População questiona atendimento nas UPAs de Campo Grande após morte de jovem por aneurisma
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Pacientes apontam que, quando têm dor de cabeça, são mandados para casa apenas sob a recomendação de tomar analgésico
A morte repentina da jovem Gabriella Vieira Alexandre, de 23 anos, por aneurisma, na segunda-feira (27), abalou a população campo-grandense. Diversos relatos sobre o atendimento nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da Capital vieram à tona, e pacientes apontam que, quando têm dor de cabeça, são mandados para casa apenas sob a recomendação de tomar analgésico.
“Como ela chega com imensa dor de cabeça e o médico não dá o atendimento correto, tais como deixar em observação e fazer exame? Na UPA, toda medicação chama dipirona, quanto custa fazer uma tomografia, uma ressonância magnética?”. O relato, publicado em post do Jornal Midiamax, é acompanhado de indignação.
A população denuncia que, ao chegarem à UPA com dores de cabeça fortes, a equipe médica diagnostica o caso como enxaqueca, sem antes fazer qualquer exame, e manda os pacientes de volta para casa com a recomendação de tomar dipirona.
“Eu estou passando praticamente toda semana na UPA porque estou sentindo dores de cabeça fortíssimas e eles me dão 2 g de dipirona na veia e falam que é crise de enxaqueca”, relata a leitora. Ela diz que tem tido dores de cabeça praticamente todos os dias da semana e acha a situação incomum, algo além de enxaqueca.
Outro leitor ainda questiona: “O que adianta ir na UPA e não pedir exames, só receitar analgésicos?”. A demora no atendimento também é pontuada e fragiliza quem precisa de atendimento emergencial. “Além da demora no atendimento e de não ter insumos para socorro emergencial, amigos meus já procuraram ajuda com sintomas visíveis de infarto e o classificaram na cor verde, ou seja, pode esperar o dia todo”, destaca o usuário.
“Quando foi atendido, a resposta do médico foi que não poderiam fazer nada por não ter vagas na enfermaria e o aparelho de eletrocardiograma estar quebrado e não ter em nenhuma das UPAs em funcionamento”, finaliza o relato.
Gabriella procurou atendimento
Gabriella foi encontrada morta no banheiro de casa no início da manhã de segunda-feira (27). Na ocasião, os bombeiros relataram que, quando chegaram ao imóvel, encontraram o companheiro da vítima realizando manobras de reanimação. A equipe continuou as manobras, mas a jovem não resistiu.
À polícia, foi relatado que Gabriella procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na semana passada com queixas de dores de cabeça. Ela foi medicada e recebeu uma receita de analgésico. Entretanto, testemunhas afirmam que a jovem reclamava de dores de cabeça há mais tempo.
O Jornal Midiamax solicitou um posicionamento da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), diante das denúncias da população, e aguarda retorno.
Fonte: Midiamax







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