Inflação desacelera e fica em 0,58% no mês de maio
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Mesmo assim, acumulado do IPCA fica acima do teto da meta
Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 0,88%. Mesmo assim, a alta acumulada nos cinco primeiros meses do ano chega a 3,20%, e a 4,72% nos últimos 12 meses. Ou seja, acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo limite máximo é de 4,5%.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo instituto, o grupo Alimentos e Bebidas foi o que mais subiu e respondeu por metade do resultado do mês. Depois vem o grupo Habitação; seguido por Saúde e Cuidados pessoais, como explica o gerente do índice, Fernando Gonçalves.
"A alimentação no domicílio registrou alta. Destaque para os aumentos da batata inglesa, do tomate, da cebola e das carnes. A alta no grupo Habitação teve influência do subitem Energia Elétrica Residencial e foi o principal impacto individual no resultado do mês. Em maio, além da incorporação de reajustes tarifários de concessionários de algumas áreas do índice, estava vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em Saúde e Cuidados Pessoais, o destaque fica com os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde".
O único grupo com queda em maio foi Transportes, devido ao recuo nos preços do etanol, óleo diesel e gasolina. O gás veicular foi o único combustível com alta em maio, depois de uma queda em abril.
INPC
A inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos mensais também recuou em maio, na comparação com abril. A taxa ficou em 0,65%, abaixo da observada no mês anterior, de 0,81%.
No ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, de 4,42%, acima dos 4,11% registrados até abril.
Fonte: Rádio Agência Nacional







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