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Investidora processa empresa do ‘pai do ET Bilu’ e exige R$ 800 mil de volta

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 9 horas
  • 3 min de leitura
Urandir Fernandes de Oliveira, CEO do Ecossistema Dakila. (Divulgação)
Urandir Fernandes de Oliveira, CEO do Ecossistema Dakila. (Divulgação)

Ao procurar pelo CNPJ, investidora descobriu que empresa nunca existiu oficialmente


Uma investidora entrou na Justiça para cobrar R$ 800 mil de volta por conta de um investimento feito em uma das empresas em nome de Urandir Fernandes de Oliveira, o “pai do ET Bilu”. O valor investido era de R$ 300 mil, em 2019, que, corrigidos, ultrapassam os R$ 800 mil.


Conforme os autos do processo, Ana Carolina Reginato entrou como “investidora-anjo” — uma pessoa física que investe capital próprio no negócio. O contrato dizia que ela não integraria o capital social da empresa, mas poderia resgatar os R$ 300 mil investidos.


Além disso, o aporte poderia ser devolvido após dois anos e quitado por Urandir dentro do mesmo prazo, o que não aconteceu. O investimento foi feito em nome da empresa BKC Distribuição Ltda., em nome de Urandir e seu filho, Alan Fernandes de Oliveira.


Reginato entrou com a ação em dezembro do ano passado pedindo a devolução do investimento, que, segundo a peça inicial, chegaria ao montante de R$ 805.680,62 (atualizado em novembro de 2025).


Açaí no lugar de empresa

Além disso, a defesa de Ana Carolina cita que, ao procurar seus direitos, a investidora não encontrou a pessoa jurídica BKC. Em consulta a sistemas de registros, como a Receita Federal, descobriu que o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) estava inválido.


O endereço que constava como sendo da sede da empresa há anos abriga uma “açaiteria”. Por isso, além da devolução do dinheiro, o advogado de Ana, Leonardo Duarte, pede que a Justiça reconheça que a empresa é inexistente e “foi utilizada exclusivamente como instrumento de fraude”.


Urandir enganou a minha cliente e, agora, ela pede, judicialmente, o dinheiro de volta. O dinheiro investido por ela não foi usado no prometido”, afirma Duarte ao Jornal Midiamax.


Entretanto, a ação ainda está em fase inicial de tramitação. A reportagem também procurou a assessoria de imprensa do grupo encabeçado por Urandir, o Dakila, que informou que ainda não tinha conhecimento sobre a ação. Por isso, não poderia se manifestar.


Urandir criou o complexo Zigurats, em Corguinho — cidade a 98 km de Campo Grande —, onde começou a relatar contatos com um ser extradimensional chamado Bilu. O CEO de Dakila afirmava se tratar de um ser extraterrestre que vinha à Terra transmitir conhecimentos científicos e filosóficos.


Então, em 2010, a rede Record exibiu, em cadeia nacional, reportagem contendo uma suposta entrevista com o “ET Bilu”. Nela, a entidade pede que a equipe apague as luzes e, escondida entre arbustos e com uma voz infantil, passa uma mensagem às pessoas do planeta Terra: “Apenas que busquem conhecimento”. O caso virou piada e meme nacional.


O vídeo repercutiu e gerou diversas análises de peritos que desmascararam o ET Bilu, apontando diversas inconsistências na suposta aparição. Muitos apontavam que seria uma pessoa agachada usando um capacete. No entanto, a aparição foi defendida por Urandir como autêntica.


Além disso, o empresário é defensor da teoria da Terra Convexa, a qual nega que o planeta seja um globo ou geoide (esférico), apontado pela Nasa como o formato da Terra.


Em 2018, junto de outros grupos que se intitulam cientistas, Urandir lançou documentário em que supostamente prova o formato convexo da Terra, que teria uma superfície ligeiramente curva. Ainda, argumenta que existe um continente não descoberto após um paredão de gelo.


Grupo Dakila negociou com empresa investigada


Alvo de duas operações do Gaeco em investigação que apura fraudes em contratos com o município e a Câmara de Terenos, o grupo de comunicação Impacto Mais (CNPJ 15.917.305/0001-30) está em processo de venda para o Ecossistema Dakila, que tem como proprietário o empresário Urandir.


Críticas após comprar revista UFO

Nesta semana, o grupo Dakila fez a compra da revista UFO, que era do empresário Daniel Gevaerd. Maior autoridade em ufologia do Brasil, a publicação foi fundada por seu pai, Ademar José Gevaerd. E, agora, foi parar nas mãos do ‘pai’ do ET Bilu.


A venda da revista gerou enxurrada de críticas na internet e levantou histórico de ataques entre Gevaerd pai e o ‘mágico e duvidoso paranormal’, Urandir.


Questionado sobre os impactos que as tratativas com empresas investigadas podem causar à revista UFO, o filho de Gevaerd disse que não possui detalhes das demais negociações do grupo Dakila. “Se há controvérsias envolvendo o Grupo Dakila, isso não interfere na nossa capacidade de fazer jornalismo sério e independente”.

Por fim, disse que manterão a linha editorial das publicações. “A revista UFO sempre investigou todos os aspectos da ufologia, incluindo casos controversos e questionáveis, e isso continuará sendo assim”.


Fonte: Midiamax

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