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Mães relatam novos casos de negligência nas UPAs após morte de menino de 9 anos

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Na época, Asafe tinha apenas 9 anos. (Foto: Fala Povo)
Na época, Asafe tinha apenas 9 anos. (Foto: Fala Povo)

Outro menino precisou passar por 4 unidades de saúde até que tivesse seu caso investigado


Após a morte de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, outros casos denunciando suposta negligência em UPAs de Campo Grande vieram à tona. Dois anos atrás, Asafe Levi de Moura — que na época, também tinha apenas 9 anos — precisou passar por quatro unidades de saúde e atendimentos distintos para que finalmente tivesse seu caso investigado a fundo.


Conforme a universitária Maria das Dores de Moura, mãe de Asafe, o menino sofreu um atrito no cotovelo sem fratura ou trinca aparente, inicialmente semelhante a um caso leve. Dois dias após o ocorrido, a família o levou à UPA Universitário devido às dores relatadas, onde recebeu medicamento para dor e retornou para casa. Passados mais três dias sem melhora, a segunda parada ocorreu na UPA Leblon e, a terceira, no CEM (Centro Especializado Municipal), após encaminhamento.


“No CEM, foi realizado exame de raio-x, no qual não foi identificada nenhuma fratura ou trinca no cotovelo. A ortopedista determinou que o braço fosse imobilizado com tala e enfaixamento. Contudo, antes da colocação da tala, o enfermeiro responsável alertou a dra. que o cotovelo da criança estava excessivamente quente, sinal claro de possível inflamação ou infecção. Mesmo com o alerta, a médica manteve a decisão de imobilização”, relembra a mãe.

Dias após o procedimento, o menino apresentou febre alta e, mais uma vez, retornou à UPA Universitário para, depois, ir à Santa Casa. “Desta vez, fomos atendidos por um médico muito atencioso, que, ao ouvir todo o relato, agiu com rapidez. Solicitou imediatamente a retirada da tala e providenciou encaminhamento urgente para a Santa Casa. Na Santa Casa, após triagem e avaliação com ortopedista, foi diagnosticado que meu filho estava com artrite séptica no cotovelo.”


Tratamento adequado

Por tratar-se de uma infecção grave, Maria destaca que recebeu a informação de que, por pouco, a situação não evoluiu de forma fatal. Com o diagnóstico, Asafe passou por cirurgia, sessões de fisioterapia e acompanhamento médico.


“O atendimento prestado inicialmente demonstra indícios claros de negligência, principalmente diante dos sinais clínicos ignorados”, comenta Maria. Assim, a universitária aponta a necessidade de melhoria no atendimento das unidades de pronto atendimento para ‘evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento’.

O que diz a Prefeitura?

Perante o relato de Maria das Dores, a equipe de reportagem buscou a Prefeitura de Campo Grande sobre o caso de Asafe e questionou quanto aos protocolos para melhorar os atendimentos nas UPAs da Capital. Confira a nota na íntegra:

O caso está sendo investigado. Em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade e do sigilo das informações de saúde, a secretaria não fornece dados ou esclarecimentos sobre atendimentos individuais de pacientes à imprensa ou a terceiros, mesmo que de forma indireta.
A pasta esclarece ainda que as informações estão sendo devidamente apuradas, com base em levantamentos de prontuários e registros médicos. Ressalta também que todas as responsabilidades serão rigorosamente verificadas e, caso sejam identificados eventuais desvios de conduta, as medidas cabíveis serão adotadas.

Caso João

João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, morreu após uma saga na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Tiradentes, depois de cair jogando bola. A família do menino o levou à UPA ainda no dia 2 de abril, mas, entre idas e vindas, ele acabou morrendo no dia 6 de abril.


Uma suposta falha na entubação feita na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em que o menino recebeu atendimento, após a queda enquanto jogava futebol, foi apontada como uma possível causa para a morte.


João estava com o joelho trincado e passou por exames de raio-x, mas somente na quarta ida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) detectou-se a lesão. Ele foi entubado na segunda-feira (6) e transferido para a Santa Casa, onde foi entubado novamente, mas não resistiu.


Fonte: Midiamax



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