Milho fecha em baixa na B3 nesta 3ª feira, enquanto Chicago avança junto do trigo
- há 10 horas
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No BR, previsão de chuvas e dólar pressionam os preços
Os preços do milho encerraram o pregão desta teçra-feira (28) em queda na B3, refletindo um movimento de realização de lucros após as altas registradas nos últimos dias. As perdas variaram de 0,1% a 1,03%, com o julho sendo cotado a R$ 69,80 e o setembro a R$ 71,94 por saca.
Apesar do recuo, o mercado segue atento às condições climáticas para a safrinha no Brasil, que ainda geram preocupação entre os agentes, especialmente diante de irregularidades nas chuvas em importantes regiões produtoras. No entanto, previsões indicando a chegada de novas chuvas nos próximos dias, em regiões importantes de produção do milho segunda safra no Brasil, contribuíram para aliviar parte das apreensões, retirando força dos preços no mercado futuro.
Todavia, os traders - e, principalmente os produtores - permanecem em alerta, já que em muitas áreas as lavouras já estão perdendo parte de seu potencial produtivo por conta do tempo seco e quente.
A pressão sobre as cotações também foi reforçada pelo dólar baixo, fechando mais uma vez abaixo dos R$ 5,00, além de uma demanda momentaneamente mais contida.
CHICAGO NA DIREÇÃO OPOSTA
No cenário internacional, os contratos futuros do milho negociados em Chicago encerraram o dia em alta, acompanhando o movimento expressivo do trigo, que registrou ganhos próximos de 30 pontos.
Os futuros do grão concluíram o dia subindo entre 4,50 e 6,50 pontos, levando o julho a US$ 4,77 e o setembro a US$ 4,80 por bushel. A demanda aquecida pelo cereal norte-americano segue também se mostrado como um fator de sustentação para os preços.
Por outro lado, o mercado também monitora o avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos, que já chega a 25% da área projetada, um ritmo considerado forte para o período e que pode limitar movimentos mais intensos de alta nas cotações. O clima no Corn Belt, portanto, será um fator cada vez mais importante.
Fonte: Notícias Agrícolas







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