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Safra nacional de grãos deve bater recorde de 358 milhões de toneladas

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Colheita de soja. (Foto: Divulgação/CNA)
Colheita de soja. (Foto: Divulgação/CNA)

Impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, produção pode crescer 1,6% em relação ao ciclo anterior, segundo levantamento da Conab; expectativa é de que a soja atinja marco histórico de 180 milhões de toneladas produzidas


A safra brasileira de grãos 2025/26 deve alcançar 358 milhões de toneladas, alta de 1,6% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 5,7 milhões de toneladas. Os dados são do 8º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento.


A soja segue como principal destaque e pode atingir recorde de 180,1 milhões de toneladas, volume 5% maior que na safra passada, com ganho de 8,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, 98,3% da área plantada já foi colhida. O milho primeira safra também avançou e deve somar 28,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,5 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior. Já o sorgo pode chegar a 7,6 milhões de toneladas.


Somadas as três safras de milho, a produção nacional está estimada em 140,2 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica. Apenas no último levantamento houve aumento de 600 mil toneladas. A segunda safra, já totalmente semeada, deve responder por 108,5 milhões de toneladas, mesmo com impactos climáticos em estados como Goiás e Minas Gerais.


O sorgo apresentou uma das maiores altas previstas da temporada, com crescimento de até 23,8% na produção e expansão de 50,7% na área cultivada do Centro-Oeste. Maior produtor nacional, Goiás deve superar 2,2 milhões de toneladas, avanço de 40,3%. “Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias”, afirmou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.


Para o arroz, a projeção é de 11,1 milhões de toneladas, queda de 0,3% frente ao levantamento anterior e redução de 1,7 milhão de toneladas em comparação à safra passada. Mesmo assim, a produtividade cresceu e chegou a 7.281 quilos por hectare. No feijão, a produção das três safras deve atingir 2,9 milhões de toneladas, retração de 5,2%.


A Conab afirma que, apesar da redução nas áreas plantadas de arroz e feijão, “não há risco de desabastecimento desses grãos no mercado interno”. A primeira safra do feijão teve aumento de 4,3% na produtividade e deve fechar com mais de 969 mil toneladas produzidas.


O algodão também deve recuar. A previsão é de quase 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6%. Já o trigo pode fechar a safra em 6,4 milhões de toneladas, redução de 1,5 milhão de toneladas, impactada principalmente pela menor área plantada no Rio Grande do Sul e Paraná.


No mercado, a expectativa é de aumento no consumo de milho pela indústria de etanol, chegando a 94,86 milhões de toneladas, alta de 4,6%. As exportações do cereal podem atingir 46,5 milhões de toneladas. Para a soja, os embarques devem chegar a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% sobre a temporada passada.


Fonte: Midiamax

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