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Rússia diz que Venezuela não soube utilizar defesas antiaéreas

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Mesmo assim, o embaixador garantiu que a cooperação militar continua - Federico Parra/AFP
Mesmo assim, o embaixador garantiu que a cooperação militar continua - Federico Parra/AFP

O embaixador Sergey Melik-Bagdasarov responsabilizou os militares venezuelanos por não contarem com ‘capacitação suficiente’


O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, afirmou nesta segunda-feira (26) que Caracas efetuou dois disparos com baterias antiaéreas russas contra as tropas americanas durante a operação de captura do presidente Nicolás Maduro, mas os ataques falharam por falta de treinamento do pessoal militar venezuelano.


“Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la”, declarou Melik-Bagdasarov em entrevista à emissora de televisão “Rossiya 24”.

O diplomata responsabilizou os militares venezuelanos por não contarem com “capacitação suficiente” para operar os sistemas de defesa antiaérea russos Igla, que, segundo ele, falharam durante a operação militar dos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro.


Melik-Bagdasarov disse ter sido informado de que “houve pelo menos dois disparos (por parte dos sistemas de defesa russos) e ambos erraram o alvo“.


Mesmo assim, o embaixador garantiu que a cooperação militar continua, que “não foi cancelada”, que a Rússia segue cumprindo seus compromissos e que a manutenção dos sistemas de armas russos no país latino-americano continuará por décadas.


Após a captura de Maduro, a imprensa internacional questionou a operacionalidade e a eficácia dos sistemas de defesa antiaérea que a Rússia havia fornecido anteriormente à Venezuela.


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insinuou na ocasião que a defesa antiaérea russa se mostrou insuficiente, uma vez que as baterias S-300 e os sistemas Buk foram inutilizados por sistemas de guerra eletrônica.


Deste modo, o Kremlin ficou em evidência como exportador de segurança ao não conseguir garantir a defesa dos regimes autoritários de seus aliados.


*Com informações da EFE


Fonte: Jovem Pan

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