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MS paralisa obras da pista de pouso e novo pátio no aeródromo de Maracaju

há 6 horas
2 min de leitura
Região central do município de Maracaju. (Foto: Reprodução/DestinosBr)
Região central do município de Maracaju. (Foto: Reprodução/DestinosBr)

Seilog-MS oficializa suspensão temporária dos serviços dois meses após aumentar valor do contrato em Maracaju


As obras de reforma e implantação de nova infraestrutura no aeródromo de Maracaju foram formalmente paralisadas por determinação da Seilog-MS (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de MS). A medida suspende intervenções que envolvem a pista de pouso e decolagem, taxiway, pátio de aeronaves e cerca operacional do aeródromo do município.


A paralisação tem data de 16 de agosto, mas foi publicada mais de dois meses depois no Diário Oficial do Estado. Em junho, a Seilog-MS aumentou o valor do contrato com a empresa Maracaju Engenharia e Empreendimentos Ltda. em R$ 2,3 milhões. As obras no local têm custo total de R$ 20 milhões.


A confirmação da paralisação dos serviços foi publicada nesta terça-feira (20). O extrato refere-se ao Contrato nº 003/2025/SEILOG, sob o número cadastral 26803 e vinculado ao Processo administrativo nº 79.008.213-2024.


O texto oficial define expressamente o objetivo de “Paralisar a OBRA DE IMPLANTAÇÃO DE PISTA DE POUSO E DECOLAGEM (PPD), TAXIWAY, PÁTIO E CERCA OPERACIONAL PARA O AERODROMO DE MARACAJU, LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE MARACAJU/MS, pelo prazo de 30 dias corridos a contar de 16 de agosto de 2026”.


O documento, no entanto, não apresenta as razões técnicas, orçamentárias ou meteorológicas que provocaram o travamento dos serviços.


A reportagem do Jornal Midiamax acionou a assessoria de comunicação da Seilog-MS, questionando o motivo da paralisação e quando a obra deve ser retomada, e aguarda retorno para atualização do texto.


Publicação oficial tem dois meses de atraso

O ato chama a atenção pela expressiva defasagem temporal entre a decisão administrativa e a devida prestação de contas à sociedade. O termo de paralisação foi assinado no dia 31 de agosto de 2026, com efeitos retroativos contados desde 16 de agosto, mas o extrato só foi veiculado publicamente quase dois meses depois.


Com o prazo inicial de 30 dias corridos já vencido na data da publicação do diário, a execução da obra no terminal aeroviário depende de novo posicionamento do Poder Executivo para detalhar se houve retomada efetiva dos trabalhos ou formalização de aditivos contratuais.


O termo foi assinado pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, e por Viviane Schaefer de Quadros, representando a empresa Maracaju Engenharia e Empreendimentos Ltda.


Fonte: Midiamax

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