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Ramagem é solto nos EUA após ser detido pelo ICE

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Informação foi confirmada pelo seu advogado


O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após ser inicialmente preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A informação foi confirmada pela Jovem Pan.


Ele estava preso no sistema penitenciário de Orange County, na Flórida, onde foi detido. A informação foi confirmada pelo seu advogado. A defesa também afirma que ele já se encontra na sua residência.


Ele é foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.


No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.


Prisão preventiva

Em novembro, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-deputado. No mês seguinte, determinou que a Secretaria Judiciária do STF remetesse ao Ministério da Justiça os documentos necessários para a formalização do pedido de extradição. Uma semana depois, a pasta informou à Corte que havia solicitado ao Ministério das Relações Exteriores o encaminhamento do processo às autoridades norte-americanas.


Segundo as apurações, o deputado não se encontra no Brasil desde setembro, mês em que ocorreu o julgamento do núcleo central dos atos golpistas. A rota utilizada para a saída teria sido terrestre e clandestina. Investigadores identificaram que Ramagem viajou de avião até Boa Vista (RR) — estado onde atuou como delegado da PF no passado — e, utilizando um carro alugado, cruzou a fronteira para um país vizinho, possivelmente Venezuela ou Guiana.


A situação de Ramagem se complicou perante as autoridades devido a inconsistências em suas atividades parlamentares. Para justificar sua ausência física em Brasília, o deputado apresentou à Câmara atestados médicos que cobriam os períodos de setembro a dezembro.


No entanto, a tentativa de ocultar a viagem falhou quando o próprio parlamentar solicitou à Câmara a ativação do serviço de roaming internacional em seu celular funcional para participar de votações remotamente. O pedido, alertou para o fato de que ele estaria exercendo o mandato fora do país, o que viola as regras da Casa, uma vez que não havia nenhuma missão oficial autorizada para ele no exterior.


Condenação e uso da Abin

A pena imposta a Ramagem decorre do entendimento do STF de que ele utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão que comandou durante o governo Bolsonaro, para monitorar ilegalmente adversários políticos e auxiliar em ataques ao sistema eleitoral brasileiro.


*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan


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