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Pesquisas acendem alerta, mas PT aposta em economia e ‘Lula do palanque’ para retomar vantagem

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Ricardo Stuckert/flickr.com/lulaoficial
Ricardo Stuckert/flickr.com/lulaoficial

Atual presidente perdeu fôlego e já está numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos levantamentos


As últimas pesquisas eleitorais vêm causando preocupação no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em todos os levantamentos, o petista tem perdido fôlego nos últimos meses e uma vantagem confortável se transformou em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de segundo turno projetados por todos os institutos. Em alguns deles, inclusive, o senador ultrapassou numericamente o atual presidente.


Apesar do alerta, o cenário interno não é de terra arrasada: a reportagem apurou que o PT não pretende recalcular a rota no momento e acredita que o cenário econômico e o início oficial da campanha vão potencializar a candidatura de Lula. “Flávio está em campanha, o presidente, ainda não”, disse um deputado. O sentimento é ecoado por outros congressistas e líderes de PT e partidos aliados.


No campo econômico, aliados do presidente esperam pelos efeitos da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. O histórico recente, no entanto, não é animador: recordes de empregabilidade, inflação controlada e o exito na negociação para derrubar a maioria das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos não conseguiram evitar a queda de Lula nas pesquisas. Por isso, o governo aposta mais fichas em um projeto mais popular: o avanço da discussão pelo fim da escala 6×1.


A resistência do setor produtivo, no entanto, ajuda a narrativa da oposição de que a suposta irresponsabilidade fiscal do governo Lula vai “quebrar” o Brasil. Apesar disso, a avaliação é que, faltando poucos meses para a eleição, a pauta ajuda a alavancar a candidatura do atual presidente, especialmente entre os mais jovens, demografia que é uma das que mais rejeita Lula e o PT.


Outro trunfo da campanha petista está na força da figura do presidente: apesar dos 80 anos, Lula com energia e discurso afiado. Notoriamente reconhecido com um dos grandes oradores da história da política brasileira, o petista tem histórico de crescimento na hora H: debates, discursos e propagandas na TV e na rádio foram essenciais nas três vitórias de Lula até aqui. Mesmo nas vezes quem que foi derrotado, o ex-sindicalista teve momentos de protagonismo nos embates com Fernando Collor e FHC.


A dificuldade, no entanto, está em traduzir a linguagem analógica para a nova realidade. Na era das redes sociais e dos cortes, Lula tem dificuldades para se adaptar. Por outro lado, a direita domina o meio desde a primeira campanha de Jair Bolsonaro (PL).


Apesar disso, o trabalho de Sidônio Palmeira à frente da comunicação do governo é considerado bom. De acordo com congressistas do PT, o ministro tem conseguido levar a mensagem do governo para fora da “bolha da esquerda”. A campanha de Lula deve seguir padrão semelhante. A definição de Flávio Bolsonaro como principal adversário também é vista com bom olhos pelos petistas. Menos carismático que o pai, o senador também não é visto como um grande orador ou debatedor.


Fonte: Jovem Pan

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