‘Muito além da água’: famílias lidam com móveis perdidos e riscos à saúde em áreas alagadas
- há 22 horas
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Alagamentos tornaram-se frequentes e invadem diversas residências na Comunidade Nova Esperança
Calamidade. Essa é a palavra usada por Sueli Reis de Oliveira, de 70 anos, para se referir aos estragos causados pelos temporais na Comunidade Nova Esperança, em Campo Grande. Moradora do local há 11 anos, a aposentada teve sua casa alagada na última sexta-feira (20) durante a chuva que atingiu a Capital.
Apesar de a residência ter sido afetada nos últimos dias, Sueli explica que a situação ocorre ‘a vida inteira’. A rua vira rio e, devido à estrutura do trecho, a água acumulada invade o local e, mesmo horas após o tempo estabilizar, ainda deixa resquícios.
“A minha casa enche d’água. A gente tem que ficar levantando o que tem, porque senão acaba tudo. Já não tem, mas é horrível aqui. Tá uma calamidade. A gente perde tudo. Perde comida, perde móvel”, relata.
Impactos da tempestade após a chuva de sexta-feira (20). (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
‘Não tem pra onde correr’
Jeniffer Raquel dos Santos Pereira, de 30 anos, vive no local com as duas filhas, de 4 e 10 anos. Conforme a moradora, a cama tornou-se ‘refúgio’ em meio aos alagamentos, porque já não tem para onde correr.
“Eu tô sem geladeira, porque a minha queimou. Sem máquina, porque a minha queimou também, por conta da água, porque entra água e fica assim. Fica um rio aqui dentro”, relata.
Desempregada, ela comenta que as consequências vão muito além da água: as crianças ficaram com feridas de pele devido ao contato com a terra da comunidade. Além disso, ela destaca que, por morar já na parte final da rua, as consequências são maiores.
“A gente mora aqui porque não tem condições de pagar aluguel. Lá pra cima é complicado. Aqui pra baixo é pior ainda, porque chove e a água que desce de lá molha tudo. Vem sapo, vem rato morto, tudo pra cá”, descreve.
Jeniffer Raquel vive com as filhas, de 4 e 10 anos. (Fotos: Pìetra Dorneles, Jornal Midiamax)
Última tempestade
A chuva intensa que voltou a atingir Campo Grande, no fim da tarde da sexta-feira (20), gerou diversos prejuízos. Entre árvores caídas e vias alagadas, moradores do bairro Jardim Noroeste lidam com um volume de água que já invade o interior de suas residências.
Conforme relato encaminhado ao Jornal Midiamax, a tempestade ocorria há aproximadamente 40 minutos. Ainda, a campo-grandense afirma que a situação tornou-se recorrente: sempre que chove, a casa volta a alagar.
Doações
Para os interessados em ajudar com doações de roupas, alimentos, móveis ou qualquer tipo de suporte, basta entrar em contato com a Neia, líder da comunidade, por meio do telefone (67) 99315-6231, ou com a Karla, no número (67) 99170-3809.
Fonte: Midiamax













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