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Gaeco MS pede perda de cargo para delegado e nove policiais denunciados por desviar drogas

há 21 horas
2 min de leitura
Imagem ilustrativa de policial com uniforme da Denar. (Henrique Arakaki, Midiamax)
Imagem ilustrativa de policial com uniforme da Denar. (Henrique Arakaki, Midiamax)

Operação Infiltrados revelou suposto esquema que desviava drogas apreendidas de delegacia


O Gaeco (Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado) pediu à Justiça a perda dos cargos do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, de outros oito policiais civis e um policial penal.


O pedido consta na denúncia oferecida no dia 9 de outubro, que também pede a condenação dos agentes públicos por crimes de integrar organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de capitais e tráfico de drogas, em alguns casos.


Os alvos do pedido de perda de cargo são:


  • Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa — delegado da Polícia Civil;

  • Douglas Tobias — policial civil;

  • Luiz Carlos de Souza — policial civil;

  • Marcos André Santos Chaves — policial civil;

  • Nelson Ricardo Barros de Oliveira — policial civil;

  • Neverson Vieira de Araújo — policial civil;

  • Nilton Cesar Sales dos Santos — policial civil;

  • Roberto Palmeira da Silva — policial civil;

  • Augusto Torres Galvão Florindo — policial civil;

  • Vitor Ribeiro Venâncio dos Santos — policial penal.


Conforme a denúncia, a medida é necessária, “haja vista que as condutas criminosas por eles praticadas tornam incompatível a sua permanência nos quadros da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso do Sul (AGEPEN/MS)”.


Por fim, o Gaeco pede o pagamento de R$ 10 milhões dos denunciados “a título de danos morais coletivos, bem como para a reparação dos danos causados pelas infrações perpetradas pelos denunciados”.


A denúncia representa a acusação formal do Ministério Público e será analisada pelo juízo quanto ao possível recebimento das acusações. Caso seja aceita, a ação terá continuidade, com abertura de prazos para as defesas.


Conforme a acusação, o esquema funcionava de duas maneiras: policiais deixavam de registrar oficialmente parte dos entorpecentes efetivamente apreendidos ou retiravam drogas diretamente do depósito da delegacia. Os produtos eram, então, repassados a traficantes ligados ao grupo, que cuidavam da comercialização.


A denúncia abrange um total de 23 pessoas envolvidas no esquema; inclusive, dois policiais militares — e o MP informou que a denúncia contra eles será apresentada à Justiça Militar.


A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em 24 de setembro de 2026, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. As investigações tiveram origem em elementos encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot.


Defesa de delegado diz que denúncia é baseada em recortes

A defesa do delegado Hoffman, feita pelo advogado José Roberto Rosa, afirma que as provas apresentadas serão questionadas durante a instrução processual. Segundo o advogado, a análise dos elementos em seu contexto integral deve demonstrar que o delegado não participou dos ilícitos investigados.


“Infelizmente, há indicações de que pessoas que agiam sob o comando do delegado teriam, de alguma forma, agido contra a lei, mas não há indicação direta de participação dele [Hoffman], a não ser recortes com indicações e suposições de que ele teria aderido a essa conduta”, afirmou Rosa.

O advogado também destacou que as provas serão contestadas durante o processo judicial e demonstrou confiança no resultado. “Temos certeza de que, ao final, a verdade vai prevalecer e vai ficar demonstrado que o delegado não teve qualquer participação nesses eventos”, declarou.


Fonte: Midiamax

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