Giovana teria ido fazer cobrança de dinheiro antes de ser executada na Cachoeira do Inferninho
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Vizinhos relataram que Giovana era vendedora e emprestava dinheiro a juros
Uma cobrança teria antecedido a execução da vendedora Giovana Castura Werner, de 51 anos, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. Ela foi encontrada morta com uma perfuração na cabeça no início da manhã de terça-feira (24), e seu carro foi encontrado no dia seguinte.
Moradora do Jardim Santa Emília há muitos anos, a vítima era conhecida pela vizinhança. Giovana comercializava perfumes, eletrônicos e outras mercadorias do Paraguai. Ela também emprestava dinheiro a juros, conforme relatos de vizinhos, que preferiram anonimato.
Ao Jornal Midiamax, um morador da região comentou que Giovana saiu na segunda-feira (23) à noite para ir até a casa da namorada. No dia seguinte, a companheira teria ido ao imóvel à procura da vítima.
“Ela [namorada] comentou que mandou uma mensagem para a Giovana perguntando onde estava. A Giovana teria respondido às 7h20 que iria fazer uma cobrança e já estava voltando”, revelou o vizinho.
O detalhe que chama atenção é que, no horário em que a vítima teria respondido, o corpo dela já havia sido encontrado na beira da estrada que dá acesso à Cachoeira do Inferninho.
Alerta da família
Além de vendedora, o morador comentou que Giovana emprestava dinheiro a juros e já teria sido alertada anteriormente pela família. Ela foi descrita como uma vizinha muito boa, que ajudava todos.
“Ela emprestava dinheiro a juros e costumava andar armada. Era uma vizinha muito boa, ajudava todo mundo, era muito discreta, viajava bastante para comprar mercadorias. Quando ela estava em casa, ficava sempre lá pra dentro, tranquila. Os familiares disseram que já haviam alertado ela, porque ela seria um pouco agressiva com algumas pessoas”, relatou o vizinho.
Outra vizinha comentou sobre quem era Giovana. “Ela morava há muitos anos aqui no Santa Emília, era muito conhecida na região e uma pessoa muito boa. Trabalhava vendendo produtos do Paraguai, como, perfumes, eletrônicos, entre outros”, disse à reportagem.
Além dos vizinhos, um trabalhador de serviços automotivos falou sobre a vítima, que era sua cliente há muitos anos. Ele recebeu a notícia da morte de Giovana com muita tristeza, pois não via a cliente há mais de um ano. “Giovana, super de boa e sempre indicava clientes para mim. Meus sentimentos aos familiares e amigos”, lamentou.
Desde que o corpo da mulher foi encontrado na região da Cachoeira do Inferninho, a Polícia Civil investiga a autoria e as circunstâncias da morte. O corpo de Giovana foi liberado nesta quinta-feira (26) e será velado em Maracaju, cidade onde mora a família.

Relembre o caso
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e constatou o óbito da vítima, que estava na beira da estrada, seminua e com uma perfuração na cabeça, aparentemente de tiro. Giovana, que possui uma tatuagem na costela com a frase “que seja infinito tudo aquilo que nos faz bem”, estava de short, e uma blusa cobria o seu tronco.
Diante da situação, a PM (Polícia Militar), Polícia Civil e a Perícia foram acionadas. Como não havia sangue no local, há indícios de que o crime aconteceu em outro lugar, e o corpo tenha sido desovado às margens da estrada.
Após a identificação de Giovana, a Polícia Civil constatou que uma amiga da vítima havia informado que ela estava desaparecida desde a noite de segunda-feira (23). Isso teria contribuído para a localização do veículo, no Jardim Colúmbia, região norte da Capital.
O caso, que começou sendo investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), passou a ser investigado como homicídio simples; portanto, ficará a cargo da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Imagens: Pietra Dorneles/Midiamax
Fonte: Midiamax









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