Usuários aprovam troca no transporte coletivo de Campo Grande: ‘Tem que melhorar’
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Prefeitura deve analisar a operação antes de autorizar a transição entre as empresas
Depois de anos utilizando ônibus lotados, quebrados, com horários atrasados e terminais sem manutenção, passageiros de Campo Grande receberam de forma positiva a notícia da possível troca na gestão do transporte coletivo da Capital. Para quem depende diariamente do serviço, a mudança é um sinal de esperança de que problemas antigos fiquem apenas no passado.
A venda das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus ao grupo goiano HP Mobilidade ainda depende da validação da Prefeitura de Campo Grande, por meio da assinatura da prefeita Adriane Lopes. A mudança ocorre após 14 anos de operação do Consórcio e diversas críticas ao serviço.

A aposentada Tereza Ratier, de 84 anos, moradora do bairro Rita Vieira, utiliza transporte coletivo há 12 anos. Ela faz todos os dias a rota de casa até o Centro de Convivência Vovó Ziza e, segundo ela, a realidade atual é de atrasos nas linhas, além de veículos sempre lotados.
“Já perdi bastantes ônibus; fico às vezes uma hora esperando. Vai muito cheio, a gente vai em pé e não tem horário certo. Eu acho que está pior agora. Tomara que troque.”

A expectativa também é de Alexander de Oliveira, de 44 anos, que utiliza o transporte diariamente enquanto procura por uma vaga de emprego. Para ele, a mudança só será válida se, junto a ela, ocorrer a melhoria no serviço. “Se for para ser melhor, seria bom. Mas, se for continuar do jeito que está, melhor deixar a mesma coisa.”
Segundo Alexander, ele já presenciou diversos problemas mecânicos durante as viagens: “Esses dias o ônibus queimou o motor dentro do Terminal Aero Rancho. Já vi ônibus derramar óleo. Praticamente o Consórcio nunca cumpriu com a responsabilidade dele.”
Sobre os atrasos, quem compartilha da mesma opinião é o vendedor Johnny Greff, de 28 anos. Ele voltou a usar o transporte coletivo há menos de um mês, mas diz que a falta de ônibus faz com que os passageiros sempre se atrasem.

“Esperamos que melhore. Se melhorar, vai ser bom para todo mundo. Faltam mais ônibus para suprir a necessidade de quem usa.”
Já a doméstica Maria José, de 62 anos, passa boa parte do dia dentro do transporte coletivo, utilizando até 6 linhas por dia para ir ao trabalho e voltar para casa. Na opinião dela, a situação piorou nos últimos anos.
“Tem muitos ônibus velhos rodando. Às vezes, quebra, fura pneu e, quando chove, molha dentro. Se for para melhorar, eu acho bom trocar. A situação está meio precária.”

Venda do Consórcio Guaicurus
A venda das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus foi confirmada pela atual concessionária, que informou ter assinado, em 18 de julho, o contrato de compra e venda das quotas das quatro empresas responsáveis pela operação do Sistema Integrado de Transporte de Campo Grande.
A Prefeitura ainda analisará a operação antes de autorizar a transição. Em nota, o Consórcio afirmou que o processo seguirá todos os trâmites legais previstos no contrato de concessão e na legislação vigente.
Fonte: Midiamax







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