Futuro da Mesa Diretora da Câmara de Chapadão do Sul segue sem definição em 2026
- Fabio Sanches

- há 1 dia
- 3 min de leitura

Justiça chegou a anular eleição da Mesa Diretora da Casa de Leis, mas desembargador reverteu cenário e, agora, vereadores aguardam nova decisão
O futuro da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Chapadão do Sul, município a 316 km de Campo Grande, segue em indefinição nas mãos da Justiça. Em dezembro passado, a 1ª Vara de Chapadão do Sul anulou a eleição da Mesa Diretora, realizada em 6 de outubro, que havia elegido Marcelo Costa (PSD) na presidência para 2026.
Conforme o ex-presidente da Casa de Leis, vereador Cícero Barbosa dos Santos, conhecido como Mika (PP), uma decisão em segundo grau reverteu o cenário e deu posse à chapa vencedora. Diante disso, Marcelo Costa assumiu a presidência da Casa de Leis em 12 de janeiro deste ano.
O vereador Mika afirma que aguardam a decisão dos desembargadores sobre o futuro da Mesa Diretora. “Eu era presidente em 2025 e apresentamos uma chapa para 2026. Acontece que fomos traídos na eleição. O candidato nosso entrou na Justiça, e o juiz daqui me conduziu até uma segunda decisão; então, o desembargador de Campo Grande deu posse para a chapa que ganhou a eleição. Agora, estamos aguardando a decisão do colegiado, que parece que é de cinco desembargadores”, informou Mika.
Em nota publicada pela Câmara de Vereadores, o presidente Marcelo Costa afirmou que reconhece o trabalho desenvolvido pelo antecessor, vereador Mika. Ainda afirmou que “sua prioridade será garantir uma gestão harmônica, tanto entre os próprios vereadores quanto na relação institucional com o Poder Executivo”.
Eleição da Mesa Diretora
A ação de anulação da eleição foi protocolada pelo vereador Marcel D’Angelis Ferreira Silva (PP), que acusou irregularidades no processo de eleição da Mesa Diretora, incluindo acordos prévios e promessa de emprego.
A escolha dos membros da Mesa Diretora para o ano de 2026, realizada em 6 de outubro de 2025, confirmou os vereadores: Marcelo Costa (PSD), na presidência; Júnior Teixeira (PSDB), na vice-presidência; Vanderson Cardoso (Republicanos), na segunda vice-presidência; Inez do Banco (PL), como primeira-secretária; e Andréia Lourenço (PSD), como segunda-secretária.
Contudo, Inez do Banco era suplente e perdeu o mandato como vereadora ao ter contrariado o acordo feito com a base do prefeito Walter Schlatter (PP) e votar na chapa da oposição, encabeçada por Marcelo Costa (PSD).
Ela foi substituída pelo titular da vaga, Emerson Nunes, o Sapo (PL), que foi exonerado da Secretaria Municipal de Esportes, Juventude e Lazer, e reassumiu o mandato.
Confira o vídeo no qual a antiga composição da mesa diretora revela acordo de sucessão do comando da Câmara de Chapadão do Sul:
Anulação
O vereador Marcel D’Angelis apontou ao menos quatro vícios que poderiam anular o processo de eleição da Mesa Diretora, como:
Antecipação inconstitucional do pleito;
Combinação prévia de votos e “acerto” extrainstitucional sobre a composição da Mesa Diretora para os exercícios de 2026, 2027 e 2028;
Promessa de garantia de emprego por três anos para a obtenção de voto da vereadora suplente Inês;
Fraude ao processo deliberativo interno, já que a decisão efetiva teria ocorrido em reunião privada, realizada mais de um mês antes da sessão pública.
No processo, foram juntados documentos que comprovariam as fraudes alegadas, como gravação da reunião em 10 de setembro, em que teriam sido fechados os acordos.
Ao anular a eleição da Mesa Diretora na época, o juiz Silvio C. Prado, da 1ª Vara de Chapadão do Sul, apontou que a sessão em outubro teria se convertido em “teatro institucional destinado a confirmar resultado decidido em local privado, por poucos agentes políticos”.
Fonte: Midiamax







Comentários