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Preso no Tarumã foi pivô de escândalo de pedofilia com vereadores de Campo Grande

  • há 21 horas
  • 3 min de leitura
Fabiano Viana Otero, de 44 anos, conhecido como 'Dente'. (Reprodução)
Fabiano Viana Otero, de 44 anos, conhecido como 'Dente'. (Reprodução)

Em 2015, Fabiano orquestrou encontros de potenciais clientes com as adolescentes, para depois obter vantagens financeiras


Um dos homens preso com 271 quilos de maconha no Jardim Tarumã, em Campo Grande, é Fabiano Viana Otero, de 44 anos, conhecido como “Dente”. Ele foi pivô de um escândalo que envolveu políticos da Capital em 2015, pois orquestrava os encontros de potenciais clientes com as adolescentes, para depois obter vantagens financeiras.


Fabiano acumula passagens por falsificação de documento público, favorecimento de prostituição ou outra forma de exploração sexual e corrupção de menores, e tem condenações pelos crimes. Ele estava em liberdade desde 2019.


Quando preso pelo Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) na noite de terça-feira (19), Fabiano alegou que guardava as drogas a pedido do jovem de 22 anos com uma promessa de pagamento de R$ 2 mil. O jovem também foi preso e estava com um mandado por tráfico de drogas em seu desfavor.


Na manhã desta quinta-feira (21), a dupla passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Assim, seguem para o sistema penitenciário.


Escândalo de pedofilia com vereadores

Robson Leiria Martins foi preso no dia 17 de abril de 2015 ao ser flagrado no estacionamento de um supermercado extorquindo R$ 15 mil do então ex-vereador Alceu Bueno (sem partido, ex-PSL). O dinheiro seria para impedir a divulgação de vídeos nos quais Alceu aparecia praticando sexo com adolescentes.


O material seria parte de um esquema de exploração sexual das jovens, que registravam os encontros com figuras públicas em câmeras escondidas, para extorqui-los depois.


Após a revelação do caso, que chegou ao conhecimento da polícia, Alceu Bueno renunciou ao cargo de vereador. Além dele, o ex-deputado estadual Sérgio Assis (sem partido, ex-PSB) também foi indicado por favorecimento à exploração sexual no caso.


Delação premiada

Em maio de 2015, Fabiano foi preso pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) sob suspeita de ser o mentor do escândalo sexual envolvendo os ex-vereadores.


Na época, foi homologado o acordo de delação premiada para Fabiano. Assim, o Gaeco (Grupo Armado de Combate ao Crime Organizado) entrou nas investigações, e Fabiano foi levado até a sede do grupo para prestar depoimento.


Fabiano confirmou ter criado um perfil no Facebook, usando informações das adolescentes, no qual ele se passava por elas para manter contato com as potenciais vítimas de futuras extorsões. O esquema estaria baseado em armar os encontros entre as adolescentes e figuras consideradas importantes na cidade e registrá-los em fotos e imagens. Depois, usar o material para extorquir dinheiro dos tais figurões.


Em meio ao escândalo de pedofilia, o então ex-vereador Alceu Bueno foi assassinado, em setembro de 2016, por um trio que roubou R$ 600 e a caminhonete da vítima em seguida.


O veículo foi incendiado próximo da fronteira com o Paraguai, e o corpo de Alceu foi localizado no dia seguinte, carbonizado e com sinais de estrangulamento na região do Jardim Veraneio.


Três meses após a morte do ex-vereador, o trio foi preso durante a Operação Free Lander e condenado a mais de 20 anos cada um.


Prisão por tráfico de drogas

A prisão aconteceu após a polícia tomar conhecimento de que o jovem de 22 anos estaria circulando pelo Coophavila em um HB20 preto e envolvido em tráfico de drogas. Então, os policiais abordaram e constataram a existência de um mandado de prisão por tráfico de drogas.


Questionado sobre a denúncia de que estaria circulando pelo bairro, o jovem afirmou que mantinha seis fardos de maconha, em conjunto com Fabiano. A droga, inclusive, estava na residência de Fabiano.


Assim, a equipe do Batalhão de Choque foi até o imóvel de Fabiano, que confirmou a existência do entorpecente e abriu a residência para os militares. Lá, os militares encontraram 271,4 quilos de maconha e uma balança de precisão.


Na ocasião, Fabiano alegou que guardava as drogas a pedido do jovem com uma promessa de pagamento de R$ 2 mil.


Droga apreendida com Fabiano e seu comparsa no Jardim Tarumã. (Reprodução, Batalhão de Choque)
Droga apreendida com Fabiano e seu comparsa no Jardim Tarumã. (Reprodução, Batalhão de Choque)

Fonte: Midiamax

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