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Câmara de Campo Grande aprova parcelamento de R$ 2,38 bilhões em dívida previdenciária

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Vereadores votaram projeto em regime de urgência nesta terça-feira. (Foto: Reprodução/TV Câmara)
Vereadores votaram projeto em regime de urgência nesta terça-feira. (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Acordo autoriza quitação em 300 parcelas mensais para regularizar débitos acumulados com o IMPCG entre 2010 e 2021.


A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou nesta terça-feira (11), em regime de urgência, o projeto de lei do Executivo que autoriza o parcelamento de uma dívida de R$ 2,385 bilhões da Prefeitura com o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). O texto recebeu 21 votos favoráveis e um contrário — do vereador Jean Ferreira (PT) — e segue para sanção do Executivo.


O montante bilionário é referente a contribuições previdenciárias dos servidores municipais que deixaram de ser repassadas pela administração pública no período de 2010 a 2021.


Regras do acordo e garantias de pagamento

A proposta fixa o pagamento do montante em 300 parcelas mensais, estimadas em R$ 7,95 milhões cada. O contrato estabelece:

  • Correção e juros: Reajuste mensal pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de juros de 0,5% ao mês.

  • Garantia jurídica: Retenção e vinculação direta de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em caso de inadimplência.

  • Manutenção das obrigações: Exigência de quitação rigorosa das contribuições previdenciárias correntes ao longo de todo o período do parcelamento.


Fiscalização e justificativa do Executivo

A matéria, que iria à votação na última quinta-feira (6), foi adiada para a inclusão de uma emenda apresentada pelo presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB). O dispositivo determina que a Prefeitura envie à Câmara relatórios trimestrais com a comprovação dos pagamentos efetuados e da adimplência com as contribuições correntes.


Na justificativa enviada ao Legislativo, a prefeita Adriane Lopes (PP) destacou que o acordo é uma medida urgente para a obtenção do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). Sem o documento ativo, a capital sul-mato-grossense fica impedida de celebrar convênios, tomar empréstimos e receber repasses voluntários do Governo Federal.

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