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Menina de 11 anos obrigada a tomar Lipoless em MS teve insônia, desidratação e desmaios

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura
(Arquivo, Midiamax)
(Arquivo, Midiamax)

O medicamento foi aplicado pela avó e pelo tio sem autorização médica


O uso de emagrecedor sem prescrição médica em uma criança de 11 anos — caso que viralizou nesta semana em Mato Grosso do Sul — acarretou alguns problemas de saúde na menina. A avó, de 68 anos, e o tio, de 38 anos, teriam aplicado duas doses de emagrecedores do Paraguai na garota, em Mato Grosso do Sul.


O caso foi parar na Delegacia de Polícia Civil e agora está sendo investigado. Conforme o boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, a menina recebeu duas doses do medicamento, popularmente conhecido como Lipoless. Cada aplicação teve a dosagem de 2,5 mg.


A aplicação fez com que a criança perdesse cinco quilos em poucos dias. No entanto, a rápida perda de peso e os efeitos colaterais dos medicamentos acarretaram alguns problemas de saúde, que neste momento estão sendo tratados com acompanhamento médico.


Após as aplicações, a menina começou a apresentar vários sintomas, que incluíram redução de apetite, tontura, diarreia, tremores, insônia, desmaio, fraqueza e até a incapacidade de ingestão de líquidos. Em decorrência disso, ela teve quadro de desidratação.


Agora, ela precisará passar por um longo acompanhamento médico, para realização de exames periódicos, reposição de vitaminas e até mesmo acompanhamento da alimentação, para ela voltar ao peso ideal.


O uso na menina foi caracterizado pelo médico como “fora de indicação, sem respaldo clínico, sem supervisão médica e em contexto inadequado”. Além do acompanhamento médico, ela passará por psicólogo.


Descoberta

Conforme o boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, a menina foi “medicada” com duas doses do emagrecedor, popularmente conhecido como Lipoless; cada aplicação teve a dosagem de 2,5 mg. Os fatos aconteceram ao fim de abril, sendo que a última aplicação ocorreu no dia 28.


“Você está muito gorda, não pode ser a única gorda da família, eu perdi muito peso com o Mounjaro”, teria dito a avó para convencer a criança.

A mãe da criança só descobriu o caso após buscar a menina na fazenda [onde a vítima morava com a avó] e notar que a menina estava fraca.


“A amiguinha dela foi visitá-la e ela pediu o celular emprestado e me mandou uma mensagem: ‘Mãe, vem me buscar, quero passar o final de semana com você’. Quando cheguei lá, ela estava muito fraca e me falou que estavam aplicando Mounjaro nela”, contou a mulher.

Após a mãe descobrir sobre a aplicação da medicação, a filha passou a relatar que estava sendo ameaçada caso contasse para alguém. Inclusive, a criança chegou a relatar ter ido ao Paraguai buscar o medicamento.


“Ela mesma relatou que eles foram no Paraguai. Agora ela vai ter acompanhamento psicológico. Eles ameaçaram bater se ela contasse para alguém. Eu sempre mandava mensagem e ela falava que estava bem, mas o celular estava com a avó”, finalizou.

O caso foi registrado como perigo para a vida ou saúde de outro e deverá ser investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.


Informação ao leitor

Jornal Midiamax e demais veículos de imprensa são proibidos pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) de informar nomes de escolas ou qualquer informação que identifique a criança ou adolescente vítima de violência, conforme estabelecido no Art. 18. Essa restrição é fundamental para proteger a identidade da criança, evitando que a menção ao nome da escola ou alguma característica revele quem ela é, em consonância com o direito à preservação de sua imagem, garantido pelo Art. 17.


Caso necessário, o responsável deve acionar a Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).


Fonte: Midiamax


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