Em meio a atrito com André Mendonça, diretor da PF entra em férias e adia reunião de pacificação
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Encontro intermediado por ministros buscava atenuar tensão entre a cúpula da Polícia Federal e o relator dos inquéritos sobre o Banco Master e fraudes no INSS.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, iniciou um período de férias no momento em que integrantes do governo articulavam uma reunião de conciliação entre ele e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A pausa no expediente adia a tentativa de aliviar o clima de desgaste acumulado nos últimos meses entre a cúpula da corporação e o gabinete do magistrado.
A divergência centra-se na condução de duas das apurações mais sensíveis em andamento na Suprema Corte: as investigações sobre o Banco Master e o esquema de fraude no INSS. Mendonça, relator de ambos os processos, tem cobrado celeridade nos trabalhos e feito críticas públicas e formais sobre vazamentos de informações sigilosas à imprensa. O ministro determinou a abertura de apurações para identificar a origem do vazamento dos dados e passou a exigir o envio periódico de relatórios sobre o andamento do caso do INSS — desdobramento que levou à abertura de três inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência.
Em contrapartida, interlocutores da Polícia Federal queixam-se reservadamente do tom do ministro e avaliam que as exigências representam uma interferência indevida na rotina de trabalho dos investigadores.
Para conter a crise institucional, os ministros Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Wellington Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública) entraram em cena como mediadores. Na última semana, a dupla reuniu-se com Mendonça e propôs uma conversa presencial com o diretor da PF para alinhar os procedimentos.
Apesar de o convite ter sido aceito por ambos os lados, o encontro só deverá ocorrer após o retorno de Andrei Rodrigues do período de descanso.







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