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  • Parlamento da França aprova lei que proíbe uso de redes sociais por menores de 15 anos

    A medida aprovada na França é sem precedentes na União Europeia - Rafael Garcin/Unsplash A norma também restringe a utilização de telefones celulares em escolas de ensino médio do país O Parlamento francês aprovou nesta terça-feira (21) uma lei que proíbe o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, em uma medida sem precedentes na União Europeia (UE). Após receber o aval do Senado mais cedo, o projeto foi aprovado pela Assembleia Nacional, com 279 votos a favor e 81 contra. O presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou a decisão e disse que “a França está liderando o caminho na Europa”. As duas casas do Parlamento (Assembleia Nacional e Senado) votaram a favor da medida, uma iniciativa emblemática do segundo mandato de Macron. O projeto de lei também proíbe o uso de telefones celulares em escolas de ensino médio. Ao mesmo tempo, a proibição não abrangerá enciclopédias online, diretórios educacionais ou científicos. A legislação é uma das últimas grandes medidas adotadas durante a presidência de Macron, antes de ele deixar o cargo no próximo ano. O presidente quer que a lei entre em vigor no início do novo ano letivo, em setembro. No entanto, uma revisão para determinar se o projeto de lei está em conformidade com a Constituição francesa provavelmente ocorrerá e poderá atrasar sua implementação. Anteriormente, diversas famílias na França processaram o TikTok devido a suicídios de adolescentes que, segundo elas, estão ligados a conteúdo prejudicial. Defensores dos direitos da criança e pais aplaudiram a votação. “Estamos fazendo campanha por esse projeto de lei desde o início porque, francamente, não temos outra opção, nenhuma outra maneira de combater as gigantes da tecnologia”, disse Gaëlle Berbonde, de 52 anos, moradora da região de Paris. “A única coisa que podemos fazer é proteger nossos filhos, assim como os protegemos do consumo de álcool.” Berbonde contou à Associated Press que sua filha estava na sétima série quando ganhou seu primeiro smartphone. Um aplicativo de controle parental ajudou a monitorar o que ela fazia online, mas Berbonde não tinha ideia do que era o TikTok. Depois de alguns meses, a família percebeu que a filha estava se automutilando e sofrendo de anorexia e depressão. Ela passou um ano e meio no hospital. Agora, a adolescente tem 16 anos e está bem. Mas parlamentares do partido de esquerda França Insumisa (LFI) se opuseram ao projeto de lei, argumentando que sua constitucionalidade é incerta. O argumento é que a lei acabaria efetivamente com o anonimato online e que seria impossível de ser aplicada. Ines Legendre, assessora jurídica do grupo de proteção online e-Enfance, afirmou que a lei não se traduzirá imediatamente em uma proibição total. “Também teremos que abordar a questão das contas existentes de pessoas com menos de 15 anos. Como as identificamos? Como as suspendemos? E há ainda a questão da verificação de idade para todas as novas contas, que entrará em vigor”, disse ela. Segundo a agência de saúde francesa, um em cada dois adolescentes passa entre duas e cinco horas por dia usando o smartphone. Em um relatório publicado em dezembro, a agência afirmou que cerca de 90% das crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos usam smartphones diariamente para acessar a internet, sendo que 58% deles utilizam seus aparelhos para redes sociais. O relatório destacou uma série de efeitos nocivos decorrentes do uso de redes sociais, incluindo a redução da autoestima e o aumento da exposição a conteúdo associado a comportamentos de risco, como automutilação, uso de drogas e suicídio. Após a Comissão Europeia constatar que a versão mais recente do projeto de lei se sobrepunha à Lei de Serviços Digitais da UE, que estabelece regras rigorosas para garantir a segurança dos usuários da internet, os parlamentares realizaram negociações finais na segunda-feira (20) e chegaram a um acordo sobre uma versão alterada da legislação, que foi então submetida a ambas as casas para votação final. Com informações de agências internacionais. Fonte: Jovem Pan

  • EUA podem perder liderança nas exportações agrícolas para o Brasil, diz Financial Times

    EUA podem perder liderança nas exportações agrícolas para o Brasil, aponta Financial Times - GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE Em 2021, diferença do setor norte-americano para o brasileiro era de US$ 56 bi; agora, distância caiu para US$ 2 bi Os Estados Unidos podem deixar de ocupar a posição de maior exportador agrícola do mundo para o Brasil, segundo reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA e do Ministério da Agricultura mostram que, em 2025, os norte-americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agropecuários, apenas US$ 2 bilhões acima dos US$ 169 bilhões registrados pelo Brasil. A diferença contrasta com a de 2021, quando a vantagem dos EUA era de US$ 56 bilhões. De acordo com o periódico, o agronegócio brasileiro manteve trajetória de expansão em 2026. Apenas no primeiro semestre, as exportações do setor somaram US$ 87 bilhões, um recorde para o período, impulsionadas pela liderança do país na produção de soja, carne bovina e de frango, além do avanço em culturas como o algodão, mercado no qual o Brasil superou os Estados Unidos. Especialistas ouvidos pelo Financial Times atribuem parte desse movimento às disputas comerciais iniciadas durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. Após a imposição de tarifas à China, em 2018, Pequim reduziu as compras de produtos agrícolas americanos e ampliou as importações brasileiras, especialmente de soja. Dados da base internacional UN Comtrade indicam que, em 2025, o Brasil exportou mais de 80 milhões de toneladas do grão para o mercado chinês, enquanto os embarques dos Estados Unidos ficaram em patamar significativamente inferior. A publicação ressalta, contudo, que a expansão brasileira não se explica apenas pela guerra comercial. O crescimento é resultado de um processo iniciado há décadas, com a modernização da agricultura, a adaptação de cultivos a áreas antes consideradas pouco produtivas e a possibilidade de realizar duas ou até três safras por ano em parte do território nacional. Apesar do desempenho favorável, o jornal destaca que o agronegócio brasileiro também enfrenta desafios, como os juros elevados, a queda nos preços das commodities e o aumento dos custos dos fertilizantes após a guerra entre Irã e Israel. Nos Estados Unidos, por sua vez, produtores convivem com margens de lucro cada vez menores. Fonte: Jovem Pan

  • Espanha vence jogo dramático na prorrogação e conquista a Copa na última dança de Messi

    A Espanha fez uma campanha irretocável até a final - FRANCK FIFE / AFP A Argentina não resistiu a pressão do time de Luis De La Fuente e acabou com o vice A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. O time de Luis De La Fuente venceu por 1 a 0 a Argentina neste domingo (19), em Nova Jersey, Estados Unidos. Com a conquista, os espanhóis se tornam bicampeões e se igualam à França. Já Messi e a Argentina terminam sua passagem na Copa de maneira melancólica. A Scaloneta fez um dos seus piores jogos da Copa. Não viu a cor da bola, correu atrás de Lamine Yamal e companhia, teve um jogador expulso e foi batida na prorrogação em um gol que parecia inevitável. Messi encerrou sua última partida com a camisa da seleção argentina, lembrando aquele que não ganhava nada pelo país e era muito criticado. Depois de um show curto de abertura, a cantoria do “hino” da Copa por Laura Pausini, Robbie Williams e Nicole Scherzinger, e um discurso de Tom Cruise, era chegada a hora da grande final da Copa do Mundo de 2026. O choque entre o pragmatismo espanhol e o coração argentino. Europeus vs. sul-americanos. Colonizador vs. colonizado. O legado e a história de Lionel Messi contra o futuro e juventude de Lamine Yamal. A Espanha fez uma campanha irretocável até a final. Se o time de Luis De La Fuente não encanta, ele é extremamente efetivo. Controlando a posse de bola, “La Fúria” levou apenas um gol em toda a competição, nas quartas de final, contra a Bélgica. Depois de um empate com Cabo Verde na primeira rodada, o time se azeitou e não perdeu desde então, inclusive derrubando a favoritíssima França na semifinal, por 2 a 0, sem dar chance para a constelação de Didier Deschamps. Já a Argentina viveu grandes emoções para disputar a taça. Virou jogos, marcou nos últimos minutos em praticamente todos os jogos eliminatórios, jogou prorrogações. O objetivo era claro. Um time que não poderia deixar Lionel Messi se despedir da maior competição do futebol sem poder disputar novamente a final. Um grupo que não queria se separar e parecia ainda comemorar um pouco o título de 2022. Se a Espanha tinha a melhor defesa, a Argentina tinha o segundo melhor ataque. Foram 19 gols marcados em oito partidas. Na primeira etapa, apesar do domínio espanhol, que teve 65% de posse de bola, finalizou apenas três vezes. A Argentina não conseguiu jogar no contra-ataque e nem chegou a finalizar. Messi ficou bem apagado. Tudo igual na primeira etapa. Depois da apresentação de Madonna, com direito aos “Ronaldos” de 2002, vieram Shakira, Coldplay, BTS e até os Muppets para alegrar o pessoal americano, com um show nos moldes do Super Bowl. Toda essa brincadeira levou o intervalo para aproximadamente 36 minutos. No segundo tempo, a Espanha manteve a posse e o controle da partida. Marínez terminou o jogo no tempo regular com diversas defesas difíceis, inclusive no último minuto da etapa, sendo o melhor jogador da Argentina. Na prorrogação, tudo desandou para a Argentina. No finalzinho do segundo tempo, Enzo Fernández foi expulso, levando o segundo cartão amarelo. Isso acabou com o pouco de marcação que a Albiceleste podia fazer e abriu o espaço para que Ferran Torres pudesse ser o grande herói da Espanha, marcando no segundo tempo da prorrogação depois de diversas chances. Tudo igual em Nova Jersey Com cinco minutos de partida, um susto para cada lado. Yamal chutou cruzado na área uma bola que desviou em Lisandro Martínez e Dibu Martínez teve que defender. Do lado argentino, um contra-ataque quase deixou Messi sozinho para correr em direção ao gol, mas Unai Simón, que estava quase no meio de campo, tirou a bola para impedir o ataque. A marcação alta dos espanhóis mantinha o padrão do time. Com 15 minutos de jogo, Messi foi encostar pela primeira vez na bola. A Argentina não conseguia escapar da boa marcação espanhola no meio de campo. O jogo ficou um tanto morno (apesar do calor de 27 ºC) com o domínio incontestável da Espanha. Mikel Oyarzabal chegou a finalizar de fora da área aos 38 minutos, mas bateu fraco e Martínez encaixou. Marc Cucurella também tentou a sorte, mas a bola passou rasteira para fora pelo lado direito. Ninguém foi capaz de tirar o zero do placar. Hora de Madonna e companhia. Nada de gols na final Passado o show do intervalo, nos moldes do Super Bowl, agradando o público americano e levando o tempo do intervalo para quase 30 minutos, foi reiniciada a partida. A Argentina melhorou um pouco a questão da posse de bola, depois da entrada do meio-campista Leandro Paredes no lugar de Nicolás González. Demorou uns dez minutos, e a Espanha voltou a dominar a posse. Os cruzamentos começaram a aparecer, junto com diversos escanteios. Ferran Torres, que entrou na partida no segundo tempo, conseguiu subir para cabecear em um deles, mas parou nas mãos de Martínez. O goleiro argentino vinha sendo o melhor jogador da Albiceleste. Foram 7 defesas até os 35 do segundo tempo. A Espanha ensaiava o gol. A partida entrou nos acréscimos empatada e brigada. Enzo Fernández entrou muito forte depois de chegar atrasado em Pau Cubarsí; já tinha amarelo e foi expulso. A Argentina se enfiou em mais um jogo com final dramático. No último minuto do tempo regular, a Espanha arrumou uma falta frontal, perigosíssima na entrada da área. Yamal bateu um chutasso, mas Martínez brilhou de novo, pegando uma bola no canto alto direito. A final da Copa do Mundo de 2026 seria decidida depois de prorrogação. Como em 2010 A Argentina teria que fazer mais um milagre nessa Copa para sair com a vitória. Martínez estava ligado em jogada bem armada de ataque, em que Nico Williams saiu bem para cabecear sozinho na área, e o goleiro argentino defendeu a bola a queima-roupa no canto baixo direito. A Espanha chegou a abrir o placar com gol do camisa 17, mas o juiz sérvio Slavko Vinčić viu falta no lance de Mikel Merino em Otamendi e anulou o lance. Merino teve a chance de abrir o placar também, mas cabeceou para fora depois de cruzamento na área. Mas o primeiro tempo da prorrogação acabou empatado em 0 a 0. O começo do segundo deu a liderança para a Espanha. Ferran Torres chegou de frente para o gol para abrir o placar depois de bola que foi passada de cabeça por Nico Williams. Como em 2010, quando Iniesta marcou o gol da vitória contra a Holanda na prorrogação. O time de Luis De La Fuente, com seu futebol pragmático, mas preciso, venceu a maior competição do futebol e um dos maiores jogadores de todos os tempos. Lamine Yamal, aos 19 anos, atinge a maior glória de sua carreira. E Messi se despede da Argentina com um gosto amargo, mas que não vai apagar a sua bela história com a Albiceleste. Fonte: Jovem Pan

  • Passageiro que receberia R$ 5 mil para transpostar 11 kg de maconha é preso em Corumbá

    Imagem ilustrativa Homem foi preso durante abordagem em um ônibus de viagem Um jovem de 27 anos foi preso por tráfico de drogas em um ônibus de viagem. A prisão aconteceu em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande. O rapaz estava com duas mochilas, com ao menos 20 pacote de maconha, que totalizou 11kg. De acordo com o boletim de ocorrência, durante a fiscalização dentro de um ônibus, o rapaz teve comportamento suspeito ao se contradizer quanto ao motivo da viagem. Durante a abordagem, o rapaz afirmou que pegou a droga com um homem de nacionalidade boliviana. O rapaz receberia cerca de R$ 5 mil para transportar a droga até Campo Grande. Ao ser verificado o nome do suspeito no sistema interno da polícia, foi identificado que o rapaz já tinha um mandado de prisão em aberto. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia de polícia civil. Fonte: Midiamax

  • Responsável por negociação de aluguel de casa para morto do CV em confronto foi presa em Bataguassu

    Armas e motocicleta apreendidas no local do confronto. (Reprodução, Polícia Civil) Kawuan Felipe Isa Rodrigues foi morto na manhã de sexta-feira Uma mulher, de 27 anos, apontada como responsável pela negociação do aluguel da casa onde Kawuan Felipe Isa Rodrigues, de 18 anos, foi morto ao entrar em confronto com policiais na manhã de sexta-feira (17), foi presa em Bataguassu, a 335 km de Campo Grande. Kawuan foi identificado como integrante do CV (Comando Vermelho); além disso, é apontado por envolvimento em homicídios ocorridos em Nova Andradina. Conforme o boletim de ocorrência, na casa onde os policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) encontraram Kawuan e seu comparsa, foram apreendidas duas armas, drogas e uma moto utilizada na tentativa de homicídio ocorrida na cidade, fato relacionado ao conflito entre as facções do CV e do PCC (Primeiro Comando da Capital). Durante as investigações, os policiais constataram que a casa utilizada pelos suspeitos era alugada. Já a proprietária do imóvel informou que a negociação do aluguel havia sido intermediada por uma mulher, que inicialmente informou que faria a locação para o marido, que estaria trabalhando na região. Através da análise de aplicativos de transporte, os policiais conseguiram identificar corridas destinadas a uma casa na Rua Francisco Luiz Campos. As viagens tinham origem, em sua maioria, no endereço da Rua Ranulfo Antônio de Souza, no bairro Jardim América, indicando possível vínculo entre a moradora e os suspeitos. No local, a mulher foi encontrada e confessou que prestava auxílio material aos integrantes do Comando Vermelho. Chegou a falar que possuía um relacionamento com o comparsa de Kawuan. Natural do Acre, a suspeita era moradora do Mato Grosso, circunstância compatível com a origem dos dois integrantes da organização criminosa. Diante da situação de flagrância, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à 1ª Delegacia de Polícia de Bataguassu. Na ação, foi apreendido um celular. Confronto em Bataguassu. (Foto: Da Hora Bataguassu) Confronto Kawuan, morto em confronto durante uma ação policial em Bataguassu, era apontado como integrante do CV (Comando Vermelho). Kauan e um adolescente de 15 anos morreram na manhã de sexta-feira (17) após reagirem à abordagem das equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). De acordo com a polícia, Kawuan era investigado por envolvimento nos últimos assassinatos ocorridos em Nova Andradina. Nesta semana, a Polícia Civil de Nova Andradina deflagrou a Operação Liberdade Duradoura para apurar os homicídios supostamente relacionados à disputa territorial entre organizações criminosas rivais. Nas primeiras horas da manhã, as equipes do Garras, em conjunto com a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e a Delegacia de Polícia de Bataguassu, foram até um endereço para cumprir um mandado de prisão. Isso porque a polícia de Nova Andradina havia descoberto que os jovens estariam se escondendo em uma casa no município de Bataguassu. Durante as diligências no imóvel, os policiais encontraram Kawuan e o adolescente. Após reagirem à intervenção policial com armas de fogo, os dois foram baleados e encaminhados ao hospital, mas não resistiram. No local do confronto, foram apreendidas duas armas de fogo e uma motocicleta usada pelos jovens nas ações criminosas, além de um pote de pasta base de cocaína. Fonte: Midiamax

  • Suspeito anuncia assalto e mata dono de barbearia a tiros no bairro Aero Rancho

    A vítima foi surpreendida em frente de casa. (Reprodução, Redes Sociais) A vítima foi identificada como Willian Murielli Moreira dos Santos, de 26 anos Willian Murielli Moreira dos Santos, de 26 anos, foi executado com cerca de cinco tiros na noite dessa sexta-feira (17), enquanto chegava em casa na Rua Pantanal, no Aero Rancho, em Campo Grande. A vítima era proprietária de uma barbearia na região. Para os policiais do 10º BPM (Batalhão de Polícia Militar), uma testemunha contou que morava com Willian e a esposa dele na casa. Assim, os três estariam chegando ao imóvel quando foram surpreendidos. No entanto, a testemunha já teria entrado na parte interna da casa, enquanto Willian e a esposa estavam ainda na calçada, na parte externa. Com isso, um motociclista se aproximou, anunciou um assalto e, na sequência, efetuou cerca de cinco disparos contra a vítima. Após os tiros, o suspeito fugiu. O Corpo de Bombeiros foi acionado; no entanto, a vítima não resistiu e morreu no local. No local, as equipes não encontraram cápsulas nem vestígios da arma de fogo. Ambas as testemunhas não souberam informar características do autor, tampouco da motocicleta. (Foto: Madu Livramento, Midiamax) Fonte: Midiamax

  • VÍDEO: Homem é flagrado tentando vender patinete elétrico em Campo Grande

    Homem tenta vender patinete elétrico em Campo Grande. (Fala Povo, Midiamax) Episódio ocorreu na manhã deste sábado Um usuário de drogas foi flagrado tentando vender um patinete elétrico na manhã deste sábado (18), na Avenida Brilhante, no bairro Amambaí, em Campo Grande. O veículo foi recuperado por dois homens, que desconfiaram da situação e impediram a negociação. De acordo com informações encaminhadas ao Jornal Midiamax, o homem oferecia o patinete por um valor muito abaixo do mercado, no preço de R$ 200. Ao perceberem a situação, dois homens que passavam pelo local abordaram o suspeito e pegaram o veículo. A Polícia Militar foi acionada, e a suspeita é de que o patinete tenha sido deixado por algum usuário fora da estação e tenha sido furtado. Após ser abordado, o homem foi embora do local. Max Stepanov, um dos responsáveis pela empresa Jet, ressalta que a venda dos patinetes é inviável, já que o equipamento só funciona por meio de aplicativo. “Caso ocorra alguma denúncia de furto, procedemos normalmente com o registro de um boletim de ocorrência junto às autoridades”. “Sobre a tentativa de venda ilegal, reforço que não é possível utilizar o patinete sem o sistema integrado ao aplicativo. Além disso, a manutenção e a troca de baterias são realizadas exclusivamente por nossos funcionários, tornando a tentativa de revenda ou uso indevido algo impraticável e sem valor comercial”, destaca. Sistema de patinetes em testes em Campo Grande O sistema compartilhado de patinetes elétricos entrou em operação em Campo Grande no dia 7 de julho de 2026. A autorização para os testes por seis meses foi dada em junho. A empresa JET colocou 400 equipamentos disponíveis em bairros da região central. São eles: Centro, Jardim dos Estados e Vila do Polonês, além de trechos do Parque Ecológico do Sóter. O serviço é contratado pelo aplicativo GO JET, disponível para Android e iOS. Os valores começam em R$ 0,99 pelo desbloqueio e a partir de R$ 0,39 por minuto de uso. O aplicativo também oferece pacotes de minutos e plano de assinatura mensal para usuários frequentes. A devolução dos equipamentos precisa ocorrer nos pontos indicados no aplicativo, sem obstrução de calçadas, faixas de pedestres, rampas de acessibilidade ou acessos veiculares. Desde a disponibilização dos equipamentos, já foram registrados vários acidentes e casos de imprudência. Incidentes como quedas e até manobras arriscadas foram registrados. Fonte: Midiamax

  • Alta de empregos faz contratação de seguro de vida em grupo disparar 44% em MS

    Trabalhador da construção civil (Foto: Arquivo/Jornal Midiamax) Setores de construção civil, serviços e indústria também têm impactado na contratação do seguro de vida em grupo Além de impulsionar o mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul, os setores de construção civil, serviços e indústria têm impactado na contratação do seguro de vida em grupo. A modalidade coletiva, geralmente distribuída por empresas, representa um potencial relevante de crescimento não só no Estado, mas também em Campo Grande. Um levantamento realizado pela Allianz indica a maturidade do empresário local. No primeiro trimestre de 2026, o faturamento da companhia cresceu 44% em comparação ao mesmo período do ano anterior na modalidade Vida em Grupo. Já no consolidado de 2025, a alta registrada foi de 33% em Mato Grosso do Sul e 49% em Campo Grande em relação a 2024. Conforme Alexandro Barbosa, diretor Comercial Regional Minas Gerais e Centro-Oeste da Allianz, isso ocorre porque a Capital concentra grande parte das empresas de pequeno e médio porte. A presença dos segmentos que se beneficiam diretamente dos seguros de proteção coletiva também contribui para essa maior adesão. Além disso, o seguro de vida como ferramenta de proteção financeira auxilia não só o assegurado, mas sua família, em situações como invalidez gerada por acidente ou em casos de doenças graves. “Por isso, as companhias entendem que oferecer um seguro de vida como benefício contribui para atrair e reter talentos dentro de casa, o que, de fato, possui valor agregado.” Empresas ativas em Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul possui, anualmente, mais de 367 empresas ativas, sendo 151 mil em Campo Grande, conforme o Mapa de Empresas. Do total, 318,7 mil são microempresas e 25,6 mil pequenas empresas. Em março, o Estado registrou um saldo de 3,5 mil novos empregos com carteira assinada, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Comparando com o mesmo período em 2025, o mercado de trabalho teve alta de 8,4% nas contratações e de 172,5% no saldo de empregos. Assim, a Allianz estima que o Estado encerre o ano com crescimento relevante no seguro de vida em grupo. “A Capital segue como principal alavanca desse movimento, tanto pelo volume já representativo quanto pela possibilidade de ampliação nas carteiras existentes e conquista de novos negócios.” Fonte: Midiamax

  • Alvo do Gaeco, editora ampliou em 900% o capital social da empresa

    Atual sede da editora fica em prédio comercial na Avenida Paulista. (Divulgação) Última movimentação aconteceu em junho de 2026, poucos dias antes da Operação Gutenberg A Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46) teve quatro donos desde sua constituição, em 2021, e um salto de R$ 360 mil no capital, em um período de três anos, enquanto mudava várias vezes sua sede. A família Jafar, principal alvo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), seria a verdadeira dona do empreendimento. Os investigadores apontam Rossana Paroschi Jafar, a matriarca do Clã Jafar, como a principal articuladora do esquema que desviou R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul. Ela agiria junto dos filhos, Felipe, Giovanni e Olívia Paroschi Jafar. Inclusive, a Avante foi aberta no nome de Rhayane Souza Fanaia — então esposa de Giovanni e nora de Rossana. Eles se divorciaram em julho de 2025. Entretanto, Rhayane, que também é dona de brechó, saiu do ‘comando’ da empresa em 2024. Rossana, os filhos e a ex-nora foram presos pelo Gaeco na Operação Gutenberg, deflagrada no dia 7 de julho. Giovanni chegou a ficar foragido durante uma semana, mas se entregou na última terça-feira (24). Rhayane foi casada com Giovanni Jafar. (Reprodução, Redes Sociais) Movimentação constante A Avante foi aberta em novembro de 2021 com capital inicial de R$ 40 mil, com sede no centro de São Bernardo do Campo (SP). Assim permaneceu até setembro de 2023, quando foi parar no centro de Osasco. Foi em março de 2024 que aconteceu uma grande alteração: Joatan Gomes Peixoto (também preso na operação) assumiu a editora no lugar de Rhayane, e o capital pulou para R$ 200 mil. Neste mesmo ano, em dezembro, o empreendimento se mudou para a Avenida Paulista, um dos principais polos corporativos e financeiros do país. Quase um ano depois, em outubro de 2025, quem assumiu a Avante foi Valesca Thais Albuquerque Teixeira. Ela também foi alvo de busca e apreensão na Gutenberg, em sua casa, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Além disso, o capital subiu para R$ 300 mil. As investigações do Gaeco apontam que, enquanto Valesca era ‘dona’ da Avante, ela trabalhava no pet shop do namorado e não tinha rotina alguma de atividade na editora. Ela ficou como proprietária até poucos dias antes da operação. Quem entrou em seu lugar, conforme movimentação de 25 de junho de 2026, foi Reinam Francisco de Souza — que entrou na editora e elevou o capital para R$ 400 mil. Esse aumento em três anos representa um salto de 900% no capital da empresa. Enquanto todas as movimentações aconteciam, o Gaeco averigou que a empresa continuou fechando contratos milionários com prefeitas do interior de MS e até fora do Estado. Operação Gutenberg. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) ‘Balcão de negócios’ Grupo criminoso acusado de desviar R$ 27 milhões em recursos públicos utilizava-se da estrutura da saúde pública para forçar a venda de livros em Mato Grosso do Sul. Os envolvidos foram alvo da Operação Gutenberg. Conforme o Gaeco, empresários cooptavam servidores por meio do pagamento de propina para condicionar a liberação de serviços de saúde, como a realização de exames médicos e até a disponibilização de leitos em hospitais, para obrigar gestores locais a comprarem o material impresso das empresas do grupo. Para os investigadores, o modus operandi era um verdadeiro “balcão de negócios” na estrutura da saúde, em que os integrantes do grupo usavam a liberação de exames como ‘moeda de troca’. O objetivo do esquema era obrigar o Poder Público a adquirir esses livros impressos. Devido a essa forma de atuação, o Gaeco cumpriu mandados em diversos endereços, inclusive no Core (Complexo Regulador Estadual), onde as equipes apreenderam malotes. Caminho do dinheiro As investigações do Gaeco mostraram que o dinheiro que caía na conta da editora como pagamento das prefeituras era escoado para os demais integrantes do grupo criminoso. Rhayane obedecia às ordens do clã Jafar — apontado como o líder do esquema de corrupção, tendo como membros a matriarca Rossana Jafar e os filhos, Olívia e Pedro, que estão presos, e Giovanni, ex-marido de Rhayane. Os saques seriam realizados por Rhayane e distribuídos aos demais membros da organização criminosa a mando do clã Jafar, como destaca trecho do relatório de investigação do Gaeco. Reportagem do Jornal Midiamax revelou detalhes de como Rhayane, uma estudante, dona de brechó, virou ‘laranja’ da sogra para ficar com cerca de 1% do lucro do esquema de corrupção. Família Jafar (da esquerda para a direita): Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais) Clã Jafar comandava esquema O relatório de investigação do Gaeco aponta que, após a morte em 2021 do patriarca da família Jafar, Mirched, por covid, a viúva, Rossana Jafar, e os filhos, Olívia, Giovanni e Felipe, abriram outros CNPJs para continuar com operações de corrupção. A Gráfica Alvorada, que ainda pertence ao clã, é implicada em lavagem de dinheiro no contexto da Operação Lama Asfáltica. Quebra de sigilo fiscal apontou que o clã recebia diversas transferências em sua conta pessoal da Editora Avante, que firmava contratos com os municípios. Para o Gaeco, a matriarca da família, Rossana, era a verdadeira cabeça por trás do esquema e da Editora Avante — que levava o nome da então esposa de Giovanni, Rhayane Fanaia. Durante o cumprimento dos mandados, Rossana foi flagrada com munições intactas e também responde pelo crime de posse de arma de fogo. Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e R$ 3 milhões em cheques durante toda a ação. Operação Gutenberg O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. Confira a lista atualizada de presos na operação: Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul; Giovanni Paroschi Jafar – empresário; Rhayane Souza Fanaia – ‘laranja’ do clã Jafar e ex-esposa de Giovanni; Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde (prisão domiciliar); Joatan Gomes Peixoto – empresário (prisão domiciliar); Matheus Oliveira Peixoto – empresário; Francisco Anízio dos Santos – empresário; Douglas Henrique de Melo – empresário; Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula – advogado; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil. Geancarlo Leal de Freitas – advogado e servidor público (prisão revogada). Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva — que seria de Rhayane — e 1 mandado de busca e apreensão. Apenas o empresário Heyder Bartz continua foragido. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. Fonte: Midiamax

  • Em jogo de 10 gols, Inglaterra vence a França na disputa de terceiro lugar da Copa

    Bukayo Saka marcou um hat-trick na partida - Jose HERNANDEZ / Anadolu via AFP Apesar da derrota, Kylian Mbappé se tornou o maior artilheiro isolado da história da competição A Inglaterra bateu a França por 6 a 4 na disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. O resultado não muda muita coisa na competição, mas deu a artilharia histórica isolada da competição para Kylian Mbappé. A disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo é normalmente o jogo mais melancólico das competições. Fica um grande sentimento de frustração no ar pelo que poderia ter sido para ambas as seleções. É uma partida que ninguém lembra, sendo vencedor ou perdedor. Não foi o que transpareceu na tarde deste sábado (18), no Hard Rock Stadium, em Miami, Estados Unidos. Se imaginava que o principal motivo que poderia animar o jogo era Kylian Mbappé, que poderia conquistar a artilharia da competição, ou pelo menos se colocar bem na disputa. Lionel Messi, seu competidor na corrida pela Chuteira de Ouro, ainda joga amanhã a grande final contra a Espanha. O craque francês fez o seu trabalho. O que aconteceu foi uma Inglaterra que entrou com a faca entre os dentes, depois de uma atitude apática no segundo tempo contra a Argentina. Thomas Tuchel, muito criticado na queda para os hermanos, conseguiu motivar seu time pelo resultado, que é mais simbólico do que qualquer outra coisa. Na primeira etapa, a Inglaterra mordeu a todo momento e os gols foram saindo. Um, dois, três, quatro. A irreconhecível França não viu a cor da bola durante 45 minutos. Os ingleses marcavam sem dificuldade, ameaçando marcar uma goleada histórica. Os franceses pareciam não ligar muito para o jogo, apesar de ser a despedida do técnico Didier Deschamps. No segundo tempo, o técnico mostrou por que foi campeão em 2018 e finalista em 2022. Colocou quatro jogadores, entre eles Ousmane Dembélé e Bradley Barcola, e a reação francesa começou. Do mesmo jeito que levaram os gols, a França foi marcando. A estrela de Mbappé brilhou e ele marcou dois gols. Barcola também descontou. Mas a França perdeu dois gols feitos com Olise e acabou deixando a Inglaterra ampliar depois de um pênalti marcado por Saka, chegando ao seu hat-trick. Nos dois últimos minutos, Inglaterra e França ainda trocaram gols, mas o resultado final ficou positivo para a Inglaterra. No final, o questionado time de Tuchel termina sua passagem na Copa de 2026 com uma nota positiva. Uma grande partida para marcar a despedida de Deschamps, que sai com a derrota, mas com uma carreira gigante e vitoriosa à frente da seleção francesa. Venceu a Copa de 2018, Liga das Nações da Uefa em 2021, e foi vice-campeão da Copa passada. Atropelo Muita gente esperava que a França fosse descontar a frustração da eliminação para a Espanha na Inglaterra. Mas quem estava ligado no jogo era o time de Thomas Tuchel. Declan Rice roubou a bola no meio de campo, carregou e finalizou de fora da área para abrir o placar com menos de três minutos de jogo. O time de Didier Deschamps parecia um tanto abatido em campo, não conseguindo impor seu estilo de jogo, enquanto os ingleses entraram com muito mais intensidade do que no segundo tempo contra a Argentina. Com 18 minutos, o segundo gol: Ezri Konsa subiu mais que Adrien Rabiot em cobrança de escanteio e ampliou o placar. Não era mesmo a tarde da França. Em contra-ataque, Marcus Rashford atravessou o campo para ficar cara a cara com Mike Maignan. O goleiro francês abafou e conseguiu defender. Mas a defesa francesa, perdida no jogo, deixou Rashford e Bukayo Saka finalizarem ainda mais duas vezes antes do jogador do Arsenal marcar o terceiro. Quase no fim da primeira etapa, Saka recebeu fazendo infiltração na entrada da área, bateu cruzado e colocou no cantinho de Maignan para fazer o quarto. A seleção francesa caminhava para uma derrota histórica em Copas do Mundo. Reação francesa Kylian Mbappé não se renderia tão fácil. Com três minutos jogados da segunda etapa, o camisa 10 recebeu uma bola milimétrica de Michael Olise nas costas da zaga para descontar no placar e se isolar como maior artilheiro de todos os tempos em Copas. Pelo menos até amanhã. São 22 jogos e 21 gols. A energia do time francês mudou completamente. Mbappé enfiou a bola na corrida de Barcala sozinho, arrancando pela lateral, e marcou mais um. 4 a 2, e o placar ia diminuindo. Agora quem corria atrás da bola era a Inglaterra, que já não pressionava mais para tentar roubar a bola no ataque. A França ia tocando a bola como queria. Trabalhando a bola no ataque, Ousmane Dembelé, Olise e Mbappé armaram bela jogada com passes de primeira que deixaram o craque de frente para o gol. 3 a 4. Faltava mais um gol. O que aconteceu, porém, foi um grande desperdício de chances e mais chances de empatar o jogo. Olise perdeu dois gols cara a cara com Dean Henderson. E, com apenas 5 minutos para o fim, veio o troco. Malo Gusto derrubou Djed Spence em velocidade na área, marcando um pênalti. Saka bateu e colocou a bola no canto direito; Maignan caiu para o outro lado. O hat-trick do camisa 7 estava completo. Mas a França não desistiu da partida. Dayot Upamecano achou Dembélé na ponta direita, que trouxe a bola para dentro, cortando a zaga e descontando mais um. A Inglaterra decidiu que não deixaria dúvida sobre o resultado. No último minuto, Bellingham arrancou com a bola do meio-campo, driblou a zaga francesa algumas vezes e fechou o placar. Fonte: Jovem Pan

  • Aviões partindo de PE e com destino a SP entram em rota de colisão; sistema evita choque

    Avião da Iberia - Divulgação / Iberia Aeronaves da Iberia e Air Europa voavam na mesma altitude sobre o Oceano Atlântico quando alerta automático ordenou manobra de emergência para evitar a tragédia Dois aviões espanhóis, um Airbus A321-200N da companhia Iberia, partindo de Recife (PE) para Madri (Espanha), e um Boeing 787-9 da Air Europa, que tinha partido da capital espanhola com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), entraram em rota de colisão quando sobrevoavam o Oceano Atlântico perto da costa do Saara Ocidental. As aeronaves voavam em uma linha de altura semelhante e não colidiram em razão da atuação do TCAS (sigla em inglês para Traffic Alert and Collision Avoidance System), um sistema de prevenção de colisões. O caso aconteceu no dia 10 de julho, segundo o site The Aviation Herald, que divulgou os detalhes da ocorrência. Conforme o portal, alertas de resolução do TCAS foram ativados em ambas as cabines de comando: o Airbus da Iberia foi orientado a descer 150 metros, enquanto o Boeing da Air Europa, a subir cerca de 120 metros. Após os avisos, as duas aeronaves conseguiram pousar em segurança em seus respectivos aeroportos de destino. O The Aviation Herald obteve uma nota da CIAIAC, uma autoridade espanhola que realiza as investigações de acidentes e incidentes aéreos, divulgada nesta sexta (17). O órgão explica que foi acionado um alerta TCAS TA (Traffic Advisory – aviso de tráfego) para o Airbus, seguido por um alerta ‘TCAS RA DESCEND’ (Resolution Advisory – recomendação de resolução para descer), porque o Boeing encontrava-se no mesmo nível de voo e voava pela mesma aerovia em sentido oposto. “Na outra aeronave, foi acionado um alerta ‘TCAS RA CLIMB’ (recomendação de resolução para subir)”, diz a nota da CIAIAC citada pelo site. “O Airbus A321 desceu 500 pés, seguindo as instruções do sistema, até receber a instrução ‘LEVEL OFF’ (nivelar o voo). Já o Boeing 787-9 subiu 400 pés, também seguindo as instruções do sistema, até receber o aviso ‘CLEAR OF CONFLICT’ (conflito resolvido)”, acrescentou. Fonte: Jovem Pan

  • Corinthians é punido pela CBF e fica mais distante de Wesley e Arthur

    Divulgação O time paulista sofreu o terceiro transfer ban em apenas dois meses O Corinthians sofreu mais um transfer ban e voltou a sofrer com problemas extracampo. Desta vez a punição foi aplicada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e impede o clube de registrar novos jogadores por seis meses. A sanção ocorreu após o atraso no pagamento da quinta parcela do acordo firmado na Câmara de Resolução de Disputas (CNRD). Essa parcela teve vencimento na sexta-feira (17) e tem valor aproximado de R$ 8 milhões. O time paulista sofreu o terceiro transfer ban em apenas dois meses. Os outros dois foram movidos pela Fifa, um deles em razão da dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do venezuelano José Martínez, em agosto de 2024. O segundo vindo da entidade máxima do futebol foi referente ao não pagamento de uma multa disciplinar de U$ 225 mil (aproximadamente R$ 1,1 milhão). A multa foi emitida por atraso nos compromissos financeiros nas contratações dos atletas Charles, Talles Magno e do próprio José Martínez. Cabe ressaltar que o Corinthians atrasou parcelas do acordo com o CNRD em outras oportunidades. Nas duas primeiras prestações, a equipe pagou após a data de vencimento e sofreu um transfer ban logo após o não cumprimento do contrato. Mesmo após recorrer, a entidade manteve a medida. Com vários problemas financeiros, a equipe do Parque São Jorge tinha negociações avançadas com o atacante Wesley, que pertence ao Al-Nassr, por empréstimo. O jovem revelado pelo clube aceitou a redução salarial, mas o acerto oficial ficou mais longe após nova punição. Além de Wesley, o executivo de futebol Marcelo Paz confirmou o interesse no volante Arthur, que estava no Grêmio, em entrevista à Rádio Bandeirantes durante a última semana. O experiente jogador, com passagens por seleção brasileira e Barcelona, tem contrato com a Juventus, da Itália. Fonte: Jovem Pan

  • Novo negocia com Podemos vice para chapa presidencial de Zema

    Romeu Zema - LUIS PEDRUCO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A declaração foi dada em entrevista coletiva ao lado de Zema após o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou neste sábado, 18, que o partido negocia com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas eleições de 2026. Segundo Ribeiro, ainda não há definição sobre o candidato a vice, mas a expectativa é concluir as negociações até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias. A declaração foi dada em entrevista coletiva ao lado de Zema após o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo. A legenda marcou para 27 de julho a convenção que deverá homologar a candidatura de Zema à Presidência da República. “Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Tenho uma ótima relação com a Renata. Acho que há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há essa definição”, afirmou Ribeiro. Segundo o dirigente, a convenção delegará ao Diretório Nacional a condução das negociações para eventuais coligações até o encerramento do calendário eleitoral. Zema afirmou ainda que o Novo pretende manter como critério para a composição da chapa a escolha de um candidato a vice “ficha limpa”. “Nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para continuarmos criticando tanta coisa que está errada sem ter o rabo preso”, disse. Durante a entrevista, Zema afirmou que chega à disputa presidencial em situação melhor do que quando disputou pela primeira vez o governo de Minas Gerais, em 2018. “Estou melhor do que em 2018”, afirmou. Segundo ele, naquela eleição sua candidatura só ganhou força após o início dos debates. O governador avaliou que o eleitor ainda não entrou no “modo campanha” e segue mais preocupado com questões econômicas, como o custo de vida. “A preocupação do brasileiro hoje é arrumar dinheiro para pagar a conta de energia. O brasileiro está extremamente distante do modo eleição”, declarou. Questionado sobre a estrutura política de sua candidatura, Zema minimizou a importância do apoio de prefeitos. Segundo ele, essas alianças ajudam, mas não definem o resultado de uma eleição, citando como exemplos sua vitória ao governo de Minas e a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, ambas em 2018. O governador afirmou também que foi o pré-candidato à Presidência que mais cresceu nas redes sociais nos últimos meses e disse que continuará percorrendo o País para ampliar o conhecimento de seu nome fora de Minas Gerais. Ao comparar sua candidatura com a dos demais nomes da direita, Zema afirmou que nenhum outro pré-candidato critica tanto os “intocáveis” quanto ele. “Não tenho rabo preso. O Brasil precisa de um presidente que chegue lá à prova de chantagem”, disse. Como credenciais para disputar a Presidência, Zema destacou sua trajetória na iniciativa privada e as duas vitórias sobre o PT em Minas Gerais. “Eu venho do setor privado. Já ganhei do PT em Minas duas vezes e consertei tudo aquilo que o PT estragou”, afirmou. Fonte: Jovem Pan

  • Valdemar defende Tereza Cristina para ser vice de Flávio Bolsonaro: ‘Candidata ideal’

    Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto - Marcello Casal Jr/Agência Brasil Presidente do PL afirma que a definição da vaga pode ficar em aberta até a convenção do partido, que acontecerá em 25 de julho O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na sexta-feira (17) que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) é o “nome ideal” para ocupar a vaga de vice na chapa do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que a parlamentar reúne características consideradas importantes para a disputa e indicou que a definição poderá ficar em aberto até a convenção nacional do partido, marcada para 25 de julho. “A candidata ideal seria a Tereza Cristina. Ela tem carisma e isso é muito importante em uma eleição presidencial, isso puxa voto”.Valdemar Costa Neto O dirigente também criticou a possibilidade de a economista Daniella Marques integrar a chapa. Segundo ele, apesar de reconhecer a competência da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, o cargo de vice deve ser ocupado por alguém com capital eleitoral. “Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião, tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro [ex-presidente] vai decidir. Ele e o Flávio”, disse. Após a declaração, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias e proibiu, enquanto durarem seus direitos políticos suspensos, “visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026”, além da “divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Na prática, a decisão impede, ao menos formalmente, que o ex-presidente participe da definição da chapa ao lado do filho. Apesar da manifestação de Valdemar, a escolha de Tereza Cristina enfrenta obstáculos políticos. A federação União Brasil-PP, da qual a senadora faz parte, tem sinalizado que não pretende apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Situação semelhante ocorre com o Republicanos, partido ao qual Daniella Marques é filiada. Além disso, Tereza Cristina tem indicado que não pretende aceitar o convite para ocupar a vaga de vice. Flávio Bolsonaro e Daniella Marques Na quinta-feira (16), Daniella Marques participou, ao lado de Flávio, do lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, conjunto de medidas voltadas ao público feminino. Durante o evento, o senador voltou a defender a possibilidade de uma mulher integrar sua chapa e citou, além de Daniella, as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) como opções. Daniella Marques presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro. Atualmente, é cofundadora do Grupo Pra Elas, plataforma voltada à autonomia financeira feminina, e coordena a elaboração das propostas econômicas para mulheres na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo Valdemar Costa Neto, a Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para definir o nome que ocupará a vaga de vice na chapa presidencial. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Flávio diz que Moraes é ‘demônio sem alma’ após ministro restringir visitas a Bolsonaro

    Foto de arquivo mostra senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) - ALBARI ROSA / AFP Durante o discurso, o presidenciável também afirmou que “grande parte do povo brasileiro” votará em senadores favoráveis ao impeachment de Moraes O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), disse neste sábado (18) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, parece não ter alma e que ele seria um “demônio”. As declarações foram feitas durante evento do PL em Vitória, no Espírito Santo. “Eu perdi as contas de quantas facadas o presidente Bolsonaro já levou, ontem foi mais uma. Não é que Moraes não tem coração, ele parece que não tem alma, parece um demônio usando uma pessoa para fazer mal aos outros”, disse Flávio. Durante o discurso, o presidenciável também afirmou que “grande parte do povo brasileiro” votará em senadores favoráveis ao impeachment de Moraes. Decisão de Moraes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro após concluir que ele descumpriu as medidas cautelares da prisão domiciliar ao elaborar uma carta com conteúdo político-eleitoral, lida e divulgada nas redes sociais pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Na decisão de sexta-feira (17), Moraes rejeitou a versão apresentada pela defesa de que Bolsonaro não sabia que o documento seria divulgado e determinou a suspensão das visitas ao ex-presidente por 30 dias, além de estabelecer novas proibições relacionadas ao período eleitoral. A suspensão das visitas vale por 30 dias e alcança todos os visitantes, com exceção dos advogados, médicos e fisioterapeutas autorizados pela Justiça. A medida não altera a decisão anterior que já havia suspendido, por 90 dias, o direito de visita de Flávio Bolsonaro, apontado por Moraes como responsável por divulgar a carta nas redes sociais. Além disso, o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026 e vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado. As novas determinações se somam às medidas cautelares já impostas anteriormente, que permanecem em vigor. Fonte: Jovem Pan

  • Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro após novas restrições impostas pelo STF

    Ministro Alexandre de Moraes, do STF - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Em decisão na sexta-feira (17), ministro suspendeu visitas ao ex-presidente brasileiro por 30 dias após descumprimento de medidas cautelares O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) uma autorização para receber o presidente argentino Javier Milei e uma delegação do governo do país vizinho no próximo dia 25, às 16h, em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a decisão da última sexta-feira (17), que manteve o direito de Bolsonaro à prisão domiciliar, mas proibiu visitas e manifestações políticas, prejudica o pedido da defesa, “uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão em suspensão pelo prazo de trinta dias”. O Estadão entrou em contato com a defesa de Bolsonaro, mas ainda não recebeu retorno. A decisão de sexta foi determinada pelo próprio Moraes, que concluiu que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ler nas redes sociais uma carta em que Bolsonaro o coloca como porta-voz. Após questionamento de Moraes sobre a possível violação da determinação de não se manifestar nas redes, inclusive por terceiros, a defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria “publicizada”. Moraes, porém, rejeitou os argumentos. No pedido pela autorização da visita, a defesa argumentou que a suspensão temporária de visitas estabelecida por Moraes antes mesmo da decisão desta sexta encontrava fundamento nas circunstâncias clínicas então vivenciadas pelo ex-presidente, “notadamente na necessidade de preservação de ambiente controlado durante o período de recuperação de broncopneumonia, com vistas à preservação de infecções e demais intercorrências médicas”. “Assim, embora a decisão posteriormente proferida tenha determinado a manutenção, em termos gerais, das condições anteriormente fixadas, afigura-se plenamente justificável que a autorização específica ora requerida seja apreciada à luz das circunstâncias atualmente existentes, especialmente porque o fundamento médico que ensejou aquela restrição possuía caráter nitidamente transitório. Cuida-se, ademais, de visita de Chefe de Estado estrageiro previamente comunicada, de curta duração e cuja realização permanece integralmente submetida ao prévio controle e autorização desse Juízo”, argumenta a defesa. Milei já disse que virá ao Brasil para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele indicou que pretendia visitar Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. Além de Milei, participariam da visita, segundo a defesa de Bolsonaro, Karina Milei, secretária Geral da Presidência e irmã do Javier Milei, Pablo Quirino, ministro das Relações Exteriores, e um intérprete. Visitas suspensas Em decisão na sexta-feira, Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas proibiu manifestações políticas e visitas após concluir que o ex-presidente violou medidas cautelares após Flávio ler uma carta sua no dia 11 deste mês. “As alegações da Defesa não afastam a claríssima confissão de Flávio Nantes Bolsonaro, no sentido do pleno conhecimento de Jair Messias Bolsonaro sobre a divulgação: ‘É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação'”, destacou Moraes, em referência à fala de Flávio Bolsonaro, que é também advogado do pai. Segundo o relator, é “patente, portanto, o desrespeito de Jair Messias Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”. A PGR também apontou violação da medida cautelar, mas defendeu a manutenção da prisão domiciliar. Fonte: Jovem Pan

  • Irã relata 50 mortos e mais de 500 feridos nos ataques dos EUA das últimas semanas

    Esta captura de tela tirada de imagens de vídeo divulgadas em 17 de julho de 2026 pelo site Sepah News, da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), mostra um míssil sendo lançado de um local não revelado em direção a alvos dos EUA no Catar, Kuwait e Omã - Foto por - / SEPAHNEWS.COM / AFP Entre os mortos, foram contabilizadas cinco mulheres e duas crianças; entre os feridos, 32 mulheres e 18 crianças O Ministério da Saúde iraniano informou neste sábado, 18, que pelo menos 50 pessoas morreram em consequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos contra o país nas últimas semanas, aproximadamente desde a primeira troca de ataques após a assinatura, no último dia 17 de junho, do memorando de entendimento entre os dois países. “Nos ataques aéreos, mais de 500 pessoas ficaram feridas e 50 perderam a vida”, explicou o porta-voz do Ministério, Hosein Kermanpur, em um comunicado publicado nas redes sociais. Entre os mortos, foram contabilizadas cinco mulheres e duas crianças; entre os feridos, 32 mulheres e 18 crianças, acrescentou. Entre os feridos, foram realizadas 28 cirurgias e 460 deles já receberam alta. Outros 37 continuam hospitalizados. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na última sexta-feira uma nova onda de bombardeios sobre território iraniano, a sétima noite consecutiva de operações militares contra a República Islâmica. O Irã respondeu nas últimas horas com ataques contra posições militares dos EUA e infraestrutura no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. Essa nova escalada ocorre apesar do memorando assinado pelo Irã e pelos Estados Unidos com o objetivo de pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, Washington retomou os ataques contra território iraniano, ações justificadas pelo CENTCOM como retaliação às ações atribuídas a Teerã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas em vários países do Oriente Médio, acusando Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo alcançado entre ambas as partes. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 9 de julho que tal cessar-fogo havia deixado de estar em vigor e advertiu que a campanha militar continuará durante esta semana, garantindo que, se Teerã se recusasse a retomar as negociações, a próxima fase da ofensiva incluiria ataques contra infraestruturas como usinas de energia e pontes. *via Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Ataques ucranianos deixam sete mortos e mais de 50 feridos em galpões na Rússia

    Ataques ucranianos deixam sete mortos e mais de 50 feridos em galpões na Rússia - Handout / UKRAINIAN EMERGENCY SERVICE / AFP Kiev afirma que instalações da varejista Wildberries eram usadas para fornecer componentes militares; ofensiva de longo alcance atingiu 19 regiões russas e depósitos de petróleo Sete pessoas morreram e outras 51 ficaram feridas na Rússia durante a noite em razão de ataques de drones ucranianos, informaram autoridades russas neste sábado (18). As forças de Kiev dão continuidade à campanha aérea contra a infraestrutura de energia e alvos militares em território russo, com o objetivo de enfraquecer o esforço de guerra e fazer a população russa sentir as consequências da invasão da Ucrânia pelo Kremlin, que está em seu quinto ano. Dois galpões da varejista online russa Wildberries foram atingidos por drones ucranianos durante a noite, de acordo com autoridades locais: um na cidade de Kotovsk, na região de Tambov, a cerca de 360 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, e outro na cidade de Elektrostal, a cerca de 50 quilômetros a leste de Moscou. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em uma publicação no Telegram neste sábado que os ataques ucranianos de longo alcance atingiram duas instalações logísticas significativas nas regiões de Moscou e Tambov. “Essas instalações eram usadas pelo agressor para fornecer componentes sob sanção para a produção de drones e equipamentos de navegação”, escreveu Zelensky. Uma instalação petrolífera também foi atingida, segundo o presidente. Operações especiais ucranianas também realizaram ataques contra alvos no Mar de Azov e em território ocupado, disse Zelensky. Sete trabalhadores do turno da noite morreram no galpão de Kotovsk e outros 25 ficaram feridos, informou o governador da região de Tambov, Yevgeny Pervyshov. Um total de 24 pessoas ficaram feridas em Elektrostal, de acordo com o governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov. Mais duas pessoas ficaram feridas na cidade de Noginsk, na região de Moscou, logo ao norte de Elektrostal, onde um depósito de petróleo pegou fogo após um ataque de drone ucraniano, disse Vorobyov. Uma maternidade próxima foi evacuada por precaução, assim como um edifício residencial, acrescentou. Na cidade de Vladimir, a cerca de 180 quilômetros a leste de Moscou, um drone ucraniano atingiu um edifício residencial, provocando um incêndio de curta duração, afirmou o governador de Vladimir, Alexander Avdeyev. Não houve vítimas, acrescentou. No total, o Ministério da Defesa da Rússia informou que os sistemas de defesa aérea interceptaram 379 drones ucranianos durante a noite sobre 19 regiões russas, além da Crimeia, anexada ilegalmente, do Mar de Azov e do Mar Negro. Fonte: Jovem Pan

  • Líder supremo do Irã ameaça dar ‘lição inesquecível’ aos EUA

    Mojtaba Khamenei - KHAMENEI.IR / AFP Segundo Mojtaba Khamenei, os ataques americanos demonstram que a assinatura de Donald Trump 'não vale nada' O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou, neste sábado (18), infligir uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos após a retomada dos ataques contra o Irã, que, segundo ele, demonstram que a assinatura de Donald Trump “não vale nada”. “Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer“, afirmou o aiatolá em uma mensagem escrita citada pela televisão estatal. “A violação repetida” do protocolo de acordo assinado entre ambos os países em 17 de junho para silenciar as armas “demonstrou mais uma vez a todos que a assinatura do presidente americano não vale nada”, acrescentou. O conflito foi reascendido após ataque a um navio cargueiro que ocorreu depois de o Irã ter advertido as embarcações para que não utilizassem uma rota alternativa pelo Estreito de Ormuz, passagem que é supervisionada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. O Irã havia praticamente bloqueado a hidrovia – que, em tempos de paz, era responsável pelo transporte de um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo – após o ataque surpresa realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que deu início à guerra. Teerã passou a considerar o controle sobre o estreito, e seu amplo impacto econômico, como um importante instrumento de pressão em seu confronto com os Estados Unidos. Acordo previa reabertura O acordo preliminar previa a reabertura total do estreito, mas também continha uma redação que sugeria que o Irã administraria o tráfego marítimo e poderia cobrar taxas no futuro. O Irã se apoiou nesse trecho para afirmar que tem o direito de controlar o estreito e que a rota alternativa representa uma violação do acordo. Os Estados Unidos e outros países contestam essa interpretação, afirmando que o estreito deve permanecer aberto a todos e livre de pedágios, como era antes da guerra. Estados Unidos atacam o Irã, que retaliou contra países do Golfo Os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã um dia após o ataque de 25 de junho, atingindo o que os militares americanos afirmaram serem instalações de mísseis e drones, além de radares costeiros. No dia seguinte, o Irã atacou um petroleiro que utilizava a rota alternativa pelo estreito, e os Estados Unidos responderam com novos ataques. Desta vez, o Irã voltou sua retaliação contra países vizinhos do Golfo, atacando o Kuwait e o Bahrein, ambos anfitriões de tropas americanas. Na semana seguinte, os dois lados recuaram nos confrontos, enviando delegações ao Catar, que havia desempenhado um papel fundamental na mediação do acordo. No entanto, as delegações não se reuniram diretamente. O Irã reiterou seu alerta contra o uso da rota alternativa enquanto se preparava para o funeral de vários dias do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques iniciais de Estados Unidos e Israel. O funeral começou em 4 de julho, com multidões pedindo vingança contra o presidente americano Donald Trump. Dias depois, o Irã atacou três embarcações no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos responderam com uma onda de ataques que, segundo afirmaram, teve como alvo sistemas de defesa aérea, radares e mais de 60 pequenas embarcações utilizadas pela Guarda Revolucionária paramilitar do Irã. Esses barcos têm sido empregados para intimidar navios que transitam pelo estreito. Os Estados Unidos também revogaram uma autorização especial que havia permitido ao Irã, pela primeira vez em anos, vender seu petróleo no mercado internacional em dólares americanos. Essa autorização fazia parte do acordo provisório. sanções sobre o petróleo como violações do acordo, insistindo que possuía o direito de controlar o estreito, o que o comando militar iraniano considera uma “linha vermelha intransponível”. O País também ampliou seus ataques de retaliação, atingindo Bahrein, Kuwait e o Catar, mediador do acordo. Após deixar uma cúpula da OTAN, Trump transmitiu mensagens contraditórias. Ele afirmou que a ofensiva americana foi uma resposta aos ataques aos navios, advertindo que “se isso acontecer de novo, será muito pior!”. Ao mesmo tempo, pareceu descartar uma campanha militar prolongada, dizendo que “qualquer coisa que aconteça vai acontecer muito rapidamente”. Também sugeriu que as Forças Armadas dos Estados Unidos poderiam “simplesmente terminar o serviço”. Desde então, os confrontos têm se intensificado. Na quarta-feira, 15, os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos, que havia sido suspenso como parte do acordo provisório. A próxima linha vermelha é a infraestrutura civil e ela pode já ter sido ultrapassada Nos últimos dias, os Estados Unidos ampliaram seus ataques para o norte do Irã, atingindo alvos muito distantes do Estreito de Ormuz. Na sexta-feira (17), bombardearam pontes e estações de energia no sul do País, derrubando uma torre que, segundo afirmaram, era utilizada pela Guarda Revolucionária para vigilância marítima em um dos principais portos iranianos. O Irã informou, na sexta-feira, que os ataques americanos já haviam matado pelo menos 46 pessoas e ferido mais de 400 desde a retomada das hostilidades. Trump tem ameaçado repetidamente atingir infraestrutura civil iraniana. Em determinado momento, ainda no início da guerra, chegou a prometer aniquilar “toda a civilização” do Irã. Até agora, porém, vinha recuando dessas ameaças, alegando avanços diplomáticos. Entretanto, os líderes iranianos talvez já acreditem que outra linha foi cruzada. Na sexta-feira e novamente no sábado (18), o Irã atacou uma usina de dessalinização de água no Kuwait, país de clima extremamente árido. Trump também cogitou assumir o controle do Estreito de Ormuz pela força, possivelmente ocupando uma ou mais ilhas estratégicas controladas pelo Irã. Isso provavelmente exigiria uma presença naval muito maior e, potencialmente, o emprego de dezenas de milhares de soldados em terra. *Com informações da AFP e Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • UE flexibiliza mercado de carbono para aliviar pressão sobre a indústria

    Imagem: Notícias Agrícolas A Comissão Europeia propôs nesta sexta-feira uma reforma do Sistema de Comércio de Emissões (ETS) da UE, permitindo que as indústrias continuem emitindo CO₂ por mais tempo e, ao mesmo tempo, oferecendo mais apoio financeiro para investimentos em tecnologias limpas na Europa. O ETS é a maior política de combate às mudanças climáticas da União Europeia. Ele obriga usinas de energia elétrica, companhias aéreas e empresas de transporte marítimo a comprar licenças quando emitem CO₂, além de estabelecer um limite máximo para suas emissões totais. O Executivo da UE vem se preparando há muito tempo para reformular o ETS, estendendo-o para as próximas décadas e alinhando-o à meta climática da UE para 2040 de reduzir as emissões líquidas em 90%. Os planos também respondem à pressão de setores e países, incluindo Itália e Polônia, que afirmam que o sistema prejudica a competitividade. Bruxelas está tentando equilibrar essas preocupações com alertas, inclusive da Espanha, de que enfraquecer o ETS penalizaria os setores que investiram desde cedo na redução de emissões. A Comissão propôs reduzir a taxa anual de redução do teto de emissões do ETS para cerca de 3,7% a partir de 2031 e para 1,7% a partir de 2036, ante os atuais 4,3%, confirmando os planos divulgados anteriormente pela Reuters. MAIS LICENÇAS GRATUITAS O preço das licenças de carbono da UE caiu ligeiramente quando os planos foram anunciados, com os preços de referência do carbono na UE registrando queda de 0,77%, para 78,58 euros por tonelada. A UE concede às indústrias algumas licenças de CO₂ da UE gratuitamente para ajudá-las a se manterem competitivas. A Comissão propôs regras para conceder às indústrias mais licenças gratuitas por um período mais longo, sob certas condições. A UE concederia 80% das licenças gratuitas antecipadamente às empresas com planos de investir na descarbonização na Europa. As empresas receberiam os 20% restantes assim que esses investimentos fossem realizados. A Comissão propôs a continuidade das licenças gratuitas até 2038 para setores como a siderurgia e a produção de cimento, em vez de encerrá-las em 2034, quando deveriam ser substituídas pela taxa de fronteira de carbono da UE sobre as importações. Isso também adiaria a implementação total da taxa de carbono nas fronteiras de 2034 para 2038. “Se concretizarmos esse plano, isso significaria, literalmente, centenas de bilhões em investimentos adicionais em solo europeu”, afirmou o comissário europeu para o Clima, Wopke Hoekstra, em uma coletiva de imprensa. “A alocação gratuita não significa dinheiro de graça”, acrescentou ele. O ETS gerou 260 bilhões de euros em receita desde 2013. A UE propôs regras mais rígidas sobre como os governos devem gastar essa receita, de modo que 50% sejam reinvestidos na descarbonização dos setores abrangidos pelo ETS. Mas isso pode encontrar resistência por parte dos governos que utilizam as receitas do ETS para cobrir déficits nas finanças públicas. Dez países, incluindo Polônia e Itália, se opuseram a partes dos planos da UE nesta semana, inclusive à imposição de condições às licenças gratuitas concedidas às indústrias. Os países da UE e os parlamentares negociarão a revisão final do ETS ao longo do próximo ano. REAÇÃO MAIS AMPLA A revisão do ETS, planejada há muito tempo, ocorre em meio a uma reação política contra a agenda climática da Europa, apesar das ondas de calor e dos incêndios florestais que bateram recordes. A Comissão também apresentou planos na sexta-feira para dobrar a parcela do consumo de energia da UE suprida pela eletricidade até 2040, uma medida que visa reduzir a dependência do bloco em relação ao petróleo e ao gás e cumprir as metas climáticas. Isso ocorre apesar de a UE ter enfraquecido outras regras ambientais nos últimos meses para automóveis e agricultores, em resposta às preocupações do setor. Alguns governos instaram a UE a manter a ambição em relação ao ETS, em parte porque um ETS mais fraco aumentaria a pressão sobre setores politicamente sensíveis, como a agricultura e a silvicultura, para que reduzam as emissões mais rapidamente. O sistema abrange 40% de todas as emissões da UE, e as emissões dos setores cobertos pelo ETS caíram pela metade desde 2005. A proposta da Comissão ampliaria o ETS para abranger a incineração de resíduos a partir de 2031, embarcações de menor porte e as emissões de voos internacionais que partem da Europa com destino a locais a até 5.000 km do centro geográfico do continente a partir de 2029. Isso abrangeria as emissões de voos com destino a hubs na Turquia e no Oriente Médio, mas excluiria os EUA. A Câmara de Comércio norte-americana alertou esta semana que a extensão do ETS da UE aos voos internacionais corria o risco de “potencialmente provocar medidas retaliatórias por parte de parceiros internacionais importantes”. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Cenário de fertilizantes muda ritmo de compras para a safrinha

    Imagem: Notícias Agrícolas Dados fazem parte do Visão Agro, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA O mercado brasileiro de fertilizantes apresenta um comportamento distinto entre nutrientes. Enquanto a queda dos preços internacionais da ureia abriu uma janela de oportunidade para os nitrogenados, os fosfatados seguem pressionados por restrições globais de oferta e custo alto de uma das principais matérias-primas, o enxofre. Esse quadro tem levado parte dos produtores a adotar uma estratégia mais seletiva nas compras, com postergação de aquisição e ajustes no manejo de fósforo. Esse comportamento já aparece nos dados de comércio exterior. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as importações brasileiras de fertilizantes somaram 15 milhões de toneladas até maio, volume 1,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. A retração foi puxada principalmente pela menor entrada de nitrogenados e fosfatados, movimento parcialmente compensado pelo aumento das compras de potássicos. No caso dos nitrogenados, a ureia voltou a ganhar competitividade com o recuo das cotações internacionais, que já se encontram abaixo dos níveis observados antes do início da guerra. A melhora na relação de troca favorece os produtores que ainda não haviam travado suas compras. Até maio, as importações brasileiras de ureia somaram 1,5 milhão de toneladas, queda de 27% em relação ao mesmo período de 2025, mas a expectativa é de recuperação dos volumes no segundo semestre, quando a demanda para a safrinha tende a se intensificar. Entre os fosfatados, a dinâmica é distinta. As importações de MAP recuaram 28% até maio, para cerca de 1 milhão de toneladas, enquanto as de SSP caíram 13%, para 1,1 milhão de toneladas. A queda também ocorreu no enxofre cujas importações diminuíram 45%, para 600 mil toneladas, diante do preço elevado. Esse movimento tem contribuído para reduzir a produção de fosfatados no mercado nacional. Com preços ainda elevados e pouca sinalização de alívio no curto prazo, parte dos produtores deve reduzir a adubação fosfatada na safra de soja. O ajuste, porém, tende a ser limitado, uma vez que parcela relevante dos insumos já havia sido comprada antes da escalada recente de preços. “A queda da ureia com o avanço das negociações no Oriente Médio e a volta da China ao mercado Global melhorou a relação de troca dos nitrogenados e favoreceu os produtores que ainda não haviam fechado compras. Para a safrinha, a comercialização de fertilizantes segue mais lenta em diversas regiões produtoras, especialmente entre os fosfatados, mas o atraso não indica, por ora, restrição imediata ao manejo. Ainda há tempo para acompanhar a evolução dos preços e das relações de troca antes da definição final da estratégia de adubação. Nos fosfatados, porém, o cenário segue mais pressionado pelo encarecimento do enxofre e pela oferta global mais restrita, o que limita a possibilidade de uma queda expressiva nas cotações no curto prazo”, afirma Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA. Fonte: Notícias Agrícolas/Itaú BBA

  • Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade

    Dario Durigan defendeu a soberania brasileiraMarcelo Camargo / Agência Brasil O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o governo não avalia uma retaliação contra os Estados Unidos como resposta à taxação de 25% sobre a exportação de produtos brasileiros. "Não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, estamos falando de avaliar os mecanismos de reciprocidade", disse ele em entrevista a jornalistas. O ministro disse ainda que o governo irá avaliar a situação dos setores antes de adotar medidas. "Tem uma preocupação de algumas pessoas do mercado, em especial no momento que o país vive pré-eleitoral e com medidas de aumento de despesa. Já garanto que vamos fazer tudo com muita cautela, de modo a não prejudicar a trajetória fiscal, que segue bem", afirmou. "A gente vai garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico no país como um todo, em que pese a gente sabe que alguns setores específicos precisam de atenção", completou. Na noite de quarta-feira, os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre muitas importações do Brasil, ao mesmo tempo em que divulgaram uma lista de exceções mais ampla do que o esperado. Em entrevista na tarde de quinta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país. Segundo fontes que participaram das negociações, a resposta do Brasil aos EUA pode envolver o setor audiovisual e patentes farmacêuticas. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Colheita de café do Brasil atinge 64% do total, mas segue atrasada, diz Safras & Mercado

    Imagem: Notícias Agrícolas A colheita do café no Brasil avançou de "forma moderada" na última semana para 64% do total previsto, com chuvas isoladas causando interrupções em algumas regiões, afirmou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, com base em levantamento feito até quarta-feira. O percentual indicado representa um avanço de 6 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas segue atrasado em relação ao mesmo período do ano passado (77%) e na comparação com a média histórica de cinco anos para a época (70%). A colheita do café canéfora (conilon/robusta) voltou a acelerar e atingiu 84% da produção. No arábica, "manteve um bom ritmo" na última semana e avançou para 54% da produção, segundo a consultoria. Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

  • Interventor suspeita de boicote do Consórcio Guaicurus para forçar colapso do transporte

    Interventor-chefe completou um mês à frente do transporte coletivo de Campo Grande. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax) Antes de serem retirados da diretoria do Consórcio, empresários teriam ordenado 'gastança' para descapitalizar caixa da concessionária Os trabalhos da intervenção no Consórcio Guaicurus revelam uma suspeita de que os empresários do ônibus tenham articulado tentativa de boicote operacional e financeiro na concessionária. Conforme o interventor-chefe, Aléxandro de Oliveira, logo nos primeiros dias de intervenção, teria ocorrido uma ordem para que fossem realizadas muitas viagens, com o objetivo de aumentar os custos e minar os recursos financeiros disponíveis no caixa da empresa. “O que a gente percebeu aqui, do ponto de vista operacional, era que vinha havendo uma certa negligência com viagens. Aparentemente, com a intervenção, houve uma ordem que, independentemente de custo, era para se fazer muitas viagens. Isso eu não estou afirmando, estou analisando”, explicou, detalhando que a situação está sendo investigada. Inclusive, a liberação para os ônibus circularem pelas ruas para ‘queimar diesel’ foi constatada pela reportagem do Jornal Midiamax, em reportagem publicada no dia da publicação do decreto de intervenção. Leia aqui: ‘Um atrás do outro’: campo-grandense se espanta com quantidade de ônibus rodando após intervenção. Naquele momento, o grupo de intervenção ainda não havia assumido, na prática, o controle operacional do transporte coletivo de Campo Grande. ‘Deixa eles se virarem’ O plano da suposta sabotagem operacional envolve o estrangulamento das contas da intervenção. Ao ordenar uma circulação massiva e sem planejamento logístico, o Consórcio teria tentado empurrar um prejuízo financeiro insustentável para a Prefeitura. Então, Aléxandro explica: “Pode ter reflexo, inclusive, na possibilidade de tentativa de boicote financeiro mesmo. Aumenta a despesa e deixa eles se virarem. Não sei se foi isso que aconteceu, mas, do ponto de vista operacional, a gente está equalizando para manter a qualidade o melhor possível, dentro dos custos que estão dentro da nossa possibilidade, para o serviço não parar”, concluiu. Questionado sobre como essa manobra impactaria a intervenção, o interventor foi claro: “Boicotar a intervenção. E parar seria uma prova de incapacidade do município de manter. Essa é uma preocupação. Sempre foi uma preocupação”, cravou. Paulo Constantino de Carvalho é representante legal do Consórcio Guaicurus. (Helder Carvalho, Midiamax) Fim dos aportes Outra decisão dos donos do Consórcio Guaicurus que prejudica a intervenção é o fim dos aportes. Segundo Aléxandro, a concessionária vinha recebendo aportes mensais nos últimos meses para manter a operação. “O que a gente já sabia e constatou é que eles já vinham fazendo aporte dos valores mínimos necessários para manter a operação.” Então, o interventor-chefe narra que solicitou aos donos do Consórcio que continuassem fazendo os aportes da forma como vinha ocorrendo. “Não é algo que eu estou pedindo agora, é algo que já vinha sendo feito há mais de seis meses. A gente apurou e eles vinham colocando […] O último foi R$ 3,4 milhões. Eu vou tirar da onde isso? Se eles vinham colocando, é porque era necessário para a manutenção. Eu disse apenas o que a gente está dizendo assim. Mantenha-se o que vinha sendo feito”, declarou. Em nota disparada à imprensa nesta quinta-feira, o Consórcio Guaicurus alegou que os sócios não teriam obrigações com os aportes. “Não há obrigatoriedade de aportes financeiros no contrato de concessão nem na legislação aplicável. Os sócios estão afastados da gestão por decreto da própria Prefeitura. Não existe cronograma a apresentar. Todos os aportes anteriores foram voluntários. Nenhum decorreu de exigência contratual. Foram feitos porque a receita da tarifa não cobre o custo da operação e porque os repasses do Município atrasavam, afetando o fluxo de caixa. Foi esse dinheiro, e não a tarifa, que pagou combustível, manutenção e salários nos últimos anos.” Prefeitura decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. (Léo de França, Jornal Midiamax) Por outro lado, o interventor reforça que a intervenção pública não retira a obrigação societária dos empresários sobre o negócio e que eles não podem ‘lavar as mãos’ financeiramente por estarem afastados da gerência. “Eles continuam tendo responsabilidade com os usuários. Então, o que mudou? O fato de ter um gestor indicado pela prefeitura mudou o fato de que eles já vinham fazendo aporte mensalmente para manter os serviços? Então, assim, entrou agora, não vou fazer mais nada? Na verdade eu não pedi aporte, eu pedi para manter o que vinha sendo feito”, pontuou Aléxandro. Ele encerra o assunto dizendo que não há justificativa legal para suspender esses valores e que a Procuradoria e a Justiça serão acionadas para responsabilizar os sócios caso eles decidam cortar o envio de recursos, o que configuraria mais uma “decisão de gestão” prejudicial por parte do grupo. A reportagem também questionou os sócios do Consórcio Guaicurus sobre as manobras para supostamente boicotar os trabalhos da intervenção. Confira a nota com a resposta do Consórcio na íntegra: “Sobre os apontamentos atribuídos ao interventor, o Consórcio Guaicurus esclarece:A programação de viagens do sistema não é definida pela concessionária. As ordens de serviço que estabelecem frota, horários e número de viagens são expedidas pelo poder concedente. A concessionária executa o que lhe é determinado. Não há, portanto, como o Consórcio ter aumentado viagens por decisão própria, seja para prejudicar quem quer que seja, seja por qualquer outro motivo. Se houve alteração no número de viagens em junho, ela consta de ordem de serviço, com número, data e assinatura. O documento é público e resolve a questão objetivamente. O Consórcio solicita que seja apresentado.Registre-se ainda que o próprio decreto de intervenção confere à equipe interventora o poder de expedir ordens de serviço, desde 16 de junho.Quanto aos aportes, a afirmação do interventor confirma o que o Consórcio sustenta há anos: o sistema vinha sendo mantido por recursos que não vêm da tarifa. Sobre a interrupção, alguns pontos: desde 16 de junho os administradores do Consórcio estão com os poderes de gestão suspensos por ato do Município; e o próprio interventor declarou, em junho, que não faria aporte extraordinário.Não é possível afastar a administração, bloquear os recursos e, em seguida, responsabilizar a administração afastada por não aportar.O Consórcio colabora integralmente com a intervenção, não recebeu qualquer imputação formal nesse sentido e apresentará suas manifestações no procedimento administrativo instaurado, que é a via adequada para essa discussão.“ Fonte: Midiamax

  • Editora que fechava contratos milionários em MS fica em ‘salinha’ na Avenida Paulista

    Edifício onde fica a Editora Avante. (Reprodução, Maps) Gaeco cumpriu mandado no endereço, que é o terceiro registrado pela empresa suspeita de fraudes A Editora Avante, investigada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por fraudes em contratos em prefeituras de Mato Grosso do Sul, fica em uma ‘salinha’ em prédio comercial em um dos principais polos empresariais e financeiros de São Paulo: a Avenida Paulista. O Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão no local ao deflagrar a Operação Gutenberg no último dia 7 de julho. Esse é o último endereço da Editora Avante, principal empresa usada no esquema que desviou R$ 27 milhões. O empreendimento também já foi sediado em São Bernardo do Campo e Osasco. Consta na relação dos investigadores que a empresa está no nome de Valesca Thais Albuquerque Teixeira, que também foi alvo de busca e apreensão do Gaeco. Entretanto, outros dois investigados já passaram pelo quadro de donos da empresa: Rhayane Souza Fanaia e Joatan Gomes Peixoto, ambos presos na operação. Os investigadores apontam que todos são laranjas de Rossana Paroschi Jafar, matriarca do Clã Jafar, que era o ‘cérebro’ do esquema. Imóvel comercial Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a sala onde consta como sede da Avante pouco tinha ares de empreendimento com capital de R$ 400 mil e dezenas de contratos milionários no interior de MS. O local não comportaria o funcionamento de uma editora. Segundo consulta em sites imobiliários, os aluguéis variam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para salas simples, com um cômodo, banheiro e cozinha. Balcão de negócios O esquema se valia da participação de Ed Carlo Britto Burgatt, ex-chefe da regulação da Saúde no Estado — que está preso. Ele usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros das editoras do grupo. O Gaeco identificou indícios de irregularidades e fraudes no uso do mecanismo de inexigibilidade de licitação: “A justificativa de que os materiais fornecidos seriam de edição e publicação exclusivas da EDITORA AVANTE não passou de tentativa de conferir ares de legalidade às fraudulentas contratações milionárias”. Para os investigadores, a dentista Rossana Paroschi Jafar seria a verdadeira dona da Editora Avante, aberta inicialmente em nome de sua então nora, Rhayane Souza Fanaia. Caminho do dinheiro As investigações do Gaeco mostraram que o dinheiro que caía na conta da editora como pagamento das prefeituras era escoado para os demais integrantes do grupo criminoso. Rhayane obedecia às ordens do clã Jafar — apontado como o líder do esquema de corrupção, tendo como membros a matriarca Rossana Jafar e os filhos, Olívia e Pedro, que estão presos, além de Giovanni, ex-marido de Rhayane. Os saques seriam realizados por Rhayane e distribuídos aos demais membros da organização criminosa a mando do clã Jafar, como destaca trecho do relatório de investigação do Gaeco. Reportagem do Jornal Midiamax revelou detalhes de como Rhayane, uma estudante, dona de brechó, virou ‘laranja’ da sogra para ficar com cerca de 1% do lucro do esquema de corrupção. Clã Jafar comandava esquema O relatório de investigação do Gaeco aponta que, após a morte em 2021 do patriarca da família Jafar, Mirched, por covid, a viúva, Rossana Jafar, e os filhos, Olívia, Giovanni e Felipe, abriram outros CNPJs para continuar com operações de corrupção. A Gráfica Alvorada, que ainda pertence ao clã, é implicada em lavagem de dinheiro no contexto da Operação Lama Asfáltica. Quebra de sigilo fiscal apontou que o clã recebia diversas transferências em sua conta pessoal, vindas da Editora Avante, a qual firmava contratos com os municípios. Para o Gaeco, a matriarca da família, Rossana, era a verdadeira cabeça por trás do esquema e da Editora Avante — que levava o nome da então esposa de Giovanni, Rhayne Fanaia. Durante o cumprimento dos mandados, Rossana foi flagrada com munições intactas e também responde pelo crime de posse de arma de fogo. Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e R$ 3 milhões em cheques durante toda a ação. Operação Gutenberg O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’. Confira a lista atualizada de presos na operação: Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica; Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo; Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul; Giovanni Paroschi Jafar – empresário; Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core); Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde; Joatan Gomes Peixoto – empresário; Matheus Oliveira Peixoto – empresário; Francisco Anízio dos Santos – empresário; Douglas Henrique de Melo – empresário; Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas; Gabriel Taquino de Paula – advogado; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil. Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva — que seria de Rhayane — e 1 mandado de busca e apreensão. A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado. Fonte: Midiamax

  • Prefeitura abre crédito suplementar de R$ 5,5 milhões para obras nas Moreninhas

    (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Recurso será usado em desapropriações para pavimentação e drenagem no acesso ao bairro A prefeita Adriane Lopes (PP) assinou um decreto que abre crédito suplementar de R$ 5,5 milhões para uma única secretaria de Campo Grande. A informação foi publicada no Diogrande desta sexta-feira (17). De acordo com o Diário Oficial da Capital, todo o montante será encaminhado para a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). O repasse é classificado como “aporte financeiro para pagamento das desapropriações decorrentes das obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais do acesso à região do bairro Moreninhas”, na Capital. Com isso, a Prefeitura garante verba para avançar nas etapas de desapropriação ligadas às obras de acesso ao Moreninhas, que incluem a nova malha asfáltica e a rede de drenagem pluvial na região. O decreto já está em vigor. Fonte: Midiamax

  • UEMS divulga local de prova para docentes de educação especial na Capital

    UEMS de Campo Grande. (Divulgação, Governo do Estado, Chico Ribeiro) Prova escrita será realizada em Campo Grande, no dia 29 de julho de 2026 A prova para docência na área de educação especial será realizada na unidade universitária da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande. A comissão organizadora divulgou no DOE (Diário Oficial do Estado) a relação com 12 nomes e a sala. O sorteio para as provas escrita e didática será no Auditório do bloco A da UEMS em Campo Grande, às 9h (horário de MS) do dia 28 de julho. Já a prova escrita será às 13h do dia seguinte, 29 de julho. Os 11 candidatos selecionados para realização da avaliação devem ir até a sala T10, bloco E, no piso térreo da universidade. O candidato que solicitou o atendimento especial também realizará a prova na unidade universitária da UEMS em Campo Grande. Serviço Sorteio das provas escrita e didática Local: Auditório do bloco A, da Unidade Universitária da UEMS em Campo Grande, na Avenida Dom Antônio Barbosa, 4.155, Vila Santo Amaro. Horário: 9h Data: 28 de julho de 2026 Realização da prova escrita Local: Sala T10, Bloco E, no piso térreo da Unidade Universitária da UEMS em Campo Grande, na Avenida Dom Antônio Barbosa, 4.155, Vila Santo Amaro. Horário: 13h Data: 29 de julho de 2026 Confira lista dos candidatos: Fonte: Midiamax

  • Dupla de MT que caçava rivais de facção criminosa morre em confronto em Bataguassu

    Confronto em Bataguassu. (Foto: Da Hora Bataguassu) Dupla foi encontrada após operação policial contra facções criminosas na cidade Dois homens, sendo um identificado como Kauan Felipe Isa Rodrigues, de 18 anos, e outro que não teve a identidade revelada, morreram durante um confronto na manhã desta sexta-feira (17), em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande. O confronto aconteceu no bairro Jardim Campo Grande. Segundo informações do site Da Hora Batagussu, a dupla seria de Mato Grosso e estaria na cidade para praticar crimes contra integrantes de facção rival. Os dois foram encontrados dentro de uma casa, durante uma operação contra facções criminosas na cidade. A ação contou com equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). A dupla reagiu ao ver a equipe policial. Então, houve o confronto que terminou com os dois mortos. Com eles, foram encontrados uma pistola calibre 9 milímetros e um revólver. A dupla é investigada por homicídios acontecidos em Nova Andradina. A ocorrência está em andamento. *Informações do portal Da Hora Bataguassu. Fonte: Midiamax

  • Pai encontra filho carbonizado dentro de casa em aldeia de Dourados

    Casa destruída - Foto: Leandro Holsbach/ Dourados Informa Caso segue sendo investigado Um jovem de 24 anos, identificado como Natanael Vilhalba, foi encontrado morto carbonizado dentro da própria casa. O corpo foi encontrado na manhã desta sexta-feira (17), na Aldeia Jaguapiru, próxima a uma escola municipal indígena, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o portal Dourados Informa, o pai do jovem viu a casa em que ele mora pegando fogo na noite de quinta-feira. Conforme o portal, o pai não imaginou que o filho estaria dentro do imóvel. Contudo, ao ir no local na manhã desta sexta (17), viu o rapaz já sem vida. Segundo a família, Natanael não tinha costume de cozinhar e sempre fazia as refeições na casa dos pais. Porém, o jovem fumava. A Polícia Militar, Perícia Técnica e Polícia Civil estiveram no local. *Informações do portal Dourados Informa Fonte: Midiamax

  • Donos de veículos apreendidos têm 10 dias para retirar bens antes de leilão do Detran-MS

    Detran-MS. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax) A relação inclui veículos em Campo Grande, Dourados e outras quatro cidades Proprietário de veículos apreendidos em Mato Grosso do Sul tem o prazo de 10 dias para retirar os bens dos pátios do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) antes que sejam colocados em leilão. A definição foi publicada na edição do DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (17). Conforme o documento, caso os responsáveis não compareçam às agências onde os veículos estão custodiados, os mesmos serão levados a leilão, na modalidade de circulação ou sucata, repassando os custos de possíveis débitos existentes, caso eles existam, aos antigos proprietários. A relação divulgada pelo órgão inclui automóveis recolhidos nas cidades de Campo Grande, Dourados, Jaraguari, Nioaque, Paranaíba e São Gabriel do Oeste. Confira no documento abaixo a lista completa de condutores notificados pelo Detran-MS para a retirada dos veículos. Fonte: Midiamax

  • Justiça concede liberdade para empresário preso por extorsão em Campo Grande

    Madeira - Ilustrativa Homem pode viajar apenas para Ribas do Rio Pardo, onde tem empresa O empresário de 72 anos preso por extorsão teve a liberdade provisória pela Justiça de Campo Grande na manhã desta sexta-feira (17), após audiência de custódia. A decisão permite que o idoso possa viajar apenas para Ribas de Rio Pardo, onde tem empresa. O empresário foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) na tarde de quarta-feira (15). Ele é suspeito de pressionar o dono de uma madeireira durante a compra de materiais. A prisão aconteceu após a vítima procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. Ela afirmou que comprou do empresário cerca de R$ 200 mil em madeiras e teria pago R$ 100 mil à vista. O valor restante foi pago em cheque. Contudo, o idoso estaria cobrando juros no valor de 10% desde o início da dívida, que ultrapassaria o valor de R$ 500 mil. Em seguida, o empresário teria começado a pressionar a vítima para fazer os pagamentos, considerados indevidos. Ele teria exigido ainda pagamento de valores a título de juros, ameaçando a vítima caso não aceitasse as condições que estavam sendo impostas. Ainda, teria afirmado que, caso a dívida não fosse resolvida “da maneira dele”, “iria passear com um terceiro dentro do carro”. Já na quarta-feira, o advogado do empresário afirmou ao Jornal Midiamax que não houve extorsão. “Vai comprovar que jamais praticou qualquer tipo de extorsão contra qualquer pessoa. Na verdade, tudo o que foi feito neste caso ocorreu mediante contrato e consenso, e jamais de forma agressiva, violenta ou com a intenção de obter qualquer tipo de vantagem indevida”, afirmou a defesa, representada pelo advogado Gustavo Lazzari. Prisão Na tarde de quarta-feira (15), os policiais foram acionados com a informação de que o suspeito estaria indo até a madeireira para dar continuidade às exigências consideradas ilícitas. Com isso, uma operação de monitoramento foi realizada nas proximidades do estabelecimento até o momento em que o suspeito chegou ao local. Durante a abordagem, o idoso resistiu e precisou ser algemado; no entanto, teria posteriormente colaborado com as medidas legais. Assim, ele foi encaminhado para a delegacia de polícia. Já a vítima entregou aos policiais diversos documentos, comprovantes de pagamentos e a máquina de cartões que, segundo as investigações, era utilizada para direcionar valores recebidos pela empresa diretamente ao suspeito. Fonte: Midiamax

  • Justiça Eleitoral inicia prazo para criação de novos locais de votação

    Imagem ilustrativa. (Foto: Divulgação, TSE) Segundo o calendário eleitoral, a medida vale para municípios com mais de 100 mil eleitores A partir desta sexta-feira (17), a Justiça Eleitoral inicia o período para habilitação e criação de novos locais de votação em municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas. A medida faz parte do calendário das Eleições 2026 e deverá ser cumprida até o dia 20 de agosto. Durante esse período, conforme o calendário eleitoral de 2026, os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) deverão habilitar locais de votação ou criar novos espaços destinados a receber eleitores, conforme a necessidade de cada município. A iniciativa busca garantir melhor distribuição das seções eleitorais e oferecer maior comodidade aos eleitores durante o pleito. Também começa nesta sexta-feira o prazo para a criação, no Cadastro Eleitoral, de novos locais de votação destinados ao funcionamento de seções eleitorais em estabelecimentos penais e unidades de internação de adolescentes, nos casos em que esses locais ainda não estejam cadastrados. A medida assegura a organização antecipada das seções eleitorais voltadas às pessoas privadas de liberdade provisoriamente e aos adolescentes internados que possuem direito ao voto, garantindo o exercício desse direito conforme previsto na legislação eleitoral. As providências integram o cronograma oficial das Eleições 2026 e deverão ser concluídas até 20 de agosto, permitindo que a Justiça Eleitoral organize a infraestrutura necessária para o funcionamento das seções eleitorais em todo o país. Fonte: Midiamax

  • Morto em confronto durante operação, era do Comando Vermelho e suspeito de assassinatos

    Armas e motocicleta apreendidas no local do confronto. (Reprodução, Polícia Civil) Kauan e um adolescente estariam se escondendo em uma casa em Bataguassu Kauan Felipe Isa Rodrigues, de 18 anos, morto em confronto durante uma ação policial em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande, era apontado como integrante do CV (Comando Vermelho). Kauan e um adolescente de 15 anos morreram na manhã desta sexta-feira (17) após reagirem à abordagem das equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). De acordo com a polícia, Kauan era investigado por envolvimento nos últimos assassinatos ocorridos em Nova Andradina. Nesta semana, a Polícia Civil de Nova Andradina deflagrou a Operação Liberdade Duradoura para apurar os homicídios supostamente relacionados à disputa territorial entre organizações criminosas rivais. Nas primeiras horas da manhã desta sexta (17), as equipes do Garras, em conjunto com a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e a Delegacia de Polícia de Bataguassu, foram até um endereço para cumprir um mandado de prisão. Isso porque a polícia de Nova Andradina havia descoberto que os jovens estariam se escondendo em uma casa no município de Bataguassu. Durante as diligências no imóvel, os policiais encontraram Kauan e o adolescente. Após reagirem à intervenção policial com armas de fogo, os dois foram baleados e encaminhados ao hospital, mas não resistiram. No local do confronto, foram apreendidas duas armas de fogo e uma motocicleta usada pelos jovens nas ações criminosas, além de um pote de pasta base de cocaína. Diante dos fatos, a Polícia Científica foi acionada para os levantamentos. Operação Liberdade Duradoura Com quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão, a Operação Liberdade Duradoura foi deflagrada na terça-feira (14) para apurar uma tentativa de expansão de uma facção para a região do Vale do Ivinhema, além da participação de seus membros nos últimos assassinatos registrados na região. A operação foi deflagrada pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da 1ª DP (Delegacia de Polícia) de Nova Andradina com o objetivo de apurar vários assassinatos ocorridos na cidade, supostamente relacionados à disputa territorial entre organizações criminosas rivais. Em quatro dias, duas pessoas foram assassinadas em Nova Andradina. Um suspeito foi morto em confronto durante a onda de violência, em meio a uma disputa entre facções criminosas. Antes da operação de terça (14), um suspeito foi preso em Nova Andradina e uma mulher foi presa em Mato Grosso. Com a suspeita de que havia um integrante do CV em um endereço, os policiais foram até uma casa no bairro Cristo Rei para cumprir um mandado de prisão temporária contra um rapaz de 28 anos. Durante as buscas no imóvel, foram encontrados cinco recipientes de tinta spray de cor vermelha e um aparelho celular. Na ocasião, os policiais tomaram conhecimento de que o spray era do alvo da operação. Logo, a equipe apurou que, recentemente, foram identificadas várias pichações em Nova Andradina com mensagens alusivas ao CV e ao PCC, evidenciando a disputa entre as facções na cidade. Segundo o registro policial, algumas das pichações alusivas às organizações criminosas foram encontradas próximas à casa do alvo da operação. Além do mandado de prisão temporária, o investigado foi preso em flagrante por integrar organização criminosa. Fonte: Midiamax

  • Briga por pipa teria motivado tiro em mulher em campo de futebol no Jardim Colorado

    Moradores soltando pipa em Campo Grande. (Arquivo, Midiamax) Suspeito tentou tomar pipa do filho da vítima Uma briga por pipa teria motivado o disparo de um tiro na perna de uma mulher, no fim da tarde de quarta-feira (15), no bairro Parque do Sabiá, mais conhecido como Colorado, em Campo Grande. A mulher foi atingida ao tentar intervir em uma briga envolvendo o filho, que teria tido a pipa tomada pelo suspeito de efetuar o tiro. Em entrevista ao Jornal Midiamax, um morador próximo do local, que preferiu não se identificar, confirmou a informação. A confusão aconteceu em um campinho de futebol do bairro. O local é frequentado por adolescentes e populares no fim da tarde, para soltar pipa. Segundo o morador, a população do bairro aproveita esta época do ano, em que a presença de ventos é intensa, para soltar pipa. Contudo, o morador afirma que a região é perigosa. “Aqui ninguém fala nada, aqui o negócio é ficar quieto”, explicou. Segundo o morador, há rixas na região. As confusões ocorreriam porque pessoas de bairros vizinhos iriam para a região do Colorado. Crime A mulher foi baleada por volta das 17h30 de quarta-feira (15) em um campinho de futebol localizado no Jardim Colorado, na região sul de Campo Grande. De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar prestava apoio a outra viatura quando recebeu sinal de um veículo que levava uma mulher atingida por disparo de arma de fogo para o CRS (Centro Regional de Saúde) Aero Rancho. Diante da situação, a viatura da PM escoltou o carro até a unidade de saúde. No local, a vítima disse à polícia que estava em um campo de futebol, com várias pessoas, quando foi atingida por um tiro. O disparo atingiu a mulher na parte superior do joelho direito, atravessou a perna e ficou alojado na região superior do joelho esquerdo. A mulher foi socorrida pela irmã e chegou ao CRS consciente, orientada e sem sangramento ativo. Depois dos primeiros atendimentos médicos, ela foi transferida para a Santa Casa. A Polícia Militar ainda tentou reunir informações no local onde ocorreu o disparo, mas, ao voltar ao campo, ele já estava vazio. O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento do Centro Integrado de Polícia Especializada) e será investigado. Fotos: Pietra Dorneles - Midiamax Fonte: Midiamax

  • Por amor à filha, campo-grandense põe fim à fuga e se entrega à polícia

    Empresária se entrega à polícia por amor à filha e cria peril nas redes relatando a história. (Foto: Reprodução, Redes Sociais; Arquivo Pessoal) ‘Decidi compartilhar minha história porque eu percebi que ela poderia servir de alerta para outras pessoas’, explica detenta Empresária campo-grandense de 33 anos resolveu compartilhar nas redes um episódio marcante de sua vida. Por escolhas tomadas na juventude, ela foi alvo de mandado de prisão, em 2020, por associação ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Ciente da ordem judicial, a mulher ficou foragida por 11 meses, quando resolveu se entregar à polícia de Campo Grande (MS) em maio deste ano por amor à filha. “Para evitar o trauma de uma eventual prisão na presença da minha filha, tomei a iniciativa de enfrentar a situação e assumir a responsabilidade pelas minhas ações”, relembra a empresária em entrevista ao Jornal Midiamax. À época, sua filha era recém-nascida, com apenas quatro dias de vida. Quando a bomba estourou, a campo-grandense trabalhava como técnica de enfermagem e ficou sob custódia durante dois dias. A curta estadia na prisão foi respaldada pela Lei nº 13.769, que estabelece prisão domiciliar para mulher gestante ou responsável por crianças dependentes. Após quatro anos, com o uso de tornozeleira durante quase dois deles, ela relata que a consciência de seus atos começou a vir à tona. “Esse capítulo da minha vida mudou completamente a minha forma de enxergar tudo. Antes eu achava que algumas coisas ficavam no passado, mas eu aprendi que, dependendo do tipo de escolha que a gente fizer na nossa vida, com certeza vai ter consequência por muitos anos. Mas, depois de tudo isso, eu passei a valorizar coisas simples que antes eu não valorizava tanto, como estar na minha casa, poder trabalhar, olhar o céu, andar na rua. Estar perto da minha família e da minha filhinha, né? A liberdade, ela não tem preço que pague”, observou. Em 2025, no entanto, decisão judicial a sentenciou à pena de cinco anos em regime fechado pelo crime de associação ao tráfico de drogas e a inocentou da acusação de associação ao crime organizado. Quando soube da sentença, a empresária fugiu, período em que ficou foragida por 11 meses. Para ela, a pena já havia sido cumprida. “Eu fugi e entrei em contato com a minha advogada, porque essa pena já se encontrava paga. Eu já havia cumprido 1 ano e 8 meses de tornozeleira e eu já havia cumprido outras medidas diversas da prisão que também contam como a pena em si”, contou. Nesse tempo, a evadida ficou na expectativa de que algum juiz revogasse a sentença, o que não aconteceu. Diante de tais circunstâncias e do modo como estava vivendo, privada de sua liberdade, além do impacto que a história poderia causar à sua filha, ela resolveu se entregar. “Eu vivia em constante temor, sem paz ou tranquilidade. Com a virada do ano, comecei a me preparar psicologicamente e a organizar a rotina familiar para enfrentar a realidade. Decidi encerrar a fuga, principalmente em consideração à minha filha pequena, que depende de mim”, frisou. Atualmente, a empresária cumpre pena em liberdade condicional. A história nas redes A decisão de relatar o ocorrido no TikTok surgiu com o objetivo de conscientizar os seguidores e discutir o estigma que ex-detentos sofrem. “Eu decidi compartilhar minha história porque eu percebi que ela poderia servir de alerta para outras pessoas. Eu vivi as consequências dos meus erros e eu quero usar essa experiência para falar sobre arrependimento, família, liberdade e recomeço também”, explicou. Após tornar pública sua experiência, a campo-grandense confessa ter ficado surpresa com a repercussão. “Muitas pessoas começaram a se identificar com o que eu tinha postado, por causa de familiares presos, ou alguns estavam com saudade da mãe por causa disso e outros, por recomeço, por ser sobre pessoas que também erraram e mudaram de vida”, detalhou. Mas a empresária acrescenta que o preconceito veio à tona e, com ele, os julgamentos. Contudo, ela preferiu focar em quem se identificou com o conteúdo. A detenta também revela que recebeu total apoio dos familiares quando souberam que ela criaria um perfil na internet para contar sua história. “Minha família ofereceu um apoio fundamental, especialmente minha mãe, que me acolheu sem qualquer julgamento. Quanto à internet, eu estava ciente de que críticas surgiriam, dado o preconceito enraizado em torno do sistema prisional”, afirmou. Sobre o impacto de seu passado em sua filha, atualmente com cinco anos, ela revela que tem sido uma experiência marcada por muita conversa e, atualmente, a criança tem uma boa relação com o passado da mãe. “A minha filha é uma criança muito inteligente. Então eu expliquei que, quando a gente comete alguma coisa errada, mesmo que seja lá atrás, existe consequência quando a gente se torna adulto. Se a gente não faz as coisas certas, a gente é penalizado. Em relação à rede social, ela acha tudo muito engraçado e gosta”, acrescentou. Atualmente, a empresária tem um perfil no TikTok com mais de 7 mil seguidores. A conta, criada em 2020, foi transformada em um “diário” relatando sua trajetória neste mês. Desde então, os seguidores têm reagido expressivamente às suas postagens, que foram de 13 mil visualizações para mais de 700 mil. “Minha intenção ao contar essa história não é romantizar a prisão nem me fazer de vítima. É falar sobre consequências, recomeço e como uma escolha errada pode mudar a vida de uma pessoa e da família”, finalizou. Fonte: Midiamax

  • Perigo de vendavais, bolha de calor e secura de deserto alertam para risco de incêndios em MS

    Incêndio em vegetação. (Mateus Andrade, Jornal Midiamax) Ventos podem chegar a 100 km/h, com 10% de umidade e temperatura máxima de 38°C Mato Grosso do Sul entra em situação de ‘perigo’ para vendavais de até 100 km/h nesta sexta-feira (17), segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O Estado também deve registrar umidade relativa do ar de até 10% e bolha de calor, com temperaturas de até 38°C no fim de semana. A combinação de vento forte, secura de deserto e ‘calorão’ facilita a ocorrência de incêndios florestais. Na quinta-feira (16), Pedro Gomes foi a cidade mais quente de Mato Grosso do Sul, com 36,2°C. A região pantaneira de Nhumirim e a cidade de Corumbá registraram 35,6 °C de máxima. Em Porto Murtinho, o calor chegou a 34,3°C, enquanto os termômetros de Campo Grande marcaram até 32,1°C. Já a umidade chegou a 26% em Água Clara e Paraíso das Águas, e valores abaixo do ideal também foram registrados em outras regiões. A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica que esta sexta-feira (17) será mais um dia de temperaturas acima da média, por influência de uma ‘bolha de calor’. As máximas devem variar de 30°C a 36°C na sexta, mas podem chegar a 38°C até segunda-feira (20). Já a umidade pode ficar entre 10% e 30%, valores considerados muito baixos, que se aproximam da secura do deserto. O Cemtec informa que não há previsão de acumulados de chuva para os próximos sete dias em Mato Grosso do Sul. Também chama a atenção a atuação do jato de baixos níveis, uma corrente de vendavais intensos. O Inmet alerta que o cenário é de “perigo”, com variação dos ventos entre 60 km/h e 100 km/h. Há risco de queda de árvores e destelhamento de casas. Dessa forma, o Cemtec alerta que a persistência do tempo quente, seco e com baixa umidade relativa do ar aumenta muito o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, o que exige atenção redobrada. Outra recomendação é reforçar a hidratação, evitar a exposição prolongada ao sol nos períodos mais quentes e secos do dia e tomar cuidados com crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e animais. Fonte: Midiamax

  • Policial penal é preso após investigação descobrir ‘correria’ de drogas para presídio

    Itens apreendidos que culminaram na investigação. (Fala Povo Midiamax) Policial foi preso por uma equipe da Denar e passa por audiência de custódia nesta sexta-feira (17) Um policial penal de 42 anos, Eder Pereira Vilhalva, investigado por tráfico de drogas dentro do presídio, foi preso preventivamente na quinta-feira (16), em Campo Grande. O agente, que recebe salário de R$ 9.906, passa por audiência de custódia nesta sexta-feira (17). Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, as investigações começaram em 28 de agosto do ano passado, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira de Regime Semiaberto. Na ocasião, policiais penais teriam se incomodado com o forte odor de entorpecente vindo do alojamento masculino. Assim, foram analisadas imagens de câmeras de segurança e as investigações identificaram o policial ingressando no local com uma mochila cheia de objetos. Ao deixar o local, ele carregava a mesma mochila, visivelmente vazia. Dentro de um armário, foram encontrados 24 carregadores de celular, uma balança de precisão com resquícios de droga, 4,4 quilos de maconha e 1 quilo de cocaína. Entre os itens apreendidos, estava um caderno com anotações manuscritas de conteúdo suspeito. As imagens de câmeras de segurança registraram o policial entrando no local com mochilas com capacidade compatível para transportar os produtos apreendidos. Policial negou tráfico de drogas As investigações observaram divergências entre os depoimentos do policial e os indícios de autoria. Isso porque ele negou os fatos e apresentou uma versão diferente dos relatos de testemunhas. O servidor também se recusou a fornecer o acesso aos dados armazenados em seu aparelho celular. Com o avanço das investigações, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) pediu a prisão preventiva do policial. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se manifestou favorável aos pedidos e a Justiça decretou a prisão preventiva do servidor, além da busca e apreensão domiciliar e da quebra do sigilo telefônico e telemático. Informações obtidas pela reportagem indicam que o policial estaria sendo investigado desde que atuava em Ponta Porã, porém, o mandado de prisão preventiva é referente somente ao flagrante de drogas na Capital. Após ser transferido para Campo Grande, o policial teria continuado a empreitada criminosa e foi encaminhado para outro setor. O que diz a Agepen? O Jornal Midiamax acionou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e foi informado, em nota, que a prisão aconteceu após a conclusão de procedimentos investigativos conduzidos com rigor técnico. A agência ressaltou a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e afirmou que não compactua com condutas ilícitas. Confira a nota na íntegra: “A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informa que a prisão do policial penal ocorreu após a conclusão de procedimentos investigativos conduzidos com rigor técnico, que confirmaram, por meio de exames periciais, a vinculação da substância entorpecente apreendida ao servidor investigado. O caso teve início a partir da atuação de policiais penais da própria unidade prisional, que identificaram a irregularidade, realizaram a apreensão do material e adotaram imediatamente todas as providências legais e administrativas cabíveis. A partir desse trabalho, foram instaurados os procedimentos competentes, culminando na produção das provas técnicas que subsidiaram a responsabilização criminal. A atuação demonstra que a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul dispõe de mecanismos permanentes de fiscalização, controle interno e investigação, que operam de forma técnica, transparente e independente, assegurando a apuração rigorosa de qualquer indício de irregularidade, independentemente de quem seja o investigado. A instituição não compactua com condutas ilícitas e adota tolerância zero em relação a práticas que contrariem a legislação e os princípios que regem o serviço público. Eventuais desvios de conduta são tratados com absoluto rigor, observando-se o devido processo legal e a responsabilização nas esferas administrativa e criminal, sempre que comprovados. É importante destacar que condutas individuais não representam a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, composta por profissionais que, diariamente, desempenham suas funções com responsabilidade, legalidade e compromisso com a segurança pública. A identificação da irregularidade, a adoção imediata das providências e a responsabilização do investigado demonstram a efetividade dos mecanismos de controle institucional e o compromisso permanente da Agepen com a integridade, a transparência e a proteção da sociedade.” Fonte: Midiamax

  • Filtro na Urna Digital: Sob Nunes Marques, TSE Cerca Big Techs e Gigantes de I.A. para Blindar as Eleições de 2026

    Imagem: Gemini Em uma das movimentações institucionais mais importantes antes do início oficial da campanha eleitoral, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, selou uma coalizão inédita com o setor de tecnologia para tentar frear o avanço de crimes cibernéticos na política. Em cerimônia oficial na Corte, o tribunal firmou novos memorandos de entendimento com as principais plataformas digitais e, pela primeira vez, garantiu a adesão formal de desenvolvedoras de inteligência artificial generativa ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação. A medida foca integralmente em criar barreiras preventivas rápidas e punições severas contra o uso ilícito de ferramentas tecnológicas, como a clonagem de voz e os vídeos ultrarrealistas (deepfakes), que ameaçam contaminar o debate público e fraudar a escolha dos eleitores nas Eleições de 2026. A Aliança Inédita: Big Techs e Empresas de I.A. no Banco dos Réus Eleitoral Até o pleito passado, os acordos de cooperação da Justiça Eleitoral envolviam essencialmente redes sociais e aplicativos de mensagens (como Meta, Google e TikTok) em um modelo amplamente reativo. Sob a gestão de Nunes Marques, a estratégia mudou de patamar para sufocar o problema diretamente na raiz de sua criação. Além de renovar as diretrizes com sete plataformas digitais de exibição de conteúdo, o TSE trouxe para o acordo as três principais desenvolvedoras globais de inteligência artificial generativa: OpenAI (criadora do ChatGPT). Anthropic (desenvolvedora do modelo Claude). ElevenLabs (líder global em softwares de clonagem de voz e dublagem sintética). A Divisão de Responsabilidade: "A experiência demonstra que a leitura simplista de oposição inevitável entre regulação e inovação é falha. A única saída viável é a união de esforços", defendeu Nunes Marques, ressaltando que o objetivo é estabelecer uma governança capaz de antecipar riscos. O Mecanismo Prático: Do Reativo ao Preventivo A espinha dorsal dessa nova parceria é a substituição do antigo modelo — no qual o tribunal precisava ser provocado para mandar derrubar um link — por uma lógica baseada em planos de conformidade obrigatórios. Abertura das Caixas-Pretas Metodológicas Uma nova portaria editada pela presidência do TSE impõe que as plataformas digitais abram suas metodologias e apresentem propostas claras para prevenir e mitigar riscos sistêmicos ao processo eleitoral. Isso obriga as empresas de tecnologia a dar transparência total sobre os critérios que usam para aprovar o impulsionamento de anúncios políticos pagos e abrir acesso detalhado ao funcionamento de suas bibliotecas de anúncios. A Rastreabilidade de Conteúdos Sintéticos Com a adesão das empresas criadoras de I.A., o TSE ganha canais diretos de interlocução para agilizar a identificação de materiais forjados e aplicar marcas d’água digitais ou metadados que acusem a origem artificial da mídia. As Regras de Ferro e Punições para as Eleições de 2026 As diretrizes assinadas nos memorandos servem para instrumentalizar a fiscalização das duras regras eleitorais aprovadas pelo plenário da Corte. As normas fixam punições que vão muito além de multas administrativas: Rotulagem Obrigatória: O uso de Inteligência Artificial na propaganda eleitoral é permitido, desde que o material avise o eleitor de forma altamente destacada que o conteúdo foi fabricado ou alterado artificialmente, detalhando qual ferramenta foi utilizada. Janela de Silêncio Digital: Fica terminantemente proibida a veiculação, recomendação ou replicação de qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial no período crítico compreendido entre as 72 horas anteriores à votação e as 24 horas posteriores ao fechamento das urnas. Cassação de Registro e Perda de Mandato: Candidatos que utilizarem deepfakes maliciosas para caluniar adversários, simular declarações falsas ou destruir a noção de realidade do eleitor serão investigados por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político, o que pode resultar na invalidação direta da chapa. O Grande Desafio Técnico dos Próximos Meses Embora a frente jurídica e política montada pelo TSE demonstre força institucional, as Big Techs manifestaram preocupação nos bastidores em relação ao curto espaço de tempo para adaptar seus modelos de negócio e aplicar filtros técnicos infalíveis em escala continental. A engenharia reversa para detectar vídeos manipulados em tempo real avança de forma mais lenta do que a capacidade dos criminosos de gerar novas ferramentas de falsificação. A menos de três meses do pleito, a Justiça Eleitoral brasileira corre contra o relógio para garantir que o eleitor decida seu voto com base em propostas reais, e não em mentiras geradas por algoritmos. Para acompanhar de perto as discussões oficiais e os detalhes do evento, assista à cobertura completa do anúncio das parcerias no vídeo institucional do TSE sobre os acordos de desinformação com as plataformas e empresas de I.A.. O registro detalha o pronunciamento de Nunes Marques e a adesão das gigantes de tecnologia para as eleições deste ano.

  • A Canetada de 10 Minutos: Senado Aprova Projeto que Reduz em 37% Área de Proteção de Floresta na Amazônia

    Imagem: Gemini Em uma sessão relâmpago, o Plenário do Senado Federal aprovou de forma simbólica e em regime de urgência o Projeto de Lei nº 2.486/2026. A proposta reduz drasticamente os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, localizada no sudoeste do Pará, no coração da Amazônia Legal. O texto aprovado retira 486 mil hectares da unidade de conservação — o equivalente a mais de um terço (37%) de sua extensão original e uma área comparável ao tamanho do Distrito Federal. Essa porção de floresta sob regras rígidas será reclassificada como uma Área de Proteção Ambiental (APA), categoria jurídica que abre as portas para a regularização fundiária de posses privadas, agropecuária e mineração. O projeto segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Mecanismo Político: Votação Extra-Pauta a Toque de Caixa A velocidade com que a matéria tramitou no Senado surpreendeu analistas e gerou indignação entre frentes parlamentares ambientalistas. O projeto entrou como item extra-pauta e sua votação completa durou menos de dez minutos. O avanço rápido foi costurado pelo relator da proposta, o senador paraense Jader Barbalho (MDB-PA), que apresentou um requerimento de urgência aprovado dias antes. Essa manobra regimental permitiu que o projeto fosse levado diretamente ao Plenário, ignorando por completo os debates profundos que deveriam ocorrer nas comissões temáticas de Meio Ambiente e Constituição e Justiça. A aprovação repetiu o modelo adotado pela Câmara dos Deputados, onde o texto (de autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr.) havia sido validado durante a chamada "semana do agro". O Embate de Argumentos: O Agro contra os Ambientalistas A decisão do Congresso explicitou a divisão profunda entre as visões de desenvolvimento econômico e preservação ambiental para a Amazônia: A Visão do Agronegócio e Defensores da Medida Bancadas ligadas ao setor produtivo e parlamentares da região sustentam que a redução da Flona é uma medida de justiça social e pacificação fundiária. O argumento central é de que os 486 mil hectares desmembrados já estão ocupados por agricultores e posseiros de forma irregular há anos. Ao transformar a floresta em APA, o Estado consegue conceder títulos de propriedade oficiais, incentivar a agropecuária local e trazer segurança jurídica para quem já produz. Como contrapartida, o texto prevê que os títulos fundiários só serão concedidos se a área não apresentar histórico de desmatamento ilegal recente. O Alerta dos Ambientalistas e do Governo Do outro lado, movimentos socioambientais e cientistas classificam o projeto como um incentivo direto ao crime ambiental. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) emitiu uma nota contundente posicionando-se totalmente contra a nova lei. Segundo a pasta, a reclassificação flexibiliza as regras e "pode intensificar as pressões relacionadas ao desmatamento, à grilagem de terras públicas e à exploração ilegal de madeira". A Flona do Jamanxim foi criada em 2006 estrategicamente ao redor da rodovia BR-163 como uma espécie de "escudo verde" para conter o avanço desenfreado da fronteira agrícola e madeireira. As Consequências Práticas: O que Muda na Floresta? Diferente de uma Floresta Nacional (onde a terra é obrigatoriamente pública e o uso é estritamente regulado para manejo sustentável), a Área de Proteção Ambiental (APA) é o modelo mais permissivo de unidade de conservação no Brasil. Na prática: Propriedade Privada: Terras públicas antes intocáveis poderão ser vendidas ou transferidas formalmente para mãos particulares. Mineração Permitida: O texto aprovado mantém cláusulas explícitas que autorizam a atividade de exploração mineral (garimpo e mineração industrial) tanto na nova APA quanto no pedaço remanescente da Flona, desde que incluído nos planos de manejo. Reassentamento: Caso o ocupante ilegal seja removido de trechos críticos, o texto autoriza o Incra a realocá-lo para outras áreas da Amazônia Legal. Repercussão Internacional e Pressão sobre as Metas Climáticas O "tarifaço" ambiental aprovado pelo Congresso ocorre em um momento delicado da diplomacia brasileira. O país assumiu compromissos internacionais severos de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e reduzir drasticamente a emissão de gases do efeito estufa. A aprovação de uma lei que recorta uma unidade de conservação do tamanho de um estado por pressão do setor agropecuário e mineral envia um sinal contraditório ao mercado externo. Organizações internacionais e parceiros comerciais europeus acompanham o desenrolar da medida, alertando que retrocessos na proteção da Amazônia podem disparar sanções comerciais ou barreiras de importação contra a própria carne e grãos exportados pelo agronegócio brasileiro. A palavra final está agora nas mãos do presidente, que enfrentará o teste de vetar o projeto para sinalizar compromisso ambiental ao mundo ou sancioná-lo para manter a governabilidade com a forte bancada do agro no Congresso.

  • A Epidemia dos Médicos Fantasmas: Como Criminosos Usam I.A. para Forjar Profissionais e Enganar Pacientes

    Imagem: Gemini O avanço acelerado das ferramentas de Inteligência Artificial generativa abriu uma nova e perigosa fronteira para o crime organizado no Brasil: a criação de falsos médicos digitais. Utilizando clonagem de voz, manipulação de fotos em altíssima definição (deepfakes) e geradores de texto automatizados, quadrilhas estão estruturando clínicas virtuais inteiras e aplicando golpes que colocam em risco direto a vida de milhares de pacientes. O que antes dependia de documentos grosseiramente falsificados no papel, hoje é operado com sofisticação tecnológica por trás de telas, desafiando os conselhos de medicina e as autoridades policiais. O Modus Operandi: Como os Falsos Médicos São Criados As investigações policiais e alertas emitidos por seccionais do Conselho Regional de Medicina (CRM) revelam uma engenharia social altamente refinada que se divide em três etapas principais: 1. O Roubo de Identidade e Imagem Os criminosos selecionam perfis de médicos reais e com boa reputação nas redes sociais (frequentemente cirurgiões plásticos, dermatologistas ou endocrinologistas). Utilizando softwares de I.A., eles coletam fotos e vídeos desses profissionais para alimentar redes neurais. O resultado é a criação de avatares digitais hiper-realistas que se movem e falam de forma idêntica ao médico verdadeiro. 2. A Clonagem de Voz e Textos Médicos Com menos de 30 segundos de amostra de áudio extraída de um vídeo do Instagram ou YouTube do profissional real, ferramentas de Inteligência Artificial conseguem clonar a voz do médico com entonação e sotaque perfeitos. Além disso, os golpistas usam modelos de linguagem (como o ChatGPT) configurados para adotar um tom extremamente técnico, gerando diagnósticos falsos, laudos e respostas que mimetizam perfeitamente o jargão da medicina. 3. A Estrutura de Atendimento Virtual Os criminosos criam sites médicos falsos, páginas de agendamento clonadas e perfis no WhatsApp Business. O paciente acredita estar realizando uma consulta de telemedicina legítima com o especialista de sua escolha. As Consequências Reais: Riscos à Saúde e Prejuízos Financeiros A atuação de falsos médicos amparados por I.A. gera impactos profundos e, em muitos casos, irreversíveis para as vítimas. Diagnósticos e Tratamentos Perigosos: Como os sistemas automatizados ou os estelionatários por trás deles não possuem conhecimento médico real, pacientes recebem falsas orientações de saúde. Casos graves envolvem a recomendação de dosagens erradas de medicamentos controlados ou tratamentos estéticos invasivos fictícios. Venda de Medicamentos Falsificados: Muitas dessas "consultas" virtuais terminam com o falso médico receitando fórmulas manipuladas exclusivas ou medicamentos de alto custo que só podem ser adquiridos em um link específico enviado pelo próprio golpista. O paciente paga por um remédio que nunca chega ou recebe substâncias inertes (como farinha ou água com açúcar). Atraso no Tratamento de Doenças Graves: O maior perigo reside no tempo perdido. Um paciente crônico ou com uma patologia grave (como um câncer em estágio inicial) que confia em um diagnóstico gerado por uma Inteligência Artificial criminosa perde a janela de tempo crucial para iniciar um tratamento médico real e eficaz. As Verdades Escondidas: Bilhões em Jogo e o Desafio da Fiscalização A explosão dessa modalidade criminosa esconde uma engrenagem financeira altamente lucrativa e brechas institucionais graves: O Lucro Invisível das Plataformas Para que os perfis de falsos médicos cheguem até as vítimas, os criminosos investem pesado em anúncios patrocinados no Instagram, Facebook, Google e TikTok. Essas plataformas lucram milhões de reais exibindo anúncios de falsas clínicas e falsas consultas. O filtro de segurança das Big Techs tem se mostrado ineficaz para barrar deepfakes que usam o nome de médicos reais, já que a análise automatizada muitas vezes não detecta a fraude de identidade. O Vazio Regulatório da Telemedicina A regulamentação da telemedicina no Brasil facilitou o acesso à saúde, mas também abriu uma brecha que os criminosos aprenderam a explorar. Atualmente, o processo de validação de identidade em consultas puramente online ainda carece de uma integração em tempo real e obrigatória com biometria facial cruzada diretamente com os bancos de dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). Como se Proteger dos Médicos de I.A. Para não se tornar uma estatística dessa nova onda de crimes digitais, especialistas em segurança da informação e entidades médicas recomendam: Cheque o CRM: Antes de qualquer consulta online, acesse o site oficial do CFM (Conselho Federal de Medicina) e utilize a ferramenta "Busca por Médicos" para verificar se o profissional está ativo e se possui a RQE (Registro de Qualificação de Especialista) na área anunciada. Desconfie de Links de Pagamento Direto: Médicos legítimos raramente exigem pagamentos adiantados via Pix em contas de pessoas jurídicas desconhecidas ou CPFs que não batem com o nome do profissional. Chamada de Vídeo ao Vivo Interativa: Se suspeitar de um atendimento gravado ou robótico, faça perguntas inesperadas, peça para o médico fazer um movimento específico ou mudar o foco da câmera. Deepfakes de vídeo em tempo real costumam apresentar falhas visíveis (travamentos, borrões ao redor da boca ou descompasso na voz) quando desafiados a sair de um roteiro pré-programado.

  • De 30% para 32%: O Impacto Real da Nova Gasolina no Seu Bolso e no Seu Motor

    Imagem: Gemini O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou oficialmente a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que saltará dos atuais 30% para 32% (E32). A medida temporária tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período ou até mesmo tornar-se definitiva. O governo federal e os defensores da pauta de transição energética apresentam o aumento como uma vitória indiscutível: a promessa é uma redução imediata na dependência de combustíveis importados e um alívio estimado em até 2% no preço da bomba para o consumidor final. Contudo, nos bastidores do setor automotivo e tributário, a nova formulação esconde dilemas técnicos graves que afetam milhões de motoristas e uma arrecadação fiscal invisível. Os Benefícios Alardeados: Autossuficiência e Menos Emissões A justificativa central adotada pelo Ministério de Minas e Energia é de ordem geopolítica e ambiental. Com o acirramento das tensões e conflitos internacionais afetando o preço do barril de petróleo, injetar mais biocombustível na matriz protege a economia interna. Balança Comercial: A nova mistura retira o Brasil da necessidade de importar cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano. Sustentabilidade: Há uma redução direta na pegada de carbono, já que o etanol anidro reduz os índices de emissões de poluentes dos combustíveis fósseis. As Consequências Ocultas: O Calvário dos Motores Não Flex Embora a frota nacional seja majoritariamente composta por veículos equipados com tecnologia flexível (criada há mais de duas décadas), as entidades de distribuição de combustíveis alertam para uma realidade incômoda: cerca de 15% dos veículos em circulação no país não possuem motores flex. Esse grupo abrange carros clássicos (antigos), motocicletas de baixa cilindrada de modelos passados e uma parcela expressiva de importados de luxo que exigem apenas gasolina em seus tanques. A Fritura dos Componentes O etanol possui propriedades químicas severamente corrosivas. Enquanto os veículos flex possuem ligas metálicas, plásticos e vedações projetadas para suportar o álcool, os modelos puramente movidos a gasolina antiga começam a manifestar fadiga prematura. Especialistas apontam que a nova concentração de 32% pode causar: Corrosão precoce em bicos injetores e bombas de combustível. Ressecamento de mangueiras e juntas de vedação no sistema de alimentação. Problemas em partidas a frio, oscilação de marcha lenta e engasgos nas acelerações em dias frios. A Física não Mente: O Aumento de Consumo no Bolso Um fato técnico amplamente conhecido na engenharia mecânica, mas pouco enfatizado no discurso político, é o poder calorífico. O etanol gera menos energia por volume queimado em comparação à gasolina pura. Ao diluir ainda mais a gasolina com o álcool anidro, o combustível perde rendimento calórico global. Engenheiros automotivos estimam que a eficiência energética da nova E32 cairá entre 1% e 2%. Na prática, isso significa que qualquer veículo — seja ele flex ou apenas a gasolina — passará a consumir mais combustível para rodar exatamente a mesma distância. O motorista precisará queimar mais litros no trânsito urbano diário. Assim, o suposto desconto de até 2% na bomba prometido pelo governo corre o risco de ser totalmente anulado pela perda de rendimento e autonomia no tanque. A Verdade Escondida: O Bônus da Arrecadação Fiscal Existe uma matemática de arrecadação muito vantajosa por trás desse movimento econômico. No Brasil, o imposto sobre combustíveis (ICMS) incide sob alíquotas fixas por litro vendido (modelo Ad Rem). Se a eficiência energética geral da frota cai e o veículo precisa queimar mais combustível para desempenhar a mesma função, o volume total de litros vendidos nos postos de combustíveis do país tende a registrar uma alta artificial. Variável Econômica Efeito Com o Aumento para 32% Impacto Final Eficiência Energética Redução de 1% a 2% Veículos rodam menos por litro Volume de Vendas Tendência de alta no volume bruto nos postos O consumidor abastece mais vezes Arrecadação de Impostos Aumento na arrecadação do Estado Mais receita fiscal sem alteração na alíquota básica Sem precisar aprovar novos aumentos tributários no Congresso, o Estado acaba colhendo um ganho extra de arrecadação fiscal, gerado pela simples necessidade do motorista de comprar mais litros para fazer o mesmo trajeto. Enquanto os usineiros e o caixa público celebram a alta na movimentação econômica da cana-de-açúcar, resta ao cidadão comum arcar com um carro mais "gastão" e custos adicionais de manutenção a longo prazo.

  • Guerra Comercial à Vista: O Impacto do Novo "Tarifaço" de 25% dos EUA na Economia Brasileira

    Imagem: Gemini O governo de Donald Trump oficializou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre mais de 4.000 produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida, confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), entra em vigor no dia 22 de julho de 2026 e abriu um novo capítulo de forte tensão diplomática e econômica entre Brasília e Washington. A sobretaxa é o resultado de uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou veementemente a decisão, classificando-a como "injusta", e já prometeu acionar a Lei de Reciprocidade e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). As Causas: Por que os EUA taxaram o Brasil? O relatório oficial divulgado pela Casa Branca traz uma mistura de justificativas técnicas, comerciais e comerciais-políticas. O documento cita o sistema econômico brasileiro dezenas de vezes e elenca os seguintes pontos principais: O Pix na Mira: Os EUA alegam que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro prejudica serviços de pagamento eletrônico norte-americanos, criando condições desiguais de concorrência. O governo brasileiro considerou qualquer mudança nas regras do Pix inegociável. Disputa do Etanol: Washington critica a falta de reciprocidade no mercado de biocombustíveis, acusando o Brasil de impor barreiras ao etanol norte-americano enquanto exige livre trânsito para o açúcar nacional. Decisões Judiciais contra Big Techs: O relatório norte-americano cita ordens judiciais (envolvendo plataformas como X, Meta e Google) para remoção de conteúdos políticos como barreiras arbitrárias à atuação de suas empresas. Questões Ambientais e Governança: Falhas apontadas no combate ao desmatamento ilegal e na demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para a análise de patentes também foram usadas como pretexto. Os Efeitos Imediatos na Balança Comercial De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Amcham Brasil, a medida afeta entre 18% e 21% de tudo o que o Brasil vende aos norte-americanos. O Tamanho do Impacto: O volume de mercadorias brasileiras sob risco direto está avaliado entre US$ 7,4 bilhões e US$ 11 bilhões. A Lista de Exceções Para evitar uma escalada imediata na própria inflação doméstica, os EUA pouparam itens considerados essenciais ou sem substitutos viáveis no mercado global. Mais de 2.200 produtos ficaram de fora da taxação, garantindo um alívio temporário para grandes setores produtivos. Produtos Isentos (Fora da Tarifa) Produtos Afetados (Sob Risco) Carne bovina, café e mel orgânico Produtos industrializados e manufaturados Celulose e petróleo bruto Insumos metalúrgicos e siderúrgicos Suco de laranja e frutas frescas Bens de capital e autopeças Componentes e partes de aeronaves (Embraer) Empresas de bens de consumo duráveis (como a Weg) O Futuro: O que Pode Acontecer com a Economia Brasileira? O real impacto macroeconômico de médio e longo prazo dependerá diretamente das próximas jogadas de lado a lado. Especialistas apontam três grandes cenários e desdobramentos possíveis: 1. Impacto Macro Modesto, mas Setorialmente Doloroso A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto agregado inicial será reduzido justamente devido à lista de isenções. Contudo, indústrias manufatureiras específicas que utilizam o mercado norte-americano como principal comprador de seus insumos perderão competitividade de forma imediata, o que pode forçar demissões ou redução de margens de lucro. 2. Pacote de Socorro Governamental Para mitigar os prejuízos dos setores diretamente atingidos, o BNDES já solicitou R$ 7,25 bilhões ao Ministério da Fazenda para reforçar linhas de crédito voltadas ao investimento e capital de giro dessas empresas prejudicadas pelo tarifaço. 3. Uma Nova Escalada (O Cenário de 37,5%) O maior medo do mercado financeiro e do setor privado é que a situação piore. A Casa Branca já ventila uma investigação adicional sobre supostas falhas na fiscalização contra o trabalho forçado em mais de 60 economias globais, incluindo o Brasil. Caso essa nova sanção seja aplicada, as sobretaxas ao produto brasileiro podem saltar para até 37,5%, inviabilizando quase por completo o comércio de manufaturados com o país. A curto prazo, os olhos do mercado se voltam para o Palácio do Planalto, que estuda o momento exato para aplicar medidas espelhadas de retaliação aos produtos norte-americanos que entram no Brasil.

  • Novas regras tornam mais rígida publicidade de bets

    © Tomaz Silva/Agência Brasil Anúncios terão alertas sobre riscos das apostas online Começam a valer, nesta sexta-feira, novas regras que tornam mais rígida a publicidade de bets — as apostas online — no Brasil. Agora, será obrigatório exibir alertas sobre os riscos associados ao jogo, de forma parecida com o que já acontece nas propagandas de bebidas alcoólicas e cigarros. São frases de advertência como: "Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência", “Apostar faz você perder dinheiro" ou “Aposta não é investimento". As mensagens deverão ser exibidas na horizontal, de forma clara e legível, ocupando, no mínimo, 10% da área do anúncio. As regras foram determinadas pelos ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública. Agora, também estão proibidos: Qualquer publicidade que possa induzir o consumidor ao erro; Comentários de especialistas que possam incentivar ou influenciar as apostas sobre determinado jogo ou evento; Divulgação de marcas, aplicativos, sites ou perfis de plataformas não autorizadas. Além disso, será considerada abusiva toda publicidade direcionada a menores de 18 anos. Está proibido ainda o uso de imagens, personagens ou linguagem que possam atrair esse público, assim como a veiculação de anúncios em ambientes como escolas e locais de atendimento infantil. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • TSE renova parceria com plataformas para combater desinformação

    © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A Justiça Eleitoral formalizou novos termos de cooperação com plataformas digitais para o combate à disseminação de conteúdos falsos e descontextualizados. A medida faz parte do programa permanente de enfrentamento à desinformação. As plataformas que assinaram nesta quinta os memorandos de entendimento com o Tribunal Superior Eleitoral foram: Kwai, Telegram, Meta, TikTok, o Google, o X (antigo Twitter) e o LinkedIn. Três empresas de inteligência artificial também aderiram ao programa: a ElevenLabs, OpenAI e a Anthropic. O objetivo da cooperação técnica é prevenir narrativas que ataquem o sistema de votação e a legitimidade das eleições. A atenção especial é sobre o uso indevido da inteligência artificial, reforçou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes: "A cooperação não significa confundir papéis, afastar a fiscalização ou eliminar todas as eventuais divergências. Representa, em verdade, reunir competências para enfrentar riscos que nenhuma das partes conseguiria eliminar sozinha. O que se busca é assegurar acesso a informações eleitorais confiáveis e reduzir a incidência de fraudes, falsificações, comportamentos inautênticos e outras práticas capazes de comprometer a liberdade de escolha", diz. Com os acordos assinados com o TSE, as plataformas devem oferecer soluções técnicas já nas eleições gerais de outubro para identificar e reduzir fraudes nas redes. Já a Justiça Eleitoral oferece a base legal para a moderação do conteúdo. Entre junho de 2022 e março de 2023, o sistema de alerta de desinformação do tribunal registrou quase 44 mil denúncias de disparos em massa, comportamentos inautênticos, desinformação, discursos de ódio ou violentos, perturbações ao ambiente democrático, violência de gênero, entre outros. Esse volume foi sete vezes maior do que em 2020, quando foram registrados apenas disparos em massa. Também nas últimas eleições de 2022, 26 mil apontamentos de irregularidades foram encaminhados para as plataformas digitais tomarem providências. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Alckmin critica tarifaço e fala em programa de apoio a prejudicados

    © Valter Campanato/Agência Brasil Governo aposta em novos mercados e prevê reciprocidade de tarifas Após os Estados Unidos anunciarem uma taxação de 25% a produtos brasileiros, o governo aponta como caminho a abertura de novos mercados, o apoio a empresas afetadas e a reciprocidade de tarifas. Nesta quinta-feira (16), o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que as tarifas são injustas e descabidas. Isso porque o superávit dos norte-americanos no comércio com o Brasil chegou a mais US$ 420 bilhões nos últimos 15 anos; ou seja, eles lucraram mais com as trocas comerciais. "Acho que, primeiro, destacar que a medida é injusta e descabida. Injusta porque, se nós pegarmos os próprios dados dos Estados Unidos, nos últimos 15 anos, Estados Unidos têm com o Brasil superávit, e não déficit. E uma palavra aos setores afetados: o governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando, trabalhando, e que tenham problemas." O governo dos Estados Unidos alegou que o Brasil teria tarifas injustas e cita o Pix como uma das justificativas para as taxas, além de questões relativas ao etanol, ao desmatamento ilegal e a leis anticorrupção. Negociações O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, comentou o processo de negociação, indicando pontos que interferem na soberania do país: "Em todas as reuniões, nós discutimos claramente quais eram os pontos negociáveis e inegociáveis. E aí eu chamo a atenção, porque há algumas pessoas defendendo a posição dos Estados Unidos da América. Eles pretendiam nada mais, nada menos do que a abertura de todo o mercado do setor químico, a redução a zero das tarifas de bens industriais e o acesso ao mercado do setor automotivo norte-americano. É óbvio que, nessas discussões técnicas de altíssimo nível, precisamos deixar claro o tempo todo que o governo do presidente Lula e o governo brasileiro jamais celebrarão, hoje ou em qualquer data, qualquer tipo de acordo que possa representar a violação dos interesses do país." Reciprocidade O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou ainda que o governo estuda medidas de reciprocidade, a partir da lei aprovada pelo Congresso Nacional. "A retomada do processo de reciprocidade, conforme determina a lei aprovada, por unanimidade, por todos os partidos e lideranças políticas nacionais. Nós seguiremos sem baixar a cabeça, sem nos dobrar a interesses estrangeiros. Com isso, a gente vai seguir protegendo o Pix. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica, sem vira-latisse, e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida. Com isso, nós não estamos dizendo que não estaremos abertos à negociação." O Ministério da Fazenda já estuda como apoiar as empresas afetadas pelas tarifas através do programa Brasil Soberano. Reuniões com os setores envolvidos devem ocorrer já na próxima semana. Em 2025, apenas 15% de todas as exportações brasileiras foram destinadas aos Estados Unidos. O governo federal destacou que se mantém aberto para negociação com os norte-americanos. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Congresso tem último dia de trabalho nesta sexta-feira (17)

    © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Recesso do Senado e Câmara vai até o próximo dia 31 Esta sexta-feira é o último dia de trabalho no Congresso Nacional antes do recesso parlamentar. Até 31 de julho, todas as sessões em plenário, reuniões de comissões e demais atividades na Câmara dos Deputados e no Senado Federal estarão suspensas. Questões prioritárias que aguardam votação ficarão para o segundo semestre. Entre os principais projetos adiados, está a PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e prevê o fim da escala 6x1, já aprovada pela Câmara e que espera a apreciação do Senado. Outro projeto é o PL da Misoginia, que equipara ao crime de racismo o ódio contra as mulheres. As atividades legislativas serão retomadas na primeira semana de agosto, mas o calendário eleitoral deve reduzir o ritmo das votações. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já anunciou que, antes das eleições de outubro, o Senado fará duas semanas de esforço concentrado. A primeira em agosto, entre os dias 10 e 14, e a segunda entre 31 de agosto e 3 de setembro. Essas datas devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara. A ideia é garantir a aprovação de propostas pelas duas casas legislativas na mesma semana. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Prévia do PIB do Banco Central aponta aumento de 0,1% em maio

    © Antonio Cruz/Agência Brasil Índice IBC-BR complementa o dado oficial do PIB, calculado pelo IBGE A economia brasileira cresceu 0,1% em maio, de acordo com o IBC-BR, índice do Banco Central, conhecido como uma prévia do PIB. O resultado é menor que o de abril, mas segue no positivo, após a queda registrada em março. Em maio, a atividade agropecuária caiu 1%, contra a alta de 0,4% da indústria e de 0,1% dos serviços e da arrecadação de impostos. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 0,8%. Nos últimos 12 meses, o IBC-BR avançou 1,4%. O índice, criado pelo Banco Central, acompanha a economia mês a mês e ajuda ter uma análise mais rápida da atividade. Ele complementa o dado oficial do PIB, Produto Interno Bruto, que é calculado pelo IBGE e divulgado trimestralmente. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • STF reage ao tarifaço dos EUA e diz que não se submete à pressão externa

    Plenário do STF - Gustavo Moreno/STF A manifestação acontece após documentos oficiais do governo norte-americano relacionarem decisões do Judiciário brasileiro à tarifas aplicadas O Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestou em nota, nesta quinta-feira (16), em relação ao anúncio do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e disse que o poder Judiciário “permanecerá exercendo, com serenidade, independência e firmeza, a missão que lhe foi confiada pela Constituição da República, sem qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa”. A Suprema Corte também disse que reafirma exercer suas competências exclusivamente por força da Constituição da República do Brasil. “As decisões são públicas, fundamentadas, submetidas unicamente ao império da Constituição e das leis brasileiras”, escreveu. O presidente do STF, o ministro Edson Fachin, quem assina a nota, escreveu ainda sobre o respeito dos EUA à independência judicial do Brasil. “O Supremo Tribunal Federal respeita a autonomia das instituições de todas as nações e espera igual respeito às instituições da República Federativa do Brasil”, afirmou. Por fim, o STF afirma que as divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos próprios do Direito Internacional e não por iniciativas que possam ser interpretadas como “forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional”. Tarifa de 25% Na madrugada desta quinta, os Estados Unidos anunciaram a tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, foram excluídos da lista o etanol, a carne bovina e o café. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301. Em conversa por telefone com jornalistas, o chefe do USTR, Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão: Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente; Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil; Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos; Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos; Falhas no combate à corrupção; Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos. Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou. O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”. Fonte: Jovem Pan

  • Flávio culpa Lula por tarifaço dos EUA: ‘Cavou o pênalti contra o povo brasileiro’

    Flávio Bolsonaro - EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Nesta quinta-feira (16), o governo de Donald Trump anunciou tarifa de 25% sobre produtos do Brasil Em meio ao anúncio dos EUA sobre a aplicação de tarifas aos produtos brasileiros, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “cavou o pênalti” para o tarifaço. “A gente tentou de todas as formas evitar que essa tarifação chegasse ao Brasil, mas o Lula fez força para isso, cavou o pênalti contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador em uma transmissão ao vivo no Youtube. O senador também comentou sobre as carnes brasileiras tarifadas em 55% pela China e a retirada do Brasil pela União Europeia da lista de países autorizados a exportar diversos produtos de origem animal para o bloco, anunciada no dia 5 de maio e que deve começar a valer em setembro. “Estados Unidos, China, União Europeia, nossos principais parceiros comerciais e o Brasil está tendo este tipo de relação com eles. Ou seja, muito pior para a nação brasileira por causa dessa incompetência”, finalizou Flávio. Tarifa de 25% Na madrugada desta quinta, os Estados Unidos anunciaram a tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, foram excluídos da lista o etanol, a carne bovina e o café. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301. Em conversa por telefone com jornalistas, o chefe do USTR, Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão: Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente; Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil; Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos; Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos; Falhas no combate à corrupção; Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos. Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou. O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”. Fonte: Jovem Pan

  • Um ano após último post, Bolsonaro volta ao centro do debate com carta e tarifaço

    Um ano após último post, Bolsonaro volta ao centro do debate com carta e tarifaço - ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Ex-presidente, proibido de usar redes por decisão de Moraes, é questionado por manuscrito de apoio a Flávio; EUA anunciam sobretaxa de 25% a produtos brasileiros Há exatamente um ano, Jair Bolsonaro (PL) publicava pela última vez em suas redes sociais. Horas depois, entrava em vigor a proibição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Aquele post final, também divulgado em um 17 de julho, reunia ingredientes que reaparecem 12 meses adiante: um texto em tom de manifesto e o americano Donald Trump. Naquele vídeo de julho de 2025, o ex-mandatário narrava uma aproximação do republicano e se dizia vítima de perseguição. Segundo Bolsonaro, Trump teria demonstrado descontentamento com o julgamento em curso no Brasil e reagido com a imposição de tarifas comerciais ao país. D Doze meses adiante, mesmo silenciado nas plataformas digitais, o ex-chefe do Executivo virou centro de nova polêmica. Motivo: um manuscrito em que manifesta apoio ao projeto eleitoral do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os advogados alegam que o documento, batizado de “carta aos brasileiros”, tinha caráter privado e jamais deveria circular. O papel, porém, acabou sendo publicado pelo próprio parlamentar em seus perfis. O aniversário da proibição chega junto com mais uma ofensiva comercial de Washington. A Casa Branca anunciou sobretaxa de 25% sobre uma lista de itens exportados pelo Brasil. O Planalto sinaliza disposição para negociar, sem descartar retaliação equivalente. Fonte: Jovem Pan

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