top of page
Banner_Full_Oficial.jpg

Irã e EUA retomam negociações sobre o programa nuclear

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura
O principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com seu homólogo omanita em Mascate em 6 de fevereiro, antes das negociações mediadas por Omã com os Estados Unidos sobre o programa nuclear da república islâmica - Foto por HANDOUT / OMANI FOREIGN MINISTRY / AFP
O principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com seu homólogo omanita em Mascate em 6 de fevereiro, antes das negociações mediadas por Omã com os Estados Unidos sobre o programa nuclear da república islâmica - Foto por HANDOUT / OMANI FOREIGN MINISTRY / AFP

O Irã afirmou nesta sexta-feira (6) que está “disposto” a defender sua soberania no início das negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear e outros temas, em meio a ameaças de Washington, que incluem uma possível ação militar.


O diálogo, cujo início na capital Mascate foi confirmado pela televisão iraniana, é o primeiro encontro do tipo entre as duas nações inimigas desde que os Estados Unidos se uniram à guerra de Israel contra o Irã em junho de 2025, com ataques a várias instalações do programa nuclear de Teerã.


O Irã está “disposto a defender a soberania e a segurança nacional do país diante de qualquer exigência excessiva ou aventura” por parte dos Estados Unidos, advertiu o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, durante um encontro com seu homólogo de Omã, Badr al Busaidi, minutos antes do início da reunião.


“A República Islâmica utiliza a diplomacia para defender os interesses nacionais do Irã”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores, que representa seu país nas negociações.

Araghchi já havia advertido na rede social X que “a igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são retórica, são imprescindíveis e constituem os pilares de um acordo duradouro”.


Do lado americano, a delegação é liderada por Steve Witkoff, o emissário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Washington pretende explorar uma “capacidade nuclear zero” para o Irã, antecipou na quinta-feira a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao advertir que Trump tem “muitas opções à sua disposição além da diplomacia”.


A reunião acontece em meio à tensão, depois que os Estados Unidos enviaram um porta-aviões ao Oriente Médio após a repressão aos movimentos de protesto no Irã no início de janeiro, que deixou milhares de mortos, segundo grupos de direitos humanos.


“Estão negociando”, disse Trump sobre o Irã na quinta.

“Eles não querem que os ataquemos. Temos uma grande frota se dirigindo para lá”, acrescentou, em referência ao grupo do porta-aviões, o qual chamou repetidamente de “armada”.

Inicialmente, Trump ameaçou recorrer à força militar contra Teerã pela repressão contra os manifestantes, mas, nos últimos dias, sua retórica tem-se concentrado em deter os avanços do programa nuclear iraniano, que o Ocidente teme que esteja orientado a fabricar uma bomba.


Coincidindo com o início das conversas, a China afirmou nesta sexta-feira que apoia o Irã “na defesa de sua soberania, segurança, dignidade nacional e direitos e interesses legítimos”. Pequim expressou oposição ao que chamou de “intimidação unilateral”.


“Entre conciliação ou guerra”

Com a ameaça americana de uma ação militar ainda sobre a mesa, os Estados Unidos enviaram o grupo naval liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln à região, e o Irã prometeu ações contra bases americanas em caso de ataque.


“Estamos prontos para nos defender e cabe ao presidente dos Estados Unidos escolher entre conciliação ou guerra”, disse o porta-voz do Exército iraniano, o general Mohammad Akraminia, citado na televisão estatal do país. O militar advertiu que o Irã tem acesso “fácil” às bases americanas na região.

Em meio às tensões, a Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu dois petroleiros com suas tripulações estrangeiras nas águas do Golfo por “contrabando de combustível”, informou na quinta-feira a agência de notícias Tasnim.


Não ficou claro de imediato quais era as bandeiras das embarcações nem as nacionalidades das tripulações.

Enquanto isso, em Doha, no Catar, o chanceler alemão Friedrich Merz urgiu a liderança iraniana a “entrar realmente nas conversas” e acrescentou que há “grande temor de uma escalada militar na região”.


O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, citado na imprensa de seu país, disse que, “até o momento”, vê que “as partes querem criar um espaço para a diplomacia”, e acrescentou que o conflito “não é a solução”.


O jornal The New York Times, que citou fontes iranianas anônimas, afirmou que o governo dos Estados Unidos aceitaram que as conversas excluíssem líderes regionais e que, embora a reunião se concentre na questão nuclear, também seriam discutidos as questões dos mísseis e grupos militantes, “com o objetivo de elaborar um marco para um acordo”.


*AFP


Fonte: Jovem Pan

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html