Campanha da Fraternidade reúne fiéis em prol de moradia digna no Parque das Nações
- há 22 horas
- 3 min de leitura

Neste ano, o evento conta com o show gratuito da banda Rosa de Saron
A reflexão sobre moradia digna deve reunir cerca de 5 mil pessoas no Parque das Nações Indígenas neste sábado (21), durante a abertura da Campanha da Fraternidade 2026, em Campo Grande. Com o tema “Fraternidade e Moradia”, inspirado no lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), igreja propõe um olhar atento às realidades de vulnerabilidade social.
A programação, organizada pela Arquidiocese de Campo Grande, começa às 17h com acolhida e concentração. Às 19h será celebrada a Santa Missa e, na sequência, às 19h30, o público acompanha apresentação da banda Rosa de Saron.

Moradia digna
Padre Liniker, da Arquidiocese de Campo Grande, explica que a campanha deste ano propõe um olhar atento para uma realidade urgente e desafiadora.
“A Campanha da Fraternidade é um acontecimento anual da Quaresma. Este ano, o tema ‘Fraternidade e Moradia’ é urgente, mas ao mesmo tempo desafiador. Como trabalhar isso com as famílias e comunidades? A questão da moradia digna, da moradia precária, da falta de moradia para tantas pessoas nos interpela diretamente”, afirmou.

Ele lembra que a própria Capital vive uma mudança significativa no cenário urbano. “Há dez anos, Campo Grande praticamente não tinha favelas. Hoje já existe um conglomerado de ocupações. Isso impacta também na evangelização e no cuidado com as pessoas”, destacou.
Padre Liniker integra a coordenação pastoral e a equipe de gestão do evento. Segundo ele, a expectativa é repetir o público do ano passado. “Esperamos manter a média de pelo menos 5 mil pessoas. As comunidades estão animadas e motivadas”, disse.

Juventude engajada pela fé
Entre os jovens que aguardavam o início da celebração estavam Fernanda Rafaela, 15 anos, e Luiz Otávio Borges, 14. Namorados, eles afirmam que a fé faz parte da rotina do casal.
Fernanda conta que cresceu na Igreja e hoje é coroinha e participa de grupo de jovens na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. “Depois que comecei a participar mais, fui me interessando cada vez mais. Hoje estou ativa na comunidade”, disse.
Luiz Otávio, começou a frequentar a Igreja há cerca de seis meses por influência da namorada, mas já deseja receber os sacramentos. “Eu não era próximo de nenhuma religião, mas quero me batizar na Igreja Católica e fazer a Primeira Comunhão”, contou.

Experiência que transforma
Para Suzilaine Bobadilha, 42 anos, e Rodrigo Martins, 46, a participação ativa na comunidade ganhou força após um acampamento religioso. Membros da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, eles explicam que a experiência marcou um novo momento na caminhada de fé.
“Sempre fomos católicos e participávamos das missas, mas depois do acampamento conseguimos nos inserir mais na comunidade”, relatou Suzilaine. Para o casal, a abertura da Campanha da Fraternidade é um momento de unidade. “É muito importante reunir todas as paróquias, todos com o mesmo objetivo”, disseram.
Tamires Gomes, 36 anos, também destaca a importância da vivência comunitária. Católica desde a infância, conta que se reconectou com a Igreja após um período afastada. “O acampamento nos dá uma experiência com Deus maravilhosa. A gente se reconectou e não largou mais”, contou.
Ela acompanha o marido, músico do ministério Cristo Luz, que participa da abertura do evento. “A gente mudou de cidade por trabalho e a primeira coisa que fizemos foi procurar uma igreja. Queríamos estar perto de pessoas do bem”, relatou.
Sobre a Campanha da Fraternidade, Tamires reforça o sentimento de unidade. “É muito bacana ver todas as comunidades reunidas por um mesmo propósito. É um momento especial para todos nós.”

Evento já é tradição
A abertura da Campanha da Fraternidade no parque já se tornou tradição na Capital e acontece há mais de 20 anos, sendo esta a segunda edição consecutiva no local. A proposta é envolver todas as paróquias de Campo Grande e também fiéis de municípios vizinhos.
Conforme a organização, o evento é uma oportunidade de unir reflexão social, celebração e música. A proposta é convidar os fiéis a viverem a Quaresma como tempo de conversão, renovação espiritual e compromisso com a realidade social.
Fonte: Midiamax







Comentários