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Família denuncia erro em medicação e na transferência de paciente na UPA Vila Almeida

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
UPA Vila Almeida. (Divulgação/PMCG)
UPA Vila Almeida. (Divulgação/PMCG)

Jovem foi diagnosticado com encefalite e aguarda há três dias por vaga em hospital


Familiares de um jovem de 28 anos denunciam uma série de falhas no atendimento prestado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, em Campo Grande. O paciente deu entrada na unidade na segunda-feira (23), com um quadro neurológico grave, e, posteriormente, foi diagnosticado com encefalite, condição que pode evoluir rapidamente e apresenta risco de morte.


Desde então, ele aguarda transferência para a Santa Casa, classificado como prioridade 1 no sistema de regulação. Segundo a família, apesar da gravidade do caso, a vaga ainda não foi efetivada, e uma possível confusão envolvendo pacientes com o mesmo nome teria contribuído para a demora.


Além da espera por transferência, os familiares relatam falhas graves na assistência dentro da unidade, como a administração de medicação incorreta — incluindo o uso de clonazepam e de anticonvulsivo, os quais, segundo a família, não seriam indicados para o quadro clínico.


Erro em medicação

A sogra do paciente, que acompanhou o atendimento, afirma que, após receber medicação errada, o jovem apresentou piora no quadro clínico, com episódios de desorientação e agitação.


“Uma médica apareceu lá e falou que o que ele tomou foi clonazepam e anticonvulsivo, e ainda deram mais, sendo que não era nem para ele, porque ele nem está convulsionando. É um desrespeito, um absurdo.”

Segundo ela, o erro só foi percebido após o paciente já ter ingerido parte da medicação, e situação semelhante teria ocorrido com outro paciente no dia anterior.


“A enfermeira pegou um punhado de remédios e deu para o meu genro. Depois, viu que não era dele e voltou correndo, mas ele já tinha tomado. Ele só dormiu, depois acordou desorientado, arrancando a roupa, passando mal. Como dão remédio errado para alguém com um problema grave no cérebro?”, questiona.

Além disso, ela relata falta de alimentação adequada a pacientes e dificuldades para obter informações sobre o estado de saúde do jovem. “Liguei para saber notícias e disseram que não podiam informar nada. Falam que tem médica lá, mas meu filho está com ele e diz que não tem ninguém. É desesperador.”


Sesau irá apurar denúncias, mas nega erro na transferência

Procurada, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que tomou conhecimento dos fatos relacionados ao atendimento realizado no dia 23 de março e que já iniciou a apuração do ocorrido.


Em nota, a pasta afirmou que o paciente foi atendido no período noturno, avaliado pela equipe médica e mantido em leito de observação. No dia seguinte, foi inserido no sistema de regulação para transferência, conforme avaliação clínica.


A secretaria também esclareceu que não houve troca de pacientes no sistema, e que a vaga foi destinada a outro paciente com o mesmo nome, conforme critérios da central de regulação e quadro clínico.


Ainda segundo a Sesau, a solicitação de transferência segue em acompanhamento e, assim que houver vaga disponível, o paciente será encaminhado. O órgão destacou também que, em cumprimento à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), não pode fornecer detalhes sobre atendimentos individuais.


Fonte: Midiamax



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