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Na volta de julgamento, Pollon cita professora de MS presa por comprar ‘quentinhas’ para manifestantes

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura
Deputado federal Marcos Pollon. (Divulgação, Agência Câmara)
Deputado federal Marcos Pollon. (Divulgação, Agência Câmara)

Pollon enfrenta julgamento por falta de decoro parlamentar durante a ocupação do Plenário, no ano passado


Na retomada do julgamento no Conselho de Ética, nesta terça-feira (3), o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) voltou a denunciar casos de violência, humilhação e negligência contra os presos do 8 de janeiro. O parlamentar enfrenta processo por falta de decoro durante ocupação do plenário em agosto de 2025.


Ao citar os abusos, o parlamentar contou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que ficou presa durante um ano por receber R$ 500 de uma vaquinha para comprar marmitas para os manifestantes que estavam acampados.


“Ela nem participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi presa só porque ajudou as pessoas a se alimentarem. Ela não consegue emprego e não tem condições para comprar os medicamentos que precisa para sua saúde”, disse.

Oitivas

Pollon usou uma camiseta com pedido de “Anistia Já”. Ele conduziu oitivas com as testemunhas que deram depoimento durante a licença médica do parlamentar em dezembro do ano passado.


Naquela ocasião, Pollon apresentou atestado de nove dias depois do advogado dele abandonar a causa no meio da sessão de julgamento. Após o acontecimento, o parlamentar passou mal.


Pollon também ouviu a advogada da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, Carolina Barreto Siebra, que contou das condições desumanas que os presos políticos do 8 de janeiro passaram na cadeia.


‘Chama o mito para te salvar’

O deputado relatou que uma das mulheres detidas ficou menstruada sem ter acesso a absorventes, foi agredida por uma carcereira e, em meio ao sofrimento, ouviu que era para chamar o “mito”.


“Uma mulher com idade para ser a minha irmã, dizendo que, quando chegou o ciclo dela, não teve acesso a absorvente, ficou suja por mais de uma semana, foi espancada pela carcereira e, quando ela estava chorando, com frio, molhada, deitada no chão, a carcereira foi até onde ela estava e falou: ‘Chama o mito para te salvar’”, relatou.

Os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) também são julgados por ocupação da Mesa Diretora em agosto do ano passado, durante motim de deputados bolsonaristas.


Ainda, o deputado Sargento Gonçalves testemunhou e reforçou que o julgamento dos três parlamentares têm caráter persecutório, uma vez que os parlamentares não cometeram nenhuma irregularidade e participaram de forma pacífica do protesto, junto de setenta deputados da oposição.


As testemunhas afirmaram que não houve resistência na desobstrução da mesa e que os deputados deixaram as cadeiras da Mesa Diretora no momento em que foi solicitado — não atrapalhando o início da sessão.


Relembre

As sessões para coleta de depoimentos iniciaram-se no dia 9 de dezembro. Os julgados criticam a forma como os trabalhos são conduzidos pelo conselho desde então. Pollon chegou a dizer que “se amontoam os processos, se atabalhoam os feitos”, sendo rebatido pelo presidente do colegiado, que disse ao deputado que ele não poderia afirmar que o rito estaria sendo “atropelado”.


Na quinta-feira, 11 de dezembro, Pollon afirmou viver em “estado de exceção”, contexto que tem afetado o sono não apenas dele, mas também da esposa, a presidente do PL-Mulher em MS, Naiane Bitencourt.


Pollon também criticou o fato de acumular sobre si outra representação no Conselho de Ética, em razão de manifestação ofensiva ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), fora das dependências da Casa Baixa. “O único a ser punido sou eu, porque fiz um discurso em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, fora desta casa, e aí pergunto, tudo que falamos fora desta Casa será criminalizado?”, perguntou.


Ainda na quinta, durante a sessão de julgamento, Pollon precisou de atendimento médico após mal-estar. “Quando eu sofro hiperestimulação, eu não durmo; então, eu tô literalmente, e isso é fácil de provar pelas lives […] eu tô desde o início dos trabalhos, desde terça-feira, sem dormir, por causa de uma comorbidade…”, declarou naquele episódio. A sessão foi marcada pela renúncia do primeiro advogado envolvido no caso de Pollon, contratado pelo próprio parlamentar.


Na sexta-feira, 12 de dezembro, o advogado Clebson Gean da Silva Santos, servidor da Câmara, foi indicado pela Casa para defender Pollon. Entretanto, o servidor retrocedeu na defesa após ter sido “ameaçado” pelo parlamentar. “O representado me ligou ameaçando-me de representação. E eu creio que, no exercício do serviço público, da função de advogado da Casa, eu não vou ficar submetido a uma ameaça”, afirmou ao presidente da comissão, deputado Marcelo Freitas (União-MG).


Já na sexta-feira o deputado de MS não compareceu ao conselho, em razão do atestado médico. Nota afirmou que o parlamentar estaria debilitado e que, apesar de ausente, “a Comissão de Ética está acelerando os trabalhos”.


Marcos Pollon (PL-MS) recebeu atendimento médico. (Reprodução, TV Câmara)
Marcos Pollon (PL-MS) recebeu atendimento médico. (Reprodução, TV Câmara)

Fonte: Midiamax



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