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Pressão do Master sobre o STF aumenta chances de domiciliar a Bolsonaro, avaliam aliados

  • há 5 horas
  • 4 min de leitura
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Nova internação do ex-presidente, que está na UTI, também é vista como um possível trunfo da defesa do capitão da reserva


Internado nesta sexta-feira (13) com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentará entrar novamente com um pedido de prisão domiciliar no Supremo Tribunal Federal (STF). Interlocutores ouvidos pela coluna avaliam que o quadro mais delicado do capitão da reserva nesta internação, somado ao desgaste sofrido pelo Judiciário com o caso Master e o trabalho de aliados do ex-presidente nos bastidores aumentam as chances da defesa de conseguir o benefício humanitário.


Após passar mal, Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital DF Star, onde está internado na UTI. Apesar do quadro estável, os médicos pessoais de Bolsonaro insistem que a saúde dele estaria mais resguardada em casa. A opinião não é compartilhada pelos peritos que avaliaram o ex-presidente, que dizem não haver necessidade da prisão domiciliar.


Com o período eleitoral se aproximando, no entanto, aliados de Bolsonaro acreditam que essa última internação tende a compadecer os ministros. Senão pela saúde de Bolsonaro em si, pelo medo de serem associados a uma possível deterioração do quadro de saúde de um político tão popular.


No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes voltou a negar o pedido da defesa do ex-presidente para que ele fosse levado à prisão domiciliar, alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos. A decisão de Moraes foi referendada pela Primeira Turma da Corte.


Em fevereiro, aliados do ex-presidente consideravam certos 5 votos de ministros do Supremo para conceder o benefício ao ex-presidente: o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A corte, que tem 11 cadeiras, só tem 10 ministros em atuação após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A coluna apurou que aliados de Bolsonaro acreditam que Dias Toffoli possa ser o voto decisivo para mandar o presidente de honra do PL para casa. Relator do caso e tido como “algoz” de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes é o mais resistente à possibilidade.


Moraes e Toffoli são exatamente os dois ministros mais arranhados pelos desdobramentos do caso Master. A coluna apurou que a estratégia de parte dos aliados do ex-presidente seria amenizar as críticas ao Judiciário caso Bolsonaro seja mandado para casa. No entanto, não houve nenhuma negociação com os ministros.


Apesar de a conta ser considerada boa para a direita — já que o assunto sofria muita resistência por conta da tentativa de burlar a tornozeleira eletrônica — o benefício só seria cedido a partir de abril, após o prazo de desincompatibilização (período em que políticos devem se afastar de cargos para disputarem as eleições) para o período eleitoral. O entendimento é que o STF quer evitar maior interferência de Bolsonaro no pleito de 2026.


O trabalho está sendo feito por várias mãos. Como antecipado pela Jovem Pan, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atuaram pessoalmente em prol da mudança. Tarcísio está em Brasília nesta quarta e será recebido por Moraes, Gilmar, Toffoli e Cristiano Zanin no Supremo, mas a pauta da reunião é outra.


No Congresso Nacional, senadores aliados do ex-presidente continuam se movimentando. A ideia dos congressistas é aumentar a pressão sobre os ministros, que tendem a querer evitar uma nova queda de braço entre os poderes. A avaliação de representantes da direita ouvidos pela coluna é que uma decisão a favor de Bolsonaro ajudaria a pacificar a relação entre os Poderes.


Entenda a internação

Bolsonaro está internado após passar mal. A informação sobre o encaminhamento para a unidade de terapia intensiva foi divulgada pela unidade de saúde no início da tarde desta sexta-feira (13).


Como a Jovem Pan havia antecipado, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia (entenda o que é mais abaixo). O diagnóstico aconteceu após o ex-presidente ser encaminhado ao Hospital DF Star por ter passado mal e apresentado calafrios na “Papudinha”, onde está preso.


Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 8h50 em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


Entenda a broncopneumonia

A broncopneumonia é uma infecção que se espalha por várias partes dos pulmões, atingindo as pequenas estruturas por onde o ar passa (os bronquíolos e os alvéolos).


Na maioria das vezes, a doença é provocada pela invasão de bactériasvírus ou fungos. No entanto, um sinal de alerta vai para as gripesresfriados e outras doenças respiratórias mal tratadas. Quando as infecções mais simples não são cuidadas corretamente, elas podem se agravar e se tornar uma broncopneumonia.


Principais sintomas

Os sintomas costumam ser mais intensos do que os de um resfriado comum:

  • Tosse (que pode ser seca ou com catarro grosso);

  • Febre, geralmente alta, acompanhada de calafrios e suor;

  • Dor no peito na hora de tossir ou puxar o ar fundo;

  • Falta de ar, dificuldade para respirar ou chiado no peito;

  • Cansaço muito forte, fraqueza e dores pelo corpo;

  • Mal-estar geral, falta de apetite, dor de cabeça e tontura;

  • Nas pessoas mais velhas, a doença pode se manifestar de forma diferente, provocando confusão mental ou delírios.


Fonte: Jovem Pan

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