VÍDEO: Temporal destelha casas de famílias da antiga favela do Mandela no Oscar Salazar
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Duas casas ficaram completamente destruídas após a ventania registrada em Campo Grande
O temporal que atinge Campo Grande neste domingo (5) causou prejuízos a moradores do Residencial Oscar Salazar, onde vivem famílias reassentadas da antiga favela do Mandela, destruída por um incêndio em 2023. Duas casas tiveram os telhados arrancados pela força do vento e ficaram destruídas em pleno domingo de Páscoa.
Entre os moradores afetados, está Jaqueline, que vive com o esposo, Rodrigo, em uma das casas atingidas. Ela relata que a ventania arrancou as telhas e provocou o desabamento do forro, destruindo praticamente todos os móveis e pertences.
“Começou como uma chuvinha, mas de repente veio um vento muito forte. Arrancou as telhas, levantou tudo e acabou com a casa. Ainda bem que não tinha criança dentro, mas destruiu tudo. A casa não tem segurança nenhuma”, lamentou.
Sem condições financeiras para reparar os danos, a moradora diz não saber como irá reconstruir a casa. “Como a gente vai fazer agora? A gente não tem condição nenhuma de levantar tudo de novo”, desabafou.
Outra residência atingida foi a da moradora Roseli Vieira, de 53 anos. Segundo ela, a chuva chegou a invadir o imóvel e destruiu grande parte dos móveis. “Minha casa destelhou inteira, molhou tudo, perdi tudo o que tinha dentro”, relatou.
Também morador do residencial, Adriano presenciou o momento do temporal e afirma que, em questão de segundos, as estruturas não resistiram. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
“Foi muito rápido. Quando começou a chover, eles correram para fora. Agora estão tentando arrumar as telhas, porque, se voltar a chover, vai molhar tudo dentro de casa”, contou.
Problemas se acumulam desde a entrega das casas

Segundo os moradores, os transtornos vão além dos danos causados pela chuva e se arrastam desde a entrega das casas, em 2024, pela Prefeitura de Campo Grande.
A principal queixa é a falta de infraestrutura. As ruas não são asfaltadas, há esgoto a céu aberto, e a iluminação pública é insuficiente, segundo eles. Mesmo com a cobrança de uma taxa mensal de R$ 27, os postes seguem sem luminárias.
Em algumas residências, o esgoto passa em frente às varandas, gerando mau cheiro e riscos à saúde. À noite, a falta de iluminação gera medo e insegurança. Além disso, o caminhão de coleta de lixo não entra no residencial, e os moradores precisam caminhar até a via asfaltada mais próxima para descartar o lixo.
Chuva intensa já era prevista
A chuva deste domingo já havia sido prevista pela meteorologia. Apesar do início do dia com calor e céu aberto, a combinação de altas temperaturas e umidade favoreceu a formação de áreas de instabilidade.
Na região central e norte da Capital, a chuva começou por volta das 11h20, com forte intensidade e rajadas de vento — cenário que contribuiu para os danos registrados no residencial.
Em situações como essa, a orientação é evitar abrigo sob árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Durante tempestades, outra medida preventiva é desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Tanto para motoristas quanto pedestres, outra recomendação é que não atravessem enxurradas.
Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 190 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fonte: Midiamax







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