Réu na Operação Tromper, ex-vereador de Campo Grande Claudinho Serra informa mudança para mansão no Alphaville I
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Investigado por liderar esquema de corrupção em Sidrolândia, político trocou apartamento no Jardim dos Estados por imóvel no Alphaville I enquanto cumpre medidas cautelares.
O ex-vereador de Campo Grande, Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, conhecido como Claudinho Serra, comunicou formalmente à Justiça a alteração de seu endereço residencial. Apontado pelas investigações da Operação Tromper como suposto líder de uma organização criminosa que fraudava contratos públicos em Sidrolândia, o político trocou um apartamento de luxo no bairro Jardim dos Estados por uma mansão no condomínio fechado Alphaville I.
A atualização do paradeiro atende às determinações impostas ao ex-secretário para responder ao processo em liberdade. Atualmente atuando como produtor rural, Claudinho Serra cumpre medidas cautelares alternativas à prisão preventiva, devendo comparecer mensalmente em juízo e manter seus dados cadastrais atualizados.
Durante o desdobramento das investigações, o ex-parlamentar chegou a ser preso em duas oportunidades — a mais recente em junho de 2025. Na ocasião, o pedido de detenção fundamentou-se na suspeita de esvaziamento patrimonial para evitar futuras penhoras, já que ordens judiciais encontraram apenas R$ 410,62 em suas contas bancárias, quadro divergente do alto padrão de vida ostentado. O argumento, contudo, foi reavaliado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o ministro Messod Azulay Neto ponderou que o saldo reduzido não configurava prova conclusiva de ocultação de bens.
A ação penal correspondente à 4ª fase da Operação Tromper engloba 21 réus acusados de envolvimento no esquema de desvio de verbas e fraudes em licitações de obras. O processo caminha para a fase de audiências e ouvirá depoimentos decisivos, incluindo o do delator Tiago Basso da Silva, ex-chefe de compras do município. Em fases anteriores da mesma operação, a Justiça proferiu sentenças condenatórias contra sete investigados, cujas penas somadas ultrapassam 111 anos de prisão, além de determinar a devolução de cerca de R$ 350 mil aos cofres públicos.







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