas. “Chegando ao local, verificamos que havia uma vítima retida dentro do veículo. Então, nossa guarnição se empenhou para fazer a retirada dela pelo porta-malas. Estava consciente e orientada, sem nenhum tipo de fratura. Ela informou que vinha deslocando, quando seu volante travou e o veículo invadiu a via contrária, batendo de frente com o automóvel da operadora de internet”, explicou o tenente Paulo Lima sobre a dinâmica do acidente. Após atendimento inicial na rua, a vítima foi encaminhada a uma unidade de saúde para passar por avaliação médica. Imagens: Léo de França - Midiamax Fonte: Midiamax

  • Motoristas esperam cumprimento de acordos com novos donos do Consórcio Guaicurus

    Prefeitura decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Com transporte de Campo Grande no fundo do poço, sindicato diz que expectativa é de melhoria Um dia após o anúncio da compra do Consórcio Guaicurus pelo grupo goiano HP Mobilidade, motoristas do transporte público de Campo Grande ainda aguardam uma comunicação oficial aos trabalhadores. A expectativa é de que os novos donos cumpram acordos firmados com a categoria, conforme o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande). Ao Jornal Midiamax, o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, afirma esperar que os novos patrões cumpram os compromissos firmados. “Pagar em dia todos os vencimentos, dar uma condição de trabalho melhor para o trabalhador, com carros novos. Enfim, tudo o que foi acertado em convenção vamos cobrar, como a estabilidade.” O presidente do sindicato reconhece que a troca de donos pode preocupar os trabalhadores. “Muitos empresários vêm com pensamentos diferentes, então podem querer fazer mudanças, o que é natural. […] Existe uma incerteza muito grande de todo mundo, porque não conhecemos a outra parte; então, a gente vai acompanhar de perto.” Ele diz que aguarda um comunicado oficial da empresa. No entanto, Demétrio Freitas revela que a expectativa principal é de melhoria no transporte público após 14 anos de sucateamento dos ônibus em Campo Grande sob o comando do Consórcio Guaicurus. “A gente espera que venham melhorias para o trabalhador e o usuário, para todo mundo. Até porque, segundo eu acompanhei na imprensa, o dono da nova empresa já trabalha no ramo em outras regiões do país, já conhece bem o transporte no Brasil”, conclui. Venda da operação Grupo que deteve a concessão milionária na Capital vendeu as empresas ao grupo HP Mobilidade, que tem sede em Goiás, segundo confirmou a prefeita Adriane Lopes (PP), na tarde desta terça-feira (21). A Prefeitura ainda precisa validar a transição, mas a prefeita Adriane Lopes (PP) adiantou que vai avaliar a proposta da HP Mobilidade e vê com bons olhos a mudança. O Jornal Midiamax antecipou que os rumores de venda já rondavam os corredores do Consórcio Guaicurus desde abril. Em nota, o Consórcio Guaicurus confirmou que o contrato de compra e venda de quotas e outras avenças para a aquisição das quatro empresas que operam o SIT (Sistema Integrado de Transporte) de Campo Grande (Viação Cidade Morena, Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande e Viação São Francisco) foi fechado no dia 18 de julho. Reclamações dos trabalhadores O ápice da tensão entre o Consórcio Guaicurus e os trabalhadores foi em dezembro de 2025, quando uma greve paralisou o transporte público da Capital por quatro dias e causou prejuízo a quem depende dos ônibus. Sem pagamento de salários naquele mês e com atrasos frequentes nos vencimentos, os motoristas afirmaram que não foram procurados para um novo diálogo durante o movimento paredista e mantiveram a maior paralisação em 31 anos até que o governo de MS e a Prefeitura garantissem o fim da greve. As reclamações de motoristas e outros trabalhadores também incluem jornadas extenuantes e falta de requisitos básicos nos veículos por conta do sucateamento da frota. Sucateamento da frota A principal consequência sentida pelos campo-grandenses nos anos de descumprimento é o estado crítico dos veículos. Reportagens do Jornal Midiamax mostram que o Consórcio ignorava sistematicamente a renovação obrigatória dos ônibus. Conforme tabela de 26 de abril deste ano, o Consórcio Guaicurus mantém circulando nas ruas de Campo Grande 12 ônibus fabricados em 2010 — antes mesmo do início das operações da concessionária. Ou seja, veículos com 16 anos de ‘idade’ seguem ativos e causando transtornos diários aos passageiros. O contrato prevê que a idade média da frota seja de cinco anos, com possibilidade de haver ônibus com, no máximo, dez anos de fabricação em circulação — desde que a idade média seja de 5. Atualmente, a idade média é de 10 anos, conforme a Agetran. Multiplicam-se os registros em vídeo de ônibus do Consórcio quebrando no meio do trajeto, bloqueando cruzamentos importantes da Capital e obrigando os passageiros a finalizarem suas rotas a pé — ou esperarem a troca do coletivo, atrasando a ida ao trabalho. Em janeiro deste ano, a Prefeitura de Campo Grande mandou o Consórcio Guaicurus trocar pelo menos 197 ônibus das ruas da Capital. Mesmo recebendo isenções fiscais e subsídios milionários, e sendo multada por descumprimento de contrato, há mais de um ano a empresa não oferece novos veículos aos seus usuários. Fonte: Midiamax

  • Criança de 8 anos é encontrada desacordada em casa e morre em São Gabriel do Oeste

    (Reprodução/Veja Folha) Mãe teria encontrado o filho já descordado no quarto Um menino de 8 anos morreu na tarde de terça-feira (21) após ser encontrado desacordado dentro da residência onde morava, no bairro Fênix, em São Gabriel do Oeste. Conforme o site Veja Folha, a criança estava em casa com a mãe durante a manhã. Em determinado momento, o menino pediu o celular da mulher e foi para o quarto. Já próximo ao horário do almoço, a mãe entrou no cômodo para chamá-lo, pois ele iria tomar banho antes de seguir para a casa da babá, enquanto ela trabalharia. Ao chegar ao quarto, a mulher encontrou o filho desacordado sobre a cama. Com a ajuda de uma vizinha, a mãe levou a criança ao Hospital Municipal em uma motocicleta. No local, a equipe médica iniciou os procedimentos de reanimação, mas o menino já estava em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de socorro, a criança não resistiu e o óbito foi confirmado pela equipe médica. Ainda conforme o Veja Folha, a Perícia Criminal esteve na residência para realizar os levantamentos iniciais. As circunstâncias da morte serão apuradas pela Polícia Civil, e a causa só deverá ser confirmada após a conclusão dos exames periciais. Fonte: Midiamax

  • Executado a tiros por dívida de R$ 600 mil já havia sido preso por ataque a borracharia

    Matheus foi executado. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal) Ataque a tiros aconteceu em janeiro de 2025 Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, executado na manhã desta quarta-feira (22), já havia sido preso por um ataque a tiros em 2025. Na ocasião, o ataque aconteceu contra uma borracharia, no bairro Estrela Dalva II, em Campo Grande. O ataque aconteceu na noite de 29 de janeiro de 2025. O portão do estabelecimento ficou com marcas de tiro. Ao Jornal Midiamax, a dona do local afirmou que estava jantando com o marido em outro local. Já o filho do casal estava em casa, que fica nos fundos da borracharia. Na ocasião, afirmou que não sabia a motivação para o ataque. Prisão Segundo informações, na ocasião, Matheus foi preso após buscas de equipes da Polícia Militar e Romu (Ronda Ostensiva Municipal) da Guarda Municipal. As informações eram de que o suspeito estava em uma caminhonete Amarok de cor branca. Com isso, durante as buscas, uma caminhonete com as mesmas características foi encontrada. Assim, o condutor foi abordado e encaminhado para a delegacia. No veículo, foi encontrada uma arma de fogo calibre .9 com 12 munições. Além da arma, foram encontrados R$ 4,1 mil, um celular da marca iPhone, duas facas, uma pochete preta, uma pulseira masculina, uma pulseira feminina, um anel, um par de brincos, duas pepitas aparentemente de ouro, entre outros acessórios e um cartão. Execução Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, foi executado a tiros em sua própria casa, no Parque dos Novos Estados, em Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (22). A suspeita é de que a cobrança de uma dívida de R$ 600 mil teria motivado a execução da vítima, que teria vindo de Corumbá para a Capital recentemente. O crime aconteceu por volta das 6h30, quando Matheus estava dentro da própria casa, que passa por obras. Dois homens adentraram o imóvel, cujo portão estava apenas encostado, e executaram o rapaz com vários tiros de pistola calibre 9 mm. Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local e constataram o óbito. Viaturas da PM (Polícia Militar), juntamente com o Batalhão de Choque, foram acionadas e recolheram cerca de 13 cápsulas no local. Agora, as equipes aguardam a chegada da Perícia e da Polícia Civil. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o suspeito de ser o executor ou mandante da execução seria um jovem de 18 anos. Inclusive, o mesmo jovem já dividiu aluguel com Matheus anteriormente. A suspeita é de que o jovem devia cerca de R$ 600 mil à vítima, que estaria cobrando a dívida. Matheus teria emprestado dinheiro ao jovem, que também emprestava valores a outras pessoas. Vizinhos comentaram à reportagem que viram a dupla efetuando os disparos no início da manhã. “Vi um de azul e outro, de preto e vermelho, chegando e dando os tiros. O bairro aqui já foi tranquilo, isso [execução] nos provoca medo”, relatou um morador da região, que preferiu o anonimato. Fonte: Midiamax

  • Suspeitas no Sistema S: Senar barrou empresa de diretor da Fiems por não comprovar serviço

    Presidente da Fiems, Sérgio Longen, ao lado de seu vice, Luiz Gonzaga Crosara Júnior. (Divulgação, Fiems) Acto usou declaração do Senai em licitação, mas não provou que prestou os serviços As suspeitas sobre o suposto uso de uma rede de CNPJs laranjas ligados a diretores da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) não são novas nem entre as entidades do Sistema S. O Senar-MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul), por exemplo, barrou a empresa Acto numa licitação de R$ 2,2 milhões. Criada por Luiz Gonzaga Crosara Júnior, vice-presidente da Fiems, a Acto Soluções em Tecnologia (CNPJ 31.356.145/0001-53) faturou ao menos R$ 7.698.228,20 da entidade, entre 2021 e 2022, mas não conseguiu comprovar a execução dos serviços contratados na licitação do Senar-MS. Ex-funcionários revelaram com exclusividade ao Jornal Midiamax que as empresas ligadas ao grupo do atual presidente da Fiems, Sérgio Longen, tentaram abocanhar contratos milionários em diversas instâncias do Sistema S. Com a ‘voracidade’ do grupo, a rede de CNPJs supostamente criados para faturar contratos em serviços de difícil mensuração, como serviços de TI, produção audiovisual ou locação de materiais para eventos, passou a enfrentar dificuldades nas instituições onde a influência de Longen diminuiu. No caso da Acto, por exemplo, que foi ‘sucedida’ nos contratos do Sistema Fiems por outra empresa criada no nome de funcionários de Crosara, a empresa foi inabilitada pela comissão de licitação do Senar-MS por não conseguir comprovar a efetiva prestação dos serviços alegados em atestados contratuais. Cadastrada na Receita Federal, tendo como principal atividade econômica o desenvolvimento de programas de computador e detentora de contratos milionários com o Sistema S, a Acto não conseguiu comprovar ter capacidade técnica na disputa de R$ 2,2 milhões para criar e gerenciar programas de computador para o Senar-MS. Além disso, usou a própria estrutura de instituições ligadas à Fiems, como o Senai-MS, para tentar ‘esquentar’ a documentação que apresentou na entidade irmã. Não deu certo. Superintendente do Senar-MS assinou decisão inabilitando a Acto por não conseguir comprovar que executou serviços de desenvolvimento de software. (Reprodução) Desde que iniciou uma série de reportagens sobre as denúncias que envolvem a gestão de Sérgio Longen à frente da Fiems, o Jornal Midiamax tenta obter posicionamento oficial da entidade e de todos os implicados. Inicialmente, Crosara chegou a responder e negou qualquer irregularidade. No entanto, diante de novas evidências que vieram à tona durante a investigação jornalística, o vice-presidente de Longen na Fiems passou a ignorar as tentativas de contato, todas devidamente documentadas. Desde o dia 1º de julho, as mensagens enviadas pela reportagem são ignoradas. Mensagens enviadas por diversos endereços de e-mail também não foram respondidas. O espaço segue aberto para posicionamento. Na tentativa de habilitar a empresa no Pregão Presencial n. 049/2022 do Senar-MS, a Acto apresentou cinco atestados de capacidade técnica emitidos pelo Sesi-MS (contratos nº 32600/2020; 28900/2019; 27300/2019; 34000/2020; e 36000/2021). Todos foram recusados pela equipe técnica da licitação, que concluiu que “os atestados apresentados pela licitante [Acto] não contemplaram na sua integralidade as atividades desenvolvidas [nos contratos com o Sesi], restando uma lacuna entre as informações constantes nos documentos e os serviços de fato executados; não foi apresentado nenhum relatório detalhado, acompanhado das telas comprobatórias dos serviços prestados.“ A principal atividade econômica da Acto é o desenvolvimento de programas de computador. (Reprodução) O documento assinado pelo superintendente do Senar-MS, Lucas Galvan, coloca em xeque outro ponto do atestado emitido pelo Sesi sob encomenda para a Acto: “A utilização de linguagens backend PHP e C# não são comumente utilizadas para o desenvolvimento de um único software, pois não são compatíveis e raramente são utilizadas juntas em uma solução“, conforme atestado em parecer técnico da comissão de licitação. A equipe técnica do Senar chegou a pedir documentos que comprovassem esses serviços prestados ao Sesi, como “contratos, relatórios de execução, prints de tela da plataforma, notas fiscais e/ou qualquer outro material que corroborasse as informações contidas no atestado”, diz o documento, trazendo na sequência que restou “incompleta a comprovação da qualificação técnica”. A Acto chegou a recorrer da decisão de inabilitação, mas a CPL (Comissão Permanente de Licitação) e o superintendente do Senar-MS, Lucas Galvan, negaram provimento ao recurso, confirmando o veto definitivo à participação da empresa no certame. Sede da Acto, no Jardim Veraneio, em Campo Grande. (Gabriel Maymone, Jornal Midiamax) Serviços de difícil mensuração e atestados genéricos Entidades como o Sesi e o Senai são sustentadas com contribuições patronais de industriários e recursos parafiscais, que são tributos arrecadados pelo Estado, mas parte dessa receita é repassada a essas entidades, classificadas como de interesse público ou social. Somente este ano, o Sistema S deve receber cerca de R$ 60 milhões repassados por intermédio da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. Os contratos entre a Acto e o Sistema S foram considerados inaptos pelo Senar-MS por três motivos: ausência de relatórios detalhados de execução, não apresentação de prints de tela de plataforma/evidências de sistemas e falta de detalhamento das tecnologias aplicadas. Por exemplo, os contratos nº 27300/2019 e 32600/2020 previam atividades abstratas, como consultoria, diagnósticos organizacionais e gestão de mudanças. Faturados predominantemente sob a modalidade de ‘horas técnicas’, esses contratos geram relatórios, pareceres e planilhas de difícil verificação por órgãos de controle, que não conseguem aferir se os valores milionários pagos correspondem ao custo real de mercado das horas declaradas. Foi exatamente essa intangibilidade que travou as pretensões da Acto perante o Senar-MS. Ao ser convocada a detalhar a execução real dos serviços prestados ao Sesi-MS por meio de relatórios de medição, notas fiscais e telas das plataformas desenvolvidas, a empresa não conseguiu comprovar a entrega efetiva de soluções computacionais práticas. Vale ressaltar que os contratos milionários com o Sesi foram celebrados e executados em período anterior à posse de Luiz Gonzaga Crosara Júnior como vice-presidente da Fiems. No entanto, a posterior ascensão do empresário ao alto escalão da entidade reacende o debate sobre os mecanismos de governança, transparência e controle na aplicação dos recursos parafiscais do Sistema S. A reportagem procurou a Acto Soluções em Tecnologia, bem como os controladores da empresa, Luiz Gonzaga Crosara Júnior e Felipe Moisés Miranda de Britto — que chegou a visualizar as mensagens, mas não respondeu —, para manifestação sobre a inabilitação e as conclusões do parecer técnico pelo Senar-MS, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O Sesi-MS e a Fiems também foram questionados sobre os procedimentos de fiscalização das entregas e atestações dos contratos citados, mas sem retorno. O espaço permanece aberto para manifestações. Sede da Acto, no Jardim Veraneio, em Campo Grande. (Gabriel Maymone, Jornal Midiamax) Suspeita de ser laranja na Fiems, Blackbird também apresentou atestado do Sesi Criada por dois funcionários da Acto meses após Crosara ser empossado como vice-presidente da Fiems, a Blackbird Soluções em Tecnologia Ltda. (CNPJ 52.964.854/0001-91) assumiu um contrato com o Sistema S que estava sendo executado pela Acto. Já em 2025, a Blackbird se inscreveu para uma licitação de R$ 1.489.996,80, apresentando um atestado de capacidade técnica emitido pelo Sesi-MS, alegando que a pequena empresa recém-criada com capital social de R$ 5 mil e sediada numa vila de casas cumpriu mais de 1,3 mil horas de serviço num intervalo de ‘poucos meses’. No entanto, a licitação acabou cancelada após ser alvo de denúncia de irregularidades. Contudo, denúncia feita por ex-funcionários do Sistema Fiems revela parte do emaranhado de CNPJs usados para atestar a capacidade técnica da Blackbird. O outro atestado foi emitido pela Dataneural Tecnologia da Informação Ltda. (CNPJ 54.347.643/0001-35). A empresa tem entre os controladores a holding WTW Investimentos e Participações Ltda. (CNPJ 42.706.554/0001-59) e outra empresa que também aparece como fornecedora do Sistema Fiems. Um dos sócios da Blackbird, Ricardo Servilha, disse à reportagem que o contrato que assumiu da Acto foi executado corretamente e que durou ‘poucos meses’. Fonte: Midiamax

  • Especialista em explosivos do PCC, sobrinho de ‘Tio Arantes’ é recapturado após fuga de presídio

    Ítalo estava em um espaço de eventos no Jardim Colúmbia Ítalo de Moraes, de 27 anos, foi recapturado por equipes do 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar) e do Batalhão de Choque, em um espaço de eventos no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, nesta quarta-feira (22). Ítalo, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa foram ‘resgatados’ do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira por um grupo, na segunda (20). Bruno e Thiago ainda não foram localizados. Membro do PCC (Primeiro Comando da Capital), Ítalo é sobrinho de Antenor Motta de Moraes, conhecido como ‘Gugu’, que é casado com uma filha de José Cláudio Arantes, o ‘Tio Arantes’. Na ocasião, os policiais tomaram conhecimento de que Ítalo poderia estar no imóvel e acionaram o Batalhão de Choque. Assim, foi montado um cerco e o criminoso tentou fugir pelo telhado. Ele pulou em uma residência vizinha, adentrou um quarto, tentou fugir, mas foi alcançado por um dos policiais do lado de fora. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, cerca de cinco a seis pessoas estavam na residência, juntamente com Ítalo, e foram detidas por suspeita de ajudar o criminoso na fuga. Três armas foram apreendidas no imóvel. Na noite de terça-feira (21), houve uma intensa movimentação e até uma discussão na residência onde os criminosos estavam. Vizinhos perceberam homens armados no telhado e um carro que aparentava estar vigiando o local. A moradora do imóvel onde Ítalo pulou para tentar fugir relatou que a filha ficou em choque com o ocorrido. “Escutei o barulho deles pulando no meu telhado e, quando fui olhar, tinha um cara no quarto da minha filha. Logo em seguida, apareceu um policial e o rapaz fugiu e foi pego lá fora. Minha filha entrou em choque, ficou desesperada”, contou à reportagem. Como tem alguns veículos dentro da residência, os policiais estão verificando a procedência e fazendo os levantamentos para tentar localizar os outros fugitivos. Quem é Ítalo de Moraes? Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Ítalo é sobrinho de Antenor Motta de Moraes, conhecido como ‘Gugu’, que é casado com uma filha de José Cláudio Arantes, o ‘Tio Arantes’. ‘Gugu’ também era apontado como o apoio de ‘Tio Arantes’ no Estado para a venda de armas ao PCC. Em fevereiro de 2020, ‘Gugu’ ameaçou de morte agentes penitenciários no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Membro do PCC, Ítalo é especialista em explosivos, além de ser considerado de alta periculosidade. Inclusive, em outubro de 2017, o Jornal Midiamax noticiou que ‘Tio Arantes’ foi preso por uma explosão de caixas eletrônicos em uma agência bancária no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Na mesma ocasião, Ítalo também foi preso por participar do crime. Em 2013, ele foi denunciado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) junto de Tio Arantes e outros por associação com o tráfico. Considerado líder do PCC, ‘Tio Arantes’ foi preso na Bolívia em 2023. Ele ficou foragido desde novembro de 2021, quando fugiu do mesmo presídio em que houve o resgate dos detentos na segunda-feira (20), o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Agepen nega invasão ao presídio e o resgate Diante da evasão, o Jornal Midiamax acionou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber quais medidas foram adotadas. Em nota, a Agepen negou a invasão ao presídio e o resgate, mas confirmou evasão dos presos. Confira na íntegra: “A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informa que, na manhã de segunda-feira (20), durante os procedimentos de conferência de rotina no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, foi constatada a evasão de três custodiados: Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa. Não houve confronto, invasão de grupos armados, tampouco registro de indivíduos portando armamento durante a ação. A estrutura de contenção já foi restabelecida, e já foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão. A partir da verificação da ocorrência, a Polícia Penal adotou imediatamente todas as medidas operacionais previstas para esse tipo de situação. A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, e o fato foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande para as providências judiciais cabíveis, incluindo a expedição dos respectivos mandados de prisão. Importante destacar que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade de regime semiaberto, de segurança mínima, com características compatíveis com essa modalidade de cumprimento de pena, na qual parte dos custodiados exerce atividade laboral externa durante o dia, retornando à unidade para pernoite; sendo que a estrutura física segue os parâmetros previstos para essa modalidade de execução penal, distintos daqueles adotados em estabelecimentos de segurança máxima. A Agepen destaca a pronta resposta da Polícia Penal diante da ocorrência e a atuação integrada com as demais forças de segurança, que já realizam diligências e ações de inteligência voltadas à localização e recaptura dos evadidos.” Resgate aconteceu 2 semanas após ataque ao comboio do Bope No dia 4 de julho, criminosos atacaram um comboio do Bope (Batalhão de Operações Especiais) para ‘resgatar’ um preso. Conforme apurou o Jornal Midiamax na época do ataque, as equipes do Bope estariam em quatro viaturas, sendo uma delas descaracterizada, transportando o suspeito de Corumbá com destino a Campo Grande. Esse preso seria vinculado ao PCC. Na ocasião, os militares teriam parado em um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-262, no distrito de Albuquerque, para trocar o pneu de um dos veículos, quando tiros de fuzil foram disparados de uma área de mata. Os tiros, disparados por supostos integrantes do Comando Vermelho, teriam atingido o suspeito, que não resistiu e morreu no local. A reportagem apurou ainda que haveria um prêmio em dinheiro, entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, pela vida desse suspeito. Fonte: Midiamax

  • Alckmin descarta retaliar EUA e diz manter negociação: ‘Olho por olho, deixa os dois cegos’

    Alckmin se reuniu com representantes de setores produtivos nesta terça-feira (21) - FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O vice-presidente deu declaração após a primeira rodada de reunião com os setores produtivos que serão afetados pela tarifa adicional de 25% O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou nesta terça-feira (21) a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos em resposta ao anúncio de tarifa adicional de 25% sobre os produtos brasileiros. Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que o governo brasileiro negociará “sempre”. “A ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. Então a reciprocidade é [dizer]: olha, nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, declarou o vice-presidente. Mais cedo, Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, fizeram a primeira rodada de reuniões com representantes dos setores produtivos que serão afetados pela tarifa adicional. Segundo informou o titular da pasta, com base nos dados de 2024, cerca de 18% das exportações brasileiras serão atingidas pela sobretaxa. Tarifa adicional de 25% Na quinta-feira (16), os Estados Unidos anunciaram a tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, alguns produtos ficaram isentos da sobretaxa, como o etanol, a carne bovina e o café. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, na quarta-feira (15), o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão: Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente; Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil; Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos; Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos; Falhas no combate à corrupção; Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos. Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou. O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”. Fonte: Jovem Pan

  • PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

    Ex-deputado recentemente recebeu um Green Card para morar nos EUA - Matheus Bonomi/Estadão Conteúdo Decisão final fica ao cargo do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva A Polícia Federal conclui o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e recomendou a sua demissão do cargo de escrivão do órgão por abandono de cargo. A informação foi confirmada pela Jovem Pan. O texto foi encaminhado pela corregedoria-geral da PF ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que decidirá se irá demitir ou não Eduardo. Todo processo começou quando o então deputado foi morar nos Estados Unidos no começo de 2025. Ele alegou perseguição política no Brasil para justificar a mudança. Então, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a sua perda de mandato pelo excesso de faltas em dezembro de 2025. Após a decisão, ele foi notificado a se reapresentar ao serviço. Em fevereiro de 2026, a PF instaurou um processo disciplinar para investigar o abandono do cargo de escrivão. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, no dia 16 de junho, Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Votaram nesse sentido o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo influenciou o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário para tentar frear o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O ex-mandatário foi condenado em 2025 no processo sobre a trama golpista. “Não é função do deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Desde a Constituição do Império até a atual, isso não consta como função do deputado. Mesmo se estivesse no exercício do mandato, não estaria acobertado pela imunidade”, afirmou Moraes ao votar. Green Card O governo dos Estados Unidos concedeu o Green Card ao ex-deputado, conforme noticiado pela Jovem Pan na última segunda-feira. Com o documento, o ex-parlamentar ganha uma série de garantias, semelhantes às de um cidadão norte-americano. Green Card (oficialmente chamado de Permanent Resident Card ou Cartão de Residência Permanente) é o documento emitido pelo governo dos Estados Unidos (através do órgão USCIS) que concede o direito de residência permanente a estrangeiros. A emissão do documento acontece em meio à relação conturbada entre o Brasil e os EUA. Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump baixou um novo tarifaço sobre os produtos brasileiros, de 25%. Porém, a tarifa adicional excluí da lista o etanol, a carne bovina e o café. A medida entra em vigor em 22 de julho. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, na última quarta-feira (15), o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Fonte: Jovem Pan

  • PF mira grupo que desviou R$ 45 milhões de clientes da Caixa

    Polícia Federal - Divulgação Cerca de 120 agentes cumprem 25 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio de Janeiro e em dois municípios de São Paulo A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Infiltrados para desarticular uma organização criminosa acusada de furtar cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal. O esquema consistia no desvio eletrônico de valores por meio do acesso ilícito a dados sigilosos das vítimas. A ofensiva conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF). Cerca de 120 agentes cumprem 25 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio de Janeiro (na capital fluminense, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio) e em dois municípios de São Paulo (Indaiatuba e Salto). De acordo com as investigações, a quadrilha operava com o auxílio de servidores públicos e de outros suspeitos para vazar informações privilegiadas e dificultar o trabalho das autoridades. A PF também identificou que a rede criminosa contava com o suporte financeiro e logístico de pessoas ligadas à exploração de loterias ilegais. Os alvos da operação deverão responder por organização criminosa, obstrução de Justiça e violação de sigilo funcional. Segundo a corporação, novas acusações não estão descartadas e podem surgir com o avanço das apurações. *texto produzido com auxílio de IA Fonte: Jovem Pan

  • Dino manda notificar entes que não prestaram contas de emendas Pix para eventos

    O ministro Flávio Dino - Wilton Junior/Estadão Conteúdo Medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e busca garantir o cumprimento de decisões anteriores da Corte sobre transparência na execução das transferências O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (21) a notificação de Estados e municípios que continuam sem prestar contas de recursos recebidos por meio de “emendas Pix” destinadas à realização de eventos entre 2020 e 2024. A medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e busca garantir o cumprimento de decisões anteriores da Corte sobre transparência na execução das transferências. Segundo informações encaminhadas pela AGU ao STF, ainda há dezenas de planos de ação com pendências, incluindo casos sem relatório de gestão, documentos incompletos ou em fase de complementação. Diante desse cenário, Dino determinou que a Secretaria Judiciária do STF realize a notificação formal dos entes listados para que regularizem a situação. A decisão também mantém a multa diária correspondente a 1% do valor da emenda parlamentar recebida para Estados e municípios que permanecerem omissos quanto à apresentação de planos de trabalho e relatórios de gestão exigidos na plataforma Transferegov. A medida integra as ações do STF para ampliar a transparência e a fiscalização sobre a execução das chamadas “emendas Pix”. Fonte: Jovem Pan

  • Haddad avança em plano de governo e deve apresentar propostas no início de agosto

    O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato, Fernando Haddad, concedeu entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (22) - Reprodução/YouTube Jovem Pan News Documento está na fase final de elaboração, faltando detalhes para ser divulgado; a tendência é que propostas sejam conhecidas após convenção de Lula O plano de governo do pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes Fernando Haddad (PT) entrou na fase final de elaboração e deve ser apresentado no início de agosto. A informação foi confirmada por integrantes da pré-campanha à Jovem Pan. De acordo com interlocutores, o documento está praticamente concluído e passa pelos últimos ajustes antes de ser encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A avaliação é que restam apenas detalhes a serem discutidos com a cúpula da campanha de Haddad. O principal capítulo discutido no momento é o da Saúde. A expectativa é que a versão final utilize como base as propostas debatidas nos seminários promovidos pela pré-campanha ao longo dos últimos meses. Nos bastidores, a tendência é que o plano seja divulgado após a convenção nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para o próximo dia 2 de agosto, em São Paulo. Antes disso, neste sábado (25), o PT oficializará a candidatura de Haddad ao governo paulista durante convenção em Campinas. O evento contará com a presença de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A convenção também marcará a confirmação da chapa formada por Haddad, Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador, além de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como candidatas ao Senado. Fonte: Jovem Pan

  • Eduardo diz que o vídeo de Michelle sobre Flávio foi ‘imaturidade’

    Eduardo Bolsonaro criticou a madrasta em outras ocasiões - Lula Marques/Agência Brasil O ex-deputado federal também declarou que a madrasta 'jamais' poderia ter compartilhado a gravação em que afirmava ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou nesta terça-feira (21) a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por causa de um vídeo publicado por ela nas redes sociais no fim de junho, no qual afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada pelo enteado, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo”, afirmou o ex-parlamentar, em entrevista ao portal Metrópoles. Eduardo ainda classificou como “natural” que haja disputa por um “espaço tão cobiçado” quanto a Presidência da República. Isso teria feito com que divergências internas do clã Bolsonaro viessem a público, ele disse. Não é a primeira vez que Eduardo critica Michelle. Após o desabafo da ex-primeira-dama, ele compartilhou publicações que a acusavam de “apunhalar” Flávio e atribuíam o vídeo a uma disputa pela candidatura presidencial. Também houve atritos anteriormente por conta das discussões sobre o palanque eleitoral do Ceará. Questionado sobre a declaração da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) de que pessoas próximas a ele teriam estimulado ataques virtuais contra Michelle após o desabafo, Eduardo afirmou desconhecer quais seriam os perfis mencionados pela parlamentar. “O que vejo é muita gente mascarando legítimas cobranças políticas, chamando-as de ataques. Se a Michelle quer entrar na política, será cobrada como um político, assim como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro são”, disse Eduardo. “Todos os dias, quando acorda, ele não sabe sobre o quê, mas sabe que terá de correr atrás de alguma crítica contra ele e revertê-la. Esse é o nosso dia a dia”, acrescentou. Fonte: Jovem Pan

  • Após green card de Eduardo Bolsonaro, Caiado diz que documento é para ‘produtor brasileiro’

    Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência - Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo Sem citar o ex-deputado, o pré-candidato à Presidência disse em seu perfil no X que é preciso 'valorizar e fortalecer' o agro do Brasil Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (21) que é o produtor brasileiro quem precisa de Green card para “entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. “Green card, quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio. Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil”. Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar!”, disse Caiado em seu perfil no X. O Green card é um documento concedido pelo governo dos Estados Unidos que autoriza estrangeiros a morarem no país com direitos semelhantes aos cidadãos americanos. Eduardo Bolsonaro e a família foram beneficiados com a medida. O caso repercutiu na imprensa nesta segunda-feira (20) por ocorrer em meio a crise nas relações entre o Brasil e os EUA. A crise diplomática se agravou na semana passada, quando o governo Donald Trump concluiu investigação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) e determinou que produtos brasileiros recebessem uma tarifa de 25%. Na esteira da decisão, o secretário de Estado americano Marco Rubio ainda fez críticas públicas ao governo brasileiro e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”. O Itamaraty reagiu e classificou as declarações como “grosseiras” e “arrogantes”. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em entrevista ao Rede Comunica Brasil nesta terça-feira, o ex-deputado federal afirmou que o processo de obtenção do Green card durou mais de um ano, exigiu a contratação de advogado e a abertura de contas bancárias para comprovar a origem de recursos. Disse ainda que precisou demonstrar notoriedade e potencial de trazer benefícios à sociedade americana. O ex-deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe. A atuação de Eduardo Bolsonaro, ainda no ano passado, gerou as primeiras tarifas dos EUA contra o Brasil. Fonte: Jovem Pan

  • STJ marca para 6 de agosto julgamento de Buzzi, acusado de assédio e importunação sexual

    Uma jovem de 18 anos e uma ex-funcionária de Marco Buzzi o acusaram de importunação e assédio sexual - Divulgação / STJ O ministro afastado do Tribunal também é alvo de inquérito criminal em curso no Supremo Tribunal Federal O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, agendou para o dia 6 de agosto o julgamento do ministro afastado da Corte, Marco Buzzi, que é acusado de cometer assédio e importunação sexual contra duas mulheres, incluindo uma ex-funcionária que atuou em seu gabinete. Buzzi é alvo de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que apura duas denúncias. O caso que deflagrou a investigação do ministro foi o da jovem de 18 anos que o acusa de ter cometido importunação sexual durante uma viagem com os seus pais ao litoral de Santa Catarina. A segunda denúncia, de assédio sexual, partiu de uma ex-funcionária do STJ que atuou no gabinete do ministro. Os advogados de defesa do ministro Marco Buzzi afirmam que não foram informados até o presente momento da designação de data para a sessão de julgamento do PAD. Caso seja considerado culpado, Buzzi pode ser penalizado com a perda do cargo. Em decisão recente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como a pena máxima a magistrados que violam suas funções. A nova regra impõe a demissão como consequência a desvios funcionais graves. Como mostrou o Estadão em março, integrantes do STJ vinham pressionando Buzzi para antecipar sua aposentadoria como forma de estancar a crise que tem desgastado a imagem da Corte. O magistrado, no entanto, se recusou a adotar essa estratégia. Ele alegou ser inocente durante toda a fase de instrução do processo e chegou a juntar um laudo de disfunção erétil, na tentativa de convencer seus colegas de que não poderia assediar sexualmente as duas mulheres que o denunciam por ter limitações físicas. O magistrado chegou a apelar ao STF para que a sindicância que enfrenta fosse suspensa, mas o relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, não aceitou o pedido. O ministro investigado pediu que fossem considerados ilegais os depoimentos usados como prova no STJ, alegando que eles foram produzidos sem a participação da defesa, o que violaria o direito de se defender em igualdade com a acusação. Além do PAD, o ministro é alvo de inquérito criminal em curso no STF, também sob relatoria de Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à investigação de Buzzi. Caso seja condenado no âmbito criminal, o magistrado pode ser preso. Fonte: Jovem Pan

  • Valdemar sobre Tereza Cristina como vice de Flávio: ‘Não foi convidada’

    Presidente do PL, Valdemar Costa Neto - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO - 23/11/2022 Segundo o presidente do PL, a senadora deseja se candidatar à Presidência do Senado O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou à Jovem Pan nesta terça-feira (21) que a senadora Tereza Cristina não foi convidada para ser vice na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Não foi convidada. Ela deseja ser candidata à Presidência do Senado”, afirmou. Valdemar disse acreditar que quem dará a última palavra na escolha será o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Valdemar, Bolsonaro tem um faro político que já foi demonstrado quando decidiu que Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputaria o governo de São Paulo em 2022. Flávio já sinalizou a intenção de escolher uma mulher para o posto, de olho no eleitorado feminino. Antes da declaração, Valdemar defendeu o nome de Tereza Cristina, com o argumento de que agregaria votos. Outros nomes ventilados são da administradora Daniella Marques e da deputada Simone Marquetto (PP-SP). O presidente do PL também disse à Jovem Pan que, por ele, o cargo da vice-presidência seria de uma mulher. “Na minha opinião, tem que ser mulher”, declarou. O dirigente do PL reafirmou a intenção de buscar apoio de outros partidos ao nome de Flávio. “Temos várias coligações com o PP nos Estados. Temos muitas coisas com PP, União Brasil. Temos muitas alianças nos Estados com Republicanos. Estamos conversando com Podemos. Pessoal de Minas está conversando com o PSDB”, continuou. Valdemar Costa Neto disse ainda acreditar que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retornará ao Brasil em janeiro, caso haja uma vitória de Flávio e seja feita uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Em evento com diplomatas, Flávio repete Bolsonaro e divulga dado falso sobre urna eletrônica

    Flávio destacou que a divulgação das informações falsas não era um 'questionamento ao sistema de votação brasileiro' Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação Em 2023, o TSE declarou o ex-presidente inelegível por 'abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação' durante reunião com embaixadores no Planalto O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), repetiu ação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em evento com diplomatas nesta terça-feira (21), em Brasília. Durante sua fala, o parlamentar divulgou dado falso sobre urna eletrônica. Flávio discursou a diplomatas durante o evento “Debatendo o Brasil”, promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com The Brazilian Report. O senador citou a recente divulgação de documentos da CIA, o serviço secreto dos Estados Unidos, pelo governo norte-americano. Os relatórios de inteligência indicaram uma suposta capacidade de manipulação dos sistemas eletrônicos de votação na Venezuela. Aos diplomatas, Flávio afirmou que a programação das urnas eletrônicas utilizadas na Venezuela teria sido modificada para que os votos do pleito de 2012 fossem alterados. A empresa Smartmatic fornece os equipamentos para a eleição no país sul-americano. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse o senador. Entretanto, a companhia não fornece equipamentos para o pleito realizado no Brasil. Na sequência, o parlamentar destacou que não estava “questionando o sistema de votação brasileiro”. Flávio ainda pediu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro no Brasil. Anteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação. Em nota divulgada em novembro de 2020, a Corte informou ter “celebrado contratos” com a Smartmatic só para “prestação de serviços de conexão de dados e voz”. O TSE disse também que a empresa venezuelana participou de licitação para fabricação de urnas eletrônicas, mas perdeu para a Positivo. A Corte ainda relatou que os equipamentos utilizados no pleito brasileiro foram projetados por servidores e técnicos “a serviço da Justiça Eleitoral”. “Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto”, afirmou o TSE. Em nota enviada à Jovem Pan, Flávio disse que a sua fala “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro”. O senador acrescentou que o “convite” feito para observadores internacionais acompanharem o pleito “segue uma prática adotada em diversas democracias”. Leia a íntegra abaixo. Bolsonaro inelegível Durante reunião com embaixadores, em julho de 2022, o ex-presidente fez diversos ataques ao sistema eleitoral sem provas. O encontro foi transmitido pela TV Brasil. Em junho de 2023, o TSE declarou Bolsonaro inelegível por oito anos. Com placar de 5 a 2, a Corte reconheceu a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a reunião com os embaixadores. Leia a íntegra da nota de Flávio Bolsonaro “O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro. O convite para a presença de observadores internacionais segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral”. Fonte: Jovem Pan

  • Lula não vai às cerimônias de posse dos presidentes do Peru e Colômbia

    Presidente Lula (PT) - LUDOVIC MARIN / AFP Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula não vai aos eventos por estar mais focado em cumprir a agenda no Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará das cerimônias de posse da presidentes eleita do Peru, Keiko Fujimori, e de Abelardo de la Espriella, eleito na Colômbia. A informação foi dada pela Folha de São Paulo e confirmada pela Jovem Pan. Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula não vai aos eventos por estar mais focado em cumprir a agenda no Brasil e das demandas nacionais. A ausência de Lula nas posses acontece em um momento de mudança política em ambos os países. Tanto o presidente eleito da Colômbia, quanto a do Peru, são líderes de direita. Assim, o Brasil passa a ser o único grande país da América do Sul a ser governado por um presidente de esquerda. Na época, Lula parabenizou a vitória dos dois candidatos eleitos. “Desejo-lhe pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento”, disse Lula à Fujimori, e afirmou que o Brasil está pronto para “avançar numa agenda bilateral ambiciosa”. Para De la Espriella, Lula celebrou o processo democrático que elegeu o colombiano e reafirmou a relação entre os países. “A amizade entre o Brasil e a Colômbia, que transcende ideologias, é fundamental para a superação de desafios comuns. Que sigamos trabalhando juntos em benefício dos nossos povos”, finalizou. Ainda não se sabe se Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, ou outro integrante do governo, vai representar o Brasil nas posses de Fujimori, no próximo dia 28 de julho, e de la Espriella, em 7 de agosto. Desavenças na Colômbia A troca de poder na Colômbia está sendo marcada por desavenças. No dia 13 de julho, o presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, proibiu que Abelardo De la Espriella tome posse em uma instalação militar, quando a lei estabelece que a cerimônia aconteça no Congresso, em Bogotá. Sem maioria própria no Legislativo, o ultradireitista De la Espriella pediu ao novo Congresso, que iniciou a nova legislatura em 20 de julho, que autorize a realização da cerimônia de posse em uma guarnição militar, uma proposta alinhada com seus discursos a favor das forças de segurança. “No exercício de minhas faculdades constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para uma posse de um presidente da República da Colômbia”, afirmou Petro na rede social X. Analistas e juristas consideram complicada a logística para deslocar os congressistas até a base militar para o juramento. Petro, que afirma ter provas de fraude no segundo turno eleitoral e convocou uma manifestação para 20 de julho, destacou que “os quartéis militares e policiais estão sob minhas ordens até o momento em que o novo presidente prestar juramento”. “E, portanto, até este momento sou o comandante supremo das forças militares. Nenhum oficial presta continência a um civil, exceto quando este é seu comandante supremo”, acrescentou. O mandatário afirmou: “Que Abelardo não me dê a mão é, mais ou menos, um elogio, mas obedeço às leis da Constituição de 1991”. Petro afirmou ainda que “nos quartéis não se fazem leis, se fazem ações de segurança de defesa do povo e de sua vida” e, “enquanto eu for presidente, defendo as leis e a Constituição de um povo soberano”. De la Espriella derrotou o candidato apadrinhado por Petro, Iván Cepeda, por uma margem mínima. Tensão no Peru Já no Peru, o candidato de esquerda que disputou as eleições presidenciais, Roberto Sánchez, reconheceu, no dia 6 de julho, ao lado de seu partido, Juntos pelo Peru, a derrota nas urnas para a conservadora Keiko Fujimori. A confirmação aconteceu apenas três dias depois da Comissão Nacional Eleitoral do país declarar a vitória à candidata. “Reconhecemos que a Comissão Nacional Eleitoral proclamou oficialmente os resultados eleitorais”, diz o comunicado. No texto, porém, ele também afirmou que o reconhecimento da vitória da oponente não é deixar de criticar o que acredita ter acontecido de errado no curso das eleições. “Isso não implica renúncia ao direito de sinalização e denúncia das irregularidades que se apresentam durante o processo eleitoral, quen sem conhecimento público, afetam o processo eleitoral desde o início”, declarou. Ainda no dia no dia 23 de junho, Sánchez já havia informado que não reconheceria uma possível vitória de sua rival, caso a Junta Nacional Eleitoral do Peru não atendesse ao seu pedido de anulação dos votos de peruanos residentes no exterior, devido a uma suposta violação da lei eleitoral. Na ocasião, Sánchez afirmou em coletiva de imprensa que havia uma “fraude em curso” que teria ocorrido em repartições consulares onde mais de 300 mil peruanos votaram em 7 de junho, devido à falta de digitalização das atas de apuração. Fonte: Jovem Pan

  • Governo muda regras sobre trabalho em feriados no comércio; veja como vai funcionar

    Movimento de consumidores nas lojas - EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Agora o funcionamento deverá ser previsto em convenção coletiva entre empregadores e o sindicato dos trabalhadores O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores, na tarde desta terça-feira (21), para regulamentar o trabalho no comércio durante os feriados. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou da assinatura da portaria. A decisão estabelece que o funcionamento do comércio em feriados dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho, “firmada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores, ressalvadas as atividades autorizadas em caráter permanente”, segundo o governo. Portaria será publicada no Diário Oficial da União na quarta (22), e passa a valer imediatamente. A mudança, porém, não altera integralmente a regra estabelecida ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o MTE, com a mudança, são 15 categorias que podem funcionar nos feriados: venda de pão e biscoitos varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de receituário) flores e coroas barbearias e salões de beleza entrepostos de combustíveis, lubrificantes e acessórios para automóveis (postos de gasolina) comércio varejista de GLP (gás liquefeito de petróleo) locadores de bicicletas e similares hotéis, restaurantes, bares e similares (estabelecimentos de hospedagem, alimentação preparada e bebidas a varejo) casas de diversões; inclusive estabelecimentos esportivos. em que o ingresso; seja pago feiras livres porteiros e cabineiros de edifícios residenciais agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações comércio em feiras e exposições lavanderias e lavanderias hospitalares estabelecimentos de prestação de serviços funerários A mudança feita pelo governo Lula (PT), porém, não interfere diretamente nas determinações municipais, que devem ser respeitadas. O texto altera dispositivos da Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de negociação coletiva. Fonte: Jovem Pan

  • Corinthians sofre quarto transferban; punição é a terceira da Fifa no ano

    O motivo da punição seria o não pagamento pela contratação do volante Charles - RONALDO BARRETO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO A medida é válida pelas próximas três janelas de transferência O Corinthians sofreu nesta terça-feira (21) o seu quarto transferban. A medida impede o clube paulista de registrar novos jogadores em seu elenco, assim como as determinações anteriores. A medida é válida pelas próximas três janelas de transferência. Essa é a terceira punição imposta pela Fifa ao Corinthians só neste ano. A primeira é por tempo indeterminado, até que seja retirada. O clube também sofre com um transferban da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O motivo da punição seria o não pagamento pela contratação do volante Charles ao Midtjylland, da Dinamarca, segundo o portal GE. A última punição apareceu no site da entidade na segunda-feira (13). Fifa não informou a qual dívida se refere esta nova punição. Em maio, o Corinthians foi punido por dívida com o Philadelphia Union, da Major League Soccer (MLS), referente ao pagamento do volante venezuelano José Martínez. Já em junho, o clube chegou a ser notificado de que poderia sofrer um novo transfer ban pelo não pagamento ao New York City, também da MLS, pela extensão do empréstimo do atacante Thalles Magno, em abril de 2025. Por causa da nova sanção, o clube se vê em uma situação complicada em relação a reforços para a sequência da temporada. A diretoria alvinegra estava negociando com o atacante Wesley, revelado pelo Corinthians e atualmente no Al-Nassr, e com o volante Arthur, que estava no Grêmio. No último jogo, o Corinthians ficou no empate em 1 a 1 com o Cascavel, em amistoso de intertemporada. O clube, que é o décimo no Brasileirão com 24 pontos, volta a campo na competição no próximo dia 23 contra o Remo, às 19h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Embraer e Saab assinam acordo para produzir mais 20 caças Gripen no Brasil

    Segundo o presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, o acordo reforça o compromisso de longo prazo da companhia com a América Latina - Sgt. Müller Marin/Força Aérea Brasileira No fim de março, foi apresentada a primeira aeronave supersônica produzida no país por meio da parceria entre as empresas A Embraer e a Saab anunciaram nesta terça-feira (21) a assinatura de um acordo (Head of Agreement – HoA) para a potencial produção de 20 caças Gripen adicionais no complexo industrial da fabricante brasileira em Gavião Peixoto (SP). Pelo acordo, a empresa será responsável pela montagem das aeronaves, complementando a linha de produção da Saab em Linköping, na Suécia. Segundo a Embraer, o memorando representa mais um marco na parceria de uma década entre as duas empresas, ampliando a capacidade de produção dentro de um modelo de manufatura globalmente integrado e proporcionando maior flexibilidade para atender às futuras demandas de clientes. “Estamos muito bem posicionados para apoiar o aumento da capacidade de produção e buscar futuras oportunidades de negócios em mercados ao redor do mundo”, afirmou o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior. No fim de março, foi apresentada a primeira aeronave supersônica produzida no Brasil por meio da parceria entre as empresas. Há mais de uma década, a Saab firmou contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para o fornecimento de 36 caças Gripen. Desde 2020, 12 aeronaves foram entregues. A linha de produção brasileira, a única do modelo fora da Suécia, foi inaugurada em maio de 2023 nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. Segundo o presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, o acordo reforça o compromisso de longo prazo da companhia com a América Latina. “Juntos, estamos fortalecendo nossas capacidades, garantindo capacidade adicional para futuras oportunidades de negócios e adotando uma abordagem voltada para o futuro para apoiar as necessidades em evolução de nossos clientes em toda a região”, disse. Na entrega do primeiro Gripen produzido no Brasil, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a linha de produção instalada no país também poderá atender a futuras exportações. “Vemos oportunidades na Colômbia e em outros países”, disse. No fim de 2025, a Saab anunciou um acordo com o governo da Colômbia para o fornecimento de 17 caças Gripen E/F, em contrato estimado em 3,1 bilhões de euros, com entregas previstas entre 2026 e 2032. Fonte: Jovem Pan

  • Pentágono declara que guerra com o Irã já custou R$ 190 bilhões aos EUA

    Secretário de Defesa Pete Hegseth dá entrevista coletiva no Pentágono sobre ataques ao Irã - Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu o pedido do governo Trump de ampliar orçamento em 67 bilhões de dólares (R$ 340 bilhões) O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta terça-feira (21) que a guerra contra o Irã já custou 37,5 bilhões de dólares (R$ 190,8 bilhões) aos Estados Unidos, um aumento de quase 30% em relação à estimativa anterior, de 29 bilhões de dólares. “A estimativa que temos hoje é de 37,5 bilhões”, afirmou Pete Hegseth perante uma comissão do Senado dos Estados Unidos, onde defendeu o pedido do governo Trump de uma ampliação orçamentária de 67 bilhões de dólares (R$ 340 bilhões) para o Pentágono. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelense-americana contra o Irã, havia sido suspensa após o cessar-fogo de abril. Mas, desde a retomada das hostilidades no início de julho, a violência atingiu níveis sem precedentes. Os ataques entre ambas as partes já são diários e vieram acompanhados de uma série de incidentes marítimos, principalmente no Estreito de Ormuz. A reabertura dessa via estratégica por parte do Irã havia sido um dos principais êxitos do acordo destinado a conduzir à paz, mas o tráfego marítimo voltou a ficar praticamente paralisado. Quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos transitava por esse estreito antes da guerra. Com o novo bloqueio iraniano, os Estados Unidos voltaram a impor o bloqueio aos portos iranianos que haviam levantado em cumprimento do acordo-quadro. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou no último sábado (18) ter “detido”, com drones e mísseis, quatro navios que tentavam cruzar o estreito sem sua autorização e onde, segundo Teerã, dois petroleiros explodiram ao colidir com minas. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan

bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html