VÍDEO: Enxurrada arrasta carros e causa prejuízo a moradores no Jardim Seminário
- há 21 horas
- 2 min de leitura
Chuva de poucos minutos causou danos próximo à Avenida Tamandaré
A chuva rápida que atingiu bairros de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (18) causou estragos no Jardim Seminário. O volume de água invadiu residências e estabelecimentos. Além disso, a enxurrada arrastou e danificou carros estacionados.
Gabriel Rubio, fotógrafo de 26 anos, relata que o carro da namorada estava estacionado na Rua Carlota Almeida de Lemos quando a água arrastou veículos. “Se não tivesse outros carros atrás, o carro dela teria ido embora”, descreve.
O para-choque do Volkswagen Gol foi danificado, e a placa foi levada pela água. Galhos arrastados pela enxurrada ficaram presos ao carro. “É uma situação difícil, pois há mais de cinco anos reclamamos [do alagamento]. Moro aqui há mais de quatro anos. É um prejuízo enorme e não sabemos como vamos pagar. O carro não tem seguro”, pontua Gabriel.
A proprietária informou que irá acionar o juizado de trânsito e a Prefeitura de Campo Grande. “Meu carro estava mais para cima, com freio de mão puxado e a primeira engatada. Até a placa foi. A chuva durou uns 30 minutos”, descreve.
A diarista, de 60 anos, estava trabalhando em um residencial quando foi avisada sobre os danos na rua.
“Cheguei às 12h30, com sol e céu limpo. Começou a chover granizo quando a patroa ligou e disse que os carros estavam sendo arrastados. Eu presenciei a cena. Nunca imaginei que fosse descer uma enxurrada dessas. O meu não desceu, mas os outros, sim. Geralmente, paro distante dos carros da frente. Se não fosse o meu, os outros carros teriam sido arrastados ainda mais.”
Prejuízos
Próximo à Avenida Tamandaré, moradores e comerciantes foram impactados, pois a água invadiu residências e estabelecimentos comerciais. Ivanilda Pereira Barbosa limpava a calçada, suja pela lama arrastada pela enxurrada. Ela relata que os episódios de alagamento se tornaram comuns nos últimos 10 anos.
“Moro aqui há 30 anos, e de uns 10 anos para cá isso acontece [alagamento], vira um ‘rio’. É preciso abrir uma tubulação maior para receber o fluxo de água. A água fica acumulada aqui, porque os bueiros não suportam.”
Maria de Lourdes relata que o alagamento também atingiu as ruas Dois de Outubro e Theodomiro Serra, na região do bairro São Francisco. Após a chuva, a família mobilizou uma força-tarefa para limpar o imóvel.
“Sempre que chove forte, esse ‘rio’ se forma aqui. A Rua Theodomiro Serra era um corredor e, depois da canalização, as tubulações não suportam a água da chuva que vem desaguando da Avenida Rachid Neder.”
André Pereira, 48 anos, servidor público, relata que a estrutura do bairro mudou ao longo dos últimos anos, sem planejamento para receber o alto volume de água da chuva.
“Aqui era um lixão, um córrego. Quando vem a chuva, ela desce com força e é impulsionada para o córrego. Isso melhorou com a pavimentação asfáltica da parte superior, porém, devido ao crescimento constante, vem a enxurrada com muita sujeira. Um cano pequeno não suporta toda essa água”, afirma.
Fonte: Midiamax














Comentários