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Sensor óptico testado pela UFMS agiliza socorro a prematuros e evita ‘cegueira clínica’ no parto

  • há 21 horas
  • 2 min de leitura
Dispositivo sendo testado. (Foto: Assessoria UFMS)
Dispositivo sendo testado. (Foto: Assessoria UFMS)

Tecnologia permite maior precisão na identificação da idade gestacional de bebês


Pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) participaram de testes com dispositivo que pode facilitar a classificação de riscos em bebês recém-nascidos. Na prática, a tecnologia permite maior precisão na identificação da idade gestacional de bebês.


O estudo teve como objetivo avaliar a aplicação clínica do dispositivo optoeletrônico como ferramenta complementar para estimativa da idade gestacional de recém-nascidos, especialmente prematuros, em diferentes cenários no Brasil, contribuindo para maior precisão na tomada de decisão clínica após o nascimento.


O PreemieTest® é uma tecnologia idealizada e desenvolvida pela médica obstetra e pesquisadora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Zilma Reis e pelo físico da Birthtech Rodney Guimarães. Ele é responsável pela produção e pelo escalonamento tecnológico do dispositivo, juntamente com uma equipe altamente qualificada de profissionais, incluindo engenheiros e especialistas da área da saúde.


A coordenadora do grupo da UFMS e professora do Inisa, Daniele Soares Marangoni, representante do Centro-Oeste no estudo, fala que a participação da UFMS surgiu a partir da integração em uma rede colaborativa de pesquisa multicêntrica coordenada pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas). Assim, a UFMS integrou a quarta fase do estudo, voltada à validação em cenário real do PreemieTest®. O público-alvo do estudo foram os recém-nascidos e suas mães, além de profissionais de saúde no contexto perinatal.


Daniele conta que os resultados do estudo reforçam que o desconhecimento da idade gestacional pode gerar uma espécie de “cegueira clínica”, com impacto direto na tomada de decisão neonatal. Sem esse dado, há risco de subestimar, em especial, a imaturidade de um prematuro.


“O PreemieTest® demonstrou, em cenário de vida real, sua utilidade como ferramenta objetiva, rápida e não invasiva para estimativa da idade gestacional por meio da leitura indolor e não invasiva da maturidade da pele, contribuindo para decisões críticas de suporte à vida ainda nos primeiros minutos após o parto”.

Ainda de acordo com a professora, a incorporação do PreemieTest® ao SUS tem potencial de representar um avanço importante para a saúde neonatal.


“O primeiro minuto de vida de um recém-nascido é crucial. Tão importante conhecido como ‘minuto de ouro’. Nesse período, decisões fundamentais precisam ser tomadas, e muitas delas são diretamente influenciadas pela idade gestacional. Em um país com grandes desafios no acesso à saúde, a tecnologia pode funcionar como um suporte imediato à decisão clínica no nascimento”, diz.

Fonte: Midiamax

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