Plano de governo de Lula enfatiza 31 vezes o termo 'soberania nacional' e combate ao crime organizado em meio a tensões diplomáticas
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O programa de governo da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coloca a soberania nacional como um dos seus pilares centrais — termo que aparece 31 vezes ao longo do documento. A diretriz surge em um contexto de atritos diplomáticos com os Estados Unidos, motivados pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, e busca contrapor a política externa do atual governo à da oposição.
No texto, a coligação governista rejeita qualquer tipo de subordinação geopolítica e faz críticas indiretas a adversários políticos, como o senador Flávio Bolsonaro, classificando posições de alinhamento automático a governos estrangeiros como "servilismo". O documento defende a manutenção da autonomia estratégica do país e a proteção das empresas nacionais diante das recentes restrições comerciais impostas pelo governo de Donald Trump.
Segurança pública e medidas fiscais
Além da agenda internacional, o plano detalha propostas para áreas críticas da administração pública. Na segurança, o governo propõe:
Ministério da Segurança Pública: Recriação da pasta dedicada ao setor, desvinculando a Polícia Federal do Ministério da Justiça;
Enfrentamento ao crime organizado: Criação do Pacto Nacional de Execução Penal e fortalecimento da asfixia financeira de facções criminosas com base na Lei Antifacção;
Diretrizes policiais: Incentivo ao uso de câmeras corporais pelas forças de segurança e maior controle sobre armas e munições.
No campo econômico, o programa sinaliza o compromisso com o cumprimento do arcabouço fiscal, equilibrando o orçamento mesmo com investimentos projetados para a modernização das Forças Armadas e programas de combate à corrupção liderados pela Controladoria-Geral da União (CGU).







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